{"id":1066,"date":"2013-06-06T21:13:55","date_gmt":"2013-06-07T00:13:55","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=1066"},"modified":"2013-06-06T21:14:16","modified_gmt":"2013-06-07T00:14:16","slug":"comportamento-agressivo-na-infancia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/familia\/comportamento-agressivo-na-infancia\/","title":{"rendered":"Comportamento Agressivo na Inf\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><b>&#8211; COMPORTAMENTO AGRESSIVO NA INF\u00c2NCIA <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b>&#8211; A AGRESSIVIDADE DAS CRIAN\u00c7AS PODE SER REFLEXO DE OUTRAS ENCARNA\u00c7\u00d5ES? <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><b>&#8211; QUAL 0 PAPEL DOS PAIS E DOS EVANGELIZADORES NA EDUCA\u00c7\u00c3O DELAS? <\/b><\/p>\n<p align=\"center\">Sandra SaIIes<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Entrevista realizada no canal IRC #Espiritismo<\/b><b><\/b><\/p>\n<p><b>Como nos orienta a doutrina esp\u00edrita, somos esp\u00edritos em evolu\u00e7\u00e3o, trazendo conosco as conquistas e as dificuldades acumuladas em vidas passadas. Na inf\u00e2ncia, o esp\u00edrito se mostra com uma inoc\u00eancia aparente, por\u00e9m, suas tend\u00eancias, inclusive agressivas, v\u00e3o se acentuando com o passar da idade. <\/b><\/p>\n<p><b>Como pais e educadores, nosso papel \u00e9 tentar auxiliar a crian\u00e7a em seu processo de auto educa\u00e7\u00e3o, usando os impulsos agressivos no sentido construtivo, isto \u00e9, da luta e da coragem, n\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o, visando um progresso moral. <\/b><\/p>\n<p><b>Sabemos que o comportamento agressivo \u00e9 extrema\u00admente complexo e tentamos aqui apenas iniciar alguma compreens\u00e3o. Devemos ter o cuidado de n\u00e3o fazermos nenhuma avalia\u00e7\u00e3o apressada, pois existem doen\u00e7as que podem favorecer ou manifestar atitudes hostis. De qualquer forma, lembramos que a agressividade reflete sempre um pedido de socorro, aten\u00e7\u00e3o ou ajuda e, enquanto esp\u00edritas, nosso compromisso e de n\u00e3o estimul\u00e1-la e n\u00e3o permitir que ela nos contagie, pois o<i> <\/i>melhor combate e aquele que usa o amor, capaz de frustrar e ate neutralizar qualquer atitude hostil. <\/b><\/p>\n<p><b>Normalmente, uma crian\u00e7a com comportamento agressivo \u00e9 colocada como indesej\u00e1vel por muitos evangelizadores. Qual a postura ideal neste caso? <\/b><\/p>\n<p><b>Sandra Salles <\/b>\u2014 Tal comportamento \u00e9 um pedido de socorro. Ao pesquisar as motiva\u00e7\u00f5es da crian\u00e7a, o evangelizador deve se propor, neste momento em que lembramos de Jesus, que n\u00e3o s\u00e3o os s\u00e3os, mas os doentes que precisam de rem\u00e9dio. 0 ideal \u00e9 n\u00e3o rotular a crian\u00e7a de forma alguma e perceb\u00ea-la como algu\u00e9m com maior necessidade de aten\u00e7\u00e3o, aceita\u00e7\u00e3o e empatia. Al\u00e9m disso, sabemos que os modelos positivos tem muito mais persuas\u00e3o do que qualquer medida de recrimina\u00e7\u00e3o ou puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Como ajudar os pais que pensam que freq\u00fcentar um centro esp\u00edrita modificar\u00e1 o comportamento dos filhos? <\/b><\/p>\n<p><b>Sandra SaIIes <\/b>\u2014 Envolvendo-os e<b> <\/b>orientando-os nas reuni\u00f5es de pais, que tem apresentado excelentes resultados, pois possibilitam a troca de experi\u00eancias e, muitas vezes, mudan\u00e7as radicais.<\/p>\n<p><b>A agressividade pode esconder uma car\u00eancia emocional da crian\u00e7a, como, por exemplo, necessidade de afei\u00e7\u00e3o, de toque e de calor humano? Como dar esse carinho que a crian\u00e7a necessita se, ao busc\u00e1-lo, ela mesma dificulta com a atitude agressiva? <\/b><\/p>\n<p><b>Sandra SaIIes <\/b>\u2014 Dentro do<b> <\/b>poss\u00edvel, devemos tentar mostrar urna certa indiferen\u00e7a com o comportamento agressivo em si e transmitir o que temos de melhor, como do\u00e7ura, aceita\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o, ate ganharmos a confian\u00e7a da crian\u00e7a e, conseq\u00fcentemente, a permiss\u00e3o dela para uma aproxima\u00e7\u00e3o mais efetiva, tanto fi\u00adsica como emocional. Conheci urna crian\u00e7a que chegou a escola de evangelho cumprimentando a todos com pontap\u00e9s e tal conduta desapareceu quando se mostrou a crian\u00e7a que poderia ser aceita com carinho independentemente de sua atitude, que, na verdade, era reprodu\u00e7\u00e3o do tratamento recebido em casa. Entretanto, aprendendo manifesta\u00e7\u00f5es mais \u201csimp\u00e1ticas\u201d com outras crian\u00e7as, como abra\u00e7ar e dizer \u201cOi\u201d, Seu comportamento se modificou. Ao mesmo tempo, solicitou-se a crian\u00e7a que n\u00e3o machucasse ningu\u00e9m, da mesma forma que jamais seria machucada.<\/p>\n<p><b>O comportamento agressivo sempre est\u00e1 relacionado com as vidas passadas? <\/b><\/p>\n<p><b>Sandra SaIIes <\/b>\u2014 Sim, tendo em vista que somos esp\u00edritos e nada do nosso passado \u00e9 descartado, mas n\u00e3o como uma rela\u00e7\u00e3o determinista, pois o meio pode exercer uma influ\u00eancia muito importante na manifesta\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da agressividade. No entanto, \u00e9 o esp\u00edrito, com o livre arbitrio, que far\u00e1 suas escolhas, ainda que, na inf\u00e2ncia, elas sejam vol\u00faveis em fun\u00e7\u00e3o da fase. \u00c9 neste sentido que n\u00e3o devemos descuidar da evangeliza\u00e7\u00e3o infantil<\/p>\n<p><b>As vezes, nos centros esp\u00edritas, vemos crian\u00e7as agressivas com o pr\u00f3prio Espiritismo, n\u00e3o sendo, entretanto, agressivas com pessoas em seu trato pessoal. Como lidar com esses casos na evangeliza\u00e7\u00e3o infantil? <\/b><\/p>\n<p><b>Sandra SaIIes <\/b>\u2014 Algumas crian\u00e7as v\u00e3o obrigadas para a evangeliza\u00e7\u00e3o e, por isso, mostram-se resistentes. Acre\u00additamos que seja importante insistir com elas para que participem, mas devemos escuta-las para entender melhor tanta negativa, pois, normalmente, as atividades de evangeliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito agrad\u00e1veis e bem aceitas. As vezes, isto reflete um desejo de contrariar os pais, da\u00ed a import\u00e2ncia de tentarmos cativar a crian\u00e7a de tal maneira que ela goste do trabalho e esque\u00e7a de seus \u201cconflitos particulares\u201d.<\/p>\n<p><b>Na educa\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a, principalmente a com comportamento agressivo, \u00e9 importante que ela fre\u00adquente um centro esp\u00edrita para tentar conduzi-Ia de forma correta sob as leis morais de Cristo. Mas se ela imp\u00f5e uma resist\u00eancia, devemos insistir ou desistir?<\/b><\/p>\n<p><b>Sandra Salies <\/b>\u2014 Devemos insistir, assim como insistimos para outras atividades tamb\u00e9m importantes, como a es\u00adcola. Por\u00e9m, tal insist\u00eancia deve se revestir do est\u00edmulos agrad\u00e1veis e conversas que visem esclarecer a crian\u00e7a do quanto tal participa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 importante para ela, ainda que hoje n\u00e3o consiga avaliar. Bezerra do Menezes afirma que este \u00e9 o<i> <\/i>cuidado que n\u00e3o deve falhar, refor\u00e7ando a orienta\u00e7\u00e3o da doutrina de que a paternidade \u00e9 uma miss\u00e3o e que devemos fazer tudo o que jul\u00adgamos ben\u00e9fico para os nossos filhos.<\/p>\n<p><b>Como um evangelizador deve proceder quando uma crian\u00e7a \u00e9 violenta e agride os demais, inclusive os maiores que tentam acalm\u00e1-la dentro do grupo infantil? <\/b><\/p>\n<p><b>Sandra SaIles <\/b>&#8211; O<b> <\/b>evangelizador deve procurar ser bastante tolerante, mas deixar claro os limites, o que \u00e9 educativo para tal crian\u00e7a. Nestes casos<i>, <\/i>\u00e9 interessante contar com o apoio de outro evangelizador e com muita paci\u00eancia, j\u00e1 que o trabalho no bem \u00e9 sempre apoiado e nossa perseveran\u00e7a haver\u00e1 de ser recompensada.<\/p>\n<p><b>O comportamento agressivo de muitas crian\u00e7as tem origem em seu esp\u00edrito ou na educa\u00e7\u00e3o recebida peio meio que a cerca? <\/b><\/p>\n<p><b>Sandra SaIIes\u2014 <\/b>Em ambos, pois, enquanto esp\u00edritos encarnados, n\u00e3o podemos descartar nenhuma influ\u00eancia.<\/p>\n<p><b>Por vezes, adultos agressivos e ate mesmo psicopatas foram crian\u00e7as aparentemente calmas e retra\u00eddas. Se queremos evitar adultos violentos, como diagnosticar essa agressividade na crian\u00e7a se ainda n\u00e3o exterioriza? <\/b><\/p>\n<p><b>Sandra SaIles <\/b>\u2014 Em <i>0 Evangelho Segundo o Espiritismo, <\/i>capitulo XIV, item 9, temos que \u201cdesde pequenina, a crian\u00e7a manifesta os instintos bons ou maus que traz do sua exist\u00eancia anterior. Ao estud\u00e1-los, devem os pais se aplicarem. Todos os males se originam do ego\u00edsmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores ind\u00edcios re\u00adveladores do germe do tais v\u00edcios e cuidem de combat\u00ea-los, sem esperar que lancem ra\u00edzes profundas\u201d. Por\u00adtanto, precisamos ser amorosos, mas n\u00e3o iludidos, para que n\u00e3o deixemos de perceber tais instintos.<\/p>\n<p><b>H\u00e1 crian\u00e7as que s\u00e3o extremamente violentas em alguns momentos e, em outros, muito carinhosas. Por que essa mudan\u00e7a de comportamento? <\/b><\/p>\n<p><b>Sandra Sailes &#8211;<\/b> Isto revela uma instabilidade emocional t\u00edpica da crian\u00e7a insegura e que se \u201cprotege\u201d com a capa da agressividade. Devemos ajud\u00e1-la a adquirir mais auto-confian\u00e7a e seguran\u00e7a, para que n\u00e3o precisa\u00adse recorrer a tais comportamentos.<\/p>\n<p><b>Uma crian\u00e7a violenta por motivos obsessivos j\u00e1 diagnosticados deve ser afastada da evangeliza\u00e7\u00e3o infantil durante o tratamento de passes e desobsess\u00e3o? <\/b><\/p>\n<p><b>Sandra Sailes\u2014 <\/b>N\u00e3o. A evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 para todos e n\u00e3o aprovamos nenhuma atitude discriminat\u00f3ria. Entretanto, se sua presen\u00e7a impede que o trabalho seja realiza\u00addo, a crian\u00e7a dever\u00e1 receber uma assist\u00eancia de outro evangelizador, de tal maneira que a atividade n\u00e3o acabe sendo interrompida.<\/p>\n<p><b>Aquelas \u201cpalmadinhas\u201d no bumbum das crian\u00e7as quando ainda s\u00e3o bem pequeninas ajudam a combater ou agravam a agressividade infantil? <\/b><\/p>\n<p><b>Sandra Sailes &#8211;<\/b> O que conta \u00e9 o sentimento que a gen\u00adte exterioriza. Os limites s\u00e3o importantes em qualquer processo educativo, desde que n\u00e3o sejam colocados sob o imp\u00e9rio da c\u00f3lera e da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Entrevista Extra\u00edda da Revista Internacional de Espiritismo n\u00ba 15<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; COMPORTAMENTO AGRESSIVO NA INF\u00c2NCIA &#8211; A AGRESSIVIDADE DAS CRIAN\u00c7AS PODE SER REFLEXO DE OUTRAS ENCARNA\u00c7\u00d5ES? &#8211; QUAL 0 PAPEL DOS PAIS E DOS EVANGELIZADORES NA EDUCA\u00c7\u00c3O DELAS? 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