{"id":1092,"date":"2013-06-10T08:33:10","date_gmt":"2013-06-10T11:33:10","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=1092"},"modified":"2013-06-10T08:33:10","modified_gmt":"2013-06-10T11:33:10","slug":"13-do-laboratorio-do-mundo-invisivel","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/lm\/13-do-laboratorio-do-mundo-invisivel\/","title":{"rendered":"13 &#8211; Do Laborat\u00f3rio do Mundo Invis\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p>O Livro dos M\u00e9diuns- SEGUNDA PARTE &#8211;\u00a0CAP\u00cdTULO VIII<\/p>\n<p><b>DO LABORAT\u00d3RIO DO MUNDO INVIS\u00cdVEL<\/b><\/p>\n<p><i>Vestu\u00e1rio dos Esp\u00edritos. &#8211; Forma\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de objetos tang\u00edveis. &#8211; Modifica\u00e7\u00e3o das propriedades da mat\u00e9ria. &#8211; A\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica curadora.<\/i><\/p>\n<p>126. Temos dito que os Esp\u00edritos se apresentam vestidos de t\u00fanicas, envoltos em largos panos, ou mesmo com os trajes que usavam em vida. O envolvimento em panos parece costume geral no mundo dos Esp\u00edritos. Mas, onde ir\u00e3o eles buscar vestu\u00e1rios semelhantes em tudo aos que traziam quando vivos, com todos os acess\u00f3rios que os completavam? E fora de qualquer d\u00favida que n\u00e3o levaram consigo esses objetos, pois que os objetos reais temo-los ainda sob as vistas. Donde ent\u00e3o prov\u00eam os de que usam no outro mundo? Esta quest\u00e3o deu sempre muito que pensar. Para muitas pessoas, por\u00e9m, era simples motivo de curiosidade. A ocorr\u00eancia, todavia, confirmava uma quest\u00e3o de princ\u00edpio, de grande solu\u00e7\u00e3o nos fez entrever uma lei geral, que tamb\u00e9m encontra aplica\u00e7\u00e3o no nosso mundo corp\u00f3reo. M\u00faltiplos fatos a vieram complicar e demonstrar a insufici\u00eancia das teorias com que tentaram explic\u00e1-la.<\/p>\n<p>At\u00e9 certo ponto, poder-se-ia compreender a exist\u00eancia do traje, por ser poss\u00edvel consider\u00e1-lo como, de alguma sorte, fazendo parte do indiv\u00edduo. O mesmo, por\u00e9m, n\u00e3o se d\u00e1 com os objetos acess\u00f3rios, qual, por exemplo, a caixa de rap\u00e9 do visitante da senhora doente, de quem falamos no n. 116. Notemos, a este prop\u00f3sito, que ali n\u00e3o se tratava de um morto, mas de um vivo, e que tal senhor, quando voltou em pessoa, trazia na m\u00e3o uma caixa de rap\u00e9 semelhante em tudo \u00e0 da apari\u00e7\u00e3o. Onde encontrara seu Esp\u00edrito a que tinha consigo, quando sentado junto ao leito da doente? Poder\u00edamos citar grande n\u00famero de casos em que Esp\u00edritos, de mortos ou de vivos, apareceram com diversos objetos, tais como bengalas, armas, cachimbos, lanternas, livros, etc.<\/p>\n<p>Veio-nos ent\u00e3o uma id\u00e9ia: a de que, possivelmente, aos corpos inertes da terra correspondem outros, an\u00e1logos, por\u00e9m et\u00e9reos, no mundo invis\u00edvel; de que a mat\u00e9ria condensada, que forma os objetos, pode ter uma parte quintessenciada, que nos escapa aos sentidos. N\u00e3o era destitu\u00edda de verossimilhan\u00e7a esta teoria, mas se mostrava impotente para explicar todos os fatos. Um h\u00e1, sobretudo, que parecia destinado a frustrar todas as interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o se tratara sen\u00e3o de imagens, ou apar\u00eancias. Vimos perfeitamente bem que o perisp\u00edrito pode adquirir as propriedades da mat\u00e9ria e tornar-se tang\u00edvel, mas essa tangibilidade \u00e9 apenas moment\u00e2nea e o corpo s\u00f3lido se desvanece qual sombra. J\u00e1 \u00e9 um fen\u00f4meno muito extraordin\u00e1rio; por\u00e9m, o que o \u00e9 ainda mais \u00e9 produzir-se mat\u00e9ria s\u00f3lida persistente, conforme o provam numerosos fatos aut\u00eanticos, notadamente o da escrita direta, de que falaremos minuciosamente em cap\u00edtulo especial. Todavia, como este fen\u00f4meno se liga intimamente ao assunto de que agora tratamos, constituindo uma de suas mais positivas aplica\u00e7\u00f5es, antecipar-nos-emos, colocando-o antes do lugar em que, pela ordem, deveria ser explanado.<\/p>\n<p>127. A escrita direta, ou <i>pneumatografia, <\/i>\u00e9 a que se produz espontaneamente, sem o concurso, nem da m\u00e3o do m\u00e9dium, nem do l\u00e1pis. Basta tomar-se de uma folha de papel branco, o que se pode fazer com todas as precau\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, para se ter a certeza da aus\u00eancia de qualquer fraude, dobr\u00e1-la e deposit\u00e1-la em qualquer parte, numa gaveta, ou simplesmente sobre um m\u00f3vel. Feito isso, se a pessoa estiver nas devidas condi\u00e7\u00f5es, ao cabo de mais ou menos longo tempo encontrar-se-\u00e3o, tra\u00e7ados no papel, letras, sinais diversos, palavras, frases e at\u00e9 disserta\u00e7\u00f5es, as mais das vezes com uma subst\u00e2ncia acinzentada, an\u00e1loga \u00e0 plumbagina, doutras vezes com l\u00e1pis vermelho, tinta comum e, mesmo, tinta de imprimir.<\/p>\n<p>Eis o fato em toda a sua simplicidade e cuja reprodu\u00e7\u00e3o, se bem pouco comum, n\u00e3o \u00e9, contudo, muito rara, porquanto pessoas h\u00e1 que a obt\u00eam com grande facilidade. Se ao papel se juntasse um l\u00e1pis, poder-se-ia supor que o Esp\u00edrito se servira deste para escrever. Mas, desde que o papel \u00e9 deixado inteiramente s\u00f3, evidente se torna que a escrita se formou por meio de uma mat\u00e9ria depositada sobre ele. De onde tirou o Esp\u00edrito essa mat\u00e9ria? Tal o problema, a cuja solu\u00e7\u00e3o fomos levados pela caixa de rap\u00e9 a que h\u00e1 pouco nos refer\u00edamos.<\/p>\n<p>128. Foi o Esp\u00edrito S\u00e3o Lu\u00eds quem nos deu essa solu\u00e7\u00e3o, mediante as respostas seguintes:<\/p>\n<p>1\u00aa Citamos um caso de apari\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito de uma pessoa viva. Esse Esp\u00edrito tinha uma caixa de rap\u00e9, do qual tomava pitadas. Experimentava ele a sensa\u00e7\u00e3o que experimenta um indiv\u00edduo que faz o mesmo?<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>2\u00aa Aquela caixa de rap\u00e9 tinha a forma da de que ele se servia habitualmente e que se achava guardada em sua casa. Que era a dita caixa nas m\u00e3os da apari\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8220;Uma apar\u00eancia. Era para que a circunst\u00e2ncia fosse notada, como realmente foi, e n\u00e3o tomassem a apari\u00e7\u00e3o por uma alucina\u00e7\u00e3o devida ao estado de sa\u00fade da vidente. O Esp\u00edrito queria que a senhora em quest\u00e3o acreditasse na realidade da sua presen\u00e7a e, para isso, tomou todas as apar\u00eancias da realidade.&#8221;<\/p>\n<p>3\u00aa Dizes que era uma apar\u00eancia; mas, uma apar\u00eancia nada tem de real, \u00e9 como uma ilus\u00e3o de \u00f3tica. Desej\u00e1ramos saber se aquela caixa de rap\u00e9 era apenas uma imagem sem realidade, ou se nela havia alguma coisa de material?<\/p>\n<p>&#8220;Certamente. E com o aux\u00edlio deste princ\u00edpio material que o perisp\u00edrito toma a apar\u00eancia de vestu\u00e1rios semelhantes aos que o Esp\u00edrito usava quando vivo.&#8221;<\/p>\n<p>NOTA. \u00c9 evidente que a palavra apar\u00eancia deve ser aqui tomada no sentido de aspecto, imita\u00e7\u00e3o. A caixa de rap\u00e9 real n\u00e3o estava l\u00e1; a que o Esp\u00edrito deixava ver era apenas a representa\u00e7\u00e3o daquela: era, pois, com rela\u00e7\u00e3o ao original, uma simples apar\u00eancia, embora formada de um princ\u00edpio material, a experi\u00eancia ensina que nem sempre se deve dar significa\u00e7\u00e3o literal a certas express\u00f5es de que usam os Esp\u00edritos. Interpretando-as de acordo com as nossas id\u00e9ias, expomo-nos a grandes equ\u00edvocos. Da\u00ed a necessidade de aprofundar-se o sentido de suas palavras, todas as vezes que apresentem a menor ambiguidade. \u00c9 esta uma recomenda\u00e7\u00e3o que os pr\u00f3prios Esp\u00edritos constantemente fazem. Sem a explica\u00e7\u00e3o que provocamos, o termo <i>apar\u00eancia, <\/i>que de cont\u00ednuo se reproduz nos casos an\u00e1logos, poderia prestar-se a uma interpreta\u00e7\u00e3o falsa.<\/p>\n<p>4\u00aa Dar-se-\u00e1 que a mat\u00e9ria inerte se desdobre? Ou que haja no mundo invis\u00edvel uma mat\u00e9ria essencial, capaz de tomar a forma dos objetos que vemos? Numa palavra, ter\u00e3o estes um <i>duplo et\u00e9reo <\/i>no mundo invis\u00edvel como os homens s\u00e3o nele representados pelos Esp\u00edritos?<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 assim que as coisas se passam. Sobre os elementos materiais disseminados por todos os pontos do espa\u00e7o, na vossa atmosfera, t\u00eam os Esp\u00edritos um poder que estais longe de suspeitar. Podem, pois, eles concentrar \u00e0 sua vontade esses elementos e dar-lhes a forma aparente que corresponda \u00e0 dos objetos materiais.&#8221;<\/p>\n<p>NOTA. Esta pergunta, como se pode ver, era a tradu\u00e7\u00e3o do nosso pensamento, isto \u00e9, da id\u00e9ia que form\u00e1vamos da natureza de tais objetos. Se as respostas, conforme alguns o pretendem, fossem o reflexo do pensamento, houv\u00e9ramos obtido a confirma\u00e7\u00e3o da nossa teoria e n\u00e3o uma teoria contr\u00e1ria.<\/p>\n<p>5\u00aa Formulo novamente a quest\u00e3o, de modo categ\u00f3rico, a fim de evitar todo e qualquer equ\u00edvoco:<\/p>\n<p>S\u00e3o alguma coisa as vestes de que os Esp\u00edritos se cobrem? &#8220;Parece-me que a minha resposta precedente resolve a quest\u00e3o. N\u00e3o sabes que o pr\u00f3prio perisp\u00edrito \u00e9 alguma coisa?&#8221;<\/p>\n<p>6\u00aa Resulta, desta explica\u00e7\u00e3o, que os Esp\u00edritos fazem passar a mat\u00e9ria et\u00e9rea pelas transforma\u00e7\u00f5es que queiram e que, portanto, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 caixa de rap\u00e9, o Esp\u00edrito n\u00e3o a encontrou completamente feita, f\u00ea-la ele pr\u00f3prio, no momento em que teve necessidade dela, por ato de sua vontade. E, do mesmo modo que a fez, p\u00f4de desfaz\u00ea-la. Outro tanto naturalmente se d\u00e1 com todos os demais objetos, como vestu\u00e1rios, j\u00f3ias, etc. Ser\u00e1 assim?<\/p>\n<p>&#8220;Mas, evidentemente.&#8221;<\/p>\n<p>7\u00aa A caixa de rap\u00e9 se tornou t\u00e3o vis\u00edvel para a senhora de que se trata, que lhe produziu a ilus\u00e3o de uma tabaqueira material. Teria o Esp\u00edrito podido torn\u00e1-la tang\u00edvel para a mesma senhora?<\/p>\n<p>&#8220;Teria.&#8221;<\/p>\n<p>8\u00aa T\u00ea-la-ia a senhora podido tomar nas m\u00e3os, crente de estar segurando uma caixa de rap\u00e9 verdadeira?<\/p>\n<p>&#8220;Sim.&#8221;<\/p>\n<p>9\u00aa Se a abrisse, teria achado nela rap\u00e9? E, se aspirasse esse rap\u00e9, ele a faria espirrar?<\/p>\n<p>&#8220;Sem d\u00favida.&#8221;<\/p>\n<p>10\u00aa Pode ent\u00e3o o Esp\u00edrito dar a um objeto, n\u00e3o s\u00f3 a forma, mas tamb\u00e9m propriedades especiais?<\/p>\n<p>&#8220;Se o quiser. Baseado neste princ\u00edpio foi que respondi afirmativamente \u00e0s perguntas anteriores. Tereis provas da poderosa a\u00e7\u00e3o que os Esp\u00edritos exercem sobre a mat\u00e9ria, a\u00e7\u00e3o que estais longe de suspeitar, como eu disse h\u00e1 pouco.<\/p>\n<p>11\u00aa Suponhamos, ent\u00e3o, que quisesse fazer uma subst\u00e2ncia venenosa. Se uma pessoa a ingerisse, ficaria envenenada?<\/p>\n<p>&#8220;Teria podido, mas n\u00e3o faria, por n\u00e3o lhe ser isso permitido.&#8221;<\/p>\n<p>12\u00aa Poder\u00e1 fazer uma subst\u00e2ncia salutar e pr\u00f3pria para curar uma enfermidade? E j\u00e1 se ter\u00e1 apresentado algum caso destes?<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1, muitas vezes.&#8221;<\/p>\n<p>13\u00aa Ent\u00e3o, poderia tamb\u00e9m fazer uma subst\u00e2ncia alimentar? Suponhamos que tenha feito uma fruta, uma iguaria qualquer: se algu\u00e9m pudesse comer a fruta ou a iguaria, ficaria saciado?<\/p>\n<p>&#8220;Ficaria, sim; mas, n\u00e3o procures tanto para achar o que \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil de compreender. Um raio de sol basta para tornar percept\u00edveis aos vossos \u00f3rg\u00e3os grosseiros essas part\u00edculas materiais que enchem o espa\u00e7o onde viveis. N\u00e3o sabes que o ar cont\u00e9m vapores d\u2019\u00e1gua? Condensa-os e os far\u00e1s voltar ao estado normal. Priva-as de calor e eis que essas mol\u00e9culas impalp\u00e1veis e invis\u00edveis se tornar\u00e3o um corpo s\u00f3lido e bem s\u00f3lido, e, assim, muitas outras subst\u00e2ncias de que os qu\u00edmicos tirar\u00e3o maravilhas ainda mais espantosas. Simplesmente, o Esp\u00edrito disp\u00f5e de instrumentos mais perfeitos do que os vossos: a vontade e a permiss\u00e3o de Deus.&#8221;<\/p>\n<p>NOTA. A quest\u00e3o da saciedade \u00e9 aqui muito importante. Como pode produzir a saciedade uma subst\u00e2ncia cuja exist\u00eancia e propriedades s\u00e3o meramente tempor\u00e1rias e, de certo modo, convencionais? O que se d\u00e1 \u00e9 que essa subst\u00e2ncia, pelo seu contato com o est\u00f4mago, produz a <i>sensa\u00e7\u00e3o <\/i>da saciedade, mas n\u00e3o a saciedade que resulta da plenitude. Desde que uma subst\u00e2ncia dessa natureza pode atuar sobre a economia e modificar um estado m\u00f3rbido, tamb\u00e9m pode, perfeitamente, atuar sobre o est\u00f4mago e produzir a&#8217; a impress\u00e3o da saciedade. Rogamos, todavia, aos senhores farmac\u00eauticos e inventores de reconstituintes que n\u00e3o se encham de zelos, nem creiam que os Esp\u00edritos lhes venham fazer concorr\u00eancia. Esses casos s\u00e3o raros, excepcionais e nunca dependem da vontade. Doutro modo, toda a gente se alimentaria e curaria a pre\u00e7o barat\u00edssimo.<\/p>\n<p>14\u00aa Os objetos que, pela vontade do Esp\u00edrito, se tornam tang\u00edveis, poderiam permanecer com esse car\u00e1ter e tornarem-se de uso?<\/p>\n<p>&#8220;Isso poderia dar-se, <i>mas n\u00e3o se faz. <\/i>Est\u00e1 fora das leis.&#8221;<\/p>\n<p>15\u00aa T\u00eam todos os Esp\u00edritos, no mesmo grau, o poder de produzir objetos tang\u00edveis?<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 fora de d\u00favida que quanto mais elevado \u00e9 o Esp\u00edrito, tanto mais facilmente o consegue. Por\u00e9m, ainda aqui, tudo depende das circunst\u00e2ncias. Desse poder tamb\u00e9m podem dispor os Esp\u00edritos inferiores.&#8221;<\/p>\n<p>16\u00aa O Esp\u00edrito tem sempre o conhecimento exato do modo por que comp\u00f5e suas vestes, ou os objetos cuja apar\u00eancia ele faz vis\u00edvel?<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o; muitas vezes concorre para a forma\u00e7\u00e3o de todas essas coisas, praticando um ato instintivo, que ele pr\u00f3prio n\u00e3o compreende, se j\u00e1 n\u00e3o estiver bastante esclarecido para isso.&#8221;<\/p>\n<p>17\u00aa Uma vez que o Esp\u00edrito pode extrair do elemento universal os materiais que lhe s\u00e3o necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de todas essas coisas e dar-lhes uma realidade tempor\u00e1ria, com as propriedades que lhes s\u00e3o peculiares, tamb\u00e9m poder\u00e1 tirar dali o que for preciso para escrever, possibilidade que nos daria a explica\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno da escrita direta?<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 que, afinal, chegaste ao ponto.&#8221;<\/p>\n<p>NOTA. Era, com efeito, a\u00ed que quer\u00edamos chegar com todas as nossas quest\u00f5es preliminares. A resposta prova que o Esp\u00edrito lera o nosso pensamento.<\/p>\n<p>18\u00aa Pois que a mat\u00e9ria de que se serve o Esp\u00edrito carece de persist\u00eancia, como \u00e9 que n\u00e3o desaparecem os tra\u00e7os da escrita direta?<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o fa\u00e7as jogo de palavras. Primeiramente, n\u00e3o empreguei o termo &#8211; nunca. Tratava-se de um objeto material volumoso, ao passo que aqui se trata de sinais que, por ser \u00fatil conserv\u00e1-los, s\u00e3o conservados. O que quis dizer foi que os objetos assim compostos pelos Esp\u00edritos n\u00e3o poderiam tornar-se objetos de uso comum por n\u00e3o haver neles, realmente, agrega\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria, como nos vossos corpos s\u00f3lidos.&#8221;<\/p>\n<p>129. A teoria acima se pode resumir desta maneira: o Esp\u00edrito atua sobre a mat\u00e9ria; da mat\u00e9ria c\u00f3smica universal tira os elementos de que necessite para formar, a seu bel-prazer, objetos que tenham a apar\u00eancia dos diversos corpos existentes na Terra. Pode igualmente, pela a\u00e7\u00e3o da sua vontade, operar na mat\u00e9ria elementar uma transforma\u00e7\u00e3o \u00edntima, que lhe confira determinadas propriedades. Esta faculdade \u00e9 inerente \u00e0 natureza do Esp\u00edrito, que muitas vezes a exerce de modo instintivo, quando necess\u00e1rio, sem disso se aperceber. Os objetos que o Esp\u00edrito forma, t\u00eam exist\u00eancia tempor\u00e1ria, subordinada \u00e0 sua vontade, ou a uma necessidade que ele experimenta. Pode faz\u00ea-los e desfaz\u00ea-los livremente. Em certos casos, esses objetos, aos olhos de pessoas vivas, podem apresentar todas as apar\u00eancias da realidade, isto \u00e9, tornarem-se momentaneamente vis\u00edveis e at\u00e9 mesmo tang\u00edveis. H\u00e1 forma\u00e7\u00e3o; por\u00e9m, n\u00e3o cria\u00e7\u00e3o, atento que do nada o Esp\u00edrito nada pode tirar.<\/p>\n<p>130. A exist\u00eancia de uma mat\u00e9ria elementar \u00fanica est\u00e1 hoje quase geralmente admitida pela Ci\u00eancia, e os Esp\u00edritos, como se acaba de ver, a confirmam. Todos os corpos da Natureza nascem dessa mat\u00e9ria que, pelas transforma\u00e7\u00f5es por que passa, tamb\u00e9m produz as diversas propriedades desses mesmos corpos. Da\u00ed vem que uma subst\u00e2ncia salutar pode, por efeito de simples modifica\u00e7\u00e3o, tornar-se venenosa, fato de que a Qu\u00edmica nos oferece numerosos exemplos. Toda gente sabe que, combinadas em certas propor\u00e7\u00f5es, duas subst\u00e2ncias inocentes podem dar origem a uma que seja delet\u00e9ria. Uma parte de oxig\u00eanio e duas de hidrog\u00eanio, ambos inofensivos, formam a \u00e1gua. Juntai um \u00e1tomo de oxig\u00eanio e tereis um liquido corrosivo.<\/p>\n<p>Sem mudan\u00e7a nenhuma das propor\u00e7\u00f5es, \u00e0s vezes, a simples altera\u00e7\u00e3o no modo de agrega\u00e7\u00e3o molecular basta para mudar as propriedades. Assim \u00e9 que um corpo opaco pode tornar-se transparente e vice-versa. Pois que ao Esp\u00edrito \u00e9 poss\u00edvel t\u00e3o grande a\u00e7\u00e3o sobre a mat\u00e9ria elementar, concebe-se que lhe seja dado n\u00e3o s\u00f3 formar subst\u00e2ncias, mas tamb\u00e9m modificar-lhes as propriedades, fazendo para isto a sua vontade o efeito de reativo.<\/p>\n<p>131. Esta teoria nos fornece a solu\u00e7\u00e3o de um fato bem conhecido em magnetismo, mas inexplicado at\u00e9 hoje: o da mudan\u00e7a das propriedades da \u00e1gua, por obra da vontade. O Esp\u00edrito atuante \u00e9 o do magnetizador, quase sempre assistido por outro Esp\u00edrito. Ele opera uma transmuta\u00e7\u00e3o por meio do fluido magn\u00e9tico que, como atr\u00e1s dissemos, e a subst\u00e2ncia que mais se aproxima da mat\u00e9ria c\u00f3smica, ou elemento universal. Ora, desde que ele pode operar uma modifica\u00e7\u00e3o nas propriedades da \u00e1gua, pode tamb\u00e9m produzir um fen\u00f4meno an\u00e1logo com os fluidos do organismo, donde o efeito curativo da a\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica, convenientemente dirigida.<\/p>\n<p>Sabe-se que papel capital desempenha a vontade em todos os fen\u00f4menos do magnetismo. Por\u00e9m, como se h\u00e1 de explicar a a\u00e7\u00e3o material de t\u00e3o sutil agente? A vontade n\u00e3o \u00e9 um ser, uma subst\u00e2ncia qualquer; n\u00e3o \u00e9, sequer, uma propriedade da mat\u00e9ria mais et\u00e9rea que exista. A vontade \u00e9 atributo essencial do Esp\u00edrito, isto \u00e9, do ser pensante. Com o aux\u00edlio dessa alavanca, ele atua sobre a mat\u00e9ria elementar e, por uma a\u00e7\u00e3o consecutiva, reage sobre seus compostos, cujas propriedades \u00edntimas v\u00eam assim a ficar transformadas.<\/p>\n<p>Tanto quanto do Esp\u00edrito errante, a vontade \u00e9 igualmente atributo do Esp\u00edrito encarnado; da\u00ed o poder do magnetizador, poder que se sabe estar na raz\u00e3o direta da for\u00e7a de vontade. Podendo o Esp\u00edrito encarnado atuar sobre a mat\u00e9ria elementar, pode do mesmo modo mudar-lhe as propriedades, dentro de certos limites. Assim se explica a faculdade de cura pelo contato e pela imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os, faculdade que algumas pessoas possuem em grau mais ou menos elevado. (Veja-se, no cap\u00edtulo dos <i>M\u00e9diuns, <\/i>o par\u00e1grafo referente aos <i>M\u00e9diuns curadores. <\/i>Veja-se tamb\u00e9m a <i>Revue Spirite, <\/i>de julho de 1859, p\u00e1gs. 184 e 189: <i>O zuavo de Magenta; Um oficial do ex\u00e9rcito da It\u00e1lia.<\/i>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Livro dos M\u00e9diuns- SEGUNDA PARTE &#8211;\u00a0CAP\u00cdTULO VIII DO LABORAT\u00d3RIO DO MUNDO INVIS\u00cdVEL Vestu\u00e1rio dos Esp\u00edritos. &#8211; Forma\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de objetos tang\u00edveis. &#8211; Modifica\u00e7\u00e3o das propriedades da mat\u00e9ria. &#8211; A\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica curadora. 126. 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