{"id":1150,"date":"2013-06-17T22:56:46","date_gmt":"2013-06-18T01:56:46","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=1150"},"modified":"2013-06-17T22:56:46","modified_gmt":"2013-06-18T01:56:46","slug":"divaldo-p-franco-responde","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/entrivistas\/divaldo-p-franco-responde\/","title":{"rendered":"Divaldo P. Franco Responde"},"content":{"rendered":"<p><strong>(Entrevista de Divaldo a Jose Carlos Lucas, publicada em um site portugu\u00eas)<\/strong><\/p>\n<p>DIVALDO FRANCO RESPONDE<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Carlos Lucas &#8211; As mortes aparentes t\u00eam alguma rela\u00e7\u00e3o com o espiritismo, nomeadamente as mundialmente conhecidas, estudadas pelo Dr Moody Jr?<\/p>\n<p>Divaldo Pereira Franco &#8211; Essas mortes aparentes sempre ocorreram, principalmente no passado quando os estados catal\u00e9pticos eram dificilmente diagnosticados. A t\u00e9cnica de diagn\u00f3stico da morte era muito emp\u00edrica, normalmente atrav\u00e9s da respira\u00e7\u00e3o e dos batimentos card\u00edacos. Hoje, gra\u00e7as ao electroencefal\u00f3grafo, pode-se detectar com maior profundidade o momento da paragem card\u00edaca definitiva e da morte real. No entanto, mesmo nesses casos, estudados por Edith Fiore, Elizabeth Kubler-Ross ou Raymond Moody Jr, h\u00e1 sempre o retorno \u00e0 actividade do cora\u00e7\u00e3o e consequentemente do c\u00e9rebro, oferecendo evid\u00eancias de que no momento da aparente morte da consci\u00eancia, o ser consciente continua pensando. \u00c9 dentre as muitas evid\u00eancias da sobreviv\u00eancia da alma uma das mais fascinantes, mesmo porque as experi\u00eancias do Dr Moody Jr, psiquiatra, fil\u00f3sofo, que vem estudando o assunto h\u00e1 mais de 25 anos, ofereceram documenta\u00e7\u00e3o valios\u00edssima, variad\u00edssima, toda calcada na imortalidade da alma.<\/p>\n<p>A vida continua e a Reencarna\u00e7\u00e3o \u00e9 uma realidade<\/p>\n<p>JCL &#8211; Tem alguma experi\u00eancia de morte aparente?<br \/>\nDPF &#8211; No ano de 1985 eu tive uma lipot\u00edmia. Estava a proferir uma confer\u00eancia, na nossa associa\u00e7\u00e3o, em Salvador (Brasil) quando um esp\u00edrito disse-me, um esp\u00edrito muito amigo, para sair dali porque ia desmaiar e era prov\u00e1vel que morresse. Pareceu-me aned\u00f3tico. Terminei a palestra e dirigi-me a uma das nossas salas, na nossa sede. No momento em que me acercava de um div\u00e3, tive uma estranha sensa\u00e7\u00e3o de paragem card\u00edaca, a princ\u00edpio a lipot\u00edmia e depois a paragem card\u00edaca, e, senti-me fora do corpo. Ent\u00e3o, um filho m\u00e9dico, a nossa enfermeira universit\u00e1ria e mais dois m\u00e9dicos que estavam presentes na reuni\u00e3o acorreram para me darem assist\u00eancia. Curiosamente, eu senti um grande bem-estar.<br \/>\nVi-me fora do corpo e recordei-me de uma afirma\u00e7\u00e3o de Joanna de \u00c2ngelis (guia espiritual de Divaldo Franco) que me havia dito que no dia em que eu perdesse a consci\u00eancia e a visse, havia acontecido o fen\u00f3meno biol\u00f3gico da morte. Eu olhei \u00e0 minha volta e n\u00e3o a vi. Vi ent\u00e3o a minha m\u00e3e, que se aproximou de mim. Perguntei-lhe: &#8220;M\u00e3e, eu j\u00e1 morri?&#8221; e ela disse-me: &#8221; Ainda n\u00e3o&#8221;. Dentro de alguns minutos eu comecei a preocupar-me, pois se passasse muito tempo poderia ter a morte cerebral e ficar apenas em vida vegetativa. Mas, minha m\u00e3e, voltou e disse-me: &#8220;Seus amigos espirituais d\u00e3o-te uma morat\u00f3ria, tu viver\u00e1s um pouco mais.&#8221; E eu perguntei-lhe: &#8220;Quanto tempo&#8221;? Ela respondeu-me: &#8220;N\u00e3o sei&#8221;. Ent\u00e3o, voltei ao corpo.<\/p>\n<p>O Espiritismo \u00e9 uma doutrina de cultura<\/p>\n<p>JCL &#8211; O Espiritismo \u00e9 cultura?<br \/>\nDPF &#8211; O espiritismo \u00e9, qui\u00e7\u00e1, a doutrina mais complexa e completa, de que tenho, pessoalmente, conhecimento. \u00c8 uma doutrina simples, embora n\u00e3o seja de f\u00e1cil assimila\u00e7\u00e3o. Exige reflex\u00e3o, exige profunda entrega e acima de tudo, discernimento, o que n\u00e3o quer dizer que as pessoas modestas culturalmente n\u00e3o possam ser esp\u00edritas. Recordemos que Jesus convidou, na Galileia, homens simples e ignorantes, mas n\u00e3o esp\u00edritos atrasados e destitu\u00eddos do saber. O Espiritismo, repetindo o cristianismo, vem convidar as massas, e vai oferecer discernimento. Tenho como exemplo, minha m\u00e3e, que era analfabeta, no entanto dotada de uma lucidez intelectual fascinante, que absorveu a doutrina esp\u00edrita com imensa facilidade. O espiritismo \u00e9 cultural, porque responde a todas as inc\u00f3gnitas do conhecimento. Uma pessoa portadora de f\u00e9 espont\u00e2nea, natural, n\u00e3o necessita de grandes interroga\u00e7\u00f5es e contenta-se com a parte consoladora do espiritismo. Mas, o homem do gabinete, de investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, cheio de d\u00favidas, aflito por inquieta\u00e7\u00f5es atormentantes, vai encontrar no espiritismo as respostas para as causas de todos os efeitos que ele estuda. O pensador, que traz no \u00e2mago os conflitos, que vive padecendo as interroga\u00e7\u00f5es n\u00e3o respondidas pelos s\u00e9culos, vai encontrar na filosofia esp\u00edrita todas as clarifica\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis para ter a sua plenitude. Ent\u00e3o, o espiritismo \u00e9 uma doutrina de cultura. At\u00e9 \u00e0 vista, Allan Kardec no-la apresentou dentro da metodologia dial\u00e9ctica, como ningu\u00e9m o fez at\u00e9 hoje, a mais profunda e a mais s\u00e1bia.<\/p>\n<p>O doente n\u00e3o deve estar presente na reuni\u00e3o de desobsess\u00e3o<\/p>\n<p>JCL &#8211; Numa reuni\u00e3o de desobsess\u00e3o o paciente deve estar ausente?<br \/>\nDPF &#8211; Sem d\u00favida nenhuma. Ele n\u00e3o tem a menor condi\u00e7\u00e3o de ali estar. Kardec recomenda a sess\u00e3o esp\u00edrita s\u00e9ria, com pessoas respons\u00e1veis, que se conhe\u00e7am entre si e que conhe\u00e7am bem a doutrina esp\u00edrita. Como pode o paciente, com tormentos f\u00edsicos ou ps\u00edquicos participar de uma experi\u00eancia de profundidade t\u00e3o rica de delicadezas?<\/p>\n<p>JCL &#8211; Qual a actualidade do espiritismo?<br \/>\nDPF &#8211; Enfrentar a raz\u00e3o face a face nesta \u00e9poca de mis\u00e9rias morais e de dificuldades de afirma\u00e7\u00e3o de comportamentos filos\u00f3ficos e cient\u00edficos.<\/p>\n<p>JCL &#8211; O que os esp\u00edritos benfeitores dizem do porvir, j\u00e1 que o mundo est\u00e1 virado do avesso?<br \/>\nDPF &#8211; Eles s\u00e3o optimistas. Este \u00e9 o momento da grande transi\u00e7\u00e3o em que a Terra deixar\u00e1 de ser um mundo de provas para passar a ser um mundo de regenera\u00e7\u00e3o. Kardec fazendo an\u00e1lise do per\u00edodo de luta, na &#8220;Revista Esp\u00edrita&#8221;, diz que este \u00e9 o quinto per\u00edodo, \u00e9 o per\u00edodo que seria nomeado de intermedi\u00e1rio. O sexto per\u00edodo ser\u00e1 o da renova\u00e7\u00e3o social. Quando nos amarmos como verdadeiros irm\u00e3os a dor lentamente bater\u00e1 em retirada por desnecessidade evolutiva.<\/p>\n<p>DOA\u00c7\u00c3O DE \u00d3RG\u00c3OS<\/p>\n<p>Que os transplantes salvam vidas, j\u00e1 todos sabemos. Que a doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os \u00e9 um ato de altru\u00edsmo, tamb\u00e9m. Abordamos na semana passada esta tem\u00e1tica. Vamos ver pois, o que pensa deste assunto uma personalidade do movimento esp\u00edrita mundial, Divaldo Pereira Franco, conferencista de renome.<br \/>\nDivaldo Franco, conferencista de renome mundial, um dos maiores divulgadores do espiritismo pelos quatro cantos do mundo, e internacionalmente respeitado, esteve entre n\u00f3s em Dezembro passado (1994). Aproveitamos para uma pequena conversa de onde ressaltaram coment\u00e1rios relativos \u00e0 doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os. Vejamos pois a sua opini\u00e3o, dentro dos horizontes que o espiritismo nos abre.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Lucas &#8211; No que respeita \u00e0 doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os, existe incompatibilidade perispiritual, isto \u00e9, entre o corpo espiritual do falecido e o daquele que recebe o \u00f3rg\u00e3o?<\/p>\n<p>Divaldo Franco &#8211; Na realidade n\u00e3o, porque o perisp\u00edrito (corpo espiritual) receptor consegue adaptar as futuras c\u00e9lulas \u00e0 sua pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o. Muitas vezes, quando ocorre a rejei\u00e7\u00e3o, estamos diante da Lei do Carma, que funciona biologicamente, pois, se assim n\u00e3o fosse, a continuidade dos transplantes daria ao indiv\u00edduo a vida imortal na Terra, o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>JL &#8211; Ent\u00e3o a rejei\u00e7\u00e3o que existe \u00e9 apenas f\u00edsica?<br \/>\nDF &#8211; Exatamente, \u00e9 f\u00edsica, gra\u00e7as \u00e0 necessidade da desencarna\u00e7\u00e3o (falecimento) do paciente, j\u00e1 que ningu\u00e9m consegue ludibriar as leis divinas. O \u00eaxito, neste campo, invariavelmente, trata-se de uma morat\u00f3ria que a divindade permite seja dada ao receptor, a fim de prolongar a exist\u00eancia com finalidades nobres.<\/p>\n<p>JL &#8211; O esp\u00edrito desencarnado (falecido) que ainda est\u00e1 ligado ao corpo (cad\u00e1ver), sofre com a extra\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os, poder\u00e1 ficar ressentido por fazerem isso ao \u201cseu\u201d corpo e envidar por uma persegui\u00e7\u00e3o?<br \/>\nDF &#8211; Na realidade n\u00e3o, porque a\u00ed entram as leis soberanas da miseric\u00f3rdia divina. Consideremos no passado, os cad\u00e1veres de mendigos que eram levados para as faculdades de medicina, a fim de facultarem aos estudantes o conhecimento dos \u00f3rg\u00e3os e as melhores t\u00e9cnicas cir\u00fargicas para o prolongamento da vida. Aqueles cad\u00e1veres, eram de pessoas desconhecidas, invariavelmente, que se transformavam sem quererem, em benfeitores da humanidade. No caso da pessoa ser for\u00e7ada a doar os \u00f3rg\u00e3os, isto pode produzir-lhe um choque emocional, n\u00e3o contra quem vai receber, mas, contra as leis, entrando inevitavelmente num bloqueio de consci\u00eancia, e, pelo bem que vai fazer, mesmo sem o querer, recebe os frutos sempre que necessite desses benef\u00edcios que se transformam, para ele, em verdadeira gra\u00e7a de Deus. S\u00f3 o fato de oferecer \u00f3rg\u00e3o saud\u00e1veis a pessoas que estariam a encerrar a sua jornada terrena, j\u00e1 os faz dignos do amparo divino.<br \/>\nQuanto a sentir dores, a acompanhar o processo de sofrimento, \u00e9 inevit\u00e1vel, tal como aconteceria tamb\u00e9m na inuma\u00e7\u00e3o cadav\u00e9rica, em que ficaria a acompanhar a disjun\u00e7\u00e3o molecular, ou na crema\u00e7\u00e3o, com o pavor, porque as sensa\u00e7\u00f5es permanecem. \u00c9 o que Kardec examina em \u201cO Livro dos Esp\u00edritos\u201d quando aborda a perturba\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p>JL &#8211; No caso das aut\u00f3psias, o esp\u00edrito tamb\u00e9m sofre?<br \/>\nDF &#8211; Muitos sofrem. Os sensualistas, os escravos dos prazeres terrestres, sentindo ainda os fluidos materiais, acompanham com horror as cenas, especialmente quando as aut\u00f3psias s\u00e3o feitas num clima de ironia, de rid\u00edculo, de desrespeito pelo ser, por consequ\u00eancia, de desrespeito pelo cad\u00e1ver. Os esp\u00edritos a eles vinculados, agridem-se e agridem, desesperam-se e enlouquecem de dor, o que lhes aumenta por consequ\u00eancia o sofrimento.<br \/>\nMuito mais haveria a dizer sobre esta tem\u00e1tica. No entanto, para uma melhor compreens\u00e3o deste assunto remetemos o leitor para \u201cO Livro dos Esp\u00edritos\u201d e \u201cO C\u00e9u e o Inferno\u201d , ambos de Allan Kardec, que poder\u00e3o encontrar nas principais livrarias do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Entrevista de Divaldo a Jose Carlos Lucas, publicada em um site portugu\u00eas) DIVALDO FRANCO RESPONDE Jos\u00e9 Carlos Lucas &#8211; As mortes aparentes t\u00eam alguma rela\u00e7\u00e3o com o espiritismo, nomeadamente as mundialmente conhecidas, estudadas pelo Dr Moody Jr? 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