{"id":1174,"date":"2013-06-20T21:32:58","date_gmt":"2013-06-21T00:32:58","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=1174"},"modified":"2013-06-20T21:32:58","modified_gmt":"2013-06-21T00:32:58","slug":"a-etica-espirita","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ciencia-e-espiritualidade\/a-etica-espirita\/","title":{"rendered":"A \u00c9tica Esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"<p>Texto b\u00e1sico da exposi\u00e7\u00e3o feita no Painel &#8220;O Livro dos Esp\u00edritos \u2013 Princ\u00edpios Filos\u00f3fico-Esp\u00edritas para uma nova Sociedade&#8221; no 4o Congresso Esp\u00edrita Mundial, realizado em Paris, Fran\u00e7a, no dia 3 de outubro de 2004<\/p>\n<p><b>Altivo Ferreira<\/b><\/p>\n<p><b>1. \u00c9tica e Moral<\/b><\/p>\n<p>A \u00c9tica (do grego ethika) \u00e9 a parte da Filosofia que estuda os valores morais e os princ\u00edpios ideais da conduta humana (Dicion\u00e1rio Michaelis)1. Relaciona-se com os costumes, sendo chamada ci\u00eancia da conduta e ci\u00eancia da moral, cujo objetivo \u00e9 o julgamento e a distin\u00e7\u00e3o entre o bem e o mal. A \u00c9tica teve origem na Gr\u00e9cia, com Arist\u00f3teles (384-322 a.C.), o qual utilizou esse nome pela primeira vez em seu livro \u00c9tica a Mic\u00f4maco.<\/p>\n<p>Afirma Marilena Chau\u00ed2:\u00a0<i>&#8220;Toda cultura e cada sociedade institui uma moral, isto \u00e9, valores concernentes ao bem e ao mal, ao permitido e ao proibido e \u00e0 conduta correta e incorreta (&#8230;). No entanto, a simples exist\u00eancia da moral n\u00e3o significa a presen\u00e7a expl\u00edcita de uma \u00e9tica, entendida como filosofia moral, isto \u00e9, uma reflex\u00e3o que discuta, problemize e interprete o significado dos valores morais.&#8221;<\/i><\/p>\n<p>A distin\u00e7\u00e3o entre \u00e9tica e moral \u00e9, todavia, t\u00eanue. J\u00e1 na Roma antiga, C\u00edcero (106-43 a.C.) dizia que eles denominavam moral o que os gregos chamavam de \u00e9tica.<\/p>\n<p>Com Jesus Cristo, os conceitos \u00e9ticos assumiram nova dimens\u00e3o, como se depreende das palavras do Esp\u00edrito Carlos Torres Pastorino, no recente livro Imperman\u00eancia e Imortalidade3, cap. &#8220;\u00c9tica e raz\u00e3o&#8221;&#8216;:<\/p>\n<p><i>&#8220;Foi Jesus que apresentou o amor como fundamental para a vida, dando in\u00edcio ao primado do dever e da moral como essenciais \u00e0 felicidade humana. Antes dEle, os princ\u00edpios da \u00e9tica moral eram graves, especialmente em Israel, atados \u00e0s leis severas, estabelecidas por homens cru\u00e9is, mais interessados em punir, em vingar-se do que em educar e corrigir. Desde a Pena de Tali\u00e3o, que Ele substituiu pela do perd\u00e3o, mediante o qual \u00e9 concedido ao infrator a reabilita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ficando isento da responsabilidade do erro e das suas conseq\u00fc\u00eancias, mas facultando-lhe possibilidades de retribuir \u00e0 sociedade em bens os males que praticou.&#8221;<\/i><\/p>\n<p>Surge, assim, a \u00e9tica crist\u00e3, fundamentada nos ensinos do Mestre Nazareno. Pedro e seus companheiros vivenciam o amor e praticam a caridade na Casa do Caminho. Paulo de Tarso d\u00e1-lhe consist\u00eancia, tra\u00e7ando diretrizes de ordem comportamental aos gentios em suas memor\u00e1veis Ep\u00edstolas, das quais destacamos estes preceitos:\u00a0<i>&#8220;N\u00e3o te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem&#8221;\u00a0<\/i>(Romanos, 12:21);\u00a0<i>&#8220;Todas as coisas s\u00e3o l\u00edcitas, mas nem todas conv\u00eam; todas s\u00e3o l\u00edcitas, mas nem todas edificam&#8221;\u00a0<\/i>(I Cor\u00edntios, 10:23); e refor\u00e7a com seu exemplo:\u00a0<i>&#8220;Estou crucificado com Cristo; logo, j\u00e1 n\u00e3o sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim&#8221;\u00a0<\/i>(G\u00e1latas, 2:19-20).<\/p>\n<p>Com o correr do tempo e o predom\u00ednio da Igreja, depois, com a Reforma Protestante, a \u00e9tica crist\u00e3 foi sendo adaptada \u00e0s concep\u00e7\u00f5es da Teologia, na medida em que o comportamento humano era influenciado pelo temor a Deus, pela cren\u00e7a no pecado, nas penas eternas, em que a salva\u00e7\u00e3o da alma era condicionada \u00e0 submiss\u00e3o aos dogmas e sacramentos, ou \u00e0 f\u00e9 em Cristo.<\/p>\n<p>Iniciada no s\u00e9culo XVII a Era da Raz\u00e3o, a partir de Ren\u00e9 Descartes (1596-1650), passando pelos fil\u00f3sofos do Iluminismo, at\u00e9 Jean-Jacques Rousseau (1712-1799) e Emmanuel Kant (1724-1804), no s\u00e9culo XVIII, as reflex\u00f5es \u00e9ticas prepararam o pensamento humano para o advento do Consolador prometido por Jesus, destinado a reconduzir a \u00e9tica crist\u00e3 \u00e0 sua pureza original.<\/p>\n<p><b>2. \u00c9tica e Doutrina Esp\u00edrita<\/b><\/p>\n<p>Em nossa pesquisa, n\u00e3o encontramos men\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00c9tica nas obras da Codifica\u00e7\u00e3o Kardequiana e na Revista Esp\u00edrita. Todas as refer\u00eancias se reportam \u00e0 Moral, cujo conceito esp\u00edrita se confunde com o de \u00c9tica, como podemos conferir nas respostas dos Esp\u00edritos Reveladores \u00e0s quest\u00f5es 629 e 630 de\u00a0<i>O Livro dos Esp\u00edritos\u00a0<\/i>(Ed. FEB), formuladas por Kardec:<\/p>\n<p><i>629. Que defini\u00e7\u00e3o se pode dar da moral?<\/i><\/p>\n<p>A moral \u00e9 a regra de bem proceder, isto \u00e9, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observ\u00e2ncia da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque ent\u00e3o cumpre a lei de Deus.<\/p>\n<p><i>630. Como se pode distinguir o bem do mal?<\/i><\/p>\n<p><i>O bem \u00e9 tudo o que \u00e9 conforme \u00e0 lei de Deus; o mal, tudo o que lhe \u00e9 contr\u00e1rio.<\/i><\/p>\n<p><i>Assim, fazer o bem \u00e9 pro ceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal \u00e9 infringi-Ia.<\/i><\/p>\n<p>Na obra Filosofia Esp\u00edrita da Educa\u00e7\u00e3o (vol. 1)4 Ney Lobo acentua que, como\u00a0<i>&#8220;existe a Filosofia Esp\u00edrita, deve, for\u00e7osamente, corresponder-lhe determinada \u00e9tica, a\u00a0<\/i><b><i>\u00c9tica Esp\u00edrita<\/i><\/b><i>&#8221;\u00a0<\/i>(destaque do autor).<\/p>\n<p>Os princ\u00edpios da Doutrina Esp\u00edrita, em seu tr\u00edplice aspecto &#8211; Filosofia, Ci\u00eancia e Religi\u00e3o &#8211; fundamentam-se na moral do Cristo, que \u00e9 a mais elevada express\u00e3o da \u00c9tica.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o de Deus &#8211; justo e misericordioso para com todos os seus filhos -, como a &#8220;intelig\u00eancia suprema, causa primeira de todas as coisas&#8221;; a certeza da vida futura e o conhecimento do mundo espiritual, confirmados, atrav\u00e9s da mediunidade, pelas comunica\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos; a origem, evolu\u00e7\u00e3o e destina\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito imortal; a pluralidade das exist\u00eancias e dos mundos habitados; a compreens\u00e3o da justi\u00e7a e da miseric\u00f3rdia divinas pelo funcionamento da lei de causa e efeito; o princ\u00edpio de responsabilidade decorrente do exerc\u00edcio do livre-arb\u00edtrio; a concep\u00e7\u00e3o esp\u00edrita das penas e gozos terrestres e futuros &#8211; repercutem na consci\u00eancia moral do homem, levando-o a formular e praticar uma nova filosofia de vida, uma nova conduta \u00e9tica.<\/p>\n<p>Nas\u00a0<b>Leis Morais<\/b>, da Parte 3a de\u00a0<i>O Livro dos Esp\u00edritos<\/i>, a \u00c9tica Esp\u00edrita apresenta-se em sua plenitude. No cap\u00edtulo 1, Kardec re\u00fane o ensino dos Esp\u00edritos sobre a lei divina ou natural, examinando os caracteres e o conhecimento dessas leis; coloca as quest\u00f5es acerca do bem e do mal e apresenta (q. 648) a divis\u00e3o da lei natural em dez partes (cap. II a XI), que compreendem as leis de adora\u00e7\u00e3o, trabalho, reprodu\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e, por fim, a de justi\u00e7a, amor e caridade. Afirmam os Esp\u00edritos que &#8220;essa \u00faltima lei \u00e9 a mais importante, por ser a que faculta ao homem adiantar-se mais na vida espiritual, visto que resume todas as outras.&#8221;<\/p>\n<p>Ainda sobre a \u00faltima lei moral, Kardec enfatiza, na Conclus\u00e3o (IV) de O Livro dos Esp\u00edritos. &#8220;O progresso da Humanidade tem seu princ\u00edpio na aplica\u00e7\u00e3o da lei de justi\u00e7a, de amor e de caridade, lei que se funda na certeza do futuro.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o acima (648), tr\u00eas outras merecem destaque, por seu significado \u00e9tico:<\/p>\n<p><i>621. Onde est\u00e1 escrita a lei de Deus? Na consci\u00eancia.<\/i><\/p>\n<p><i>625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo? Jesus.<\/i><\/p>\n<p><i>647. A Lei de Deus se acha contida toda no preceito do amor ao pr\u00f3ximo, ensinado por Jesus?<\/i><\/p>\n<p><i>Certamente esse preceito encerra todos os deveres dos homens, uns para com os outros. (&#8230;).<\/i><\/p>\n<p>O Codificador termina o estudo das leis morais com a abordagem de um aspecto fundamental da \u00c9tica em geral e da \u00c9tica Esp\u00edrita em particular \u2013 a\u00a0<b>Perfei\u00e7\u00e3o Moral<\/b>. As primeiras quest\u00f5es apresentadas tratam das\u00a0<b>virtudes\u00a0<\/b>e dos v\u00edcios. Indaga ele (q. 893) sobre qual a mais merit\u00f3ria das virtudes, e recebe por resposta:\u00a0<i>&#8220;Toda virtude tem seu m\u00e9rito pr\u00f3prio, porque todas indicam progresso na senda do bem. (&#8230;) A sublimidade da virtude, por\u00e9m, est\u00e1 no sacrif\u00edcio do interesse pessoal em favor do pr\u00f3ximo, sem pensamento oculto. A mais merit\u00f3ria \u00e9 a que assenta na mais desinteressada caridade.&#8221;<\/i><\/p>\n<p>(Grifamos.)<\/p>\n<p>No exame das\u00a0<b>paix\u00f5es<\/b>, a resposta dos Esp\u00edritos \u00e0 pergunta 907 esclarece que a paix\u00e3o, em sua origem, n\u00e3o \u00e9 m\u00e1;\u00a0<i>&#8220;a paix\u00e3o est\u00e1 no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princ\u00edpio que lhe d\u00e1 origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paix\u00f5es podem lev\u00e1-lo \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de grandes coisas. O abuso que delas se faz \u00e9 que causa o mal&#8221;<\/i>.<\/p>\n<p>O\u00a0<b>ego\u00edsmo\u00a0<\/b>\u00e9 o v\u00edcio mais radical (q. 913), dele derivando todo o mal.\u00a0<i>&#8220;Estudai todos os v\u00edcios e vereis que no fundo de todos h\u00e1 ego\u00edsmo. (&#8230;) Quem quiser, desde esta vida, ir aproximando-se da perfei\u00e7\u00e3o moral, deve expurgar o seu cora\u00e7\u00e3o de todo sentimento de ego\u00edsmo, visto ser o ego\u00edsmo incompat\u00edvel com a justi\u00e7a, o amor e a caridade. Ele neutraliza todas as outras qualidades.&#8221;<\/i><\/p>\n<p>F\u00e9nelon responde de forma admir\u00e1vel \u00e0 indaga\u00e7\u00e3o\u00a0<i>&#8211; Qual o meio de destruir-se o ego\u00edsmo?\u00a0<\/i>(q. 917). Eis alguns trechos do seu pensamento:\u00a0<i>&#8220;De todas as imperfei\u00e7\u00f5es humanas, o ego\u00edsmo \u00e9 a mais dif\u00edcil de erradicar-se (&#8230;). O ego\u00edsmo se enfraquecer\u00e1 \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que a vida moral for predominando sobre a vida material e, sobretudo, com a compreens\u00e3o, que o Espiritismo vos faculta, do vosso estado futuro, real e n\u00e3o desfigurado por fic\u00e7\u00f5es aleg\u00f3ricas.&#8221;<\/i><\/p>\n<p>(&#8230;).<\/p>\n<p>No longo e elucidativo coment\u00e1rio sobre essa quest\u00e3o, Kardec afirma ser necess\u00e1rio combater o ego\u00edsmo na sua raiz\u00a0<i>&#8220;pela educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por essa educa\u00e7\u00e3o que tende a fazer homens instru\u00eddos, mas pela que tende a fazer homens de bem. A educa\u00e7\u00e3o, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral&#8221;<\/i>.<\/p>\n<p>Sobre a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 luz do Espiritismo, Ney Lobo5 enfatiza:\u00a0<i>&#8220;A \u00c9tica Esp\u00edrita \u00e9 a argamassa que cimenta a Filosofia com a Educa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita, articulando-as funcionalmente num enlace perfeito e doutrin\u00e1rio: a Filosofia fornece a \u00c9tica para a Educa\u00e7\u00e3o realiz\u00e1-la.<\/i>&#8221;<\/p>\n<p><b>3. Comportamento \u00e9tico-esp\u00edrita<\/b><\/p>\n<p>A \u00c9tica Esp\u00edrita, aliando a f\u00e9 \u00e0 raz\u00e3o &#8211; e pelo seu car\u00e1ter educativo -, leva o homem, \u00e0 mudan\u00e7a positiva de comportamento. Da\u00ed a exorta\u00e7\u00e3o do Codificador6\u00a0<i>&#8220;Reconhece-se o verdadeiro esp\u00edrita pela sua transforma\u00e7\u00e3o moral e pelos esfor\u00e7os que emprega para domar suas inclina\u00e7\u00f5es m\u00e1s. &#8220;<\/i><\/p>\n<p>Retomando o citado cap\u00edtulo sobre a Perfei\u00e7\u00e3o Moral, encontramos o modelo de comportamento \u00e9tico-esp\u00edrita na quest\u00e3o 918, em que Kardec, no seu coment\u00e1rio, apresenta os\u00a0<b>caracteres do homem de bem\u00a0<\/b>e declara:<\/p>\n<p><i>&#8220;Verdadeiramente, homem de bem, \u00e9 o que pratica a lei de justi\u00e7a, amor e caridade na sua maior pureza.&#8221;\u00a0<\/i>Ele desdobra esse tema no cap\u00edtulo XVII de O Evangelho segundo o Espiritismo, descreve a conduta do homem de bem, e conclui &#8211; referindo-se aos\u00a0<b>bons esp\u00edritas\u00a0<\/b>&#8211; que o Espiritismo leva aos resultados por ele obtidos que\u00a0<i>&#8220;caracterizam o verdadeiro esp\u00edrita, como o crist\u00e3o verdadeiro, pois que um o mesmo \u00e9 que outro &#8220;.\u00a0<\/i>(Grifamos.)<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>A \u00c9tica Esp\u00edrita foi enriquecida, no s\u00e9culo XX, com o apostolado medi\u00fanico de Francisco C\u00e2ndido Xavier, atrav\u00e9s do qual a Espiritualidade Superior canalizou para o homem contempor\u00e2neo valiosas diretrizes de ordem comportamental, sob a vis\u00e3o evang\u00e9lico-doutrin\u00e1ria da Terceira Revela\u00e7\u00e3o. Destacamos desse tesouro as mensagens de Emmanuel que comp\u00f5em a s\u00e9rie (editada pela FEB) Caminho, verdade e Vida, P\u00e3o Nosso, Vinha de Luz e Fonte Viva, assim como as de Andr\u00e9 Luiz, cujo livro Conduta Esp\u00edrita \u00e9 um reposit\u00f3rio de orienta\u00e7\u00f5es a quantos queiram ter um comportamento \u00e9tico-crist\u00e3o. Esta contribui\u00e7\u00e3o do Mundo Espiritual \u00e9 acrescida pelas obras de Joanna de \u00c2ngelis sobre o homem integral e a psicologia profunda, psicografadas por Divaldo Pereira Franco.<\/p>\n<p>O comportamento \u00e9tico-esp\u00edrita n\u00e3o pode limitar-se aos momentos em que estamos na Casa Esp\u00edrita ou no atendimento \u00e0s car\u00eancias do pr\u00f3ximo. Ele deve constituir o nosso modo de ser e de agir em todas as circunst\u00e2ncias da vida.<\/p>\n<p>Ao esp\u00edrita compete manter uma conduta \u00e9tica no cotidiano, em todas as rela\u00e7\u00f5es que estabelece com o seu semelhante e a sociedade, ainda que em detrimento de seu interesse pessoal. Cabe-lhe viver e exemplificar a conduta \u00e9tica no lar, na vida profissional, nos neg\u00f3cios, na pol\u00edtica, na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, bem como nas outras situa\u00e7\u00f5es apresentadas pelo Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz7, consultando sempre a sua consci\u00eancia, onde est\u00e1 escrita a lei de Deus.<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/b><\/p>\n<p>1 MICHAELIS: Moderno Dicion\u00e1rio da L\u00edngua Portuguesa. S\u00e3o Paulo: Melhoramentos, 1998, 2.267 p., p. 908.<\/p>\n<p>2 CHAUI, Marilena. Convite \u00e0 Filosofia. 13. ed. S\u00e3o Paulo: Editora \u00c1tica, 2003, 424 p., p. 310.<\/p>\n<p>3 FRANCO, Divaldo Pereira. Imperman\u00eancia e Imortalidade, pelo Esp\u00edrito Carlos Torres Pastorino. Rio de Janeiro: FEB, 2004, 224 p., &#8220;\u00c9tica e raz\u00e3o&#8221;, p. 215-222.<\/p>\n<p>4 LOBO, Ney. Filosofia Esp\u00edrita da Educa\u00e7\u00e3o. Rio [de Janeiro]: FEB, 1989, v. l, p. 50.<\/p>\n<p>5 ld., ibid., p. 53.<\/p>\n<p>6 KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 120. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2002, 435 p., cap. XVII, p. 274.<\/p>\n<p>7 VIEIRA, Waldo. Conduta Esp\u00edrita, pelo Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz. 5. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1974, 155 p. volta ao In\u00edcio<\/p>\n<p><b><i>(Estudo originalmente publicado na\u00a0<\/i><\/b><b><i>Revista Internacional de Espiritismo<\/i><\/b><b><i>, Ano LXXX, No 02, Mat\u00e3o, Mar\u00e7o 2005 e reproduzido com autoriza\u00e7\u00e3o do\u00a0<\/i><\/b><b><i>autor)<\/i><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto b\u00e1sico da exposi\u00e7\u00e3o feita no Painel &#8220;O Livro dos Esp\u00edritos \u2013 Princ\u00edpios Filos\u00f3fico-Esp\u00edritas para uma nova Sociedade&#8221; no 4o Congresso Esp\u00edrita Mundial, realizado em Paris, Fran\u00e7a, no dia 3 de outubro de 2004 Altivo Ferreira 1. \u00c9tica e Moral &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ciencia-e-espiritualidade\/a-etica-espirita\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":38,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1174","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1174","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1174"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1174\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/38"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}