{"id":1195,"date":"2013-06-23T10:05:07","date_gmt":"2013-06-23T13:05:07","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=1195"},"modified":"2013-06-23T10:05:07","modified_gmt":"2013-06-23T13:05:07","slug":"15-da-natureza-das-comunicacoes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/lm\/15-da-natureza-das-comunicacoes\/","title":{"rendered":"15 &#8211; Da Natureza das Comunica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O LIVRO DOS M\u00c9DIUNS \u2013 SEGUNDA PARTE<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO X<\/p>\n<p><b>DA NATUREZA DAS COMUNICA\u00c7\u00d5ES<\/b><\/p>\n<p><i>Comunica\u00e7\u00f5es grosseiras, fr\u00edvolas, s\u00e9rias e instrutivas<\/i><\/p>\n<p>133. Dissemos que todo efeito, que revela, na sua causalidade, um ato, ainda que insignificant\u00edssimo, de livre vontade, atesta, por essa circunst\u00e2ncia, a exist\u00eancia de uma causa inteligente. Assim, um simples movimento de mesa, que responda ao nosso pensamento, ou manifeste car\u00e1ter intencional, pode ser considerado uma manifesta\u00e7\u00e3o inteligente. Se a isso houvesse de ficar circunscrito o resultado, s\u00f3 muito secund\u00e1rio interesse nos despertaria. Contudo, j\u00e1 seria alguma coisa o dar-nos a prova de que, em tais fen\u00f4menos, h\u00e1 mais do que uma a\u00e7\u00e3o puramente material. Nula, ou, pelo menos, muito restrita seria a utilidade pr\u00e1tica que da\u00ed decorreria. O caso, por\u00e9m, muda inteiramente de figura, quando essa intelig\u00eancia ganha um desenvolvimento tal, que permite regular e cont\u00ednua troca de id\u00e9ias. J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 ent\u00e3o simples manifesta\u00e7\u00f5es inteligentes, mas verdadeiras <i>comunica\u00e7\u00f5es. <\/i>Os meios de que hoje dispomos permitem que as obtenhamos t\u00e3o extensas, t\u00e3o expl\u00edcitas e t\u00e3o r\u00e1pidas, como as que mantemos com os homens.<\/p>\n<p>Quem estiver bem compenetrado, segundo a <i>escala esp\u00edrita <\/i>(&#8220;O Livro dos Esp\u00edritos&#8221;, n. 100), da variedade infinita que apresentam os Esp\u00edritos, sob o duplo aspecto da intelig\u00eancia e da moralidade, facilmente se convencer\u00e1 de que h\u00e1 de haver diferen\u00e7a entre as suas comunica\u00e7\u00f5es; que estas h\u00e3o de refletir a eleva\u00e7\u00e3o, ou a baixeza de suas id\u00e9ias, o saber e a ignor\u00e2ncia deles, seus v\u00edcios e suas virtudes; que, numa palavra, elas n\u00e3o se h\u00e3o de assemelhar mais do que as dos homens, desde os selvagens at\u00e9 o mais ilustrado europeu. Em quatro categorias principais se podem grupar os matizes que apresentam. Segundo seus caracteres mais acentuados, elas se dividem em: <i>grosseiras, fr\u00edvolas, s\u00e9rias <\/i>e <i>instrutivas.<\/i><\/p>\n<p>134. <i>Comunica\u00e7\u00f5es grosseiras <\/i>s\u00e3o as concebidas em termos que chocam o decoro. S\u00f3 podem provir de Esp\u00edritos de baixa estofa, ainda cobertos de todas as impurezas da mat\u00e9ria, e em nada diferem das que provenham de homens viciosos e grosseiros. Repugnam a quem quer que n\u00e3o seja inteiramente baldo de toda a delicadeza de sentimentos, pela raz\u00e3o de que, acordemente com o car\u00e1ter dos Esp\u00edritos, elas ser\u00e3o triviais, ign\u00f3beis, obscenas, insolentes, arrogantes, mal\u00e9volas e mesmo \u00edmpias.<\/p>\n<p>135. <i>As comunica\u00e7\u00f5es fr\u00edvolas <\/i>emanam de Esp\u00edritos levianos, zombeteiros, ou brincalh\u00f5es, antes maliciosos do que maus, e que nenhuma import\u00e2ncia ligam ao que dizem. Como nada de indecoroso encerram, essas comunica\u00e7\u00f5es agradam a certas pessoas, que com elas se divertem, porque encontram prazer nas confabula\u00e7\u00f5es f\u00fateis, em que muito se fala para nada dizer. Tais Esp\u00edritos saem-se \u00e0s vezes com tiradas espirituosas e mordazes e, por entre fac\u00e9cias vulgares, dizem n\u00e3o raro duras verdades, que quase sempre ferem com justeza. Em torno de n\u00f3s pululam os Esp\u00edritos levianos, que de todas as ocasi\u00f5es aproveitam para se intrometerem nas comunica\u00e7\u00f5es. A verdade \u00e9 o que menos os preocupa; da\u00ed o maligno encanto que acham em mistificar os que t\u00eam a fraqueza e mesmo a presun\u00e7\u00e3o de neles crer sob palavra. As pessoas que se comprazem nesse g\u00eanero de comunica\u00e7\u00f5es naturalmente d\u00e3o acesso aos Esp\u00edritos levianos e falaciosos. Delas se afastam os Esp\u00edritos s\u00e9rios, do mesmo modo que na sociedade humana os homens s\u00e9rios evitam a companhia dos doidivanas.<\/p>\n<p>136. <i>As comunica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias <\/i>s\u00e3o ponderosas quanto ao assunto e elevadas quanto \u00e0 forma. Toda comunica\u00e7\u00e3o que, isenta de frivolidade e de grosseria, objetiva um fim \u00fatil, ainda que de car\u00e1ter particular, \u00e9, por esse simples fato, uma comunica\u00e7\u00e3o s\u00e9ria. Nem todos os Esp\u00edritos s\u00e9rios s\u00e3o igualmente esclarecidos; h\u00e1 muita coisa que eles ignoram e sobre que podem enganar-se de boa-f\u00e9. Por isso \u00e9 que os Esp\u00edritos verdadeiramente superiores nos recomendam de cont\u00ednuo que submetamos todas as comunica\u00e7\u00f5es ao crivo da raz\u00e3o e da mais rigorosa l\u00f3gica.<\/p>\n<p>No tocante a comunica\u00e7\u00f5es <i>s\u00e9rias, <\/i>cumpre se distingam as <i>verdadeiras das falsas, <\/i>o que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil, porquanto, exatamente \u00e0 sombra da eleva\u00e7\u00e3o da linguagem, \u00e9 que certos Esp\u00edritos presun\u00e7osos, ou pseudo-s\u00e1bios, procuram conseguir a preval\u00eancia das mais falsas id\u00e9ias e dos mais absurdos sistemas. E, para melhor acreditados se fazerem e maior import\u00e2ncia ostentarem, n\u00e3o escrupulizam de se adornarem com os mais respeit\u00e1veis nomes e at\u00e9 com os mais venerados. Esse um dos maiores escolhos da ci\u00eancia pr\u00e1tica; dele trataremos mais adiante, com todos os desenvolvimentos que t\u00e3o importante assunto reclama, ao mesmo tempo que daremos a conhecer os meios de premoni\u00e7\u00e3o contra o perigo das falsas comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>137. <i>Instrutivas <\/i>s\u00e3o as comunica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias cujo principal objeto consiste num ensinamento qualquer, dado pelos Esp\u00edritos, sobre as ci\u00eancias, a moral, a filosofia, etc. S\u00e3o mais ou menos profundas, conforme o grau de eleva\u00e7\u00e3o e de <i>desmaterializa\u00e7\u00e3o <\/i>do Esp\u00edrito. Para se retirarem frutos reais dessas comunica\u00e7\u00f5es, preciso \u00e9 que elas sejam regulares e continuadas com perseveran\u00e7a. Os Esp\u00edritos s\u00e9rios se ligam aos que desejam instruir-se e lhes secundam os esfor\u00e7os, deixando aos Esp\u00edritos levianos a tarefa de divertirem os que em tais manifesta\u00e7\u00f5es s\u00f3 v\u00eaem passageira distra\u00e7\u00e3o. Unicamente pela regularidade e freq\u00fc\u00eancia daquelas comunica\u00e7\u00f5es se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Esp\u00edritos que as d\u00e3o e a confian\u00e7a que eles merecem. Se, para julgar os homens, se necessita de experi\u00eancia, muito mais ainda \u00e9 esta necess\u00e1ria, para se julgarem os Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>Qualificando de <i>instrutivas <\/i>as comunica\u00e7\u00f5es, supomo-las <i>verdadeiras, <\/i>pois o que n\u00e3o for <i>verdadeiro <\/i>n\u00e3o pode ser <i>instrutivo, <\/i>ainda que dito na mais imponente linguagem. Nessa categoria, n\u00e3o podemos, conseguintemente, incluir certos ensinos que de s\u00e9rio apenas t\u00eam a forma, muitas vezes empolada e enf\u00e1tica, com que os Esp\u00edritos que os ditam, mais presun\u00e7osos do que instru\u00eddos, contam iludir os que os recebem.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o podendo suprir a subst\u00e2ncia que lhes falta, s\u00e3o incapazes de sustentar por muito tempo o papel que procuram desempenhar. A breve trecho, traem-se, pondo a nu a sua fraqueza, desde que alguma sequ\u00eancia tenham os seus ditados, ou que eles sejam levados aos seus \u00faltimos redutos.<\/p>\n<p>l38. S\u00e3o variad\u00edssimos os meios de comunica\u00e7\u00e3o. Atuando sobre os nossos \u00f3rg\u00e3os e sobre todos os nossos sentidos, podem os Esp\u00edritos manifestar-se \u00e0 nossa vis\u00e3o, por meio das apari\u00e7\u00f5es; ao nosso tato, por impress\u00f5es tang\u00edveis, vis\u00edveis ou ocultas; \u00e0 audi\u00e7\u00e3o pelos ru\u00eddos; ao olfato por meio de odores sem causa conhecida. Este \u00faltimo modo de manifesta\u00e7\u00e3o, se bem muito real, \u00e9, incontestavelmente, o mais incerto, pelas m\u00faltiplas causas que podem induzir em erro. Da\u00ed o nos n\u00e3o demorarmos em tratar dele. O que devemos examinar com cuidado s\u00e3o os diversos meios de se obterem comunica\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, uma permuta regular e continuada de pensamentos. Esses meios s\u00e3o: <i>as pancadas, a palavra <\/i>e <i>a escrita. <\/i>Estud\u00e1-los-emos em cap\u00edtulos especiais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O LIVRO DOS M\u00c9DIUNS \u2013 SEGUNDA PARTE CAP\u00cdTULO X DA NATUREZA DAS COMUNICA\u00c7\u00d5ES Comunica\u00e7\u00f5es grosseiras, fr\u00edvolas, s\u00e9rias e instrutivas 133. 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