{"id":1246,"date":"2013-07-02T08:13:35","date_gmt":"2013-07-02T11:13:35","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=1246"},"modified":"2013-07-02T08:13:35","modified_gmt":"2013-07-02T11:13:35","slug":"18-da-psicografia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/lm\/18-da-psicografia\/","title":{"rendered":"18 &#8211; Da Psicografia"},"content":{"rendered":"<p>CAP\u00cdTULO XIII<\/p>\n<p><b>DA PSICOGRAFIA<\/b><\/p>\n<p><i>Psicografia indireta: cestas e pranchetas. &#8211; Psicografia direta ou manual. &#8211;\u00a0<\/i><\/p>\n<p>152. A ci\u00eancia esp\u00edrita h\u00e1 progredido como todas as outras e mais rapidamente do que estas. Alguns anos apenas nos separam da \u00e9poca em que se empregavam esses meios primitivos e incompletos, a que trivialmente se dava o nome de &#8220;mesas falantes&#8221;, e j\u00e1 nos achamos em condi\u00e7\u00f5es de comunicar com os Esp\u00edritos t\u00e3o f\u00e1cil e rapidamente, como o fazem os homens entre si e pelos mesmos meios: a escrita e a palavra. A escrita, sobretudo, tem a vantagem de assinalar, de modo mais material, a interven\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a oculta e de deixar tra\u00e7os que se podem conservar, como fazemos com a nossa correspond\u00eancia. O primeiro meio de que se usou foi o das pranchas e cestas munidas de l\u00e1pis, com a disposi\u00e7\u00e3o que passamos a descrever.<\/p>\n<p>153. J\u00e1 dissemos que uma pessoa, dotada de aptid\u00e3o especial, pode imprimir movimento de rota\u00e7\u00e3o a uma mesa, ou a outro objeto qualquer. Tomemos, em vez de uma mesa, uma cestinha de quinze a vinte cent\u00edmetros de di\u00e2metro (de madeira ou de vime, a subst\u00e2ncia pouco importa). Se fizermos passar pelo fundo dessa cesta um l\u00e1pis e o prendermos bem, com a ponta de fora e para baixo; se mantivermos o aparelho assim formado em equil\u00edbrio sobre a ponta do l\u00e1pis, apoiado este sobre uma folha de papel, e apoiarmos os dedos nas bordas da cesta, ela se por\u00e1 em movimento; mas, em vez de girar, far\u00e1 que o l\u00e1pis percorra, em diversos sentidos, o papel, tra\u00e7ando ou riscos sem significa\u00e7\u00e3o, ou letras. Se se evocar um Esp\u00edrito que queira comunicar-se, ele responder\u00e1 n\u00e3o mais por meio de pancadas, como na tiptologia, por\u00e9m, escrevendo palavras. O movimento da cesta j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tico, como no caso das mesas girantes; torna-se inteligente. Com esse dispositivo, o l\u00e1pis, ao chegar \u00e0 extremidade da linha, n\u00e3o volta ao ponto de partida para come\u00e7ar outra; continua a mover-se circularmente, de sorte que a linha escrita forma uma espiral, tornando necess\u00e1rio voltear muitas vezes o papel para se ler o que est\u00e1 grafado. Nem sempre \u00e9 muito leg\u00edvel a escrita assim feita, por n\u00e3o ficarem separadas as palavras. Entretanto, o m\u00e9dium, por uma esp\u00e9cie de intui\u00e7\u00e3o, facilmente a decifra. Por economia, o papel e o l\u00e1pis comum podem ser substitu\u00eddos por uma lousa com o respectivo l\u00e1pis. Designaremos este g\u00eanero de cesta pelo nome de <i>cesta-pi\u00e3o. <\/i>As vezes, em lugar da cesta, emprega-se um papel\u00e3o muito semelhante \u00e0s caixas de pastilhas, formando-lhe o l\u00e1pis o eixo, como no brinquedo chamado carrapeta.<\/p>\n<p>154. Muitos outros dispositivos se t\u00eam imaginado para a obten\u00e7\u00e3o do mesmo resultado. O mais c\u00f4modo \u00e9 o a que chamaremos <i>cesta de bico <\/i>e que consiste em adaptar-se \u00e0 cesta uma haste inclinada, de madeira, prolongando-se dez a quinze cent\u00edmetros para o lado de fora, na posi\u00e7\u00e3o do mastro de gurup\u00e9s, numa embarca\u00e7\u00e3o. Por um buraco aberto na extremidade dessa haste, ou bico, passa-se um l\u00e1pis bastante comprido para que sua ponta assente no papel. Pondo o m\u00e9dium os dedos na borda da cesta, o aparelho todo se agita e o l\u00e1pis escreve, como no caso anterior, com a diferen\u00e7a, por\u00e9m, de que, em geral, a escrita \u00e9 mais leg\u00edvel, com as palavras separadas e<\/p>\n<p>as linhas sucedendo-se paralelas, como na escrita comum, por poder o m\u00e9dium levar facilmente o l\u00e1pis de uma linha a outra. Obt\u00eam-se assim disserta\u00e7\u00f5es de muitas p\u00e1ginas, t\u00e3o rapidamente como se se escrevesse com a m\u00e3o.<\/p>\n<p>155. Ainda por outros sinais inequ\u00edvocos se manifesta ami\u00fade a intelig\u00eancia que atua. Chegando ao fim da p\u00e1gina, o l\u00e1pis faz espontaneamente um movimento para virar o papel. Se ele se quer reportar a uma passagem j\u00e1 escrita, na mesma p\u00e1gina, ou noutra, procura-a com a ponta do l\u00e1pis, como qualquer pessoa o faria com a ponta do dedo, e sublinha-a. Se, enfim, o Esp\u00edrito quer dirigir-se a algu\u00e9m, a extremidade da haste de madeira se dirige para esse algu\u00e9m. Por abreviar, exprimem-se frequentemente as palavras <i>sim <\/i>e <i>n\u00e3o, <\/i>pelos sinais de afirma\u00e7\u00e3o e nega\u00e7\u00e3o que fazemos com a cabe\u00e7a. Se o Esp\u00edrito quer exprimir c\u00f3lera, ou impaci\u00eancia, bate repetidas pancadas com a ponta do l\u00e1pis e n\u00e3o raro a quebra.<\/p>\n<p>156. Em vez de cesta, algumas pessoas se servem de uma esp\u00e9cie de mesa pequenina, feita de prop\u00f3sito, tendo de doze a quinze cent\u00edmetros de comprimento, por cinco a seis de altura, e tr\u00eas p\u00e9s a um dos quais se adapta um l\u00e1pis. Os dois outros s\u00e3o arredondados, ou munidos de uma bola de marfim, para deslizar mais facilmente sobre o papel. Outros se utilizam apenas de uma <i>prancheta <\/i>de quinze a vinte cent\u00edmetros quadrados, triangular, oblonga, ou oval. Num dos bordos, h\u00e1 um furo <i>obl\u00edquo <\/i>para introduzir-se o l\u00e1pis. Colocada em posi\u00e7\u00e3o de escrever, ela fica inclinada e se apoia por um dos lados no papel. Algumas trazem desse lado rod\u00edzios para lhe facilitarem o movimento. E de ver-se, em suma, que todos esses dispositivos nada t\u00eam de absoluto. O melhor \u00e9 o que for mais c\u00f4modo.<\/p>\n<p>Com qualquer desses aparelhos, quase sempre \u00e9 preciso que os operadores sejam dois; mas, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que ambos sejam dotados de faculdades medi\u00fanicas. Um serve unicamente para manter o equil\u00edbrio e poupar ao m\u00e9dium excesso de fadiga.<\/p>\n<p>157. Chamamos <i>psicografia indireta <\/i>\u00e0 escrita assim obtida, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 <i>psicografia direta <\/i>ou <i>manual, <\/i>obtida pelo pr\u00f3prio m\u00e9dium. Para se compreender este \u00faltimo processo, \u00e9 mister levar em conta o que se passa na opera\u00e7\u00e3o. O Esp\u00edrito que se comunica atua sobre o m\u00e9dium que, debaixo dessa influ\u00eancia, move <i>maquinalmente <\/i>o bra\u00e7o e a m\u00e3o para escrever, sem ter (\u00e9 pelo menos o caso mais comum) a menor consci\u00eancia do que escreve; a m\u00e3o atua sobre a cesta e a cesta sobre o l\u00e1pis. Assim, <i>n\u00e3o \u00e9 <\/i>a <i>cesta que se torna inteligente; <\/i>ela n\u00e3o passa de um instrumento manejado por uma intelig\u00eancia; n\u00e3o passa, realmente, de uma lapiseira, de um ap\u00eandice da m\u00e3o, de um intermedi\u00e1rio, entre a m\u00e3o e o l\u00e1pis. Suprima-se esse intermedi\u00e1rio, coloque-se o l\u00e1pis na m\u00e3o e o resultado ser\u00e1 o mesmo, com um mecanismo muito mais simples, pois que o m\u00e9dium escreve como o faz nas condi\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias. De sorte que toda pessoa que escreve com o concurso de uma cesta, prancheta, ou qualquer outro objeto, pode escrever diretamente.<\/p>\n<p>De todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o, a <i>escrita manual, <\/i>que alguns denominam <i>escrita involunt\u00e1ria, <\/i>\u00e9, sem contesta\u00e7\u00e3o, a mais simples, a mais f\u00e1cil e a mais c\u00f4moda, porque nenhum preparativo exige e se presta, como a escrita corrente, aos maiores desenvolvimentos. Dela tornaremos a falar, quando tratarmos dos m\u00e9diuns.<\/p>\n<p>158. Nos primeiros tempos das manifesta\u00e7\u00f5es, quando ainda ningu\u00e9m tinha sobre o assunto id\u00e9ias exatas, muitos escritos foram publicados com este t\u00edtulo: <i>Comunica\u00e7\u00f5es de uma mesa, de uma cesta, de uma prancheta, etc. <\/i>Hoje, bem se percebe o que tais express\u00f5es t\u00eam de impr\u00f3prias, ou err\u00f4neas, abstra\u00e7\u00e3o feita do car\u00e1ter pouco s\u00e9rio que revelam. Efetivamente, como acabamos de ver, as mesas, pranchetas e cestas n\u00e3o s\u00e3o mais do que instrumentos <i>inteligentes, <\/i>embora animados, por instantes, de uma vida fict\u00edcia, que nada podem comunicar por si mesmos. Dizer o contr\u00e1rio \u00e9 tomar o efeito pela causa, o instrumento pelo princ\u00edpio. Fora o mesmo que um autor declarar, no t\u00edtulo da sua obra, t\u00ea-la escrito com uma pena met\u00e1lica ou com uma pena de pato. Esses instrumentos, ao demais, n\u00e3o s\u00e3o exclusivos. Conhecemos algu\u00e9m que, em vez da <i>cesta-pi\u00e3o, <\/i>que acima descrevemos, se servia de um funil, em cujo gargalo introduzia o l\u00e1pis. Ter-se-ia ent\u00e3o podido receber comunica\u00e7\u00f5es de um funil, do mesmo modo que de uma ca\u00e7arola ou de uma saladeira. Se elas s\u00e3o obtidas por meio de pancadas com uma cadeira, ou uma bengala, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 uma mesa falante, mas uma cadeira, ou uma bengala falantes. O que importa se conhe\u00e7a n\u00e3o \u00e9 a natureza do instrumento e, sim, o modo de obten\u00e7\u00e3o. Se a comunica\u00e7\u00e3o vem por meio da escrita, qualquer que seja o aparelho que sustente o l\u00e1pis, o que h\u00e1, para n\u00f3s, \u00e9 <i>psicografia; tiptologia, <\/i>se por meio de pancadas. Tomando o Espiritismo as propor\u00e7\u00f5es de uma ci\u00eancia, indispens\u00e1vel se lhe torna uma linguagem cient\u00edfica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CAP\u00cdTULO XIII DA PSICOGRAFIA Psicografia indireta: cestas e pranchetas. &#8211; Psicografia direta ou manual. &#8211;\u00a0 152. A ci\u00eancia esp\u00edrita h\u00e1 progredido como todas as outras e mais rapidamente do que estas. 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