{"id":1300,"date":"2013-07-12T21:36:47","date_gmt":"2013-07-13T00:36:47","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=1300"},"modified":"2013-07-12T21:36:47","modified_gmt":"2013-07-13T00:36:47","slug":"ciencia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ciencia\/","title":{"rendered":"Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<h1>Um Alerta de Allan Kardec e Andr\u00e9 Luiz<\/h1>\n<div>Ci\u00eancia e Espiritismo: Um Alerta de Allan Kardec e Andr\u00e9 Luiz<\/div>\n<div>\n<p>(Reproduzido do site: \u00a0<a href=\"http:\/\/www.bvespirita.com\/\">www.bvespirita.com<\/a>\u00a0)<\/p>\n<p>Alexandre Fontes da Fonseca<\/p>\n<p>afonseca@rutchem.rutgers.edu<\/p>\n<p>Tanto Allan Kardec quanto Andr\u00e9 Luiz reconhecem o car\u00e1ter complementar entre a Ci\u00eancia e o Espiritismo. Por\u00e9m eles orientam quanto aos cuidados e precau\u00e7\u00f5es na pesquisa esp\u00edrita ligada \u00e0 Ci\u00eancia. \u2013 \u201cO Espiritismo e a Ci\u00eancia se complementam reciprocamente; a Ci\u00eancia, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fen\u00f4menos s\u00f3 pelas leis da mat\u00e9ria; ao Espiritismo, sem a Ci\u00eancia, faltariam apoio e comprova\u00e7\u00e3o\u201d [1].<\/p>\n<p>Por essas palavras de\u00a0 Kardec no item 16 do Cap. I, em A G\u00eanese, muitas pessoas podem imaginar que o Espiritismo necessita da Ci\u00eancia para ser comprovada. Por\u00e9m uma an\u00e1lise mais profunda [2-4] mostra que o Espiritismo \u00e9 uma Ci\u00eancia leg\u00edtima cujo valor n\u00e3o necessita do aval das outras ci\u00eancias. Al\u00e9m disso, uma explica\u00e7\u00e3o para essa afirmativa de Kardec aparece em seguida \u00e0 frase acima, no mesmo item do Cap. I de A G\u00eanese[1]: \u2013 \u201cO estudo das leis da mat\u00e9ria tinha que preceder o da espiritualidade, porque a mat\u00e9ria \u00e9 que primeiro fere os sentidos. Se o Espiritismo tivesse vindo antes das descobertas cient\u00edficas, teria abortado, como tudo quanto surge antes do tempo.\u201d Kardec, assim, explica a depend\u00eancia que o Espiritismo teve com o desenvolvimento das ci\u00eancias materiais. Elas deveriam vir antes de modo que as ideias pudessem ser pre- paradas para o advento do Espiritismo.<\/p>\n<p>No item 18 do Cap. I do mesmo livro[1], Kardec afirma: \u2013 \u201cO Espiritismo, tendo por objeto o estudo de um dos elementos constitutivos do Universo, toca for\u00e7osamente na maior parte das ci\u00eancias; s\u00f3 podia, portanto, vir depois da elabora\u00e7\u00e3o delas; nasceu pela for\u00e7a mesma das coisas, pela impossibilidade de tudo se explicar com o aux\u00edlio apenas das leis da mat\u00e9ria.\u201d. Desta forma fica claro que n\u00e3o s\u00e3o os conceitos da F\u00edsica, Qu\u00edmica e Biologia que devem confirmar ou comprovar os princ\u00edpios b\u00e1sicos do Espiritismo. Isso est\u00e1 presente nas seguintes palavras de Kardec no item VII da Introdu\u00e7\u00e3o de O Livro dos Esp\u00edritos [5]: \u2013 \u201cA Ci\u00eancia, propriamente dita, \u00e9, pois, como ci\u00eancia, incompetente para se pronunciar na quest\u00e3o do Espiritismo: n\u00e3o tem que se ocupar com isso e qualquer que seja o seu julgamento, favor\u00e1vel ou n\u00e3o, nenhum peso poder\u00e1 ter\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo conhecendo essas afirmativas, a nosso ver, muito claras de Kardec, v\u00e1rios irm\u00e3os nossos t\u00eam conferido enorme valor a resultados de pesquisas cient\u00edficas, mormente na \u00e1rea de F\u00edsica, como sendo resultados que comprovam os princ\u00edpios esp\u00edritas quando, uma an\u00e1lise mais s\u00e9ria e profissional nos mostra que isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Existe, n\u00e3o s\u00f3 no meio esp\u00edrita, uma excessiva valoriza\u00e7\u00e3o da F\u00edsica Qu\u00e2ntica como sendo a teoria cient\u00edfica que vai confirmar a exist\u00eancia de Deus e\/ou do Esp\u00edrito. Confrades valorosos, entusiasmados com as perplexidades que a F\u00edsica Moderna apresenta, agem, sem o saberem, de forma imprudente ao supervalorizarem algumas teorias da F\u00edsica como favor\u00e1veis ao Espiritismo. Um exemplo \u00e9 a afirmativa de que \u201cA F\u00edsica Qu\u00e2ntica est\u00e1 em busca da part\u00edcula divina\u201d. Citam-se mesmo cientistas premiados com o Nobel, como o Dr. Leon Lederman que afirma que a ci\u00eancia est\u00e1 \u201cprocurando a part\u00edcula divina\u201d a partir da qual todas as outras seriam constitu\u00eddas. O que n\u00e3o se percebe \u00e9 que estes cientistas n\u00e3o est\u00e3o procurando Deus, mas sim est\u00e3o querendo encontrar a part\u00edcula que seja a \u201ccausa prim\u00e1ria\u201d de todas as outras o que eliminaria, por sua vez, a ideia da necessidade de um Criador Divino.<\/p>\n<p>Recentemente, no IV Congresso Nacional da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dico Esp\u00edrita do Brasil, ocorrido em S\u00e3o Paulo, entre os dias 19 e 20 de junho de 2003, um conferencista internacional, Prof. Dr. Amit Goswami, foi convidado para proferir palestra sobre a F\u00edsica Qu\u00e2ntica. Apesar de ser muito importante conhecer as pesquisas de cientistas internacionais, o movimento esp\u00edrita deve receber as propostas do Prof. Goswami com cautela, antes de considerar suas ideias como sendo esp\u00edritas. Em seu recente livro intitulado O Universo Autoconsciente [6], o Prof. Goswami prop\u00f5e a exist\u00eancia de uma consci\u00eancia maior como solu\u00e7\u00e3o para os paradoxos que os fen\u00f4menos qu\u00e2nticos apresentam. Uma caracter\u00edstica dessa consci\u00eancia \u00e9 ser de car\u00e1ter coletivo. \u00c9 importante frisar que as propostas do Prof. Goswami ainda n\u00e3o foram aceitas pela comunidade cient\u00edfica. Por\u00e9m ele tem recebido apoio dos grupos espiritualistas em geral. Mesmo sendo uma proposta embasada de forma mais s\u00e9ria nos conhecimentos cient\u00edficos, a interpreta\u00e7\u00e3o do Prof. Goswami n\u00e3o considera a exist\u00eancia da nossa consci\u00eancia individual. A Doutrina Esp\u00edrita \u00e9 clara a esse respeito: \u2013 \u201cOs Esp\u00edritos s\u00e3o a individualiza\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio inteligente\u2026\u201d (quest\u00e3o 79 de O Livro dos Esp\u00edritos[5]). \u00c9 preciso estudar e analisar como o Esp\u00edrito se caracterizaria perante essa consci\u00eancia maior e se as propostas dele est\u00e3o em desacordo com outros princ\u00edpios esp\u00edritas. Esse estudo necessita ser feito antes de afirmarmos que a proposta dele \u201cprova\u201d alguma ideia esp\u00edrita. O problema dessas propostas e das teorias da F\u00edsica Moderna como a Teoria das Supercordas e o Modelo Padr\u00e3o \u00e9 o alto n\u00edvel de teoricidade desses modelos. \u00c9 muito dif\u00edcil, para n\u00e3o dizer quase imposs\u00edvel, verificar-se experimentalmente os resultados destas teorias. Existe uma expectativa de se encontrar uma \u201cTeoria Final\u201d ou \u201cTeoria de Tudo\u201d que fosse absoluta no sentido de ser a base da exist\u00eancia de tudo no universo. Num recente artigo [7] publicado na Revista Brasileira de Ensino de F\u00edsica, uma pesquisa foi realizada com a comunidade de f\u00edsicos brasileiros sobre o que eles pensam a respeito dessas teorias \u201cFinal\u201d e \u201cde Tudo\u201d. Os resultados mostraram que a maioria dos f\u00edsicos brasileiros n\u00e3o concorda com a exist\u00eancia de uma teoria absoluta para tudo. Se os f\u00edsicos, que s\u00e3o os profissionais no assunto, n\u00e3o aceitam ainda essas teorias de forma absoluta, como \u00e9 que n\u00f3s esp\u00edritas podemos dar cr\u00e9dito a elas? Se essas teorias ainda s\u00e3o de dif\u00edcil comprova\u00e7\u00e3o experimental, como n\u00f3s esp\u00edritas podemos nos basear nelas para afirmar, por exemplo, que \u201co espa\u00e7o \u2013 tempo negativo corresponde ao mundo espiritual\u201d? Isso tudo, sem contar que essas teorias modernas em F\u00edsica est\u00e3o constantemente sendo renovadas e alteradas enquanto que n\u00e3o procuramos sequer saber sobre por que o Espiritismo permanece intacto ao longo dos seus quase 150 anos[8].<\/p>\n<p>Citamos, mais uma vez Kardec no item 14 do Cap. I de A G\u00eanese[1]: \u2013 \u201cComo meio de elabora\u00e7\u00e3o, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ci\u00eancias positivas, aplicando o m\u00e9todo experimental. (\u2026) \u00c9, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo \u00e9 uma ci\u00eancia de observa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o produto da imagina\u00e7\u00e3o. As ci\u00eancias s\u00f3 fizeram progressos importantes de- pois que seus estudos se basearam sobre o m\u00e9todo experimental; at\u00e9 ent\u00e3o, acreditou-se que esse m\u00e9todo tamb\u00e9m s\u00f3 era aplic\u00e1vel \u00e0 mat\u00e9ria, ao passo que o \u00e9 tamb\u00e9m \u00e0s coisas metaf\u00edsicas.\u201d (grifos nossos).<\/p>\n<p>E ainda no item VII da Introdu\u00e7\u00e3o de O Livro dos Esp\u00edritos [5]: \u2013 \u201cDesde que a Ci\u00eancia sai da observa\u00e7\u00e3o material dos fatos, em se tratando de os apreciar e explicar, o campo est\u00e1 aberto \u00e0s conjeturas. Cada um arquiteta o seu sistemazinho, disposto a sustent\u00e1-lo com fervor, para faz\u00ea-lo prevalecer. N\u00e3o vemos todos os dias as mais opostas opini\u00f5es serem alternativamente preconizadas e rejeitadas, ora repelidas como erros absurdos, para logo depois aparecerem proclamadas como verdades incontest\u00e1veis? Os fatos, eis o verdadeiro crit\u00e9rio dos nossos ju\u00edzos, o argumento sem r\u00e9plica. Na aus\u00eancia dos fatos, a d\u00favida se justifica no homem ponderado.\u201d (grifos nossos) Essas duas cita\u00e7\u00f5es mostram claramente que Kardec sempre priorizou o m\u00e9todo experimental como reveladora da verdade. Teorias, por mais bonitas e engenhosas, ser\u00e3o sempre teorias se n\u00e3o puderem explicar e prever os fatos. Utilizar-se de teorias f\u00edsicas ainda muito te\u00f3ricas para confirmar o Espiritismo \u00e9 agir de forma precipitada e contr\u00e1ria ao que ensinou Allan Kardec. Acredito que muitos irm\u00e3os nossos no movimento esp\u00edrita se motivaram a procurar rela\u00e7\u00f5es entre o Espiritismo e essas teorias devido, tamb\u00e9m, ao trabalho de Andr\u00e9 Luiz. O que n\u00e3o se percebeu, foi que Andr\u00e9 Luiz foi muito cauteloso em apresentar suas ideias. Estamos falando a respeito do livro Mecanismos da Mediunidade [10]. Neste livro, Andr\u00e9 Luiz prop\u00f5e a explica\u00e7\u00e3o para os mecanismos dos processos medi\u00fanicos utilizando-se os conceitos mais modernos de F\u00edsica, \u00e0 \u00e9poca da 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o do livro. O que acreditamos ter escapado \u00e0 an\u00e1lise da maioria das pessoas, foram os cuidados que Andr\u00e9 Luiz deixou claro no pref\u00e1cio escrito por ele, intitulado \u201cAnte a Mediunidade\u201d. No oitavo par\u00e1grafo, Andr\u00e9 Luiz afirma: \u2013 \u201c(\u2026) Ali\u00e1s, quanto aos apontamentos cient\u00edficos humanos, \u00e9 preciso reconhecer-lhes o car\u00e1ter passageiro no que se refere \u00e0 defini\u00e7\u00e3o e nomenclatura, atentos \u00e0 circunst\u00e2ncia de que a experimenta\u00e7\u00e3o constante induz os cientistas de um s\u00e9culo a considerar, muitas vezes, como superado o trabalho dos cientistas que os precederam.\u201d (grifos nossos). E acrescenta no par\u00e1grafo seguinte que: \u2013 \u201cAssim, as notas dessa natureza, neste volume, tomadas naturalmente ao acervo de informa\u00e7\u00f5es e dedu\u00e7\u00f5es dos estudiosos da atualidade terrestre, valem aqui por vestimenta necess\u00e1ria, mas transit\u00f3ria, da explica\u00e7\u00e3o esp\u00edrita da mediunidade, que \u00e9, no presente livro, o corpo de ideias a ser apresentado.\u201d (grifos nossos). Percebe-se claramente que Andr\u00e9 Luiz n\u00e3o afirma que os conhecimentos cient\u00edficos atuais sejam a solu\u00e7\u00e3o definitiva para os mecanismos da mediunidade. Muito menos, Andr\u00e9 Luiz os considera como prova cient\u00edfica da mediunidade. Ele utiliza os conhecimentos cient\u00edficos como forma did\u00e1tica para melhor explicar os mecanismos dos processos medi\u00fanicos. Nesse aspecto, essa utiliza\u00e7\u00e3o foi necess\u00e1ria. Mas deixou claro que, no futuro, com o desenvolvimento da Ci\u00eancia, novas formas de entendimento da mediunidade poder\u00e3o surgir. Nesse aspecto, essa utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 transit\u00f3ria. Assim, percebemos que Andr\u00e9 Luiz foi muito cauteloso nesse trabalho de utilizar-se dos conceitos cient\u00edficos na explica\u00e7\u00e3o de um fen\u00f4meno esp\u00edrita. \u00c9 important\u00edssimo que esse exemplo de cuidado seja tomado por todos n\u00f3s esp\u00edritas na divulga\u00e7\u00e3o dos estudos e pesquisas que envolvam o conhecimento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>A humanidade realmente carece dos conhecimentos espirituais e todo esfor\u00e7o \u00e9 nobre no sentido de mostrar que esses conhecimentos s\u00e3o verdadeiros. Por isso, n\u00e3o desejamos desestimular o estudo e pesquisa em t\u00f3picos esp\u00edritas relacionados a t\u00f3picos cient\u00edficos. Enfatizamos que \u00e9 preciso redobrar os cuidados no nosso trabalho de divulga\u00e7\u00e3o destas pesquisas que levar\u00e3o o adjetivo de esp\u00edritas. \u00c9 necess\u00e1rio que exista conhecimento profissional no tema que se deseja trabalhar. Isto, pois, justamente os profissionais de cada \u00e1rea \u00e9 que saber\u00e3o avaliar se a pesquisa est\u00e1 sendo realizada com o mesmo rigor que um tema puramente material teria. Por outro lado, se algo \u00e9 uma opini\u00e3o, ele deve ser divulgado como opini\u00e3o e n\u00e3o como verdade cient\u00edfica. Al\u00e9m disso, toda ideia deve ser divulgada com a sua devida explica\u00e7\u00e3o para que os leitores apreciem o seu valor. O fato de uma ideia se relacionar com um assunto cient\u00edfico n\u00e3o significa que ela seja uma verdade cient\u00edfica. O fato de uma pessoa ser cientista n\u00e3o significa que suas ideias ser\u00e3o verdades cient\u00edficas. Andr\u00e9 Luiz teve esse cuidado ao dizer que se utilizara dos conhecimentos cient\u00edficos como \u201cvestimenta necess\u00e1ria, mas transit\u00f3ria\u201d na explica\u00e7\u00e3o dos mecanismos da mediunidade. Por fim, n\u00e3o se esque\u00e7a o leitor que os olhos da cr\u00edtica s\u00e3o altamente especializados. O movimento esp\u00edrita sofre quando ideias prematuras, ing\u00eanuas, pseudocient\u00edficas s\u00e3o divulgadas como verdades e que, ainda, s\u00e3o ditas comprovar o Espiritismo. Portanto, vamos tomar mais cuidado com rela\u00e7\u00e3o aos t\u00f3picos ligados n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 F\u00edsica, mas \u00e0 Ci\u00eancia como um todo. Aproveitamos para sugerir \u00e0s editoras esp\u00edritas a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos que permitam a an\u00e1lise de todo o conte\u00fado daquilo que for submetido para publica\u00e7\u00e3o em livro ou revista. Que n\u00e3o seja s\u00f3 o ponto de vista doutrin\u00e1rio a ser analisado, mas tamb\u00e9m o ponto de vista t\u00e9cnico e cient\u00edfico de acordo com cada caso. N\u00e3o se trata de censura e, sim, de zelo por aquilo que receber\u00e1 o adjetivo de esp\u00edrita. Mais uma vez, nas palavras de Kardec [11]: \u201c(sobre comunica\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas): Em grande n\u00famero encontramo-las notoriamente m\u00e1s, no fundo e na forma, evidente produto de Esp\u00edritos ignorantes, obsessores ou mistificadores. (\u2026). Public\u00e1-las teria sido dar armas \u00e0 cr\u00edtica. (\u2026) O que dizemos n\u00e3o \u00e9 para desencorajar de fazer publica\u00e7\u00f5es. Longe disso. Mas para mostrar a necessidade de escolha sine qua non do sucesso. (\u2026) Todas as precau\u00e7\u00f5es s\u00e3o poucas para evitar as publica\u00e7\u00f5es lament\u00e1veis. Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prud\u00eancia, no interesse da causa.\u201d (Grifos nossos).<\/p>\n<p>Uma sugest\u00e3o seria fazer o que todas as revistas cient\u00edficas internacionais fazem: cada artigo submetido para publica\u00e7\u00e3o \u00e9 enviado a, pelo menos, um assessor an\u00f4nimo, especialista no assunto que o artigo trata, para fazer uma an\u00e1lise. Acreditamos ser esse um passo extremamente necess\u00e1rio e \u00fatil para que a evolu\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o das ideias esp\u00edritas possam ocorrer dentro de maiores padr\u00f5es de qualidade. Chamo Kardec para concluir esta mat\u00e9ria: \u2013 \u201c\u00e9 prefer\u00edvel rejeitar 10 verdades que aceitar uma s\u00f3 mentira.\u201d [12].<\/p>\n<p>O autor \u00e9 Doutor em F\u00edsica pela UNICAMP e \u201cPost-Doc\u201d no Instituto de F\u00edsica da USP. Atualmente, o autor est\u00e1 trabalhando como \u201cShort -term Post-Doc\u201d no Departamento de Qu\u00edmica de Rutgers, The State University of New Jersey, EUA.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>[1] A. Kardec, A G\u00eanese, Editora FEB, 36a. Edi\u00e7\u00e3o, (1995). [2] S. S. Chibeni, Reformador, Dezembro, p.373 (1988). [3] S. S. Chibeni, Revista Internacional de Espiritismo, Mar\u00e7o, p. 45 (1991). [4] S. S. Chibeni, Reformador, Junho, p.176 (1994). [5] A. Kardec, O Livro dos Esp\u00edritos, Editora FEB, 76\u00aa. Edi\u00e7\u00e3o, (1995). [6] A. Goswami, O Universo Autoconsciente, Editora Rosa dos Tempos, 4\u00aa. Edi\u00e7\u00e3o (2001). [7] A. Zylbersztajn, Revista Brasileira de Ensino de F\u00edsica, Vol. 25, p. 1 (2003). Essa revista \u00e9 acess\u00edvel via internet atrav\u00e9s do site: http:\/\/www.sbf.if.usp.br\/rbef [8] Recentemente, no artigo da refer\u00eancia [9], tivemos a oportunidade de comentar sobre a fragi- lidade do Modelo Padr\u00e3o diante da descoberta de que o \u201cneutrino\u201d tem massa, discutindo as ra- z\u00f5es da solidez da Doutrina Esp\u00edrita. [9] A. F. da Fonseca, Revista Internacional de Espiritismo, mar\u00e7o, p. 93 (2003). [10] A. Luiz, Psicografia de F. C. Xavier, Mecanismos da Mediunidade, Editora FEB, 11a. Edi- \u00e7\u00e3o (1990). [11] A. Kardec, Revista Esp\u00edrita 5, p. 153, (1863). [12] A. Kardec, Revista Esp\u00edrita 8, p. 257, (1861).\u00a0 REVISTA INTERNACIONAL DE ESPIRITISMO, ANO LXXVIII, N. 9 (Outubro), p. 476, (2003).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um Alerta de Allan Kardec e Andr\u00e9 Luiz Ci\u00eancia e Espiritismo: Um Alerta de Allan Kardec e Andr\u00e9 Luiz (Reproduzido do site: \u00a0www.bvespirita.com\u00a0) Alexandre Fontes da Fonseca afonseca@rutchem.rutgers.edu Tanto Allan Kardec quanto Andr\u00e9 Luiz reconhecem o car\u00e1ter complementar entre a &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ciencia\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":16,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1300","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1300"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1300\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}