{"id":1756,"date":"2013-10-13T08:43:33","date_gmt":"2013-10-13T11:43:33","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=1756"},"modified":"2013-10-13T08:43:33","modified_gmt":"2013-10-13T11:43:33","slug":"20-dos-mediuns-escreventes-ou-psicografos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/lm\/20-dos-mediuns-escreventes-ou-psicografos\/","title":{"rendered":"20 &#8211; Dos M\u00e9diuns Escreventes ou Psic\u00f3grafos"},"content":{"rendered":"<p>CAP\u00cdTULO XV<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns mec\u00e2nicos, intuitivos, semimec\u00e2nicos, inspirados ou involunt\u00e1rios; de pressentimentos.<\/i><\/p>\n<p>178. De todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o, a escrita manual \u00e9 o mais simples, mais c\u00f4modo e, sobretudo, mais completo. Para ele devem tender todos os esfor\u00e7os, porquanto permite se estabele\u00e7am, com os Esp\u00edritos, rela\u00e7\u00f5es t\u00e3o continuadas e regulares, como as que existem entre n\u00f3s. Com tanto mais afinco deve ser empregado, quanto \u00e9 por ele que os Esp\u00edritos revelam melhor sua natureza e o grau do seu aperfei\u00e7oamento, ou da sua inferioridade. Pela facilidade que encontram em exprimir-se por esse meio, eles nos revelam seus mais \u00edntimos pensamentos e nos facultam julg\u00e1-los e apreciar-lhes o valor. Para o m\u00e9dium, a faculdade de escrever \u00e9, al\u00e9m disso, a mais suscet\u00edvel de desenvolver-se pelo exerc\u00edcio.<\/p>\n<p><b>M\u00e9diuns mec\u00e2nicos<\/b><\/p>\n<p>179. Quem examinar certos efeitos que se produzem nos movimentos da mesa, da cesta, ou da prancheta que escreve n\u00e3o poder\u00e1 duvidar de uma a\u00e7\u00e3o diretamente exercida pelo Esp\u00edrito sobre esses objetos. A cesta se agita por vezes com tanta viol\u00eancia, que escapa das m\u00e3os do m\u00e9dium e n\u00e3o raro se dirige a certas pessoas da assist\u00eancia para nelas bater. Outras vezes, seus movimentos d\u00e3o mostra de um sentimento afetuoso. O mesmo ocorre quando o l\u00e1pis est\u00e1 colocado na m\u00e3o do m\u00e9dium; freq\u00fcentemente \u00e9 atirado longe com for\u00e7a, ou, ent\u00e3o, a m\u00e3o, bem como a cesta, se agitam convulsivamente e batem na mesa de modo col\u00e9rico, ainda quando o m\u00e9dium est\u00e1 possu\u00eddo da maior calma e se admira de n\u00e3o ser senhor de si Digamos, de passagem, que tais efeitos demonstram sempre a presen\u00e7a de Esp\u00edritos imperfeitos; os Esp\u00edritos superiores s\u00e3o constantemente calmos, dignos e ben\u00e9volos; se n\u00e3o s\u00e3o escutados convenientemente, retiram-se e outros lhes tomam o lugar. Pode, pois, o Esp\u00edrito exprimir diretamente suas id\u00e9ias, quer movimentando um objeto a que a m\u00e3o do m\u00e9dium serve de simples ponto de apoio, quer acionando a pr\u00f3pria m\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando atua diretamente sobre a m\u00e3o, o Esp\u00edrito lhe d\u00e1 uma impuls\u00e3o de todo independente da vontade deste \u00faltimo. Ela se move sem interrup\u00e7\u00e3o e sem embargo do m\u00e9dium, enquanto o Esp\u00edrito tem alguma coisa que dizer, e para, assim ele acaba. Nesta circunst\u00e2ncia, o que caracteriza o fen\u00f4meno \u00e9 que o m\u00e9dium n\u00e3o tem a menor consci\u00eancia do que escreve. Quando se d\u00e1, no caso, a inconsci\u00eancia absoluta; t\u00eam-se os m\u00e9diuns chamados <i>passivos <\/i>ou <i>mec\u00e2nicos. <\/i>E preciosa esta faculdade, por n\u00e3o permitir d\u00favida alguma sobre a independ\u00eancia do pensamento daquele que escreve.<\/p>\n<p><b>M\u00e9diuns intuitivos<\/b><\/p>\n<p>180. A transmiss\u00e3o do pensamento tamb\u00e9m se d\u00e1 por meio do Esp\u00edrito do m\u00e9dium, ou, melhor, de sua alma, pois que por este nome designamos o Esp\u00edrito encarnado. O Esp\u00edrito livre, neste caso, n\u00e3o atua sobre a m\u00e3o, para faz\u00ea-la escrever; n\u00e3o a toma, n\u00e3o a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identifica. A alma, sob esse impulso, dirige a m\u00e3o e esta dirige o l\u00e1pis.<\/p>\n<p>Notemos aqui uma coisa importante: \u00e9 que o Esp\u00edrito livre n\u00e3o se substitui \u00e0 alma, visto que n\u00e3o a pode deslocar. Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade. Em tal circunst\u00e2ncia, o papel da alma n\u00e3o \u00e9 o de inteira passividade; ela recebe o pensamento do Esp\u00edrito livre e o transmite. Nessa situa\u00e7\u00e3o, o m\u00e9dium tem consci\u00eancia do que escreve, embora n\u00e3o exprima o seu pr\u00f3prio pensamento. E o que se chama <i>m\u00e9dium intuitivo.<\/i><\/p>\n<p>Mas, sendo assim, dir-se-\u00e1, nada prova seja um Esp\u00edrito estranho quem escreve e n\u00e3o o do m\u00e9dium. Efetivamente, a distin\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00e0s vezes dif\u00edcil de fazer-se, por\u00e9m, pode acontecer que isso pouca import\u00e2ncia apresente. Todavia, \u00e9 poss\u00edvel reconhecer-se o pensamento sugerido, por n\u00e3o ser nunca preconcebido; nasce <i>\u00e0 <\/i>medida que a escrita vai sendo tra\u00e7ada e, ami\u00fade, \u00e9 contr\u00e1rio <i>\u00e0 <\/i>id\u00e9ia que antecipadamente se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do m\u00e9dium.<\/p>\n<p>O papel do m\u00e9dium mec\u00e2nico \u00e9 o de uma m\u00e1quina; o m\u00e9dium intuitivo age como o faria um int\u00e9rprete. Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreend\u00ea-lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento n\u00e3o \u00e9 seu, apenas lhe atravessa o c\u00e9rebro. Tal precisamente o papel do m\u00e9dium intuitivo.<\/p>\n<p><b>M\u00e9diuns semimec\u00e2nicos<\/b><\/p>\n<p>181. No m\u00e9dium puramente mec\u00e2nico, o movimento da m\u00e3o independe da vontade; no m\u00e9dium intuitivo, o movimento \u00e9 volunt\u00e1rio e facultativo. O m\u00e9dium semimec\u00e2nico participa de ambos esses g\u00eaneros. Sente que <i>\u00e0 <\/i>sua m\u00e3o uma impuls\u00e3o \u00e9 dada, mau grado seu, mas, ao mesmo tempo, tem consci\u00eancia do que escreve, \u00e0 medida que as palavras se formam. No primeiro o pensamento vem depois do ato da escrita; no segundo, precede-o; no terceiro, acompanha-o. Estes \u00faltimos m\u00e9diuns s\u00e3o os mais numerosos<\/p>\n<p><b>M\u00e9diuns inspirados<\/b><\/p>\n<p>182. Todo aquele que, tanto no estado normal, como no de \u00eaxtase, recebe, pelo pensamento, comunica\u00e7\u00f5es estranhas \u00e0s suas id\u00e9ias preconcebidas, pode ser inclu\u00eddo na categoria dos m\u00e9diuns inspirados. Estes, como se v\u00ea, formam uma variedade da mediunidade intuitiva, com a diferen\u00e7a de que a interven\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a oculta \u00e9 a\u00ed muito menos sens\u00edvel, por isso que, ao inspirado, ainda \u00e9 mais dif\u00edcil distinguir o pensamento pr\u00f3prio do que lhe \u00e9 sugerido. A espontaneidade \u00e9 o que, sobretudo, caracteriza o pensamento deste \u00faltimo g\u00eanero. A inspira\u00e7\u00e3o nos vem dos Esp\u00edritos que nos influenciam para o bem, ou para o mal, por\u00e9m, procede, principalmente, dos que querem o nosso bem e cujos conselhos muito ami\u00fade cometemos o erro de n\u00e3o seguir.<\/p>\n<p>Ela se aplica, em todas as circunst\u00e2ncias da vida, \u00e0s resolu\u00e7\u00f5es que devamos tomar. Sob esse aspecto, pode dizer-se que todos s\u00e3o m\u00e9diuns, porquanto n\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o tenha seus Esp\u00edritos protetores e familiares, a se esfor\u00e7arem por sugerir aos protegidos salutares id\u00e9ias. Se todos estivessem bem compenetrados desta verdade, ningu\u00e9m deixaria de recorrer com freq\u00fc\u00eancia <i>\u00e0 <\/i>inspira\u00e7\u00e3o do seu anjo de guarda, nos momentos em que se n\u00e3o sabe o que dizer, ou fazer. Que cada um, pois, o invoque com <i>fervor e confian\u00e7a, <\/i>em caso de necessidade, e muito freq\u00fcentemente se admirar\u00e1 das id\u00e9ias que lhe surgem como por encanto, quer se trate de uma resolu\u00e7\u00e3o a tomar, quer de alguma coisa a compor. Se nenhuma id\u00e9ia surge, \u00e9 que \u00e9 preciso esperar. A prova de que a id\u00e9ia que sobrev\u00e9m \u00e9 estranha <i>\u00e0 <\/i>pessoa de quem se trate esta em que, se tal id\u00e9ia lhe existira na mente, essa pessoa seria senhora de, a qualquer momento, utiliz\u00e1-la e n\u00e3o haveria raz\u00e3o para que ela se n\u00e3o manifestasse <i>\u00e0 <\/i>vontade. Quem n\u00e3o \u00e9 cego nada mais precisa fazer do que abrir os olhos, para ver quando quiser. Do mesmo modo, aquele que possui id\u00e9ias pr\u00f3prias tem-nas sempre \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Se elas n\u00e3o lhes v\u00eam quando quer, \u00e9 que est\u00e1 obrigado a busc\u00e1-las algures, que n\u00e3o no seu \u00edntimo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se podem incluir nesta categoria as pessoas que, sem serem dotadas de intelig\u00eancia fora do comum e sem sa\u00edrem do estado normal, t\u00eam rel\u00e2mpagos de uma lucidez intelectual que lhes d\u00e1 momentaneamente desabitual facilidade de concep\u00e7\u00e3o e de elocu\u00e7\u00e3o e, em certos casos, o pressentimento de coisas futuras. Nesses momentos, que com acerto se chamam de inspira\u00e7\u00e3o, as id\u00e9ias abundam, sob um impulso involunt\u00e1rio e quase febril. Parece que uma intelig\u00eancia superior nos vem ajudar e que o nosso esp\u00edrito se desembara\u00e7ou de um fardo.<\/p>\n<p>183. Os homens de g\u00eanio, de todas as esp\u00e9cies, artistas, s\u00e1bios, literatos, s\u00e3o sem d\u00favida Esp\u00edritos adiantados, capazes de compreender por si mesmos e de conceber grandes coisas. Ora, precisamente porque os julgam capazes, \u00e9 que os Esp\u00edritos, quando querem executar certos trabalhos, lhes sugerem as id\u00e9ias necess\u00e1rias e assim \u00e9 que eles, as mais das vezes, s\u00e3o <i>m\u00e9diuns sem o saberem. <\/i>T\u00eam, no entanto, vaga intui\u00e7\u00e3o de uma assist\u00eancia estranha, visto que todo aquele que apela para a inspira\u00e7\u00e3o, mais n\u00e3o faz do que uma evoca\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o esperasse ser atendido, por que exclamaria, t\u00e3o freq\u00fcentemente: meu bom g\u00eanio, vem em meu aux\u00edlio?<\/p>\n<p>As respostas seguintes confirmam esta asser\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><i>a<\/i>) Qual a causa prim\u00e1ria da inspira\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8220;O Esp\u00edrito que se comunica pelo pensamento.&#8221;<\/p>\n<p><i>b<\/i>) A revela\u00e7\u00e3o das grandes coisas n\u00e3o \u00e9 que constitui o objeto \u00fanico da inspira\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o, a inspira\u00e7\u00e3o se verifica, muitas vezes, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mais comuns circunst\u00e2ncias da vida. Por exemplo, queres ir a alguma parte: uma voz secreta te diz que n\u00e3o o fa\u00e7as, porque correr\u00e1s perigo; ou, ent\u00e3o, te diz que fa\u00e7as uma coisa em que n\u00e3o pensavas. \u00c9 a inspira\u00e7\u00e3o. Poucas pessoas h\u00e1 que n\u00e3o tenham sido mais ou menos inspiradas em certos momentos.&#8221;<\/p>\n<p><i>c<\/i>) Um autor, um pintor, um m\u00fasico, por exemplo, poderiam, nos momentos de inspira\u00e7\u00e3o, ser considerados m\u00e9diuns?<\/p>\n<p>&#8220;Sim, porquanto, nesses momentos, a alma se lhes torna mais livre e como que desprendida da mat\u00e9ria; recobra uma parte das suas faculdades de Esp\u00edrito e recebe mais facilmente as comunica\u00e7\u00f5es dos outros Esp\u00edritos que a inspiram.&#8221;<\/p>\n<p><b>M\u00e9diuns de pressentimentos<\/b><\/p>\n<p>184. O pressentimento \u00e9 uma intui\u00e7\u00e3o vaga das coisas futuras. Algumas pessoas t\u00eam essa faculdade mais ou menos desenvolvida. Pode ser devida a uma esp\u00e9cie de dupla vista, que lhes permite entrever as conseq\u00fc\u00eancias das coisas atuais e a filia\u00e7\u00e3o dos acontecimentos. Mas, muitas vezes, tamb\u00e9m \u00e9 resultado de comunica\u00e7\u00f5es ocultas e, sobretudo neste caso, \u00e9 que se pode dar aos que dela s\u00e3o dotados o nome de <i>m\u00e9diuns de pressentimentos, <\/i>que constituem uma variedade dos <i>m\u00e9diuns inspirados.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CAP\u00cdTULO XV M\u00e9diuns mec\u00e2nicos, intuitivos, semimec\u00e2nicos, inspirados ou involunt\u00e1rios; de pressentimentos. 178. De todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o, a escrita manual \u00e9 o mais simples, mais c\u00f4modo e, sobretudo, mais completo. 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