{"id":1758,"date":"2013-10-13T09:28:09","date_gmt":"2013-10-13T12:28:09","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=1758"},"modified":"2013-10-13T09:28:09","modified_gmt":"2013-10-13T12:28:09","slug":"21-dos-mediuns-especiais","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/lm\/21-dos-mediuns-especiais\/","title":{"rendered":"21 &#8211; Dos M\u00e9diuns Especiais"},"content":{"rendered":"<p>CAP\u00cdTULO XVI<\/p>\n<p><b>DOS M\u00c9DIUNS ESPECIAIS<\/b><\/p>\n<p><i>Aptid\u00f5es especiais dos m\u00e9diuns. Quadro sin\u00f3ptico das diferentes esp\u00e9cies de m\u00e9diuns.<\/i><\/p>\n<p>185. Al\u00e9m das categorias de m\u00e9diuns que acabamos de enumerar, a mediunidade apresenta uma variedade infinita de matizes, que constituem os chamados m\u00e9diuns especiais, dotados de aptid\u00f5es particulares, ainda n\u00e3o definidas, abstra\u00e7\u00e3o feita das qualidades e conhecimentos do Esp\u00edrito que se manifesta.<\/p>\n<p>A natureza das comunica\u00e7\u00f5es guarda sempre rela\u00e7\u00e3o com a natureza do Esp\u00edrito e traz o cunho da sua eleva\u00e7\u00e3o, ou da sua inferioridade, de seu saber, ou de sua ignor\u00e2ncia. Mas, em igualdade de merecimento, do ponto de vista hier\u00e1rquico, h\u00e1 nele incontestavelmente uma propens\u00e3o para se ocupar de uma coisa preferentemente a outra. Os Esp\u00edritos batedores, por exemplo, jamais saem das manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e, entre os que d\u00e3o comunica\u00e7\u00f5es inteligentes, h\u00e1 Esp\u00edritos poetas, m\u00fasicos, desenhistas, moralistas, s\u00e1bios, m\u00e9dicos, etc.<\/p>\n<p>Falamos dos Esp\u00edritos de mediana categoria, por isso que, chegando eles a um certo grau, as aptid\u00f5es se confundem na unidade da perfei\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, de par com a aptid\u00e3o do Esp\u00edrito, h\u00e1 a do m\u00e9dium, que \u00e9, para o primeiro, instrumento mais ou menos c\u00f4modo, mais ou menos flex\u00edvel e no qual descobre ele qualidades particulares que n\u00e3o podemos apreciar.<\/p>\n<p>Fa\u00e7amos uma compara\u00e7\u00e3o: um m\u00fasico muito h\u00e1bil tem ao seu alcance diversos violinos, que todos, para o vulgo, s\u00e3o bons instrumentos, mas que s\u00e3o muito diferentes uns dos outros para o artista consumado, o qual descobre neles matizes de extrema delicadeza, que o levam a escolher uns e a rejeitar outros, matizes que ele percebe por intui\u00e7\u00e3o, visto que n\u00e3o os pode definir. O mesmo se d\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o aos m\u00e9diuns. Em igualdade de condi\u00e7\u00f5es quanto \u00e0s for\u00e7as medi\u00fanicas, o Esp\u00edrito preferir\u00e1 um ou outro, conforme o g\u00eanero da comunica\u00e7\u00e3o que queira transmitir. Assim, por exemplo, indiv\u00edduos h\u00e1 que, como m\u00e9diuns, escrevem admir\u00e1veis poesias, sendo certo que, em condi\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias, jamais puderam ou souberam fazer dois versos; outros, ao contr\u00e1rio, que s\u00e3o poetas e que, como m\u00e9diuns, nunca puderam escrever sen\u00e3o prosa, mau grado ao desejo que nutrem de escrever poesias. Outro tanto sucede com o desenho, com a m\u00fasica, etc. Alguns h\u00e1 que, sem possu\u00edrem de si mesmos conhecimentos cient\u00edficos, demonstram especial aptid\u00e3o para receber comunica\u00e7\u00f5es eruditas; outros, para os estudos hist\u00f3ricos; outros servem mais facilmente de int\u00e9rpretes aos Esp\u00edritos moralistas. Numa palavra, qualquer que seja a maleabilidade do m\u00e9dium, as comunica\u00e7\u00f5es que ele com mais facilidade recebe trazem geralmente um cunho especial; alguns existem mesmo que n\u00e3o saem de uma certa ordem de id\u00e9ias e, quando destas se afastam, s\u00f3 obt\u00eam comunica\u00e7\u00f5es incompletas, lac\u00f4nicas e n\u00e3o raro falsas. Al\u00e9m das causas de aptid\u00e3o, os Esp\u00edritos tamb\u00e9m se comunicam mais ou menos preferentemente por tal ou qual intermedi\u00e1rio, de acordo com as suas simpatias. Assim, em perfeita igualdade de condi\u00e7\u00f5es, o mesmo Esp\u00edrito ser\u00e1 muito mais expl\u00edcito com certos m\u00e9diuns, apenas porque estes lhe conv\u00eam mais.<\/p>\n<p>186. Laboraria, pois, em erro quem, simplesmente por ter ao seu alcance um bom m\u00e9dium, ainda mesmo com a maior facilidade para escrever, entendesse de querer obter por ele boas comunica\u00e7\u00f5es de todos os g\u00eaneros. A primeira condi\u00e7\u00e3o \u00e9, n\u00e3o h\u00e1 contestar, certificar-se a pessoa da fonte donde elas promanam, isto \u00e9, das qualidades do Esp\u00edrito que as transmite; por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 menos necess\u00e1rio ter em vista as qualidades do instrumento oferecido ao Esp\u00edrito. Cumpre, portanto, se estude a natureza do m\u00e9dium, como se estuda a do Esp\u00edrito, porquanto s\u00e3o esses os dois elementos essenciais para a obten\u00e7\u00e3o de um resultado satisfat\u00f3rio. Um terceiro existe, que desempenha papel igualmente importante: \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o, o pensamento \u00edntimo, o sentimento mais ou menos louv\u00e1vel de quem interroga. Isto facilmente se concebe. <i>Para que uma comunica\u00e7\u00e3o seja boa, preciso \u00e9 que proceda de um Esp\u00edrito bom; para que esse bom Esp\u00edrito a POSSA transmitir indispens\u00e1vel lhe \u00e9 um bom instrumento; para que QUEIRA transmiti-la, necess\u00e1rio se faz que o fim visado lhe convenha. <\/i>O Esp\u00edrito, que l\u00ea o pensamento, julga se a quest\u00e3o que lhe prop\u00f5em merece resposta s\u00e9ria e se a pessoa que lha dirige \u00e9 digna de recebe-la. A n\u00e3o ser assim, n\u00e3o perde seu tempo em lan\u00e7ar boas sementes em cima de pedras e \u00e9 quando os Esp\u00edritos levianos e zombeteiros entram em a\u00e7\u00e3o, porque, pouco lhes importando a verdade, n\u00e3o a encaram de muito perto e se mostram geralmente pouco escrupulosos, quer quanto aos fins, quer quanto aos meios.<\/p>\n<p>Vamos fazer um resumo dos principais g\u00eaneros de mediunidade, a fim de apresentarmos, por assim dizer, o quadro sin\u00f3ptico de todas, compreendidas as que j\u00e1 descrevemos nos cap\u00edtulos precedentes, indicando o n\u00famero onde tratamos de cada uma com mais min\u00facias.<\/p>\n<p>Grupamos as diferentes esp\u00e9cies de m\u00e9diuns por analogia de causas e efeitos, sem que esta classifica\u00e7\u00e3o algo tenha de absoluto. Algumas se encontram com facilidade; outras, ao contr\u00e1rio, s\u00e3o raras e excepcionais, o que teremos o cuidado de indicar. Estas \u00faltimas indica\u00e7\u00f5es foram todas feitas pelos Esp\u00edritos, que, ali\u00e1s, reviram este quadro com particular cuidado e o completaram por meio de numerosas observa\u00e7\u00f5es e novas categorias, de sorte que o dito quadro \u00e9, a bem dizer, obra deles. Mediante aspas, destacamos as suas observa\u00e7\u00f5es textuais, sempre que nos pareceu conveniente assin\u00e1-las. S\u00e3o, na sua maioria, de <i>Erasto <\/i>e de <i>S\u00f3crates.<\/i><\/p>\n<p>187. Podem dividir-se os m\u00e9diuns em duas grandes categorias:<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns de efeitos f\u00edsicos, <\/i>os que t\u00eam o poder de provocar efeitos materiais, ou manifesta\u00e7\u00f5es ostensivas. (N. 160.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns de efeitos intelectuais, <\/i>os que s\u00e3o mais aptos a receber e a transmitir comunica\u00e7\u00f5es inteligentes. (N. 65 e seguintes.)<\/p>\n<p>Todas as outras esp\u00e9cies se prendem mais ou menos diretamente a uma ou outra dessas duas categorias; algumas participam de ambas. Se analisarmos os diferentes fen\u00f4menos produzidos sob a influ\u00eancia medi\u00fanica, veremos que, em todos, h\u00e1 um efeito f\u00edsico e que aos efeitos f\u00edsicos se alia quase sempre um efeito inteligente. Dif\u00edcil \u00e9 muitas vezes determinar o limite entre os dois, mas isso nenhuma conseq\u00fc\u00eancia apresenta. Sob a denomina\u00e7\u00e3o de <i>m\u00e9diuns de efeitos intelectuais <\/i>abrangemos os que podem, mais particularmente, servir de intermedi\u00e1rios para as comunica\u00e7\u00f5es regulares e fluentes. (N. 133.)<\/p>\n<p><b>188. Esp\u00e9cies comuns a todos os g\u00eaneros de mediunidade<\/b><\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns sensitivos: <\/i>pessoas suscet\u00edveis de sentir a presen\u00e7a dos Esp\u00edritos, por uma impress\u00e3o geral ou local, vaga ou material. A maioria dessas pessoas distingue os Esp\u00edritos bons dos maus, pela natureza da impress\u00e3o. (N. 164.)<\/p>\n<p>&#8220;Os m\u00e9diuns delicados e muito sensitivos devem abster-se das comunica\u00e7\u00f5es com os Esp\u00edritos violentos, ou cuja impress\u00e3o \u00e9 penosa, por causa da fadiga que da\u00ed resulta.&#8221;<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns naturais <\/i>ou <i>inconscientes: <\/i>os que produzem espontaneamente os fen\u00f4menos, sem interven\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vontade e, as mais das vezes, <i>\u00e0 <\/i>sua revelia. (N. 161.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns facultativos <\/i>ou <i>volunt\u00e1rios: <\/i>os que t\u00eam o poder de provocar os fen\u00f4menos por ato da pr\u00f3pria vontade. (N. 160.)<\/p>\n<p>&#8220;Qualquer que seja essa vontade, eles nada podem, se os Esp\u00edritos se recusam, o que prova a interven\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a estranha.&#8221;<\/p>\n<p><b>189. Variedades especiais para os efeitos f\u00edsicos<\/b><\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns tipt\u00f3logos: <\/i>aqueles pela influ\u00eancia dos quais se produzem os ru\u00eddos, as pancadas. Variedade muito comum, com ou sem interven\u00e7\u00e3o da vontade.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns motores: <\/i>os que produzem o movimento dos corpos inertes. Muito comuns. (N. 61.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns de transla\u00e7\u00f5es e de suspens\u00f5es: <\/i>os que produzem a transla\u00e7\u00e3o a\u00e9rea e a suspens\u00e3o dos corpos inertes no espa\u00e7o, sem ponto de apoio. Entre eles h\u00e1 os que podem elevar-se a si mesmos. Mais ou menos raros, conforme a amplitude do fen\u00f4meno; muito raros, no \u00faltimo caso. (Ns. 75 e seguintes; n. 80.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns de efeitos musicais: <\/i>provocam a execu\u00e7\u00e3o de composi\u00e7\u00f5es, em certos instrumentos de m\u00fasica, sem contacto com estes. Muito raros. (N. 74, perg. 24.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns de apari\u00e7\u00f5es: <\/i>os que podem provocar apari\u00e7\u00f5es flu\u00eddicas ou tang\u00edveis, vis\u00edveis para os assistentes. Muito excepcionais. (N. 100, perg. 27; n. 104.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns de transporte: <\/i>os que podem servir de auxiliares aos Esp\u00edritos para o transporte de objetos materiais.<\/p>\n<p>Variedade dos m\u00e9diuns motores e de transla\u00e7\u00f5es. Excepcionais. (N. 96.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns noturnos: <\/i>os que s\u00f3 na obscuridade obt\u00eam certos efeitos f\u00edsicos. \u00c9 a seguinte a resposta que nos deu um Esp\u00edrito \u00e0 pergunta que fizemos sobre se se podem considerar esses m\u00e9diuns como constituindo uma variedade:<\/p>\n<p>&#8220;Certamente se pode fazer disso uma especialidade, mas esse fen\u00f4meno \u00e9 devido mais \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientes do que \u00e0 natureza do m\u00e9dium, ou dos Esp\u00edritos. Devo acrescentar que alguns escapam a essa influ\u00eancia do meio e que os m\u00e9diuns noturnos, em sua maioria, poderiam chegar, pelo exerc\u00edcio, a operar t\u00e3o bem no claro, quanto na obscuridade. \u00c9 pouco numerosa esta esp\u00e9cie de m\u00e9diuns. E, cumpre diz\u00ea-lo, gra\u00e7as a essa condi\u00e7\u00e3o, que oferece plena liberdade ao emprego dos truques da ventriloquia e dos tubos ac\u00fasticos, \u00e9 que os charlat\u00e3es h\u00e3o abusado muito da credulidade, fazendo-se passar por m\u00e9diuns, a fim de ganharem dinheiro. Mas, que importa? Os trampolineiros de gabinete, como os da pra\u00e7a p\u00fablica, ser\u00e3o cruelmente desmascarados e os Esp\u00edritos lhes provar\u00e3o que andam mal, imiscuindo-se na obra deles. Repito: alguns charlat\u00e3es receber\u00e3o, de modo bastante rude, o castigo que os desgostar\u00e1 do oficio de falsos m\u00e9diuns. Ali\u00e1s, tudo isso pouco durar\u00e1.&#8221; &#8211; ERASTO.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns pneumat\u00f3grafos <\/i>os que obt\u00eam a escrita direta. Fen\u00f4meno muito raro e, sobretudo, muito f\u00e1cil de ser imitado pelos trapaceiros. (N. 177.)<\/p>\n<p>NOTA. Os Esp\u00edritos insistiram, contra a nossa opini\u00e3o, em incluir a escrita direta entre os fen\u00f4menos de ordem f\u00edsica, pela raz\u00e3o, disseram eles, de que: &#8220;Os efeitos inteligentes s\u00e3o aqueles para cuja produ\u00e7\u00e3o o Esp\u00edrito se serve dos materiais existentes no c\u00e9rebro do m\u00e9dium, o que n\u00e3o se d\u00e1 na escrita direta. A a\u00e7\u00e3o do m\u00e9dium \u00e9 aqui toda material, ao passo que no m\u00e9dium escrevente, ainda que completamente mec\u00e2nico, o c\u00e9rebro desempenha sempre um papel ativo.&#8221;<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns curadores: <\/i>os que t\u00eam o poder de curar ou de aliviar o doente, pela s\u00f3 imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os, ou pela prece.<\/p>\n<p>&#8220;Esta faculdade n\u00e3o \u00e9 essencialmente medi\u00fanica; possuem-na todos os verdadeiros crentes, sejam m\u00e9diuns ou n\u00e3o. As mais das vezes, \u00e9 apenas uma exalta\u00e7\u00e3o do poder magn\u00e9tico, fortalecido, se necess\u00e1rio, pelo concurso de bons Esp\u00edritos.&#8221; (N. 175.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns excitadores: <\/i>pessoas que t\u00eam o poder de, por sua influ\u00eancia, desenvolver nas outras a faculdade de escrever.<\/p>\n<p>&#8220;A\u00ed h\u00e1 antes um efeito magn\u00e9tico do que um caso de mediunidade propriamente dita, porquanto nada prova a interven\u00e7\u00e3o de um Esp\u00edrito. Como quer que seja, pertence \u00e0 categoria dos efeitos f\u00edsicos.&#8221; (Veja-se o cap\u00edtulo <i>D a forma\u00e7\u00e3o dos m\u00e9diuns.)<\/i><\/p>\n<p><b>190. M\u00e9diuns especiais para efeitos intelectuais. Aptid\u00f5es diversas<\/b><\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns audientes: <\/i>os que ouvem os Esp\u00edritos. Muito comuns. (N. 165.)<\/p>\n<p>&#8220;Muitos h\u00e1 que imaginam ouvir o que apenas lhes est\u00e1 na imagina\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns falantes: <\/i>os que falam sob a influ\u00eancia dos Esp\u00edritos. Muito comuns. (N. 166.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns videntes: <\/i>os que, em estado de vig\u00edlia, v\u00eaem os Esp\u00edritos. A vis\u00e3o acidental e fortuita de um Esp\u00edrito, numa circunst\u00e2ncia especial, \u00e9 muito freq\u00fcente; mas, a vis\u00e3o habitual, ou facultativa dos Esp\u00edritos, sem distin\u00e7\u00e3o, \u00e9 excepcional. (N. 167.)<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma aptid\u00e3o a que se op\u00f5e o estado atual dos \u00f3rg\u00e3os visuais. Por isso \u00e9 que cumpre nem sempre acreditar na palavra dos que dizem ver os Esp\u00edritos.&#8221;<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns inspirados: <\/i>aqueles a quem, quase sempre mau grado seu, os Esp\u00edritos sugerem id\u00e9ias, quer relativas aos atos ordin\u00e1rios da vida, quer com rela\u00e7\u00e3o aos grandes trabalhos da intelig\u00eancia. (N. 182.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns de pressentimentos: <\/i>pessoas que, em dadas circunst\u00e2ncias, t\u00eam uma intui\u00e7\u00e3o vaga de coisas vulgares que ocorrer\u00e3o no futuro. (N. 184.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns prof\u00e9ticos: <\/i>variedade dos m\u00e9diuns inspirados, ou de pressentimentos.<\/p>\n<p>Recebem, permitindo-o Deus, com mais precis\u00e3o do que os m\u00e9diuns de pressentimentos, a revela\u00e7\u00e3o de futuras coisas de interesse geral e s\u00e3o incumbidos de d\u00e1-las a conhecer aos homens, para instru\u00e7\u00e3o destes.<\/p>\n<p>&#8220;Se h\u00e1 profetas verdadeiros, mais ainda os h\u00e1 falsos, que consideram revela\u00e7\u00f5es os devaneios da pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o, quando n\u00e3o s\u00e3o embusteiros que, por ambi\u00e7\u00e3o, se apresentam como tais.&#8221; (Veja-se, em <i>O Livro dos Esp\u00edritos, <\/i>o n. 624 &#8211; &#8220;Caracter\u00edsticas do verdadeiro profeta&#8221;.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns son\u00e2mbulos: <\/i>os que, em estado de sonambulismo, s\u00e3o assistidos por Esp\u00edritos. (N. 172.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns ext\u00e1ticos: <\/i>os que, em estado de \u00eaxtase, recebem revela\u00e7\u00f5es da parte dos Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos ext\u00e1ticos s\u00e3o joguetes da pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o e de Esp\u00edritos zombeteiros que se aproveitam da exalta\u00e7\u00e3o deles. S\u00e3o rar\u00edssimos os que mere\u00e7am inteira confian\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns pintores <\/i>ou <i>desenhistas: <\/i>os que pintam ou desenham sob a influ\u00eancia dos Esp\u00edritos. Falamos dos que obt\u00eam trabalhos s\u00e9rios, visto n\u00e3o se poder dar esse nome a certos m\u00e9diuns que Esp\u00edritos zombeteiros levam a fazer coisas grotescas, que desabonariam o mais atrasado estudante.<\/p>\n<p>Os Esp\u00edritos levianos se comprazem em imitar. Na \u00e9poca em que apareceram os not\u00e1veis desenhos de J\u00fapiter, surgiu grande n\u00famero de pretensos m\u00e9diuns desenhistas, que Esp\u00edritos levianos induziram a fazer as coisas mais rid\u00edculas. Um deles, entre outros, querendo eclipsar os desenhos de J\u00fapiter, ao menos nas dimens\u00f5es, quando n\u00e3o fosse na qualidade, fez que um m\u00e9dium desenhasse um monumento que ocupava muitas folhas de papel para chegar \u00e0 altura de dois andares. Muitos outros se divertiram fazendo que os m\u00e9diuns pintassem supostos retratos, que eram verdadeiras caricaturas. <i>(Revue Spirite, <\/i>agosto de 1858.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns m\u00fasicos: <\/i>os que executam, comp\u00f5em, ou escrevem m\u00fasicas, sob a influ\u00eancia dos Esp\u00edritos. H\u00e1 m\u00e9diuns m\u00fasicos, mec\u00e2nicos, semimec\u00e2nicos, intuitivos e inspirados, como os h\u00e1 para as comunica\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias. (Veja-se &#8211;<i>M\u00e9diuns para efeitos musicais.)<\/i><\/p>\n<p><b>VARIEDADES DOS M\u00c9DIUNS ESCREVENTES<\/b><\/p>\n<p><b>191. 1\u00ba &#8211; Segundo o modo de execu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns escreventes <\/i>ou <i>psic\u00f3grafos: <\/i>os que t\u00eam a faculdade de escrever por si mesmos sob a influ\u00eancia dos Esp\u00edritos.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns escreventes mec\u00e2nicos: <\/i>aqueles cuja m\u00e3o recebe um impulso involunt\u00e1rio e que nenhuma consci\u00eancia t\u00eam do que escrevem. Muito raros. (N. 179).<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns semimec\u00e2nicos: <\/i>aqueles cuja m\u00e3o se move involuntariamente, mas que t\u00eam, instantaneamente, consci\u00eancia das palavras ou das frases, <i>\u00e0 <\/i>medida que escrevem. S\u00e3o os mais comuns. (N. 181.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns intuitivos: <\/i>aqueles com quem os Esp\u00edritos se comunicam pelo pensamento e cuja m\u00e3o \u00e9 conduzida voluntariamente. Diferem dos m\u00e9diuns inspirados em que estes \u00faltimos n\u00e3o precisam escrever, ao passo que o m\u00e9dium intuitivo escreve o pensamento que lhe \u00e9 sugerido instantaneamente sobre um assunto determinado e provocado. (N. 180.)<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o muito comuns, mas tamb\u00e9m muito sujeitos a erro, por n\u00e3o poderem, multas vezes, discernir o que provem dos Esp\u00edritos do que deles pr\u00f3prios emana.&#8221;<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns pol\u00edgrafos: <\/i>aqueles cuja escrita muda com o Esp\u00edrito que se comunica, ou aptos a reproduzir a escrita que o Esp\u00edrito tinha em vida. O primeiro caso \u00e9 muito vulgar; o segundo, o da identidade da escrita, \u00e9 mais raro. (N. 219.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns poliglotas: <\/i>os que t\u00eam a faculdade de falar, ou escrever, em l\u00ednguas que lhes s\u00e3o desconhecidas. Muito raros.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns iletrados: <\/i>os que escrevem, como m\u00e9diuns, sem saberem ler, nem escrever, no estado ordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Mais raros do que os precedentes; h\u00e1 maior dificuldade material a vencer.&#8221;<\/p>\n<p><b>192. 2\u00ba &#8211; Segundo o desenvolvimento da faculdade<\/b><\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns novatos: <\/i>aqueles cujas faculdades ainda n\u00e3o est\u00e3o completamente desenvolvidas e que carecem da necess\u00e1ria experi\u00eancia.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns improdutivos: <\/i>os que n\u00e3o chegam a obter mais do que coisas insignificantes, monoss\u00edlabos, tra\u00e7os ou letras sem conex\u00e3o. (Veja-se o cap\u00edtulo <i>&#8220;Da forma\u00e7\u00e3o dos m\u00e9diuns\u201d.)<\/i><\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns feitos <\/i>ou <i>formados: <\/i>aqueles cujas faculdades medi\u00fanicas est\u00e3o completamente desenvolvidas, que transmitem as comunica\u00e7\u00f5es com facilidade e presteza, sem hesita\u00e7\u00e3o. Concebe-se que este resultado s\u00f3 pelo h\u00e1bito pode ser conseguido, porquanto nos <i>m\u00e9diuns novatos <\/i>as comunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o lentas e dif\u00edceis.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns lac\u00f4nicos: <\/i>aqueles cujas comunica\u00e7\u00f5es, embora recebidas com facilidade, s\u00e3o breves e sem desenvolvimento.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns expl\u00edcitos: <\/i>as comunica\u00e7\u00f5es que recebem t\u00eam toda a amplitude e toda a extens\u00e3o que se podem esperar de um escritor consumado.<\/p>\n<p>&#8220;Esta aptid\u00e3o resulta da expans\u00e3o e da facilidade de combina\u00e7\u00e3o dos fluidos. Os Esp\u00edritos os procuram para tratar de assuntos que comportam grandes desenvolvimentos.&#8221;<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns experimentados: <\/i>a facilidade de execu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de h\u00e1bito e que muitas vezes se adquire em pouco tempo, enquanto que a experi\u00eancia resulta de um estudo s\u00e9rio de todas as dificuldades que se apresentam na pr\u00e1tica do Espiritismo. A experi\u00eancia d\u00e1 ao m\u00e9dium o tato necess\u00e1rio para apreciar a natureza dos Esp\u00edritos que se manifestam, para lhes apreciar as qualidades boas ou m\u00e1s, pelos mais minuciosos sinais, para distinguir o embuste dos Esp\u00edritos zombeteiros, que se acobertam com as apar\u00eancias da verdade. Facilmente se compreende a import\u00e2ncia desta qualidade, sem a qual todas as Outras ficam destitu\u00eddas de real utilidade. O mal \u00e9 que muitos m\u00e9diuns confundem a experi\u00eancia, fruto do estudo, com a aptid\u00e3o, produto da organiza\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Julgam-se mestres, porque escrevem com facilidade; repelem todos os conselhos e se tomam presas de Esp\u00edritos mentirosos e hip\u00f3critas, que os captam, lisonjeando-lhes o orgulho. (Veja-se, adiante, o cap\u00edtulo &#8220;Da obsess\u00e3o&#8221;.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns male\u00e1veis: <\/i>aqueles cuja faculdade se presta mais facilmente aos diversos g\u00eaneros de comunica\u00e7\u00f5es e pelos quais todos os Esp\u00edritos, ou quase todos, podem manifestar-se, espontaneamente, ou por evoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Esta esp\u00e9cie de m\u00e9diuns se aproxima muito da dos m\u00e9diuns sensitivos.&#8221;<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns exclusivos: <\/i>aqueles pelos quais se manifesta de prefer\u00eancia um Esp\u00edrito, at\u00e9 com exclus\u00e3o de todos os demais, o qual responde pelos outros que s\u00e3o chamados. &#8220;Isto resulta sempre de falta de maleabilidade. Quando o Esp\u00edrito \u00e9 bom, pode ligar-se ao m\u00e9dium, por simpatia, ou com um intento louv\u00e1vel; quando mau, \u00e9 sempre objetivando p\u00f4r o m\u00e9dium na sua depend\u00eancia. E mais um defeito do que uma qualidade e muito pr\u00f3ximo da obsess\u00e3o.&#8221; (Veja-se o cap\u00edtulo &#8220;Da obsess\u00e3o&#8221;.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns para evoca\u00e7\u00e3o: <\/i>os m\u00e9diuns male\u00e1veis s\u00e3o naturalmente os mais pr\u00f3prios para este g\u00eanero de comunica\u00e7\u00e3o e para as quest\u00f5es de minud\u00eancias que se podem propor aos Esp\u00edritos. Sob este aspecto, h\u00e1 m\u00e9diuns inteiramente especiais.<\/p>\n<p>&#8220;As respostas que d\u00e3o n\u00e3o saem quase nunca de um quadro restrito, incompat\u00edvel com o desenvolvimento dos assuntos gerais.&#8221;<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns para ditados espont\u00e2neos: <\/i>recebem comunica\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas de Esp\u00edritos que se apresentam sem ser chamados. Quando esta faculdade \u00e9 especial num m\u00e9dium, torna-se dif\u00edcil, \u00e0s vezes imposs\u00edvel mesmo, fazer-se por ele urna evoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Entretanto, s\u00e3o mais bem aparelhados que os da classe precedente. Atenta em que o aparelhamento de que aqui se trata \u00e9 o de materiais do c\u00e9rebro, pois mister se faz, \u00a0freq\u00fcentemente, direi mesmo &#8211; sempre, maior soma de intelig\u00eancia para os ditados espont\u00e2neos, do que para as evoca\u00e7\u00f5es. Entende por ditados espont\u00e2neos os que verdadeiramente merecem essa denomina\u00e7\u00e3o e n\u00e3o algumas frases incompletas ou algumas id\u00e9ias corriqueiras, que se deparam em todos os escritos humanos.&#8221;<\/p>\n<p><b>193. 3\u00ba &#8211; Segundo o g\u00eanero e a particularidade das comunica\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns versejadores: <\/i>obt\u00eam, mais facilmente do que outros, comunica\u00e7\u00f5es em verso. Muito comuns, para maus versos; muito raros, para versos bons.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns po\u00e9ticos: <\/i>sem serem versificadas, as comunica\u00e7\u00f5es que recebem t\u00eam qualquer coisa de vaporoso, de sentimental; nada que mostre rudeza. S\u00e3o, mais do que os outros, pr\u00f3prios para a express\u00e3o de sentimentos ternos e afetuosos. Tudo, nas suas comunica\u00e7\u00f5es, \u00e9 vago; fora in\u00fatil pedir-lhes id\u00e9ias precisas. Muito comuns.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns positivos: <\/i>suas comunica\u00e7\u00f5es t\u00eam, geralmente, um cunho de nitidez e precis\u00e3o, que muito se presta \u00e0s min\u00facias circunstanciadas, aos informes exatos. Muito raros.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns liter\u00e1rios: <\/i>n\u00e3o apresentam nem o que h\u00e1 de impreciso nos m\u00e9diuns po\u00e9ticos, nem o terra-a-terra dos m\u00e9diuns positivos; por\u00e9m, dissertam com sagacidade. T\u00eam o estilo correto, elegante e, freq\u00fcentemente, de not\u00e1vel eloq\u00fc\u00eancia. <i>M\u00e9diuns incorretos: <\/i>podem obter excelentes coisas, pensamentos de inatac\u00e1vel moralidade, mas num estilo prolixo, incorreto, sobrecarregado de repeti\u00e7\u00f5es e de termos impr\u00f3prios.<\/p>\n<p>&#8220;A incorre\u00e7\u00e3o material do estilo decorre geralmente de falta de cultura intelectual do m\u00e9dium que, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9, sob esse aspecto, um bom instrumento para o Esp\u00edrito, que a isso, ali\u00e1s, pouca import\u00e2ncia liga. Tendo como essencial o pensamento, ele vos deixa a liberdade de dar-lhe a forma que convenha. J\u00e1 assim n\u00e3o \u00e9 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s id\u00e9ias falsas e il\u00f3gicas que uma comunica\u00e7\u00e3o possa conter, as quais constituem sempre um \u00edndice da inferioridade do Esp\u00edrito que se manifesta.&#8221;<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns historiadores: <\/i>os que revelam aptid\u00e3o especial para as explana\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Esta faculdade, como todas as demais, independe dos conhecimentos do m\u00e9dium, porquanto n\u00e3o \u00e9 raro verem-se pessoas sem instru\u00e7\u00e3o e at\u00e9 crian\u00e7as tratar de assuntos que lhes n\u00e3o est\u00e3o ao alcance. Variedade rara dos m\u00e9diuns positivos.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns cient\u00edficos: <\/i>n\u00e3o dizemos <i>s\u00e1bios, <\/i>porque podem ser muito ignorantes e, apesar disso, se mostram especialmente aptos para comunica\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s ci\u00eancias.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns receitistas: <\/i>t\u00eam a especialidade de servirem mais facilmente de int\u00e9rpretes aos Esp\u00edritos para as prescri\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas. Importa n\u00e3o os confundir com os m\u00e9diuns <i>curadores, <\/i>visto que absolutamente n\u00e3o fazem mais do que transmitir o pensamento do Esp\u00edrito, sem exercerem por si mesmos influ\u00eancia alguma. Muito comuns.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns religiosos: <\/i>recebem especialmente comunica\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter religioso, ou que tratam de quest\u00f5es religiosas, sem embargo de suas cren\u00e7as, ou h\u00e1bitos.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns fil\u00f3sofos e moralistas: <\/i>as comunica\u00e7\u00f5es que recebem t\u00eam geralmente por objeto as quest\u00f5es de moral e de alta filosofia. Muito comuns, quanto \u00e0 moral.<\/p>\n<p>&#8220;Todos estes matizes constituem variedades de aptid\u00f5es dos m\u00e9diuns bons.<\/p>\n<p>Quanto aos que t\u00eam uma aptid\u00e3o especial para comunica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, hist\u00f3ricas, m\u00e9dicas e outras, fora do alcance de suas especialidades atuais, fica certo de que possu\u00edram, em anterior exist\u00eancia, esses conhecimentos, que permaneceram neles em estado latente, fazendo parte dos materiais cerebrais de que necessita o Esp\u00edrito que se manifesta; s\u00e3o os elementos que a este abrem caminho para a transmiss\u00e3o de id\u00e9ias que lhe s\u00e3o pr\u00f3prias, porquanto, em tais m\u00e9diuns encontra ele instrumentos mais inteligentes e mais male\u00e1veis do que num ignaro.&#8221; &#8211; (Erasto.)<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns de comunica\u00e7\u00f5es triviais e obscenas: <\/i>estas palavras indicam o g\u00eanero de comunica\u00e7\u00f5es que alguns m\u00e9diuns recebem habitualmente e a natureza dos Esp\u00edritos que as d\u00e3o. Quem haja estudado o mundo esp\u00edrita, em todos os graus da escala, sabe que Esp\u00edritos h\u00e1, cuja perversidade iguala <i>\u00e0 <\/i>dos homens mais depravados e que se comprazem em exprimir seus pensamentos nos mais grosseiros termos. Outros, menos abjetos, se contentam com express\u00f5es triviais. E natural que esses m\u00e9diuns sintam o desejo de se verem livres da prefer\u00eancia de que s\u00e3o objeto por parte de semelhantes Esp\u00edritos e que devem invejar os que, nas comunica\u00e7\u00f5es que recebem, jamais escreveram uma palavra inconveniente.<\/p>\n<p>Fora necess\u00e1rio uma estranha aberra\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias e estar divorciado do bom senso, para acreditar que semelhante linguagem possa ser usada por Esp\u00edritos bons.<\/p>\n<p><b>194. 4\u00ba &#8211; Segundo as qualidades f\u00edsicas do m\u00e9dium<\/b><\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns calmos: <\/i>escrevem sempre com certa lentid\u00e3o e sem experimentar a mais ligeira agita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns velozes: <\/i>escrevem com rapidez maior do que poderiam voluntariamente, no estado ordin\u00e1rio. Os Esp\u00edritos se comunicam por meio deles com a rapidez do rel\u00e2mpago. Dir-se-ia haver neles uma superabund\u00e2ncia de fluido, que lhes permite identificarem-se instantaneamente com o Esp\u00edrito. Esta qualidade apresenta \u00e0s vezes seu inconveniente: o de que a rapidez da escrita a toma muito dif\u00edcil de ser lida, por quem quer que n\u00e3o seja o m\u00e9dium.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 mesmo muito fatigante, porque desprende muito fluido inutilmente.&#8221;<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns convulsivos: <\/i>ficam num estado de sobreexcita\u00e7\u00e3o quase febril. A m\u00e3o e algumas vezes todo o corpo se lhes agitam num tremor que \u00e9 imposs\u00edvel dominar. A causa prim\u00e1ria desse fato est\u00e1 sem d\u00favida na organiza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m depende muito da natureza dos Esp\u00edritos que por eles se comunicam. Os bons e ben\u00e9volos produzem sempre uma impress\u00e3o suave e agrad\u00e1vel; os maus, ao contr\u00e1rio, produzem-na penosa. &#8220;\u00c9 preciso que esses m\u00e9diuns s\u00f3 raramente se sirvam de sua faculdade medi\u00fanica, cujo uso freq\u00fcente lhes poderia afetar o Sistema nervoso.&#8221; (Cap\u00edtulo &#8220;<i>Da identidade dos Esp\u00edritos<\/i>&#8220;<i>, <\/i>diferencia\u00e7\u00e3o dos bons e maus Esp\u00edritos.)<\/p>\n<p><b>195. 5\u00ba &#8211; Segundo as qualidades morais dos m\u00e9diuns<\/b><\/p>\n<p>Mencionamo-las sumariamente e de mem\u00f3ria, apenas para completar o quadro, visto que ser\u00e3o desenvolvidas adiante, nos cap\u00edtulos: <i>Da influ\u00eancia moral do m\u00e9dium, Da obsess\u00e3o, Da identidade dos Esp\u00edritos <\/i>e outros, para os quais chamamos particularmente a aten\u00e7\u00e3o do leitor. A\u00ed se ver\u00e1 a influ\u00eancia que as qualidades e os defeitos dos m\u00e9diuns pode exercer na seguran\u00e7a das comunica\u00e7\u00f5es e quais os que com raz\u00e3o se podem considerar <i>m\u00e9diuns imperfeitos <\/i>ou <i>bons m\u00e9diuns.<\/i><\/p>\n<p><b>196. M\u00e9diuns imperfeitos<\/b><\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns obsidiados: <\/i>os que n\u00e3o podem desembara\u00e7ar-se de Esp\u00edritos importunos e enganadores, mas n\u00e3o se iludem.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns fascinados: <\/i>os que s\u00e3o iludidos por Esp\u00edritos enganadores e se iludem sobre a natureza das comunica\u00e7\u00f5es que recebem.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns subjugados: <\/i>os que sofrem uma domina\u00e7\u00e3o moral e, muitas vezes, material da parte de maus Esp\u00edritos.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns levianos: <\/i>os que n\u00e3o tomam a s\u00e9rio suas faculdades e delas s\u00f3 se servem por divertimento, ou para futilidades.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns indiferentes: <\/i>os que nenhum proveito moral tiram das instru\u00e7\u00f5es que obt\u00eam e em nada modificam o proceder e os h\u00e1bitos.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns presun\u00e7osos: <\/i>os que t\u00eam a pretens\u00e3o de se acharem em rela\u00e7\u00e3o somente com Esp\u00edritos superiores. Cr\u00eaem-se infal\u00edveis e consideram inferior e err\u00f4neo tudo o que deles n\u00e3o provenha.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns orgulhosos: os <\/i>que se envaidecem das comunica\u00e7\u00f5es que lhes s\u00e3o dadas; julgam que nada mais t\u00eam que aprender no Espiritismo e n\u00e3o tomam para si as li\u00e7\u00f5es que recebem freq\u00fcentemente dos Esp\u00edritos. N\u00e3o se contentam com as faculdades que possuem, querem t\u00ea-las todas.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns suscet\u00edveis: <\/i>variedade dos m\u00e9diuns orgulhosos, suscetibilizam-se com as cr\u00edticas de que sejam objeto suas comunica\u00e7\u00f5es; zangam-se com a menor contradi\u00e7\u00e3o e, se mostram o que obt\u00eam, \u00e9 para que seja admirado e n\u00e3o para que se lhes d\u00ea um parecer. Geralmente, tomam avers\u00e3o \u00e0s pessoas que os n\u00e3o aplaudem sem restri\u00e7\u00f5es e fogem das reuni\u00f5es onde n\u00e3o possam impor-se e dominar.<\/p>\n<p>&#8220;Deixai que se v\u00e3o pavonear algures e procurar ouvidos mais complacentes, ou que se isolem; nada perdem as reuni\u00f5es que da presen\u00e7a deles ficam privadas.&#8221; &#8211; ERASTO.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns mercen\u00e1rios: <\/i>os que exploram suas faculdades.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns ambiciosos: <\/i>os que, embora n\u00e3o mercadejem com as faculdades que possuem, esperam tirar delas quaisquer vantagens.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns de m\u00e1-f\u00e9: os <\/i>que, possuindo faculdades reais, simulam as de que carecem, para se darem import\u00e2ncia. N\u00e3o se podem designar pelo nome de m\u00e9dium as pessoas que, nenhuma faculdade medi\u00fanica possuindo, s\u00f3 produzem certos efeitos por meio da charlatanaria.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns ego\u00edstas: <\/i>os que somente no seu interesse pessoal se servem de suas faculdades e guardam para si as comunica\u00e7\u00f5es que recebem.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns invejosos: <\/i>os que se mostram despeitados com o maior apre\u00e7o dispensado a outros m\u00e9diuns, que lhes s\u00e3o superiores.<\/p>\n<p>Todas estas m\u00e1s qualidades t\u00eam necessariamente seu oposto no bem.<\/p>\n<p><b>197. Bons m\u00e9diuns<\/b><\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns s\u00e9rios: <\/i>os que unicamente para o bem se servem de suas faculdades e para fins verdadeiramente \u00fateis. Acreditam profan\u00e1-las, utilizando-se delas para satisfa\u00e7\u00e3o de curiosos e de indiferentes, ou para futilidades.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns modestos: <\/i>os que nenhum reclamo fazem das comunica\u00e7\u00f5es que recebem, por mais belas que sejam. Consideram-se estranhos a elas e n\u00e3o se julgam ao abrigo das mistifica\u00e7\u00f5es. Longe de evitarem as opini\u00f5es desinteressadas, solicitam-nas.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns devotados: <\/i>os que compreendem que o verdadeiro m\u00e9dium tem uma miss\u00e3o a cumprir e deve, quando necess\u00e1rio, sacrificar gostos, h\u00e1bitos, prazeres, tempo e mesmo interesses materiais ao bem dos outros.<\/p>\n<p><i>M\u00e9diuns seguros: <\/i>os que, al\u00e9m da facilidade de execu\u00e7\u00e3o, merecem toda a confian\u00e7a, pelo pr\u00f3prio car\u00e1ter, pela natureza elevada dos Esp\u00edritos que os assistem; os que, portanto, menos expostos se acham a ser iludidos. Veremos mais tarde que esta seguran\u00e7a de modo &#8216;algum depende dos nomes mais ou menos respeit\u00e1veis com que os Esp\u00edritos se manifestem.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 incontest\u00e1vel, bem o sentis, que, epilogando assim as qualidades e os defeitos dos m\u00e9diuns, isto suscitar\u00e1 contrariedades e at\u00e9 a animosidade de alguns; mas, que importa? A mediunidade se espalha cada vez mais e o m\u00e9dium que levasse a mal estas reflex\u00f5es, apenas uma coisa provaria: que n\u00e3o \u00e9 bom m\u00e9dium, isto \u00e9, que tem a assisti-lo Esp\u00edritos maus. Ao demais, como j\u00e1 eu disse, tudo isto ser\u00e1 passageiro e os maus m\u00e9diuns, os que abusam, ou usam mal de suas faculdades, experimentar\u00e3o tristes conseq\u00fc\u00eancias, conforme j\u00e1 se tem dado com alguns. Aprender\u00e3o \u00e0 sua custa o que resulta de aplicarem, no interesse de suas paix\u00f5es terrenas, um dom que Deus lhes outorgara unicamente para o adiantamento moral deles. Se os n\u00e3o puderdes reconduzir ao bom caminho, lamentai-os, porquanto, posso diz\u00ea-lo, Deus os reprova.&#8221; &#8211; (ERASTO.)<\/p>\n<p>&#8220;Este quadro \u00e9 de grande import\u00e2ncia, n\u00e3o si para os m\u00e9diuns sinceros que, lendo-o, procurarem de boa-f\u00e9 preservar-se dos escolhos a que est\u00e3o expostos, mas tamb\u00e9m para todos os que se servem dos m\u00e9diuns, porque lhes dar\u00e1 a medida do que podem racionalmente esperar. Ele dever\u00e1 estar constantemente sob as vistas de todo aquele que se ocupa de manifesta\u00e7\u00f5es, do mesmo modo que a <i>escala esp\u00edrita, <\/i>a que serve de complemento. Esses dois quadros re\u00fanem todos os princ\u00edpios da Doutrina e contribuir\u00e3o, mais do que o supondes, para trazer o Espiritismo ao verdadeiro caminho.&#8221; (S\u00d3CRATES.)<\/p>\n<p>198. Todas estas variedades de m\u00e9diuns apresentam uma infinidade de graus em sua intensidade. Muitas h\u00e1 que, a bem dizer, apenas constituem matizes, mas que, nem por isso, deixam de ser efeito de aptid\u00f5es especiais. Concebe-se que h\u00e1 de ser muito raro esteja a faculdade de um m\u00e9dium rigorosamente circunscrita a um s\u00f3 g\u00eanero. Um m\u00e9dium pode, sem d\u00favida, ter muitas aptid\u00f5es, havendo, por\u00e9m, sempre uma dominante. Ao cultivo dessa \u00e9 que, se for \u00fatil, deve ele aplicar-se. Em erro grave incorre quem queira for\u00e7ar de todo modo o desenvolvimento de uma faculdade que n\u00e3o possua.<\/p>\n<p>Deve a pessoa cultivar todas aquelas de que reconhe\u00e7a possuir os g\u00e9rmens. Procurar ter as outras \u00e9, acima de tudo, perder tempo e, em segundo lugar, perder talvez, enfraquecer com certeza, as de que seja dotado.<\/p>\n<p>&#8220;Quando existe o princ\u00edpio, o g\u00e9rmen de uma faculdade, esta se manifesta sempre por sinais inequ\u00edvocos. Limitando-se \u00e0 sua especialidade, pode o m\u00e9dium tornar-se excelente e obter grandes e belas coisas; ocupando-se de todo, nada de bom obter\u00e1.<\/p>\n<p>Notai, de passagem, que o desejo de ampliar indefinidamente o \u00e2mbito de suas faculdades \u00e9 uma pretens\u00e3o orgulhosa, que os Esp\u00edritos nunca deixam impune. Os bons abandonam o presun\u00e7oso, que se torna ent\u00e3o joguete dos mentirosos. Infelizmente, n\u00e3o \u00e9 raro verem-se m\u00e9diuns que, n\u00e3o contentes com os dons que receberam, aspiram, por amor-pr\u00f3prio, ou ambi\u00e7\u00e3o, a possuir faculdades excepcionais, capazes de os tornarem notados. Essa pretens\u00e3o lhes tira a qualidade mais preciosa: a de <i>m\u00e9diuns seguros<\/i>.&#8221; <i>&#8211; <\/i>(S\u00d3CRATES.)<\/p>\n<p>199. O estudo da especialidade dos m\u00e9diuns n\u00e3o s\u00f3 lhes \u00e9 necess\u00e1rio, como tamb\u00e9m ao evocador. Conforme a natureza do Esp\u00edrito que se deseja chamar e as perguntas que se lhe quer dirigir, conv\u00e9m se escolha o m\u00e9dium mais apto ao que se tem em vista. Interrogar o primeiro que apare\u00e7a \u00e9 expor-se a receber respostas incompletas, ou err\u00f4neas. Tomemos aos fatos comuns um exemplo. Ningu\u00e9m confiar\u00e1 a reda\u00e7\u00e3o de qualquer trabalho, nem mesmo uma simples c\u00f3pia, ao primeiro que encontre, apenas por que saiba escrever. Suponhamos um m\u00fasico, que queira seja executado um trecho de canto por ele composto. Muitos cantores, h\u00e1beis todos, se acham \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. Ele, entretanto, n\u00e3o os tomar\u00e1 ao acaso: escolher\u00e1, para seu int\u00e9rprete, aquele cuja voz, cuja express\u00e3o, cujas qualidades todas, numa palavra, digam melhor com a natureza do trecho musical. O mesmo fazem os Esp\u00edritos, com rela\u00e7\u00e3o aos m\u00e9diuns, e n\u00f3s devemos fazer como os Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>Cumpre, al\u00e9m disso, notar que os matizes que a mediunidade apresenta e aos quais outros mais se poderiam acrescentar, nem sempre guardam rela\u00e7\u00e3o com o car\u00e1ter do m\u00e9dium. Assim, por exemplo, um m\u00e9dium naturalmente alegre, jovial, pode obter comumente comunica\u00e7\u00f5es graves, mesmo severas e vice-versa. E ainda uma prova evidente de que ele age sob a impuls\u00e3o de uma influ\u00eancia estranha. Voltaremos ao assunto, no cap\u00edtulo que trata da <i>influ\u00eancia moral do m\u00e9dium.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CAP\u00cdTULO XVI DOS M\u00c9DIUNS ESPECIAIS Aptid\u00f5es especiais dos m\u00e9diuns. Quadro sin\u00f3ptico das diferentes esp\u00e9cies de m\u00e9diuns. 185. 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