{"id":4208,"date":"2016-06-27T10:06:15","date_gmt":"2016-06-27T13:06:15","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=4208"},"modified":"2016-06-27T10:09:10","modified_gmt":"2016-06-27T13:09:10","slug":"havera-falsos-cristos-e-falsos-profetas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/falsos-profetas\/havera-falsos-cristos-e-falsos-profetas\/","title":{"rendered":"1- Haver\u00e1 Falsos Cristos e Falsos Profetas"},"content":{"rendered":"<p><b>O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO \u2013 CAP\u00cdTULO XXI<\/b><\/p>\n<p><b><span style=\"font-size: 13.5pt;\">HAVER\u00c1 FALSOS CRISTOS E FALSOS PROFETAS<\/span><\/b><\/p>\n<p><b>Conhece-se a \u00e1rvore pelo fruto<\/b><\/p>\n<p>1. <b>A \u00e1rvore que produz maus frutos n\u00e3o \u00e9 boa e a \u00e1rvore que produz bons frutos n\u00e3o \u00e9 m\u00e1; &#8211; porquanto, cada \u00e1rvore se conhece pelo seu pr\u00f3prio fruto. N\u00e3o se colhem figos nos espinheiros, nem cachos de uvas nas sar\u00e7as. &#8211; O homem de bem tira boas coisas do bom tesouro do seu cora\u00e7\u00e3o e o mau tira-as m\u00e1s do mau tesouro do seu cora\u00e7\u00e3o; porquanto, a boca fala do de que est\u00e1 cheio o cora\u00e7\u00e3o. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 43 a 45.)<\/b><\/p>\n<p>2. <b><i>Guardai-vos dos falsos profetas<\/i> que v\u00eam ter convosco cobertos de peles de ovelha e que por dentro s\u00e3o lobos rapaces. &#8211; Conhec\u00ea-lo-eis pelos seus frutos. <i>Podem colher-se uvas nos espinheiros ou figos nas sar\u00e7as?<\/i> &#8211; Assim, toda \u00e1rvore boa produz bons frutos e toda \u00e1rvore m\u00e1 produz maus frutos. &#8211; <i>Uma \u00e1rvore boa n\u00e3o pode produzir frutos maus e uma \u00e1rvore m\u00e1 n\u00e3o pode produzir frutos bons.<\/i> &#8211; Toda \u00e1rvore que n\u00e3o produz bons frutos ser\u00e1 cortada e lan\u00e7ada ao fogo. &#8211; Conhec\u00ea-la-eis, pois, pelos seus frutos. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 15 a 20.)<\/b><\/p>\n<p>3.<b> Tende cuidado para que algu\u00e9m n\u00e3o vos seduza; &#8211; porque muitos vir\u00e3o em meu nome, dizendo: &#8220;Eu sou o Cristo&#8221;, e seduzir\u00e3o a muitos.<\/b><\/p>\n<p><b>Levantar-se-\u00e3o muitos falsos profetas que seduzir\u00e3o a muitas pessoas; &#8211; e porque abundar\u00e1 a iniq\u00fcidade, a caridade de muitos esfriar\u00e1. &#8211; Mas aquele que perseverar at\u00e9 o fim se salvar\u00e1.<\/b><\/p>\n<p><b>Ent\u00e3o, se algu\u00e9m vos disser: O Cristo est\u00e1 aqui, ou est\u00e1 ali, n\u00e3o acrediteis absolutamente; &#8211; porquanto <i>falsos Cristos e falsos profetas se levantar\u00e3o que far\u00e3o grandes prod\u00edgios<\/i> e coisas de espantar, ao ponto de seduzirem, se fosse poss\u00edvel, os pr\u00f3prios escolhidos. (S. MATEUS, cap. XXIV, vv. 4, 5, 11 a 13, 23, e 24; S. MARCOS, cap. XIII, vv. 5, 6, 21 e 22.)<\/b><\/p>\n<p><b>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .<\/b><\/p>\n<p><b>Prod\u00edgios dos falsos profetas<\/b><\/p>\n<p>5. &#8220;Levantar-se-\u00e3o falsos Cristos e falsos profetas, que far\u00e3o grandes prod\u00edgios e coisas de espantar, a ponto de seduzirem os pr\u00f3prios escolhidos.&#8221; Estas palavras d\u00e3o o verdadeiro sentido do termo prod\u00edgio. Na acep\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, os prod\u00edgios e os milagres s\u00e3o fen\u00f4menos excepcionais, fora das leis da Natureza. Sendo estas, <i>exclusivamente, <\/i>obra de Deus, pode ele, sem d\u00favida, derrog\u00e1-las, se lhe apraz; o simples bom senso, por\u00e9m, diz que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel haja ele dado a seres inferiores e perversos um poder igual ao seu, nem, ainda menos, o direito de desfazer o que ele tenha feito. Semelhante princ\u00edpio n\u00e3o no pode Jesus ter consagrado. Se, portanto, de acordo com o sentido que se atribui a essas palavras, o Esp\u00edrito do mal tem o poder de fazer prod\u00edgios tais que os pr\u00f3prios escolhidos se deixem enganar, o resultado seria que, podendo fazer o que Deus faz, os prod\u00edgios e os milagres n\u00e3o s\u00e3o privil\u00e9gio exclusivo dos enviados de Deus e nada provam, pois que nada distingue os milagres dos santos dos milagres do dem\u00f4nio. Necess\u00e1rio, ent\u00e3o, se torna procurar um sentido mais racional para aquelas palavras.<\/p>\n<p>Para o vulgo ignorante, todo fen\u00f4meno cuja causa \u00e9 desconhecida passa por sobrenatural, maravilhoso e miraculoso; uma vez encontrada a causa, reconhece-se que o fen\u00f4meno, por muito extraordin\u00e1rio que pare\u00e7a, mais n\u00e3o \u00e9 do que aplica\u00e7\u00e3o de urna lei da Natureza. Assim, o c\u00edrculo dos fatos sobrenaturais se restringe \u00e0 medida que o da Ci\u00eancia se alarga. Em todos os tempos, homens houve que exploraram, em proveito de suas ambi\u00e7\u00f5es, de seus interesses e do seu anseio de domina\u00e7\u00e3o, certos conhecimentos que possu\u00edam, a fim de alcan\u00e7arem o prest\u00edgio de um pseudopoder sobre-humano, ou de Lima pretendida miss\u00e3o divina. S\u00e3o esses os falsos Cristos e falsos profetas. A difus\u00e3o das luzes lhes aniquila o cr\u00e9dito, donde resulta que o n\u00famero deles diminui \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que os homens se esclarecem. O fato de operar o que certas pessoas consideram prod\u00edgios n\u00e3o constitui, pois, sinal de uma miss\u00e3o divina, visto que pode resultar de conhecimento cuja aquisi\u00e7\u00e3o est\u00e1 ao alcance de qualquer um, ou de faculdades org\u00e2nicas especiais, que o mais indigno n\u00e3o se acha inibido de possuir, tanto quanto o mais digno. O verdadeiro profeta se reconhece por mais s\u00e9rios caracteres e exclusivamente morais.<\/p>\n<p><b>N\u00e3o creais em todos os Esp\u00edritos<\/b><\/p>\n<p>6. <b>Meus bem-amados<i>, n\u00e3o creais em qualquer Esp\u00edrito<\/i>; experimentai se os Esp\u00edritos s\u00e3o de Deus, porquanto muitos falsos profetas se t\u00eam levantado no mundo<i>. <\/i>(S. JO\u00c3O, Ep\u00edstola 1\u00aa, cap. IV, v. 1.)<\/b><\/p>\n<p>7. Os fen\u00f4menos esp\u00edritas, longe de abonarem os <i>fal<\/i>sos Cristos e os falsos profetas, como a algumas pessoas apraz dizer, golpe mortal desferem neles. N\u00e3o pe\u00e7ais ao Espiritismo prod\u00edgios, nem milagres, porquanto ele formalmente declara que os n\u00e3o opera. Do mesmo modo que a F\u00edsica, a Qu\u00edmica, a Astronomia, a Geologia revelaram as leis do inundo material, ele revela outras leis desconhecidas, as que regem as rela\u00e7\u00f5es do mundo corp\u00f3reo com o mundo espiritual, leis que, tanto quanto aquelas outras da Ci\u00eancia, s\u00e3o leis da Natureza. Facultando a explica\u00e7\u00e3o de certa ordem de fen\u00f4menos incompreendidos at\u00e9 o presente, ele destr\u00f3i o que ainda restava do dom\u00ednio do maravilhoso. Quem, portanto, se sentisse tentado a lhe explorar em proveito pr\u00f3prio os fen\u00f4menos, fazendo-se passar por messias de Deus, n\u00e3o conseguiria abusar por muito tempo da credulidade alheia e seria logo desmascarado. Ali\u00e1s, como j\u00e1 se tem dito, tais fen\u00f4menos, por si s\u00f3s, nada provam: a miss\u00e3o se prova por efeitos morais, o que n\u00e3o \u00e9 dado a qualquer um produzir. Esse um dos resultados do desenvolvimento da ci\u00eancia esp\u00edrita; pesquisando a causa de certos fen\u00f4menos, de sobre muitos mist\u00e9rios levanta ela o v\u00e9u. S\u00f3 os que preferem a obscuridade \u00e0 luz, t\u00eam interesse em combat\u00ea-la; mas, a verdade \u00e9 como o Sol: dissipa os mais densos nevoeiros.<\/p>\n<p>O Espiritismo revela outra categoria bem mais perigosa de falsos Cristos e de falsos profetas, que se encontram, n\u00e3o entre os homens, mas entre os desencarnados: a dos Esp\u00edritos enganadores, hip\u00f3critas, orgulhosos e pseudo-s\u00e1bios, que passaram da Terra para a erraticidade e tomam nomes venerados para, sob a m\u00e1scara de que se cobrem, facilitarem a aceita\u00e7\u00e3o das mais singulares e absurdas id\u00e9ias. Antes que se conhecessem as rela\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas, eles atuavam de maneira menos ostensiva, pela inspira\u00e7\u00e3o, pela mediunidade inconsciente, audiente ou falante. \u00c9 consider\u00e1vel o n\u00famero dos que, em diversas \u00e9pocas, mas, sobretudo, nestes \u00faltimos tempos, se h\u00e3o apresentado como alguns dos antigos profetas, como o Cristo, como Maria, sua m\u00e3e, e at\u00e9 como Deus. S. Jo\u00e3o adverte contra eles os homens, dizendo: &#8220;Meus bem-amados, n\u00e3o acrediteis em todo Esp\u00edrito; mas, experimentai se os Esp\u00edritos s\u00e3o de Deus, porquanto muitos falsos profetas se tem levantado no mundo.&#8221; O Espiritismo nos faculta os meios de experiment\u00e1-los, apontando os caracteres pelos quais se reconhecem os bons Esp\u00edritos, caracteres <i>sempre morais, nunca materiais <\/i>(1). \u00c9 a maneira de se distinguirem dos maus os bons Esp\u00edritos que, principalmente, podem aplicar-se estas palavras de Jesus: &#8220;Pelo fruto \u00e9 que se reconhece a qualidade da \u00e1rvore; uma \u00e1rvore boa n\u00e3o pode produzir maus frutos, e uma \u00e1rvore m\u00e1 n\u00e3o os pode produzir bons.&#8221; Julgam-se os Esp\u00edritos pela qualidade de suas obras, como uma \u00e1rvore pela qualidade dos seus frutos.<\/p>\n<p>( &#8211; <b><span style=\"font-size: 10.0pt;\">(1) Ver, sobre a maneira de se distinguirem os Esp\u00edritos: O Livro dos M\u00e9diuns, 2\u00aa Parte, cap. XXIV e seguintes.<\/span><\/b>)<\/p>\n<p><b>INSTRU\u00c7\u00d5ES DOS ESP\u00cdRITOS<\/b><\/p>\n<p><b>Os falsos profetas<\/b><\/p>\n<p>8. Se vos disserem: &#8220;O Cristo est\u00e1 aqui&#8221;, n\u00e3o vades; ao contr\u00e1rio, tende-vos em guarda, porquanto numerosos ser\u00e3o os falsos profetas. N\u00e3o vedes que as folhas da figueira come\u00e7am a branquear; n\u00e3o vedes os seus m\u00faltiplos rebentos aguardando a \u00e9poca da flora\u00e7\u00e3o; e n\u00e3o vos disse o Cristo: Conhece-se a \u00e1rvore pelo fruto? Se, pois, s\u00e3o amargos os frutos, j\u00e1 sabeis que m\u00e1 \u00e9 a \u00e1rvore; se, por\u00e9m, s\u00e3o doces e saud\u00e1veis, direis: &#8220;Nada que seja puro pode provir de fonte m\u00e1.&#8221; \u00c9 assim, meus irm\u00e3os, que deveis julgar; s\u00e3o as obras que deveis examinar. Se os que se dizem investidos de poder divino revelam sinais de uma miss\u00e3o de natureza elevada, isto \u00e9, se possuem no mais alto grau as virtudes crist\u00e3s e eternas: a caridade, o amor, a indulg\u00eancia, a bondade que concilia os cora\u00e7\u00f5es; se, em apoio das palavras, apresentam os atos, podereis ent\u00e3o dizer: Estes s\u00e3o realmente enviados de Deus.<\/p>\n<p>Desconfiai, por\u00e9m, das palavras mel\u00edfluas, desconfiai dos escribas e dos fariseus que oram nas pra\u00e7as p\u00fablicas, vestidos de longas t\u00fanicas. Desconfiai dos que pretendem ter o monop\u00f3lio da verdade!<\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o, o Cristo n\u00e3o est\u00e1 entre esses, porquanto os que ele envia para propagar a sua santa doutrina e regenerar o seu povo ser\u00e3o, acima de tudo, seguindo-lhe o exemplo, brandos e humildes de cora\u00e7\u00e3o; os que hajam, com os exemplos e conselhos que prodigalizem, de salvar a humanidade, que corre para a perdi\u00e7\u00e3o e pervaga por caminhos tortuosos, ser\u00e3o essencialmente modestos e humildes. De tudo o que revele um \u00e1tomo de orgulho, fugi, como de uma lepra contagiosa, que corrompe tudo em que toca. Lembrai-vos de que <i>cada criatura traz na fronte, mas principalmente nos atos, o cunho da sua grandeza ou da sua inferioridade.<\/i><\/p>\n<p>Ide, portanto, meus filhos bem-amados, caminhai sem tergiversa\u00e7\u00f5es, sem pensamentos ocultos, na rota bendita que tomastes. Ide, ide sempre, sem temor; afastai, cuidadosamente, tudo o que vos possa entravar a marcha para o objetivo eterno. Viajores, s\u00f3 por pouco tempo mais estareis nas trevas e nas dores da prova\u00e7\u00e3o, se abrirdes o vosso cora\u00e7\u00e3o a essa suave doutrina que vos vem revelar as leis eternas e satisfazer a todas as aspira\u00e7\u00f5es de vossa alma acerca do desconhecido. J\u00e1 podeis dar corpo a esses silfos ligeiros que vedes passar nos vossos sonhos e que, ef\u00eameros, apenas vos encantavam o esp\u00edrito, sem coisa alguma dizerem ao vosso cora\u00e7\u00e3o. Agora, meus amados, a morte desapareceu, dando lugar ao anjo radioso que conheceis, o anjo do novo encontro e da reuni\u00e3o! Agora, v\u00f3s que bem desempenhado haveis a tarefa que o Criador confia \u00e0s suas criaturas, nada mais tendes de temer da sua justi\u00e7a, pois ele \u00e9 pai e perdoa sempre aos filhos transviados que clamam por miseric\u00f3rdia. Continuai, portanto, avan\u00e7ai incessantemente. Seja vossa divisa a do progresso, do progresso cont\u00ednuo em todas as coisas, at\u00e9 que, finalmente, chegueis ao termo feliz da jornada, onde vos esperam todos os que vos precederam. &#8211; <i>Lu\u00eds. <\/i>(Bord\u00e9us, 1861.)<\/p>\n<p><b>Caracteres de verdadeiro profeta<\/b><\/p>\n<p>9.<i> Desconfiai dos falsos profetas. <\/i>\u00c9 \u00fatil em todos os tempos essa recomenda\u00e7\u00e3o, mas, sobretudo, nos momentos de transi\u00e7\u00e3o em que, como no atual, se elabora uma transforma\u00e7\u00e3o da Humanidade, porque, ent\u00e3o, uma multid\u00e3o de ambiciosos e intrigantes se arvoram em reformadores e messias. E contra esses impostores que se deve estar em guarda, correndo a todo homem honesto o dever de os desmascarar. Perguntareis, sem d\u00favida, como reconhec\u00ea-los. Aqui tendes o que os assinala: Somente a um h\u00e1bil general, capaz de o dirigir, se confia o comando de um ex\u00e9rcito. Julgais que Deus seja menos prudente do que os homens? Ficai certos de que s\u00f3 confia miss\u00f5es importantes aos que ele sabe capazes de as cumprir, porquanto as grandes miss\u00f5es s\u00e3o fardos pesados que esmagariam o homem carente de for\u00e7as para carreg\u00e1-los. Em todas as coisas, o mestre h\u00e1 de sempre saber mais do que o disc\u00edpulo; para fazer que a Humanidade avance moralmente e intelectualmente, s\u00e3o precisos homens superiores em intelig\u00eancia e em moralidade. Por isso, para essas miss\u00f5es s\u00e3o sempre escolhidos Esp\u00edritos j\u00e1 adiantados, que fizeram suas provas noutras exist\u00eancias, visto que, se n\u00e3o fossem superiores ao meio em que t\u00eam da atuar, nula lhes resultaria a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isto posto, haveis de concluir que o verdadeiro mission\u00e1rio de Deus tem de justificar, pela sua superioridade, pelas suas virtudes, pela grandeza, pelo resultado e pela influ\u00eancia moralizadora de suas obras, a miss\u00e3o de que se diz portador. Tirai tamb\u00e9m esta outra conseq\u00fc\u00eancia: se, pelo seu car\u00e1ter, pelas suas virtudes, pela sua intelig\u00eancia, ele se mostra abaixo do papel com que se apresente, ou da personagem sob cujo nome se coloca, mais n\u00e3o \u00e9 do que um histri\u00e3o de baixo estofo, que nem sequer sabe imitar o modelo que escolheu.<\/p>\n<p>Outra considera\u00e7\u00e3o: os verdadeiros mission\u00e1rios de Deus ignoram-se a si mesmos, em sua maior parte; desempenham a miss\u00e3o a que foram chamados pela for\u00e7a do g\u00eanio que possuem, secundado pelo poder oculto que os inspira e dirige a seu mau grado, mas sem des\u00edgnio premeditado. Numa palavra: <i>os verdadeiros profetas se revelam por seus atos, s\u00e3o adivinhados, ao passo que os falsos profetas se d\u00e3o, eles pr\u00f3prios, como enviados de Deus.<\/i><\/p>\n<p>O primeiro \u00e9<i> <\/i>humilde e modesto; o segundo, orgulhoso e cheio de si, fala com altivez e, como todos os mendazes, parece sempre temeroso de que n\u00e3o lhe d\u00eaem cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Alguns desses impostores t\u00eam havido, pretendendo passar por ap\u00f3stolos do Cristo, outros pelo pr\u00f3prio Cristo, e, para vergonha da Humanidade, h\u00e3o encontrado pessoas assaz cr\u00e9dulas que lhes cr\u00eaem nas torpezas. Entretanto, uma pondera\u00e7\u00e3o bem simples seria bastante a abrir os olhos do mais cego, a de que se o Cristo reencarnasse na Terra, viria com todo o seu poder e todas as suas virtudes, a menos se admitisse, o que fora absurdo, que houvesse degenerado. Ora, do mesmo modo que, se tirardes a Deus um s\u00f3 de seus atributos, j\u00e1 n\u00e3o tereis Deus, se tirardes uma s\u00f3 de suas virtudes ao Cristo, j\u00e1 n\u00e3o mais o tereis. Possuem todas as suas virtudes os que se d\u00e3o como sendo o Cristo? Essa a quest\u00e3o. Observai-os, perscrutai-lhes as id\u00e9ias e os atos e reconhecereis que, acima de tudo, lhes faltam as qualidades distintivas do Cristo; a humildade e a caridade, sobejando-lhes as que o Cristo n\u00e3o tinha: a cupidez e o orgulho. Notai, ao demais, que neste momento h\u00e1, em v\u00e1rios pa\u00edses, muitos pretensos Cristos, como h\u00e1 muitos pretensos Elias, muitos S. Jo\u00e3o ou S. Pedro e que n\u00e3o \u00e9 absolutamente poss\u00edvel sejam verdadeiros todos, Tende como certo que s\u00e3o apenas criaturas que exploram a credulidade dos outros e acham c\u00f4modo viver \u00e0 custa dos que lhes prestam ouvidos.<\/p>\n<p>Desconfiai, pois, dos falsos profetas, m\u00e1xime numa \u00e9poca de renova\u00e7\u00e3o, qual a presente, porque muitos impostores se dir\u00e3o enviados de Deus. Eles procuram satisfazer na Terra \u00e0 sua vaidade; mas uma terr\u00edvel justi\u00e7a os espera, podeis estar certos. &#8211; <i>Erasto. <\/i>(Paris, 1862.)<\/p>\n<p><b>Os falsos profetas da erraticidade<\/b><\/p>\n<p>10. Os falsos profetas n\u00e3o se encontram unicamente entre os encarnados. H\u00e1-os tamb\u00e9m, e em muito maior n\u00famero, entre os Esp\u00edritos orgulhosos que, aparentando amor e caridade, semeiam a desuni\u00e3o e retardam a obra de emancipa\u00e7\u00e3o da Humanidade, lan\u00e7ando-lhe de trav\u00e9s seus sistemas absurdos, depois de terem feito que seus m\u00e9diuns os aceitem. E, para melhor fascinarem aqueles a quem desejam iludir, para darem mais peso \u00e0s suas teorias, se apropriam sem escr\u00fapulo de nomes que s\u00f3 com muito respeito os homens pronunciam.<\/p>\n<p>S\u00e3o eles que espalham o fermento dos antagonismos entre os grupos, que os impelem a isolarem-se uns dos outros e a olharem-se com preven\u00e7\u00e3o. Isso por si s\u00f3 bastaria para os desmascarar, pois, procedendo assim, s\u00e3o os primeiros a dar o mais formal desmentido \u00e0s suas pretens\u00f5es. Cegos, portanto, s\u00e3o os homens que se deixam cair em t\u00e3o grosseiro embuste.<\/p>\n<p>Mas, h\u00e1 muitos outros meios de serem reconhecidos. Esp\u00edritos da categoria em que eles dizem achar-se t\u00eam de ser n\u00e3o s\u00f3 muito bons, como tamb\u00e9m eminentemente racionais. Pois bem: passai-lhes os sistemas pelo crivo da raz\u00e3o e do bom senso e vede o que restar\u00e1. Convinde, pois, comigo, em que, todas as vezes que um Esp\u00edrito indica, como rem\u00e9dio aos males da Humanidade ou como meio de conseguir-se a sua transforma\u00e7\u00e3o, coisas ut\u00f3picas e impratic\u00e1veis, medidas pueris e rid\u00edculas; quando formula um sistema que as mais rudimentares no\u00e7\u00f5es da Ci\u00eancia contradizem, n\u00e3o pode ser sen\u00e3o um Esp\u00edrito ignorante e mentiroso.<\/p>\n<p>Por outro lado, crede que, se nem sempre os indiv\u00edduos apreciam a verdade, esta \u00e9 apreciada sempre pelo bom senso das massas, constituindo isso mais um crit\u00e9rio. Se dois princ\u00edpios se contradizem, achareis a medida do valor intr\u00ednseco de ambos, verificando qual dos dois encontra mais ecos e simpatias. <i>Fora, com efeito, il\u00f3gico admitir-se que uma doutrina cujo n\u00famero de adeptos diminua progressivamente seja mais verdadeira do que outra que veja o dos seus em continuo aumento. <\/i>Querendo que a verdade chegue a todos, Deus n\u00e3o a confina num c\u00edrculo acanhado: f\u00e1-la surgir em diferentes pontos, a fim de que por toda a parte a luz esteja ao lado das trevas.<\/p>\n<p>Repeli sem condescend\u00eancia todos esses Esp\u00edritos que se apresentam como conselheiros exclusivos, pregando a separa\u00e7\u00e3o e o insulamento. S\u00e3o quase sempre Esp\u00edritos vaidosos e med\u00edocres, que procuram impor-se a homens fracos e cr\u00e9dulos, prodigalizando-lhes exagerados louvores, a fim de os fascinar e de t\u00ea-los dominados. S\u00e3o, geralmente, Esp\u00edritos sequiosos de poder e que, d\u00e9spotas p\u00fablicos ou nos lares, quando vivos, ainda querem vitimas para tiranizar depois de terem morrido. <i>Em geral, desconfiai das comunica\u00e7\u00f5es que trazem um car\u00e1ter de misticismo e de singularidade, ou que prescrevem cerim\u00f4nias e atos extravagantes. <\/i>H\u00e1 sempre, nesses casos, motivo leg\u00edtimo de suspei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estai certos, igualmente, de que quando uma verdade tem de ser revelada aos homens, \u00e9, por assim dizer, comunicada instantaneamente a todos os grupos s\u00e9rios, que disp\u00f5em de m\u00e9diuns tamb\u00e9m s\u00e9rios, e n\u00e3o a tais ou quais, com exclus\u00e3o dos outros. Nenhum m\u00e9dium \u00e9 perfeito, se est\u00e1 obsidiado; e h\u00e1 manifesta obsess\u00e3o quando um m\u00e9dium s\u00f3 \u00e9 apto a receber comunica\u00e7\u00f5es de determinado Esp\u00edrito, por mais alto que este procure colocar-se. Conseguintemente, todo m\u00e9dium e todo grupo que considerem privil\u00e9gio seu receber as comunica\u00e7\u00f5es que obt\u00eam e que, por outro lado, se submetem a pr\u00e1ticas que tendem para a supersti\u00e7\u00e3o, indubitavelmente se acham presas de uma obsess\u00e3o bem caracterizada, sobretudo quando o Esp\u00edrito dominador se pavoneia com um nome que todos, encarnados e desencarnados, devem honrar e respeitar e n\u00e3o permitir seja declinado a todo prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>\u00c9 incontest\u00e1vel que, submetendo ao crivo da raz\u00e3o e da l\u00f3gica todos os dados e todas as comunica\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos, f\u00e1cil se torna rejeitar a absurdidade e o erro, Pode um m\u00e9dium ser fascinado, e iludido um grupo; mas, a verifica\u00e7\u00e3o severa a que procedam os outros grupos, a ci\u00eancia adquirida, a alta autoridade moral dos diretores de grupos, as comunica\u00e7\u00f5es que os principais m\u00e9diuns recebam, com um cunho de l\u00f3gica e de autenticidade dos melhores Esp\u00edritos, justi\u00e7ar\u00e3o rapidamente esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Esp\u00edritos mistificadores ou maus. &#8211; <i>Erasto, <\/i>disc\u00edpulo de S\u00e3o Paulo. (Paris, 1862,) (Veja-se, na &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o&#8221;, o par\u00e1grafo II: <i>Verifica\u00e7\u00e3o universal do ensino dos Esp\u00edritos. &#8211; O Livro dos M\u00e9diuns, <\/i>2\u00aa Parte, cap. XXIII, <i>Da obsess\u00e3o.)<\/i><\/p>\n<p><b>Jeremias e os falsos profetas<\/b><\/p>\n<p>11. <b>Eis o que diz o Senhor dos Ex\u00e9rcitos: N\u00e3o escuteis as palavras dos profetas que vos profetizam e que vos enganam. Eles publicam as vis\u00f5es de seus cora\u00e7\u00f5es e n\u00e3o o que aprenderam da boca do Senhor. &#8211; Dizem aos que de mim blasfemam: O Senhor o disse, tereis paz; e a todos os que andam na corrup\u00e7\u00e3o de seus cora\u00e7\u00f5es: Nenhum mal vos acontecer\u00e1. &#8211; Mas, qual dentre eles assistiu ao conselho de Deus? Qual o que o viu e escutou o que ele disse? &#8211; Eu n\u00e3o enviava esses profetas; eles corriam por si mesmos; eu absolutamente n\u00e3o lhes falava; eles profetizavam de suas cabe\u00e7as. &#8211; Eu ouvi o que disseram esses profetas que profetizavam a mentira em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei. &#8211; At\u00e9 quando essa&#8217; imagina\u00e7\u00e3o estar\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o dos que profetizam a mentira e cujas profecias n\u00e3o s\u00e3o sen\u00e3o as sedu\u00e7\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o deles? Se, pois, este povo, ou um profeta, ou um sacerdote vos interrogar e disser: Qual o fardo do Senhor? dir-lhe-eis: v\u00f3s mesmos sois o fardo e eu vos lan\u00e7arei bem longe de mim, diz o Senhor. (JEREMIAS, cap. XXIII, vv. 16 a 18, 21, 25, 26 e 33.)<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 dessa passagem do profeta Jeremias que quero tratar convosco, meus amigos. Falando pela sua boca, diz Deus: &#8220;\u00c9 a vis\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o deles que os faz falar.&#8221; Essas palavras claramente indicam que, j\u00e1 naquela \u00e9poca, os charlat\u00e3es e os exaltados abusavam do dom de profecia e o exploravam. Abusavam, por conseguinte, da f\u00e9 simples e quase cega do povo, predizendo, <i>por dinheiro, <\/i>coisas boas e agrad\u00e1veis. Muito generalizada se achava essa esp\u00e9cie de fraude na na\u00e7\u00e3o judia, e f\u00e1cil \u00e9 de compreender-se que o pobre povo, em sua ignor\u00e2ncia, nenhuma possibilidade tinha de distinguir os bons dos maus, sendo sempre mais ou menos ludibriado pelos pseudoprofetas, que n\u00e3o passavam de impostores ou fan\u00e1ticos. Nada h\u00e1 de mais significativo do que estas palavras: &#8220;Eu n\u00e3o enviei esses profetas e eles correram por si mesmos; n\u00e3o lhes falei e eles profetizaram.&#8221; Mais adiante, diz: &#8220;Eu ouvi esses profetas que profetizavam a mentira em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei.&#8221; Indicava assim um dos meios que eles empregavam para explorar a confian\u00e7a de que eram objeto. A multid\u00e3o, sempre cr\u00e9dula, n\u00e3o pensava em lhes contestar a veracidade dos sonhos, ou das vis\u00f5es; achava isso muito natural e constantemente os convidava a falar.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as palavras do profeta, escutai os s\u00e1bios conselhos do ap\u00f3stolo S. Jo\u00e3o, quando diz: &#8220;N\u00e3o acrediteis em todo Esp\u00edrito; experimentai se os Esp\u00edritos s\u00e3o de Deus&#8221;, porque, entre os invis\u00edveis, tamb\u00e9m h\u00e1 os que se comprazem em iludir, se se lhes depara ocasi\u00e3o. Os iludidos s\u00e3o, est\u00e1-se a ver, os m\u00e9diuns que se n\u00e3o precatam bastante. A\u00ed se encontra, \u00e9 fora de toda d\u00favida, um dos maiores escolhos em que muitos funestamente esbarram, mormente se s\u00e3o novatos no Espiritismo. \u00c9-lhes isso uma prova de que s\u00f3 com muita prud\u00eancia podem triunfar. Aprendei, pois, antes de tudo, a distinguir os bons e os maus Esp\u00edritos, para, por vossa vez, n\u00e3o vos tornardes falsos profetas. &#8211; <i>Luoz, <\/i>Esp\u00edrito Protetor. (Carlsruhe, 1861.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO \u2013 CAP\u00cdTULO XXI HAVER\u00c1 FALSOS CRISTOS E FALSOS PROFETAS Conhece-se a \u00e1rvore pelo fruto 1. 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