{"id":4256,"date":"2016-06-29T21:55:42","date_gmt":"2016-06-30T00:55:42","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=4256"},"modified":"2016-06-29T22:41:20","modified_gmt":"2016-06-30T01:41:20","slug":"cap-3-149-a-165-retorno-da-vida-corporal-a-vida-espiritual","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-livro-dos-espiritos\/4-parte-segunda-mundo-espirita-ou-dos-espiritos\/cap-3-149-a-165-retorno-da-vida-corporal-a-vida-espiritual\/","title":{"rendered":"Cap 03 &#8211; 149 a 165 &#8211; retorno da vida corporal \u00e0 vida espiritual"},"content":{"rendered":"<p><strong>Parte Segunda \u2013 Cap\u00edtulo 3<\/strong><\/p>\n<p><strong>Retorno da vida corporal \u00e0 vida espiritual<\/strong><\/p>\n<p>A alma ap\u00f3s a morte; sua individualidade. Vida eterna \u2013 Separa\u00e7\u00e3o da alma e do corpo \u2013 Perturba\u00e7\u00e3o espiritual<\/p>\n<p><strong>A alma ap\u00f3s a morte<\/strong><\/p>\n<p><strong>149 Em que se torna a alma logo ap\u00f3s a morte? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Volta a ser Esp\u00edrito, ou seja, retorna ao mundo dos Esp\u00edritos, que havia deixado temporariamente.<\/p>\n<p><strong>150 A alma, ap\u00f3s a morte, conserva sua individualidade? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, nunca a perde. O que seria ela se n\u00e3o a conservasse?<\/p>\n<p><strong>150 a Como a alma continua a ter a sua individualidade, uma vez que n\u00e3o possui mais seu corpo material? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ela ainda tem um fluido que lhe \u00e9 pr\u00f3prio, tomado da atmosfera de seu planeta e que representa a apar\u00eancia de sua \u00faltima encarna\u00e7\u00e3o: seu perisp\u00edrito.<\/p>\n<p><strong>150 b A alma nada leva consigo deste mundo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Nada mais que a lembran\u00e7a e o desejo de ir para um mundo melhor. Essa lembran\u00e7a \u00e9 cheia de do\u00e7ura ou amargura, de acordo com o emprego que fez da vida. Quanto mais pura, mais compreende a futilidade do que deixa na Terra.<\/p>\n<p><strong>151 O que pensar da opini\u00e3o de que, ap\u00f3s a morte, a alma retorna ao todo universal? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O conjunto dos Esp\u00edritos n\u00e3o forma um todo? N\u00e3o constitui um mundo completo? Quando estais em uma assembl\u00e9ia, sois parte integrante dessa assembl\u00e9ia e, entretanto, sempre conservais a individualidade.<\/p>\n<p><strong>152 Que prova podemos ter da individualidade da alma ap\u00f3s a morte? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o tendes essa prova por meio das comunica\u00e7\u00f5es que obtendes? Se n\u00e3o f\u00f4sseis cegos, ver\u00edeis; e, se n\u00e3o f\u00f4sseis surdos, ouvir\u00edeis, pois muito freq\u00fcentemente uma voz vos fala e revela a exist\u00eancia de um ser fora de v\u00f3s.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Aqueles que pensam que na morte a alma retorna ao todo universal est\u00e3o errados, se por isso entenderem que, semelhante a uma gota d\u2019\u00e1gua que cai no oceano, perde sua individualidade. Por\u00e9m, estar\u00e3o certos se entenderem por <\/em>todo universal<em> o conjunto de seres incorp\u00f3reos, do qual cada alma ou Esp\u00edrito \u00e9 um elemento. <\/em><\/p>\n<p><em>Se as almas n\u00e3o se diferenciassem no todo, teriam apenas as qualidades do conjunto e nada poderia distingui-las umas das outras; n\u00e3o teriam nem intelig\u00eancia, nem qualidades pr\u00f3prias. Por\u00e9m, muito ao contr\u00e1rio disso, em todas as comunica\u00e7\u00f5es demonstram ter consci\u00eancia do seu <\/em>eu<em> e uma vontade pr\u00f3pria. A diversidade que apresentam em todas as comunica\u00e7\u00f5es \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia da sua individualidade. Se ap\u00f3s a morte houvesse somente o que se chama de o grande Todo que absorve todas as individualidades, esse Todo seria uniforme e, ent\u00e3o, todas as comunica\u00e7\u00f5es do mundo invis\u00edvel seriam id\u00eanticas. Uma vez que l\u00e1 se encontram seres bons e maus, s\u00e1bios e ignorantes, felizes e infelizes, e de todas as esp\u00e9cies: alegres e tristes, levianos e s\u00e9rios, etc., \u00e9 evidente que s\u00e3o seres distintos. A individualidade torna-se ainda mais evidente quando esses seres provam sua identidade por manifesta\u00e7\u00f5es incontest\u00e1veis, por detalhes pessoais relativos \u00e0 sua vida terrestre que se podem comprovar. Tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser posta em d\u00favida quando se tornam vis\u00edveis em suas apari\u00e7\u00f5es. A individualidade da alma nos foi ensinada em teoria, como um artigo de f\u00e9. O Espiritismo a torna evidente e, de certo modo, material. <\/em><\/p>\n<p><strong>153 Em que sentido se deve entender a vida eterna? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 a vida do Esp\u00edrito que \u00e9 eterna; por\u00e9m, a do corpo \u00e9 transit\u00f3ria e passageira. Quando o corpo morre, a alma retorna \u00e0 vida eterna.<\/p>\n<p><strong>153 a N\u00e3o seria mais exato chamar vida eterna \u00e0 vida dos Esp\u00edritos puros, aqueles que, tendo atingido o grau de perfei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o t\u00eam mais provas para suportar? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Isso \u00e9, antes, a felicidade eterna. Por\u00e9m, mais uma vez, \u00e9 uma quest\u00e3o de palavras: chamai as coisas como quiserdes, contanto que vos entendais.<\/p>\n<p><strong>Separa\u00e7\u00e3o da alma e do corpo<\/strong><\/p>\n<p><strong>154 O corpo ou a alma sente alguma dor no momento da morte? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o; o corpo sofre muitas vezes mais durante a vida do que no momento da morte: a alma n\u00e3o toma nenhuma parte nisso. Os sofrimentos que \u00e0s vezes ocorrem no momento da morte s\u00e3o uma alegria para o Esp\u00edrito, que v\u00ea chegar o fim de seu ex\u00edlio.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Na morte natural, a que acontece pelo esgotamento dos \u00f3rg\u00e3os em conseq\u00fc\u00eancia da idade, o homem deixa a vida sem se dar conta disso: \u00e9 como um foco de luz que se apaga por falta de suprimento. <\/em><\/p>\n<p><strong>155 Como se opera a separa\u00e7\u00e3o da alma e do corpo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Quando os la\u00e7os que a retinham se rompem, ela se desprende.<\/p>\n<p><strong>155 a A separa\u00e7\u00e3o se opera instantaneamente e por uma transi\u00e7\u00e3o brusca? H\u00e1 uma linha de demarca\u00e7\u00e3o nitidamente tra\u00e7ada entre a vida e a morte? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o; a alma se desprende gradualmente e n\u00e3o escapa como um p\u00e1ssaro cativo subitamente libertado. Esses dois estados se tocam e se confundem de maneira que o Esp\u00edrito se desprende pouco a pouco dos la\u00e7os que o retinham no corpo f\u00edsico: eles se desatam, n\u00e3o se quebram.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Durante a vida, o Esp\u00edrito se encontra preso ao corpo por seu envolt\u00f3rio semimaterial ou perisp\u00edrito. A morte \u00e9 apenas a destrui\u00e7\u00e3o do corpo e n\u00e3o do perisp\u00edrito, que se separa do corpo quando nele cessa a vida org\u00e2nica. A observa\u00e7\u00e3o demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do perisp\u00edrito n\u00e3o se completa subitamente; opera-se gradualmente e com uma lentid\u00e3o muito vari\u00e1vel, conforme os indiv\u00edduos. Para uns \u00e9 bastante r\u00e1pido e pode-se dizer que o momento da morte \u00e9 ao mesmo instante o da liberta\u00e7\u00e3o, quase imediata. Mas, para outros, aqueles cuja vida foi extremamente <\/em>material e sensual<em>, o desprendimento \u00e9 mais demorado e dura algumas vezes dias, semanas e at\u00e9 mesmo meses. Isso sem que haja no corpo a menor vitalidade nem a possibilidade de um retorno \u00e0 vida, mas uma simples afinidade entre corpo e Esp\u00edrito, afinidade que sempre se d\u00e1 em raz\u00e3o da import\u00e2ncia que, durante a vida, o Esp\u00edrito deu \u00e0 mat\u00e9ria. \u00c9 racional conceber, de fato, que quanto mais o Esp\u00edrito se identifica com a mat\u00e9ria, mais sofre ao se separar dela. Por outro lado, a atividade intelectual e moral, a eleva\u00e7\u00e3o de pensamentos, operam um in\u00edcio do desprendimento mesmo durante a vida do corpo, de tal forma que, quando a morte chega, o desprendimento \u00e9 quase instant\u00e2neo. Esse \u00e9 o resultado de estudos feitos em todos os indiv\u00edduos observados no momento da morte. Essas observa\u00e7\u00f5es ainda provaram que a afinidade que em alguns indiv\u00edduos persiste entre a alma e o corpo \u00e9, algumas vezes, muito dolorosa, visto que o Esp\u00edrito pode sentir o horror da decomposi\u00e7\u00e3o. Esse caso \u00e9 excepcional e particular para certos g\u00eaneros de vida e certos g\u00eaneros de morte; verifica-se entre alguns suicidas. <\/em><\/p>\n<p><strong>156 A separa\u00e7\u00e3o definitiva da alma do corpo pode ocorrer antes da completa cessa\u00e7\u00e3o da vida org\u00e2nica? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Na agonia, a alma, algumas vezes, j\u00e1 deixou o corpo. Nada mais resta nele do que a vida org\u00e2nica. O homem n\u00e3o tem mais consci\u00eancia de si mesmo e, entretanto, ainda h\u00e1 nele um sopro de vida org\u00e2nica. O corpo \u00e9 uma m\u00e1quina que o cora\u00e7\u00e3o faz mover. Existe, enquanto o cora\u00e7\u00e3o faz circular o sangue em suas veias, e n\u00e3o tem necessidade da alma para isso.<\/p>\n<p><strong>157 No momento da morte, a alma tem, \u00e0s vezes, um desejo ou um \u00eaxtase que lhe faz entrever o mundo em que vai entrar? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Muitas vezes a alma sente desfazerem-se os la\u00e7os que aprendem ao corpo, ent\u00e3o, faz todos os seus esfor\u00e7os para romp\u00ea-los completamente. J\u00e1 em parte desprendida da mat\u00e9ria, v\u00ea o futuro desdobrar-se \u00e0 sua frente e desfruta, por antecipa\u00e7\u00e3o, do estado de Esp\u00edrito.<\/p>\n<p><strong>158 O exemplo da lagarta, que inicialmente rasteja na terra, depois se fecha na sua cris\u00e1lida<\/strong><a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-2-03.html#1\"><strong><sup>1<\/sup><\/strong><\/a><strong> numa morte aparente para renascer em uma exist\u00eancia brilhante, pode nos dar uma id\u00e9ia da vida terrestre, da vida espiritual e, enfim, de nossa nova exist\u00eancia? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Uma id\u00e9ia imperfeita, mas a imagem \u00e9 boa. N\u00e3o dever\u00e1, entretanto, ser tomada ao p\u00e9 da letra, como muitas vezes fazeis.<\/p>\n<p><strong>159 Que sensa\u00e7\u00e3o experimenta a alma no momento em que reconhece estar no mundo dos Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Isso depende. Se fizestes o mal com o desejo de faz\u00ea-lo, vos envergonhareis de t\u00ea-lo feito, num primeiro momento. Para o justo, \u00e9 bem diferente: \u00e9 como o al\u00edvio de um grande peso, porque n\u00e3o teme nenhum olhar indagador.<\/p>\n<p><strong>160 O Esp\u00edrito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que desencarnaram antes dele? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, de acordo com a afei\u00e7\u00e3o que havia entre eles, muitas vezes v\u00eam receb\u00ea-lo na volta ao mundo dos Esp\u00edritos e o ajudam a se desprender das faixas da mat\u00e9ria. Assim como reencontra tamb\u00e9m muitos que havia perdido de vista durante sua perman\u00eancia na Terra. V\u00ea os que est\u00e3o na erraticidade<a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-2-03.html#2\"><sup>2<\/sup><\/a>, como tamb\u00e9m vai visitar os que est\u00e3o encarnados.<\/p>\n<p><strong>161 Na morte violenta e acidental, quando os \u00f3rg\u00e3os ainda n\u00e3o est\u00e3o enfraquecidos pela idade ou por doen\u00e7as, a separa\u00e7\u00e3o da alma e o t\u00e9rmino da vida ocorrem simultaneamente? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Geralmente \u00e9 simult\u00e2neo, mas, em todos os casos, o momento dessa separa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito curto.<\/p>\n<p><strong>162 No caso de decapita\u00e7\u00e3o, por exemplo, o homem conserva por alguns instantes a consci\u00eancia de si mesmo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Muitas vezes a conserva durante alguns minutos, at\u00e9 que a vida org\u00e2nica tenha-se extinguido completamente. Mas \u00e0s vezes ocorre que a apreens\u00e3o da morte pode fazer com que perca a consci\u00eancia mesmo antes do instante do supl\u00edcio.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Trata-se aqui da consci\u00eancia que o supliciado pode ter de si mesmo, como homem e por interm\u00e9dio dos \u00f3rg\u00e3os, e n\u00e3o como Esp\u00edrito. Se n\u00e3o perdeu a consci\u00eancia antes do supl\u00edcio pode, ainda, conserv\u00e1-la por alguns instantes que s\u00e3o de uma dura\u00e7\u00e3o muito curta e cessa necessariamente com a vida org\u00e2nica do c\u00e9rebro, o que n\u00e3o implica que o perisp\u00edrito esteja completamente desligado do corpo. Pelo contr\u00e1rio: em todos os casos de morte violenta, quando n\u00e3o acontece pela extin\u00e7\u00e3o natural das for\u00e7as vitais, os la\u00e7os que unem o corpo ao perisp\u00edrito s\u00e3o muito <\/em>fortes<em>, e o desprendimento completo demora mais. <\/em><\/p>\n<p><strong>Perturba\u00e7\u00e3o espiritual<\/strong><\/p>\n<p><strong>163 A alma, ao deixar o corpo, tem imediatamente consci\u00eancia de si mesma? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Consci\u00eancia imediata n\u00e3o. Ela passa algum tempo como num estado de perturba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>164 Todos os Esp\u00edritos experimentam, no mesmo grau e com a mesma dura\u00e7\u00e3o, a perturba\u00e7\u00e3o que se segue \u00e0 separa\u00e7\u00e3o da alma e do corpo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, isso depende de sua eleva\u00e7\u00e3o. Aquele que j\u00e1 est\u00e1 depurado reconhece a sua nova situa\u00e7\u00e3o quase imediatamente, porque j\u00e1 se libertou da mat\u00e9ria durante a vida do corpo, enquanto o homem carnal, aquele cuja consci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 pura, conserva durante muito mais tempo as sensa\u00e7\u00f5es da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p><strong>165 O conhecimento do Espiritismo tem alguma influ\u00eancia sobre a dura\u00e7\u00e3o, mais ou menos longa, dessa perturba\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Uma influ\u00eancia muito grande, uma vez que o Esp\u00edrito j\u00e1 compreendia antecipadamente sua situa\u00e7\u00e3o. Mas a pr\u00e1tica do bem e a consci\u00eancia pura exercem maior influ\u00eancia.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>No momento da morte, tudo \u00e9 inicialmente confuso; a alma necessita de algum tempo para se reconhecer. Ela fica atordoada, semelhante \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de uma pessoa que desperta de um profundo sono e procura se dar conta da situa\u00e7\u00e3o. A lucidez das id\u00e9ias e a mem\u00f3ria do passado voltam \u00e0 medida que se apaga a influ\u00eancia da mat\u00e9ria da qual acaba de se libertar e \u00e0 medida que se vai dissipando uma esp\u00e9cie de n\u00e9voa que obscurece seus pensamentos. <\/em><\/p>\n<p><em>O tempo da perturba\u00e7\u00e3o que se segue \u00e0 morte do corpo \u00e9 bastante vari\u00e1vel. Pode ser de algumas horas, de muitos meses ou at\u00e9 mesmo de muitos anos. \u00c9 menos longa para aqueles que se identificaram j\u00e1 na vida terrena com seu estado futuro, porque compreendem imediatamente sua posi\u00e7\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p><em>Essa perturba\u00e7\u00e3o apresenta circunst\u00e2ncias particulares de acordo com o car\u00e1ter dos indiv\u00edduos e, principalmente, com o g\u00eanero de morte. Nas mortes violentas, por suic\u00eddio, supl\u00edcio, acidente, apoplexia<\/em><a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-2-03.html#3\"><sup>3<\/sup><\/a><em>, ferimentos, etc., o Esp\u00edrito fica surpreso, espantado e n\u00e3o acredita estar morto. Sustenta essa id\u00e9ia com insist\u00eancia e teimosia. Entretanto, v\u00ea seu corpo, sabe que \u00e9 o seu e n\u00e3o compreende que esteja separado dele. Procura aproximar-se de pessoas que estima, fala com elas e n\u00e3o compreende por que n\u00e3o o escutam. Essa ilus\u00e3o dura at\u00e9 o completo desprendimento do perisp\u00edrito. S\u00f3 ent\u00e3o o Esp\u00edrito reconhece o estado em que se encontra e compreende que n\u00e3o faz mais parte do mundo dos vivos. Esse fen\u00f4meno se explica facilmente. Surpreendido pela morte, o Esp\u00edrito fica atordoado com a brusca mudan\u00e7a que se operou nele. A morte \u00e9, para ele, sin\u00f4nimo de destrui\u00e7\u00e3o, de aniquilamento. Mas, como ainda pensa, v\u00ea, escuta, n\u00e3o se considera morto. O que aumenta ainda mais sua ilus\u00e3o \u00e9 o fato de se ver num corpo semelhante ao anterior, cuja natureza et\u00e9rea n\u00e3o teve ainda tempo de estudar. Acredita que seja s\u00f3lido e compacto como o primeiro; e quando percebe esse detalhe, se espanta por n\u00e3o poder apalp\u00e1-lo. Esse fen\u00f4meno \u00e9 semelhante ao que acontece com os son\u00e2mbulos inexperientes que n\u00e3o acreditam dormir, porque, para eles, o sono \u00e9 sin\u00f4nimo de suspens\u00e3o das atividades, e, como podem pensar livremente e ver, julgam n\u00e3o estar dormindo. Alguns Esp\u00edritos apresentam essa particularidade, embora a morte n\u00e3o tenha acontecido inesperadamente. Por\u00e9m, \u00e9 sempre mais generalizada naqueles que, apesar de estar doentes, n\u00e3o pensavam em morrer. V\u00ea-se, ent\u00e3o, o singular espet\u00e1culo de um Esp\u00edrito assistir ao seu enterro como sendo o de um estranho e falando sobre o assunto como se n\u00e3o lhe dissesse respeito, at\u00e9 o momento em que compreende a verdade. <\/em><\/p>\n<p><em>A perturba\u00e7\u00e3o que se segue \u00e0 morte nada tem de pesaroso para o homem de bem! \u00c9 calma e muito semelhante \u00e0 de um despertar tranq\u00fcilo. Para aquele cuja consci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 pura, a perturba\u00e7\u00e3o \u00e9 cheia de ansiedade e ang\u00fastias que aumentam \u00e0 medida que reconhece a situa\u00e7\u00e3o em que se encontra. <\/em><\/p>\n<p><em>Nos casos de morte coletiva, tem-se observado que os que perecem ao mesmo tempo nem sempre se rev\u00eaem imediatamente. Na perturba\u00e7\u00e3o que se segue \u00e0 morte, cada um vai para seu lado, ou apenas se preocupa com aqueles que lhe interessam. <\/em><\/p>\n<ol>\n<li><strong>Cris\u00e1lida<\/strong>: estado intermedi\u00e1rio entre lagarta e borboleta. No contexto, significa a transforma\u00e7\u00e3o, o vir a ser (N. E.).<\/li>\n<li>Veja a quest\u00e3o 223 e seguintes. (N. E.).<\/li>\n<li><strong>Apoplexia<\/strong>: les\u00e3o cerebral aguda; derrame cerebral (N. E.).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parte Segunda \u2013 Cap\u00edtulo 3 Retorno da vida corporal \u00e0 vida espiritual A alma ap\u00f3s a morte; sua individualidade. 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