{"id":4262,"date":"2016-06-29T21:58:12","date_gmt":"2016-06-30T00:58:12","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=4262"},"modified":"2016-06-29T22:43:27","modified_gmt":"2016-06-30T01:43:27","slug":"cap-6-223-a-329-vida-espirita","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-livro-dos-espiritos\/4-parte-segunda-mundo-espirita-ou-dos-espiritos\/cap-6-223-a-329-vida-espirita\/","title":{"rendered":"Cap 06 &#8211; 223 a 329 &#8211; vida esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"<p><strong>Parte Segunda \u2013 Cap\u00edtulo 6<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vida esp\u00edrita<\/strong><\/p>\n<p>Esp\u00edritos errantes \u2013 Mundos transit\u00f3rios \u2013 Percep\u00e7\u00f5es, sensa\u00e7\u00f5es e sofrimentos dos Esp\u00edritos \u2013 Ensaio te\u00f3rico sobre a sensa\u00e7\u00e3o nos Esp\u00edritos \u2013 Escolha das provas \u2013 Rela\u00e7\u00f5es ap\u00f3s a morte \u2013 Rela\u00e7\u00f5es de simpatia e antipatia dos Esp\u00edritos. Metades eternas \u2013 Lembran\u00e7a da exist\u00eancia corporal \u2013 Comemora\u00e7\u00e3o dos mortos. Funerais<\/p>\n<p><strong>Esp\u00edritos errantes<\/strong><\/p>\n<p><strong>223 A alma reencarna imediatamente ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o do corpo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Algumas vezes pode reencarnar imediatamente, mas normalmente s\u00f3 ap\u00f3s intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarna\u00e7\u00e3o \u00e9 quase sempre imediata. Nesses mundos em que a mat\u00e9ria corporal \u00e9 menos grosseira, o Esp\u00edrito, quando encarnado, desfruta de quase todos os seus atributos de Esp\u00edrito. Seu estado normal \u00e9 semelhante ao dos vossos son\u00e2mbulos l\u00facidos.<\/p>\n<p><strong>224 Em que se torna a alma no intervalo das encarna\u00e7\u00f5es? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Esp\u00edrito errante que aguarda nova oportunidade e a espera.<\/p>\n<p><strong>224 a Qual a dura\u00e7\u00e3o desses intervalos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 De algumas horas a alguns milhares de s\u00e9culos. N\u00e3o h\u00e1, propriamente falando, limite extremo estabelecido para o estado de erraticidade, que pode se prolongar por muito tempo, mas que nunca \u00e9 perp\u00e9tuo. O Esp\u00edrito sempre encontra, cedo ou tarde, a oportunidade de recome\u00e7ar uma exist\u00eancia que sirva de purifica\u00e7\u00e3o \u00e0s suas exist\u00eancias anteriores.<\/p>\n<p><strong>224 b Essa dura\u00e7\u00e3o est\u00e1 subordinada \u00e0 vontade do Esp\u00edrito ou pode ser imposta como expia\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 uma conseq\u00fc\u00eancia do livre-arb\u00edtrio. Os Esp\u00edritos t\u00eam perfeita consci\u00eancia do que fazem, mas para alguns \u00e9 tamb\u00e9m uma puni\u00e7\u00e3o que a Provid\u00eancia lhes imp\u00f5e<a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-2-06.html#1\"><sup>1<\/sup><\/a>. Outros pedem para que se prolongue, a fim de progredirem nos estudos que s\u00f3 podem ser feitos com proveito na condi\u00e7\u00e3o de Esp\u00edrito.<\/p>\n<p><strong>225 A erraticidade \u00e9, por si mesma, um sinal de inferioridade dos Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, porque existem Esp\u00edritos errantes de todos os graus. A encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 para o Esp\u00edrito um estado transit\u00f3rio. Como j\u00e1 dissemos, em seu estado normal, o Esp\u00edrito est\u00e1 liberto da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p><strong>226 Todos os Esp\u00edritos que n\u00e3o est\u00e3o encarnados s\u00e3o errantes? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Daqueles que devem reencarnar, sim. Mas os Esp\u00edritos puros que atingiram a perfei\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o errantes: seu estado \u00e9 definitivo.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Os Esp\u00edritos, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s qualidades \u00edntimas, s\u00e3o de diferentes ordens ou graus que v\u00e3o avan\u00e7ando sucessivamente \u00e0 medida que se depuram. Quanto ao estado em que se acham, podem ser: <\/em>encarnados<em>, ou seja, unidos a um corpo; <\/em>errantes<em>, quer dizer, despojados do corpo material \u00e0 espera de uma nova encarna\u00e7\u00e3o para se aperfei\u00e7oarem; <\/em>Esp\u00edritos puros<em>, perfeitos, que n\u00e3o t\u00eam mais necessidade de encarna\u00e7\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p><strong>227 De que maneira os Esp\u00edritos errantes se instruem? \u00c9 como n\u00f3s? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eles estudam seu passado e procuram os meios de se elevar. V\u00eaem, observam o que se passa nos lugares que percorrem; ouvem os ensinamentos dos homens esclarecidos e os conselhos dos Esp\u00edritos mais elevados que eles e isso lhes inspira id\u00e9ias que n\u00e3o tinham antes.<\/p>\n<p><strong>228 Os Esp\u00edritos conservam algumas das paix\u00f5es humanas? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Os Esp\u00edritos elevados, ao se libertarem do corpo, deixam as m\u00e1s paix\u00f5es e apenas guardam as do bem. Mas os Esp\u00edritos inferiores as conservam; de outra forma, seriam de primeira ordem.<\/p>\n<p><strong>229 Por que os Esp\u00edritos, ao deixar a Terra, n\u00e3o deixam tamb\u00e9m todas as m\u00e1s paix\u00f5es, uma vez que v\u00eaem os seus inconvenientes? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Tendes neste mundo pessoas que s\u00e3o excessivamente invejosas; acreditais que, quando o deixam, perdem esse defeito? Ap\u00f3s a partida da Terra, principalmente para os que tiveram paix\u00f5es muito intensas, uma esp\u00e9cie de atmosfera os acompanha, os envolve e todas essas coisas ruins se conservam, porque o Esp\u00edrito ainda est\u00e1 impregnado das vibra\u00e7\u00f5es da mat\u00e9ria. Entrev\u00ea a verdade apenas por alguns momentos, como para ter no\u00e7\u00e3o do bom caminho.<\/p>\n<p><strong>230 O Esp\u00edrito progride na erraticidade? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Pode melhorar-se muito, sempre de acordo com sua vontade e seu desejo. Mas \u00e9 na exist\u00eancia corporal que p\u00f5e em pr\u00e1tica as novas id\u00e9ias que adquiriu.<\/p>\n<p><strong>231 Os Esp\u00edritos errantes s\u00e3o felizes ou infelizes? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 S\u00e3o felizes ou infelizes de acordo com seu m\u00e9rito. S\u00e3o infelizes e sofrem por causa das paix\u00f5es das quais ainda conservaram a ess\u00eancia ou s\u00e3o felizes segundo estejam mais ou menos desmaterializados. No estado de erraticidade, o Esp\u00edrito entrev\u00ea o que lhe falta para ser mais feliz e procura os meios de alcan\u00e7\u00e1-lo. Por\u00e9m, nem sempre lhe \u00e9 permitido reencarnar conforme sua vontade, o que para ele \u00e9 uma puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>232 No estado de erraticidade, os Esp\u00edritos podem ir a todos os mundos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Depende. Quando o Esp\u00edrito deixa o corpo, n\u00e3o est\u00e1, apesar disso, completamente desprendido da mat\u00e9ria e ainda pertence ao mundo onde viveu ou a um do mesmo grau, a menos que, durante sua vida, tenha se elevado; esse \u00e9, ali\u00e1s, o objetivo a que deve pretender, sem o que nunca se aperfei\u00e7oar\u00e1. Ele pode, entretanto, ir a alguns mundos superiores, mas nesse caso \u00e9 como um estranho. Consegue, na verdade, apenas os entrever e isso \u00e9 o que lhe d\u00e1 o desejo de se aperfei\u00e7oar para ser digno da felicidade que l\u00e1 se desfruta e poder habit\u00e1-los mais tarde.<\/p>\n<p><strong>233 Os Esp\u00edritos j\u00e1 purificados v\u00e3o aos mundos inferiores? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 V\u00e3o muitas vezes a fim de ajud\u00e1-los a progredir. Sen\u00e3o esses mundos ficariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.<\/p>\n<p><strong>Mundos transit\u00f3rios<\/strong><\/p>\n<p><strong>234 Existem, como j\u00e1 foi dito, mundos que servem aos Esp\u00edritos errantes como est\u00e2ncias transit\u00f3rias ou locais de repouso? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, existem. S\u00e3o particularmente destinados aos seres errantes, que podem neles habitar temporariamente. S\u00e3o como acampamentos, campos para repousar de uma erraticidade bastante longa, condi\u00e7\u00e3o sempre um tanto angustiante. S\u00e3o posi\u00e7\u00f5es intermedi\u00e1rias entre os outros mundos, graduados de acordo com a natureza dos Esp\u00edritos que podem alcan\u00e7\u00e1-los e onde podem desfrutar de um bem-estar relativamente maior ou menor, conforme o caso.<\/p>\n<p><strong>234 a Os Esp\u00edritos que habitam esses mundos podem deix\u00e1-los quando querem? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, os Esp\u00edritos podem deix\u00e1-los para irem aonde devem ir. Imaginai-os como p\u00e1ssaros de passagem pousando numa ilha, esperando refazer suas for\u00e7as para alcan\u00e7ar seu objetivo.<\/p>\n<p><strong>235 Os Esp\u00edritos progridem durante sua estada nos mundos transit\u00f3rios? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Certamente. Os que neles se re\u00fanem \u00e9 com o objetivo de se instruir e poder mais facilmente obter a permiss\u00e3o de alcan\u00e7ar lugares melhores e chegar \u00e0 posi\u00e7\u00e3o que os eleitos atingem.<\/p>\n<p><strong>236 Os mundos transit\u00f3rios, por sua natureza especial, s\u00e3o perpetuamente destinados aos Esp\u00edritos errantes? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o; a posi\u00e7\u00e3o deles \u00e9 apenas tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>236 a Esses mundos s\u00e3o, ao mesmo tempo, habitados por seres corporais? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o; a superf\u00edcie \u00e9 est\u00e9ril. Aqueles que os habitam n\u00e3o t\u00eam necessidade de nada.<\/p>\n<p><strong>236 b Essa esterilidade \u00e9 permanente e resulta de sua natureza especial? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, s\u00e3o est\u00e9reis transitoriamente.<\/p>\n<p><strong>236 c Esses mundos s\u00e3o, por isso, desprovidos de belezas naturais? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A natureza se reflete nas belezas da imensidade, que s\u00e3o t\u00e3o admir\u00e1veis quanto o que chamais de belezas naturais.<\/p>\n<p><strong>236 d Visto que o estado desses mundos \u00e9 transit\u00f3rio, a Terra estar\u00e1 um dia nesse mesmo estado? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ela j\u00e1 esteve.<\/p>\n<p><strong>236 e Em que \u00e9poca? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Durante sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Nada \u00e9 in\u00fatil na natureza; tudo tem seu objetivo, sua finalidade. Nada est\u00e1 vazio, tudo est\u00e1 habitado, a vida est\u00e1 por todos os lugares. Desse modo, durante a longa s\u00e9rie de s\u00e9culos que se escoaram antes da apari\u00e7\u00e3o do homem sobre a Terra, durante esses lentos per\u00edodos de transi\u00e7\u00e3o atestados pelas camadas geol\u00f3gicas, antes mesmo da forma\u00e7\u00e3o dos primeiros seres org\u00e2nicos sobre essa massa informe, nesse caos \u00e1rido onde os elementos estavam desordenados, n\u00e3o havia aus\u00eancia de vida. Seres que n\u00e3o possu\u00edam nem necessidades nem sensa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas como as nossas, nela encontravam ref\u00fagio. Deus quis que, at\u00e9 mesmo nesse estado imperfeito, a Terra servisse para alguma coisa. Quem ousaria dizer que entre esses milhares de mundos que circulam na imensid\u00e3o universal apenas um, um dos menores, perdido na vastid\u00e3o, tivesse o privil\u00e9gio exclusivo de ser povoado? Qual seria a utilidade dos outros? Deus os teria feito apenas para recrea\u00e7\u00e3o dos nossos olhos? Suposi\u00e7\u00e3o absurda, incompat\u00edvel com a sabedoria que emana de todas as Suas obras e inadmiss\u00edvel quando se pensa na exist\u00eancia de todas as que n\u00e3o podemos perceber. Ningu\u00e9m contestar\u00e1 que nessa id\u00e9ia da exist\u00eancia de mundos ainda impr\u00f3prios \u00e0 vida material e, entretanto, povoados de seres com vida apropriada ao seu meio, h\u00e1 algo de grandioso e sublime, em que se encontra, talvez, a solu\u00e7\u00e3o de mais de um problema. <\/em><\/p>\n<p><strong>Percep\u00e7\u00f5es, sensa\u00e7\u00f5es e sofrimentos dos Esp\u00edritos<\/strong><\/p>\n<p><strong>237 A alma, quando est\u00e1 no mundo dos Esp\u00edritos, ainda possui as percep\u00e7\u00f5es que possu\u00eda em sua vida f\u00edsica? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim. Tem tamb\u00e9m outras que n\u00e3o possu\u00eda, porque o seu corpo era como um v\u00e9u que as dificultava e obscurecia. A intelig\u00eancia \u00e9 um dos atributos do Esp\u00edrito que se manifesta mais livremente quando n\u00e3o tem entraves.<\/p>\n<p><strong>238 As percep\u00e7\u00f5es e os conhecimentos dos Esp\u00edritos s\u00e3o ilimitados; numa palavra, eles sabem todas as coisas? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Quanto mais se aproximam da perfei\u00e7\u00e3o, mais sabem. Se s\u00e3o Esp\u00edritos Superiores, sabem muito. Os Esp\u00edritos inferiores s\u00e3o mais ou menos ignorantes sobre todas as coisas.<\/p>\n<p><strong>239 Os Esp\u00edritos conhecem o princ\u00edpio das coisas? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Conhecem de acordo com sua eleva\u00e7\u00e3o e pureza. Os Esp\u00edritos inferiores n\u00e3o sabem mais que os homens.<\/p>\n<p><strong>240 Os Esp\u00edritos compreendem o tempo como n\u00f3s? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o. \u00c9 por isso que v\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o nos compreendeis quando se trata de fixar datas ou \u00e9pocas.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>A id\u00e9ia e a a\u00e7\u00e3o do tempo para os Esp\u00edritos n\u00e3o s\u00e3o como n\u00f3s os compreendemos. O tempo, para eles, \u00e9 nulo, por assim dizer, e os s\u00e9culos, t\u00e3o longos para n\u00f3s, s\u00e3o, a seus olhos, apenas instantes que se perdem na eternidade, como o relevo do solo se apaga e desaparece para quem o v\u00ea de longe quando se eleva no espa\u00e7o. <\/em><\/p>\n<p><strong>241 Os Esp\u00edritos t\u00eam uma id\u00e9ia do presente mais precisa e exata do que n\u00f3s? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Do mesmo modo que aquele que v\u00ea claramente as coisas tem uma id\u00e9ia mais exata do que um cego. Os Esp\u00edritos v\u00eaem o que n\u00e3o vedes; logo, julgam de modo diferente de v\u00f3s. Mas lembramos mais uma vez: isso depende da eleva\u00e7\u00e3o de cada um.<\/p>\n<p><strong>242 Como \u00e9 que os Esp\u00edritos t\u00eam conhecimento do passado? Para eles, esse conhecimento \u00e9 ilimitado? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O passado, quando nos ocupamos dele, \u00e9 o presente, torna-se vivo, exatamente como lembrais do que vos impressionou fortemente durante um per\u00edodo, ou numa viagem a um lugar long\u00ednquo e estranho. Como Esp\u00edritos, j\u00e1 n\u00e3o temos mais o v\u00e9u material a nos obscurecer a intelig\u00eancia, eis por que nos lembramos das coisas que est\u00e3o apagadas para v\u00f3s. Mas os Esp\u00edritos n\u00e3o conhecem tudo, a come\u00e7ar pela sua pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>243 Os Esp\u00edritos conhecem o futuro? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Isso tamb\u00e9m depende da sua eleva\u00e7\u00e3o. Muitas vezes apenas o entrev\u00eaem, mas nem sempre lhes \u00e9 permitido revel\u00e1-lo. Quando o v\u00eaem, parece-lhes presente. O Esp\u00edrito adquire a vis\u00e3o do futuro mais claramente \u00e0 medida que se aproxima de Deus. Ap\u00f3s desencarnar, a alma v\u00ea e abrange num piscar de olhos suas migra\u00e7\u00f5es passadas, mas n\u00e3o pode ver o que Deus lhe reserva. Para isso \u00e9 preciso que esteja integrada a Deus, ap\u00f3s muitas e muitas exist\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>243 a Os Esp\u00edritos que atingem a perfei\u00e7\u00e3o absoluta t\u00eam conhecimento completo do futuro? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Completo n\u00e3o \u00e9 bem a palavra. S\u00f3 Deus \u00e9 o Soberano Senhor e ningu\u00e9m pode se igualar a Ele.<\/p>\n<p><strong>244 Os Esp\u00edritos v\u00eaem Deus? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 S\u00f3 os Esp\u00edritos Superiores O v\u00eaem e O compreendem. Os Esp\u00edritos inferiores O sentem e O pressentem f\u00edsica, moral e espiritualmente.<\/p>\n<p><strong>244 a Quando um Esp\u00edrito inferior diz que Deus lhe pro\u00edbe ou lhe permite uma coisa, como sabe que isso vem de Deus? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ele n\u00e3o v\u00ea a Deus, mas sente Sua soberania e, quando uma coisa n\u00e3o pode ser feita, ou uma palavra n\u00e3o pode ser dita, sente como intui\u00e7\u00e3o, uma advert\u00eancia invis\u00edvel que o pro\u00edbe de faz\u00ea-lo. V\u00f3s mesmos n\u00e3o tendes pressentimentos que s\u00e3o como advert\u00eancias secretas, para fazer ou n\u00e3o isso ou aquilo? O mesmo ocorre conosco, apenas num grau superior. Deveis compreender que a ess\u00eancia dos Esp\u00edritos, sendo mais sutil que a vossa, lhes d\u00e1 a possibilidade de melhor receber as advert\u00eancias divinas.<\/p>\n<p><strong>244 b A ordem \u00e9 transmitida por Deus ou por interm\u00e9dio de outros Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ela n\u00e3o vem diretamente de Deus. Para se comunicar com Deus, preciso \u00e9 ser digno disso. Deus transmite Suas ordens por Esp\u00edritos que se encontram muito elevados em perfei\u00e7\u00e3o e instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>245 O dom da vis\u00e3o, nos Esp\u00edritos, \u00e9 limitado e localizado, como nos seres corporais? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o; a vis\u00e3o est\u00e1 neles como um todo.<\/p>\n<p><strong>246 Os Esp\u00edritos t\u00eam necessidade da luz para ver? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 V\u00eaem por si mesmos e n\u00e3o t\u00eam necessidade da luz exterior. Para eles, n\u00e3o h\u00e1 trevas, a n\u00e3o ser aquelas em que podem se encontrar por expia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>247 Os Esp\u00edritos t\u00eam necessidade de se transportar para ver em dois lugares diferentes? Eles podem, por exemplo, ver simultaneamente os dois hemisf\u00e9rios do globo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Como o Esp\u00edrito se transporta com a rapidez do pensamento, pode-se dizer que v\u00ea tudo de uma s\u00f3 vez, em todos os lugares. Seu pensamento pode irradiar e se dirigir, ao mesmo tempo, a v\u00e1rios pontos diferentes, mas essa qualidade depende de sua pureza. Quanto menos for depurado, mais sua vis\u00e3o estar\u00e1 limitada. S\u00f3 Esp\u00edritos Superiores podem ter uma vis\u00e3o do conjunto.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>O dom de ver, nos Esp\u00edritos, \u00e9 uma propriedade inerente \u00e0 sua natureza e irradia em todo o seu ser, como a luz se irradia de todas as partes de um corpo luminoso. \u00c9 uma esp\u00e9cie de lucidez universal que se estende a tudo, envolve num s\u00f3 lance o espa\u00e7o, os tempos e as coisas e para a qual n\u00e3o h\u00e1 trevas ou obst\u00e1culos materiais. Compreende-se que deva ser assim. No homem, a vis\u00e3o funciona por meio de um \u00f3rg\u00e3o impressionado pela luz e, sem luz, fica na obscuridade. No Esp\u00edrito, como o dom da vis\u00e3o \u00e9 um atributo pr\u00f3prio, sendo desnecess\u00e1rio qualquer agente exterior, a vis\u00e3o n\u00e3o depende de luz. (Veja \u201cUbiq\u00fcidade\u201d, quest\u00e3o 92.) <\/em><\/p>\n<p><strong>248 O Esp\u00edrito v\u00ea as coisas t\u00e3o distintamente quanto n\u00f3s? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Mais distintamente, porque a sua vis\u00e3o penetra no que n\u00e3o podeis penetrar. Nada a obscurece.<\/p>\n<p><strong>249 O Esp\u00edrito percebe os sons? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim. Percebe at\u00e9 os que vossos rudes sentidos n\u00e3o podem perceber.<\/p>\n<p><strong>249 a O dom, a capacidade de ouvir, est\u00e1 em todo o seu ser, assim como a de ver? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Todas as percep\u00e7\u00f5es s\u00e3o atributos do Esp\u00edrito e fazem parte do seu ser. Quando est\u00e1 revestido de um corpo material, as percep\u00e7\u00f5es do exterior apenas lhe chegam pelo canal dos \u00f3rg\u00e3os correspondentes. Por\u00e9m, no estado de liberdade, essas percep\u00e7\u00f5es deixam de estar localizadas.<\/p>\n<p><strong>250 Sendo as percep\u00e7\u00f5es atributos pr\u00f3prios do Esp\u00edrito, pode deixar de us\u00e1-las? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O Esp\u00edrito s\u00f3 v\u00ea e ouve o que quer. Isso de uma maneira geral e, sobretudo, para os Esp\u00edritos elevados. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos que s\u00e3o imperfeitos, queiram ou n\u00e3o, ouvem e v\u00eaem freq\u00fcentemente aquilo que pode ser \u00fatil a seu adiantamento.<\/p>\n<p><strong>251 Os Esp\u00edritos s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0 m\u00fasica? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Quereis falar de vossa m\u00fasica? O que \u00e9 ela perante a m\u00fasica celeste cuja harmonia nada na Terra vos pode dar uma id\u00e9ia? Uma est\u00e1 para a outra como o canto de um selvagem est\u00e1 para uma suave melodia. Entretanto, Esp\u00edritos vulgares podem sentir um certo prazer ao ouvir vossa m\u00fasica, porque ainda n\u00e3o s\u00e3o capazes de compreender uma mais sublime. A m\u00fasica tem para os Esp\u00edritos encantos infinitos, em raz\u00e3o de suas qualidades sensitivas bastante desenvolvidas. A m\u00fasica celeste \u00e9 tudo o que a imagina\u00e7\u00e3o espiritual pode conceber de mais belo e mais suave.<\/p>\n<p><strong>252 Os Esp\u00edritos s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0s belezas da natureza? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 As belezas naturais dos globos s\u00e3o t\u00e3o diferentes que se est\u00e1 longe de as conhecer; mas os Esp\u00edritos s\u00e3o sens\u00edveis, sim, a essas belezas, sens\u00edveis conforme sua aptid\u00e3o em apreci\u00e1-las e compreend\u00ea-las. Para os Esp\u00edritos elevados h\u00e1 belezas de conjunto diante das quais desaparecem, por assim dizer, as belezas de detalhes.<\/p>\n<p><strong>253 Os Esp\u00edritos sentem nossas necessidades e sofrimentos f\u00edsicos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eles os conhecem, porque os sofreram, passaram por eles; mas n\u00e3o os sentem como v\u00f3s, materialmente, porque s\u00e3o Esp\u00edritos.<\/p>\n<p><strong>254 Os Esp\u00edritos sentem cansa\u00e7o e a necessidade do repouso? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o podem sentir o cansa\u00e7o como o entendeis; conseq\u00fcentemente, n\u00e3o t\u00eam necessidade de repouso corporal como o vosso, uma vez que n\u00e3o possuem \u00f3rg\u00e3os cujas for\u00e7as devam ser reparadas. Mas o Esp\u00edrito repousa, no sentido de que n\u00e3o tem uma atividade constante, embora n\u00e3o atue de uma maneira material. Sua a\u00e7\u00e3o \u00e9 toda intelectual e seu repouso, inteiramente moral; ou seja, h\u00e1 momentos em que seu pensamento deixa de ser t\u00e3o ativo e n\u00e3o mais se fixa num objetivo determinado. Esse instante \u00e9 um verdadeiro repouso, mas n\u00e3o \u00e9 compar\u00e1vel ao do corpo. O cansa\u00e7o que podem sentir os Esp\u00edritos est\u00e1 em raz\u00e3o de sua inferioridade, visto que, quanto mais elevados, menos o repouso lhes \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>255 Quando um Esp\u00edrito diz que sofre, que sofrimento sente? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ang\u00fastias morais, que o torturam mais dolorosamente do que os sofrimentos f\u00edsicos.<\/p>\n<p><strong>256 Como \u00e9 que alguns Esp\u00edritos se queixam de sofrer de frio e de calor? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Lembran\u00e7a do que tinham sofrido durante a vida, muitas vezes mais aflitiva que a realidade. \u00c9 freq\u00fcentemente uma compara\u00e7\u00e3o com que, na falta de coisa melhor, exprimem sua situa\u00e7\u00e3o. Quando se lembram do seu corpo, experimentam uma esp\u00e9cie de impress\u00e3o, como quando se tira um casaco e se tem a sensa\u00e7\u00e3o, por um tempo, que ainda se est\u00e1 vestido.<\/p>\n<p><strong>Ensaio te\u00f3rico sobre a sensa\u00e7\u00e3o nos Esp\u00edritos<\/strong><\/p>\n<p><strong>257 <\/strong>O corpo \u00e9 o instrumento da dor. Se n\u00e3o \u00e9 sua causa prim\u00e1ria, \u00e9, pelo menos, a causa imediata. A alma tem a percep\u00e7\u00e3o da dor: essa percep\u00e7\u00e3o \u00e9 o efeito. A lembran\u00e7a que a alma conserva disso pode ser de muito sofrimento, mas n\u00e3o pode provocar a\u00e7\u00e3o f\u00edsica. De fato, nem o frio, nem o calor podem desorganizar os tecidos da alma. Ela n\u00e3o pode congelar-se, nem queimar-se. N\u00e3o vemos todos os dias a lembran\u00e7a ou a preocupa\u00e7\u00e3o com um mal f\u00edsico produzir os efeitos desse mal, at\u00e9 mesmo ocasionar a morte? Todo mundo sabe que as pessoas que tiveram membros amputados sentem dor no membro que n\u00e3o existe mais. Certamente, n\u00e3o \u00e9 nesse membro que est\u00e1 a sede ou o ponto de partida da dor, mas no c\u00e9rebro, que conservou a impress\u00e3o da dor. Podem-se admitir, portanto, rea\u00e7\u00f5es semelhantes nos sofrimentos do Esp\u00edrito ap\u00f3s a morte. Um estudo mais aprofundado do perisp\u00edrito, que desempenha um papel t\u00e3o importante em todos os fen\u00f4menos esp\u00edritas como nas apari\u00e7\u00f5es vaporosas ou tang\u00edveis, como na circunst\u00e2ncia por que o Esp\u00edrito passa no momento da morte; na id\u00e9ia t\u00e3o freq\u00fcente de que ainda est\u00e1 vivo, no quadro t\u00e3o comovente dos suicidas e dos que foram martirizados, nos que se deixaram absorver pelos prazeres materiais e em tantos outros fatos, vieram lan\u00e7ar luz sobre a quest\u00e3o e deram lugar a explica\u00e7\u00f5es que resumimos a seguir.<\/p>\n<p>O perisp\u00edrito \u00e9 o la\u00e7o que une o Esp\u00edrito \u00e0 mat\u00e9ria do corpo. O Esp\u00edrito \u00e9 quem o forma, tirando elementos do meio ambiente e do fluido universal. Ele \u00e9 formado ao mesmo tempo de eletricidade, fluido magn\u00e9tico e at\u00e9 de alguma quantidade de mat\u00e9ria inerte. Pode-se dizer que \u00e9 a mat\u00e9ria pur\u00edssima, o princ\u00edpio da vida org\u00e2nica, mas n\u00e3o da vida intelectual. A vida intelectual est\u00e1 no Esp\u00edrito. \u00c9, al\u00e9m disso, o agente das sensa\u00e7\u00f5es exteriores. No corpo, essas sensa\u00e7\u00f5es se localizam nos \u00f3rg\u00e3os pr\u00f3prios que servem de canais condutores. Destru\u00eddo o corpo, as sensa\u00e7\u00f5es se tornam generalizadas. \u00c9 por isso que o Esp\u00edrito n\u00e3o diz sofrer mais da cabe\u00e7a do que dos p\u00e9s. \u00c9 preciso precau\u00e7\u00e3o para n\u00e3o confundir as sensa\u00e7\u00f5es do perisp\u00edrito, que se tornou independente, com as do corpo: podemos tomar essas sensa\u00e7\u00f5es apenas como compara\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o como analogia. Liberto do corpo, o Esp\u00edrito pode sofrer. Mas esse sofrimento n\u00e3o \u00e9 corporal, embora n\u00e3o seja exclusivamente moral, como o remorso, porque se queixa de frio e calor. Apesar disso, n\u00e3o sofre mais no inverno que no ver\u00e3o: n\u00f3s o temos visto atravessar as chamas sem sofrer nada, nenhuma dor, o fogo n\u00e3o lhe causa nenhuma impress\u00e3o. A dor que sente n\u00e3o \u00e9 f\u00edsica propriamente dita, \u00e9 um vago sentimento \u00edntimo que o pr\u00f3prio Esp\u00edrito nem sempre entende, precisamente porque a dor n\u00e3o est\u00e1 localizada e n\u00e3o \u00e9 produzida por agentes externos: \u00e9 mais uma lembran\u00e7a do que uma realidade, mas \u00e9 uma recorda\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dolorosa. H\u00e1, entretanto, algumas vezes, mais que uma lembran\u00e7a, como iremos ver.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia nos ensina que no momento da morte o perisp\u00edrito se desprende mais ou menos lentamente do corpo. Nos primeiros instantes seguidos ao desencarne, o Esp\u00edrito n\u00e3o entende a sua situa\u00e7\u00e3o: n\u00e3o acredita estar morto, sente-se vivo, v\u00ea seu corpo de um lado, sabe que \u00e9 seu e n\u00e3o entende por que est\u00e1 separado dele. Essa situa\u00e7\u00e3o persiste enquanto o la\u00e7o entre o corpo e o perisp\u00edrito n\u00e3o se romper por completo. Um suicida nos disse: \u201cN\u00e3o, n\u00e3o estou morto\u201d, e acrescentava:\u201cE, entretanto, sinto os vermes que me roem\u201d. Por\u00e9m, seguramente, os vermes n\u00e3o ro\u00edam o seu perisp\u00edrito, e muito menos o Esp\u00edrito; ro\u00edam-lhe apenas o corpo. Mas como a separa\u00e7\u00e3o do corpo e do perisp\u00edrito n\u00e3o estava conclu\u00edda, disso se originava uma esp\u00e9cie de repercuss\u00e3o moral que lhe transmitia a sensa\u00e7\u00e3o do que se passava no seu corpo. Repercuss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 bem a palavra que d\u00ea a id\u00e9ia exata do que ocorre, porque pode fazer supor um efeito muito material. Era antes e de fato a vis\u00e3o do que se passava no cad\u00e1ver, que ainda estava ligado ao seu perisp\u00edrito, produzindo nele essa sensa\u00e7\u00e3o que tomava como real, como aut\u00eantica. Desse modo, n\u00e3o era uma lembran\u00e7a, uma vez que durante sua vida nunca tinha sido ro\u00eddo por vermes; era uma sensa\u00e7\u00e3o nova e atual. Vemos, assim, que dedu\u00e7\u00f5es se podem tirar dos fatos, quando observados atentamente.<\/p>\n<p>Durante a vida, o corpo recebe as impress\u00f5es exteriores e as transmite ao Esp\u00edrito por interm\u00e9dio do perisp\u00edrito, que constitui, provavelmente, o que se chama de fluido nervoso. Estando o corpo morto, n\u00e3o sente mais nada, porque n\u00e3o possui mais Esp\u00edrito, nem perisp\u00edrito. O perisp\u00edrito, desprendido do corpo, experimenta a sensa\u00e7\u00e3o, mas como ela n\u00e3o lhe chega mais por um canal limitado, pr\u00f3prio, torna-se geral. Portanto, como o perisp\u00edrito \u00e9 na realidade um agente de transmiss\u00e3o das sensa\u00e7\u00f5es que se produzem do corpo para o Esp\u00edrito, porque \u00e9 no Esp\u00edrito que est\u00e1 a consci\u00eancia, disso se deduz que, se pudesse existir perisp\u00edrito sem Esp\u00edrito, ele n\u00e3o sentiria mais do que sente um corpo morto. Da mesma forma, se o Esp\u00edrito n\u00e3o tivesse perisp\u00edrito, seria inacess\u00edvel a qualquer sensa\u00e7\u00e3o dolorosa, como ocorre com os Esp\u00edritos completamente purificados. Sabemos que, quanto mais o Esp\u00edrito se purifica, mais a ess\u00eancia do perisp\u00edrito se torna et\u00e9rea, do que se conclui que a influ\u00eancia material diminui \u00e0 medida que o Esp\u00edrito progride e, por conseq\u00fc\u00eancia, o pr\u00f3prio perisp\u00edrito torna-se menos grosseiro.<\/p>\n<p>Mas, dir\u00e3o, as sensa\u00e7\u00f5es agrad\u00e1veis s\u00e3o transmitidas ao Esp\u00edrito por meio do perisp\u00edrito, da mesma forma que as sensa\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis; sendo o Esp\u00edrito puro inacess\u00edvel a umas, deve ser igualmente inacess\u00edvel a outras. Sim, sem d\u00favida, assim \u00e9 de fato para as sensa\u00e7\u00f5es que prov\u00eam unicamente da influ\u00eancia da mat\u00e9ria que conhecemos, por exemplo: o som de nossos instrumentos e o perfume de nossas flores n\u00e3o lhes causam nenhuma impress\u00e3o. Por\u00e9m, o Esp\u00edrito t\u00eam sensa\u00e7\u00f5es \u00edntimas de um encanto indefin\u00edvel, das quais n\u00e3o podemos fazer nenhuma id\u00e9ia, por sermos, a esse respeito, como cegos de nascen\u00e7a perante a luz: sabemos que elas existem, mas por que meio se produzem n\u00e3o o sabemos. Termina a\u00ed nossa ci\u00eancia. Sabemos que o Esp\u00edrito t\u00eam percep\u00e7\u00e3o, sensa\u00e7\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, vis\u00e3o; que essas faculdades s\u00e3o generalizadas por todo o ser, e n\u00e3o, como no homem, s\u00f3 em uma parte do seu ser. Mas de que modo ele as tem? \u00c9 o que n\u00e3o sabemos. Os pr\u00f3prios Esp\u00edritos n\u00e3o podem nos dar id\u00e9ia precisa, porque a nossa linguagem n\u00e3o pode exprimir id\u00e9ias que n\u00e3o conhecemos, da mesma forma que para os selvagens n\u00e3o h\u00e1 termos para exprimir nossas artes, ci\u00eancias e doutrinas filos\u00f3ficas.<\/p>\n<p>Ao dizer que os Esp\u00edritos s\u00e3o inacess\u00edveis \u00e0s impress\u00f5es de nossa mat\u00e9ria, estamos nos referindo aos Esp\u00edritos muito elevados, cujo envolt\u00f3rio et\u00e9reo n\u00e3o tem nada de semelhante ao que conhecemos aqui na Terra. O mesmo n\u00e3o ocorre com os de perisp\u00edrito mais denso: estes percebem nossos sons e odores, mas n\u00e3o por uma parte limitada de sua individualidade, como quando encarnados. Pode-se dizer que neles as vibra\u00e7\u00f5es moleculares se fazem sentir em todo seu ser e chegam assim ao seu sensoriumcommune<a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-2-06.html#2\"><sup>2<\/sup><\/a>, que \u00e9 o pr\u00f3prio Esp\u00edrito, embora de um modo diferente, o que produz uma modifica\u00e7\u00e3o na percep\u00e7\u00e3o. Eles ouvem o som de nossa voz e, no entanto, nos compreendem sem necessidade da palavra, apenas pela transmiss\u00e3o do pensamento; isso vem em apoio ao que dissemos: a percep\u00e7\u00e3o dessas vibra\u00e7\u00f5es \u00e9 t\u00e3o mais f\u00e1cil quanto mais desmaterializado est\u00e1 o Esp\u00edrito. Quanto \u00e0 vis\u00e3o, \u00e9 independente de nossa luz. O dom da vis\u00e3o \u00e9 um atributo essencial da alma, para ela n\u00e3o h\u00e1 obscuridade; mas \u00e9 mais ampla e penetrante para os que est\u00e3o mais purificados. A alma ou o Esp\u00edrito tem nela mesma todos os dons e recursos de todas as percep\u00e7\u00f5es. Na vida corporal s\u00e3o limitados pela grosseria dos \u00f3rg\u00e3os f\u00edsicos; na vida extracorporal s\u00e3o cada vez menos limitados, \u00e0 medida que menos denso se torna o envolt\u00f3rio semimaterial.<\/p>\n<p>Esse envolt\u00f3rio, o perisp\u00edrito, tirado do meio ambiente, varia de acordo com a natureza dos mundos. Ao passar de um mundo para outro, os Esp\u00edritos mudam de envolt\u00f3rio, assim como mudamos de roupa quando passamos do inverno para o ver\u00e3o, ou de um p\u00f3lo para o Equador. Os Esp\u00edritos mais elevados, quando v\u00eam nos visitar, se revestem do perisp\u00edrito terrestre e, assim, suas percep\u00e7\u00f5es s\u00e3o como as dos Esp\u00edritos do lugar onde est\u00e3o. Por\u00e9m, todos, tanto inferiores quanto superiores, apenas ouvem e sentem o que querem ouvir ou sentir. Tendo em vista que n\u00e3o possuem os \u00f3rg\u00e3os sensitivos, podem tornar, \u00e0 vontade, suas percep\u00e7\u00f5es ativas ou nulas; h\u00e1 apenas uma situa\u00e7\u00e3o a que s\u00e3o obrigados: a de ouvir os conselhos dos bons Esp\u00edritos. A vis\u00e3o \u00e9 sempre ativa, mas podem reciprocamente se tornar invis\u00edveis uns aos outros. De acordo com a posi\u00e7\u00e3o que ocupam, podem se ocultar dos que lhes s\u00e3o inferiores, mas n\u00e3o dos superiores. Nos primeiros momentos que se seguem ao desencarne, a vis\u00e3o do Esp\u00edrito \u00e9 sempre perturbada e confusa; por\u00e9m, vai se aclarando \u00e0 medida que se liberta do corpo f\u00edsico e pode adquirir nitidez igual \u00e0 que tinha durante a vida terrena, al\u00e9m de contar com a possibilidade de poder ver atrav\u00e9s dos corpos que s\u00e3o opacos para n\u00f3s. Quanto a poder alcan\u00e7ar a vis\u00e3o do espa\u00e7o infinito, do futuro e do passado, depende do grau de pureza e da eleva\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Toda essa teoria, alegar\u00e3o alguns, n\u00e3o \u00e9 nada tranq\u00fcilizadora. Pens\u00e1vamos que uma vez livres do corpo, instrumento de nossas dores, n\u00e3o sofrer\u00edamos mais. Agora nos dizeis que ainda sofreremos, desta ou daquela forma, mas que ser\u00e1 sempre sofrimento. Ah, sim! Podemos ainda sofrer, e muito, por um longo tempo, mas podemos tamb\u00e9m parar de sofrer, j\u00e1 desde o instante em que deixarmos a vida corporal.<\/p>\n<p>Os sofrimentos aqui da Terra, algumas vezes, independem de n\u00f3s, mas muitos s\u00e3o as conseq\u00fc\u00eancias da nossa vontade, e se buscarmos as origens constataremos que, em sua maior parte, resultam de causas que poder\u00edamos evitar. Quantos males, quantas enfermidades o homem n\u00e3o deve aos seus excessos, \u00e0 sua ambi\u00e7\u00e3o, \u00e0s suas paix\u00f5es? O homem que sempre tivesse vivido sobriamente, que n\u00e3o tivesse cometido abusos, que sempre tivesse sido simples em seus gostos, modesto em seus desejos, se pouparia de muitos sofrimentos. O mesmo acontece com o Esp\u00edrito: as ang\u00fastias que enfrenta s\u00e3o a conseq\u00fc\u00eancia da maneira como viveu na Terra. Sem d\u00favida, n\u00e3o ter\u00e1 mais artrite nem reumatismo, mas ter\u00e1 outros sofrimentos que n\u00e3o s\u00e3o menores. Temos visto que os sofrimentos que sente s\u00e3o causados pelos la\u00e7os que ainda existem entre ele e a mat\u00e9ria e, quanto mais se desmaterializa, menos tem sensa\u00e7\u00f5es dolorosas. Portanto, depende do homem querer libertar-se dessa influ\u00eancia j\u00e1 em vida; tem seu livre-arb\u00edtrio e, conseq\u00fcentemente, a escolha entre fazer e n\u00e3o fazer. Que ele dome suas paix\u00f5es brutais, n\u00e3o tenha \u00f3dio, inveja, ci\u00fame, nem orgulho; que purifique sua alma pelos bons sentimentos; que fa\u00e7a o bem; que d\u00ea \u00e0s coisas deste mundo a import\u00e2ncia que merecem; ent\u00e3o, ainda no corpo f\u00edsico, j\u00e1 estar\u00e1 purificado, desprendido da mat\u00e9ria, e quando o deixar n\u00e3o sofrer\u00e1 mais sua influ\u00eancia. Os sofrimentos f\u00edsicos que experimentou n\u00e3o deixar\u00e3o nenhuma lembran\u00e7a dolorosa; n\u00e3o restar\u00e1 nenhuma impress\u00e3o desagrad\u00e1vel, porque afetou apenas o corpo e n\u00e3o o Esp\u00edrito. Ficar\u00e1 feliz por estar livre delas, e a calma de sua consci\u00eancia o livrar\u00e1 de todo sofrimento moral.<\/p>\n<p>Interrogamos milhares de Esp\u00edritos que haviam pertencido a todas as classes da sociedade e a todas as posi\u00e7\u00f5es sociais, quando na Terra. N\u00f3s os estudamos em todos os per\u00edodos de sua vida esp\u00edrita, desde o instante em que deixaram o corpo; n\u00f3s os seguimos passo a passo na vida ap\u00f3s a morte para observar as mudan\u00e7as que se operavam neles, nas id\u00e9ias, nas sensa\u00e7\u00f5es. E sob esse aspecto, os homens mais simples foram os que nos forneceram materiais de estudo mais preciosos, porque notamos sempre que os sofrimentos est\u00e3o relacionados \u00e0 conduta que tiveram na vida corp\u00f3rea da qual sofrem as conseq\u00fc\u00eancias, e que essa nova exist\u00eancia \u00e9 fonte de uma felicidade indescrit\u00edvel para aqueles que seguiram o bom caminho. Deduz-se que sofrem porque merecem e s\u00f3 podem queixar-se de si mesmos, tanto neste quanto no outro mundo.<\/p>\n<p><strong>Escolha das provas<\/strong><\/p>\n<p><strong>258 Na espiritualidade, antes de come\u00e7ar uma nova exist\u00eancia corporal, o Esp\u00edrito tem consci\u00eancia e previs\u00e3o das coisas que acontecer\u00e3o durante sua vida? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ele mesmo escolhe o g\u00eanero de provas que quer passar. Nisso consiste seu livre-arb\u00edtrio.<\/p>\n<p><strong>258 a Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 Deus que imp\u00f5e os sofrimentos da vida como castigo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Nada acontece sem a permiss\u00e3o de Deus, que estabeleceu todas as leis que regem o universo. Perguntareis, ent\u00e3o, por que Ele fez esta lei em vez daquela. Ao dar ao Esp\u00edrito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade de seus atos e de suas conseq\u00fc\u00eancias, nada impede seu futuro; o caminho do bem est\u00e1 \u00e0 frente dele, assim como o do mal. Mas, se fracassa, resta-lhe uma consola\u00e7\u00e3o: nem tudo est\u00e1 acabado para ele. Deus, em sua bondade, deixa-o livre para recome\u00e7ar, reparando o que fez de mal. \u00c9 preciso, ali\u00e1s, distinguir o que \u00e9 obra da vontade de Deus e o que \u00e9 obra do homem. Se um perigo vos amea\u00e7a, n\u00e3o fostes v\u00f3s que o criastes, foi Deus; mas tendes a liberdade de vos expor a ele, por terdes visto a\u00ed um meio de adiantamento, e Deus o permitiu.<\/p>\n<p><strong>259 Se o Esp\u00edrito tem a escolha do g\u00eanero de prova que deve passar, todas as dificuldades que experimentamos na vida foram previstas e escolhidas por n\u00f3s? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Todas n\u00e3o \u00e9 a palavra, porque n\u00e3o se pode dizer que escolhestes e previstes tudo que vos acontece neste mundo, at\u00e9 nas menores coisas. V\u00f3s escolhestes os g\u00eaneros das provas; os detalhes s\u00e3o conseq\u00fc\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o em que viveis e, freq\u00fcentemente, de vossas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es. Se o Esp\u00edrito quis nascer entre criminosos, por exemplo, sabia dos riscos a que se exporia, mas n\u00e3o tinha conhecimento dos atos que viria a praticar; esses atos s\u00e3o efeito de sua vontade ou de seu livre-arb\u00edtrio. O Esp\u00edrito sabe que, ao escolher um caminho, ter\u00e1 uma luta a suportar; sabe a natureza e a diversidade das coisas que enfrentar\u00e1, mas n\u00e3o sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes dos acontecimentos nascem das circunst\u00e2ncias e da for\u00e7a das coisas. Somente os grandes acontecimentos que influem na vida est\u00e3o previstos. Se seguis um caminho cheio de sulcos profundos, sabeis que deveis tomar grandes precau\u00e7\u00f5es, porque tendes a probabilidade de cair, mas n\u00e3o sabeis em qual deles caireis; pode ser que a queda n\u00e3o aconte\u00e7a, se fordes prudente o bastante. Se, ao passar na rua, uma telha cai na vossa cabe\u00e7a, n\u00e3o acrediteis que estava escrito, como se diz vulgarmente.<\/p>\n<p><strong>260 Como o Esp\u00edrito pode querer nascer entre pessoas de m\u00e1 conduta? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 preciso que seja enviado para um meio em que possa se defrontar com a prova que pediu. Pois bem! \u00c9 preciso que haja identidade de rela\u00e7\u00f5es e semelhan\u00e7as, que os semelhantes se atraiam: para lutar contra o instinto do roubo, \u00e9 preciso que se encontre entre pessoas que roubam.<\/p>\n<p><strong>260 a Se n\u00e3o houvesse pessoas de m\u00e1 conduta na Terra, o Esp\u00edrito n\u00e3o encontraria nela o meio necess\u00e1rio para passar por determinadas provas? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 E seria o caso de lastimar se isso acontecesse? \u00c9 o que ocorre nos mundos superiores, onde o mal n\u00e3o tem acesso porque h\u00e1 somente Esp\u00edritos bons. Fazei que o mesmo aconte\u00e7a na vossa Terra.<\/p>\n<p><strong>261 O Esp\u00edrito, nas provas que deve passar para atingir a perfei\u00e7\u00e3o, deve experimentar todas as tenta\u00e7\u00f5es? Deve passar por todas as circunst\u00e2ncias que podem incitar o orgulho, a inveja, a avareza, a sensualidade, etc.? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Certamente que n\u00e3o, uma vez que sabeis que h\u00e1 Esp\u00edritos que, desde o come\u00e7o, tomam um caminho que os livra de muitas provas; mas, aquele que se deixa levar pelo mau caminho corre todos os perigos desse caminho. Um Esp\u00edrito, por exemplo, pode pedir a riqueza e esta ser concedida; ent\u00e3o, de acordo com seu car\u00e1ter, poder\u00e1 tornar-se avarento ou pr\u00f3digo, ego\u00edsta ou generoso, ou se entregar a todos os prazeres da sensualidade; mas isso n\u00e3o quer dizer que tenha que passar for\u00e7osamente por todas essas tend\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>262 Como pode o Esp\u00edrito em sua origem, simples, ignorante e sem experi\u00eancia, escolher uma exist\u00eancia com conhecimento de causa e ser respons\u00e1vel por essa escolha? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Deus supre sua inexperi\u00eancia ao tra\u00e7ar-lhe o caminho que deve seguir, como o fazeis com uma crian\u00e7a desde o ber\u00e7o. Deixa-o, por\u00e9m, livre para escolher, \u00e0 medida que seu livre-arb\u00edtrio se desenvolve. \u00c9 ent\u00e3o que muitas vezes se extravia ao seguir o mau caminho, se n\u00e3o escuta os conselhos dos bons Esp\u00edritos; \u00e9 o que se pode chamara queda do homem.<\/p>\n<p><strong>262 a Quando o Esp\u00edrito usa seu livre-arb\u00edtrio, a escolha da exist\u00eancia corporal depende sempre de sua vontade, ou essa exist\u00eancia pode ser imposta pela vontade de Deus como expia\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Deus sabe esperar: n\u00e3o apressa a expia\u00e7\u00e3o. No entanto, perante a Lei, um Esp\u00edrito pode ter uma encarna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria quando, por sua inferioridade, ou m\u00e1 vontade, n\u00e3o est\u00e1 apto a compreender o que lhe poderia ser mais \u00fatil e quando essa encarna\u00e7\u00e3o pode servir \u00e0 sua purifica\u00e7\u00e3o e adiantamento, ao mesmo tempo que lhe sirva de expia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>263 O Esp\u00edrito faz sua escolha imediatamente ap\u00f3s a morte? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, muitos acreditam na eternidade das penas e, como j\u00e1 foi dito, pensar assim representa para eles um castigo. (Veja a quest\u00e3o 101).<\/p>\n<p><strong>264 Como o Esp\u00edrito escolhe as provas que quer suportar? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ele escolhe as que podem ser para ele uma expia\u00e7\u00e3o, pela natureza de seus erros, e lhe permitam avan\u00e7ar mais rapidamente. Uns podem, ao escolher, se impor uma vida de mis\u00e9rias e priva\u00e7\u00f5es para tentar suport\u00e1-la com coragem; outros querem se experimentar nas tenta\u00e7\u00f5es da riqueza e do poder, muito perigosas, pelo abuso e o mau uso que delas se possa fazer e pelas paix\u00f5es inferiores que desenvolvem; outros, enfim, preferem se experimentar nas lutas que t\u00eam que sustentar em contato com o v\u00edcio.<\/p>\n<p><strong>265 Se alguns Esp\u00edritos escolhem o contato com o v\u00edcio como prova, h\u00e1 aqueles que o escolhem por simpatia e desejo de viver num meio conforme seu gosto, ou para se entregar completamente \u00e0s tend\u00eancia materiais? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 H\u00e1, sem d\u00favida. Mas s\u00f3 fazem essa escolha os que t\u00eam o senso moral ainda pouco desenvolvido; a prova\u00e7\u00e3o est\u00e1 em viver a escolha que fizeram e a sofrem por longo tempo. Cedo ou tarde, compreender\u00e3o que a satisfa\u00e7\u00e3o das paix\u00f5es brutais traz conseq\u00fc\u00eancias deplor\u00e1veis, e o sofrimento lhes parecer\u00e1 eterno. Poder\u00e3o permanecer nesse estado at\u00e9 que se tornem conscientes da falta em que incorreram, e ent\u00e3o eles mesmos pedem a Deus para resgat\u00e1-las em provas libertadoras.<\/p>\n<p><strong>266 N\u00e3o parece natural escolher as provas menos dolorosas? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Para v\u00f3s, sim; para o Esp\u00edrito, n\u00e3o. Quando se est\u00e1 liberto da mat\u00e9ria, a ilus\u00e3o cessa e a forma de pensar \u00e9 outra.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>O homem na Terra, sob a influ\u00eancia das id\u00e9ias terrenas, v\u00ea nas suas provas apenas o lado doloroso. Por isso lhe pareceria natural escolher as que, em seu ponto de vista, pudessem se conciliar com os prazeres materiais. Por\u00e9m, na vida espiritual, compara esses prazeres ilus\u00f3rios e grosseiros com a felicidade inalter\u00e1vel que percebe, e, ent\u00e3o, nenhuma import\u00e2ncia d\u00e1 aos sofrimentos passageiros da Terra. O Esp\u00edrito pode, em vista disso, escolher a prova mais rude e, conseq\u00fcentemente, a mais angustiosa exist\u00eancia, na esperan\u00e7a de atingir mais depressa um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o rem\u00e9dio mais desagrad\u00e1vel para se curar mais depressa. Aquele que deseja ver seu nome ligado \u00e0 descoberta de um pa\u00eds desconhecido n\u00e3o escolhe um caminho florido; sabe dos perigos que corre, mas tamb\u00e9m sabe da gl\u00f3ria que o espera se for bem-sucedido. <\/em><\/p>\n<p><em>A doutrina da liberdade na escolha de nossas exist\u00eancias e das provas que devemos suportar deixa de causar espanto ou surpresa, se considerarmos que os Esp\u00edritos livres da mat\u00e9ria apreciam as coisas de maneira diferente da nossa. Percebem que h\u00e1 um objetivo, bem mais s\u00e9rio do que os prazeres ilus\u00f3rios do mundo e, ap\u00f3s cada exist\u00eancia, v\u00eaem o passo que deram e compreendem o que ainda lhes falta de pureza para atingi-lo. Eis por que se submetem voluntariamente a todas as altern\u00e2ncias e \u00e0s dificuldades da vida corporal, pedindo, eles mesmos, aquelas que lhes permitam alcan\u00e7ar mais prontamente o objetivo a que almejam. N\u00e3o h\u00e1, portanto, motivo de estranheza no fato de o Esp\u00edrito n\u00e3o escolher uma exist\u00eancia mais suave. No estado de imperfei\u00e7\u00e3o em que se acha, o Esp\u00edrito n\u00e3o pode querer uma exist\u00eancia feliz, sem amargura; ele a pressente e antev\u00ea, e \u00e9 para atingi-la que procura melhorar-se. <\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o temos, ali\u00e1s, todos os dias, perante os olhos, exemplos de experi\u00eancias parecidas? O que faz o homem que trabalha uma parte de sua vida, sem tr\u00e9gua nem descanso, para reunir posses que lhe garantam o bem-estar, sen\u00e3o uma tarefa que se imp\u00f4s tendo em vista um futuro melhor? O militar que se arrisca numa miss\u00e3o perigosa, o viajante que enfrenta os maiores perigos no interesse da ci\u00eancia ou de sua fortuna; o que isso representa, sen\u00e3o provas volunt\u00e1rias que lhes devem proporcionar honra e proveito, se forem bem-sucedidos? A que n\u00e3o se submete e n\u00e3o se exp\u00f5e o homem por seu interesse ou gl\u00f3ria? Os concursos n\u00e3o s\u00e3o tamb\u00e9m provas volunt\u00e1rias \u00e0s quais se submete, para se elevar na carreira que escolheu? N\u00e3o se chega a uma posi\u00e7\u00e3o importante, qualquer que seja, nas ci\u00eancias, nas artes, na ind\u00fastria, sen\u00e3o passando por posi\u00e7\u00f5es inferiores que s\u00e3o tamb\u00e9m provas. A vida humana \u00e9 uma c\u00f3pia da vida espiritual, na qual encontramos, em escala pequena, todas as mesmas perip\u00e9cias. Se, na vida terrestre, escolhemos freq\u00fcentemente as provas mais rudes, visando a um objetivo mais elevado, por que o Esp\u00edrito, que v\u00ea mais longe e para quem a vida terrestre \u00e9 apenas um incidente passageiro, n\u00e3o escolheria uma exist\u00eancia laboriosa e de ren\u00fancia, sabendo que ela deve conduzi-lo a uma felicidade eterna? Aqueles que dizem que, se o homem tem o direito de escolha de sua exist\u00eancia, pediriam para ser pr\u00edncipes ou milion\u00e1rios s\u00e3o como m\u00edopes, que v\u00eaem apenas o que tocam, ou como crian\u00e7as gulosas, \u00e0s quais, quando se pergunta que profiss\u00e3o pretendem, respondem: pasteleiros ou confeiteiros. <\/em><\/p>\n<p><em>Como um viajante que, no fundo do vale emba\u00e7ado pelo nevoeiro, n\u00e3o v\u00ea a dist\u00e2ncia, nem os pontos extremos de seu caminho; mas, uma vez chegado ao cume da montanha, divisa o caminho que percorreu e o que lhe resta percorrer; v\u00ea seu objetivo, os obst\u00e1culos que ainda tem a transpor e pode, ent\u00e3o, planejar com mais seguran\u00e7a os meios para atingi-lo. O Esp\u00edrito encarnado \u00e9 semelhante ao viajante no fundo do vale. Liberto dos la\u00e7os terrestres, sua vis\u00e3o tem o completo dom\u00ednio da sua destina\u00e7\u00e3o, como aquele que est\u00e1 no cume da montanha. Para o viajante, o objetivo \u00e9 o repouso ap\u00f3s o cansa\u00e7o; para o Esp\u00edrito, \u00e9 a felicidade suprema ap\u00f3s as dificuldades e as provas. <\/em><\/p>\n<p><em>Todos os Esp\u00edritos dizem que, na espiritualidade, pesquisam, estudam e observam para fazer sua escolha. N\u00e3o temos um exemplo desse fato na vida corporal? N\u00e3o procuramos freq\u00fcentemente, durante anos, a carreira em que fixamos livremente nossa escolha, por acreditarmos ser a mais apropriada para fazermos nosso caminho? Se fracassamos numa, escolhemos outra. Cada carreira que abra\u00e7amos \u00e9 uma fase, um per\u00edodo da vida. Cada dia n\u00e3o \u00e9 empregado para planejar o que faremos no dia seguinte? Portanto, o que s\u00e3o as diferentes exist\u00eancias corporais para o Esp\u00edrito sen\u00e3o etapas, per\u00edodos, dias de sua vida esp\u00edrita, que \u00e9, como sabemos, sua vida normal, uma vez que a corp\u00f3rea \u00e9 apenas transit\u00f3ria e passageira? <\/em><\/p>\n<p><strong>267 O Esp\u00edrito pode escolher suas provas, quando j\u00e1 encarnado? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Seu desejo pode ter influ\u00eancia, dependendo da inten\u00e7\u00e3o com que as deseja; mas, como Esp\u00edrito, v\u00ea freq\u00fcentemente as coisas muito diferentes. \u00c9 apenas o Esp\u00edrito que faz a escolha; mas, afirmamos mais uma vez, \u00e9 poss\u00edvel. Ele pode faz\u00ea-la na vida material, porque para o Esp\u00edrito h\u00e1 sempre momentos em que fica independente da mat\u00e9ria que habita.<\/p>\n<p><strong>267 a Muitas pessoas desejam poder e riqueza; n\u00e3o \u00e9, certamente, como expia\u00e7\u00e3o ou como prova? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sem d\u00favida, \u00e9 o instinto material que as deseja para delas desfrutar; j\u00e1 o Esp\u00edrito as deseja para conhecer todas as alternativas que elas oferecem.<\/p>\n<p><strong>268 At\u00e9 que atinja o estado de pureza perfeita, o Esp\u00edrito tem que passar constantemente por provas? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, mas n\u00e3o s\u00e3o como as entendeis, visto que chamais de provas \u00e0s adversidades materiais. Por\u00e9m, o Esp\u00edrito que atingiu um certo grau, sem ser ainda perfeito, nada mais tem a suportar; embora sempre tenha deveres que o ajudam a se aperfei\u00e7oar, e que nada t\u00eam para ele de constrangedor ou angustiante, ainda que seja para ajudar os outros a se aperfei\u00e7oar.<\/p>\n<p><strong>269 O Esp\u00edrito pode se enganar sobre a efic\u00e1cia da prova que escolheu? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ele pode escolher uma que esteja acima de suas for\u00e7as e, ent\u00e3o, fracassar. Pode tamb\u00e9m escolher alguma que n\u00e3o lhe d\u00ea nenhum proveito, que resulte numa vida ociosa e in\u00fatil; mas, ent\u00e3o, uma vez de volta ao mundo dos Esp\u00edritos, percebe que nada ganhou e pede para reparar o tempo perdido, numa outra encarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>270 A que se devem as voca\u00e7\u00f5es de certas pessoas e seu desejo de seguir uma carreira em vez de outra? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Parece-me que v\u00f3s mesmos podeis responder a essa quest\u00e3o.N\u00e3o \u00e9 a conseq\u00fc\u00eancia de tudo o que dissemos sobre a escolha das provas e o progresso realizado nas exist\u00eancias anteriores?<\/p>\n<p><strong>271 Ainda na espiritualidade, o Esp\u00edrito, ao estudar as diversas condi\u00e7\u00f5es em que poder\u00e1 progredir, como pensa poder faz\u00ea-lo ao nascer, por exemplo, entre os povos canibais? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Esp\u00edritos j\u00e1 avan\u00e7ados n\u00e3o nascem entre canibais. Entre eles nascem Esp\u00edritos com a natureza dos canibais, ou que lhe s\u00e3o at\u00e9 inferiores.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Sabemos que os antrop\u00f3fagos<\/em><a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-2-06.html#3\"><sup>3<\/sup><\/a><em> n\u00e3o est\u00e3o no \u00faltimo grau da escala evolutiva e que h\u00e1 mundos onde o embrutecimento e a ferocidade ultrapassam em tudo o que conhecemos na Terra. Esses Esp\u00edritos que l\u00e1 habitam s\u00e3o ainda inferiores aos mais inferiores de nosso mundo, e nascer entre os nossos selvagens \u00e9 para eles um progresso, como seria um progresso para os antrop\u00f3fagos do nosso globo exercer entre n\u00f3s uma profiss\u00e3o que os obrigasse a derramar sangue<\/em><a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-2-06.html#4\"><sup>4<\/sup><\/a><em>. Se n\u00e3o alcan\u00e7am o mais alto \u00e9 porque sua inferioridade moral n\u00e3o lhes permite compreender um progresso mais completo. O Esp\u00edrito n\u00e3o pode avan\u00e7ar sen\u00e3o gradualmente; n\u00e3o pode transpor de um salto a dist\u00e2ncia que separa a barb\u00e1rie da civiliza\u00e7\u00e3o, e \u00e9 a\u00ed que vemos uma das necessidades da reencarna\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 verdadeiramente de acordo com a justi\u00e7a de Deus. De outro modo, em que se tornariam esses milh\u00f5es de seres que morrem a cada dia no \u00faltimo estado de degrada\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o possu\u00edssem os meios de atingir a superioridade? Por que Deus os deserdaria dos favores concedidos aos outros homens? <\/em><\/p>\n<p><strong>272 Esp\u00edritos vindos de um mundo inferior \u00e0 Terra ou de um povo muito atrasado, como os canibais, por exemplo, poderiam nascer entre os povos civilizados? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, h\u00e1 os que se desencaminham ao querer subir muito alto. Ficam desajustados entre v\u00f3s, porque possuem costumes e instintos que n\u00e3o se afinam com os vossos.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Esses seres nos d\u00e3o o triste espet\u00e1culo da ferocidade em meio \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o. Ao retornar renascendo entre os canibais, n\u00e3o sofrem uma queda, uma degrada\u00e7\u00e3o, apenas voltam aos seus lugares e com isso talvez at\u00e9 ganhem. <\/em><\/p>\n<p><strong>273 Um homem que pertence a uma ra\u00e7a civilizada poderia, por expia\u00e7\u00e3o, reencarnar em uma ra\u00e7a selvagem? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, mas isso depende do g\u00eanero da expia\u00e7\u00e3o. Um senhor que tenha sido cruel com seus escravos poder\u00e1 tornar-se escravo por sua vez e sofrer os maus-tratos que fez os outros suportar. Aquele que um dia comandou poder\u00e1, em uma nova exist\u00eancia, obedecer at\u00e9 mesmo \u00e0queles que se curvaram \u00e0 sua vontade. \u00c9 uma expia\u00e7\u00e3o que lhe pode ser imposta, se abusou de seu poder. Um bom Esp\u00edrito tamb\u00e9m pode escolher uma exist\u00eancia em que exer\u00e7a uma a\u00e7\u00e3o influente e encarnar dentre povos atrasados, para fazer com que progridam, o que, neste caso, \u00e9 para ele uma miss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00f5es ap\u00f3s a morte<\/strong><\/p>\n<p><strong>274 As diferentes ordens de Esp\u00edritos estabelecem entre eles uma hierarquia de poderes? Existe entre eles subordina\u00e7\u00e3o e autoridade? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, muito grande. Os Esp\u00edritos t\u00eam uns para com os outros uma autoridade relativa \u00e0 sua superioridade, que exercem por uma ascend\u00eancia moral irresist\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>274 a Os Esp\u00edritos inferiores podem escapar da autoridade dos superiores? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eu disse:irresist\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>275 O poder e a considera\u00e7\u00e3o que um homem desfrutou na Terra lhe d\u00e3o alguma supremacia no mundo dos Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o. Os pequenos ser\u00e3o elevados e os grandes rebaixados. Lede os Salmos<a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-2-06.html#5\"><sup>5<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p><strong>275 a Como devemos entender essa eleva\u00e7\u00e3o e esse rebaixamento? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o sabeis que os Esp\u00edritos s\u00e3o de diferentes ordens, de acordo com seu m\u00e9rito? Pois bem! O maior da Terra pode estar no \u00faltimo lugar entre os Esp\u00edritos, enquanto seu servidor pode estar no primeiro. Compreendei isso? Jesus disse: \u201cTodo aquele que se humilhar ser\u00e1 elevado e todo aquele que se elevar ser\u00e1 humilhado\u201d.<\/p>\n<p><strong>276 Aquele que foi grande na Terra e se encontra entre os Esp\u00edritos de ordem inferior passa por humilha\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Freq\u00fcentemente muito grande, principalmente se era orgulhoso e invejoso.<\/p>\n<p><strong>277 O soldado que, ap\u00f3s a batalha, encontra seu general no mundo dos Esp\u00edritos, o reconhece ainda como seu superior? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O t\u00edtulo n\u00e3o \u00e9 nada; a superioridade real \u00e9 tudo.<\/p>\n<p><strong>278 Os Esp\u00edritos de diferentes ordens se misturam uns com os outros? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim e n\u00e3o, ou seja, eles se v\u00eaem, mas se distinguem uns dos outros e se afastam ou se aproximam, de acordo com os seus sentimentos, como acontece entre v\u00f3s.Constituem um mundo do qual o vosso d\u00e1 uma vaga id\u00e9ia.Os da mesma categoria se re\u00fanem por afinidade e formam grupos ou fam\u00edlias de Esp\u00edritos unidos pela simpatia e objetivo a que se propuseram: os bons, pelo desejo de fazer o bem; os maus, pelo desejo de fazer o mal, pela vergonha de suas faltas e pela necessidade de se encontrar entre seres semelhantes.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Exatamente como numa grande cidade, onde os homens de todas as categorias e condi\u00e7\u00f5es se v\u00eaem e se reencontram sem se confundirem; onde as sociedades se formam por semelhan\u00e7as de gostos; onde o v\u00edcio e a virtude convivem cada um \u00e0 sua maneira. <\/em><\/p>\n<p><strong>279 Todos os Esp\u00edritos t\u00eam reciprocamente acesso uns aos outros? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Os bons v\u00e3o a toda parte e \u00e9 preciso que seja desse modo para que possam exercer sua influ\u00eancia sobre os maus. As regi\u00f5es habitadas pelos bons s\u00e3o interditadas aos Esp\u00edritos imperfeitos, a fim de que n\u00e3o as perturbem com suas m\u00e1s paix\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>280 Qual \u00e9 a natureza das rela\u00e7\u00f5es entre os bons e os maus Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Os bons empenham-se em combater as m\u00e1s tend\u00eancias dos outros, a fim de ajud\u00e1-los a elevar-se; \u00e9 sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>281 Por que os Esp\u00edritos inferiores gostam de nos induzir ao mal? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Por inveja de n\u00e3o ter merecimento para estar entre os bons. Seu desejo \u00e9 impedir, tanto quanto possam, os Esp\u00edritos inexperientes de alcan\u00e7ar o bem supremo; querem que os outros sintam o que eles mesmos sentem. N\u00e3o acontece tamb\u00e9m o mesmo entre v\u00f3s?<\/p>\n<p><strong>282 Como os Esp\u00edritos se comunicam entre si? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eles se v\u00eaem e se compreendem; a palavra se materializa pelo reflexo do Esp\u00edrito. O fluido universal estabelece entre eles uma comunica\u00e7\u00e3o constante; \u00e9 o ve\u00edculo da transmiss\u00e3o do pensamento, assim como o ar \u00e9 o ve\u00edculo do som. \u00c9 uma esp\u00e9cie de tel\u00e9grafo universal que liga todos os mundos e permite aos Esp\u00edritos comunicarem-se de um mundo a outro.<\/p>\n<p><strong>283 Os Esp\u00edritos podem esconder seus pensamentos? Podem se ocultar uns dos outros? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, para eles tudo est\u00e1 a descoberto, principalmente entre os que s\u00e3o perfeitos. Podem se afastar uns dos outros, mas sempre se v\u00eaem. Isso n\u00e3o \u00e9, entretanto, uma regra absoluta, porque certas categorias de Esp\u00edritos podem muito bem se tornar invis\u00edveis para outros, se julgarem \u00fatil faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p><strong>284 Como os Esp\u00edritos, que n\u00e3o t\u00eam mais corpo, podem constatar a sua individualidade e se distinguir dos outros que os rodeiam? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eles constatam sua individualidade pelo perisp\u00edrito, que os distingue uns dos outros, assim como pelo corpo se podem distinguir os homens.<\/p>\n<p><strong>285 Os Esp\u00edritos se reconhecem por terem coabitado a Terra? O filho reconhece seu pai, o amigo reconhece seu amigo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, e assim de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>285 a Como os homens que se conheceram na Terra se reconhecem no mundo dos Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00f3s vemos nossa vida passada e a lemos como num livro; ao ver o passado de nosso amigos e inimigos, vemos sua exist\u00eancia da vida \u00e0 morte.<\/p>\n<p><strong>286 A alma, ao deixar o corpo logo ap\u00f3s a morte, v\u00ea imediatamente parentes e amigos que a precederam no mundo dos Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Imediatamente n\u00e3o \u00e9 bem a palavra. Como j\u00e1 dissemos, ela precisa de algum tempo para reconhecer seu estado e se desprender da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p><strong>287 Como a alma \u00e9 acolhida em seu retorno ao mundo dos Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A do justo, como um irm\u00e3o bem-amado que \u00e9 esperado h\u00e1 muito tempo. A do mau, como um ser que se equivocou.<\/p>\n<p><strong>288 Que sentimento t\u00eam os Esp\u00edritos impuros quando v\u00eaem um mau Esp\u00edrito chegando at\u00e9 eles? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Os maus ficam satisfeitos ao ver seres \u00e0 sua imagem e privados, como eles, da felicidade infinita, como, na Terra, um perverso entre seus iguais.<\/p>\n<p><strong>289 Nossos parentes e amigos v\u00eam algumas vezes ao nosso encontro quando deixamos a Terra? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, eles v\u00eam ao encontro da alma que estimam. Felicitam-na como no retorno de uma viagem, se ela escapou dos perigos do caminho, e a ajudam a se despojar dos la\u00e7os corporais. \u00c9 a concess\u00e3o de uma gra\u00e7a para os bons Esp\u00edritos quando aqueles que amam v\u00eam ao seu encontro, enquanto o infame, o mau, sente-se isolado ou \u00e9 apenas rodeado por Esp\u00edritos semelhantes a ele: \u00e9 uma puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>290 Os parentes e amigos sempre se re\u00fanem depois da morte? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Isso depende de sua eleva\u00e7\u00e3o e do caminho que seguem para seu adiantamento. Se um deles \u00e9 mais avan\u00e7ado e marcha mais r\u00e1pido do que o outro, n\u00e3o poder\u00e3o permanecer juntos. Poder\u00e3o se ver algumas vezes, mas somente estar\u00e3o para sempre reunidos quando marcharem lado a lado, ou quando atingirem a igualdade na perfei\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a impossibilidade de ver seus parentes e seus amigos \u00e9, algumas vezes, uma puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00f5es de simpatia e antipatia dos Esp\u00edritos. Metades eternas<\/strong><\/p>\n<p><strong>291 Al\u00e9m da simpatia geral de afinidade, os Esp\u00edritos t\u00eam entre si afei\u00e7\u00f5es particulares? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, como entre os homens. Mas o la\u00e7o que une os Esp\u00edritos \u00e9 mais forte quando est\u00e3o livres do corpo, por n\u00e3o estarem mais expostos \u00e0s altera\u00e7\u00f5es e volubilidades das paix\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>292 H\u00e1 \u00f3dio entre os Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Somente h\u00e1 \u00f3dio entre os Esp\u00edritos impuros, e s\u00e3o eles que provocam entre v\u00f3s as inimizades e as desaven\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>293 Dois seres que foram inimigos na Terra conservar\u00e3o ressentimentos um contra o outro no mundo dos Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o. Eles compreender\u00e3o que seu \u00f3dio era uma tolice e o motivo, pueril. Apenas os Esp\u00edritos imperfeitos conservam um certo rancor at\u00e9 que estejam depurados. Se foi unicamente por um interesse material que se tornaram inimigos, n\u00e3o pensar\u00e3o mais nisso, ainda que estejam pouco desmaterializados. Se n\u00e3o h\u00e1 antipatia entre eles, o motivo de discuss\u00e3o n\u00e3o mais existindo, podem se rever com prazer.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Como dois escolares que atingiram a idade da raz\u00e3o reconhecem a infantilidade das brigas que tiveram na inf\u00e2ncia e deixam de se malquerer. <\/em><\/p>\n<p><strong>294 A recorda\u00e7\u00e3o das m\u00e1s a\u00e7\u00f5es que dois homens praticaram um contra o outro \u00e9 um obst\u00e1culo \u00e0 simpatia? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, isso os leva a se distanciarem.<\/p>\n<p><strong>295 Que sentimento t\u00eam ap\u00f3s a morte aqueles a quem fizemos mal aqui na Terra? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Se s\u00e3o bons, perdoam de acordo com o vosso arrependimento. Se s\u00e3o maus, \u00e9 poss\u00edvel que conservem ressentimento e algumas vezes at\u00e9 vos persigam numa outra exist\u00eancia. Isso pode representar uma puni\u00e7\u00e3o, uma prova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>296 As afei\u00e7\u00f5es individuais dos Esp\u00edritos s\u00e3o pass\u00edveis de altera\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, porque n\u00e3o podem se enganar. Eles n\u00e3o t\u00eam mais a m\u00e1scara sob a qual se escondem os hip\u00f3critas;eis por que as suas afei\u00e7\u00f5es s\u00e3o inalter\u00e1veis quando s\u00e3o puros. O amor que os une \u00e9 para eles a fonte de uma felicidade suprema.<\/p>\n<p><strong>297 A afei\u00e7\u00e3o que dois seres tiveram na Terra sempre continuar\u00e1 no mundo dos Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, sem d\u00favida, se \u00e9 fundada sobre uma simpatia verdadeira. Mas se as causas f\u00edsicas foram maiores que a simpatia, ela cessa com a causa. As afei\u00e7\u00f5es entre os Esp\u00edritos s\u00e3o mais s\u00f3lidas e mais dur\u00e1veis do que as da Terra, porque n\u00e3o est\u00e3o sujeitas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-pr\u00f3prio.<\/p>\n<p><strong>298 As almas que devem unir-se est\u00e3o predestinadas a essa uni\u00e3o desde a origem e cada um de n\u00f3s tem, em alguma parte do universo, sua metade \u00e0 qual um dia fatalmente se unir\u00e1? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o. N\u00e3o existe uni\u00e3o particular e fatal entre duas almas. A uni\u00e3o existe entre todos os Esp\u00edritos, mas em diferentes graus, de acordo com a categoria que ocupam, ou seja, de acordo com a perfei\u00e7\u00e3o que adquiriram: quanto mais perfeitos, mais unidos. Da disc\u00f3rdia nascem todos os males humanos; da conc\u00f3rdia resulta a felicidade completa.<\/p>\n<p><strong>299 Em que sentido devemos entender a palavra metade, de que certos Esp\u00edritos se servem para designar os Esp\u00edritos simp\u00e1ticos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A express\u00e3o \u00e9 inexata. Se um Esp\u00edrito fosse a metade de um outro, uma vez separados, ambos estariam incompletos.<\/p>\n<p><strong>300 Dois Esp\u00edritos perfeitamente simp\u00e1ticos<\/strong><a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-2-06.html#6\"><strong><sup>6<\/sup><\/strong><\/a><strong>, uma vez reunidos, o ser\u00e3o pela eternidade, ou podem se separar e se unir a outros? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Todos os Esp\u00edritos s\u00e3o unidos entre si. Falo daqueles que atingiram a perfei\u00e7\u00e3o. Nas esferas inferiores, quando um Esp\u00edrito se eleva, j\u00e1 n\u00e3o tem mais a mesma simpatia por aqueles que deixou para tr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>301 Dois Esp\u00edritos simp\u00e1ticos s\u00e3o o complemento um do outro, ou essa simpatia \u00e9 o resultado de uma identidade perfeita? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A simpatia que atrai um Esp\u00edrito ao outro \u00e9 o resultado da perfeita concord\u00e2ncia de suas tend\u00eancias, de seus instintos; se um tivesse que completar o outro, perderia sua individualidade.<\/p>\n<p><strong>302 A identidade necess\u00e1ria para a simpatia perfeita consiste apenas na semelhan\u00e7a de pensamentos e sentimentos, ou ainda na uniformidade dos conhecimentos adquiridos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Na igualdade dos graus de eleva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>303 Os Esp\u00edritos que n\u00e3o s\u00e3o simp\u00e1ticos hoje podem tornar-se mais tarde? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, todos o ser\u00e3o. Assim, o Esp\u00edrito que est\u00e1 hoje numa esfera inferior, ao se aperfei\u00e7oar, alcan\u00e7ar\u00e1 a esfera onde est\u00e1 o outro. Seu reencontro acontecer\u00e1 mais prontamente se o que est\u00e1 num grau mais evolu\u00eddo permanecer estacion\u00e1rio por n\u00e3o ter conseguido superar as provas a que se submeteu.<\/p>\n<p><strong>303 a Dois Esp\u00edritos simp\u00e1ticos podem deixar de s\u00ea-lo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Certamente, se um deles for pregui\u00e7oso.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>A teoria das metades eternas<\/em><a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-2-06.html#7\"><sup>7<\/sup><\/a><em> \u00e9 apenas uma figura que representa a uni\u00e3o de dois Esp\u00edritos simp\u00e1ticos. \u00c9 uma express\u00e3o usada at\u00e9 mesmo na linguagem comum e n\u00e3o deve ser tomada ao p\u00e9 da letra. Os Esp\u00edritos que dela se serviram certamente n\u00e3o pertencem a uma ordem elevada. A esfera de suas id\u00e9ias \u00e9 limitada e expressa seus pensamentos pelos termos de que se serviam durante a vida corporal. \u00c9 preciso rejeitar essa id\u00e9ia de dois Esp\u00edritos criados um para o outro, e que dever\u00e3o, portanto, um dia, fatalmente, se reunir na eternidade, ap\u00f3s estarem separados durante um espa\u00e7o de tempo mais ou menos longo. <\/em><\/p>\n<p><strong>Lembran\u00e7a da exist\u00eancia corporal<\/strong><\/p>\n<p><strong>304 O Esp\u00edrito se lembra de sua exist\u00eancia corporal? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, isto \u00e9, tendo vivido muitas vezes como homem, ele se lembra do que foi, e eu vos asseguro que, \u00e0s vezes, ri por sentir d\u00f3 de si mesmo.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Assim como o homem que, atingindo a idade da raz\u00e3o, ri das loucuras de sua juventude ou das ingenuidades de sua inf\u00e2ncia. <\/em><\/p>\n<p><strong>305 A lembran\u00e7a da exist\u00eancia corporal se apresenta ao Esp\u00edrito de maneira completa e de s\u00fabito, ap\u00f3s o desencarne? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, ele a rev\u00ea pouco a pouco, como algo que sai de um nevoeiro, e \u00e0 medida que fixa sua aten\u00e7\u00e3o nisso.<\/p>\n<p><strong>306 O Esp\u00edrito se lembra, com detalhes, de todos os acontecimentos de sua vida? Ele alcan\u00e7a o conjunto de um golpe de vista retrospectivo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ele se lembra das coisas em raz\u00e3o das conseq\u00fc\u00eancias que tiveram sobre a sua situa\u00e7\u00e3o de Esp\u00edrito. Mas deveis compreender que h\u00e1 muitas circunst\u00e2ncias da vida \u00e0s quais n\u00e3o d\u00e1 a menor import\u00e2ncia e que nem mesmo procura delas se lembrar.<\/p>\n<p><strong>306 a Ele poderia se lembrar, se quisesse? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Pode se lembrar dos detalhes e de incidentes mais minuciosos, seja dos acontecimentos, ou at\u00e9 mesmo de seus pensamentos; mas quando isso n\u00e3o tem utilidade, n\u00e3o o faz.<\/p>\n<p><strong>306 b Ele entrev\u00ea o objetivo da vida terrestre com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida futura? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Certamente a v\u00ea e a compreende bem melhor do que quando encarnado. Compreende a necessidade de depura\u00e7\u00e3o para chegar ao infinito e sabe que em cada exist\u00eancia se liberta de algumas impurezas.<\/p>\n<p><strong>307 Como a vida passada se retrata na mem\u00f3ria do Esp\u00edrito? \u00c9 por um esfor\u00e7o de sua imagina\u00e7\u00e3o, ou como um quadro que tem diante dos olhos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 De ambas as formas. Todos os atos de que deseja se lembrar s\u00e3o para ele como se fossem presentes; os outros est\u00e3o mais ou menos vagos no seu pensamento, ou totalmente esquecidos. Quanto mais se desmaterializa, menos d\u00e1 import\u00e2ncia \u00e0s coisas materiais. Fazeis freq\u00fcentemente a evoca\u00e7\u00e3o de um Esp\u00edrito que acaba de deixar a Terra e verificais que n\u00e3o se lembra do nome das pessoas que amava, nem dos detalhes que, para v\u00f3s, parecem importantes; \u00e9 que j\u00e1 n\u00e3o lhe interessam e caem-lhe no esquecimento. Do que se lembra muito bem \u00e9 dos fatos principais que o ajudam a se melhorar.<\/p>\n<p><strong>308 O Esp\u00edrito se lembra de todas as exist\u00eancias que precederam a \u00faltima que acabou de deixar? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Todo o seu passado se desenrola diante dele, como as etapas percorridas por um viajante; mas, como j\u00e1 dissemos, n\u00e3o se lembra de uma maneira absoluta de todos os atos, lembra-se dos fatos em raz\u00e3o da influ\u00eancia que t\u00eam sobre seu estado presente. Quanto \u00e0s primeiras exist\u00eancias, as que podemos considerar como a inf\u00e2ncia do Esp\u00edrito, perdem-se no tempo e desaparecem na noite do esquecimento.<\/p>\n<p><strong>309 Como o Esp\u00edrito considera o corpo que acabou de deixar? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Como uma veste que o apertava e sente-se feliz por estar livre dele.<\/p>\n<p><strong>309 a Que sentimento experimenta quando v\u00ea seu corpo em decomposi\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Quase sempre um sentimento de indiferen\u00e7a, como por uma coisa que n\u00e3o tem mais import\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>310 Ap\u00f3s um certo tempo, o Esp\u00edrito reconhece os ossos ou outros objetos que lhe tenham pertencido? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Algumas vezes, sim; mas isso depende do ponto de vista mais ou menos elevado de como considera as coisas terrenas.<\/p>\n<p><strong>311 O respeito que se tem pelos objetos materiais que pertenceram ao Esp\u00edrito atrai sua aten\u00e7\u00e3o sobre esses objetos e ele v\u00ea esse respeito com prazer? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O Esp\u00edrito sempre fica feliz por ser lembrado. O respeito pelos objetos dele que se conservaram trazem-no \u00e0 mem\u00f3ria daqueles que deixou. Mas \u00e9 o pensamento que o atrai at\u00e9 v\u00f3s e n\u00e3o os objetos.<\/p>\n<p><strong>312 Os Esp\u00edritos conservam a lembran\u00e7a dos sofrimentos que passaram durante sua \u00faltima encarna\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Muitas vezes a conservam, e essa lembran\u00e7a os faz avaliar melhor quanto vale a felicidade que podem alcan\u00e7ar como Esp\u00edritos.<\/p>\n<p><strong>313 O homem que foi feliz na Terra lamenta-se dos prazeres que perde quando a deixa? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Somente os Esp\u00edritos inferiores lamentam os prazeres perdidos relacionados com a impureza do seu car\u00e1ter e que expiam por seus sofrimentos. Para os Esp\u00edritos elevados a felicidade eterna \u00e9 mil vezes prefer\u00edvel aos prazeres passageiros da Terra.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Assim como o homem adulto, que nenhuma import\u00e2ncia d\u00e1 \u00e0quilo que fez as del\u00edcias de sua inf\u00e2ncia. <\/em><\/p>\n<p><strong>314 Aquele que come\u00e7ou grandes trabalhos com um objetivo \u00fatil e os v\u00ea interrompidos pela morte lamenta, no outro mundo, por t\u00ea-los deixado inacabados? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, porque v\u00ea que outros est\u00e3o destinados a termin\u00e1-los. Ent\u00e3o se empenha em influenciar outros Esp\u00edritos encarnados para continu\u00e1-los. Se o seu objetivo na Terra era o bem da humanidade, continuar\u00e1 o mesmo no mundo dos Esp\u00edritos.<\/p>\n<p><strong>315 Aquele que abandonou trabalhos de arte ou de literatura conserva por suas obras o amor que lhes tinha quando era vivo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 De acordo com sua eleva\u00e7\u00e3o, julga-os sob um outro ponto de vista e, freq\u00fcentemente, se arrepende de coisas que admirava antes.<\/p>\n<p><strong>316 O Esp\u00edrito se interessa pelos trabalhos que se executam na Terra pelo progresso das artes e das ci\u00eancias? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Isso depende de sua eleva\u00e7\u00e3o ou da miss\u00e3o que deve desempenhar. O que vos parece magn\u00edfico \u00e9, muitas vezes, pouca coisa para certos Esp\u00edritos, que a consideram como um s\u00e1bio v\u00ea a obra de um estudante. Eles t\u00eam considera\u00e7\u00e3o pelo que pode contribuir para a eleva\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos encarnados e seus progressos.<\/p>\n<p><strong>317 Os Esp\u00edritos, ap\u00f3s o desencarne, conservam o amor \u00e0 p\u00e1tria? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 sempre o mesmo princ\u00edpio: para os Esp\u00edritos elevados, a p\u00e1tria \u00e9 o universo; na Terra, a p\u00e1tria est\u00e1 onde h\u00e1 mais pessoas que lhes inspirem simpatia.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>A situa\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos e sua maneira de ver as coisas variam infinitamente em raz\u00e3o do grau de seu desenvolvimento moral e intelectual. Os Esp\u00edritos de uma ordem elevada geralmente fazem na Terra jornadas de curta dura\u00e7\u00e3o. Tudo o que se faz na Terra \u00e9 t\u00e3o mesquinho em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s grandezas do infinito, as coisas que os homens mais d\u00e3o import\u00e2ncia s\u00e3o t\u00e3o infantis a seus olhos, que eles a\u00ed encontram poucos atrativos, a menos que seja em miss\u00e3o com o objetivo de concorrer para o progresso da humanidade. Os Esp\u00edritos de uma ordem mediana se encontram entre n\u00f3s mais freq\u00fcentemente; por\u00e9m, j\u00e1 consideram as coisas sob um ponto de vista mais elevado do que quando encarnados. Os Esp\u00edritos vulgares s\u00e3o a maioria e constituem a massa da popula\u00e7\u00e3o ambiente do mundo invis\u00edvel do globo terrestre. Conservaram, com pouca diferen\u00e7a, as mesmas id\u00e9ias, gostos e tend\u00eancias que possu\u00edam quando encarnados. Eles se intrometem nas nossas reuni\u00f5es, nos neg\u00f3cios e nas ocupa\u00e7\u00f5es e nelas tomam parte mais ou menos ativa, de acordo com seu car\u00e1ter. N\u00e3o podendo satisfazer \u00e0s suas paix\u00f5es, estimulam e se deliciam com os que a elas se entregam. Entre eles, h\u00e1 alguns mais s\u00e9rios, que v\u00eaem e observam para se instruir e se aperfei\u00e7oar. <\/em><\/p>\n<p><strong>318 As id\u00e9ias dos Esp\u00edritos desencarnados se modificam quando est\u00e3o na erraticidade? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Se modificam muito. Sofrem grandes modifica\u00e7\u00f5es \u00e0 medida que o Esp\u00edrito se desmaterializa. Ele pode algumas vezes permanecer por muito tempo com as mesmas id\u00e9ias, mas pouco a pouco a influ\u00eancia da mat\u00e9ria diminui e v\u00ea as coisas com mais clareza. \u00c9 ent\u00e3o que procura os meios de se aperfei\u00e7oar.<\/p>\n<p><strong>319 Uma vez que o Esp\u00edrito j\u00e1 viveu a vida esp\u00edrita em vidas anteriores, de onde vem seu espanto ao reentrar no mundo dos Esp\u00edritos? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 apenas o efeito do primeiro momento e da perturba\u00e7\u00e3o que se segue ao seu despertar. Mais tarde reconhece perfeitamente o seu estado, \u00e0 medida que a lembran\u00e7a do passado lhe vem e que se apaga a impress\u00e3o da vida terrestre. (Veja, nesta obra, quest\u00e3o 163 e segs.)<\/p>\n<p><strong>Comemora\u00e7\u00e3o dos mortos. Funerais<\/strong><\/p>\n<p><strong>320 Os Esp\u00edritos s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0 saudade daqueles que amaram e que ficaram na Terra? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Muito mais do que podeis supor; se s\u00e3o felizes, essa lembran\u00e7a aumenta sua felicidade; se s\u00e3o infelizes, essa lembran\u00e7a \u00e9 para eles um al\u00edvio.<\/p>\n<p><strong>321 O dia da comemora\u00e7\u00e3o dos mortos tem algo de solene para os Esp\u00edritos? Eles se preparam para visitar os que v\u00e3o orar nas suas sepulturas? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Os Esp\u00edritos atendem ao chamado do pensamento tanto nesse dia quanto em qualquer outro.<\/p>\n<p><strong>321 a Esse dia \u00e9 para eles um encontro junto \u00e0s suas sepulturas? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eles est\u00e3o a\u00ed num maior n\u00famero nesse dia, porque h\u00e1 mais pessoas que os chamam. Mas cada um deles vem apenas pelos seus amigos e n\u00e3o pela multid\u00e3o de indiferentes.<\/p>\n<p><strong>321 b Sob que forma comparecem e como seriam vistos, se pudessem se tornar vis\u00edveis? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sob a forma pela qual os conhecemos quando encarnados.<\/p>\n<p><strong>322 Os Esp\u00edritos esquecidos, cujos t\u00famulos ningu\u00e9m visita, tamb\u00e9m a\u00ed comparecem apesar disso? Lamentam n\u00e3o ver nenhum amigo que se lembre deles? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Que lhes importa a Terra? Eles somente se prendem a ela pelo cora\u00e7\u00e3o. Se a\u00ed n\u00e3o h\u00e1 amor, n\u00e3o h\u00e1 mais nada que retenha o Esp\u00edrito: tem todo o universo para si.<\/p>\n<p><strong>323 A visita ao t\u00famulo d\u00e1 mais satisfa\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito do que uma prece feita para ele? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A visita ao t\u00famulo \u00e9 uma maneira de mostrar que se pensa no Esp\u00edrito ausente: \u00e9 a imagem. J\u00e1 vos disse, a prece \u00e9 que santifica o ato da lembran\u00e7a; pouco importa o lugar, quando se ora com o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>324 Os Esp\u00edritos das pessoas \u00e0s quais se erguem est\u00e1tuas ou monumentos assistem \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o e as v\u00eaem com prazer? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Muitos comparecem a essas solenidades quando podem, mas s\u00e3o menos sens\u00edveis \u00e0s homenagens que lhes prestam do que \u00e0 lembran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>325 De onde surge, para certas pessoas, o desejo de ser enterradas num lugar em vez de outro? Rev\u00eaem esse lugar com maior satisfa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s sua morte? Essa import\u00e2ncia dada a uma coisa material \u00e9 um sinal de inferioridade do Esp\u00edrito? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A afei\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito por determinados lugares \u00e9 inferioridade moral. Que diferen\u00e7a h\u00e1 entre um peda\u00e7o de terra em vez de outro para um Esp\u00edrito elevado? Ele n\u00e3o sabe que se unir\u00e1 aos que ama, mesmo estando os seus ossos separados?<\/p>\n<p><strong>325 a A reuni\u00e3o dos restos mortais de todos os membros de uma fam\u00edlia num mesmo lugar deve ser considerada como uma coisa f\u00fatil? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o. \u00c9 um costume piedoso e um testemunho de simpatia por quem se amou. Essa reuni\u00e3o pouco importa aos Esp\u00edritos, mas \u00e9 \u00fatil aos homens: as lembran\u00e7as ficam concentradas num s\u00f3 lugar.<\/p>\n<p><strong>326 A alma, ao entrar na vida espiritual, \u00e9 sens\u00edvel \u00e0s homenagens prestadas aos seus despojos mortais? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Quando o Esp\u00edrito j\u00e1 atingiu um certo grau de perfei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o possui mais vaidade terrestre e compreende a futilidade de todas as coisas. Por\u00e9m, ficai sabendo, h\u00e1 Esp\u00edritos que, no primeiro momento de seu desencarne, sentem um grande prazer pelas homenagens que lhes prestam, ou se aborrecem com a falta de aten\u00e7\u00e3o ao seu corpo f\u00edsico; isso porque ainda conservam alguns preconceitos da Terra.<\/p>\n<p><strong>327 O Esp\u00edrito assiste ao enterro de seu corpo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ele o assiste muito freq\u00fcentemente; mas, algumas vezes, se ainda estiver perturbado, n\u00e3o se d\u00e1 conta do que se passa.<\/p>\n<p><strong>327 a Ele fica lisonjeado com a concorr\u00eancia de assistentes ao seu enterro? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Mais ou menos, de acordo com o sentimento que eles tenham.<\/p>\n<p><strong>328 O Esp\u00edrito daquele que acaba de morrer assiste \u00e0s reuni\u00f5es de seus herdeiros? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Quase sempre; isso lhe \u00e9 permitido para sua pr\u00f3pria instru\u00e7\u00e3o e para castigo dos culpados. O Esp\u00edrito julga nessa hora o valor das manifesta\u00e7\u00f5es honrosas que lhe faziam. Todos os sentimentos dos herdeiros se tornam claros como s\u00e3o de fato, e a decep\u00e7\u00e3o que sente ao ver a cobi\u00e7a daqueles que partilham seus bens o esclarece quanto a esses sentimentos. Por\u00e9m, a vez deles chegar\u00e1 igualmente.<\/p>\n<p><strong>329 O respeito instintivo que o homem, em todos os tempos e em todos os povos, tem pelos mortos \u00e9 o efeito da intui\u00e7\u00e3o de uma vida futura? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 a conseq\u00fc\u00eancia natural dessa intui\u00e7\u00e3o; sem isso, esse respeito n\u00e3o teria sentido.<\/p>\n<ol>\n<li>Veja \u201cEscolha das provas\u201d, quest\u00e3o 258 e seguintes, 615, e especialmente a quest\u00e3o 963 e seguintes, (N. E.).<\/li>\n<li><strong><em>Sensorium commune<\/em><\/strong>: express\u00e3o latina usada em medicina e em anatomia, que significa sede da sensa\u00e7\u00e3o, da sensibilidade (N. E.).<\/li>\n<li><strong>Antrop\u00f3fago<\/strong>: aquele que come carne humana (N. E.).<\/li>\n<li><strong>Que os obrigasse a derramar sangue<\/strong> (<em>qui les obligerant \u00e0 verser le sang<\/em>): Pode causar estranheza, \u00e0 primeira vista, a afirmativa de Allan Kardec, a ponto de se pensar que o razo\u00e1vel seria pela negativa, isto \u00e9, que os obrigasse <em>a n\u00e3o<\/em> derramar sangue, o que faria supor que assim haveria um grande progresso do Esp\u00edrito, de matador e carn\u00edvoro reencarnaria longe dessas caracter\u00edsticas num grande salto evolutivo. A Doutrina Esp\u00edrita n\u00e3o ensina isso; a afirmativa de Allan Kardec est\u00e1 de acordo com os ensinamentos b\u00e1sicos dos Esp\u00edritos do Senhor. Muitos antrop\u00f3fagos, se tiverem m\u00e9rito para tanto, podem reencarnar em meio \u00e0 sociedade desempenhando fun\u00e7\u00f5es compat\u00edveis com o progresso coletivo. Respeita-se dessa forma a sua ess\u00eancia de Esp\u00edritos em ascens\u00e3o, sem que para isso seja necess\u00e1rio que andem de tacape ou faca em punho \u201cfazendo esguichar sangue\u201d como pode dar a entender a frase ao p\u00e9 da letra. Est\u00e1 a\u00ed o progresso do Esp\u00edrito. Reencarna em meio \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o numa profiss\u00e3o \u00fatil que representa para ele um grande degrau de progresso: da barb\u00e1rie antrop\u00f3faga para a civiliza\u00e7\u00e3o (N. E.).<\/li>\n<li><strong>Salmos<\/strong>: livro b\u00edblico do Velho Testamento (N. E.).<\/li>\n<li><strong>Simp\u00e1ticos<\/strong>: neste caso, concordantes, solid\u00e1rios, afins; que est\u00e3o no mesmo padr\u00e3o evolutivo (N. E.).<\/li>\n<li><strong>Metades eternas<\/strong>: o que tamb\u00e9m se conhece na linguagem comum por almas-g\u00eameas (N. E.).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parte Segunda \u2013 Cap\u00edtulo 6 Vida esp\u00edrita Esp\u00edritos errantes \u2013 Mundos transit\u00f3rios \u2013 Percep\u00e7\u00f5es, sensa\u00e7\u00f5es e sofrimentos dos Esp\u00edritos \u2013 Ensaio te\u00f3rico sobre a sensa\u00e7\u00e3o nos Esp\u00edritos \u2013 Escolha das provas \u2013 Rela\u00e7\u00f5es ap\u00f3s a morte \u2013 Rela\u00e7\u00f5es de simpatia &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-livro-dos-espiritos\/4-parte-segunda-mundo-espirita-ou-dos-espiritos\/cap-6-223-a-329-vida-espirita\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":4250,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-4262","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4262"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4262\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4331,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4262\/revisions\/4331"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}