{"id":4284,"date":"2016-06-29T22:09:55","date_gmt":"2016-06-30T01:09:55","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=4284"},"modified":"2016-06-29T22:18:56","modified_gmt":"2016-06-30T01:18:56","slug":"cap-5-702-a-727-lei-de-conservacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-livro-dos-espiritos\/5-parte-terceira-leis-morais\/cap-5-702-a-727-lei-de-conservacao\/","title":{"rendered":"Cap 05 &#8211; 702 a 727 &#8211; Lei de Conserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Parte Terceira \u2013 Cap\u00edtulo 5<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lei de conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Instinto de conserva\u00e7\u00e3o \u2013 Meios de conserva\u00e7\u00e3o \u2013 Prazeres dos bens da terra \u2013 Necess\u00e1rio e sup\u00e9rfluo \u2013 Priva\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias. Mortifica\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>Instinto de conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>702 O instinto de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma lei natural?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sem d\u00favida. Foi dado a todos os seres vivos, seja qual for o grau de intelig\u00eancia. Para uns, \u00e9 puramente mec\u00e2nico; para outros, \u00e9 racional.<\/p>\n<p><strong>703 Com que objetivo Deus deu a todos os seres vivos o instinto de conserva\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Porque todos devem cumprir os des\u00edgnios da Provid\u00eancia; \u00e9 por isso que Deus deu o instinto de conserva\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a vida \u00e9 necess\u00e1ria ao aperfei\u00e7oamento dos seres que t\u00eam instintivamente esse sentimento, sem se darem conta disso.<\/p>\n<p><strong>Meios de conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>704 Deus, dando ao homem a necessidade de viver, sempre lhe forneceu os meios para isso?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim. Se n\u00e3o os encontra, \u00e9 por falta de iniciativa. Deus n\u00e3o poderia dar ao homem a necessidade de viver sem lhe dar os meios, por isso faz a terra produzir e fornecer o necess\u00e1rio a todos, porque s\u00f3 o necess\u00e1rio \u00e9 \u00fatil. O sup\u00e9rfluo nunca \u00e9.<\/p>\n<p><strong>705 Por que nem sempre a terra produz o suficiente para fornecer o necess\u00e1rio ao homem?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O homem a negligencia por ingratid\u00e3o e, no entanto, a terra continua sendo uma excelente m\u00e3e. Al\u00e9m disso, ele ainda acusa a natureza por sua pr\u00f3pria imper\u00edcia ou imprevid\u00eancia. A terra produziria sempre o necess\u00e1rio se o homem soubesse se contentar. Se o que produz n\u00e3o \u00e9 bastante para todas as necessidades, \u00e9 porque emprega no sup\u00e9rfluo o que deveria utilizar no necess\u00e1rio. Observai o \u00e1rabe no deserto: encontra sempre com o que viver, porque n\u00e3o cria necessidades artificiais. Por\u00e9m, quando a metade da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 desperdi\u00e7ada para satisfazer fantasias, deve o homem se espantar de n\u00e3o encontrar nada em seguida? E ter\u00e1 raz\u00e3o de se queixar por estar desprovido quando chega a \u00e9poca da escassez? Na verdade, n\u00e3o \u00e9 a natureza que \u00e9 imprevidente, \u00e9 o homem que n\u00e3o sabe regrar sua vida.<\/p>\n<p><strong>706 Por bens da terra somente devemos entender os produtos do solo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O solo \u00e9 a fonte prim\u00e1ria de onde v\u00eam todos os outros recursos, que s\u00e3o apenas uma transforma\u00e7\u00e3o dos produtos do solo; por isso, \u00e9 preciso entender por bens da terra tudo o que o homem pode desfrutar neste mundo.<\/p>\n<p><strong>707 Os meios de subsist\u00eancia, muitas vezes, faltam a alguns, mesmo em meio \u00e0 abund\u00e2ncia que os cerca; por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 pelo ego\u00edsmo dos homens em geral e tamb\u00e9m, freq\u00fcentemente, por neglig\u00eancia deles mesmos. Buscai e achareis; essas palavras n\u00e3o querem dizer que basta olhar a terra para encontrar o que se deseja, mas que \u00e9 preciso procurar com ardor e perseveran\u00e7a e n\u00e3o com fraqueza, sem se deixar desencorajar pelos obst\u00e1culos que, muitas vezes, s\u00e3o apenas meios de colocar \u00e0 prova a vossa const\u00e2ncia, paci\u00eancia e firmeza. (Veja a quest\u00e3o 534.)<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Se a civiliza\u00e7\u00e3o multiplica as necessidades, tamb\u00e9m multiplica as fontes de trabalho e os meios de vida; mas \u00e9 preciso admitir que sob esse aspecto resta ainda muito a fazer. Quando a civiliza\u00e7\u00e3o terminar sua obra, ningu\u00e9m poder\u00e1 queixar-se de que lhe falta o necess\u00e1rio, sen\u00e3o por sua pr\u00f3pria culpa. A infelicidade, para muitos, decorre de enveredarem por um caminho que n\u00e3o \u00e9 o que a natureza tra\u00e7ou; \u00e9 ent\u00e3o que falta intelig\u00eancia para terem \u00eaxito. H\u00e1 lugar ao sol para todos, mas com a condi\u00e7\u00e3o de cada um ter o seu, e n\u00e3o o dos outros. A natureza n\u00e3o pode ser respons\u00e1vel pelos v\u00edcios de organiza\u00e7\u00e3o social nem pelas conseq\u00fc\u00eancias da ambi\u00e7\u00e3o e do amor-pr\u00f3prio. <\/em><\/p>\n<p><em>Entretanto, seria preciso ser cego para n\u00e3o reconhecer o progresso que se realizou sob esse aspecto entre os povos mais avan\u00e7ados. Gra\u00e7as aos louv\u00e1veis esfor\u00e7os que a filantropia e a ci\u00eancia juntas n\u00e3o param de fazer para o melhoramento da condi\u00e7\u00e3o material dos homens, e apesar do cont\u00ednuo aumento das popula\u00e7\u00f5es, a insufici\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 atenuada em grande parte, pelo menos. Os anos mais calamitosos hoje nada t\u00eam de compar\u00e1vel aos de antigamente. A higiene p\u00fablica, esse elemento t\u00e3o essencial para o bem-estar e a sa\u00fade, desconhecida de nossos pais, \u00e9 agora objeto de cuidados especiais; o infort\u00fanio e o sofrimento encontram lugares de ref\u00fagio. Em toda parte a ci\u00eancia contribui para aumentar o bem-estar. Pode-se dizer que j\u00e1 alcan\u00e7ou a perfei\u00e7\u00e3o? Certamente que n\u00e3o. Mas o que j\u00e1 se fez d\u00e1 a medida do que se pode fazer com perseveran\u00e7a, se o homem \u00e9 bastante s\u00e1bio para procurar sua felicidade nas coisas positivas e s\u00e9rias e n\u00e3o nas utopias que o fazem recuar em vez de progredir. <\/em><\/p>\n<p><strong>708 N\u00e3o h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que os meios de subsist\u00eancia n\u00e3o dependem de modo algum da vontade do homem, e a priva\u00e7\u00e3o at\u00e9 daquilo que mais necessita \u00e9 uma conseq\u00fc\u00eancia das circunst\u00e2ncias?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 uma prova muitas vezes cruel que deve passar e \u00e0 qual sabia que seria exposto. Seu m\u00e9rito est\u00e1 em sua submiss\u00e3o \u00e0 vontade de Deus, se sua intelig\u00eancia n\u00e3o fornece nenhum meio de se livrar das dificuldades. Se a morte deve atingi-lo, deve se submeter sem reclamar e compreender que a hora da verdadeira liberta\u00e7\u00e3o chegou e que o desespero do \u00faltimo momento pode lhe fazer perder o fruto de sua resigna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>709 Aqueles que, em certas posi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, se viram obrigados a sacrificar seus semelhantes para se alimentarem deles, cometeram um crime? Nesse caso, o crime pode ser atenuado pela necessidade de viver que lhes d\u00e1 o instinto de conserva\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 J\u00e1 respondi, ao dizer que h\u00e1 mais m\u00e9rito em sofrer todas as provas da vida com coragem e abnega\u00e7\u00e3o. Nesse caso, h\u00e1 homic\u00eddio e crime de lesa-natureza, faltas que devem ser duplamente punidas.<\/p>\n<p><strong>710 Nos planetas onde o corpo \u00e9 mais depurado, os seres vivos t\u00eam necessidade de alimenta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, mas os alimentos est\u00e3o de acordo com sua natureza. Esses alimentos n\u00e3o seriam muito substanciais para vossos est\u00f4magos grosseiros, do mesmo modo que, para eles, a vossa alimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o serviria.<\/p>\n<p><strong>Prazeres dos bens da terra<\/strong><\/p>\n<p><strong>711 O uso dos bens da terra \u00e9 um direito para todos os homens?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Esse direito \u00e9 a conseq\u00fc\u00eancia da necessidade de viver. Deus n\u00e3o pode impor um dever sem dar o meio de satisfaz\u00ea-lo.<\/p>\n<p><strong>712 Por que Deus colocou o atrativo do prazer na posse e uso dos bens materiais?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Para estimular o homem ao cumprimento de sua miss\u00e3o e experiment\u00e1-lo por meio da tenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>712 a Qual \u00e9 o objetivo dessa tenta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Desenvolver sua raz\u00e3o, que deve preserv\u00e1-lo dos excessos.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>Se o homem tivesse considerado o uso dos bens da Terra somente pela utilidade que eles t\u00eam, sua indiferen\u00e7a poderia comprometer a harmonia do universo: Deus lhe deu o atrativo do prazer para o cumprimento dos seus des\u00edgnios. Mas pelo que possa representar esse atrativo quis, por outro lado, prov\u00e1-lo por meio da tenta\u00e7\u00e3o que o arrasta para o abuso do qual sua raz\u00e3o deve defend\u00ea-lo. <\/em><\/p>\n<p><strong>713 Os prazeres t\u00eam limites tra\u00e7ados pela natureza?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, t\u00eam o limite do necess\u00e1rio; mas, pelos excessos, chegais ao extremo exagero e \u00e0 repulsa e vos punis a v\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p><strong>714 O que pensar do homem que procura nos excessos de toda esp\u00e9cie um refinamento para seus prazeres?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Pobre infeliz digno de l\u00e1stima e n\u00e3o de inveja. Est\u00e1 bem pr\u00f3ximo da morte!<\/p>\n<p><strong>714 a Da morte f\u00edsica ou moral?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 De ambas.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>O homem que procura nos excessos de toda esp\u00e9cie um requinte de prazeres coloca-se abaixo do animal, porque o animal sabe deter-se na satisfa\u00e7\u00e3o da sua necessidade. Despreza o homem a raz\u00e3o que Deus lhe deu por guia, e, quanto maiores os seus excessos, mais dom\u00ednio exerce sua natureza primitiva sobre sua natureza espiritual. As doen\u00e7as, a decad\u00eancia, a morte prematura decorrentes dos abusos s\u00e3o a conseq\u00fc\u00eancia da transgress\u00e3o da lei divina. <\/em><\/p>\n<p><strong>Necess\u00e1rio e sup\u00e9rfluo<\/strong><\/p>\n<p><strong>715 Como o homem pode conhecer o limite do necess\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Aquele que \u00e9 sensato o conhece pela intui\u00e7\u00e3o; muitos o conhecem pela experi\u00eancia e \u00e0 sua pr\u00f3pria custa.<\/p>\n<p><strong>716 A natureza n\u00e3o tra\u00e7ou o limite de nossas necessidades em nossa estrutura org\u00e2nica?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, mas o homem \u00e9 insaci\u00e1vel. A natureza tra\u00e7ou o limite \u00e0s suas necessidades no seu pr\u00f3prio organismo, mas os v\u00edcios lhe alteraram a constitui\u00e7\u00e3o e criaram necessidades que n\u00e3o s\u00e3o reais.<\/p>\n<p><strong>717 O que pensar dos que monopolizam os bens da terra para obter o sup\u00e9rfluo em preju\u00edzo dos que precisam do necess\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eles desconhecem a lei de Deus e ter\u00e3o que responder pelas priva\u00e7\u00f5es que impuseram aos outros.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>O limite entre o necess\u00e1rio e o sup\u00e9rfluo n\u00e3o tem nada de absoluto, de indiscut\u00edvel. A civiliza\u00e7\u00e3o criou necessidades que o selvagem desconhece, e os Esp\u00edritos que ditaram esses ensinamentos n\u00e3o pretendem que o homem civilizado viva como o selvagem. Tudo \u00e9 relativo e cabe \u00e0 raz\u00e3o distinguir cada coisa. A civiliza\u00e7\u00e3o desenvolve o senso \u00e9tico e ao mesmo tempo o sentimento de caridade, que leva os homens ao apoio m\u00fatuo. Os que vivem \u00e0 custa das necessidades dos outros exploram os benef\u00edcios da civiliza\u00e7\u00e3o em seu proveito; t\u00eam da civiliza\u00e7\u00e3o apenas o verniz, como h\u00e1 pessoas que t\u00eam da religi\u00e3o apenas a m\u00e1scara. <\/em><\/p>\n<p><strong>Priva\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias. Mortifica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>718 A lei de conserva\u00e7\u00e3o obriga o homem a prover as necessidades do corpo? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, sem for\u00e7a e sa\u00fade o trabalho \u00e9 imposs\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>719 \u00c9 conden\u00e1vel ao homem procurar o seu bem-estar?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O bem-estar \u00e9 um desejo natural. Os abusos s\u00e3o conden\u00e1veis porque contrariam a lei de conserva\u00e7\u00e3o. O bem-estar \u00e9 conden\u00e1vel se foi adquirido \u00e0 custa dos outros e se comprometeu o equil\u00edbrio moral e f\u00edsico do homem.<\/p>\n<p><strong>720 As priva\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias, que resultam numa expia\u00e7\u00e3o igualmente volunt\u00e1ria, t\u00eam algum m\u00e9rito aos olhos de Deus?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Quanto mais fazeis o bem aos outros mais m\u00e9rito tereis.<\/p>\n<p><strong>720 a H\u00e1 priva\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias que sejam merit\u00f3rias?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, a ren\u00fancia aos prazeres in\u00fateis, que liberta o homem da mat\u00e9ria e eleva sua alma. O merit\u00f3rio \u00e9 resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o que o conduz aos excessos ou ao prazer das coisas in\u00fateis; \u00e9 tirar do que lhe \u00e9 necess\u00e1rio para doar \u00e0queles que n\u00e3o t\u00eam o suficiente. Se a priva\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas fingimento, \u00e9 uma zombaria.<\/p>\n<p><strong>721 A vida de mortifica\u00e7\u00f5es asc\u00e9ticas<\/strong><a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-3-05.html#1\"><strong><sup>1<\/sup><\/strong><\/a><strong> dos devotos e dos m\u00edsticos, praticada desde a Antiguidade e entre diferentes povos, \u00e9 merit\u00f3ria sob algum ponto de vista?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Perguntai para o que e a quem ela serve e tereis a resposta. Se serve apenas \u00e0quele que a pratica e o impede de fazer o bem, \u00e9 ego\u00edsmo, qualquer que seja o pretexto com o qual se disfarce. Renegar-se a si mesmo e trabalhar para os outros \u00e9 a verdadeira mortifica\u00e7\u00e3o, conforme a caridade crist\u00e3.<\/p>\n<p><strong>722 A absten\u00e7\u00e3o de alguns alimentos, regra entre diversos povos, \u00e9 fundada na raz\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Tudo aquilo com que o homem pode se alimentar sem preju\u00edzo para a sua sa\u00fade \u00e9 permitido. Por\u00e9m, alguns legisladores resolveram proibir alguns alimentos com um objetivo \u00fatil e, para dar maior autoridade \u00e0s suas leis, as apresentaram como se fossem vindas de Deus.<\/p>\n<p><strong>723 A alimenta\u00e7\u00e3o animal \u00e9, para o homem, contr\u00e1ria \u00e0 lei natural?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Em vossa constitui\u00e7\u00e3o f\u00edsica, a carne alimenta a carne; de outro modo, o homem enfraquece. A lei de conserva\u00e7\u00e3o d\u00e1 ao homem o dever de manter suas for\u00e7as e sua sa\u00fade para cumprir a lei do trabalho. Ele deve, portanto, se alimentar conforme as exig\u00eancias de seu organismo.<\/p>\n<p><strong>724 A absten\u00e7\u00e3o de alimento animal ou outro, como purifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 merit\u00f3ria? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, se essa absten\u00e7\u00e3o for em benef\u00edcio dos outros; mas Deus n\u00e3o pode ver uma mortifica\u00e7\u00e3o quando n\u00e3o \u00e9 s\u00e9ria e \u00fatil. Por isso dizemos que aqueles que se privam apenas na apar\u00eancia s\u00e3o hip\u00f3critas. (Veja a quest\u00e3o720.)<\/p>\n<p><strong>725 Que pensar das mutila\u00e7\u00f5es que se fazem no corpo do homem e dos animais? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Por que tal quest\u00e3o? Perguntai, a v\u00f3s mesmos, ainda uma vez e sempre, se uma coisa \u00e9 \u00fatil. O que \u00e9 in\u00fatil n\u00e3o pode ser agrad\u00e1vel a Deus e o que \u00e9 nocivo \u00e9 sempre desagrad\u00e1vel; porque, deveis saber, Deus s\u00f3 \u00e9 sens\u00edvel aos sentimentos daqueles que lhe elevam a alma; \u00e9 praticando Sua Lei que podereis vos libertar da mat\u00e9ria terrestre, e n\u00e3o violando-a.<\/p>\n<p><strong>726 Se os sofrimentos deste mundo nos elevam pela maneira que os suportamos, elevam-nos tamb\u00e9m os que criamos voluntariamente?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Os \u00fanicos sofrimentos que elevam s\u00e3o os sofrimentos naturais, por que v\u00eam de Deus; os sofrimentos volunt\u00e1rios n\u00e3o servem para nada quando n\u00e3o contribuem para o bem dos outros. Por acaso acreditais que avan\u00e7am no caminho do progresso os que abreviam sua vida nos rigores sobre-humanos, como fazem os bonzos<a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-3-05.html#2\"><sup>2<\/sup><\/a>, os faquires<a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/portal\/codificacao\/le\/le-3-05.html#3\"><sup>3<\/sup><\/a> e alguns fan\u00e1ticos de muitas seitas? Por que n\u00e3o trabalham antes pelo bem de seus semelhantes? Que vistam o indigente; consolem o que chora; trabalhem por aquele que est\u00e1 enfermo; sofram necessidades para o al\u00edvio dos infelizes; ent\u00e3o, sim, sua vida ser\u00e1 \u00fatil e agrad\u00e1vel a Deus. Quando os sofrimentos volunt\u00e1rios t\u00eam em vista apenas a si mesmo, \u00e9 ego\u00edsmo; quando se sofre pelos outros, \u00e9 caridade: s\u00e3o estes os preceitos do Cristo.<\/p>\n<p><strong>727 Se n\u00e3o devemos criar sofrimentos volunt\u00e1rios sem utilidade para os outros, devemo-nos preservar daqueles que prevemos ou que nos amea\u00e7am?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O instinto de conserva\u00e7\u00e3o foi dado a todos contra os perigos e os sofrimentos. Mortificai o Esp\u00edrito e n\u00e3o vosso corpo, exterminai o vosso orgulho, sufocai o vosso ego\u00edsmo, que parece uma serpente que vos tortura o cora\u00e7\u00e3o, e fareis mais por vosso adiantamento do que por meio de rigores que n\u00e3o s\u00e3o mais deste s\u00e9culo.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Asc\u00e9ticas<\/strong>: dedicadas \u00e0 medita\u00e7\u00e3o com o fim de ser virtuoso (N. E.).<\/li>\n<li><strong>Bonzos<\/strong>: monges do Budismo. S\u00e3o dados a mart\u00edrios e supl\u00edcios (N. E.).<\/li>\n<li><strong>Faquires<\/strong>: que se deixam mutilar ou se submetem a jejuns. Exibem-se para provar o dom\u00ednio e a insensibilidade da dor sobre o corpo (N. E.).<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parte Terceira \u2013 Cap\u00edtulo 5 Lei de conserva\u00e7\u00e3o Instinto de conserva\u00e7\u00e3o \u2013 Meios de conserva\u00e7\u00e3o \u2013 Prazeres dos bens da terra \u2013 Necess\u00e1rio e sup\u00e9rfluo \u2013 Priva\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias. Mortifica\u00e7\u00f5es Instinto de conserva\u00e7\u00e3o 702 O instinto de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma lei &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-livro-dos-espiritos\/5-parte-terceira-leis-morais\/cap-5-702-a-727-lei-de-conservacao\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":4274,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-4284","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4284","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4284"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4284\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4304,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4284\/revisions\/4304"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}