{"id":4296,"date":"2016-06-29T22:15:12","date_gmt":"2016-06-30T01:15:12","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=4296"},"modified":"2016-06-29T22:15:12","modified_gmt":"2016-06-30T01:15:12","slug":"cap-11-873-a-892-lei-de-justica-de-amor-e-de-caridade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-livro-dos-espiritos\/5-parte-terceira-leis-morais\/cap-11-873-a-892-lei-de-justica-de-amor-e-de-caridade\/","title":{"rendered":"Cap 11 &#8211; 873 a 892 &#8211; Lei de Justi\u00e7a, de amor e de caridade"},"content":{"rendered":"<p><strong>Parte Terceira \u2013 Cap\u00edtulo 11<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lei de justi\u00e7a, amor e caridade<\/strong><\/p>\n<p>Justi\u00e7a e direitos naturais \u2013 Direito de propriedade. Roubo \u2013 Caridade e amor ao pr\u00f3ximo \u2013 Amor maternal e filial<\/p>\n<p><strong>Justi\u00e7a e direitos naturais<\/strong><\/p>\n<p><strong>873 O sentimento de justi\u00e7a \u00e9 natural ou \u00e9 resultado de id\u00e9ias adquiridas? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 t\u00e3o natural que vos revoltais com o pensamento de uma injusti\u00e7a. O progresso moral desenvolve, sem d\u00favida, esse sentimento, mas n\u00e3o o d\u00e1: Deus o colocou no cora\u00e7\u00e3o do homem; por isso encontrareis, muitas vezes, nos homens simples e primitivos no\u00e7\u00f5es mais exatas de justi\u00e7a do que naqueles que t\u00eam muito conhecimento.<\/p>\n<p><strong>874 Se a justi\u00e7a \u00e9 uma lei natural, por que os homens a entendem de maneiras diferentes, e que um considere justo o que parece injusto a outro?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 que \u00e0 Lei se misturam freq\u00fcentemente paix\u00f5es que alteram esse sentimento, como acontece com a maior parte dos outros sentimentos naturais, e fazem o homem ver as coisas sob um falso ponto de vista.<\/p>\n<p><strong>875 Como se pode definir a justi\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A justi\u00e7a consiste no respeito aos direitos de cada um.<\/p>\n<p><strong>875 a O que determina esses direitos?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 S\u00e3o determinados por duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os homens feito leis apropriadas aos seus costumes e car\u00e1ter, essas leis estabeleceram direitos que variaram com o progresso dos conhecimentos. Observai que as vossas leis atuais, sem serem perfeitas, j\u00e1 n\u00e3o consagram os mesmos direitos da Idade M\u00e9dia. No entanto, esses direitos antiquados, que vos parecem monstruosos, pareciam justos e naturais naquela \u00e9poca. O direito estabelecido pelos homens nem sempre, portanto, est\u00e1 de acordo com a justi\u00e7a. Regula apenas algumas rela\u00e7\u00f5es sociais, enquanto, na vida particular, h\u00e1 uma imensid\u00e3o de atos unicamente inerentes \u00e0 consci\u00eancia de cada um.<\/p>\n<p><strong>876 Fora do direito consagrado pela lei humana, qual \u00e9 a base da justi\u00e7a fundada sobre a lei natural?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O Cristo disse: \u201cN\u00e3o fa\u00e7ais aos outros o que n\u00e3o quereis que vos fa\u00e7am\u201d. Deus colocou no cora\u00e7\u00e3o do homem a regra de toda a verdadeira justi\u00e7a pelo desejo que cada um tem de ver respeitados os seus direitos.<\/p>\n<p>Na incerteza do que fazer em rela\u00e7\u00e3o ao semelhante numa determinada circunst\u00e2ncia, o homem deve perguntar-se como desejaria que se fizesse com ele na mesma circunst\u00e2ncia: Deus n\u00e3o poderia lhe dar um guia mais seguro do que a pr\u00f3pria consci\u00eancia.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>O crit\u00e9rio da verdadeira justi\u00e7a \u00e9, de fato, desejar aos outros o que se deseja para si mesmo, e n\u00e3o desejar para si o que se desejaria para os outros, o que n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa. Como n\u00e3o \u00e9 natural desejar o mal para si, se tomarmos o desejo pessoal como norma e ponto de partida, estaremos sempre certos de apenas desejar o bem para o pr\u00f3ximo. Em todos os tempos e todas as cren\u00e7as, o homem tem sempre procurado fazer prevalecer seu direito pessoal.<\/em> A sublimidade da religi\u00e3o crist\u00e3 foi tomar o direito pessoal por base do direito do pr\u00f3ximo<em>. <\/em><\/p>\n<p><strong>877 A necessidade para o homem de viver em sociedade lhe imp\u00f5e obriga\u00e7\u00f5es particulares?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, e a primeira de todas \u00e9 a de respeitar os direitos dos semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos sempre ser\u00e1 justo. Em vosso mundo, onde tantos homens n\u00e3o praticam a lei da justi\u00e7a, cada um usa de repres\u00e1lias, e isso gera perturba\u00e7\u00e3o e confus\u00e3o em vossa sociedade. A vida social d\u00e1 direitos e imp\u00f5e deveres rec\u00edprocos.<\/p>\n<p><strong>878 Podendo o homem se enganar sobre a extens\u00e3o de seu direito, quem pode faz\u00ea-lo conhecer esse limite?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O limite do direito ser\u00e1 sempre o de dar aos seus semelhantes o mesmo que quer para si, em circunst\u00e2ncias iguais e reciprocamente.<\/p>\n<p><strong>878 a Mas se cada um conceder a si mesmo os direitos de seu semelhante, em que se torna a subordina\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos superiores? N\u00e3o causar\u00e1 a anarquia de todos os poderes?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Os direitos naturais s\u00e3o os mesmos para todos, desde o menor at\u00e9 o maior; Deus n\u00e3o fez uns mais puros que outros, e todos s\u00e3o iguais diante d\u2019Ele. Esses direitos s\u00e3o eternos. Por\u00e9m, os direitos que o homem estabeleceu desaparecem com suas institui\u00e7\u00f5es. Cada um percebe bem sua for\u00e7a ou fraqueza e saber\u00e1 sempre ter uma certa considera\u00e7\u00e3o com aquele que a mere\u00e7a por sua virtude e sabedoria. \u00c9 importante destacar isso, para que os que se julgam superiores conhe\u00e7am seus deveres e mere\u00e7am essa considera\u00e7\u00e3o. A subordina\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 comprometida quando a autoridade for exercida com sabedoria.<\/p>\n<p><strong>879 Qual deve ser o car\u00e1ter do homem que praticasse a justi\u00e7a em toda a sua pureza?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus, porque praticaria tamb\u00e9m o amor ao pr\u00f3ximo e a caridade, sem os quais n\u00e3o h\u00e1 verdadeira justi\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Direito de propriedade. Roubo<\/strong><\/p>\n<p><strong>880 Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O de viver. Ningu\u00e9m tem o direito de atentar contra a vida de seu semelhante nem fazer o que possa comprometer sua exist\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n<p><strong>881 O direito de viver d\u00e1 ao homem o direito de juntar o necess\u00e1rio para viver e repousar, quando n\u00e3o puder mais trabalhar?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, mas deve faz\u00ea-lo socialmente, como a abelha, por um trabalho honesto, e n\u00e3o juntar como um ego\u00edsta. At\u00e9 mesmo certos animais lhe d\u00e3o o exemplo do que \u00e9 previd\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>882 O homem tem o direito de defender o que juntou pelo seu trabalho? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A lei de Deus diz: \u201cN\u00e3o roubar\u00e1s\u201d; e Jesus: \u201c\u00c9 preciso dar a C\u00e9sar o que \u00e9 de C\u00e9sar\u201d.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>O que o homem junta por um trabalho <\/em>honesto<em> \u00e9 uma propriedade leg\u00edtima que tem o direito de defender, porque a propriedade que \u00e9 fruto do trabalho e um direito natural t\u00e3o sagrado quanto o de trabalhar e viver. <\/em><\/p>\n<p><strong>883 O desejo de possuir \u00e9 natural?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sim, mas quando \u00e9 apenas para si e para satisfa\u00e7\u00e3o pessoal \u00e9 ego\u00edsmo.<\/p>\n<p><strong>883 a Ser\u00e1 leg\u00edtimo o desejo de possuir, para n\u00e3o se tornar peso para ningu\u00e9m?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Existem homens insaci\u00e1veis que acumulam bens sem proveito para ningu\u00e9m, s\u00f3 para satisfazer as paix\u00f5es. Acreditais que isso seja bem visto por Deus? Aquele que, ao contr\u00e1rio, junta por seu trabalho para ajudar seus semelhantes pratica a lei de amor e caridade e seu trabalho \u00e9 aben\u00e7oado por Deus.<\/p>\n<p><strong>884 O que \u00e9 uma propriedade leg\u00edtima?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 S\u00f3 \u00e9 propriedade leg\u00edtima a que foi adquirida sem prejudicar ningu\u00e9m. (Veja a quest\u00e3o 808.)<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>A lei de amor e de justi\u00e7a, ao ensinar que devemos fazer aos outros o que querer\u00edamos que nos fizessem, condena, por isso mesmo, todo meio de ganho contr\u00e1rio a essa lei. <\/em><\/p>\n<p><strong>885 O direito de propriedade \u00e9 ilimitado?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sem d\u00favida, tudo o que \u00e9 adquirido de forma leg\u00edtima \u00e9 uma propriedade. Por\u00e9m, como dissemos, a legisla\u00e7\u00e3o dos homens, sendo imperfeita, consagra freq\u00fcentemente direitos que a justi\u00e7a natural reprova. \u00c9 por essa raz\u00e3o que os homens reformam suas leis \u00e0 medida que o progresso se realiza e compreendem melhor a justi\u00e7a. O que parece perfeito num s\u00e9culo \u00e9 b\u00e1rbaro no seguinte. (Veja a quest\u00e3o 795.)<\/p>\n<p><strong>Caridade e amor ao pr\u00f3ximo<\/strong><\/p>\n<p><strong>886 Qual \u00e9 o verdadeiro sentido da palavra caridade como a entendia Jesus? <\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Benevol\u00eancia com todos, indulg\u00eancia com as imperfei\u00e7\u00f5es dos outros, perd\u00e3o das ofensas.<\/p>\n<p><em>\u263c<\/em> <em>O amor e a caridade s\u00e3o o complemento da lei de justi\u00e7a, porque amar ao pr\u00f3ximo \u00e9 fazer todo o bem que est\u00e1 ao nosso alcance e que gostar\u00edamos que nos fosse feito. Esse \u00e9 o sentido das palavras de Jesus:<\/em> \u201cAmai-vos uns aos outros como irm\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p><em>A caridade, para Jesus, n\u00e3o se limita \u00e0 esmola. Ela abrange todas as rela\u00e7\u00f5es com nossos semelhantes, sejam inferiores, iguais ou superiores. Ensina a indulg\u00eancia, porque temos necessidade dela, e n\u00e3o nos permite humilhar os outros, ao contr\u00e1rio do que muitas vezes se faz. Se uma pessoa rica nos procura, temos por ela mil aten\u00e7\u00f5es, mil amabilidades; se \u00e9 pobre, parece n\u00e3o haver necessidade de nos incomodar. Por\u00e9m, quanto mais lastim\u00e1vel sua posi\u00e7\u00e3o, mais se deve respeitar, sem nunca aumentar sua infelicidade pela humilha\u00e7\u00e3o. O homem verdadeiramente bom procura elevar o inferior aos seus pr\u00f3prios olhos, diminuindo a dist\u00e2ncia entre ambos. <\/em><\/p>\n<p><strong>887 Jesus tamb\u00e9m disse: \u201cAmai at\u00e9 mesmo os inimigos\u201d. Por\u00e9m, o amor aos inimigos n\u00e3o \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0s nossas tend\u00eancias naturais? A inimizade n\u00e3o prov\u00e9m da falta de simpatia entre os Esp\u00edritos?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sem d\u00favida, n\u00e3o se pode ter pelos inimigos um amor terno e apaixonado; n\u00e3o foi o que Jesus quis dizer. Amar aos inimigos \u00e9 perdoar e pagar o mal com o bem. Agindo assim nos tornamos superiores a eles; pela vingan\u00e7a, nos colocamos abaixo deles.<\/p>\n<p><strong>888 O que pensar da esmola?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 O homem reduzido a pedir esmola se degrada moral e fisicamente: ele se embrutece. Numa sociedade baseada na lei de Deus e na justi\u00e7a, deve-se prover a vida do fraco sem humilha\u00e7\u00e3o e garantir a exist\u00eancia daqueles que n\u00e3o podem trabalhar sem deixar sua vida sujeita ao acaso e \u00e0 boa vontade.<\/p>\n<p><strong>888 a V\u00f3s reprovais a esmola?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o; n\u00e3o \u00e9 a esmola que \u00e9 reprov\u00e1vel, \u00e9 muitas vezes a maneira como \u00e9 dada. O homem de bem que compreende a caridade, como Jesus, vai at\u00e9 o infeliz sem esperar que ele estenda a m\u00e3o.<\/p>\n<p>A verdadeira caridade \u00e9 sempre boa e benevolente, tanto no ato quanto na forma. Um servi\u00e7o que nos \u00e9 oferecido com delicadeza tem seu valor aumentado; mas se \u00e9 feito com ostenta\u00e7\u00e3o, a necessidade pode fazer com que seja aceito, por\u00e9m o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o se sente tocado.<\/p>\n<p>Lembrai-vos tamb\u00e9m que a ostenta\u00e7\u00e3o tira, aos olhos de Deus, o m\u00e9rito do benef\u00edcio. Jesus ensinou: \u201cQue a m\u00e3o esquerda n\u00e3o saiba o que faz a direita\u201d, ensinando a n\u00e3o ofuscar a caridade com o orgulho.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso distinguir a esmola propriamente dita da benefic\u00eancia. O mais necessitado nem sempre \u00e9 aquele que pede; o temor da humilha\u00e7\u00e3o tolhe o verdadeiro pobre, que sofre sem se lamentar; \u00e9 a esse que o homem verdadeiramente humano deve procurar sem ostenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei. Lei divina pela qual Deus governa os mundos. O amor \u00e9 a lei de atra\u00e7\u00e3o para os seres vivos e organizados; a atra\u00e7\u00e3o \u00e9 a lei de amor para a mat\u00e9ria inorg\u00e2nica.<\/p>\n<p>Nunca vos esque\u00e7ais de que o Esp\u00edrito, seja qual for seu grau de adiantamento, sua situa\u00e7\u00e3o como reencarnado ou no mundo espiritual, est\u00e1 sempre colocado entre um superior que o guia e aperfei\u00e7oa e um inferior diante do qual tem esses mesmos deveres a cumprir.<\/p>\n<p>Sede caridosos, praticando n\u00e3o apenas a caridade que tira do bolso a esmola que dais friamente \u00e0quele que ousa pedir, mas a que vos leve ao encontro das mis\u00e9rias ocultas. Sede indulgentes para com os defeitos de vossos semelhantes. Em vez de desprezar a ignor\u00e2ncia e o v\u00edcio, instru\u00ed-os e moralizai-os. Sede doces e benevolentes para todos que s\u00e3o inferiores; sede doces e benevolentes mesmo em rela\u00e7\u00e3o aos seres mais insignificantes da cria\u00e7\u00e3o e tereis obedecido \u00e0 lei de Deus.<\/p>\n<p>S\u00e3o Vicente de Paulo<\/p>\n<p><strong>889 N\u00e3o existem homens reduzidos a mendigos por sua pr\u00f3pria culpa?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sem d\u00favida; mas se uma boa educa\u00e7\u00e3o moral lhes ensinasse a praticar a lei de Deus, n\u00e3o cairiam nos excessos que causam sua perdi\u00e7\u00e3o; \u00e9 da\u00ed, especialmente, que depende o melhoramento de vosso globo. (Veja a quest\u00e3o 707.)<\/p>\n<p><strong>Amor maternal e filial<\/strong><\/p>\n<p><strong>890 O amor materno \u00e9 uma virtude ou um sentimento instintivo comum aos humanos e animais?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Tanto um quanto outro. A natureza deu \u00e0 m\u00e3e o amor pelos filhos no interesse de sua conserva\u00e7\u00e3o; mas no animal esse amor est\u00e1 limitado \u00e0s necessidades materiais e termina quando os cuidados tornam-se in\u00fateis. No homem, ele persiste por toda a vida e comporta um devotamento e um desinteresse que s\u00e3o virtudes. Sobrevive at\u00e9 mesmo \u00e0 morte e prossegue no mundo espiritual. Observai bem que h\u00e1 nele outra coisa a mais que no animal. (Veja as quest\u00f5es 205 e 385.)<\/p>\n<p><strong>891 Uma vez que o amor materno est\u00e1 na natureza, por que h\u00e1 m\u00e3es que odeiam seus filhos desde o nascimento?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 algumas vezes uma prova escolhida pelo Esp\u00edrito da crian\u00e7a, ou uma expia\u00e7\u00e3o, se ele mesmo foi um mau pai, m\u00e3e ou um mau filho em uma outra exist\u00eancia. (Veja a quest\u00e3o 392.) Em todos os casos, a m\u00e3e ruim s\u00f3 pode ser animada por um mau Esp\u00edrito que se empenha em dificultar a exist\u00eancia do filho para que ele fracasse nas provas que aceitou. Mas essa viola\u00e7\u00e3o das leis da natureza n\u00e3o ficar\u00e1 impune e o Esp\u00edrito da crian\u00e7a ser\u00e1 recompensado pelos obst\u00e1culos que tenha superado.<\/p>\n<p><strong>892 Quando os pais t\u00eam filhos que causam desgostos, n\u00e3o s\u00e3o perdo\u00e1veis por n\u00e3o terem a mesma ternura que teriam em caso contr\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, porque \u00e9 um encargo a eles confiado e \u00e9 sua miss\u00e3o fazer todos os esfor\u00e7os para reconduzi-los ao bem (Veja as quest\u00f5es 582 e 583.) Al\u00e9m disso, esses desgostos s\u00e3o freq\u00fcentemente o resultado dos maus costumes que foram dados desde o ber\u00e7o: eles ent\u00e3o colhem o que semearam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parte Terceira \u2013 Cap\u00edtulo 11 Lei de justi\u00e7a, amor e caridade Justi\u00e7a e direitos naturais \u2013 Direito de propriedade. 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