{"id":494,"date":"2013-03-31T16:38:54","date_gmt":"2013-03-31T19:38:54","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=494"},"modified":"2013-04-22T21:50:35","modified_gmt":"2013-04-23T00:50:35","slug":"fisica-quantica-e-espiritismo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ciencia-e-espiritualidade\/fisica-quantica-e-espiritismo\/","title":{"rendered":"F\u00edsica Qu\u00e2ntica e Espiritismo"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>A F\u00edsica Qu\u00e2ntica em Busca da Part\u00edcula Divina<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><i>Lu\u00eds de Almeida<\/i><\/p>\n<p align=\"center\">(Este artigo de Lu\u00eds de Almeida foi originalmente publicado na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oclarim.com.br\/\">Revista Internacional de Espiritismo<\/a>\u00a0de Janeiro de 2002)<\/p>\n<p>&#8220;<i>Confesso que, ap\u00f3s cuidadosa e atenta leitura deste trabalho, conclui que foi um dos melhores artigos que j\u00e1 tive o prazer de ler. Ele se me afigura o mais erudito e informativo trabalho acerca da rela\u00e7\u00e3o entre a F\u00edsica e o Espiritismo, at\u00e9 agora escrito em idioma portugu\u00eas. Se traduzido para o ingl\u00eas ser\u00e1, sem d\u00favida, apreciad\u00edssimo, inclusive pelos f\u00edsicos mais modernos que, atualmente, divulgam obras acerca do relacionamento entre a Consci\u00eancia e o Universo, vislumbrado sob a \u00f3ptica das F\u00edsicas Qu\u00e2ntica e Relativ\u00edstica. Menciono, como exemplos, os livros de Michio Kaku (Hiperespa\u00e7o, ed. Rocco, Rio de Janeiro, RJ) e de Amit Goswami (O Universo Autoconsciente, edit. Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro).<\/i>&#8221;<br \/>\n<b>Dr. Hernani Guimar\u00e3es Andrade<\/b><\/p>\n<p>A F\u00edsica continua a dar ao Espiritismo, ainda que os f\u00edsicos de tal n\u00e3o se apercebam, ou melhor, n\u00e3o queiram por enquanto se aperceber, uma contribui\u00e7\u00e3o gigantesca na confirma\u00e7\u00e3o dos postulados esp\u00edritas, que de maneira nenhuma n\u00f3s, os esp\u00edritas, poderemos subestimar. Existe uma ci\u00eancia esp\u00edrita, com uma metodologia de ci\u00eancia, assentada nas quest\u00f5es espirituais, mais do que possamos imaginar, e a prova disso \u00e9 O Livro dos Esp\u00edritos &#8211; uma obra actual &#8211; um manancial para a F\u00edsica Moderna. Trazendo-nos um novo conceito b\u00e1sico sobre a vis\u00e3o macro e microc\u00f3smica de Deus (ao defini-Lo como &#8220;a intelig\u00eancia suprema, causa prim\u00e1ria de todas as coisas&#8221;) do Esp\u00edrito e da Mat\u00e9ria propriamente dita.<\/p>\n<p><b>A F\u00edsica Moderna leva-nos ao encontro do Esp\u00edrito e de Deus<\/b><\/p>\n<p>A f\u00edsica qu\u00e2ntica pode constituir uma ponte entre a ci\u00eancia e o mundo espiritual, pois segundo ela, pode-se &#8220;reduzir&#8221; a mat\u00e9ria, de forma subjectiva e no dom\u00ednio do abstracto, at\u00e9 \u00e0 consci\u00eancia &#8211; causa da &#8220;intelectualidade&#8221; da mat\u00e9ria. A consci\u00eancia transforma as possibilidades da mat\u00e9ria em realidade, transformando as possibilidades qu\u00e2nticas em factos reais. Essa consci\u00eancia deve apresentar uma unidade e transcender o tempo, espa\u00e7o e mat\u00e9ria. N\u00e3o \u00e9 algo material, na realidade, \u00e9 a base de todos os seres.<\/p>\n<p>Recordemos o professor de Lyon\u00a0<i>In O Livro dos Esp\u00edritos\u00a0<\/i>(9):<\/p>\n<p><i>23. Que \u00e9 o Esp\u00edrito?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;O princ\u00edpio inteligente do Universo&#8221;.<\/p>\n<p><i>a) &#8211; Qual a natureza \u00edntima do Esp\u00edrito?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil analisar o Esp\u00edrito com a vossa linguagem. Para v\u00f3s, ele nada \u00e9, por n\u00e3o ser palp\u00e1vel. Para n\u00f3s, entretanto, \u00e9 alguma coisa.&#8221;<\/p>\n<p>Tanto \u00e9 assim, que os f\u00edsicos te\u00f3ricos postulam a exist\u00eancia de uma &#8220;part\u00edcula&#8221;, que seria a part\u00edcula &#8220;fundamental&#8221;, que ainda n\u00e3o foi encontrada, mas a qual o Pr\u00e9mio Nobel da f\u00edsica, Leon Lederman, denomina a &#8220;<i>part\u00edcula divina&#8221;<\/i>. Part\u00edcula essa decisiva pois \u00e9 ela que determina a massa das restantes, bem como a coes\u00e3o dada pela gravidade dos 90% do universo ainda desconhecido.<\/p>\n<p>Leiamos Kardec\u00a0<i>In O Livro dos Esp\u00edritos<\/i>\u00a0(9):<\/p>\n<p><i>25. O Esp\u00edrito independe da mat\u00e9ria, ou \u00e9 apenas uma propriedade desta, como as cores o s\u00e3o da luz e o som o \u00e9 do ar?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;S\u00e3o distintos uma do outro; mas, a uni\u00e3o do Esp\u00edrito e da mat\u00e9ria \u00e9 necess\u00e1ria para intelectualizar a mat\u00e9ria.&#8221;<\/p>\n<p><i>26. Poder-se-\u00e1 conceber o Esp\u00edrito sem a mat\u00e9ria e a mat\u00e9ria sem o Esp\u00edrito?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;Pode-se, \u00e9 fora de d\u00favida, pelo pensamento.&#8221;<\/p>\n<p>Cabe lembrar que os f\u00edsicos, a partir das pesquisas do norte-americno Murray Gel Mann nos aceleradores de part\u00edcula, j\u00e1 admitem a exist\u00eancia de um dom\u00ednio externo ao mundo c\u00f3smico dito material onde provavelmente existam agentes activos tamb\u00e9m chamados\u00a0<i>frameworkers<\/i>, capazes de actuar sobre a energia do Universo, modulando-a e dando-lhe formas de part\u00edcula at\u00f3mica, ou seja por outras palavras &#8211; o esp\u00edrito, chamado tamb\u00e9m &#8220;Agente Estruturador&#8221;por v\u00e1rios f\u00edsicos te\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Retomemos novamente o mestre lion\u00eas\u00a0<i>In O Livro dos Esp\u00edritos<\/i>\u00a0(9):<\/p>\n<p><i>76. Que defini\u00e7\u00e3o se pode dar dos Esp\u00edritos?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;Pode dizer-se que os Esp\u00edritos s\u00e3o os seres inteligentes da cria\u00e7\u00e3o. Povoam o Universo, fora do mundo material.&#8221;<\/p>\n<p><i>536. S\u00e3o devidos a causas fortuitas, ou, ao contr\u00e1rio, t\u00eam todos um fim providencial, os grandes fen\u00f3menos da Natureza, os que se consideram como perturba\u00e7\u00e3o dos elementos?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8216;&#8221;Tudo tem uma raz\u00e3o de ser e nada acontece sem a permiss\u00e3o de Deus.&#8221;<\/p>\n<p><i>b) &#8211; Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa prim\u00e1ria, nisto como em tudo; por\u00e9m, sabendo que os Esp\u00edritos exercem ac\u00e7\u00e3o sobre a mat\u00e9ria e que s\u00e3o os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles n\u00e3o exercer\u00e3o certa influ\u00eancia sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;Mas evidentemente. Nem poderia ser de outro modo. Deus n\u00e3o exerce ac\u00e7\u00e3o directa sobre a mat\u00e9ria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos.&#8221;<\/p>\n<p><b>A Teoria das Supercordas e a Dimens\u00e3o Psi<\/b><\/p>\n<p>Outra teoria qu\u00e2ntica, que vem de encontro a exist\u00eancia de uma &#8220;part\u00edcula divina consci\u00eancial&#8221; no final da escala das part\u00edculas subat\u00f3micas, \u00e9 a teoria das supercordas. Essa teoria foi melhorada e \u00e9 defendida por um dos f\u00edsicos te\u00f3ricos mais respeitados da actualidade Edward Witten, professor do\u00a0<i>Institute for Advanced Study<\/i>\u00a0em Princeton, EUA. De maneira bastante simples e resumida, a teoria das supercordas postula que os quarks, mais \u00ednfima part\u00edcula subat\u00f3mica conhecida at\u00e9 o momento, estariam ligados entre si por &#8220;supercordas&#8221; que, de acordo com sua vibra\u00e7\u00e3o, dariam a &#8220;tonalidade&#8221; espec\u00edfica ao n\u00facleo at\u00f3mico a que pertencem, dando assim as qualidades f\u00edsico-qu\u00edmicas da part\u00edcula em quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Querer imagin\u00e1-las \u00e9 como tentar conceber um ponto matem\u00e1tico: \u00e9 imposs\u00edvel, por enquanto. Al\u00e9m disso, s\u00e3o inimaginavelmente pequenas. Para termos uma ideia: o planeta Terra \u00e9 dez a vinte ordens grandeza mais pequeno do que o universo, e o n\u00facleo at\u00f3mico \u00e9 dez a vinte ordens de grandeza mais pequeno do que a Terra. Pois bem, uma supercorda \u00e9 dez a vinte ordens mais pequena do que o n\u00facleo at\u00f3mico.<\/p>\n<p>O professor Rivail, esclarece\u00a0<i>In O Livro dos Esp\u00edritos<\/i>\u00a0(9):<\/p>\n<p><i>30. A mat\u00e9ria \u00e9 formada de um s\u00f3 ou de muitos elementos?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;De um s\u00f3 elemento primitivo. Os corpos que considerais simples n\u00e3o s\u00e3o verdadeiros elementos, s\u00e3o transforma\u00e7\u00f5es da mat\u00e9ria primitiva.&#8221;<\/p>\n<p>Ou seja, \u00e9 a vibra\u00e7\u00e3o dessas infinitesimais &#8220;<i>cordinhas&#8221;<\/i>\u00a0que seria respons\u00e1vel pelas caracter\u00edsticas do \u00e1tomo a que pertencem. Conforme vibrem essas &#8220;<i>cordinhas&#8221;<\/i>\u00a0dariam origem a um \u00e1tomo de hidrog\u00e9nio, h\u00e9lio e assim por diante, que por sua vez, agregados em mol\u00e9culas, d\u00e3o origem a compostos espec\u00edficos e cada vez mais complexos, levando-nos a pelo menos 11 dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>Corrobora Allan Kardec\u00a0<i>In O Livro dos Esp\u00edritos<\/i>\u00a0(9):<\/p>\n<p><i>79. Pois que h\u00e1 dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-\u00e1 dizer que os Esp\u00edritos s\u00e3o formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o s\u00e3o do elemento material?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;Evidentemente. Os Esp\u00edritos s\u00e3o a individualiza\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio inteligente, como os corpos s\u00e3o a individualiza\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio material..&#8221;<\/p>\n<p><i>64. Vimos que o Esp\u00edrito e a mat\u00e9ria s\u00e3o dois elementos constitutivos do Universo. O princ\u00edpio vital ser\u00e1 um terceiro?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;\u00c9, sem d\u00favida, um dos elementos necess\u00e1rios \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o do Universo, mas que tamb\u00e9m tem sua origem na mat\u00e9ria universal modificada. \u00c9, para v\u00f3s, um elemento, como o oxig\u00e9nio e o hidrog\u00e9nio, que, entretanto, n\u00e3o s\u00e3o elementos primitivos, pois que tudo isso deriva de um s\u00f3 princ\u00edpio.&#8221;<\/p>\n<p>Essa teoria traz a ila\u00e7\u00e3o de que tal tonalidade vibrat\u00f3ria fundamenta \u00e9 dada por algo ou algu\u00e9m, de onde abstra\u00edmos a ?consci\u00eancia? como factor propulsor dessas cordas qu\u00e2nticas. Assim sendo, isso ainda mais nos faz pensar numa unidade consciencial vibrando a partir de cada objecto, de cada ser.<\/p>\n<p>Complementa Kardec\u00a0<i>In O Livro dos Esp\u00edritos<\/i>\u00a0(9):<\/p>\n<p><i>615. \u00c9 eterna a lei de Deus?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;Eterna e imut\u00e1vel como o pr\u00f3prio Deus.&#8221;<\/p>\n<p><i>621. Onde est\u00e1 escrita a lei de Deus?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;Na consci\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>Seguindo esta teoria e embarcando na ideia lan\u00e7ada por Andr\u00e9 Luiz In Evolu\u00e7\u00e3o em Dois Mundos (11), onde somos co-criadores dessa consci\u00eancia universal, e cada vez mais respons\u00e1veis por gerir o estado vibracional das nossas pr\u00f3prias &#8220;cordinhas&#8221; &#8211; a chamada dimens\u00e3o Psi por v\u00e1rios investigadores espiritas -, \u00e0 medida que delas nos conscientizemos, chegaremos a harmonia perfeita quando realmente entrarmos em sintonia com a consci\u00eancia geradora que est\u00e1 em n\u00f3s, e tamb\u00e9m no todo, vulgarmente conhecida por Deus, ou como alguns f\u00edsicos te\u00f3ricos sustentam &#8220;O Supremo Agente Estruturador&#8221;.<\/p>\n<p>Leiamos o Codificador\u00a0<i>In O Livro dos Esp\u00edritos<\/i>\u00a0(9):<\/p>\n<p><i>5. Que dedu\u00e7\u00e3o se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da exist\u00eancia de Deus?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se n\u00e3o tivesse uma base? \u00c9 ainda uma consequ\u00eancia do princ\u00edpio &#8211; n\u00e3o h\u00e1 efeito sem causa.&#8221;<\/p>\n<p><i>7. Poder-se-ia achar nas propriedades \u00edntimas da mat\u00e9ria a causa prim\u00e1ria da forma\u00e7\u00e3o das coisas?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;Mas, ent\u00e3o, qual seria a causa dessas propriedades? \u00c9 indispens\u00e1vel sempre uma causa prim\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n<p>Interpretemos Allan Kardec\u00a0<i>In A G\u00e9nese<\/i>\u00a0(10) Cap. II &#8211;\u00a0<i>A Provid\u00eancia:<\/i><\/p>\n<p><i>20. &#8211; A provid\u00eancia \u00e9 a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele est\u00e1 em toda parte, tudo v\u00ea, a tudo preside, mesmo \u00e0s coisas mais m\u00ednimas. \u00c9 nisto que consiste a ac\u00e7\u00e3o providencial.<\/i><br \/>\n<i>\u00abComo pode Deus, t\u00e3o grande, t\u00e3o poderoso, t\u00e3o superior a tudo, imiscuir-se em pormenores \u00ednfimos, preocupar-se com os menores actos e os menores pensamentos de cada indiv\u00edduo?\u00bb Esta a interroga\u00e7\u00e3o que a si mesmo dirige o incr\u00e9dulo, concluindo por dizer que, admitida a exist\u00eancia de Deus, s\u00f3 se pode admitir, quanto \u00e0 sua ac\u00e7\u00e3o, que ela se exer\u00e7a sobre as leis gerais do Universo; que este funcione de toda a eternidade em virtude dessas leis, \u00e0s quais toda criatura se acha submetida na esfera de suas actividades, sem que haja mister a interven\u00e7\u00e3o incessante da Provid\u00eancia.<\/i><\/p>\n<p>Esta consci\u00eancia \u00fanica do racioc\u00ednio qu\u00e2ntico, transforma-se em dois elementos: um objectivo e outro subjectivo. O subjectivo chamamos de ser qu\u00e2ntico, universal, indivis\u00edvel. A individualiza\u00e7\u00e3o desse ser \u00e9 consequ\u00eancia de um condicionamento. Esse ser qu\u00e2ntico \u00e9 a maneira como pensamos em Deus, que \u00e9 o ser criador dentro de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Voltemos ao g\u00e9nio de Lyon\u00a0<i>In A G\u00e9nese<\/i>\u00a0(10) Cap. II &#8211;\u00a0<i>A Provid\u00eancia<\/i>:<\/p>\n<p>34.<i>\u00a0&#8211; Sendo Deus a ess\u00eancia divina por excel\u00eancia, unicamente os Esp\u00edritos que atingiram o mais alto grau de desmaterializa\u00e7\u00e3o o podem perceber. Pelo facto de n\u00e3o o verem, n\u00e3o se segue que os Esp\u00edritos imperfeitos estejam mais distantes dele do que os outros; esses Esp\u00edritos, como os demais, como todos os seres da Natureza, se encontram mergulhados no fluido divino, do mesmo modo que n\u00f3s o estamos na luz.<\/i><\/p>\n<p>Geralmente, n\u00f3s interpretamos Deus como algo unicamente externo. Pensamos em Deus como um ser separado de n\u00f3s. Isso \u00e9 a causa dos conflitos. Se Deus tamb\u00e9m est\u00e1 dentro de n\u00f3s, podemos mudar por nossa pr\u00f3pria vontade. Mas se acreditamos que Deus est\u00e1 exclusivamente do lado de fora, ent\u00e3o supomos que s\u00f3 Ele pode nos mudar e n\u00e3o nos transformamos pela nossa pr\u00f3pria vontade. N\u00e3o podemos excluir a nossa vontade, dizendo que tudo ocorre pela vontade de Deus. Temos de reconhecer o deus que h\u00e1 em n\u00f3s, como afirmou o Doce Amigo h\u00e1 2000 anos. Ent\u00e3o seremos livres.<\/p>\n<p>Allan Kardec atesta\u00a0<i>In A G\u00e9nese<\/i>\u00a0(10) Cap. II &#8211;\u00a0<i>A Provid\u00eancia:<\/i><\/p>\n<p>24. &#8211;\u00a0<i>(&#8230;) Achamo-nos ent\u00e3o, constantemente, em presen\u00e7a da Divindade; nenhuma das nossas ac\u00e7\u00f5es lhe podemos subtrair ao olhar; o nosso pensamento est\u00e1 em contacto ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, raz\u00e3o para dizer-se que Deus v\u00ea os mais profundos refolhos do nosso cora\u00e7\u00e3o. Estamos nele, como ele est\u00e1 em n\u00f3s, segundo a palavra do Cristo.<\/i><\/p>\n<p><i>Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, n\u00e3o precisa Deus lan\u00e7ar o olhar do Alto da imensidade. As nossas preces, para que ele as ou\u00e7a, n\u00e3o precisam transpor o espa\u00e7o, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de cont\u00ednuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele<\/i>.<\/p>\n<p><b>O Livro dos Esp\u00edritos: uma obra actual e de refer\u00eancia<\/b><\/p>\n<p>A F\u00edsica continua a dar ao Espiritismo, ainda que os f\u00edsicos de tal n\u00e3o se apercebam, ou melhor, n\u00e3o queiram por enquanto se aperceber, uma contribui\u00e7\u00e3o gigantesca na confirma\u00e7\u00e3o dos postulados esp\u00edritas, que de maneira nenhuma n\u00f3s, os esp\u00edritas, poderemos subestimar. Existe uma ci\u00eancia esp\u00edrita, com uma metodologia de ci\u00eancia, assentada nas quest\u00f5es espirituais, mais do que possamos imaginar, e a prova disso \u00e9\u00a0<i>O Livro dos Esp\u00edritos<\/i>\u00a0(9) &#8211; uma obra actual &#8211; um manancial para a F\u00edsica Moderna. Trazendo-nos um novo conceito b\u00e1sico sobre a vis\u00e3o macro e microc\u00f3smica de Deus (ao defini-Lo como &#8220;a intelig\u00eancia suprema, causa prim\u00e1ria de todas as coisas&#8221;) do\u00a0<i>Esp\u00edrito<\/i>\u00a0e da\u00a0<i>Mat\u00e9ria<\/i>\u00a0propriamente dita.<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos com Allan Kardec\u00a0<i>In O Livro dos Esp\u00edritos<\/i>\u00a0(9) resumindo toda esta teoria da F\u00edsica Moderna de forma magistral, simplesmente espantoso, acreditem&#8230;:<\/p>\n<p><i>27. H\u00e1 ent\u00e3o dois elementos gerais do Universo: a mat\u00e9ria e o Esp\u00edrito?<\/i><br \/>\n&#8211; &#8220;Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, esp\u00edrito e mat\u00e9ria constituem o princ\u00edpio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermedi\u00e1rio entre o Esp\u00edrito e a mat\u00e9ria propriamente dita, por demais grosseira para que o Esp\u00edrito possa exercer ac\u00e7\u00e3o sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja l\u00edcito classific\u00e1-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente mat\u00e9ria, raz\u00e3o n\u00e3o haveria para que tamb\u00e9m o Esp\u00edrito n\u00e3o o fosse. Est\u00e1 colocado entre o Esp\u00edrito e a mat\u00e9ria; \u00e9 fluido, como a mat\u00e9ria, e suscept\u00edvel, pelas suas inumer\u00e1veis combina\u00e7\u00f5es com esta e sob a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte m\u00ednima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Esp\u00edrito se utiliza, \u00e9 o princ\u00edpio sem o qual a mat\u00e9ria estaria em perp\u00e9tuo estado de divis\u00e3o e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe d\u00e1.&#8221;<\/p>\n<p>Lu\u00eds de Almeida \u00e9 Dirigente do Centro Esp\u00edrita Caridade por Amor, da cidade do Porto, com pagina na Internet\u00a0<a href=\"http:\/\/www.terravista.pt\/PortoSanto\/1391\">http:\/\/www.terravista.pt\/PortoSanto\/1391<\/a><br \/>\nEmail: electronico\u00a0<a href=\"mailto:ceca@sapo.pt\">ceca@sapo.pt<\/a><\/p>\n<p><b>Bibliografia:<\/b><\/p>\n<p>(1)\u00a0<b>Dyson<\/b>, Freeman em INFINITO EM TODAS AS DIREC\u00c7\u00d5ES &#8211; Edi\u00e7\u00f5es Gradiva &#8211; 1990 &#8211; Portugal.<br \/>\n(2)\u00a0<b>Greene<\/b>, Brian em O UNIVERSO ELEGANTE &#8211; Edi\u00e7\u00f5es Gradiva &#8211; 2000 &#8211; Portugal.<br \/>\n(3)\u00a0<b>Hawking<\/b>, Stephen em BREVE HIST\u00d3RIA DO TEMPO (Edi\u00e7\u00e3o actualizada e aumentada, comemorativa do 1\u00ba Anivers\u00e1rio) &#8211; Edi\u00e7\u00f5es Gradiva &#8211; 2000 &#8211; Portugal.<br \/>\n(4)\u00a0<b>Hawking<\/b>, Stephen em O FIM DA F\u00cdSICA &#8211; Edi\u00e7\u00f5es Gradiva &#8211; 1994 &#8211; Portugal.<br \/>\n(5)\u00a0<b>Homepage<\/b>, CERN &#8211; ORGANISATION EUROPEENNE POUR LA RECHERCHE NUCLEAIRE &#8211;<a href=\"http:\/\/welcome.cern.ch\/welcome\/gateway.html\">http:\/\/www.cern.ch\/<\/a><br \/>\n(6)\u00a0<b>Homepage<\/b>, ESA &#8211; EUROPEAN SPACE AGENCY &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.esa.int\/export\/esaCP\/index.html\">http:\/\/www.esa.int\/<\/a><br \/>\n(7)\u00a0<b>Homepage<\/b>, FERMILAB &#8211; FERMI NATIONAL ACCELERATOR LABORATORY &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fnal.gov\/\">http:\/\/www.fnal.gov\/<\/a><br \/>\n(8)\u00a0<b>Homepage<\/b>, NASA &#8211; NATIONAL AERONAUTICS &amp; SPACE ADMINISTRATION &#8211;<a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/\">http:\/\/www.nasa.gov\/<\/a><br \/>\n(9)\u00a0<b>Kardec<\/b>, Allan em O LIVRO DOS ESP\u00cdRITOS &#8211; Edi\u00e7\u00f5es FEB 76\u00aa edi\u00e7\u00e3o<br \/>\n(10)\u00a0<b>Kardec<\/b>, Allan em A G\u00c9NESE &#8211; Edi\u00e7\u00f5es FEB 36\u00aa edi\u00e7\u00e3o.<br \/>\n(11)\u00a0<b>Luiz<\/b>, Andr\u00e9 em EVOLU\u00c7\u00c3O EM DOIS MUNDOS &#8211; Edi\u00e7\u00f5es FEB 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o<br \/>\n(12)\u00a0<b>Reeves<\/b>, Hubert em O PRIMEIRO SEGUNDO &#8211; Edi\u00e7\u00f5es Gradiva &#8211; 1996 &#8211; Portugal.<br \/>\n(13)\u00a0<b>Sagan<\/b>, Carl em UM MUNDO INFESTADO DE DEM\u00d3NIOS &#8211; Edi\u00e7\u00f5es Gradiva &#8211; 1997 &#8211; Portugal.<\/p>\n<p>(Publicado no Boletim GEAE N\u00famero 430 de 19 de fevereiro de 2002)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A F\u00edsica Qu\u00e2ntica em Busca da Part\u00edcula Divina Lu\u00eds de Almeida (Este artigo de Lu\u00eds de Almeida foi originalmente publicado na\u00a0Revista Internacional de Espiritismo\u00a0de Janeiro de 2002) &#8220;Confesso que, ap\u00f3s cuidadosa e atenta leitura deste trabalho, conclui que foi um &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ciencia-e-espiritualidade\/fisica-quantica-e-espiritismo\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":38,"menu_order":6,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-494","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/494","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=494"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/494\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/38"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}