{"id":542,"date":"2013-04-04T19:36:02","date_gmt":"2013-04-04T22:36:02","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=542"},"modified":"2013-05-04T21:04:52","modified_gmt":"2013-05-05T00:04:52","slug":"bem-aventurancas-sermao-do-monte","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ciencia-e-espiritualidade\/bem-aventurancas-sermao-do-monte\/","title":{"rendered":"Bem Aventuran\u00e7as &#8211; Serm\u00e3o do Monte"},"content":{"rendered":"<p><b>Bem-Aventuran\u00e7a: Serm\u00e3o do Monte<\/b><\/p>\n<p><a href=\"mailto:ceismael@sti.com.br\"><i>S\u00e9rgio Biagi Greg\u00f3rio<\/i><\/a><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Sum\u00e1rio:<\/span>\u00a01. Introdu\u00e7\u00e3o. 2. Conceito. 3. Antecedentes. 4. O Texto Evang\u00e9lico e sua\u00a0 Explica\u00e7\u00e3o: 4.1. A Finalidade da Prega\u00e7\u00e3o; 4.2. As Oito Regras; 4.3. Explicando Algumas Dessas Regras: 4.3.1. Pobre de Esp\u00edrito: o Que \u00c9 e o Que N\u00e3o \u00c9; 4.3.2. Choro com Valor e Choro sem Valor; 4.3.3. Mansid\u00e3o \u00e9 For\u00e7a do Esp\u00edrito; 4.3.4. Miseric\u00f3rdia \u00e9 ter Compaix\u00e3o das Dores do Pr\u00f3ximo. 5. Jung, Buda e Discurso Esp\u00edrita: 5.1. Psican\u00e1lise Jungiana; 5.2. Os Ensinamentos de Buda sobre as Bem-Aventuran\u00e7as; 5.3. O Expositor ante a Bem-Aventuran\u00e7a. 6. Bem-Aventuran\u00e7a e Doutrina Esp\u00edrita: 6.1. Cultivando as Bem-Aventuran\u00e7as; 6.2. O Serm\u00e3o do Monte; 6.3. O Aux\u00edlio dos Esp\u00edritos Superiores. 7. Conclus\u00e3o. 8. Bibliografia Consultada.<\/p>\n<p><b>1. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>O objetivo deste estudo \u00e9 relembrar as regras b\u00e1sicas do comportamento humano, trazidas por Jesus, no sentido de melhor auxiliar a elabora\u00e7\u00e3o de nosso pensamento e as conseq\u00fcentes a\u00e7\u00f5es que da\u00ed dimanam.<\/p>\n<p><b>2. CONCEITO<\/b><\/p>\n<p><b>Bem-Aventuran\u00e7a<\/b>\u00a0&#8211; Termo t\u00e9cnico para indicar uma forma liter\u00e1ria que se encontra quer no Antigo quer no Novo Testamento. A Bem-Aventuran\u00e7a \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de b\u00ean\u00e7\u00e3o com base em uma virtude ou na boa sorte. A f\u00f3rmula se inicia com &#8220;bem-aventurado aquele&#8230;&#8221; Com Jesus toma a forma de um paradoxo: a bem-aventuran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 proclamada em virtude de uma boa sorte, mas exatamente em virtude de uma m\u00e1 sorte: pobreza, fome, dor, persegui\u00e7\u00e3o. (Mackenzie, 1984)<\/p>\n<p><b>Serm\u00e3o do Monte<\/b>\u00a0&#8211; Tamb\u00e9m chamado Serm\u00e3o da Montanha ou Serm\u00e3o das Bem-Aventuran\u00e7as, foi pronunciado por Jesus na fralda de um de um monte, em Cafarnaum, dirigindo-se a todas as pessoas que o seguiam. Nele Jesus faz uma s\u00edntese das leis morais que regem a humanidade. (V\u00e1rios Autores, 2000)<\/p>\n<p><b>3. ANTECEDENTES<\/b><\/p>\n<p>As prega\u00e7\u00f5es de Jesus se davam nas proximidades de Cafarnaum. Numerosas pessoas o aguardavam para ouvir o seu verbo redentor. Entre elas estavam aqueles que seriam os seus seguidores, e que deveriam dar prosseguimento \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o da Sua boa-nova.<\/p>\n<p>Depois de uma das suas prega\u00e7\u00f5es do novo reino, chamou os doze companheiros:<\/p>\n<p>Pedro, Andr\u00e9 e Filipe eram filhos de Betsaida, de onde vinham igualmente Tiago e Jo\u00e3o, descendentes de Zebedeu. Levi, Tadeu e Tiago, filhos de Alfeu e sua esposa Cleofas, parenta de Maria, eram nazarenos e amavam a Jesus desde a inf\u00e2ncia. Tom\u00e9 descendia de um antigo pescador de Dalmanuta e Bartolomeu nascera de uma fam\u00edlia laboriosa de Cana da Galil\u00e9ia. Sim\u00e3o, mais tarde denominado o Zelote, deixara a sua de Cana\u00e3 para dedicar-se \u00e0 pescaria, e somente um deles, Judas, destoava um pouco desse concerto, pois nascera em Iscariotes e se consagrava ao pequeno com\u00e9rcio em Cafarnaum, onde vendia peixes e quinquilharias. (Xavier, 1977, p. 38 e 39)<\/p>\n<p><i>Caracter\u00edstica dos ap\u00f3stolos<\/i>: eram os homens mais humildes e simples do lago de Genesar\u00e9.<\/p>\n<p><b>4. O TEXTO EVANG\u00c9LICO E SUA EXPLICA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p><b>4.1. A FINALIDADE DE PREGA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Era chegado o momento de fazer o serm\u00e3o \u00e0queles doze, o qual abrangesse todos os seus ensinamentos, um esclarecimento formal de sua mensagem, e que os ap\u00f3stolos deveriam saber de cor.<\/p>\n<p>Para isso, Ele os conduzira longe das multid\u00f5es, para uma eleva\u00e7\u00e3o rochosa, ali numa encosta da montanha, trecho isolado onde poderiam ficar a s\u00f3s.<\/p>\n<p>Depois que os disc\u00edpulos se acomodaram, proclamou o mais conciso e ordenado sistema de uma filosofia universal. Ali se achava tudo o que alma necessitava saber a respeito de Deus, da cria\u00e7\u00e3o e da vida quotidiana, tanto naquela \u00e9poca como nas vindouras. Foi ali que comunicou \u00e0 humanidade inteira as oito regras b\u00e1sicas para todo o comportamento humano.<\/p>\n<p><b>4.2. AS OITO REGRAS<\/b><\/p>\n<p>1.\u00aa) Bem-aventurados os pobres de esp\u00edrito, porque deles \u00e9 o reino dos c\u00e9us.<\/p>\n<p>2.\u00aa) Bem-aventurados os que choram, porque ser\u00e3o consolados.<\/p>\n<p>3.\u00aa) Bem-aventurados aqueles que s\u00e3o brandos e pac\u00edficos, porque herdar\u00e3o a Terra.<\/p>\n<p>4.\u00aa) bem-aventurados os que t\u00eam fome e sede de justi\u00e7a, porque ser\u00e3o saciados.<\/p>\n<p>5.\u00aa) Bem-aventurados aqueles que s\u00e3o misericordiosos, porque alcan\u00e7ar\u00e3o miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>6.\u00aa) Bem-aventurados aqueles que t\u00eam puro o cora\u00e7\u00e3o, porque ver\u00e3o a Deus.<\/p>\n<p>7.\u00aa) bem-aventurados os que sofrem persegui\u00e7\u00e3o pela justi\u00e7a, porque o reino dos c\u00e9us \u00e9 para eles.<\/p>\n<p>8.\u00aa) Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra v\u00f3s. Regozijai-vos e exultai, porque \u00e9 grande o vosso galard\u00e3o nos c\u00e9us; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de v\u00f3s. (Mateus, 5, 1 a 12)<\/p>\n<p><b>4.3. EXPLICANDO ALGUMAS DESSAS REGRAS<\/b><\/p>\n<p><b>4.3.1. POBRE DE ESP\u00cdRITO: O QUE \u00c9 E O QUE N\u00c3O \u00c9<\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 aquele que \u00e9 pobre do ponto de vista material; n\u00e3o \u00e9 aquele que se deprecia; n\u00e3o \u00e9 aquele que \u00e9 covarde; n\u00e3o \u00e9 aquele que esconde seu talento.<\/p>\n<p>\u00c9 aquele que reconhece que \u00e9: carente na esfera do esp\u00edrito; que n\u00e3o possui as riquezas e os dons espirituais; que depende de Deus.<\/p>\n<p>Por pobres de esp\u00edrito Jesus n\u00e3o entende os homens desprovidos de intelig\u00eancia, mas os humildes: ele disse que o reino dos c\u00e9us \u00e9 deles e n\u00e3o dos orgulhosos. Os homens de ci\u00eancia, compenetrados de si mesmos, elevam-se de tal maneira que acabam por negar a divindade; e os que admitem-na, contestam-lhe a a\u00e7\u00e3o providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que s\u00f3 eles bastam para govern\u00e1-lo. A nega\u00e7\u00e3o divindade \u00e9 muito mais fruto do orgulho do que da convic\u00e7\u00e3o: isto poderia faz\u00ea-los descer do pedestal em que se encontram.<\/p>\n<p>&#8220;Em dizendo que o reino dos c\u00e9us \u00e9 para os simples, Jesus quer dizer que ningu\u00e9m \u00e9 nele admitido sem a\u00a0<i>simplicidade de cora\u00e7\u00e3o<\/i>\u00a0e a\u00a0<i>humildade de esp\u00edrito<\/i>; que o ignorante que possui essas qualidades ser\u00e1 preferido ao s\u00e1bio que cr\u00ea mais em si do que em Deus&#8221;. (Kardec, 1984, p. 101 e 102)<\/p>\n<p><b>4.3.2. CHORO COM VALOR E CHORO SEM VALOR<\/b><\/p>\n<p>Chorar por si s\u00f3 n\u00e3o tem valor nenhum, por isso, muitos choram sem consola\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso das constantes l\u00e1stimas pelas perdas ego\u00edstas ou ambi\u00e7\u00f5es frustradas, das l\u00e1grimas excessivas pelos entes queridos que partiram.<\/p>\n<p>O choro com valor \u00e9 aquele que evoca um arrependimento sincero ante o erro cometido, n\u00e3o s\u00f3 com rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo como com rela\u00e7\u00e3o a Deus. Nesse sentido chorar \u00e9 ter sa\u00fade espiritual.<\/p>\n<p><b>4.3.3. MANSID\u00c3O \u00c9 FOR\u00c7A DO ESP\u00cdRITO<\/b><\/p>\n<p>Ser manso n\u00e3o significava ser um covarde servil, mas um crente na bondade de Deus e na benignidade do universo, mesmo quando a alma vive imersa no sofrimento e n\u00e3o v\u00ea raz\u00e3o para isso. Essa regra exprimia a aceita\u00e7\u00e3o da vontade de Deus.<\/p>\n<p>O mundo acha que o manso \u00e9 covarde, vacilante, fraco. Mas, mansid\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fraqueza \u00e9 sim &#8220;for\u00e7a tornada gentil&#8221;.<\/p>\n<p>A Mansid\u00e3o \u00e9 uma atitude interna de quem \u00e9 pobre de esp\u00edrito e de quem chora. \u00c9 o ponto de vista que a pessoa faz de si mesma, que se expressa da forma com que o crist\u00e3o v\u00ea os outros.<\/p>\n<p><b>4.3.4. MISERIC\u00d3RDIA \u00c9 TER COMPAIX\u00c3O DAS DORES DO PR\u00d3XIMO<\/b><\/p>\n<p>Sentido etimol\u00f3gico: &#8220;sentir a mis\u00e9ria do outro em meu cora\u00e7\u00e3o&#8221;. Quando nos vemos em posi\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio ou superioridade sobre o outro, que havia transgredido contra nossa pessoa e n\u00f3s nos recusamos em nos vingar.<\/p>\n<p>Miseric\u00f3rdia \u00e9 uma disposi\u00e7\u00e3o da alma, de ser semelhante a Cristo ao encarar amigos, inimigos, desprezados, e pecadores. \u00c9 uma manifesta\u00e7\u00e3o da conduta. O misericordioso usa de bondade ao julgar os outros; procura o melhor, n\u00e3o o pior; \u00e9 lento para condenar, r\u00e1pido para recomendar.<\/p>\n<p><b>5. JUNG, BUDA E DISCURSO ESP\u00cdRITA<\/b><\/p>\n<p><b>5.1. PSICAN\u00c1LISE JUNGIANA<\/b><\/p>\n<p>Carl Gustav Jung, psiquiatra su\u00ed\u00e7o, foi muito feliz quando fez um paralelo entre os ensinamentos de Jesus e a psicologia. Vejamos o que ele nos traz, na interpreta\u00e7\u00e3o das Bem-aventuran\u00e7as (Mateus 5:3-10).<\/p>\n<p>1. Bem-aventurados os pobres de esp\u00edrito, porque deles \u00e9 o reino dos c\u00e9us. Felizes aqueles que t\u00eam consci\u00eancia de sua pobreza espiritual e que buscam humildemente aquilo que necessitam.<\/p>\n<p>2. Bem-aventurados os que choram, porque ser\u00e3o consolados. Os que choram se encontram envolvidos num processo de crescimento. Eles ser\u00e3o consolados quando o valor projetado, perdido, for recuperado no interior do psique.<\/p>\n<p>3. Bem-aventurados os mansos, porque herdar\u00e3o a terra. Essa mansid\u00e3o est\u00e1 relacionada ao Ego, que precisa ser trabalhado, essa atitude \u00e9 afortunada, pois o ego est\u00e1 pronto para receber ensinamentos e aberto \u00e0s novas considera\u00e7\u00f5es que podem levar a uma rica heran\u00e7a. Herdar a terra significa adquirir uma consci\u00eancia em saber se relacionar ao todo ou de ter uma participa\u00e7\u00e3o pessoal no todo.<\/p>\n<p>4. Bem-aventurados os que t\u00eam fome e sede de justi\u00e7a, porque ser\u00e3o saciados. Trata-se de um principio orientador interior, de car\u00e1ter objetivo, que traz um sentimento de realiza\u00e7\u00f5es do Ego que o busca com fome. A justi\u00e7a de estar vivendo de acordo com a verdadeira e real necessidade interior.<\/p>\n<p>5. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcan\u00e7ar\u00e3o miseric\u00f3rdia. Se o Ego \u00e9 misericordioso, ele receber\u00e1 miseric\u00f3rdia do \u00edntimo.<\/p>\n<p>6. Bem-aventurados os puros de cora\u00e7\u00e3o, porque ver\u00e3o a Deus. A pureza ou a limpeza podem significar um estado do Ego, livre da contamina\u00e7\u00e3o de conte\u00fado ou motiva\u00e7\u00f5es do inconsciente. Aquele que \u00e9 consciente \u00e9 puro, porque \u00e9 consciente de que seu erro abre uma porta para experimentar a sua pr\u00f3pria ess\u00eancia.<\/p>\n<p>7. Bem-aventurados os pacificadores, porque ser\u00e3o chamados de filhos de Deus. O papel apropriado do Ego \u00e9 mediar entre as partes oponentes aos conflitos intra-ps\u00edquicos internos.<\/p>\n<p>8. Bem-aventurados os que s\u00e3o perseguidos por causa da justi\u00e7a, porque deles \u00e9 o reino dos c\u00e9us. O Ego precisa suportar a dor e o sofrimento, sem sucumbir ao amargor e ao ressentimento, para relacionar-se \u00e0 lei interna objetiva.<\/p>\n<p>Yung nos mostra atrav\u00e9s dessa correla\u00e7\u00e3o entre os ensinamentos de Jesus e a psique humana que o principal ponto das Bem-aventuran\u00e7as entendidas psicologicamente \u00e9 a exalta\u00e7\u00e3o do Ego n\u00e3o inflado, um Ego humilde. (www.espirito.com.br)<\/p>\n<p><b>5.2. OS ENSINAMENTOS DE BUDA SOBRE AS BEM-AVENTURAN\u00c7AS<\/b><\/p>\n<p>Bem-aventurados os que sabem e cujo conhecimento \u00e9 livre de ilus\u00f5es e supersti\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Bem-aventurados os que dizem que sabem, de maneira bondosa, franca e verdadeira.<\/p>\n<p>Bem-aventurados aqueles cuja conduta \u00e9 tranq\u00fcila, honesta e pura.<\/p>\n<p>Bem-aventurados os que ganham a vida de maneira que n\u00e3o traga mal ou perigo a qualquer vivente.<\/p>\n<p>Bem-aventurados os tranq\u00fcilos, que se despojam da m\u00e1 vontade, orgulho e falsa convic\u00e7\u00e3o, substituindo-os por amor piedade e compreens\u00e3o.<\/p>\n<p>Bem-aventurados todos aqueles que dirijam os melhores esfor\u00e7os no sentido da prepara\u00e7\u00e3o e dom\u00ednio de si mesmos.<\/p>\n<p>Bem-aventurados, al\u00e9m de todos os limites, quando por este meio, vos despojardes das limita\u00e7\u00f5es do ego\u00edsmo.<\/p>\n<p>E bem-aventurados, finalmente, os que se extasiam em contemplar o que \u00e9 profundo e verdadeiro sobre este mundo e nele a nossa vida. (Rodrigues, 1988, p.61)<\/p>\n<p><b>5.3. O EXPOSITOR ANTE A BEM-AVENTURAN\u00c7A<\/b><\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor que sabe como pregar.<\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor que encurta suas introdu\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor que modela sua voz, e nunca grita.<\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor que sabe como e quando terminar.<\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor que se inclui entre os ouvintes.<\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor cujas palestras s\u00e3o articuladas e l\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor cujas palestras constituem uma unidade, t\u00eam prop\u00f3sito definido, sendo cada palavra bem pensada e meditada.<\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor que raramente emprega o pronome eu.<\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor que conhece, prega e pratica a Doutrina Esp\u00edrita.<\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor que vive a mensagem que prega.<\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor que \u00e9 Cristoc\u00eantrico.<\/p>\n<p>Bem-aventurado o expositor que antes de se preocupar com a qualidade das palavras, se preocupa com o sentimento que ir\u00e1 passar.<\/p>\n<p>&#8220;Pregar o Evangelho de Jesus Cristo \u00e9 o mais alto privil\u00e9gio e a aventura mais sedutora jamais comissionada ao homem, e ainda o prop\u00f3sito final de toda prega\u00e7\u00e3o do Evangelho, \u00e9 a evangeliza\u00e7\u00e3o &#8211; a real convers\u00e3o para Cristo.&#8221;\u00a0(www.espirito.com.br)<\/p>\n<p><b>6. BEM-AVENTURAN\u00c7AS E DOUTRINA ESP\u00cdRITA<\/b><\/p>\n<p><b>6.1. CULTIVANDO AS BEM-AVENTURAN\u00c7AS<\/b><\/p>\n<p>Cultivar as bem-aventuran\u00e7as n\u00e3o \u00e9 al\u00e7ar exclama\u00e7\u00f5es de piedade inativa para o c\u00e9u, lastimando os males do pr\u00f3ximo com a boca e guardando os bra\u00e7os em repouso, diante do sofrimento alheio que nos convoca ao aux\u00edlio, \u00e0 fraternidade e \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Bem-aventurados os que lutam e sofrem, que se agitam e trabalham na materializa\u00e7\u00e3o do bem comum, porque todos aqueles que fazem da piedade o servi\u00e7o constante do amor encontram realmente as portas abertas para o Reino de Deus. (Xavier, 1974, p. 121)<\/p>\n<p><b>6.2. O SERM\u00c3O DO MONTE<\/b><\/p>\n<p>Levi ficou surpreso com os aleijados e estropiados que o procuravam. Que conseguiria o Evangelho do Reino, com esses aleijados e mendigos? Jesus disse: precisamos amar e aceitar a preciosa colabora\u00e7\u00e3o dos vencidos do mundo! Os vencedores da Terra n\u00e3o necessitam de boas not\u00edcias. Nas derrotas da sorte, as criaturas ouvem mais alto a voz de Deus.<\/p>\n<p>Imaginemos que os triunfadores da Terra viessem at\u00e9 n\u00f3s, ensarilhando suas armas exteriores. \u00c9 dentro desse quadro que Jesus lan\u00e7a as bem-aventuran\u00e7as. (Xavier, 1977, cap. 11)<\/p>\n<p><b>6.3. O AUX\u00cdLIO DOS ESP\u00cdRITOS SUPERIORES<\/b><\/p>\n<p>Por amor, os bem-aventurados, que j\u00e1 conquistaram a luz divina, descer\u00e3o at\u00e9 n\u00f3s, quais flamas solares que n\u00e3o apenas se retratam nos minaretes da terra, mas penetram igualmente nas reentr\u00e2ncias do abismo, aquecendo os vermes an\u00f4nimos.<\/p>\n<p>Chegam, assim, at\u00e9 n\u00f3s, desculpando-nos a falta e suprindo-nos as fraquezas, a integrar-nos na ci\u00eancia dif\u00edcil de corrigir-nos, por n\u00f3s mesmos, sem reclamarem o t\u00edtulo de mestres.<\/p>\n<p>Vem das alturas e apagam-se. Ajudam-nos a carregar o fardo de nossos erros, sem tornar-nos irrespons\u00e1veis. Alentam-nos a energia sem demitir-nos da obriga\u00e7\u00e3o. (Xavier, 1970, p. 67)<\/p>\n<p><b>7. CONCLUS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Mahatma Ghandi tinha raz\u00e3o quando disse que, se dos ensinamentos do Cristo ficasse apenas os extratos do Serm\u00e3o do Monte, ter\u00edamos condi\u00e7\u00f5es de pautar a nossa conduta dentro dos mais excelsos par\u00e2metros para nos relacionarmos bem em sociedade.<\/p>\n<p><b>8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA<\/b><\/p>\n<p>KARDEC, A.\u00a0<i>O Evangelho Segundo o Espiritismo.<\/i>\u00a039. ed. S\u00e3o Paulo: IDE, 1984.<br \/>\nMACKENZIE, J. L. (S. J.).\u00a0<i>Dicion\u00e1rio B\u00edblico<\/i>.\u00a0 S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1984.<br \/>\nMICHALANY, D.\u00a0<i>A Grande Enciclop\u00e9dia da Vida<\/i>. S\u00e3o Paulo: Michalany, s.d.p.<br \/>\nRODRIGUES, Antonio F. P\u00e9rolas Liter\u00e1rias: Contos e Cr\u00f4nicas. Capivari-SP: LAR\/ABC do Interior, 1988.<br \/>\nV\u00c1RIOS AUTORES,\u00a0<i>Curso de Aprendizes do Evangelho.\u00a0<\/i>6. ed. S\u00e3o Paulo: Feesp, 2000.<br \/>\nXAVIER, F. C.\u00a0<i>Boa Nova,\u00a0<\/i>pelo Esp\u00edrito Humberto de Campos. 11. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977.<br \/>\nXAVIER, F. C.\u00a0<i>Instrumentos do Tempo,\u00a0<\/i>pelo Esp\u00edrito Emmanuel. S\u00e3o Bernardo do Campo: G E Emmanuel, 1974.<br \/>\nXAVIER, F. C.\u00a0<i>Justi\u00e7a Divina,\u00a0<\/i>pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1970.<br \/>\nwww.espirito.com.br<\/p>\n<p><b><i>(Estudo reproduzido do site do\u00a0<\/i><\/b><a href=\"http:\/\/www.ceismael.com.br\/\" target=\"_blank\"><b><i>Centro Esp\u00edrita Ismael<\/i><\/b><\/a><b><i>\u00a0com a autoriza\u00e7\u00e3o do autor)<\/i><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bem-Aventuran\u00e7a: Serm\u00e3o do Monte S\u00e9rgio Biagi Greg\u00f3rio Sum\u00e1rio:\u00a01. Introdu\u00e7\u00e3o. 2. Conceito. 3. Antecedentes. 4. O Texto Evang\u00e9lico e sua\u00a0 Explica\u00e7\u00e3o: 4.1. A Finalidade da Prega\u00e7\u00e3o; 4.2. As Oito Regras; 4.3. Explicando Algumas Dessas Regras: 4.3.1. Pobre de Esp\u00edrito: o Que &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ciencia-e-espiritualidade\/bem-aventurancas-sermao-do-monte\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":38,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-542","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/542","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=542"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/542\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/38"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}