{"id":573,"date":"2013-04-08T09:05:25","date_gmt":"2013-04-08T12:05:25","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=573"},"modified":"2013-04-21T18:54:59","modified_gmt":"2013-04-21T21:54:59","slug":"3-primeiras-pregacoes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/boa-nova-1\/3-primeiras-pregacoes\/","title":{"rendered":"03 &#8211; Primeiras Prega\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\">PRIMEIRAS PREGA\u00c7\u00d5ES<\/p>\n<p align=\"center\">(Do livro \u201cBoa Nova de Humberto de Campos, psicografado por Chico Xavier)<\/p>\n<p>Nos primeiros dias do ano 30, antes de suas gloriosas manifesta\u00e7\u00f5es, avistou-se Jesus com o Batista, no deserto triste da Jud\u00e9ia, n\u00e3o muito longe das areias ardentes da Ar\u00e1bia. Ambos estiveram juntos, por alguns dias, em plena Natureza, no campo r\u00edspido do jejum e da penit\u00eancia do grande precursor, at\u00e9 que o Mestre Divino, despedindo-se do companheiro, demandou o o\u00e1sis de Jeric\u00f3, uma b\u00ean\u00e7\u00e3o de verdura e \u00e1guas entre as inclem\u00eancias da estrada agreste. De Jeric\u00f3 dirigiu-se ent\u00e3o a Jerusal\u00e9m, onde repousou, ao cair da noite.<\/p>\n<p>Sentado como um peregrino, nas adjac\u00eancias do Templo, Jesus foi notado por um grupo de sacerdotes e pensadores ociosos, que se sentiram atra\u00eddos pelos seus tra\u00e7os de formosa originalidade e pelo seu olhar l\u00facido e profundo. Alguns deles se afastaram, sem maior interesse, mas Han\u00e3, que seria, mais tarde, o juiz inclemente de sua causa, aproximou-se do desconhecido e dirigiu-se-lhe com orgulho:<\/p>\n<p>&#8211; Galileu, que fazes na cidade?<\/p>\n<p>&#8211; Passo por Jerusal\u00e9m, buscando a funda\u00e7\u00e3o do Reino de Deus! exclamou o Cristo, com modesta nobreza.<\/p>\n<p>&#8211; Reino de Deus? tornou o sacerdote com acentuada ironia.\u00a0 E que pensas tu venha a ser isso?<\/p>\n<p>&#8211; Esse Reino \u00e9 a obra divina no cora\u00e7\u00e3o dos homens! esclareceu Jesus, com grande serenidade.<\/p>\n<p>&#8211; Obra divina em tuas m\u00e3os? revidou Han\u00e3, com uma gargalhada de desprezo.<\/p>\n<p>E, continuando as suas observa\u00e7\u00f5es ir\u00f4nicas, perguntou:<\/p>\n<p>&#8211; Com que contas para levar avante essa dif\u00edcil empresa? Quais s\u00e3o os teus seguidores e companheiros? &#8230; Acaso ter\u00e1s Conquistado o apoio de algum pr\u00edncipe desconhecido e ilustre, para auxiliar-te na execu\u00e7\u00e3o de teus planos?<\/p>\n<p>&#8211; Meus companheiros h\u00e3o de chegar de todos os lugares respondeu o Mestre com humildade.<\/p>\n<p>&#8211; Sim observou Han\u00e3 \u2014, os ignorantes e os tolos est\u00e3o em toda parte na Terra.<\/p>\n<p>Certamente que esse representar\u00e1 o material de tua edifica\u00e7\u00e3o. Entretanto, prop\u00f5es-te realizar uma obra divina e j\u00e1 viste alguma est\u00e1tua perfeita modelada em fragmentos de lama?<\/p>\n<p>&#8211; Sacerdote, replicou-lhe Jesus, com energia serena \u2014, nenhum m\u00e1rmore existe mais puro e mais formoso do que o do sentimento, e nenhum cinzel \u00e9 superior ao da boa-vontade.<\/p>\n<p>Impressionado com a resposta firme e inteligente, o famoso juiz ainda interrogou:<\/p>\n<p>&#8211; Conheces Roma ou Atenas?<\/p>\n<p>&#8211; Conhe\u00e7o o amor e a verdade disse Jesus convictamente.<\/p>\n<p>&#8211; Tens ci\u00eancia dos c\u00f3digos da Corte Provincial e das leis do Templo? inquiriu Han\u00e3, inquieto.<\/p>\n<p>Sei qual \u00e9 a vontade de meu Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us\u00a0 respondeu o Mestre, brandamente.<\/p>\n<p>O sacerdote o contemplou irritado e, dirigindo-lhe um sorriso de profundo desprezo, demandou a Torre Ant\u00f4nia, em atitude de orgulhosa superioridade.<\/p>\n<p>No dia seguinte, pela manh\u00e3, o mesmo formoso peregrino foi ainda visto a contemplar as maravilhas do santu\u00e1rio, antes alguns minutos de internar-se pelas estradas banhadas de sol, a caminho de sua Galil\u00e9ia distante.<\/p>\n<p>Da\u00ed a algum tempo, depois de haver passado por Nazar\u00e9, descansando igualmente em Cana\u00e3, Jesus se encontrava nas circunvizinhan\u00e7as da cidadezinha de Cafarnaum, como se procurasse, com viva aten\u00e7\u00e3o, algum amigo que estivesse \u00e0 sua espera.<\/p>\n<p>Em breves instantes, ganhou as margens do Tiber\u00edades e se dirigiu, resolutamente, a um grupo alegre de pescadores, como se, de antem\u00e3o, os conhecesse a todos.<\/p>\n<p>A manh\u00e3 era bela, no seu manto di\u00e1fano de radiosas neblinas. As \u00e1guas transparentes vinham beijar os eloendros da praia, como se brincassem ao sopro das vira\u00e7\u00f5es perfumadas da Natureza. Os pescadores entoavam uma cantiga rude e, dispondo inteligentemente as barca\u00e7as m\u00f3veis, deitavam as redes, em meio de profunda alegria.<\/p>\n<p>Jesus aproximou-se do grupo e, assim que dois deles desembarcaram em terra, falou-lhes com amizade:<\/p>\n<p>Sim\u00e3o e Andr\u00e9, filhos de Jonas, venho da parte de Deus e vos convido a trabalhar pela institui\u00e7\u00e3o de seu reino na Terra!<\/p>\n<p>Andr\u00e9 lembrou-se de j\u00e1 o ter visto, nas cercanias de Betsaida, e do que lhe haviam dito a seu respeito, enquanto que Sim\u00e3o, embora agradavelmente surpreendido, o contemplava, enleado. Mas, quase a um s\u00f3 tempo, dando expans\u00e3o aos seus temperamentos acolhedores e sinceros, exclamaram respeitosamente:<\/p>\n<p>Sede bem-vindo! &#8230;\u00a0 Jesus ent\u00e3o lhes falou docemente do Evangelho, com o olhar incendido de j\u00fabilos divinos.<\/p>\n<p>Estando muitos outros companheiros do lago a observar de longe os tr\u00eas, Andr\u00e9, manifestando a sua tocante ingenuidade, exclamou comovido:<\/p>\n<p>Um rei? Mas em Cafarnaum existem t\u00e3o poucas casas! &#8230;\u00a0 Ao que Pedro obtemperou, como se a boa-vontade devesse suprir todas as defici\u00eancias:<\/p>\n<p>&#8211; O lago \u00e9 muito grande e h\u00e1 v\u00e1rias aldeias circundando estas \u00e1guas, O reino poder\u00e1 abrang\u00ea-las todas!<\/p>\n<p>Isso dizendo, fixou em Jesus o olhar perquiridor, como se fora uma grande crian\u00e7a meiga e sincera, desejosa de demonstrar compreens\u00e3o e bondade, O Senhor esbo\u00e7ou um sorriso sereno e, como se adiasse com prazer as suas explica\u00e7\u00f5es para mais tarde, inquiriu generosamente:<\/p>\n<p>&#8211; Quereis ser meus disc\u00edpulos?<\/p>\n<p>Andr\u00e9 e Sim\u00e3o se interrogaram a si mesmos, permutando sentimentos de admira\u00e7\u00e3o embevecida. Refletia Pedro: que homem seria aquele? onde j\u00e1 lhe escutara o timbre carinhoso da voz \u00edntima e familiar? Ambos os pescadores se esfor\u00e7avam por dilatar o dom\u00ednio de suas lembran\u00e7as, de modo a encontr\u00e1-lo nas recorda\u00e7\u00f5es mais queridas, N\u00e3o sabiam, por\u00e9m, como explicar aquela fonte de confian\u00e7a e de amor que lhes brotava no \u00e2mago do esp\u00edrito e, sem hesitarem, sem uma sombra de d\u00favida, responderam simultaneamente:<\/p>\n<p>&#8211; Senhor, seguiremos os teus passos.<\/p>\n<p>Jesus os abra\u00e7ou com imensa ternura e, como os demais companheiros se mostrassem admirados e trocassem entre si dit\u00e9rios ridicularizadores, o Mestre, acompanhado de ambos e de grande grupo de curiosos, se encaminhou para o centro de Cafarnaum, onde se erguia a Intend\u00eancia de \u00c2ntipas. Entrou calmamente na coletoria e, avistando um funcion\u00e1rio culto, conhecido publicano da cidade, perguntou-lhe:<\/p>\n<p>&#8211; Que fazes tu, Levi?<\/p>\n<p>O interpelado fixou-o com surpresa; mas, seduzido pelo suave magnetismo de seu olhar, respondeu sem demora:<\/p>\n<p>&#8211; Recolho os impostos do povo, devidos a Herodes.<\/p>\n<p>Queres vir comigo para recolher os bens do c\u00e9u? &#8211; perguntou-lhe Jesus, com firmeza e do\u00e7ura.<\/p>\n<p>Levi, que seria mais tarde o ap\u00f3stolo Mateus, sem que pudesse definir as santas emo\u00e7\u00f5es que lhe dominaram a alma, atendeu, comovido:<\/p>\n<p>Senhor, estou pronto! . . . Ent\u00e3o, vamos disse Jesus, abra\u00e7ando-o.<\/p>\n<p>Em seguida, o numeroso grupo se dirigiu para a casa de Sim\u00e3o Pedro, que oferecera ao Messias acolhida sincera em sua resid\u00eancia humilde, onde o Cristo fez a primeira exposi\u00e7\u00e3o de sua consoladora doutrina, esclarecendo que a ades\u00e3o desejada era a do cora\u00e7\u00e3o sincero e puro, para sempre, \u00e0s claridades do seu reino. Iniciou-se naquele instante a eterna uni\u00e3o dos insepar\u00e1veis companheiros.<\/p>\n<p>Na tarde desse mesmo dia, o Mestre fez a primeira prega\u00e7\u00e3o da Boa Nova na pra\u00e7a ampla, cercada de verdura e situada naturalmente junto \u00e0s \u00e1guas.<\/p>\n<p>No c\u00e9u, vibravam harmonias vespertinas, como se a tarde possu\u00edsse tamb\u00e9m uma alma sens\u00edvel. As \u00e1rvores vizinhas acenavam os ramos verdes ao vento do crep\u00fasculo, como m\u00e3os da Natureza que convidassem os homens \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o daquele primeiro \u00e1gape. As aves ariscas pousavam de leve nas alcaparreiras mais pr\u00f3ximas, como se tamb\u00e9m desejassem senti-lo, e na praia extensa se acotovelava a grande multid\u00e3o de pescadores r\u00fasticos, de mulheres aflitas por continuadas flagela\u00e7\u00f5es, de crian\u00e7as sujas e abandonadas, misturados publicanos pecadores com homens analfabetos e simples, que haviam acorrido, ansiosos por ouvi-lo.<\/p>\n<p>Jesus contemplou a multid\u00e3o e enviou-lhe um sorriso de satisfa\u00e7\u00e3o. Contrariamente \u00e0s ironias de Han\u00e3, ele aproveitaria o sentimento como m\u00e1rmore precioso e a boa-\u00a0 -vontade como cinzel divino. Os ignorantes do mundo, os fracos, os sofredores, os desalentados, os doentes e os pecadores seriam em suas m\u00e3os o material de base para a sua constru\u00e7\u00e3o eterna e sublime. Converteria toda mis\u00e9ria e toda dor num c\u00e2ntico de alegria e, tomado pelas inspira\u00e7\u00f5es sagradas de Deus, come\u00e7ou a falar da maravilhosa beleza do seu reino. Magnetizado pelo seu amor, o povo o escutava num grande transporte de ventura. No c\u00e9u havia uma vibra\u00e7\u00e3o de claridade desconhecida.<\/p>\n<p>Ao longe, no firmamento de Cafarnaum, o horizonte se tornara um deslumbramento de luz e, bem no alto, na c\u00fapula dourada e silenciosa, as nuvens delicadas e alvas tomavam a forma suave das flores e dos arcanjos do Para\u00edso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PRIMEIRAS PREGA\u00c7\u00d5ES (Do livro \u201cBoa Nova de Humberto de Campos, psicografado por Chico Xavier) Nos primeiros dias do ano 30, antes de suas gloriosas manifesta\u00e7\u00f5es, avistou-se Jesus com o Batista, no deserto triste da Jud\u00e9ia, n\u00e3o muito longe das areias &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/boa-nova-1\/3-primeiras-pregacoes\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":548,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-573","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/573","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=573"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/573\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}