{"id":578,"date":"2013-04-09T08:49:03","date_gmt":"2013-04-09T11:49:03","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=578"},"modified":"2013-04-21T18:55:13","modified_gmt":"2013-04-21T21:55:13","slug":"4-a-familia-zebedeu","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/boa-nova-1\/4-a-familia-zebedeu\/","title":{"rendered":"04 &#8211; A Fam\u00edlia Zebedeu"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\">4 &#8211; A FAMILIA ZEBEDEU<\/p>\n<p align=\"center\">(Da obra \u201cA Boa Nova\u201d Humberto de Campos, psicografada por Chico Xavier)<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 que se seguiu \u00e0 primeira manifesta\u00e7\u00e3o da sua palavra defronte do Tiber\u00edades, o Mestre se aproximou de dois jovens que pescavam nas margens e os convocou para o seu apostolado.<\/p>\n<p>&#8211; Filhos de Zebedeu disse, bondoso \u2014, desejais participar das alegrias da Boa Nova?!<\/p>\n<p>Tiago e Jo\u00e3o, que j\u00e1 conheciam as prega\u00e7\u00f5es do Batista e que o tinham ouvido na v\u00e9spera, tomados de emo\u00e7\u00e3o se lan\u00e7aram para ele, transbordantes de alegria:<\/p>\n<p>&#8211; Mestre! Mestre! &#8211; exclamavam felizes.<\/p>\n<p>Como se fossem irm\u00e3os bem-amados que se encontrassem depois de longa aus\u00eancia, tocados pela for\u00e7a do amor que se irradiava do Cristo, fonte inspiradora das mais profundas dedica\u00e7\u00f5es, falaram largamente da ventura de sua uni\u00e3o perene, no futuro, das esperan\u00e7as com que deveriam avan\u00e7ar para o porvir, proclamando as belezas do esfor\u00e7o pelo Evangelho do Reino. Os dois rapazes galileus eram de temperamento apaixonado. Profundamente generosos, tinham carinhosas e simples, ardentes e sinceras as almas. Jo\u00e3o tomou das m\u00e3os do Senhor e beijou-as afetuosamente, enquanto Jesus lhe acariciava 30 os an\u00e9is macios dos cabelos. Tiago, como se quisesse hipotecar a sua solidariedade inteira, aproximou-se do Messias e lhe colocou a destra sobre os ombros, em amoroso transporte.<\/p>\n<p>Os dois novos ap\u00f3stolos, entretanto, eram ainda muito jovens e, em regressando a casa com o esp\u00edrito arrebatado por imensa alegria, relataram a sua m\u00e3e o que se passara.<\/p>\n<p>Salom\u00e9, a esposa de Zebedeu, apesar de bondosa e sens\u00edvel, recebeu a not\u00edcia com certo cuidado. Tamb\u00e9m ela ouvira o profeta de Nazar\u00e9 nas suas gloriosas afirmativas da v\u00e9spera. P\u00f4s-se ent\u00e3o a ponderar consigo mesma:\u00a0 n\u00e3o estaria pr\u00f3ximo aquele reino prometido por Jesus? Quem sabe se o filho de Maria n\u00e3o falava na cidade em nome de algum pr\u00edncipe? Ah! o Cristo deveria ser o int\u00e9rprete de algum desconhecido ilustre que recrutava adeptos entre os homens trabalhadores e mais fortes. A quem seriam confiados os postos mais altos, dentro da nova funda\u00e7\u00e3o? Seus filhos queridos bem os mereciam. Precisava agir, enquanto era tempo. O povo, de h\u00e1 muito, falava em revolu\u00e7\u00e3o contra os romanos e os comentadores mais indiscretos anteviam a queda pr\u00f3xima dos \u00c2ntipas. O novo reinado estava pr\u00f3ximo e, alucinada pelos sonhos maternais, Salom\u00e9 procurou o Messias no c\u00edrculo dos seus primeiros disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>&#8211; Senhor disse, atenciosa \u2014, logo ap\u00f3s a institui\u00e7\u00e3o do teu reino, eu desejaria que os meus filhos se sentassem um \u00e0 tua direita e outro \u00e0 tua esquerda, como as duas figuras mais nobres do teu trono.<\/p>\n<p>Jesus sorriu \u00e9 obtemperou com gesto bondoso:<\/p>\n<p>&#8211; Antes de tudo, \u00e9 preciso saber se eles querer\u00e3o beber do meu c\u00e1lice! &#8230;<\/p>\n<p>A genitora dos dois jovens embara\u00e7ou-se. Al\u00e9m disso, o grupo que rodeava o Messias a observava com indiscri\u00e7\u00e3o e manifesta curiosidade. Reconhecendo que o instante n\u00e3o lhe permitia mais amplas explica\u00e7\u00f5es, retirou-se apressada, colocando o seu velho esposo ao corrente dos fatos.<\/p>\n<p align=\"center\">*<\/p>\n<p>Ao entardecer, cessado o labor do dia, Zebedeu acompanhado pelos dois filhos procurou o Mestre em casa de Sim\u00e3o. Jesus lhes recebeu a visita com extremo carinho, enquanto o velho galileu expunha as suas raz\u00f5es, humilde e respeitoso.<\/p>\n<p>&#8211; Zebedeu respondeu-lhe Jesus \u2014, tu, que conheces a lei e lhe guardas os preceitos no cora\u00e7\u00e3o, sabes de algum profeta de Deus que, no seu tempo, fosse amado pelos homens do mundo?<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o, Senhor.<\/p>\n<p>&#8211; Que fizeram de Mois\u00e9s, de Jeremias, de Jonas?\u00a0 Todos os emiss\u00e1rios da verdade divina foram maltratados e trucidados, ou banidos do ber\u00e7o em que nasceram. Na Terra, o pre\u00e7o do amor e da verdade tem sido o mart\u00edrio e a morte.<\/p>\n<p>O pai de Tiago e de Jo\u00e3o ouvia-o humilde e repetia:\u00a0 &#8211; Sim, Senhor.<\/p>\n<p>E Jesus, como se aproveitasse o momento para esclarecer todos os pontos em d\u00favida, continuou:<\/p>\n<p>&#8211; O reino de Deus tem de ser fundado no cora\u00e7\u00e3o das criaturas; o trabalho \u00e1rduo \u00e9 o meu gozo; o sofrimento o meu c\u00e1lice; mas, o meu Esp\u00edrito se ilumina da sagrada certeza da vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>&#8211; Ent\u00e3o, Senhor exclamou Zebedeu, respeitoso \u2014, o vosso reino \u00e9 o da paz e da resigna\u00e7\u00e3o que os crentes de Elias esperavam!<\/p>\n<p>Jesus com um sorriso de benignidade acrescentou:<\/p>\n<p>&#8211; A paz da consci\u00eancia pura e a resigna\u00e7\u00e3o suprema \u00e0 vontade de meu Pai s\u00e3o do meu reino; mas os homens costumam falar de uma paz que \u00e9 ociosidade de esp\u00edrito e de uma resigna\u00e7\u00e3o que \u00e9 v\u00edcio do sentimento. Trago comigo as armas para que o homem combata os inimigos que lhe subjugam o cora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o descansarei enquanto n\u00e3o tocarmos o porto da vit\u00f3ria. Eis por que o meu c\u00e1lice, agora, tem de transbordar de fel, que s\u00e3o os esfor\u00e7os ingentes que a obra reclama.<\/p>\n<p>E, como se quisesse pormenorizar os esclarecimentos, prosseguiu:<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 homens poderosos no mundo que morrem comodamente em seus pal\u00e1cios, sem nenhuma paz no cora\u00e7\u00e3o, transpondo em desespero e com a noite na consci\u00eancia os umbrais da eternidade; h\u00e1 lutadores que morrem na batalha de todos os momentos, muita vez vencidos e humilhados, guardando, por\u00e9m, completa serenidade de esp\u00edrito, porque, em todo o bom combate, repousaram o pensamento no seio amoroso de Deus. Outros h\u00e1 que aplaudem o mal, numa falsa atitude de toler\u00e2ncia, para lhe sofrer amanh\u00e3 os efeitos destruidores. Os verdadeiros disc\u00edpulos das verdades do c\u00e9u, esses n\u00e3o aprovam o erro, nem exterminam os que os sustentam. Trabalham pelo bem, porque sabem que Deus tamb\u00e9m est\u00e1 trabalhando. O Pai n\u00e3o tolera o mal e o combate, por muito amar a seus filhos. V\u00ea, pois, Zebedeu, que o nosso reino \u00e9 de trabalho perseverante pelo bem real da Humanidade inteira.<\/p>\n<p>Enquanto os dois ap\u00f3stolos fitavam em Jesus os olhos calmos e venturosos, Zebedeu o contemplava como se tivesse \u00e0 sua frente o maior profeta do seu povo.<\/p>\n<p>&#8211; Grande reino! exclamou o velho pescador e, dando expans\u00e3o ao entusiasmo que lhe enchia o cora\u00e7\u00e3o, disse, ditoso:<\/p>\n<p>&#8211; Senhor! Senhor! trabalharemos convosco, pregaremos o vosso Evangelho, aumentaremos o n\u00famero dos vossos seguidores! &#8230;<\/p>\n<p>Ouvindo estas \u00faltimas palavras, o Mestre elucidou, pondo \u00eanfase nas suas express\u00f5es:<\/p>\n<p>&#8211; Ouve, Zebedeu! nossa causa n\u00e3o \u00e9 a do n\u00famero; \u00e9 a da verdade e do bem. \u00c8 certo que ela ser\u00e1 um dia a causa do mundo inteiro, mas, at\u00e9 l\u00e1, precisamos esmagar a serpente do mal sob os nossos p\u00e9s. Por enquanto, o n\u00famero pertence aos movimentos da iniquidade. A mentira e a tirania exigem ex\u00e9rcitos e monarcas, espadas e riquezas imensas para dominarem as criaturas. O amor, por\u00e9m, ess\u00eancia de toda a gl\u00f3ria e de toda a vida, pede um cora\u00e7\u00e3o e sabe ser feliz. A impostura reclama intermin\u00e1vel fileira de defensores, para espalhar a destrui\u00e7\u00e3o; basta, no entanto, um homem bom para ensinar a verdade de Deus e exaltar-lhe as gl\u00f3rias eternas, confortando a infinita legi\u00e3o de seus filhos. Quem ser\u00e1 maior perante Deus? A multid\u00e3o que se congrega para entronizar a tirania, esmagando os pequeninos, ou um homem sozinho e bem-\u00a0 -intencionado que com um simples sinal salva uma barca cheia de pescadores?<\/p>\n<p>Empolgado pela sabedoria daquelas considera\u00e7\u00f5es, Zebedeu perguntou:<\/p>\n<p>&#8211; Senhor, ent\u00e3o o Evangelho n\u00e3o ser\u00e1 bom para todos?<\/p>\n<p>&#8211; Em verdade replicou o Mestre \u2014, a mensagem da Boa Nova \u00e9 excelente para todos; contudo, nem todos os homens s\u00e3o ainda bons e justos para com ela. \u00c9 por isso que o Evangelho traz consigo o fermento da renova\u00e7\u00e3o e \u00e9 ainda por isso que deixarei o j\u00fabilo e a energia como as melhores armas aos meus disc\u00edpulos. Exterminando o mal e cultivando o bem, a Terra ser\u00e1 para n\u00f3s um glorioso campo de batalha. Se um companheiro cair na luta, foi o mal que tombou, nunca o irm\u00e3o que, para n\u00f3s outros, estar\u00e1 sempre de p\u00e9. N\u00e3o repousaremos at\u00e9 ao dia da vit\u00f3ria final. N\u00e3o nos deteremos numa falsa contempla\u00e7\u00e3o de Deus, \u00e0 margem do caminho, porque o Pai nos falar\u00e1 atrav\u00e9s de todas as criaturas trazidas \u00e0 boa estrada; estaremos juntos na tempestade, porque a\u00ed a sua voz se manifesta com mais retumb\u00e2ncia. Alegrar-nos-emos nos instantes transit\u00f3rios da dor e da derrota, porque a\u00ed o seu cora\u00e7\u00e3o amoroso nos dir\u00e1: \u201cVem, filho meu, estou nos teus sofrimentos com a luz dos meus ensinos! Combateremos os deuses dos triunfos f\u00e1ceis, porque sabemos que a obra do mundo pertence a Deus, compreendendo que a sua sabedoria nos convoca para complet\u00e1-la, edificando o seu reino de venturas sem-fim no \u00edntimo dos cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Jesus guardou sil\u00eancio por instantes. Jo\u00e3o e Tiago se lhe aproximaram, magnetizados pelo seu olhar en\u00e9rgico e carinhoso. Zebedeu, como se n\u00e3o pudesse resistir \u00e0 pr\u00f3pria emotividade, fechara os olhos, com o peito oprimido de j\u00fabilo. Diante de si, num vasto futuro espiritual, via o reino de Jesus desdobrar-se ao infinito. Parecia ouvir a voz de Abra\u00e3o e o eco grandioso de sua posteridade numerosa. Todos aben\u00e7oavam o Mestre num hino glorificador. At\u00e9 ali, seu velho cora\u00e7\u00e3o conhecera a lei r\u00edgida e temera Jeov\u00e1 com a sua voz de trov\u00e3o sobre as sar\u00e7as de fogo; Jesus lhe revelara o Pai carinhoso e amigo de seus filhos, que acolhe os velhos, os humildes e os derrotados da sorte, com uma express\u00e3o de bondade sempre nova. O velho pescador de Cafarnaum soltou as l\u00e1grimas que lhe rebentavam do peito e ajoelhou-se. Adiantando-se-lhe, Jesus exclamou:<\/p>\n<p>&#8211; Levanta-te, Zebedeu! os filhos de Deus vivem de p\u00e9 para o bom combate!<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando, ent\u00e3o, dentro da pequena sala, o pai dos ap\u00f3stolos tomou a destra do Mestre e a umedeceu com isso suas l\u00e1grimas de felicidade e de reconhecimento murmurando:<\/p>\n<p>&#8211; Senhor, meus filhos s\u00e3o vossos.<\/p>\n<p>Jesus, atraindo-o docemente ao cora\u00e7\u00e3o, lhe afagou O cabelos brancos, dizendo:<\/p>\n<p>Chora, Zebedeu! porque as tuas l\u00e1grimas de hoje o formosas e benditas! . . . Temias a Deus; agora o amas; estavas perdido nos racioc\u00ednios humanos sobre a lei; agora, tens no cora\u00e7\u00e3o a fonte da f\u00e9 viva!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>4 &#8211; A FAMILIA ZEBEDEU (Da obra \u201cA Boa Nova\u201d Humberto de Campos, psicografada por Chico Xavier) Na manh\u00e3 que se seguiu \u00e0 primeira manifesta\u00e7\u00e3o da sua palavra defronte do Tiber\u00edades, o Mestre se aproximou de dois jovens que pescavam &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/boa-nova-1\/4-a-familia-zebedeu\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":548,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-578","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/578","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=578"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/578\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}