{"id":660,"date":"2013-04-18T22:24:59","date_gmt":"2013-04-19T01:24:59","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=660"},"modified":"2013-05-04T21:06:34","modified_gmt":"2013-05-05T00:06:34","slug":"homossexualismo-na-visao-espirita","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ciencia-e-espiritualidade\/homossexualismo-na-visao-espirita\/","title":{"rendered":"Homossexualismo na Vis\u00e3o Esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"<p><b>Homossexualismo na Vis\u00e3o Esp\u00edrita<\/b><\/p>\n<p><b>Paulo da Silva Neto Sobrinho<\/b><\/p>\n<p>\u201cA homossexualidade, tamb\u00e9m hoje chamada transexualidade, em alguns c\u00edrculos de ci\u00eancia, definindo-se, no conjunto de suas caracter\u00edsticas, por tend\u00eancia da criatura para a comunh\u00e3o afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, n\u00e3o encontra explica\u00e7\u00e3o fundamental nos estudos psicol\u00f3gicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas \u00e9 perfeitamente compreens\u00edvel, \u00e0 luz da reencarna\u00e7\u00e3o\u201d (Xavier) Esp\u00edrito Emmanuel ([1])<\/p>\n<p><b>Introdu\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/b><br \/>\nTema que ainda gera muita pol\u00eamica em nosso meio, surgindo naturais diverg\u00eancias de opini\u00f5es quando esse assunto entra em pauta. Mas intransig\u00eancia, intoler\u00e2ncia e falta de compreens\u00e3o \u00e9 o que se v\u00ea na maioria das pessoas que n\u00e3o conseguem vislumbrar que existe o outro lado da moeda. Falta a muitos a capacidade de ver nessas pessoas irm\u00e3os em doloroso est\u00e1gio evolutivo.<\/p>\n<p>N\u00e3o percebem que o sofrimento deles \u00e9 tanto que, em alguns casos, tiram-lhes a vontade de viver. Quantos j\u00e1 n\u00e3o abandonaram a vestimenta carnal, como fuga ao insuport\u00e1vel preconceito de que sofrem? Quantos n\u00e3o se isolam, entre quatro paredes, evitando o contato com a sociedade que lhes repelem como se estivesse diante de uma asquerosa doen\u00e7a contagiosa.<\/p>\n<p>Ouvimos de v\u00e1rias pessoas que Kardec n\u00e3o fala sobre esse assunto, o que nos incentivou a pesquis\u00e1-lo em suas obras para ver qual \u00e9 a realidade. Embora muitos, com certeza, n\u00e3o saibam que, mesmo sem falar especificamente sobre esse assunto, Kardec diz algo a esse respeito. Entretanto, como a maioria dos esp\u00edritas mal mal s\u00f3 l\u00ea o tal do \u201cPentateuco Kardequiano\u201d, dificilmente ir\u00e1 encontrar a opini\u00e3o do codificador do Espiritismo, pois somente na Revista Esp\u00edrita \u00e9 que ele faz sua abordagem ao tema.<\/p>\n<p>Opini\u00e3o de Kardec<\/p>\n<p>Em janeiro de 1866, na Revista Esp\u00edrita, quando analisa o assunto \u201cAs mulheres t\u00eam uma alma?\u201d, ele diz o seguinte:<br \/>\n(&#8230;)<br \/>\nAs almas ou Esp\u00edritos n\u00e3o t\u00eam sexo. As afei\u00e7\u00f5es que as une nada t\u00eam de carnal, e, por isto mesmo, s\u00e3o mais dur\u00e1veis, porque s\u00e3o fundadas sobre uma simpatia real, e n\u00e3o s\u00e3o subordinadas \u00e0s vicissitudes da mat\u00e9ria.<br \/>\n(&#8230;)<br \/>\nOs sexos n\u00e3o existem sen\u00e3o no organismo; s\u00e3o necess\u00e1rios \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o dos seres materiais; mas os Esp\u00edritos, sendo a cria\u00e7\u00e3o de Deus, n\u00e3o se reproduzem uns pelos outros, \u00e9 por isto que os sexos seriam in\u00fateis no mundo espiritual.<\/p>\n<p>Os Esp\u00edritos progridem pelo trabalho que realizam e as provas que t\u00eam que suportar, como o oper\u00e1rio em sua arte pelo trabalho que faz. Essas provas e esses trabalhos variam segundo a sua posi\u00e7\u00e3o social. Os Esp\u00edritos devendo progredir em tudo e adquirir todos os conhecimentos, cada um \u00e9 chamado a concorrer aos diversos trabalhos e a suportar os diferentes g\u00eaneros de provas; \u00e9 por isto que renascem alternativamente como ricos ou pobres, senhores ou servidores oper\u00e1rios do pensamento ou da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Assim se encontra fundado, sobre as pr\u00f3prias leis da Natureza, o princ\u00edpio da igualdade, uma vez que o grande da v\u00e9spera pode ser o pequeno do dia de amanh\u00e3, e reciprocamente. Deste princ\u00edpio decorre o da fraternidade, uma vez que, nas rela\u00e7\u00f5es sociais, reencontramos antigos conhecimentos, e que no infeliz que nos estende a m\u00e3o pode se encontrar um parente ou um amigo.<\/p>\n<p>\u00c9 no mesmo objetivo que os Esp\u00edritos se encarnam nos diferentes sexos; tal que foi um homem poder\u00e1 renascer mulher, e tal que foi mulher poder\u00e1 renascer homem, a fim de cumprir os deveres de cada uma dessas posi\u00e7\u00f5es, e delas suportar as provas.<\/p>\n<p>A Natureza fez o sexo feminino mais fr\u00e1gil do que o outro, porque os deveres que lhe incumbem n\u00e3o exigem uma igual for\u00e7a muscular e seriam mesmo incompat\u00edveis com a rudeza masculina. Nele a delicadeza das formas e a fineza das sensa\u00e7\u00f5es s\u00e3o admiravelmente apropriadas aos cuidados da maternidade. Aos homens e \u00e0s mulheres s\u00e3o, pois, dados deveres especiais, igualmente importantes na ordem das coisas; s\u00e3o dois elementos que se completam um pelo outro.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito encarnado sofrendo a influ\u00eancia do organismo, seu car\u00e1ter se modifica segundo as circunst\u00e2ncias e se dobra \u00e0s necessidades e aos cuidados que lhe imp\u00f5em esse mesmo organismo. Essa influ\u00eancia n\u00e3o se apaga imediatamente depois da destrui\u00e7\u00e3o do envolt\u00f3rio material, do mesmo modo que n\u00e3o se perdem instantaneamente os gostos e os h\u00e1bitos terrestres; depois, pode ocorrer que o Esp\u00edrito percorra uma s\u00e9rie de exist\u00eancias num mesmo sexo, o que faz que, durante muito tempo, ele possa conservar, no estado de Esp\u00edrito, o car\u00e1ter de homem ou de mulher do qual a marca permaneceu nele. N\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o o que ocorre a um certo grau de adiantamento e de desmaterializa\u00e7\u00e3o que a influ\u00eancia da mat\u00e9ria se apaga completamente, e com ela o car\u00e1ter dos sexos. Aqueles que se apresentam a n\u00f3s como homens ou como mulheres, \u00e9 para lembrar a exist\u00eancia na qual n\u00f3s os conhecemos.<\/p>\n<p>Agora vem o principal do texto, que fala exatamente do assunto que estamos tratando:<\/p>\n<p>Se essa influ\u00eancia repercute da vida corp\u00f3rea \u00e0 vida espiritual, ocorre o mesmo quando o Esp\u00edrito passa da vida espiritual \u00e0 vida corp\u00f3rea. Numa nova encarna\u00e7\u00e3o, ele trar\u00e1 o car\u00e1ter e as inclina\u00e7\u00f5es que tinha como Esp\u00edrito; se for avan\u00e7ado, far\u00e1 um homem avan\u00e7ado; se for atrasado, far\u00e1 um homem atrasado. Mudando de sexo, poder\u00e1, pois, sob essa impress\u00e3o e em sua nova encarna\u00e7\u00e3o, conservar os gostos, as tend\u00eancias e o car\u00e1ter inerentes ao sexo que acaba de deixar. Assim se explicam certas anomalias aparentes que se notam no car\u00e1ter de certos homens e de certas mulheres. (RE 1866, pp. 3-4).<\/p>\n<p>Foi-nos necess\u00e1rio colocar o texto um pouco mais longo, pois, caso contr\u00e1rio, a id\u00e9ia de Kardec poderia n\u00e3o ficar bem clara. O pensamento de Kardec n\u00e3o deixa nenhuma margem \u00e0 d\u00favida: \u201cassim se explicam certas anomalias aparentes que se notam no car\u00e1ter de certos homens e de certas mulheres\u201d. Ora, se fala em \u201canomalias aparentes\u201d \u00e9 porque ele, Kardec, admite tais situa\u00e7\u00f5es como dentro da normalidade, o que em outras palavras, poder\u00edamos dizer como coisas completamente naturais.<\/p>\n<p>Opini\u00e3o de autores esp\u00edritas<\/p>\n<p>Dr. Hernani de Guimar\u00e3es Andrade, foi, segundo cremos, quando encarnado entre n\u00f3s, o maior pesquisador brasileiro sobre o assunto reencarna\u00e7\u00e3o. Podemos ver sua opini\u00e3o, a respeito desse assunto, em seus livros Esp\u00edrito, Perisp\u00edrito e Alma e Voc\u00ea e a Reencarna\u00e7\u00e3o, nos quais dedica, em cada um, um cap\u00edtulo ao tema. Vejamos o que coloca nesse \u00faltimo:<\/p>\n<p>Por que Reencarna\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Em outubro de 1969, tomamos contacto com o primeiro caso de reencarna\u00e7\u00e3o por n\u00f3s investigados, a pedido do Dr. Ian Stevenson. Da\u00ed em diante passamos a levantar e a investigar outros mais, por nossa pr\u00f3pria iniciativa. Desse modo, em 1972, j\u00e1 nos encontr\u00e1vamos familiarizados com essa \u00e1rea de pesquisa.<\/p>\n<p>A leitura de diversas obras versando sobre a reencarna\u00e7\u00e3o e suas pesquisas cient\u00edficas consolidou ainda mais a nossa cren\u00e7a de que, talvez, a reencarna\u00e7\u00e3o fosse uma das causas do homossexualismo, se n\u00e3o a \u00fanica. Entre os autores que consult\u00e1ramos figuraram: Muller (1970), Banerjee (1964, 1965) e Stevenson (1966).<\/p>\n<p>Mas, naquela ocasi\u00e3o, n\u00e3o era s\u00f3 a explica\u00e7\u00e3o das causas do homossexualismo que vis\u00e1vamos descobrir. Na realidade, esper\u00e1vamos obter tamb\u00e9m mais uma fonte de evid\u00eancia de apoio \u00e0 id\u00e9ia da reencarna\u00e7\u00e3o. O plano inicial era, partindo da investiga\u00e7\u00e3o por meio da regress\u00e3o de mem\u00f3ria, chegar \u00e0 causa do comportamento homossexual do paciente. Seria uma explica\u00e7\u00e3o do homossexualismo e, ao mesmo tempo, uma evid\u00eancia da reencarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro ponto importante era fornecido pela pesquisa direta de casos de reencarna\u00e7\u00e3o efetuados por n\u00f3s, com evid\u00eancias da possibilidade de troca de sexos, e sustentados em base de relatos de casos semelhantes de outros investigadores.<\/p>\n<p>Tudo apontava em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 validade da nossa hip\u00f3tese de trabalho. Em suma, a nossa suspeita de que a troca de sexo de uma encarna\u00e7\u00e3o para outra talvez fosse, em certas circunst\u00e2ncias, a principal causa do homossexualismo, mas n\u00e3o a \u00fanica, especialmente a do transexualismo parecia emergir cada vez mais clara.<\/p>\n<p>Existem tr\u00eas modalidades de homossexuais<\/p>\n<p>Para que o leitor ainda pouco familiarizado com a quest\u00e3o do homossexualismo, lembramos que, basicamente, distinguem-se tr\u00eas modalidades de homossexuais:<\/p>\n<p>1 \u2013 O homossexual gen\u00e9rico, cuja caracter\u00edstica fundamental \u00e9 a atra\u00e7\u00e3o sexual por pessoas do mesmo sexo. O homossexual possui o impulso er\u00f3tico dirigido para indiv\u00edduos de seu pr\u00f3prio sexo.<\/p>\n<p>No heterossexual esse impulso parece n\u00e3o depender exclusivamente da carga horm\u00f4nica no organismo. O indiv\u00edduo castrado geralmente perde o apetite sexual, mas n\u00e3o muda a dire\u00e7\u00e3o da atra\u00e7\u00e3o pelo outro sexo.<\/p>\n<p>No homossexual, embora muitos deles possuam \u00f3rg\u00e3os sexuais normais, bem como cargas hormonais suficientes e com atividade sexual normal, verifica-se a impuls\u00e3o er\u00f3tica em dire\u00e7\u00e3o aos indiv\u00edduos do mesmo sexo. Nestes casos, o homossexualismo pode ter-se desenvolvido em raz\u00e3o de outros fatores que n\u00e3o a troca de sexo proveniente da reencarna\u00e7\u00e3o. Tais fatores podem ser os familiares e educacionais. H\u00e1 tamb\u00e9m os circunstanciais, resultantes de situa\u00e7\u00f5es especiais como, por exemplo, promiscuidade em c\u00e1rceres, internatos, conventos, comunidades m\u00edstico-religiosas, inicia\u00e7\u00f5es em seitas esdr\u00faxulas, etc. etc.<\/p>\n<p>Os homossexuais podem formar pares (casais) em que um deles exerce o papel ativo nas rela\u00e7\u00f5es sexuais. No caso do sexo masculino, esta diferencia\u00e7\u00e3o torna-se mais definida.<\/p>\n<p>2 \u2013 O travesti \u00e9 aquele indiv\u00edduo que procura assumir a apar\u00eancia dos de sexo oposto. Nem todo travesti \u00e9 sistematicamente homossexual, assim como nem todo homossexual \u00e9 obrigatoriamente travesti.<\/p>\n<p>3 \u2013 O transexual \u00e9 a modalidade mais t\u00edpica do homossexualismo. Neste caso, o indiv\u00edduo se sente uma pessoa de determinado sexo, ocupando um corpo f\u00edsico do sexo oposto; uma mulher em um corpo masculino, ou um homem em um corpo feminino.<\/p>\n<p>O transexual sugere fortemente a interven\u00e7\u00e3o da reencarna\u00e7\u00e3o em sua ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p>No transexual podem ocorrer altera\u00e7\u00f5es inatas fisiol\u00f3gicas e cromoss\u00f4micas. Permitimo-nos deixar sem coment\u00e1rio esse aspecto, para n\u00e3o estender excessivamente o presente cap\u00edtulo.<\/p>\n<p>\u201cSankh\u00e2r\u00e2\u201d e homossexualismo<\/p>\n<p>Finalizando esse cap\u00edtulo, pedimos licen\u00e7a para transcrever parte do Cap. X, do livro Esp\u00edrito, Perisp\u00edrito e Alma.<\/p>\n<p>\u201c&#8230;A realidade do Sankh\u00e2r\u00e2\u201d, revela nos casos que sugerem reencarna\u00e7\u00e3o, favorece a hip\u00f3tese de que pelo menos o transexualismo seja motivado por uma heran\u00e7a reencarnat\u00f3ria. Neste caso, se um indiv\u00edduo, que se reencarnou reiteradas vezes com um determinado sexo, vem a renascer com um sexo oposto, ele provavelmente sofrer\u00e1 problemas do g\u00eanero transexualismo. Pelo menos h\u00e1 grande possibilidade de isto ocorrer.<\/p>\n<p>A troca de sexo de uma encarna\u00e7\u00e3o para outra pode n\u00e3o ser exclusivamente a causa do homossexualismo, pois v\u00e1rios fatores educacionais poderiam contribuir para despertar no indiv\u00edduo as tend\u00eancias sepultadas nas profundezas do seu inconsciente espiritual. Deve ter-se em conta, tamb\u00e9m, outras vari\u00e1veis que possam influir na equa\u00e7\u00e3o que define o homossexualismo em fun\u00e7\u00e3o do \u201cSankh\u00e2r\u00e2\u201d. Assim, por exemplo, apontamos duas imediatamente evidentes: 1) o tempo que o indiv\u00edduo passou desencarnado (intermiss\u00e3o); 2) o n\u00famero de vezes que ele renasceu e viveu tendo um determinado sexo. A intermiss\u00e3o muito prolongada apaga muitos \u201cSankh\u00e2r\u00e2s\u201d, especialmente aqueles que poderiam gerar as \u201cbirthmarks\u201d resultantes de ferimentos, malforma\u00e7\u00f5es, mol\u00e9stias graves, etc. \u00c9 poss\u00edvel que as fontes caracter\u00edsticas sexuais se atenuem com uma demorada intermiss\u00e3o. Por outro lado, a reiterada repeti\u00e7\u00e3o de um mesmo tipo de sexo pode contribuir para acentuar as tend\u00eancias do indiv\u00edduo a determinado comportamento sexual. Se, em sucessivos renascimentos, ele alternou os sexos, talvez seu comportamento sexual venha a depender sobretudo da educa\u00e7\u00e3o recebida durante a inf\u00e2ncia e juventude. Isto porque ele \u00e9 portador aproximadamente de igual carga de sexualidade masculina e feminina. Talvez seja este o motivo pelo qual o n\u00famero de homossexuais parece aumentar \u00e0 medida que o meio social se torna mais tolerante e menos repressivo. Os indiv\u00edduos com maior tend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a um dado comportamento sexual e que poderiam proceder normalmente, ser\u00e3o estimulados pelas facilidades do meio social a mudar de atitude. Antigamente a educa\u00e7\u00e3o muito r\u00edgida e repressiva contribu\u00eda para enquadrar o indiv\u00edduo ambiss\u00e9xuo, em seu sexo natural. (Andrade, 1984, pp. 227-229)\u201d. (Andrade, 2002, pp. 113-117)<\/p>\n<p>As coloca\u00e7\u00f5es do Dr. Hernani al\u00e9m de coerentes s\u00e3o sensatas n\u00e3o fugindo ao que Kardec disse. Em nenhum de seus dois livros, ele citada a conclus\u00e3o a que chegara o codificador do Espiritismo, fato esse que tamb\u00e9m percebemos em todos autores esp\u00edritas que trataram dessa mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Agora iremos ver a opini\u00e3o de outro autor que fala sobre o assunto. Trata-se do Dr. Roberto L\u00facio Vieira de Souza, foi no tri\u00eanio 2001\/2003 o Vice-Presidente da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dico-Esp\u00edrita do Brasil, atualmente (2004) exerce a fun\u00e7\u00e3o de Assessor de Pesquisas da AMEMG \u2013 Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dico Esp\u00edrita de Minas Gerais, num artigo intitulado A Vis\u00e3o Esp\u00edrita da Homossexualidade, publicado na Revista Crist\u00e3 de Espiritismo, faz interessantes coloca\u00e7\u00f5es a respeito das causas desse tipo de comportamento. Vejamos:<\/p>\n<p>(&#8230;) tentamos classificar, do ponto de vista doutrin\u00e1rio, as causas da homossexualidade em: morais, educacionais, obsessivas e psiqui\u00e1tricas.<\/p>\n<p>Causas morais<\/p>\n<p>No campo das causas morais, encontramos aquelas criaturas que abusaram das faculdades gen\u00e9sicas tanto da posi\u00e7\u00e3o masculina como da feminina, arruinando a vida de outros indiv\u00edduos, destruindo uni\u00f5es e lares diversos. Elas s\u00e3o induzidas a procurarem uma nova posi\u00e7\u00e3o ao reencarnarem, em corpos f\u00edsicos opostos \u00e0s suas estruturas psicol\u00f3gicas, a fim de que possam aprender, em regime de pris\u00e3o, a reajustarem seus pr\u00f3prios sentimentos.<\/p>\n<p>Encontramos tamb\u00e9m aqueles que persistem nessas pr\u00e1ticas por uma busca hedonista, sem maior compromisso com a vida, que reencarnam assim na tentativa de retratarem suas posi\u00e7\u00f5es em nova chance de resgate. S\u00e3o esp\u00edritos rebeldes, pertinazes em seus erros, que encontram na quest\u00e3o da invers\u00e3o sexual uma oportunidade para o refazimento de suas vidas, na qual a lei divina lhes coloca diante de situa\u00e7\u00f5es semelhantes ao passado de faltas, cobrando-lhes posturas mais \u00e9ticas perante si e o outro.<\/p>\n<p>Causas educacionais<\/p>\n<p>As causas educacionais podem ser agrupadas em at\u00e1vicas e atuais. A at\u00e1vica \u00e9 resultado de viv\u00eancias repetitivas dos esp\u00edritos em culturas e comunidades onde a pr\u00e1tica homossexual seria aceita e at\u00e9 estimulada, como na Gr\u00e9cia antiga e em certas tribos ind\u00edgenas, ou nas sociedades culturais e religiosas que segregavam ou segregam seus membros, facilitando esse comportamento nas criaturas. Assim, ao reencarnarem em um local onde o homossexualismo n\u00e3o fosse mais aceito como pr\u00e1tica livre, esbarrariam em sua condi\u00e7\u00e3o viciosa.<\/p>\n<p>J\u00e1 dentro das atuais, temos aquelas causas advindas dos defeitos de educa\u00e7\u00e3o nos lares, onde o comprometimento dos afetos j\u00e1 estaria presente anteriormente, em que as paix\u00f5es deterioradas do passado tendem a levar pais e parentes ascendentes a estimularem posturas psicol\u00f3gicas e sexuais inversas ao seu estado f\u00edsico em seus descendentes, sem que necessariamente ocorressem comportamentos ostensivamente incestuosos. Encontramos tamb\u00e9m os casos de pais contrariados em seus desejos quanto ao sexo do rebento, levando-o a uma condi\u00e7\u00e3o inversa do de seu sexo f\u00edsico ou aqueles dos quais a entidade reencarnante, ao perceber esse desejo inconsciente dos pais, busca se adaptar patologicamente a essa situa\u00e7\u00e3o durante o processo de gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra causa est\u00e1 na presen\u00e7a de segmentos atuais da sociedade e da cultura estimulando esse tipo de conduta, quando uma linguagem mais pol\u00edtica e sem qualquer comprometimento \u00e9tico, atrav\u00e9s dos v\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, estimula e condiciona as criaturas a acreditarem que essas viv\u00eancias seriam uma postura natural, dependendo unicamente da escolha realizada pelo indiv\u00edduo. Esse posicionamento vai de encontro a uma vis\u00e3o social mais ampla, que continua atribuindo ao homossexualismo uma condi\u00e7\u00e3o de marginalidade, mantendo um processo de segrega\u00e7\u00e3o social e associando a ele outras posturas marginalizadas, como o abuso das drogas e a prostitui\u00e7\u00e3o, agravando ainda mais a situa\u00e7\u00e3o daqueles que optaram por esse caminho sexual.<\/p>\n<p>Causas obsessivas<\/p>\n<p>Entre esse tipo de causa, podemos citar os casos em que parceiros do passado delituoso, em processos homossexuais ou viv\u00eancias heterossexuais pervertidas, reencontram-se em condi\u00e7\u00e3o de \u00f3dio ou paix\u00e3o doentia, estimulando uma postura homossexual no encarnado como objetivo de atender o desencarnado em seus anseios viciosos ou de levar sua v\u00edtima para uma situa\u00e7\u00e3o constrangedora e de intenso sofrimento. Esses desencarnados poderiam estar em uma condi\u00e7\u00e3o mental de homossexualidade ou n\u00e3o, induzindo o encarnado em um projeto de total desestrutura\u00e7\u00e3o \u00edntima e social.<\/p>\n<p>O processo obsessivo n\u00e3o precisa necessariamente ter sua origem em uma encarna\u00e7\u00e3o anterior. Ocorre que, nos casos de uma obsess\u00e3o atual, os parceiros da viv\u00eancia patol\u00f3gica participam de op\u00e7\u00f5es de vida viciosas, onde geralmente o encarnado invigilante busca posi\u00e7\u00f5es mentais sexualmente pervertidas ou locais nos quais esses comportamentos s\u00e3o socialmente aceitos, condicionando-se a essas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Uma outra situa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, oriunda de um processo obsessivo, seria aquela na qual um esp\u00edrito obsediando um encarnado em posi\u00e7\u00e3o sexual inversa \u00e0 sua, enfermado por uma intera\u00e7\u00e3o intensa e duradoura, passa a sentir prazer sexual semelhante \u00e0 sua v\u00edtima, pervertendo-se nesse campo e se condicionando a uma viv\u00eancia homossexual em uma pr\u00f3xima encarna\u00e7\u00e3o. Nesses casos, a situa\u00e7\u00e3o obsessiva teria existido em uma encarna\u00e7\u00e3o anterior e a homossexualidade seria a desdita daquele que teria sido o algoz naquela viv\u00eancia. Seria o famoso caso em que \u201co tiro saiu pela culatra\u201d.<\/p>\n<p>Causas psiqui\u00e1tricas<\/p>\n<p>S\u00e3o causas que re\u00fanem casos nos quais a criatura, presa a um processo de defici\u00eancia mental ou de desestrutura\u00e7\u00e3o psic\u00f3tica, v\u00ea-se com a cr\u00edtica comprometida, permitindo-se condutas sexuais das mais diversas, sem necessariamente existir uma escolha do objeto de desejo ou compreens\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o moral. S\u00e3o rela\u00e7\u00f5es homossexuais sem necessariamente representarem op\u00e7\u00f5es de homossexualidade. Resultam de um passado delituoso em outras \u00e1reas que influenciam a criatura nos v\u00e1rios setores de sua vida.<\/p>\n<p>No campo da psicopatologia, encontramos ainda os transtornos psicop\u00e1ticos, nos quais as criaturas se posicionam em uma condi\u00e7\u00e3o de amoralidade e imoralidade, optando por uma vida de prazeres sem limites, n\u00e3o se constrangendo na busca do hedonismo por nenhum motivo, estimulando a homossexualidade em si e nas criaturas psiquicamente influenci\u00e1veis.<\/p>\n<p>De maneira especial, temos os processos gerados por viv\u00eancias traum\u00e1ticas na inf\u00e2ncia, quando a crian\u00e7a seduzida sexualmente por um de seus ascendentes familiares viu-se condicionada por ele a adotar um comportamento sexual invertido (como, por exemplo, um pai que utiliza sexualmente um filho) ou, ent\u00e3o, quando o jogo de sedu\u00e7\u00e3o e pervers\u00e3o realizado por parentes de sexos opostos provoca uma situa\u00e7\u00e3o de \u00f3dio intenso, levando a crian\u00e7a ou o jovem a fazer uma op\u00e7\u00e3o pela homossexualidade como forma de rejeitar aquela viv\u00eancia. (pp. 40-45)<\/p>\n<p>Essas causas identificadas pelo Dr. Roberto, nos d\u00e3o uma dimens\u00e3o totalmente diferente da simplicidade que muitos pensam ser a op\u00e7\u00e3o sexual de uma pessoa. Como vimos existem fatores que, fugindo totalmente ao controle do encarnado, poder\u00e3o influir nessa quest\u00e3o, da\u00ed, segundo, pensamos a homossexualidade n\u00e3o poder\u00e1 ser vista como coisa pervertida, cujos praticantes a fazem por lhes faltar o senso moral.<\/p>\n<p>Alguns autores esp\u00edritas n\u00e3o se alinham \u00e0 id\u00e9ia de que o homossexualismo possa ter como causa a mudan\u00e7a de sexo entre uma encarna\u00e7\u00e3o e outra. Fora as opini\u00f5es acima, ainda poderemos, para refor\u00e7ar essa id\u00e9ia, o que encontramos no livro A\u00e7\u00e3o e Rea\u00e7\u00e3o, Andr\u00e9 Luiz na psicografia de Chico Xavier. Leiamos:<\/p>\n<p>(&#8230;) Considerando-se que o sexo, na ess\u00eancia, \u00e9 a soma das qualidades passivas ou positivas do campo mental do ser, \u00e9 natural que o Esp\u00edrito acentuadamente feminino se demore s\u00e9culos e s\u00e9culos nas linhas evolutivas da mulher, e que o Esp\u00edrito marcadamente masculino se detenha por longo tempo nas experi\u00eancias do homem. Contudo, em muitas ocasi\u00f5es, quando o homem tiraniza a mulher, furtando-lhe os direitos e cometendo abusos, em nome de sua pretensa superioridade, desorganiza-se ele pr\u00f3prio a tal ponto que, inconsciente e desequilibrado, \u00e9 conduzido pelos agentes da Lei Divina a renascimento doloroso, em corpo feminino, para que, no extremo desconforto \u00edntimo, aprenda a venerar na mulher sua irm\u00e3 e companheira, filha e m\u00e3e, diante de Deus, ocorrendo id\u00eantica situa\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher criminosa que, depois de arrastar o homem \u00e0 devassid\u00e3o e \u00e0 delinq\u00fc\u00eancia, cria para si mesma terr\u00edvel aliena\u00e7\u00e3o mental para al\u00e9m do sepulcro, requisitando, quase sempre, a interna\u00e7\u00e3o em corpo masculino, a fim de que, nas teias do infort\u00fanio de sua emotividade, saiba edificar no seu ser o respeito que deve ao homem, perante o Senhor. Nessa defini\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o inclu\u00edmos os grandes cora\u00e7\u00f5es e os belos caracteres que, em muitas circunst\u00e2ncias, reencarnam em corpos que lhes n\u00e3o correspondem aos mais rec\u00f4nditos sentimentos, posi\u00e7\u00e3o solicitada por eles pr\u00f3prios, no intuito de operarem com mais seguran\u00e7a e valor, n\u00e3o s\u00f3 o acrisolamento moral de si mesmos, como tamb\u00e9m a execu\u00e7\u00e3o de tarefas especializadas, atrav\u00e9s de est\u00e1gios perigosos de solid\u00e3o, em favor do campo social terrestre que se lhes vale da ren\u00fancia construtiva para acelerar o passo no entendimento da vida e no progresso espiritual. (A\u00e7\u00e3o e Rea\u00e7\u00e3o, p. 209).<\/p>\n<p>Opini\u00e3o de quem viveu o problema<\/p>\n<p>Vamos transcrever do site Portal do Esp\u00edrito um trecho de um artigo publicado na Revista de Espiritismo, n\u00ba 39, abr-mai-jun1998, do autor Luiz de Almeida. Leiamos:<\/p>\n<p>Para melhor entendermos o drama da homossexualidade, citamos depoimentos de dois esp\u00edritos (2). Isso porque poder\u00e3o contribuir para esclarecer certas partes desta tend\u00eancia.<\/p>\n<p>CASO 1: Eu fui l\u00e9sbica. Dentro do meu corpo de mulher, sentia-me um homem. Desde pequena, os meus pendores foram todos masculinos. Menina, e os meus companheiros de peraltagem eram os meninos, tanto que minha m\u00e3e repetia: N\u00e3o sei a quem me saiu a Laurinha; \u00e9 peralta como um menino, est\u00e1 sempre no meio deles; coisa feia. E assim era: em qualquer reuni\u00e3o raramente me encontrava entre minhas amiguinhas. Por\u00e9m, nos grupos de rapazes, l\u00e1 estava eu, n\u00e3o como mulher, mas como homem, que intimamente me parecia ser.<\/p>\n<p>Veio-me a menstrua\u00e7\u00e3o; sofri horrores que se repetiam m\u00eas ap\u00f3s m\u00eas. Completei 15 anos. Eu era bonita de rosto, conquanto desgraciosa de corpo. E os meus pais chamaram-me em particular:<\/p>\n<p>\u2014 De agora em diante, evita estar tanto entre os mo\u00e7os; tens coleguinhas&#8230; porqu\u00ea isso?<\/p>\n<p>\u2014 Mas, mam\u00e3e, n\u00e3o gosto das conversas delas, de vestidos, de modas, de sapatos, de batons, de penteados, de namoradinhos. Eu, por mim, cortaria os meus cabelos como homem, e vestiria cal\u00e7as.<\/p>\n<p>A minha resposta desgostou-os. Mudei: apaixonava-me facilmente por meninas e mulheres casadas. Deliciava-me freq\u00fcentar o vesti\u00e1rio de meu clube; contemplando aqueles corpos nus, lavando-se, esfregando-se, enxugando-se, muitas vezes, surpreendia-me exclamando: Ah, se eu fosse homem! Viciei uma prima; al\u00e9m do prazer que ela me proporcionava, dava-me a sensa\u00e7\u00e3o de ser verdadeiramente um homem. Descobriram-me, e passei a ser vigiada. Evitam-me. O meu pai tratava-me com rispidez.<\/p>\n<p>Uma fria solid\u00e3o envolvia-me. Mesmo assim, casei-me. N\u00e3o lhes descreverei o horror do sofrimento \u00edntimo que senti na minha noite de n\u00fapcias; foi pasmoso. O meu esposo tinha-me nos bra\u00e7os e acariciava um corpo de mulher, dentro do qual se escondia o esp\u00edrito de um homem. E durante as car\u00edcias, enla\u00e7ada pelo meu marido, que me abra\u00e7ava e me beijava, quantas vezes tive \u00edmpetos de repeli-lo e gritar: Eu tamb\u00e9m sou um homem! Jamais ele o percebeu; fui-lhe fiel at\u00e9 ao fim. A nossa uni\u00e3o durou 15 anos; n\u00e3o tivemos filhos.<\/p>\n<p>O meu marido enviuvou, e contraiu segundas n\u00fapcias, desta vez com uma aut\u00eantica mulher, de corpo e alma. Desencarnado, compreendi o porqu\u00ea dessa<br \/>\nencarna\u00e7\u00e3o como mulher; porque eu, um esp\u00edrito masculino, fora embutido \u2014 sim, embutido \u00e9 o termo certo \u2014, num corpo feminino. Por quatro encarna\u00e7\u00f5es consecutivas, eu erigira o sexo como o supremo fim de um homem. A mulher para mim era um objeto, um mero instrumento de prazer, de gozo. Quando uma me saciava, atirava-a para um canto qualquer, e servia-me de outra. Jamais lhes respeitava a dignidade. Jamais as reconhecera como m\u00e3es, esposas, irm\u00e3s. E nos intervalos de minhas encarna\u00e7\u00f5es, em vez de me corrigir, freq\u00fcentando as escolas correcionais da Espiritualidade, para o que n\u00e3o me faltaram convites, associava-me a hordas mal\u00e9ficas, cujo escopo era implantar o dom\u00ednio do sexo. At\u00e9 que, por ordem superior, encaminharam-me de forma compuls\u00f3ria aos engenheiros maternais, que me agrilhoaram a um corpo feminino a fim de que eu aprendesse a valorizar a mulher. Felizmente t\u00e3o dolorosa experi\u00eancia valeu-me.<\/p>\n<p>Corrigi-me. N\u00e3o s\u00f3 aprendi a valorizar a mulher como a diviniz\u00e1-la no seu papel de m\u00e3e, de esposa, de irm\u00e3. Voltei \u00e0 minha forma masculina. Trabalho agora no sector de socorro aos n\u00e1ufragos do sexo. Quando soar a hora, tornarei \u00e0 Terra no corpo de homem normal, e saberei respeitar a mulher no altar sagrado do casamento. Claro que o meu carma n\u00e3o ser\u00e1 tranq\u00fcilo, e as vicissitudes que por certo vir\u00e3o, em que pese gerar afli\u00e7\u00f5es, ser\u00e3o li\u00e7\u00f5es valiosas. E ao depararem com homens e mulheres transviados do sexo, compaix\u00e3o, muita compaix\u00e3o para com eles.<\/p>\n<p>CASO 2: Eu fui uma prostituta em seis encarna\u00e7\u00f5es sucessivas. A primeira foi num navio pirata. Apanharam-me numa razia contra nossa cidadezinha na orla do Mediterr\u00e2neo; com o saque e outros cativos, embarcaram-me numa caravela. Eu era jovem e bonita. Um dia, o comandante atraiu-me para o seu camarote. Percebi-lhe a inten\u00e7\u00e3o. Eu j\u00e1 tinha os meus planos, e antes que ele tomasse a iniciativa, adiantei-me: Saiba que sou uma virgem. Quanto d\u00e1 por minha virgindade? Dirigiu-se a uma das arcas ao p\u00e9 do leito, abriu-a; estava cheia de j\u00f3ias preciosas, produto de pilhagens. Colocou um punhado delas sobre a mesinha \u00e0 minha frente. \u00c9 pouco, disse-lhe com firmeza. Mergulhou ambas as m\u00e3os na arca, e p\u00f4-las sobre as primeiras. \u00c9 o bastante.<\/p>\n<p>Ainda por muitas vezes lhe arranquei pe\u00e7as de valor. Logo que o notei farto de mim, entreguei-me aos outros marujos, a troco de ouro, que todos possu\u00edam. Desembarquei em porto europeu, rica, e dediquei-me ao meretr\u00edcio de alto luxo.<\/p>\n<p>Vejo-me agora reencarnada na Fran\u00e7a, na \u00e9poca do I Imp\u00e9rio. Sou dama da corte. E, para obter honrarias, j\u00f3ias, luxo, prostitui-me n\u00e3o abertamente, mas entregando-me aos cortes\u00e3os que servissem aos meus intentos.<\/p>\n<p>A terceira reencarna\u00e7\u00e3o foi em Portugal. Casei-me com um caixeiro modesto em pequena cidade portuguesa. Abandonei-o e transferi-me para Lisboa, onde montei casa de toler\u00e2ncia, desgra\u00e7ando mocinhas ing\u00eanuas, e desencaminhando pais de fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Na minha quarta reencarna\u00e7\u00e3o, ainda em Portugal, n\u00e3o me sujeitando a uma pobreza digna, t\u00e3o logo me emancipei, comercializei o meu corpo. E, por isso, a minha m\u00e3e finou-se de desgosto. Como cobra venenosa, atra\u00eda a mocidade da nobreza, sugando-lhe impiedosamente os haveres e at\u00e9 a honra, em luxuoso prost\u00edbulo no Rio de Janeiro, no tempo do imp\u00e9rio.<\/p>\n<p>Na minha quinta reencarna\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, ainda no Rio, aos 14 anos j\u00e1 me envolvia no meretr\u00edcio. De nada me adiantavam os intervalos de minhas reencarna\u00e7\u00f5es. N\u00e3o dava ouvidos a esp\u00edritos ben\u00e9volos que me queriam afastar dessa vida imunda. Endurecida no v\u00edcio, filiava-me a grupos de obsessores sexuais, e praticava desatinos vampirescos com encarnados que aceitavam minhas sugest\u00f5es.<\/p>\n<p>At\u00e9 que engenheiros maternais decidiram aplicar-me a corrigenda cab\u00edvel. Estudaram minuciosamente o meu passado, submeteram-me a rigoroso exame ps\u00edquico, e conclu\u00edram que s\u00f3 havia um rem\u00e9dio para mim, posto que amargo: reencarnar em corpo masculino, tantas vezes quantas as necess\u00e1rias. A peti\u00e7\u00e3o seguiu para inst\u00e2ncia superior e foi aprovada.<\/p>\n<p>E eu, mulher, esp\u00edrito essencialmente feminino, reencarnei-me em corpo de homem, no Rio de Janeiro, como quarto e \u00faltimo filho de um casal da classe m\u00e9dia, remediados.<\/p>\n<p>Hoje sei dos motivos que teve este casal para me receber como filho; por\u00e9m, n\u00e3o vem ao caso mencion\u00e1-lo. Bem cedo come\u00e7aram os meus mart\u00edrios. Eu adorava brincar com meninas, evitava os meninos. Na escola ouvia os dit\u00e9rios dos colegas; e ao ir ao quadro dar a li\u00e7\u00e3o, a classe ria-se ante o meu andar feminil. Durante o recreio, escondia-me. Com a idade, mais se acentuou minha inclina\u00e7\u00e3o feminina: parava diante das vitrinas de modas e das de j\u00f3ias, e extasiava-me a admirar os vestidos, os sapatos, as meias, os colares, os brincos, os braceletes, tudo, enfim que pertencesse \u00e0 toilette da mulher. Por vezes, ansiava ir \u00e0 cabeleireira maquiar-me, e a custo reprimia-me. O meu pai n\u00e3o me aceitava; os meus irm\u00e3os detestavam-me e repeliam-me; a minha m\u00e3e, pobrezinha, era o meu \u00fanico ref\u00fagio. Consolava-me, acariciava-me, infundia-me \u00e2nimo, abra\u00e7ava-me.<\/p>\n<p>A solid\u00e3o embrulhou-me no seu pesado manto. Certa vez, atra\u00eddo por um homem, fui com ele ao seu apartamento. O horror, o nojo que isto me causou v\u00f3s n\u00e3o podeis imaginar. Quis tornar-me seu amante; tive dificuldades em livrar-me dele. Para v\u00f3s terdes uma id\u00e9ia do meu supl\u00edcio de esp\u00edrito feminino num corpo masculino, fa\u00e7o uma compara\u00e7\u00e3o: havia outrora um instrumento de tortura, que consistia numa caixa de ferro, mais ou menos no formato de um homem, em cuja porta, do lado de dentro, se engastavam punhais. O condenado era encaixado nessa caixa, e nela ficava por dias e dias \u00e0 espera que o carrasco recebesse ordem de fechar a porta, quando era trespassado pelas l\u00e2minas. Todavia, raramente o corpo do condenado se amoldava \u00e0 caixa; e ent\u00e3o os verdugos o ajustavam \u00e0 for\u00e7a naquele aparelho, no qual com corpo horrivelmente comprimido, aguardava o fechar da porta, cessando o seu tormento. O condenado \u00e0 tortura da m\u00e1scara era mais feliz do que eu: o sofrimento dele durava poucos dias; o meu durou 68 anos, que se arrastaram como uma eternidade.<\/p>\n<p>Jamais me passou pela cabe\u00e7a a id\u00e9ia do suic\u00eddio, ou de me prostituir, felizmente. Ag\u00fcentei firme o roj\u00e3o, como se diz popularmente.<\/p>\n<p>Uma tarde, de volta a casa, um grupinho de estudantes vadios p\u00f4s-se a chacotear-me. Para fugir deles, entrei na primeira porta que vi aberta; subi pequena escada, e achei-me num vasto sal\u00e3o; muitas pessoas l\u00e1 estavam; sentei-me entre elas. Era a Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira. Explicaram-me e entendi que o acaso n\u00e3o existe, e o fato de ali entrar \u00e9 porque por certo encontraria lenitivo. Passei a freq\u00fcentar aquela casa, onde conquistei muitos amigos e amigas. Os passes e a \u00e1gua fluidificada fizeram-me muito bem, e assim a minha solid\u00e3o foi suavizada.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o trabalhava; tive v\u00e1rios empregos, mas na ocasi\u00e3o, o meu problema n\u00e3o era tolerado como hoje em dia (embora seja uma toler\u00e2ncia falsa e aparente) sendo despedido de todos. Quem sempre me socorria e socorreu foi a minha m\u00e3e, fornecendo-me algum dinheiro. Os meus irm\u00e3os casaram-se; os meus pais desencarnaram. Envelheci.<\/p>\n<p>Vivi penosamente de minguado benef\u00edcio que me tocou por heran\u00e7a. Fui morar num telheiro, mal transformado em quarto, no fundo do quintal da casa de um dos meus irm\u00e3os, com ordem expressa de n\u00e3o me mostrar a visitas fossem quem fossem. Proibiram-me de ter intimidades com os meus sobrinhos. Mais tarde, recolheram-me a um asilo, onde desencarnei.<\/p>\n<p>Acordei, n\u00e3o sei depois de quanto tempo, em um quarto hospitalar. T\u00e3o logo me mexi na cama acorreu uma enfermeira gentil que me disse:<\/p>\n<p>\u2014 Tudo bem, minha irm\u00e3, n\u00e3o se impressione!<\/p>\n<p>-\u2014 Irm\u00e3?&#8230; murmurei arregalando os olhos. Ela n\u00e3o me respondeu, mas ajeitou-me a coberta, sorrindo.<\/p>\n<p>Hoje estou plenamente integrada nos meus predicados femininos.<\/p>\n<p>Regenerei-me. Fa\u00e7o parte do Grupo de Socorros das Servas de Maria Madalena, que se dedica ao reerguimento das infelizes que resvalam pelo abismo escuro da prostitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(2) &#8211; Extra\u00eddo do Boletim Eletr\u00f4nico n.\u00ba 258 de 1997 do GEAE (Grupo de Estudos Avan\u00e7ados de Espiritismo).<\/p>\n<p>Esses dois depoimentos molduram muito bem o drama \u00edntimo de muitos que vivem a pr\u00e1tica sexual com parceiros do mesmo sexo que o seu. Deveremos refletir sobre esse assunto, e tentar entender que, em sua grande maioria, eles vivenciam insuper\u00e1vel conflito interno. Percebemos que, como j\u00e1 foi evidenciado anteriormente, alguns casos n\u00e3o h\u00e1 escolha deliberada, os indiv\u00edduos s\u00e3o levados a essa pratica por fatores que fogem completamente ao seu controle.<\/p>\n<p><b>Conclus\u00e3o<br \/>\n<\/b><br \/>\nTentamos fazer um levantamento sobre o assunto em pauta, procurando dar, a voc\u00ea leitor, instrumentos para uma poss\u00edvel reavalia\u00e7\u00e3o do que poderia estar pensando sobre isso.<\/p>\n<p>Considerando que os Esp\u00edritos n\u00e3o tem sexo podemos concluir que o impulso sexual reside no pr\u00f3prio esp\u00edrito, sendo o corpo f\u00edsico apenas o ve\u00edculo de sua instrumentaliza\u00e7\u00e3o. Assim, n\u00e3o seria absurdo dizermos que ao reencarnar o Esp\u00edrito traz dentro de si as duas polaridades sexuais, da\u00ed ser necess\u00e1rio rever conceitos sobre o homossexualismo entre os seres humanos.<\/p>\n<p>Apesar de que para muitos isso n\u00e3o ser natural, advogamos ser, pela raz\u00e3o de que podemos encontrar esse tipo de comportamento entre os animais, embora suas causas possam ser absolutamente diferentes das que poder\u00edamos atribuir aos seres humanos. O que defendemos \u00e9 que se h\u00e1 essa ocorr\u00eancia entre os animais n\u00e3o vemos porque taxar como pervers\u00e3o todos os casos de homossexualismo que acontecem entre n\u00f3s, os humanos. E definindo o que \u00e9 natural \u00e9 tudo aquilo em que n\u00e3o h\u00e1 trabalho ou interven\u00e7\u00e3o do homem. Al\u00e9m desse significado o Aur\u00e9lio ainda nos indica: inato, ing\u00eanito, cong\u00eanito. Se uma pessoa j\u00e1 tr\u00e1s de nascen\u00e7a alguma tend\u00eancia para a pr\u00e1tica homossexual, por que ent\u00e3o crucific\u00e1-lo, j\u00e1 que a pr\u00f3pria natureza ou pela lei de causa e efeito ou pela do progresso, \u00e9 a origem do seu problema?<\/p>\n<p>H\u00e1 quem diga, que n\u00e3o devemos nos comparar aos animais, entretanto, em algumas situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o h\u00e1 como fugir dessa compara\u00e7\u00e3o. Os animais, comem, dormem, fazem sexo, e in\u00fameras outras coisas que n\u00f3s os humanos tamb\u00e9m fazemos, \u00e9 por isso, que enxergamos isso como coisa da natureza. O que n\u00e3o significa dizer que os que assim se comportam n\u00e3o devam se esfor\u00e7ar para mudar, apenas n\u00e3o vemos nenhuma situa\u00e7\u00e3o para se ter qualquer tipo de preconceito a pessoas que assim agem.<\/p>\n<p>Ana Paula Corradini, numa reportagem na Revista dos Curiosos, intitulada Eu quero \u00e9 sexo!, coloca a certa altura:<\/p>\n<p><b>O prazer homossexual<br \/>\n<\/b><br \/>\nOutro comportamento registrado entre os bonobos \u00e9 o das rela\u00e7\u00f5es homossexuais: as f\u00eameas adultas enroscam pernas e bra\u00e7os ao redor uma das outras e esfregam suas genitais, emitindo ru\u00eddos de contentamento. Os machos penduram-se em galhos e friccionam os p\u00eanis eretos. O lesbianismo j\u00e1 foi constatado em onze esp\u00e9cies, mas o homossexualismo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 notado em primatas. Ele existe entre golfinhos, zebras, gaivotas, ping\u00fcins, felinos e at\u00e9 baleias. Muitos estudiosos afirmavam que isso s\u00f3 poderia acontecer em uma situa\u00e7\u00e3o de confinamento, como entre dois ping\u00fcins machos que, por ventura, fossem colocados a s\u00f3s em uma jaula no zool\u00f3gico. No entanto, a conduta ocorre tamb\u00e9m na natureza, mesmo em bandos em que h\u00e1 machos para todas as f\u00eameas e vice-versa. Ainda n\u00e3o existe um consenso para explicar o porqu\u00ea dessa op\u00e7\u00e3o. \u201cOs animais n\u00e3o se tornam homossexuais por falta de parceiros, mas pela alternativa de se obter prazer\u201d, afirma Eduardo Cunha Farias (&#8230;) O homossexualismo no reino animal passou a ser discutido mais abertamente ap\u00f3s o lan\u00e7amento do livro Biological Exuberance \u2013 Animal Homosexuality and Natural Diversity (Exuber\u00e2ncia Biol\u00f3gica \u2013 Homossexualidade Animal e Diversidade Natural), do bi\u00f3logo norte-americano Bruce Begamihl, em 1999. O autor descreveu casos de homossexualismo entre 450 esp\u00e9cies, em sua maioria mam\u00edferos e aves. (p. 50)<\/p>\n<p>Est\u00e1 a\u00ed a comprova\u00e7\u00e3o desse acontecimento na natureza, o que, para n\u00f3s, justifica a mudan\u00e7a de atitude em rela\u00e7\u00e3o aos homossexuais que existem no nosso meio.<\/p>\n<p>Por outro lado, tamb\u00e9m gostar\u00edamos de saber dos que alimentam preconceitos contra os homossexuais se tamb\u00e9m o teriam pelos heterossexuais que, em atividades sexuais viciosas, fazem sexo at\u00e9 mesmo com animais, fato que todos sabemos que acontece, mas fingimos de peixe morto.<\/p>\n<p>Muitos advogam que na pratica sexual tradicional entre um homem e mulher h\u00e1 troca de energias, para fazer disso uma arma conta as rela\u00e7\u00f5es sexuais homossexuais. N\u00e3o duvidamos que numa rela\u00e7\u00e3o sexual h\u00e1 troca de energias entre o homem e a mulher, mas perguntamos: isso ocorre em todas as situa\u00e7\u00f5es? Mesmo que um dos dois a pratique por prostitui\u00e7\u00e3o? Ser\u00e1 que poderia haver troca de energias, quando o casal, saindo dessa pr\u00e1tica sexual tradicional, pratica o sexo oral e anal? E aqui, por acreditar que aquilo que podemos encontrar na natureza \u00e9 perfeitamente natural, afirmamos ent\u00e3o, que: a pr\u00e1tica do sexo oral e anal, entre os casais, como n\u00e3o a encontramos na natureza, obviamente, para n\u00f3s, n\u00e3o se trata de uma coisa natural. Embora, tamb\u00e9m n\u00e3o vamos dizer que seja imoral. Por outro lado, n\u00e3o poderia um homem viciar sua mulher na pr\u00e1tica sexual anal de tal forma que na encarna\u00e7\u00e3o seguinte ela, mesmo habitando um corpo f\u00edsico masculino, mantenha seu impulso sexual canalizado para essa zona er\u00f3gena, agindo assim como homossexual?<\/p>\n<p>Para demonstrar que nem todos discriminam, e que, gra\u00e7as a Deus, muitos n\u00e3o admitem esse preconceito, apenas buscam respeitar a op\u00e7\u00e3o pessoal de cada um, o que n\u00e3o significa, necessariamente, concordar com tais pr\u00e1ticas, fecharemos nossa pesquisa com a opini\u00e3o de alguns desses autores:<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Herculano Pires: \u201cos casos de homossexualismo adquirido, n\u00e3o-cong\u00eanito ou constitucional, de classifica\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica, decorrem de fatores educacionais mal dirigidos ou de influ\u00eancias diversas, posteriores ao nascimento, que d\u00e3o motivo \u00e0 sintonia do paciente com esp\u00edritos obsessores vampirescos. O problema sexual \u00e9 extremamente melindroso, pois tanto o homem quanto a mulher disp\u00f5em de tend\u00eancias de ambos os sexos, podendo cair aos desvios provocados por excita\u00e7\u00e3o de ap\u00f3s nascimento\u201d (Mediunidade, p. 141).<\/p>\n<p>Drauzio Varella: \u201c&#8230; O espectro da sexualidade humana \u00e9 amplo e de alta complexidade, no entanto, vai dos heterossexuais empedernidos aos que n\u00e3o t\u00eam o m\u00ednimo interesse pelo sexo oposto. Entre os dois extremos, em grada\u00e7\u00f5es variadas entre a hetero e a homossexualidade, oscilam os menos ortodoxos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cComo o presente n\u00e3o nos faz crer que essa ordem natural v\u00e1 se modificar, por que \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil aceitarmos a riqueza da biodiversidade sexual de nossa esp\u00e9cie? Por que insistimos no preconceito contra um fato biol\u00f3gico inerente \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana?\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm contraposi\u00e7\u00e3o ao comportamento adotado em sociedade, a sexualidade humana n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de op\u00e7\u00e3o individual, como muitos gostariam que fosse, ela simplesmente se imp\u00f5es a cada um de n\u00f3s. Simplesmente \u00e9!\u201d. (<a href=\"http:\/\/www.drauziovarella.com.br\/\"><b>www.drauziovarella.com.br<\/b><\/a>)<\/p>\n<p>Chico Xavier: em resposta \u00e0s perguntas: como encara o espiritismo o problema da homossexualidade? Qual a melhor atitude da sociedade frente a essa ocorr\u00eancia?<\/p>\n<p>&#8211; \u201cAcreditamos que o tempo e a compreens\u00e3o humana tra\u00e7ar\u00e3o normas sociais suscept\u00edveis de tranq\u00fcilizar quantos se vinculam a semelhante segmento da comunidade, assegurando-se-lhes a ben\u00e7\u00e3o do trabalho com o respeito devido a todos os filhos de Deus (&#8230;) At\u00e9 que isso se concretize, n\u00e3o vejo qualquer motivo para cr\u00edticas destrutivas e sarcasmos incompreens\u00edveis para com os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s portadores de tend\u00eancias homossexuais, a nosso ver claramente iguais \u00e0s tend\u00eancias heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm minhas no\u00e7\u00f5es de dignidade do esp\u00edrito, n\u00e3o consigo entender por que raz\u00e3o esse ou aquele preconceito social impedir\u00e1 certo n\u00famero de pessoas de trabalhar e de serem \u00fateis \u00e0 vida comunit\u00e1ria, unicamente pelo fato de haverem trazido do ber\u00e7o caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas e fisiol\u00f3gicas diferentes da maioria. (&#8230;) Nunca vi m\u00e3es e pais, conscientes da elevada miss\u00e3o que a Divina Provid\u00eancia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa a nossa conduta em padr\u00f5es de menosprezo e desconsidera\u00e7\u00e3o, perante os nossos irm\u00e3os que nascem com dificuldades psicol\u00f3gicas?\u201d. (<a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/\"><b>www.espirito.org.br<\/b><\/a>, texto de Luiz Almeida intitulado: Homossexualidade).<\/p>\n<p>Hernani Guimar\u00e3es de Andrade: O homossexualismo n\u00e3o deve, pois, ser classificado como uma psicopatia ou como um comportamento merecedor de discrimina\u00e7\u00e3o ou medidas repressivas. O homossexual, especialmente o \u201ctransexual\u201d, merece toda a nossa compreens\u00e3o e ajuda, para que ele possa vencer sua luta de adapta\u00e7\u00e3o ao novo sexo adquirido com o renascimento. Alguns homossexuais poder\u00e3o ser reorientados, de maneira a se comportarem normalmente dentro dos padr\u00f5es impostos pelo meio social. Entretanto, igual reorienta\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria aos que se dizem normais para que se compenetrem da necessidade de respeitar e aceitar fraternalmente os homossexuais. (Esp\u00edrito, Perisp\u00edrito e Alma, pp. 228-229).<\/p>\n<p>Richard Simonetti: ao responder \u00e0 quest\u00e3o: Ele [o homossexual] pode ser acolhido como colaborador do Centro Esp\u00edrita, trabalhar como m\u00e9dium, por exemplo?, diz: Conden\u00e1vel qualquer discrimina\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 porque vedar-lhe essa possibilidade, a n\u00e3o ser que esteja envolvido em relacionamento prom\u00edscuos. Essa mesma restri\u00e7\u00e3o estende-se ao heterossexual. A promiscuidade, heran\u00e7a das tend\u00eancias \u00e0 poligamia que ainda caracterizam o ser humano, inspirando o comportamento irrespons\u00e1vel, \u00e9 incompat\u00edvel com as atividades espirituais. (Reencarna\u00e7\u00e3o &#8211; tudo o que voc\u00ea precisa saber, p. 124).<\/p>\n<p>Divaldo Pereira Franco, psicografando Joana de Angelis diz: Outro fator que merece an\u00e1lise \u00e9 o da identidade sexual. H\u00e1 jovens que logo definem e aceitam a sua natureza essencial, masculina ou feminina. Nessa oportunidade surgem os conflitos mais fortes do transexualismo e do homossexualismo, alguns deles como resultado de fatores gen\u00e9ticos, trabalhados pelo Esp\u00edrito na constitui\u00e7\u00e3o do corpo atrav\u00e9s da reencarna\u00e7\u00e3o, que se utilizou do perisp\u00edrito para a modelagem da forma org\u00e2nica, outros como efeito da conduta familiar ou social, e, outros mais, ainda, pela necessidade de ser trabalhada a sexualidade como diretriz preponderante para a aquisi\u00e7\u00e3o de recursos mais elevados e dif\u00edceis de conquistados.<\/p>\n<p>Quando essa identidade sexual \u00e9 prematura, o adolescente sofre de um efeito apenas biol\u00f3gico, sem prepara\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica para o comportamento algo estressante. Quando atrasada, rea\u00e7\u00f5es igualmente psicol\u00f3gicas podem levar a uma hostilidade ao pr\u00f3prio corpo como ao dos outros.<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o sexual do indiv\u00edduo equilibrado faz-se definir quando se harmonizam a express\u00e3o biol\u00f3gica \u2013 anat\u00f4mica \u2013 com a psicol\u00f3gica, expressando-se de forma natural e progressiva, sem os choques da incerteza ou da incapacidade comportamental diante da realidade do fen\u00f4meno sexual. (Adolesc\u00eancia e Vida, Divaldo P. Franco, pp. 70-71).<\/p>\n<p>J. Raul Teixeira, psicografando Camilo: Provenientes dos rec\u00f4nditos da alma, onde se alocam reminisc\u00eancias de desrespeito e de crimes hediondos, cometidos contra as leis morais que s\u00e3o presentes nas consci\u00eancias humanas, ou, por outro lado, decorrentes de processos educacionais delet\u00e9rios que se apoiaram em inclina\u00e7\u00f5es morais deficit\u00e1rias, ainda n\u00e3o suficientemente amadurecidas para a verdadeira liberdade, os dramas homossexuais t\u00eam lugar na intimidade das criaturas, largamente.<\/p>\n<p>Motivados, ainda, por terr\u00edveis programas obsessivos, que antigos inimigos desencarnados engendram por vingan\u00e7a ou, ainda, decorrentes de perturba\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas n\u00e3o devidamente diagnosticadas, explodem quadros homossexuais, aqui e acol\u00e1.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o vem se tornando t\u00e3o comum que, ao largo do tempo, vem sendo admitida como terceiro sexo ou como op\u00e7\u00e3o normal daqueles que assim almejam viver.<\/p>\n<p>Desembocam no estu\u00e1rio dos conflitos da homossexualidade infind\u00e1veis gravames assinalados nos arquivos extra-cerebrais, provenientes de passadas reencarna\u00e7\u00f5es, quando o abuso do pr\u00f3prio corpo e dos corpos alheios, a agress\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o emocional e \u00e0s constitui\u00e7\u00f5es alheias determinaram os torturantes quadros de agora, na esfera da sexualidade.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m suponha que tais conflitos n\u00e3o se estendam do mesmo modo, nas esferas heterossexuais, uma vez que os Esp\u00edritos que se movimentam sobre a Terra, com poucas exce\u00e7\u00f5es, carregam complexos problemas na \u00e1rea sexual, carecendo reestruturar-se, renovar-se, a fim de valorizar t\u00e3o sublime fonte de estesias que a Divindade ensejou as Suas criaturas com o objetivo feliz, na coopera\u00e7\u00e3o junto \u00e0 obra Universal.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno homossexualismo, em si mesmo, imp\u00f5e aos que por ele est\u00e3o assinalados, um regime de imperiosas disciplinas em sentido amplo, capazes de ensejar \u00e0 alma, se atendidas, b\u00ean\u00e7\u00e3o de venturas crescentes a projetarem luzes de paz, de harmonia para o amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Quem disse que ser\u00e1 crime ou pecado que um homem a outro homem ame?<\/p>\n<p>Onde a condena\u00e7\u00e3o para o amor e o afeto entre as mulheres?<\/p>\n<p>O amor, devidamente compreendido, \u00e9 a energia que nos diviniza, \u00e9 o tra\u00e7o que nos liga ao Criador, impulsionando-nos a espalhar a Sua vontade pelo Universo.<\/p>\n<p>N\u00e3o cogitamos aqui desse arremedo de amor com que o vulgo resolveu apelidar as pr\u00e1ticas carnais do sexo, mas cogitamos desse Amor que \u00e9 o pr\u00f3prio Deus, que faz com que na sexualidade a criatura humana se torne co-criadora com o seu Criador,<\/p>\n<p>O drama que se instala nas vidas terrenas \u00e9 que n\u00e3o est\u00e3o aptos aos indiv\u00edduos a vivenciarem o Amor que sensibiliza a alma, que imprime sentimentos de ren\u00fancias felizes, que enleva, que renova, forjando sa\u00fade e plasmando vida plena.<\/p>\n<p>Amar jamais ser\u00e1 desaconselh\u00e1vel seja entre quem for. N\u00e3o obstante, o homossexual n\u00e3o necessitar\u00e1 mergulhar nos p\u00e2ntanos da pederastia, tampouco as homossexuais carecer\u00e3o perder-se nos viscos do lesbianismo, nas voragens da rela\u00e7\u00e3o carnal.<\/p>\n<p>Se um companheiro ou uma companheira percebe em si as inclina\u00e7\u00f5es homossexuais, que procure identificar nisso os gritos da expia\u00e7\u00e3o, induzindo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o para que a vida seja vitoriosa.<\/p>\n<p>O amor, o entendimento, a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, a comunh\u00e3o ideal\u00edstica, tudo isso contribuir\u00e1 para a gradativa liberdade do ser. (Educa\u00e7\u00e3o e Viv\u00eancias, J. Raul Teixeira, pp. 73-75). (grifos do original).<\/p>\n<p>Chico Xavier, psicografando Andr\u00e9 Luiz: (&#8230;) Empenhou-se a repetir que na Crosta Planet\u00e1ria os temais sexuais s\u00e3o levados em conta, na base dos sinais f\u00edsicos que diferenciam o homem da mulher e vice-versa; no entanto, ponderou que isso n\u00e3o define a realidade integral, porquanto, regendo esses marcos, permanece um Esp\u00edrito imortal, com idade \u00e0s vezes multimilen\u00e1ria, encerrando consigo a soma de experi\u00eancias complexas, o que obriga a pr\u00f3pria Ci\u00eancia terrena a proclamar, presentemente, que masculinidade e feminilidade totais s\u00e3o inexistentes na personalidade humana, do ponto de vista psicol\u00f3gico.<br \/>\nHomens e mulheres, em esp\u00edrito, apresentam certa percentagem mais ou menos elevada de caracter\u00edsticos viris ou feminis em cada indiv\u00edduo, o que n\u00e3o assegura possibilidade de comportamento \u00edntimo normal para todos, segundo a conceitua\u00e7\u00e3o de normalidade que a maioria dos homens estabeleceu para o meio social.<\/p>\n<p>Tendo Neves formulado consulta sobre os homossexuais, F\u00e9lix demonstrou que in\u00fameros Esp\u00edritos reencarnam em condi\u00e7\u00f5es inversivas, seja no dom\u00ednio de lides expiat\u00f3rias ou em obedi\u00eancia a tarefas espec\u00edficas, que exigem duras disciplinas por parte daqueles que as solicitam ou que as aceitam. Referiu ainda que homens e mulheres podem nascer homossexuais ou intersexos, como s\u00e3o suscet\u00edveis de retomar o ve\u00edculo f\u00edsico na condi\u00e7\u00e3o de mutilados ou inibidos em certos campos de manifesta\u00e7\u00e3o, aditando que a alma reencarna, nessa ou naquela circunst\u00e2ncia, para melhorar e aperfei\u00e7oar-se e nunca sob a destina\u00e7\u00e3o do mal, o que nos constrange a reconhecer que os delitos, sejam quais sejam, em quaisquer posi\u00e7\u00f5es, correm por nossa conta. \u00c0 vista disso, destacou que nos foros da Justi\u00e7a Divina, em todos os distritos da Espiritualidade Superior, as personalidades humanas tachadas por anormais s\u00e3o consideradas t\u00e3o carentes de prote\u00e7\u00e3o quanto as outras que desfrutam a exist\u00eancia garantida pelas regalias da normalidade, segundo a opini\u00e3o dos homens, observando-se que as faltas cometidas pelas pessoas de psiquismo julgado anormal s\u00e3o examinadas no mesmo crit\u00e9rio aplicado \u00e0s culpas de pessoas tidas por normais, notando-se, ainda, que em muitos casos, os desatinos das pessoas supostas normais s\u00e3o consideravelmente agravados, por menos justific\u00e1veis perante acomoda\u00e7\u00f5es e primazias que usufruem, no clima est\u00e1vel da maioria.<\/p>\n<p>E \u00e0 ligeira pergunta que arrisquei sobre preceitos e preconceitos vigentes na Terra, no que tange ao assunto, F\u00e9lix ponderou, respeitoso, que os homens n\u00e3o podem efetivamente alterar, de cofre, as leis morais em que se regem, sob pena de precipitar a Humanidade na dissolu\u00e7\u00e3o, entendendo-se que os Esp\u00edritos ainda ignorantes ou animalizados, por enquanto em maioria no seio de todas as na\u00e7\u00f5es terrestres, est\u00e3o invariavelmente decididos a usurpar liberalidades prematuras para converter os valores sublimes do amor em criminalidade e devassid\u00e3o. Acrescentou, no entanto, que no mundo porvindouro os irm\u00e3os reencarnados, tanto em condi\u00e7\u00f5es normais quanto em condi\u00e7\u00f5es julgadas anormais, ser\u00e3o tratados em p\u00e9 de igualdade, no mesmo n\u00edvel de dignidade humana, reparando-se as injusti\u00e7as assacadas, h\u00e1 s\u00e9culos, contra aqueles que renascem sofrendo particularidades an\u00f4malas, porquanto a persegui\u00e7\u00e3o e a crueldade com que s\u00e3o batidos pela sociedade humana lhes impedem ou dificultam a execu\u00e7\u00e3o dos encargos que trazem \u00e0 exist\u00eancia f\u00edsica, quando n\u00e3o fazem deles criaturas hip\u00f3critas, com necessidade de mentir incessantemente para viver, sob o Sol que a Bondade Divina acendeu em benef\u00edcio de todos. (Sexo e Destino, Chico Xavier, pp. 272-274)<\/p>\n<p>Poderemos ainda deixar para uma reflex\u00e3o individual, a ser feita por cada um de n\u00f3s, o seguinte:<\/p>\n<p>Suponhamos que viv\u00eassemos num pa\u00eds onde, por determina\u00e7\u00e3o superior, tiv\u00e9ssemos que, por um longo tempo, abrigar em nossa casa uma pessoa, cuja escolha poder\u00edamos fazer entre duas que nos seriam indicadas. Apresentam-nos, ent\u00e3o, para essa escolha, um assassino psicopata e um homossexual. Perguntamos: qual dos dois voc\u00ea escolheria para viver sob seu teto durante o tempo estabelecido?<\/p>\n<p>Suponhamos, tamb\u00e9m, que tiv\u00e9ssemos uma crian\u00e7a pequena que demonstrasse tend\u00eancias homossexuais, cuja causa poderia ser a vicia\u00e7\u00e3o por outras pessoas mais velhas, como por exemplo, o uso indiscriminado de suposit\u00f3rios como medicamento para problemas de \u201car preso\u201d, que veio despertar nela o prazer na regi\u00e3o anal, o qu\u00ea far\u00edamos diante dessa realidade?<\/p>\n<p>Suponhamos, ainda, que entre os nossos filhos atuais ou que vi\u00e9ssemos a ter no futuro, houvesse um deles, com a idade de 18 anos, que, por alguma raz\u00e3o que desconhecemos, resolve, durante a festa de seu anivers\u00e1rio, assumir publicamente diante de todos os convidados sua homossexualidade. Qual seria a nossa atitude diante deste bomb\u00e1stico fato? Ir\u00edamos tratar esse filho com o mesmo preconceito que temos para com os que n\u00e3o se ligam a n\u00f3s pelos la\u00e7os da consang\u00fcinidade?<\/p>\n<p>Assunto abordado pelo Dr. Roberto L\u00facio, com o qual plenamente concordamos, \u00e9 que, em algumas situa\u00e7\u00f5es, a causa da homossexualidade poderia ser por indu\u00e7\u00e3o ps\u00edquica dos pr\u00f3prios pais, quando desejando ardentemente que o seu futuro rebento seja de um sexo diferente daquele que a vontade de Deus determinou, acabam implantando no psiquismo desse feto o desejo de seus pais. Ap\u00f3s nascer poder\u00e1, consciente ou inconscientemente, agir para realizar tal desejo, passando a ser apenas na esfera ps\u00edquica a crian\u00e7a cujo\u00a0 sexo foi objeto do sonho dos pais.<\/p>\n<p>Somente quando nos colocamos na mesma situa\u00e7\u00e3o do outro \u00e9 que poderemos avaliar o que ele poderia estar passando, da\u00ed a raz\u00e3o de colocarmos essas situa\u00e7\u00f5es para a nossa reflex\u00e3o, esperando que cada um possa ter a capacidade de considerar tais hip\u00f3teses, na expectativa de, se for o caso, mudar seu pensamento diante da homossexualidade dos que jornadeiam conosco em busca da pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o moral e espiritual. Oportuno n\u00e3o esquecermos de que \u201c&#8230; nenhuma coisa \u00e9 de si mesmo imunda sen\u00e3o para aquele que a tem por imunda, ,para este \u00e9 imunda\u201d. (Rm 14,14).<\/p>\n<p>O texto j\u00e1 estava por n\u00f3s encerrado, mas um amigo ap\u00f3s analis\u00e1-lo pediu ao seu guia para opinar sobre esse assunto. Essa mensagem, nov\u00edssima, vem arrematar tudo o que j\u00e1 foi dito, quanto ao preconceito, que, com a permiss\u00e3o dele, estamos incluindo agora ao final.<\/p>\n<p>O nosso amigo advogado Raimundo de Moura Rego Filho, m\u00e9dium, esp\u00edrita atuante na cidade do Rio de Janeiro, nos envia, por e-mail, o seguinte:<\/p>\n<p>Hermes, por sentir-te por perto penso que me poderias dar um esclarecimento sobre o tema que hora estudo e do qual, preciso dar uma opini\u00e3o ao autor da mat\u00e9ria de estudo.<\/p>\n<p>Seria poss\u00edvel que me explicasses sobre as causas do homossexualismo? Estariam essas causas ligadas \u00e0 reencarna\u00e7\u00e3o, com elemento fulcro, desse acometimento?<\/p>\n<p>Responde Hermes:<\/p>\n<p>Amado meu:<\/p>\n<p>Temas como este, t\u00e3o discutidos e por vezes t\u00e3o insistentemente associados somente aos nossos quereres ou vis\u00f5es mais \u00edntimas, t\u00eam mais das vezes, afastado irm\u00e3os de ideal esp\u00edrita n\u00e3o s\u00f3 da Casa Esp\u00edrita, mas de todo o entendimento que, haurido da doutrina Esp\u00edrita, poderia ajudar a que eles fossem mais bem compreendidos, e por isso mesmo, tratados com mais respeito, amor e toler\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O mais importante em qualquer caso, querido, \u00e9 o entendimento fraterno do problema, e a recondu\u00e7\u00e3o do paciente adoecido, ao caminho do recome\u00e7o.<\/p>\n<p>Ora, o que se v\u00ea, \u00e9 a t\u00f4nica da intoler\u00e2ncia, do desrespeito, e por vezes os ataques e achaques mal intencionados, oriundos das assertivas, sempre baseadas no desconhecimento doutrin\u00e1rio, ou refor\u00e7adas pelo preconceito para com essas pessoas. S\u00e3o nossos irm\u00e3os em Cristo, s\u00e3o tamb\u00e9m eles, o nosso elemento de melhora e ascens\u00e3o espiritual, ao sabermos com eles conversar, de modo doutrin\u00e1rio, correto e adeso \u00e0s Leis do amor, da Caridade e do Progresso. Sem esses elementos, n\u00e3o se reeduca, n\u00e3o se ensina, em suma n\u00e3o se faz Espiritismo.<\/p>\n<p>Quantos j\u00e1 n\u00e3o ter\u00e3o sentido o gosto do amargo fel do desprezo, o esc\u00e1rnio, as palavras duras com que muitos se manifestam e lhes dirigem?<\/p>\n<p>Quanta dor, sofrimento e humilha\u00e7\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o haver\u00e3o de ter passado? Estes, tamb\u00e9m, s\u00e3o nossos irm\u00e3os, meu filho.<\/p>\n<p>Se voltarmos olhos ao epis\u00f3dio da \u201cad\u00faltera\u201d, encontraremos n\u00e3o a condena\u00e7\u00e3o do Rabi, mas o julgamento sensato e amoroso que a indicou o caminho da regenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tal \u00e9 assim para com esse caso em espec\u00edfico. Remeter-se o homem de hoje, ainda cheio de preconceitos, (e isso dos dois lados), aqueles que querem descobrir t\u00e3o somente as causas, sem atacar os irm\u00e3os em prova\u00e7\u00e3o, e daqueles por quem chegam as palavras mais duras, mais distantes, tanto do conhecimento sobre o tema, quanto da forma\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria, descambando para os apupos e para os acicates, brandindo seus chicotes idiom\u00e1ticos como se estivessem isentos de erros, a tema t\u00e3o importante e t\u00e3o controverso, seria pedir n\u00e3o a descoberta do rem\u00e9dio, mas que se estabelecesse a disc\u00f3rdia afastante, o cisma, a ciz\u00e2nia, todos os desvarios a que a pouca moral humana possa encaminhar alguns irm\u00e3os, por vezes em maior desalinho do que o pr\u00f3prio Homossexual. Como se os Heteros formassem a na\u00e7\u00e3o dos eleitos, dos corretos e dos infal\u00edveis, quanta emp\u00e1fia, quanto desamor. Notas como o Evangelho, bem estudado e conhecido faz falta a essas pessoas?<br \/>\nPor n\u00e3o terem alteados os patamares morais, a ponto de entenderem o Evangelho, n\u00e3o entendem as premissas da doutrina Esp\u00edrita.<br \/>\nPor n\u00e3o se reconfigurarem, persistindo tamb\u00e9m, nas pr\u00f3prias mazelas morais que j\u00e1 lhe s\u00e3o de conhecimento, tornam-se m\u00edopes aos ensinos que a pr\u00f3pria doutrina oferece, e que lhes indicaria o caminho para a resposta que, ao que nos \u00e9 permitido saber e dizer distaria, ainda para um pr\u00f3ximo per\u00edodo reencarnat\u00f3rio, este j\u00e1 sob outra vibra\u00e7\u00e3o, mais sutil e elevada, remetendo os ideais do Amor Cr\u00edstico e da Fraternidade, \u00e0 maior celeridade no cumprimento da Lei do Progresso.<br \/>\nFaze, ent\u00e3o, teus amigos e tu mesmo, da experi\u00eancia transit\u00f3ria nesta exist\u00eancia, caminho para um aprendizado mais amplo e dignificante ao esp\u00edrito, para que no porvir, possam todos ajudar, sob o olhar do Cristo, a todos os doentes, da alma e do Corpo.<\/p>\n<p>At\u00e9 l\u00e1, amado meu, ora por eles, por estes nossos irm\u00e3os que tanto sofrem escondidamente, n\u00e3o os diminuam ou discriminem, esclare\u00e7am! Posto que j\u00e1 sofrem deveras, neste per\u00edodo de dor sob o qual passam suas exist\u00eancias, no hoje.<\/p>\n<p>Amor e Paz,<\/p>\n<p>Hermes.<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<br \/>\n<\/b><br \/>\nANDREA, J. For\u00e7as Sexuais da Alma. Rio de Janeiro: FEB, 1991.<\/p>\n<p>ANDRADE, H.G., Esp\u00edrito, Perisp\u00edrito e Alma. S\u00e3o Paulo: Pensamento, 1984.<\/p>\n<p>_____________, Voc\u00ea e a Reencarna\u00e7\u00e3o. Bauru SP: CEAC, 2002.<\/p>\n<p>BERNARDI, R.G. Gesta\u00e7\u00e3o sublime interc\u00e2mbio. Londrina PR: Universalista,<br \/>\n1993.<\/p>\n<p>CORRADINI, A.P., in Eu quero \u00e9 sexo!, Revista dos Curiosos, n\u00ba 14. S\u00e3o<br \/>\nPaulo: Europa, abril 2003.<\/p>\n<p>KARDEC, A., in As Mulheres t\u00eam uma Alma?, Revista Esp\u00edrita 1866. Araras SP:<br \/>\nIDE, 1993.<\/p>\n<p>MARTINS, C. Sexo, amor &amp;Educa\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: EME, 1993.<\/p>\n<p>PINHEIRO, L. G. Temas Esp\u00edritas Empolgantes, Capivari SP: EME, 1997.<\/p>\n<p>PIRES, J.H. Mediunidade: vida e comunica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Edicel, 1987.<\/p>\n<p>SIMONETTI, R. Reencarna\u00e7\u00e3o \u2013 tudo o que voc\u00ea precisa saber. Bauru SP: CEAC,<br \/>\n2001.<\/p>\n<p>SOUZA, R. L. V., in A Vis\u00e3o Esp\u00edrita da Homossexualidade, Revista Crist\u00e3 de<br \/>\nEspiritismo n\u00b0 19. S\u00e3o Paulo: Escala, (2003?).<\/p>\n<p>ZIMMERMANN JR, F., in A homossexualidade e as nossas atitudes, Revista<br \/>\nUniverso Esp\u00edrita, n\u00ba 2. S\u00e3o Paulo: Universo, abril 2003.<\/p>\n<p>XAVIER, C. Sexo e Destino. Rio de Janeiro: FEB, 1987.<\/p>\n<p>________. A\u00e7\u00e3o e Rea\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: FEB, 1987.<\/p>\n<p>ALMEIDA, L. Homossexualidade.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.espirito.org.br\/\" target=\"_blank\"><b>www.espirito.org.br<\/b><\/a>\/portal\/artigos\/fep\/homossexualidade.html, acesso em<br \/>\n05.10.2004.<br \/>\nVARELLA, D., Homossexualidade.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.daruziovarella.com.br\/\" target=\"_blank\"><b>www.daruziovarella.com.br<\/b><\/a>\/artigos\/homossexualidade.asp, acesso em<br \/>\n05.10.2004.<br \/>\n[1] Citado por Dr. Hernani, no cap. IX do livro Voc\u00ea e a Reencarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homossexualismo na Vis\u00e3o Esp\u00edrita Paulo da Silva Neto Sobrinho \u201cA homossexualidade, tamb\u00e9m hoje chamada transexualidade, em alguns c\u00edrculos de ci\u00eancia, definindo-se, no conjunto de suas caracter\u00edsticas, por tend\u00eancia da criatura para a comunh\u00e3o afetiva com uma outra criatura do mesmo &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ciencia-e-espiritualidade\/homossexualismo-na-visao-espirita\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":38,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-660","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=660"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/660\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/38"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}