{"id":776,"date":"2013-05-04T08:41:44","date_gmt":"2013-05-04T11:41:44","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=776"},"modified":"2013-05-04T20:55:03","modified_gmt":"2013-05-04T23:55:03","slug":"a-genese","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-genese\/","title":{"rendered":"A G\u00eanese"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>A G\u00caNESE<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Os milagres e as predi\u00e7\u00f5es segundo o Espiritismo \u2013 Allan Kardec<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Da natureza divina\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">8. &#8211; N\u00c3O \u00c9 DADO AO HOMEM SONDAR A NATUREZA \u00cdNTIMA DE DEUS. <b>Para compreend\u00ea-Lo, ainda nos falta o sentido pr\u00f3prio, que s\u00f3 se adquire por meio da completa depura\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito<\/b>. Mas, se n\u00e3o pode penetrar na ess\u00eancia de Deus, o homem, desde que aceite como premissa a sua exist\u00eancia, pode, pelo racioc\u00ednio, chegar a conhecer-lhe os atributos necess\u00e1rios, porquanto, vendo o que ele absolutamente n\u00e3o pode ser, sem deixar de ser Deus, deduz da\u00ed o que ele deve ser.<\/p>\n<p>Sem o conhecimento dos atributos de Deus, imposs\u00edvel seria compreender-se a obra da cria\u00e7\u00e3o. Esse o ponto de partida de todas as cren\u00e7as religiosas e \u00e9 por n\u00e3o se terem reportado a isso, como ao farol capaz de as orientar, que a maioria das religi\u00f5es errou em seus dogmas. As que n\u00e3o atribu\u00edram a Deus a onipot\u00eancia imaginaram muitos deuses; as que n\u00e3o lhe atribu\u00edram soberana bondade fizeram dele um Deus cioso, col\u00e9rico, parcial e vingativo.<\/p>\n<p>9. &#8211; DEUS \u00c9 A SUPREMA E SOBERANA INTELIG\u00caNCIA.\u00a0\u00c9 limitada a intelig\u00eancia do homem, pois que n\u00e3o pode fazer, nem compreender tudo o que existe. A de<\/p>\n<p>Deus abrangendo o infinito, tem que ser infinita. Se a supus\u00e9ssemos limitada num ponto qualquer, poder\u00edamos conceber outro ser mais inteligente, capaz de<\/p>\n<p>compreender e fazer o que o primeiro n\u00e3o faria e assim por diante, at\u00e9 ao infinito.<\/p>\n<p>10. &#8211; DEUS \u00c9 ETERNO,\u00a0isto \u00e9, n\u00e3o teve come\u00e7o e n\u00e3o ter\u00e1 fim. Se tivesse tido princ\u00edpio, houvera sa\u00eddo do nada. Ora, n\u00e3o sendo o nada coisa alguma, coisa nenhuma pode produzir. Ou, ent\u00e3o, teria sido criado por outro ser anterior e, nesse caso, este ser \u00e9 que seria Deus. Se lhe supus\u00e9ssemos um come\u00e7o ou fim, poder\u00edamos conceber uma entidade existente antes dele e capaz de lhe sobreviver, e assim por diante, ao infinito.<\/p>\n<p>11. &#8211; DEUS \u00c9 IMUT\u00c1VEL. Se estivesse sujeito a mudan\u00e7as, nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo.<\/p>\n<p>12. &#8211; DEUS \u00c9 IMATERIAL, isto \u00e9, a sua natureza difere de tudo o que chamamos mat\u00e9ria. De outro modo, n\u00e3o seria imut\u00e1vel, pois estaria sujeito \u00e1s transforma\u00e7\u00f5es da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Deus carece de forma apreci\u00e1vel pelos nossos sentidos, sem o que seria mat\u00e9ria. Dizemos: a m\u00e3o de Deus, o olho de Deus, a boca de Deus, porque o homem, nada mais conhecendo al\u00e9m de si mesmo, toma a si pr\u00f3prio por termo de compara\u00e7\u00e3o para tudo o que n\u00e3o compreende. S\u00e3o rid\u00edculas essas imagens<\/p>\n<p>em que Deus \u00e9 representado pela figura de um anci\u00e3o de longas barbas e envolto num manto. T\u00eam o inconveniente de rebaixar o Ente supremo at\u00e9 \u00e0s mesquinhas propor\u00e7\u00f5es da Humanidade. Da\u00ed a lhe emprestarem as paix\u00f5es humanas e a fazerem-no um Deus col\u00e9rico e cioso n\u00e3o vai mais que um passo.<\/p>\n<p>13. &#8211; DEUS \u00c9 ONIPOTENTE. Se n\u00e3o possu\u00edsse o poder supremo, sempre se poderia conceber uma entidade mais poderosa e assim por diante, at\u00e9 chegar-se ao ser cuja potencialidade nenhum outro ultrapassasse. Esse ent\u00e3o \u00e9 que seria Deus.<\/p>\n<p>14. &#8211; DEUS \u00c9 SOBERANAMENTE JUSTO E BOM.\u00a0A providencial sabedoria das leis divinas se revela nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, n\u00e3o permitindo essa sabedoria que se duvide da sua justi\u00e7a, nem da sua bondade.<\/p>\n<p>O fato do ser infinita uma qualidade, exclui a possibilidade de uma qualidade contr\u00e1ria, porque esta a apoucaria ou anularia. Um ser infinitamente bom n\u00e3o poderia conter a mais insignificante parcela de malignidade, nem o ser infinitamente mau conter a mais insignificante parcela de bondade, do mesmo modo que um objeto n\u00e3o pode ser de um negro absoluto, com a mais ligeira nuan\u00e7a de branco, nem de um branco absoluto com a mais pequenina mancha preta.<\/p>\n<p>Deus, pois, n\u00e3o poderia ser simultaneamente bom e mau, porque ent\u00e3o, n\u00e3o possuindo qualquer dessas duas qualidades no grau supremo, n\u00e3o seria Deus; todas as coisas estariam sujeitas ao seu capricho e para nenhuma haveria estabilidade. N\u00e3o poderia ele, por conseguinte, deixar de ser ou infinitamente bom ou infinitamente mau. Ora, como suas obras d\u00e3o testemunho da sua sabedoria, da sua bondade e da sua solicitude, concluir-se-\u00e1 que, n\u00e3o podendo ser ao mesmo tempo bom e mau sem deixar de ser Deus, ele necessariamente tem de ser infinitamente bom.<\/p>\n<p>A soberana bondade implica a soberana justi\u00e7a, porquanto, se ele procedesse injustamente ou com parcialidade numa s\u00f3 circunst\u00e2ncia que fosse, ou com rela\u00e7\u00e3o a uma s\u00f3 de suas criaturas, j\u00e1 n\u00e3o seria soberanamente justo e, em consequ\u00eancia, j\u00e1 n\u00e3o seria soberanamente bom.<\/p>\n<p>15. &#8211; DEUS \u00c9 INFINITAMENTE PERFEITO. \u00c9 imposs\u00edvel conceber-se Deus sem o infinito das perfei\u00e7\u00f5es, sem o que n\u00e3o seria Deus, pois sempre se poderia conceber um ser que possu\u00edsse o que lhe faltasse. Para que nenhum ser possa ultrapass\u00e1-lo, faz-se mister que ele seja infinito em tudo.<\/p>\n<p>Sendo infinitos, os atributos de Deus n\u00e3o s\u00e3o suscet\u00edveis nem de aumento, nem de diminui\u00e7\u00e3o, visto que do contr\u00e1rio n\u00e3o seriam infinitos e Deus n\u00e3o seria perfeito. Se lhe tirassem a qualquer dos atributos a mais m\u00ednima parcela, j\u00e1 n\u00e3o haveria Deus, pois que poderia existir um ser mais perfeito.<\/p>\n<p>16. &#8211; DEUS \u00c9 \u00daNICO. A unicidade de Deus \u00e9 consequ\u00eancia do fato de serem infinitas as suas perfei\u00e7\u00f5es. N\u00e3o poderia existir outro Deus, salvo sob a condi\u00e7\u00e3o de ser igualmente infinito em todas as coisas, visto que, se houvesse entre eles a mais ligeira diferen\u00e7a, um seria inferior ao outro, subordinado ao poder desse outro e, ent\u00e3o, n\u00e3o seria Deus. Se houvesse entre ambos igualdade absoluta, isso equivaleria a existir, de toda eternidade, um mesmo pensamento, uma mesma vontade, um mesmo poder. Confundidos assim, quanto \u00e0 identidade, n\u00e3o haveria, em realidade, mais que um \u00fanico Deus. Se cada um tivesse atribui\u00e7\u00f5es especiais, um n\u00e3o faria o que o outro fizesse; mas, ent\u00e3o, n\u00e3o existiria igualdade perfeita entre eles, pois que nenhum possuiria a autoridade soberana.<\/p>\n<p>17. &#8211; A ignor\u00e2ncia do princ\u00edpio de que s\u00e3o infinitas as perfei\u00e7\u00f5es de Deus foi que gerou o polite\u00edsmo, culto adotado por todos os povos primitivos, que davam o atributo de divindade a todo poder que lhes parecia acima dos poderes inerentes \u00e0 Humanidade. Mais tarde, a raz\u00e3o os levou a reunir essas diversas pot\u00eancias numa s\u00f3. Depois, \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que os homens foram compreendendo a ess\u00eancia dos atributos divinos, retiraram dos s\u00edmbolos, que haviam criado, a cren\u00e7a que implicava a nega\u00e7\u00e3o desses atributos.<\/p>\n<p>18. &#8211; Em resumo, Deus n\u00e3o pode ser Deus, sen\u00e3o sob a condi\u00e7\u00e3o de que nenhum outro o ultrapasse, porquanto o ser que o excedesse no que quer que fosse, ainda que apenas na grossura de um cabelo, \u00e9 que seria o verdadeiro<\/p>\n<p>Deus. Para que tal n\u00e3o se d\u00ea, indispens\u00e1vel se torna que ele seja infinito em tudo.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que, comprovada pelas suas obras a exist\u00eancia de Deus, por simples dedu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica se chega a determinar os atributos que o caracterizam.<\/p>\n<p>19. &#8211; Deus \u00e9, pois, a intelig\u00eancia suprema e soberana, \u00e9 \u00fanico, eterno, imut\u00e1vel, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfei\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o pode ser diverso disso.<\/p>\n<p>Tal o eixo sobre que repousa o edif\u00edcio universal. Esse o farol cujos raios se estendem por sobre o Universo inteiro, \u00fanica luz capaz de guiar o homem na pesquisa da verdade. Orientando-se por essa luz, ele nunca se transviar\u00e1. Se, portanto, o homem h\u00e1 errado tantas vezes, \u00e9 unicamente por n\u00e3o ter seguido o roteiro que lhe estava indicado.<\/p>\n<p>Tal tamb\u00e9m o crit\u00e9rio infal\u00edvel de todas as doutrinas filos\u00f3ficas e religiosas. Para apreci\u00e1-las, disp\u00f5e o homem de uma medida rigorosamente exata nos atributos de Deus e pode afirmar a si mesmo que toda teoria, todo princ\u00edpio, todo dogma, toda cren\u00e7a, toda pr\u00e1tica que estiver em contradi\u00e7\u00e3o com um s\u00f3 que seja desses atributos, que tenda n\u00e3o tanto a anul\u00e1-lo, mas simplesmente a diminu\u00ed-lo, n\u00e3o pode estar com a verdade.<\/p>\n<p>Em filosofia, em psicologia, em moral, em religi\u00e3o, s\u00f3 h\u00e1 de verdadeiro o que n\u00e3o se afaste, nem um til, das qualidades essenciais da Divindade. A religi\u00e3o perfeita ser\u00e1 aquela de cujos artigos de f\u00e9 nenhum esteja em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0quelas qualidades; aquela cujos dogmas todos suportem a prova dessa verifica\u00e7\u00e3o sem nada sofrerem.<\/p>\n<p>Extra\u00eddo da obra &#8220;A G\u00eanese&#8221; de Allan Kardec.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A G\u00caNESE Os milagres e as predi\u00e7\u00f5es segundo o Espiritismo \u2013 Allan Kardec Da natureza divina\u00a0 8. &#8211; N\u00c3O \u00c9 DADO AO HOMEM SONDAR A NATUREZA \u00cdNTIMA DE DEUS. Para compreend\u00ea-Lo, ainda nos falta o sentido pr\u00f3prio, que s\u00f3 se &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-genese\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":13,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-776","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=776"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/776\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}