{"id":882,"date":"2013-05-08T09:49:48","date_gmt":"2013-05-08T12:49:48","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=882"},"modified":"2013-05-08T09:49:48","modified_gmt":"2013-05-08T12:49:48","slug":"18-oracao-dominical","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/boa-nova-1\/18-oracao-dominical\/","title":{"rendered":"18 &#8211; Ora\u00e7\u00e3o Dominical"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">ORA\u00c7\u00c3O DOMINICAL<\/p>\n<p>\u00a0Curada pelo Mestre Divino, a sogra de Sim\u00e3o Pedro ficara maravilhada com os poderes ocultos do Nazareno humilde, que falava em nome de Deus, enla\u00e7ando os cora\u00e7\u00f5es com a sua f\u00e9 profunda e ardente. Restabelecida em sua sa\u00fade, passou a reflexionar mais atentamente acerca do Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us, sempre pronto a atender \u00e0s s\u00faplicas dos filhos. Chamando certo dia o genro para um exame detido do assunto, consultou-o sobre a possibilidade de pedirem a Jesus favores excepcionais para a sua fam\u00edlia. Lembrava-lhe a circunst\u00e2ncia de ser o Mestre um emiss\u00e1rio poderoso do Reino de Deus que parecia muito pr\u00f3ximo. Concitava-o a ponderar ao Messias que eles eram dos seus primeiros colaboradores sinceros e a enumerar-lhe as necessidades prementes da fam\u00edlia, a exiguidade do dinheiro, o peso dos servi\u00e7os dom\u00e9sticos, a casa pobre de recursos, situa\u00e7\u00e3o a que as imensas possibilidades de Jesus, cheio de poderes prodigiosos, seriam capazes de remediar.<\/p>\n<p>O pescador simples e generoso, tentado em seus sentimentos humanos, examinou aquelas observa\u00e7\u00f5es destinadas a lhe abrir os olhos com refer\u00eancia ao futuro. Entretanto, refletiu que Jesus era Mestre e nunca desprezava qualquer ensejo de bem ensinar o que era realmente proveitoso aos disc\u00edpulos. Acaso, n\u00e3o saberia ele o melhor caminho? N\u00e3o viam em sua presen\u00e7a alguma coisa da pr\u00f3pria presen\u00e7a de Deus? Guardando, contudo, indeciso o esp\u00edrito, em face das pondera\u00e7\u00f5es familiares, buscou uma oportunidade de falar com o Messias acerca do assunto.<\/p>\n<p>Chegada que foi a ocasi\u00e3o, o ap\u00f3stolo procurou provocar muito de leve a solu\u00e7\u00e3o do problema, perguntando a Jesus, com a sua sinceridade ing\u00eanua:<\/p>\n<p>&#8211; Mestre, ser\u00e1 que Deus nos ouve todas as ora\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>&#8211; Como n\u00e3o, Pedro? &#8211; respondeu Jesus solicita- mente. &#8211; Desde que come\u00e7ou a raciocinar, observou o homem que, acima de seus poderes reduzidos, havia um poder ilimitado, que lhe criara o ambiente da vida. Todas as criaturas nascem com tend\u00eancia para o mais alto e experimentam a necessidade de comungar com esse plano elevado, donde o Pai nos acompanha com o seu amor, todo justi\u00e7a e sabedoria, onde as preces dos homens o procuram sob nomes diversos. Acreditarias, Sim\u00e3o, que, em todos os s\u00e9culos da vida humana, recorreriam as almas, incessantemente, a uma porta silenciosa e inflex\u00edvel, se nenhum resultado obtivessem? N\u00e3o tenhas d\u00favida: todas as nossas ora\u00e7\u00f5es s\u00e3o ouvidas! &#8230;<\/p>\n<p>&#8211; No entanto &#8211; exclamou respeitoso o disc\u00edpulo -, se Deus ouve as s\u00faplicas de todos os seres, por que tamanhas diferen\u00e7as na sorte? Por que raz\u00e3o sou obrigado a pescar para prover \u00e0 subsist\u00eancia, quando Levi ganha bom sal\u00e1rio no servi\u00e7o dos impostos, com a sabedoria dos livros? Como explicar que Joana disponha de servas numerosas, quando minha mulher \u00e9 obrigada a plantar e cuidar a nossa horta?<\/p>\n<p>Jesus ouviu atento essas suas palavras e retrucou:<\/p>\n<p>&#8211; Pedro, precisamos n\u00e3o esquecer que o mundo pertence a Deus e que todos somos seus servidores. Os trabalhos variam, conforme a capacidade do nosso esfor\u00e7o. Hoje pescas, amanh\u00e3 pregar\u00e1s a palavra divina do Evangelho. Todo trabalho honesto \u00e9 de Deus. Quem escreve com a sabedoria dos pergaminhos n\u00e3o \u00e9 maior do que aquele que tra\u00e7a a leira laboriosa e f\u00e9rtil, com a sabedoria da terra. O escriba sincero, que cuida dos dispositivos da lei, \u00e9 irm\u00e3o do lavrador bem-intencionado que cuida do sustento da vida. Um, cultiva as flores do pensamento; outros, as do trigal que o Pai protege e aben\u00e7oa. Achas que uma casa estaria completa sem as m\u00e3os abnegadas que lhe varrem os detritos? Se todos os filhos de Deus se dispusessem a cobrar impostos, quem os pagaria? V\u00eas, portanto, que, antes de qualquer considera\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso santificar todo trabalho \u00fatil, como quem sabe que o mundo \u00e9 morada de Deus.<\/p>\n<p>J\u00e1 pensaste que, se a tua esposa cuida das plantas de tua horta, Joana de Cusa educa as suas servas?! A qual das duas cabe responsabilidade maior, \u00e0 tua mulher que cultiva os legumes, ou \u00e0 nossa irm\u00e3 que tem algumas filhas de Deus\u00a0 sob sua prote\u00e7\u00e3o? Quem poder\u00e1 garantir que Joana ter\u00e1 essa responsabilidade por toda a vida? No mundo, h\u00e1 grandes generais que apesar das suas vit\u00f3rias passam tamb\u00e9m pelas duras experi\u00eancias de seus soldados. Assim, Pedro, precisamos considerar, em definitivo, que somos filhos e servos de Deus, antes de qualquer outro t\u00edtulo convencional, dentro da vida humana. Necess\u00e1rio \u00e9, pois, que d isponhamos o nosso cora\u00e7\u00e3o a bem servi-lo, seja como rei ou como escravo, certos de que o Pai nos conhece a todos e nos conduz ao trabalho ou \u00e0 posi\u00e7\u00e3o que mere\u00e7amos.<\/p>\n<p>O disc\u00edpulo ouviu aquelas explica\u00e7\u00f5es judiciosas e, confortado com os esclarecimentos recebidos, interrogou:<\/p>\n<p>&#8211; Mestre, como deveremos interpretar a ora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8211; Em tudo &#8211; elucidou Jesus &#8211; deve a ora\u00e7\u00e3o constituir o nosso recurso permanente de comunh\u00e3o ininterrupta com Deus. Nesse interc\u00e2mbio incessante, as criaturas devem apresentar ao Pai, no segredo das \u00edntimas aspira\u00e7\u00f5es, os seus anelos e esperan\u00e7as, d\u00favidas e amargores. Essas confid\u00eancias lhes atenuar\u00e3o os cansa\u00e7os do mundo, restaurando-lhes as energias, porque Deus lhes conceder\u00e1 de sua luz. \u00c9 necess\u00e1rio, portanto, cultivar a prece, para que ela se torne um elemento natural da vida, como a respira\u00e7\u00e3o. \u00c9 indispens\u00e1vel conhe\u00e7amos o meio seguro de nos identificarmos com o Nosso Pai.<\/p>\n<p>Entretanto, Pedro, observamos que os homens n\u00e3o se lembram do c\u00e9u, sen\u00e3o nos dias de incerteza e ang\u00fastia do cora\u00e7\u00e3o. Se a amea\u00e7a \u00e9 cruel e iminente o desastre, se a morte do corpo \u00e9 irremedi\u00e1vel, os mais fortes dobram os joelhos. Mas, quanto n\u00e3o dever\u00e1 sentir-se o Pai amoroso e leal de que somente o procurem os filhos nos momentos do infort\u00fanio, por eles criados com as suas pr\u00f3prias m\u00e3os? Em face do relaxamento dessas rela\u00e7\u00f5es sagradas, por parte dos homens, indiferentes ao carinho paternar da Provid\u00eancia que tudo lhes concede de \u00fatil e agrad\u00e1vel, improficuamente desejar\u00e1 o filho uma solu\u00e7\u00e3o imediata para as suas necessidades e problemas, sem remediar ao longo afastamento em que se conservou do Pai no percurso, postergando-lhe os des\u00edgnios, respeito \u00e0s suas quest\u00f5es \u00edntimas e profundas.<\/p>\n<p>Sim\u00e3o Pedro ouvia o Mestre com uma compreens\u00e3o nova. N\u00e3o podia apreender a amplitude daqueles conceitos que transcendiam o \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o que recebera, mas procurava perceber o alcance daquelas elucida\u00e7\u00f5es, a fim de cultivar o interc\u00e2mbio perfeito com o Pai s\u00e1bio e amoroso, cuja assist\u00eancia generosa Jesus revelara, dentro da luz dos seus divinos ensinamentos.<\/p>\n<p>Decorridos alguns dias, estando o Mestre a ensinar aos companheiros uma nova li\u00e7\u00e3o referente ao impulso natural da prece, Sim\u00e3o lhe observou:<\/p>\n<p>&#8211; Senhor, tenho procurado, por todos os modos, manter inalter\u00e1vel a minha comunh\u00e3o com Deus, mas n\u00e3o tenho alcan\u00e7ado o objetivo de minhas s\u00faplicas.<\/p>\n<p>&#8211; E que tens pedido a Deus? &#8211; interrogou o Mestre, sem se perturbar.<\/p>\n<p>&#8211; Tenho implorado \u00e0 sua bondade que aplaine os meus caminhos, com a solu\u00e7\u00e3o de certos problemas materiais.<\/p>\n<p>Jesus contemplou longamente o disc\u00edpulo, como se examinasse a fragilidade dos elementos intelectuais de que podia dispor para a realiza\u00e7\u00e3o da obra evang\u00e9lica. Contudo, evidenciando mais uma vez o seu profundo amor e boa-vontade, esclareceu com brandura e convic\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; Pedro, enquanto orares pedindo ao Pai a satisfa\u00e7\u00e3o de teus desejos e caprichos, \u00e9 poss\u00edvel que te retires da prece inquieto e desalentado. Mas, sempre que solicitares as b\u00ean\u00e7\u00e3os de Deus, a fim de compreenderes a sua vontade justa e s\u00e1bia, a teu respeito, receber\u00e1s pela ora\u00e7\u00e3o os bens divinos do consolo e da paz.<\/p>\n<p>O ap\u00f3stolo guardou sil\u00eancio, demonstrando haver, afinal, compreendido. Um dos filhos de Alfeu, por\u00e9m, reconhecendo que o assunto interessava sobremaneira \u00e0 pequena comunidade ali reunida, adiantou-se para Jesus, pedindo:<\/p>\n<p>&#8211; Senhor, ensina-nos a orar!&#8230;<\/p>\n<p>Dispondo-os ent\u00e3o em c\u00edrculo e como se mergulhasse o pensamento num<\/p>\n<p>invis\u00edvel oceano de luz, o Messias pronunciou, pela primeira vez, a ora\u00e7\u00e3o que legaria \u00e0 Humanidade.<\/p>\n<p>Elevando o seu esp\u00edrito magn\u00e2nimo ao Pai Celestial e colocando o seu amor acima de todas as coisas, exclamou:<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;Pai Nosso, que est\u00e1s nos c\u00e9us, santificado seja o teu nome.&#8221; E, ponderando que a reden\u00e7\u00e3o da criatura nunca se poder\u00e1 efetuar sem a miseric\u00f3rdia do Criador, considerada a imensa bagagem das imperfei\u00e7\u00f5es humanas, continuou: &#8211; &#8220;Venha a n\u00f3s o teu reino.&#8221; Dando a entender que a vontade de Deus, amorosa e justa, deve cumprir-se em todas as circunst\u00e2ncias, acrescentou: -&#8220;Seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos c\u00e9us.&#8221; Esclarecendo que todas as possibilidades de sa\u00fade, trabalho e experi\u00eancia chegam invariavelmente, para os homens, da fonte sagrada da prote\u00e7\u00e3o divina, prosseguiu: &#8211; &#8220;O p\u00e3o nosso de cada dia d\u00e1-nos hoje.&#8221; Mostrando que as criaturas est\u00e3o sempre sob a a\u00e7\u00e3o da lei de compensa\u00e7\u00f5es e que cada uma precisa desvencilhar-se das penosas algemas do passado obscuro pela exemplifica\u00e7\u00e3o sublime do amor, acentuou: &#8211; &#8220;Perdoa-nos as nossas d\u00edvidas, assim como n\u00f3s perdoamos aos nossos devedores.&#8221; Conhecedor, por\u00e9m, das fragilidades humanas, para estabelecer o princ\u00edpio da luta eterna dos crist\u00e3os contra o mal, terminou a sua ora\u00e7\u00e3o, dizendo com infinita simplicidade: -&#8220;N\u00e3o nos deixes cair em tenta\u00e7\u00e3o e livra-nos de todo mal, porque teus s\u00e3o o reino, o poder e gl\u00f3ria para sempre. Assim seja.&#8221;<\/p>\n<p>Levi, o mais intelectual dos disc\u00edpulos, tomou nota das sagradas palavras, para que a prece do Senhor fosse guardada em seus cora\u00e7\u00f5es humildes e simples. A rogativa de Jesus continha, em s\u00edntese, todo o programa de esfor\u00e7o e edifica\u00e7\u00e3o do Cristianismo nascente. Desde aquele dia memor\u00e1vel, a ora\u00e7\u00e3o singela de Jesus se espalhou como um perfume dos c\u00e9us pelo mundo inteiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ORA\u00c7\u00c3O DOMINICAL \u00a0Curada pelo Mestre Divino, a sogra de Sim\u00e3o Pedro ficara maravilhada com os poderes ocultos do Nazareno humilde, que falava em nome de Deus, enla\u00e7ando os cora\u00e7\u00f5es com a sua f\u00e9 profunda e ardente. 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