{"id":935,"date":"2013-05-16T19:53:44","date_gmt":"2013-05-16T22:53:44","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?page_id=935"},"modified":"2013-05-17T22:10:12","modified_gmt":"2013-05-18T01:10:12","slug":"9-teoria-das-manifestacoes-fisicas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/lm\/9-teoria-das-manifestacoes-fisicas\/","title":{"rendered":"09 &#8211; Teoria das Manifesta\u00e7\u00f5es F\u00edsicas"},"content":{"rendered":"<p>O LIVRO DOS M\u00c9DIUNS \u2013 SEGUNDA PARTE<\/p>\n<p>CAP\u00cdTULO IV<\/p>\n<p><b>DA TEORIA DAS MANIFESTA\u00c7\u00d5ES F\u00cdSICAS<\/b><\/p>\n<p><i>Movimentos e suspens\u00f5es. Ru\u00eddos. Aumento e diminui\u00e7\u00e3o de peso dos corpos.<\/i><\/p>\n<p>72. Demonstrada, pelo racioc\u00ednio e pelos fatos, a exist\u00eancia dos Esp\u00edritos, assim como a possibilidade que t\u00eam de atuar sobre a mat\u00e9ria, trata-se agora de saber como se efetua essa a\u00e7\u00e3o e como procedem eles para fazer que se movam as mesas e outros corpos inertes.<\/p>\n<p>Uma id\u00e9ia se apresenta muito naturalmente e n\u00f3s a tivemos. Dando-nos outra explica\u00e7\u00e3o muito diversa, pela qual longe est\u00e1vamos de esperar, os Esp\u00edritos a combateram, constituindo isto uma prova de que a teoria deles n\u00e3o era efeito da nossa opini\u00e3o. Ora, essa primeira id\u00e9ia todos a podiam ter, como n\u00f3s; quanto \u00e0 teoria dos Esp\u00edritos, n\u00e3o cremos que jamais haja acudido \u00e0 mente de quem quer que seja. Sem dificuldade se reconhecer\u00e1 quanto \u00e9 superior \u00e0 que espos\u00e1vamos, se bem que menos simples, porque d\u00e1 solu\u00e7\u00e3o a in\u00fameros outros fatos que, com a nossa, n\u00e3o encontravam explica\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria.<\/p>\n<p>73. Desde que se tornaram conhecidas a natureza dos Esp\u00edritos, sua forma humana, as propriedades semi-materiais do perisp\u00edrito, a a\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica que este pode exercer sobre a mat\u00e9ria; desde que, em casos de apari\u00e7\u00e3o, se viram m\u00e3os flu\u00eddicas e mesmo tang\u00edveis tomar dos objetos e transport\u00e1-los, julgou-se, como era natural, que o Esp\u00edrito se servia muito simplesmente de suas pr\u00f3prias m\u00e3os para fazer que a mesa girasse e que \u00e0 for\u00e7a de bra\u00e7o \u00e9 que ela se erguia no espa\u00e7o. Mas, ent\u00e3o, sendo assim, que necessidade havia de m\u00e9dium? N\u00e3o pode o Esp\u00edrito atuar s\u00f3 por si? Porque, \u00e9 evidente que o m\u00e9dium, que as mais das vezes p\u00f5e as m\u00e3os sobre a mesa em sentido contr\u00e1rio ao do seu movimento, ou que mesmo n\u00e3o coloca ali as m\u00e3os, n\u00e3o pode secundar o Esp\u00edrito por meio de uma a\u00e7\u00e3o muscular qualquer. Deixemos, por\u00e9m, que primeiro falem os Esp\u00edritos a quem interrogamos sobre esta quest\u00e3o.<\/p>\n<p>74. As respostas seguintes nos foram dadas pelo Esp\u00edrito S\u00e3o Lu\u00eds. Muitos outros, depois, as confirmaram.<\/p>\n<p>I. Ser\u00e1 o fluido universal uma emana\u00e7\u00e3o da divindade?<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>II. Ser\u00e1 uma cria\u00e7\u00e3o da divindade?<\/p>\n<p>&#8220;Tudo \u00e9 criado, exceto Deus.&#8221;<\/p>\n<p>III. O fluido universal ser\u00e1 ao mesmo tempo o elemento univer?sal<\/p>\n<p>&#8220;Sim, \u00e9 o princ\u00edpio elementar de todas as coisas.&#8221;<\/p>\n<p>IV. Alguma rela\u00e7\u00e3o tem ele com o fluido el\u00e9trico, cujos efeitos conhecemos?<\/p>\n<p>&#8220;E o seu elemento.&#8221;<\/p>\n<p>V. Em que estado o fluido universal se nos apresenta, na sua maior simplicidade?<\/p>\n<p>&#8220;Para o encontrarmos na sua simplicidade absoluta, precisamos ascender aos<\/p>\n<p>Esp\u00edritos puros. No vosso mundo, ele sempre se acha mais ou menos modificado, para formar a mat\u00e9ria compacta que vos cerca. Entretanto, podeis dizer que o estado em que se encontra mais pr\u00f3ximo daquela simplicidade \u00e9 o do fluido a que chamais <i>f l u ido magn\u00e9tico animal<\/i>&#8220;<i>.<\/i><\/p>\n<p>VI. J\u00e1 disseram que o fluido universal \u00e9 a fonte da vida. Ser\u00e1 ao mesmo tempo a fonte da intelig\u00eancia?<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o, esse fluido apenas anima a mat\u00e9ria.&#8221;<\/p>\n<p>VII. Pois que \u00e9 desse fluido que se comp\u00f5e o perisp\u00edrito, parece que, neste, ele se acha num como estado de condensa\u00e7\u00e3o, que o aproxima, at\u00e9 certo ponto, da mat\u00e9ria propriamente dita?<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 certo ponto, como dizes, porquanto n\u00e3o tem todas as propriedades da mat\u00e9ria. E mais ou menos condensado, conforme os mundos.&#8221;<\/p>\n<p>VIII. Como pode um Esp\u00edrito produzir o movimento de um corpo s\u00f3lido?<\/p>\n<p>&#8220;Combinando uma parte do fluido universal com o fluido, pr\u00f3prio \u00e0quele efeito, que o m\u00e9dium emite.&#8221;<\/p>\n<p>IX. Ser\u00e1 com os seus pr\u00f3prios membros, de certo modo solidificados, que os Esp\u00edritos levantam a mesa?<\/p>\n<p>&#8220;Esta resposta ainda n\u00e3o te levar\u00e1 at\u00e9 onde desejas. Quando, sob as vossas m\u00e3os, uma mesa se move, o Esp\u00edrito haure no fluido universal o que \u00e9 necess\u00e1rio para lhe dar uma vida fact\u00edcia. Assim preparada a mesa, o Esp\u00edrito a atrai e move sob a influ\u00eancia do fluido que de si mesmo desprende, por efeito da sua vontade. Quando quer p\u00f4r em movimento uma massa por demais pesada para suas for\u00e7as, chama em seu aux\u00edlio outros Esp\u00edritos, cujas condi\u00e7\u00f5es sejam id\u00eanticas \u00e0s suas. Em virtude da sua natureza et\u00e9rea, o Esp\u00edrito, propriamente dito, n\u00e3o pode atuar sobre a mat\u00e9ria grosseira, sem intermedi\u00e1rio, isto \u00e9, sem o elemento que o liga \u00e0 mat\u00e9ria. Esse elemento, que constitui o que chamais perisp\u00edrito, vos faculta a chave de todos os fen\u00f4menos esp\u00edritas de ordem material. Julgo ter-me explicado muito claramente, para ser compreendido.&#8221;<\/p>\n<p>NOTA. Chamamos a aten\u00e7\u00e3o para a seguinte frase, primeira da resposta acima:<\/p>\n<p><i>Esta resposta <\/i>AINDA <i>te n\u00e3o levar\u00e1 at\u00e9 onde desejas.<\/i><\/p>\n<p>O Esp\u00edrito compreendera perfeitamente que todas as quest\u00f5es precedentes s\u00f3 haviam sido formuladas para chegarmos a esta \u00faltima e alude ao nosso pensamento que. Com efeito, esperava por outra resposta muito diversa, isto \u00e9, pela confirma\u00e7\u00e3o da id\u00e9ia que t\u00ednhamos sobre a maneira por que o Espirito obt\u00e9m o movimento da mesa.<\/p>\n<p>X. Os Esp\u00edritos, que aquele que deseja mover um objeto chama em seu aux\u00edlio, s\u00e3o-lhe inferiores? Est\u00e3o-lhe sob as ordens?<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o-lhe iguais, quase sempre. Muitas vezes acodem espontaneamente.&#8221;<\/p>\n<p>XI. S\u00e3o aptos, todos os Esp\u00edritos, a produzir fen\u00f4menos deste g\u00eanero?<\/p>\n<p>&#8220;Os que produzem efeitos desta esp\u00e9cie s\u00e3o sempre Esp\u00edritos inferiores, que ainda se n\u00e3o desprenderam inteiramente de toda a influ\u00eancia material.&#8221;<\/p>\n<p>XII. Compreendemos que os Esp\u00edritos superiores n\u00e3o se ocupam com coisas que est\u00e3o muito abaixo deles. Mas, perguntamos se, uma vez que est\u00e3o mais desmaterializados, teriam o poder de faz\u00ea-lo, dado que o quisessem?<\/p>\n<p>&#8220;Os Esp\u00edritos superiores t\u00eam a for\u00e7a moral, como os outros t\u00eam a for\u00e7a f\u00edsica. Quando precisam desta for\u00e7a, servem-se dos que a possuem. J\u00e1 n\u00e3o se vos disse que eles se servem dos Esp\u00edritos inferiores, como v\u00f3s vos servis dos carregadores?&#8221;<\/p>\n<p>NOTA. J\u00e1 foi explicado que a densidade do perisp\u00edrito, se assim se pode dizer, varia de acordo com o estado dos mundos. Parece que tamb\u00e9m varia, em um mesmo mundo, de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo. Nos Esp\u00edritos <i>moralmente adiantados, <\/i>\u00e9 mais sutil e se aproxima da dos Esp\u00edritos elevados; nos Esp\u00edritos inferiores, ao contr\u00e1rio, aproxima-se da mat\u00e9ria e \u00e9 o que faz que os Esp\u00edritos de baixa condi\u00e7\u00e3o conservem por muito tempo as ilus\u00f5es da vida terrestre. Esses pensam e obram como se ainda fossem vivos; experimentam os mesmos desejos e quase que se poderia dizer a mesma sensualidade. Esta grosseria do perisp\u00edrito, dando-lhe mais <i>afinidade <\/i>com a mat\u00e9ria, torna os Esp\u00edritos inferiores mais aptos \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas. Pela mesma raz\u00e3o \u00e9 que um homem de sociedade, habituado aos trabalhos da intelig\u00eancia, franzino e delicado de corpo, n\u00e3o pode suspender fardos pesados, como o faz um carregador. Nele, a mat\u00e9ria \u00e9, de certa maneira, menos compacta, menos resistentes os \u00f3rg\u00e3os; h\u00e1 menos fluido nervoso. Sendo o perisp\u00edrito, para o Esp\u00edrito, o que o corpo \u00e9 para o homem e como \u00e0 sua maior densidade corresponde menor inferioridade espiritual, essa densidade substitui no Esp\u00edrito a for\u00e7a muscular, isto \u00e9, d\u00e1-lhe, sobre os fluidos necess\u00e1rios \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es, um poder maior do que o de que disp\u00f5em aqueles cuja natureza \u00e9 mais et\u00e9rea. Querendo um Esp\u00edrito elevado produzir tais efeitos, faz o que entre n\u00f3s fazem as pessoas delicadas: chama para execut\u00e1-los um <i>Esp\u00edrito do of\u00edcio.<\/i><\/p>\n<p>XIII. Se compreendemos bem o que disseste, o princ\u00edpio vital reside no fluido universal; o Esp\u00edrito tira deste fluido o envolt\u00f3rio semimaterial que constitui o seu perisp\u00edrito e \u00e9 ainda por, meio deste fluido que ele atua sobre a mat\u00e9ria inerte. \u00c9 assim?<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9. Quer dizer: ele empresta \u00e0 mat\u00e9ria uma esp\u00e9cie de vida fact\u00edcia; a mat\u00e9ria se anima da vida animal. A mesa, que se move debaixo das vossas m\u00e3os, vive como animal; obedece por si mesma ao ser inteligente. N\u00e3o \u00e9 este quem a impele, como faz o homem com um fardo. Quando ela se eleva, n\u00e3o \u00e9 o Esp\u00edrito quem a levanta, com o esfor\u00e7o do seu bra\u00e7o: \u00e9 a pr\u00f3pria mesa que, animada, obedece \u00e0 impuls\u00e3o que lhe d\u00e1 o Esp\u00edrito.&#8221;<\/p>\n<p>XIV. Que papel desempenha o m\u00e9dium nesse fen\u00f4meno?<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 eu disse que o fluido pr\u00f3prio do m\u00e9dium se combina com o fluido universal que o Esp\u00edrito acumula. E necess\u00e1ria a uni\u00e3o desses dois fluidos, isto \u00e9, do fluido animalizado e do fluido universal para dar vida \u00e0 mesa. Mas, nota bem que essa vida \u00e9 apenas moment\u00e2nea, que se extingue com a a\u00e7\u00e3o e, \u00e0s vezes, antes que esta termine, logo que a quantidade de fluido deixa de ser bastante para a animar.&#8221;<\/p>\n<p>XV. Pode o Esp\u00edrito atuar sem o concurso de um m\u00e9dium?<\/p>\n<p>&#8220;Pode atuar \u00e0 revelia do m\u00e9dium. Quer isto dizer que muitas pessoas, sem que o suspeitem, servem de auxiliares aos Esp\u00edritos. Delas haurem os Esp\u00edritos, como de uma fonte, o fluido animalizado de que necessitem. Assim \u00e9 que o concurso de um m\u00e9dium, tal como o entendeis, nem sempre \u00e9 preciso, o que se verifica Principalmente nos fen\u00f4menos espont\u00e2neos.&#8221;<\/p>\n<p>XVI. Animada, atua a mesa com intelig\u00eancia? Pensa?<\/p>\n<p>&#8220;Pensa tanto quanto a bengala com que fazes um sinal inteligente. Mas, a vitalidade de que se acha animada lhe permite obedecer \u00e2 impuls\u00e3o de uma intelig\u00eancia. Fica, pois, sabendo que a mesa que se move n\u00e3o se torna <i>Esp\u00edrito <\/i>e que n\u00e3o tem, em si mesma, capacidade de pensar, nem de querer.&#8221;<\/p>\n<p>NOTA. Muito ami\u00fade, na linguagem usual, servimo-nos de uma express\u00e3o an\u00e1loga. Diz-se de uma roda, que gira velozmente, que est\u00e1 <i>animada <\/i>de um movimento r\u00e1pido.<\/p>\n<p>XVII. Qual a causa preponderante, na produ\u00e7\u00e3o desse fen\u00f4meno: o Esp\u00edrito, ou o fluido?<\/p>\n<p>&#8220;O Esp\u00edrito \u00e9 a causa, o fluido o instrumento, ambos s\u00e3o necess\u00e1rios.&#8221;<\/p>\n<p>XVIII. Que papel, nesse caso, desempenha a vontade do m\u00e9dium?<\/p>\n<p>&#8220;O de atrair os Esp\u00edritos e secund\u00e1-los no impulso que d\u00e3o ao fluido.&#8221;<\/p>\n<p>a) \u00c9 sempre indispens\u00e1vel a a\u00e7\u00e3o da vontade?<\/p>\n<p>&#8220;Aumenta a for\u00e7a, mas nem sempre \u00e9 necess\u00e1ria, pois que o movimento pode produzir-se contra essa vontade, ou a seu malgrado, e isso prova haver uma causa independente do m\u00e9dium.&#8221;<\/p>\n<p>NOTA. Nem sempre o contato das m\u00e3os \u00e9 necess\u00e1rio para que um objeto se mova. As mais das vezes esse contato s\u00f3 se faz preciso para dar o primeiro impulso; por\u00e9m, desde que o objeto est\u00e1 animado, pode obedecer \u00e0 vontade do Esp\u00edrito, Sem contato material. Depende isto, ou da potencialidade do m\u00e9dium, ou da natureza do Esp\u00edrito. Nem sempre mesmo \u00e9 indispens\u00e1vel um primeiro contato, do que s\u00e3o provas os movimentos e deslocamentos espont\u00e2neos, que ningu\u00e9m cogitou de provocar.<\/p>\n<p>XIX. Por que \u00e9 que nem toda gente pode produzir o mesmo efeito e n\u00e3o t\u00eam todos os m\u00e9diuns o mesmo poder?<\/p>\n<p>&#8220;Isto depende da organiza\u00e7\u00e3o e da maior ou menor facilidade com que se pode operar a combina\u00e7\u00e3o dos fluidos. Influi tamb\u00e9m a maior ou menor simpatia do m\u00e9dium para com os Esp\u00edritos que encontram nele a for\u00e7a flu\u00eddica necess\u00e1ria. D\u00e1-se com esta for\u00e7a o que se verifica com a dos magnetizadores, que n\u00e3o \u00e9 igual em todos. A esse respeito, h\u00e1 mesmo pessoas que s\u00e3o de todo refrat\u00e1rias; outras com as quais a combina\u00e7\u00e3o s\u00f3 se opera por um esfor\u00e7o de vontade da parte delas; outras, finalmente, com quem a combina\u00e7\u00e3o dos fluidos se efetua t\u00e3o natural e facilmente, que elas nem d\u00e3o por isso e servem de instrumento a seu mau grado, como atr\u00e1s dissemos.&#8221; (Vede aqui adiante o cap\u00edtulo das <i>Manifesta\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas<\/i>.)<\/p>\n<p>NOTA. Estes fen\u00f4menos t\u00eam sem d\u00favida por princ\u00edpio o magnetismo, por\u00e9m, n\u00e3o como geralmente o entendem. A prova est\u00e1 na exist\u00eancia de poderosos magnetizadores que n\u00e3o conseguiram fazer que uma pequenina mesa se movesse e na de pessoas que n\u00e3o logram magnetizar a ningu\u00e9m, nem mesmo a uma crian\u00e7a, \u00e0s quais, no entanto, basta que ponham os dedos sobre uma mera pesada, para que esta se agite. Assim, desde que a for\u00e7a medi\u00fanica n\u00e3o guarda propor\u00e7ao com a for\u00e7a magn\u00e9tica, \u00e9 que outra causa existe.<\/p>\n<p>XX. As pessoas qualificadas de el\u00e9tricas podem ser consideradas m\u00e9diuns?<\/p>\n<p>&#8220;Essas pessoas tiram de si mesmas o fluido necess\u00e1rio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno e podem operar sem o concurso de outros Esp\u00edritos. N\u00e3o s\u00e3o, portanto, m\u00e9diuns, no sentido que se atribui a esta palavra. Mas, tamb\u00e9m pode dar-se que um Esp\u00edrito as assista e se aproveite de suas disposi\u00e7\u00f5es naturais.&#8221;<\/p>\n<p>NOTA. Sucede com essas pessoas o que ocorre com os son\u00e2mbulos, que podem operar com ou sem o concurso de Esp\u00edritos estranhos. (Veja-se, no cap\u00edtulo dos <i>M\u00e9diuns, <\/i>o artigo relativo aos m\u00e9diuns sonamb\u00falicos.)<\/p>\n<p>XXI. O Esp\u00edrito que atua sobre os corpos s\u00f3lidos, para move-los, se coloca na subst\u00e2ncia mesma dos corpos, ou fora dela?<\/p>\n<p>&#8220;D\u00e1-se uma e outra coisa. J\u00e1 dissemos que a mat\u00e9ria n\u00e3o constitui obst\u00e1culos para os Esp\u00edritos. Em tudo eles penetram. Uma por\u00e7\u00e3o do perisp\u00edrito se identifica, por assim dizer, com o objeto em que penetra.&#8221;<\/p>\n<p>XXII. Como faz o Esp\u00edrito para bater? Serve-se de algum objeto material?<\/p>\n<p>&#8220;Tanto quanto dos bra\u00e7os para levantar a mesa. Sabes perfeitamente que nenhum martelo tem o Esp\u00edrito \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. Seu martelo \u00e9 o fluido que, combinado, ele p\u00f5e em a\u00e7\u00e3o, pela sua vontade, para mover ou bater. Quando move um objeto, a luz vos d\u00e1 a percep\u00e7\u00e3o do movimento; quando bate, o ar vos traz o som.&#8221;<\/p>\n<p>XXIII. Concebemos que seja assim, quando o Esp\u00edrito bate num corpo duro; mas como pode fazer que se ou\u00e7am ru\u00eddos, ou sons articulados na massa inst\u00e1vel do ar?<\/p>\n<p>&#8220;Pois que \u00e9 poss\u00edvel atuar sobre a mat\u00e9ria, tanto pode ele atuar sobre uma mesa, como sobre o ar. Quanto aos sons articulados, pode imit\u00e1-los, como o pode fazer com quaisquer outros ru\u00eddos.&#8221;<\/p>\n<p>XXIV. Dizes que o Esp\u00edrito n\u00e3o se serve de suas m\u00e3os para deslocar a mesa. Entretanto, j\u00e1 se tem visto, em certas manifesta\u00e7\u00f5es visuais, aparecerem m\u00e3os a dedilhar um teclado, a percutir as teclas e a tirar dali sons. Neste caso, o movimento das teclas n\u00e3o ser\u00e1 devido, como parece, \u00e0 press\u00e3o dos dedos? E n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m direta e real essa press\u00e3o, quando se faz sentir sobre n\u00f3s, quando as m\u00e3os que a exercem deixam marcas na pele?<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o podeis compreender a natureza dos Esp\u00edritos nem a maneira por que atuam, sen\u00e3o mediante compara\u00e7\u00f5es, que de uma e outra coisa apenas vos d\u00e3o id\u00e9ia incompleta, e errareis sempre que quiserdes assimilar aos vossos os processos de que eles usam. Estes, necessariamente, h\u00e3o de corresponder \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o que lhes \u00e9 pr\u00f3pria. J\u00e1 te n\u00e3o disse eu que o fluido do perisp\u00edrito penetra a mat\u00e9ria e com ela se identifica, que a anima de uma vida fact\u00edcia? Pois bem! Quando o Esp\u00edrito p\u00f5e os dedos sobre as teclas, realmente os p\u00f5e e de fato as movimenta.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 por meio da for\u00e7a muscular que exerce a press\u00e3o. Ele as anima, como o faz com a mesa, e as teclas, obedecendo-lhe \u00e0 vontade, se abaixam e tangem as cordas do piano. Em tudo isto uma coisa ainda se d\u00e1, que dif\u00edcil vos ser\u00e1 compreender: \u00e9 que alguns Esp\u00edritos t\u00e3o pouco adiantados se encontram e, em compara\u00e7\u00e3o com os Esp\u00edritos elevados, t\u00e3o materiais se conservam, que guardam as ilus\u00f5es da vida terrena e julgam obrar como quando tinham o corpo de carne. N\u00e3o percebem a verdadeira causa dos efeitos que produzem, mais do que um campon\u00eas compreende a teoria dos sons que articula. Perguntai-lhes como \u00e9 que tocam piano e vos responder\u00e3o que batendo com os dedos nas teclas, porque julgam ser assim que o fazem. O efeito se produz instintivamente neles, sem que saibam como, se bem lhes resulte da a\u00e7\u00e3o da vontade. O mesmo ocorre, quando se exprimem por palavras.<\/p>\n<p>NOTA. Destas explica\u00e7\u00f5es decorre que os Esp\u00edritos podem produzir todos os efeitos que n\u00f3s outros homens produzimos, mas por meios apropriados \u00e0 sua organiza\u00e7\u00e3o. Algumas for\u00e7as, que lhes s\u00e3o pr\u00f3prias, substituem os m\u00fasculos de que precisamos para atuar, da mesma maneira que, para um mudo, o gesto substitui a palavra que lhe falta.<\/p>\n<p>XXV. Entre os fen\u00f4menos que se apontam como probantes da a\u00e7\u00e3o de uma pot\u00eancia oculta, alguns h\u00e1 evidentemente contr\u00e1rios a todas as conhecidas leis da Natureza. Nesses casos, n\u00e3o ser\u00e1 leg\u00edtima a d\u00favida?<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 que o homem est\u00e1 longe de conhecer todas as leis da Natureza. Se as conhecesse todas, seria Esp\u00edrito superior. Cada dia que se passa desmente os que, supondo tudo saberem, pretendem impor limites \u00e0 Natureza, sem que por isso, entretanto, se tornem menos orgulhosos. Desvendando-lhe, incessantemente, novos mist\u00e9rios, Deus adverte o homem de que deve desconfiar de suas pr\u00f3prias luzes, porquanto dia vir\u00e1 em que a <i>ci\u00eancia do mais s\u00e1bio ser\u00e1 confundida. <\/i>N\u00e3o tendes todos os dias, sob os olhos, exemplos de corpos animados de um movimento que domina a for\u00e7a da gravita\u00e7\u00e3o? Uma pedra, atirada para o ar, n\u00e3o sobrepuja momentaneamente aquela for\u00e7a? Pobres homens, que vos considerais muito s\u00e1bios e cuja tola vaidade a todos os momentos est\u00e1 sendo desbancada, ficai sabendo que ainda sois muito pequeninos.&#8221;<\/p>\n<p>75. Estas explica\u00e7\u00f5es s\u00e3o claras, categ\u00f3ricas e isentas de ambiguidade. Delas ressalta, como ponto capital, que o fluido universal, onde se cont\u00e9m o princ\u00edpio da vida, \u00e9 o agente principal das manifesta\u00e7\u00f5es, agente que recebe impuls\u00e3o do Esp\u00edrito, seja encarnado, seja errante. Condensado, esse fluido constitui o perisp\u00edrito, ou inv\u00f3lucro semimaterial do Esp\u00edrito. Encarnado este, o perisp\u00edrito se acha unido \u00e0 mat\u00e9ria do corpo; estando o Esp\u00edrito na erraticidade, ele se encontra livre. Quando o Esp\u00edrito est\u00e1 encarnado, a subst\u00e2ncia do perisp\u00edrito se acha mais ou menos ligada, mais ou menos aderente, se assim nos podemos exprimir. Em algumas pessoas se verifica, por efeito de suas organiza\u00e7\u00f5es, uma esp\u00e9cie de emana\u00e7\u00e3o desse fluido e \u00e9 isso, propriamente falando, o que constitui o m\u00e9dium de influ\u00eancias f\u00edsicas. A emiss\u00e3o do fluido animalizado pode ser mais ou menos abundante, como mais ou menos f\u00e1cil a sua combina\u00e7\u00e3o, donde os m\u00e9diuns mais ou menos poderosos. Essa emiss\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 permanente, o que explica a intermit\u00eancia do poder medi\u00fanico.<\/p>\n<p>76. Fa\u00e7amos uma compara\u00e7\u00e3o. Quando se tem vontade de atuar materialmente sobre um ponto colocado a dist\u00e2ncia, quem quer \u00e9 o pensamento, mas o pensamento por si s\u00f3 n\u00e3o ir\u00e1 percutir o ponto; \u00e9-lhe preciso um intermedi\u00e1rio, posto sob a sua dire\u00e7\u00e3o: uma vara, um projetil, uma corrente de ar, etc. Notai tamb\u00e9m que o pensamento n\u00e3o atua diretamente sobre a vara, porquanto, se esta n\u00e3o for tocada, n\u00e3o se mover\u00e1. O pensamento, que n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o o Esp\u00edrito encarnado, est\u00e1 unido ao corpo pelo perisp\u00edrito e n\u00e3o pode atuar sobre o corpo sem o perisp\u00edrito, como n\u00e3o o pode sobre a vara sem o corpo. Atua sobre o perisp\u00edrito, por ser esta a subst\u00e2ncia com que tem mais afinidade; o perisp\u00edrito atua sobre os m\u00fasculos, os m\u00fasculos tomam a vara e a vara bate no ponto visado. Quando o Esp\u00edrito n\u00e3o est\u00e1 encarnado, faz-se-lhe mister um auxiliar estranho e este auxiliar \u00e9 o fluido, mediante o qual torna ele o objeto, sobre que quer atuar, apto a lhe obedecer \u00e0 impuls\u00e3o da vontade.<\/p>\n<p>77. Assim, quando um objeto \u00e9 posto em movimento, levantado ou atirado para o ar, n\u00e3o \u00e9 que o Esp\u00edrito o tome, empurre e suspenda, como o far\u00edamos com a m\u00e3o. O Esp\u00edrito o <i>satura, <\/i>por assim dizer, do seu fluido, combinado com o do m\u00e9dium, e o objeto, momentaneamente vivificado desta maneira, obra como o faria um ser vivo, com a diferen\u00e7a apenas de que, n\u00e3o tendo vontade pr\u00f3pria, segue o impulso que lhe d\u00e1 a vontade do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Pois que o fluido vital, que o Esp\u00edrito, de certo modo, emite, d\u00e1 vida fact\u00edcia e moment\u00e2nea aos corpos inertes; pois que o perisp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 mais do que esse mesmo fluido vital, segue-se que, quando o Esp\u00edrito est\u00e1 encarnado, \u00e9 ele pr\u00f3prio quem d\u00e1 vida ao seu corpo, por meio do seu perisp\u00edrito, conservando-se unido a esse corpo, enquanto a organiza\u00e7\u00e3o deste o permite. Quando se retira, o corpo morre. Agora, se, em vez de uma mesa, esculpirmos uma est\u00e1tua de madeira e sobre ela atuarmos, como sobre a mesa, teremos uma est\u00e1tua que se mover\u00e1, que bater\u00e1, que responder\u00e1 com os seus movimentos e pancadas. Teremos, em suma, uma est\u00e1tua animada momentaneamente e uma vida artificial. Em lugar de mesas falantes, ter-se-iam est\u00e1tuas falantes. Quanta luz esta teoria n\u00e3o projeta sobre uma imensidade de fen\u00f4menos at\u00e9 agora sem solu\u00e7\u00e3o! Quantas alegorias e efeitos misteriosos ela n\u00e3o explica!<\/p>\n<p>78. Os incr\u00e9dulos ainda objetam que o fen\u00f4meno da suspens\u00e3o das mesas, sem ponto de apoio, \u00e9 imposs\u00edvel, por ser contr\u00e1rio \u00e0 lei de gravita\u00e7\u00e3o. Responder-lhes-emos que, em primeiro lugar, a negativa n\u00e3o constitui uma prova; em segundo lugar, que, sendo real o fato, pouco importa contrarie ele todas as leis conhecidas, circunst\u00e2ncia que s\u00f3 provaria uma coisa: que ele decorre de uma lei desconhecida e os negadores n\u00e3o podem alimentar a pretens\u00e3o de conhecerem todas as leis da Natureza. Acabamos de explicar uma dessas leis, mas isso n\u00e3o \u00e9 raz\u00e3o para que eles a aceitem, precisamente porque ela nos \u00e9 revelada por Esp\u00edritos que despiram a veste terrena, em vez de o ser por Esp\u00edritos que ainda trazem essa veste e t\u00eam assento na Academia. De modo que, se o Esp\u00edrito de Arago, vivo na Terra, houvesse enunciado essa lei, eles a teriam admitido de olhos fechados; mas, desde que vem do Esp\u00edrito de Arago, morto, e uma utopia. Por que isto? Porque acreditam que, tendo Arago morrido, tudo o que nele havia tamb\u00e9m morreu. N\u00e3o temos a presun\u00e7\u00e3o de os dissuadir; entretanto, como tal obje\u00e7\u00e3o pode causar embara\u00e7o a algumas pessoas, tentaremos dar-lhes resposta, colocando-nos no ponto de vista em que eles se colocam, isto \u00e9, abstraindo, por instante, da teoria da anima\u00e7\u00e3o fact\u00edcia.<\/p>\n<p>79. Quando se produz o v\u00e1cuo na camp\u00e2nula da m\u00e1quina pneum\u00e1tica, essa camp\u00e2nula adere com for\u00e7a tal ao seu suporte, que imposs\u00edvel se toma suspend\u00ea-la, devido ao peso da coluna de ar que sobre ela faz press\u00e3o. Deixe-se entrar o ar e a camp\u00e2nula pode ser levantada com a maior facilidade, porque o ar que lhe fica por baixo contrabalan\u00e7a o ar que, pela parte exterior, a comprime. Contudo, se ningu\u00e9m lhe tocar, ela permanecer\u00e1 assente no suporte, por efeito da lei de gravidade. Agora, comprima-se-lhe o ar no interior, d\u00ea-se-lhe densidade maior que a do que est\u00e1 por fora, e a camp\u00e2nula se erguer\u00e1, apesar da gravidade. Se a corrente de ar for violenta e r\u00e1pida, a mesma camp\u00e2nula se manter\u00e1 suspensa no espa\u00e7o, sem nenhum ponto <i>vis\u00edvel <\/i>de apoio, \u00e0 guisa desses bonecos que se fazem rodopiar em cima de um repuxo d\u2019\u00e1gua. Por que ent\u00e3o o fluido universal, <i>que \u00e9 o elemento de toda a Natureza, <\/i>acumulado em torno da mesa, n\u00e3o poderia ter a propriedade de lhe diminuir ou aumentar o peso espec\u00edfico relativo, como faz o ar com a camp\u00e2nula da m\u00e1quina pneum\u00e1tica, como faz o g\u00e1s hidrog\u00eanio com os bal\u00f5es, sem que para isso seja necess\u00e1ria a derroga\u00e7\u00e3o da lei de gravidade? Conheceis, porventura, todas as propriedades e todo o poder desse fluido? N\u00e3o. Pois, ent\u00e3o, n\u00e3o negueis a realidade de um fato, apenas por n\u00e3o o poderdes explicar.<\/p>\n<p>80. Voltemos \u00e0 teoria do movimento da mesa. Se, pelo meio indicado, o Esp\u00edrito pode suspender uma mesa, tamb\u00e9m pode suspender qualquer outra coisa: uma poltrona, por exemplo. Se pode levantar uma poltrona, tamb\u00e9m pode, tendo for\u00e7a suficiente, levant\u00e1-la com uma pessoa assentada nela. A\u00ed est\u00e1 a explica\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno que o Sr. Home produziu in\u00fameras vezes consigo mesmo e com outras pessoas. Repetiu-o durante uma viagem a Londres e, para provar que os espectadores n\u00e3o eram joguetes de uma ilus\u00e3o de \u00f3tica, fez no forro, enquanto suspenso, uma marca a l\u00e1pis e que muitas pessoas lhe passassem por baixo. Sabe-se que o Sr. Home \u00e9 um poderoso m\u00e9dium de efeitos f\u00edsicos. Naquele caso, era ao mesmo tempo a causa eficiente e o objeto.<\/p>\n<p>81. Falamos, h\u00e1 pouco, do poss\u00edvel aumento de peso. Efetivamente, esse \u00e9 um fen\u00f4meno que \u00e0s vezes se produz e que nada apresenta de mais anormal do que a prodigiosa resist\u00eancia da camp\u00e2nula, sob a press\u00e3o da coluna atmosf\u00e9rica. T\u00eam-se visto, sob a influ\u00eancia de certos m\u00e9diuns, objetos muito leves oferecerem id\u00eantica resist\u00eancia, em seguida, cederem de repente ao menor esfor\u00e7o. Na experi\u00eancia de que acima tratamos, a camp\u00e2nula n\u00e3o se torna realmente mais nem menos pesada em si mesma; mas, parece ter maior peso, por efeito da causa exterior que sobre ela atua. O mesmo provavelmente se d\u00e1 aqui. A mesa tem sempre o mesmo peso intr\u00ednseco, porquanto sua massa n\u00e3o aumentou; por\u00e9m, uma for\u00e7a estranha se lhe op\u00f5e ao movimento e essa causa pode residir nos fluidos ambientes que a penetram, como reside no ar a que aumenta ou diminui o peso aparente da camp\u00e2nula. Fazei a experi\u00eancia da camp\u00e2nula pneum\u00e1tica diante de um camp\u00f4nio ignorante, incapaz de compreender que o que atua \u00e9 o ar, que ele n\u00e3o v\u00ea, e n\u00e3o vos ser\u00e1 dif\u00edcil persuadi-lo de que aquilo \u00e9 obra do diabo. Dir\u00e3o talvez que, sendo imponder\u00e1vel esse fluido, um ac\u00famulo dele n\u00e3o pode aumentar o peso de qualquer objeto. De acordo; mas notai que, se nos servimos do termo ac\u00famulo, foi por compara\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por que assimilemos em absoluto aquele fluido ao ar. Ele \u00e9 imponder\u00e1vel: seja. Entretanto, nada prova que o \u00e9. Desconhecemos a sua natureza \u00edntima e estamos longe de lhe conhecer todas as propriedades. Antes que se houvesse experimentado a gravidade do ar, ningu\u00e9m suspeitava dos efeitos dessa mesma gravidade. Tamb\u00e9m a eletricidade se classifica entre os fluidos imponder\u00e1veis; no entanto, um corpo pode ser fixado por uma corrente el\u00e9trica e oferecer grande resist\u00eancia a quem queira suspend\u00ea-lo. Tornou-se, assim, aparentemente mais pesado. Fora il\u00f3gico afirmar-se que o suporte n\u00e3o existe, simplesmente por n\u00e3o ser vis\u00edvel. O<\/p>\n<p>Esp\u00edrito pode ter alavancas que nos sejam desconhecidas: a Natureza nos prova todos os dias que o seu poder ultrapassa os limites do testemunho dos sentidos. S\u00f3 por uma causa semelhante se pode explicar o singular fen\u00f4meno, tantas vezes observado, de uma pessoa fraca e delicada levantar com dois dedos, sem esfor\u00e7o e como se se tratasse de uma pena, um homem forte e robusto, juntamente com a cadeira em que est\u00e1 assentado. As intermit\u00eancias da faculdade provam que a causa \u00e9 estranha a pessoa que produz o fen\u00f4meno.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O LIVRO DOS M\u00c9DIUNS \u2013 SEGUNDA PARTE CAP\u00cdTULO IV DA TEORIA DAS MANIFESTA\u00c7\u00d5ES F\u00cdSICAS Movimentos e suspens\u00f5es. Ru\u00eddos. Aumento e diminui\u00e7\u00e3o de peso dos corpos. 72. Demonstrada, pelo racioc\u00ednio e pelos fatos, a exist\u00eancia dos Esp\u00edritos, assim como a possibilidade &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/lm\/9-teoria-das-manifestacoes-fisicas\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":893,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-935","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/935","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=935"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/935\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/893"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=935"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}