{"id":10027,"date":"2020-12-04T08:48:04","date_gmt":"2020-12-04T10:48:04","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=10027"},"modified":"2020-12-04T08:48:04","modified_gmt":"2020-12-04T10:48:04","slug":"morte-o-ultimo-desprendimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/morte-o-ultimo-desprendimento\/","title":{"rendered":"Morte: o \u00faltimo desprendimento"},"content":{"rendered":"<h2>Morte: o \u00faltimo desprendimento<\/h2>\n<p>Por Carlos Imbassahy<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-UhYlwXuaNO0\/X7rvyXSg3iI\/AAAAAAAAMPk\/RmeVvTc44Y4QdxqlPIaqqHlLBXf_Gj1nACLcBGAsYHQ\/w400-h391\/despreendimento.jpg\" \/><\/p>\n<p>Da obra de Chevreuil colhemos o seguinte depoimento de not\u00e1vel facultativo; o fato consta de suas mem\u00f3rias: &#8220;Minhas faculdades permitiram-me estudar o fen\u00f4meno ps\u00edquico e fisiol\u00f3gico da morte \u00e0 cabeceira de um moribundo<\/p>\n<p>Era uma senhora de uns 60 anos, a quem costumava dar conselhos m\u00e9dicos. Quando chegou a hora da morte, eu me achava em perfeita sa\u00fade, o que me tornava poss\u00edvel exercitar minha faculdade de vid\u00eancia.<\/p>\n<p>Pus-me ent\u00e3o a estudar o mist\u00e9rio da morte. Vi que o seu organismo j\u00e1 n\u00e3o podia satisfazer \u00e0s necessidades do princ\u00edpio espiritual, mas pareceu-me que v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os opunham resist\u00eancia \u00e0 partida da alma. O sistema muscular tentava reter as for\u00e7as motrizes; o vascular debatia-se para reter o princ\u00edpio vital; o nervoso lutava contra o aniquilamento aos sentidos f\u00edsicos e o cerebral procurava reter o princ\u00edpio intelectual. Corpo e alma, como c\u00f4njuges, resistiam \u00e0 separa\u00e7\u00e3o. Esses conflitos pareciam produzir sensa\u00e7\u00f5es penosas, de sorte que me alegrei quando percebi que aquelas manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas indicavam, n\u00e3o a dor e a enfermidade, sen\u00e3o a separa\u00e7\u00e3o da alma.<\/p>\n<p>&#8220;Nos seres voluntariosos, dominadores, materiais, a agonia \u00e9 \u00e0s vezes dolorosa. H\u00e1 agonizantes que se contraem horrivelmente, que se agarram, arranham a parede, arrancam com as unhas peda\u00e7os de pele.<\/p>\n<p>\u201cPouco depois a cabe\u00e7a cercou-se de brilhante atmosfera e vi, de repente, o c\u00e9rebro e o cerebelo estenderem as suas partes inferiores e ficarem paralisadas as fun\u00e7\u00f5es galv\u00e2nicas. A cabe\u00e7a ficou como que iluminada e notei que as extremidades se tornaram frias e escuras, enquanto o c\u00e9rebro adquiria especial refulg\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;Em torno da atmosfera flu\u00eddica que lhe rodeava a cabe\u00e7a, formou-se outra cabe\u00e7a que cada vez mais se acentuava. T\u00e3o brilhante era que mal a podia fixar. \u00c0 medida, por\u00e9m que essa cabe\u00e7a flu\u00eddica se condensava, desaparecia a atmosfera brilhante. Com surpresa, acompanhei as fases do fen\u00f4meno: vi formarem-se sucessivamente o pesco\u00e7o, as esp\u00e1duas, o conjunto do corpo flu\u00eddico. Tornou-se me evidente que as partes intelectuais do ser humano s\u00e3o dotadas de uma afinidade eletiva que lhes permite reunirem-se no momento da morte. Os defeitos f\u00edsicos tinham desaparecido quase por completo do corpo flu\u00eddico.<\/p>\n<p>&#8220;Para as vistas materiais das pessoas presentes, o corpo da moribunda parecia apresentar sintoma de ang\u00fastia: eram, por\u00e9m, fict\u00edcios; provinham das for\u00e7as que se retiravam do corpo, que se concentram no c\u00e9rebro e depois no novo corpo.<\/p>\n<p>&#8220;O Esp\u00edrito elevou-se em \u00e2ngulo reto acima da cabe\u00e7a do corpo abandonado; antes, por\u00e9m da separa\u00e7\u00e3o vi uma corrente de eletricidade vital formar-se sobre a cabe\u00e7a da agonizante e por sob o novo corpo flu\u00eddico.<\/p>\n<p>&#8220;Convenci-me que a morte n\u00e3o \u00e9 mais do que um renascimento da alma, elevando-se de um estado inferior, e que o nascimento de uma crian\u00e7a neste mundo ou a forma\u00e7\u00e3o de um esp\u00edrito no outro, s\u00e3o fatos id\u00eanticos. Nada falta, nem mesmo o cord\u00e3o umbilical, figurado por um la\u00e7o de eletricidade vital. Este la\u00e7o subsistiu por algum tempo entre os organismos. Descobri ent\u00e3o que parte do fluido vital volta ao corpo f\u00edsico, logo que se rompe o cord\u00e3o. Esse elemento flu\u00eddico ou el\u00e9trico, espalhando-se pelo organismo, lhe impede a r\u00e1pida dissolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Logo que a alma se soltou dos la\u00e7os tenazes que a prendiam verifiquei que o \u00f3rg\u00e3o flu\u00eddico tinha a apar\u00eancia terrena. Foi-me imposs\u00edvel descobrir o que se passava naquela intelig\u00eancia que revivia; notei-lhe, entretanto, calma e espanto por ver os outros chorarem. Dir-se-ia ter percebido a ignor\u00e2ncia em que estavam do que realmente se havia passado&#8221;. (139)<\/p>\n<p>(139) L\u00e9on Chevreuil. On ne meurt pas. Paris. P\u00e1g. 290. Erny. Le Psychisme exp\u00e9rimental. Ed. Fiam. P\u00e1gs. 94-97.<\/p>\n<p>Carlos Imbassahy<\/p>\n<p>Fonte: O que \u00e9 a Morte &#8211; Edicel<\/p>\n<p>Postado por\u00a0<a class=\"url fn\" href=\"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/09523364407487238775\" rel=\"author\">Espiritismo na rede<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morte: o \u00faltimo desprendimento Por Carlos Imbassahy Da obra de Chevreuil colhemos o seguinte depoimento de not\u00e1vel facultativo; o fato consta de suas mem\u00f3rias: &#8220;Minhas faculdades permitiram-me estudar o fen\u00f4meno ps\u00edquico e fisiol\u00f3gico da morte \u00e0 cabeceira de um moribundo &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/morte-o-ultimo-desprendimento\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,16,19],"tags":[],"class_list":["post-10027","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-espiritismo","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10027","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10027"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10027\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10028,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10027\/revisions\/10028"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10027"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10027"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10027"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}