{"id":10186,"date":"2021-01-26T08:49:29","date_gmt":"2021-01-26T10:49:29","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=10186"},"modified":"2021-01-26T08:49:29","modified_gmt":"2021-01-26T10:49:29","slug":"a-invevitavel-solidao-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-invevitavel-solidao-humana\/","title":{"rendered":"A INVEVIT\u00c1VEL SOLID\u00c3O HUMANA"},"content":{"rendered":"<h2><strong>A INVEVIT\u00c1VEL SOLID\u00c3O HUMANA<\/strong><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-eo4471uUCok\/X_t3JXdq-2I\/AAAAAAAAR3M\/HMGv6nncqwIcWUCBSvqnzwEoxIwDVqGTgCLcBGAsYHQ\/w640-h346\/Solid%25C3%25A3o.webp\" width=\"279\" height=\"151\" \/><\/p>\n<p><strong>Leda Maria Flaborea<\/strong><\/p>\n<p>Diante do aparente sil\u00eancio do Universo, o homem encontra-se absolutamente s\u00f3. De todos os seres da Natureza, somente ele vive s\u00f3, porque deve viver consigo mesmo. E \u00e9 natural que assim seja, pois \u00e9 o \u00fanico que pode, atrav\u00e9s do processo evolutivo ao qual se encontra submetido, ser consciente da sua condi\u00e7\u00e3o de criatura, do mesmo Criador de tudo que existe ao seu redor. Essa condi\u00e7\u00e3o se ser consciente, portanto, pensante e respons\u00e1vel pelos seus pensamentos, \u00e9 o que o diferencia de todos os outros seres viventes que habitam o Universo e aonde mais o imagin\u00e1rio de cada um puder levar.<\/p>\n<p>Nessa condi\u00e7\u00e3o, tornamo-nos assim \u2013 homens que somos \u2013 diferentes entre si por caracter\u00edsticas que nunca se repetem, pois inerentes \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de criaturas divinas e ju\u00edzes dos pr\u00f3prios atos. Apenas n\u00f3s e somente n\u00f3s nos condenamos, nos absolvemos, criando para n\u00f3s as puni\u00e7\u00f5es que tantas vezes nos martirizam a exist\u00eancia, num processo de culpas que parece n\u00e3o ter fim. Nem mesmo o deus punitivo, celebrado por diferentes cren\u00e7as, \u00e9 capaz de tanta perversidade quando se trata de punir faltosos. N\u00e3o necessitamos de advogados que nos defendam, nem de promotores que nos acusem. Nossos atos representam todo um processo de acusa\u00e7\u00f5es ou aprova\u00e7\u00f5es pelos quais nossa consci\u00eancia, juiz implac\u00e1vel, nos demandar\u00e1 as penas que se fizerem justas. Est\u00e1 a\u00ed, certamente, o maior erro que cometemos. Auto flagelamo-nos psiquicamente, criando quadros de puni\u00e7\u00f5es que se refletem, com o tempo, nas doen\u00e7as do Esp\u00edrito e do corpo material. Doen\u00e7as ps\u00edquicas inexplic\u00e1veis, doen\u00e7as f\u00edsicas de diagn\u00f3sticos imposs\u00edveis&#8230;<\/p>\n<p>Orgulho e ego\u00edsmo s\u00e3o certamente duas molas que movem os homens nesse julgamento. Imaginando-se sabedor de todas as coisas, n\u00e3o admitindo errar e vendo-se diante do fato inconteste, imp\u00f5em-se penas t\u00e3o severas como a mostrarem a si pr\u00f3prios que podem suport\u00e1-las, porque se julgam mais fortes e mais corajosos diante das tribula\u00e7\u00f5es inerentes \u00e0 exist\u00eancia terrena. N\u00e3o t\u00eam miseric\u00f3rdia para consigo e n\u00e3o ter\u00e3o, certamente, para com os outros. Penas brandas ou perd\u00e3o pelos pr\u00f3prios erros n\u00e3o fazem parte das atitudes de quem se julga mestre, e n\u00e3o aprendiz da Vida. Essa posi\u00e7\u00e3o, na maioria das vezes inconsciente, acaba por levar a comportamentos de rebeldia, inconformismo e intoler\u00e2ncia para com tudo e com todos que os cercam, como v\u00edtimas perenes da exist\u00eancia. Tempo roubado na caminhada evolutiva&#8230;<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m consegue penetrar nesse recesso, e somente na solid\u00e3o de suas experi\u00eancias e lembran\u00e7as podem os homens encontrar-se consigo mesmos e com Deus. Essa viagem interior \u00e9 absolutamente necess\u00e1ria, mais cedo ou mais tarde, mas deve ser feita sempre sozinha. Imposs\u00edvel ser de outra forma. Pretender fugir \u00e0 pr\u00f3pria consci\u00eancia \u00e9 tarefa in\u00fatil. Talvez se consiga por algum tempo, mas mesmo quando acreditamos n\u00e3o ter que prestar contas de nossos atos a quem quer que seja, nem ao nosso juiz interior, percebemo-nos falando sozinhos. Sozinhos? Realmente algu\u00e9m fala sozinho? E quem \u00e9 esse interlocutor com quem falamos? Por ventura, n\u00e3o ser\u00e1 nossa consci\u00eancia a nos direcionar caminhos?<\/p>\n<p>As ci\u00eancias humanas nos dizem que o homem \u00e9 um ser greg\u00e1rio e isto \u00e9 um fato. Em nenhuma outra circunst\u00e2ncia podem-se colocar em pr\u00e1tica os valores morais indispens\u00e1veis \u00e0 nossa evolu\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o ser na troca e nas oportunidades que surgem, quando nos relacionamos com o outro. Entretanto, as resolu\u00e7\u00f5es que tomarmos ao vivenciar esses valores ser\u00e3o, incontestavelmente, individuais e, nesse momento, ningu\u00e9m, absolutamente ningu\u00e9m, dever\u00e1 interferir sem que com isso acarrete preju\u00edzos para ambos. A decis\u00e3o de um ao aceitar ou n\u00e3o as sugest\u00f5es do outro ser\u00e1 de sua total responsabilidade, porque ser\u00e1 sua a escolha; o outro, ao sugerir o que quer que seja, estar\u00e1 assumindo diante de sua consci\u00eancia a responsabilidade por todas as consequ\u00eancias que advierem de sua interfer\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 importante n\u00e3o se perder de vista que ao falarmos de interfer\u00eancia n\u00e3o incluamos as amorosas orienta\u00e7\u00f5es que recebemos dos que nos querem bem e que nos acenam, dentro do poss\u00edvel, com possibilidades que nos permitam escolhas acertadas ou, ao menos, com menores chances de erros e, portanto, com menores comprometimentos futuros. Se para quem ouve e segue as sugest\u00f5es recebidas a responsabilidade \u00e9 grande, para quem orienta ela n\u00e3o \u00e9 menor, pois em nome desse bem querer quantos enganos se tem cometido. Nesse momento, somente o bom senso, o comedimento e o equil\u00edbrio devem ser as molas propulsoras de cada ato, de ambas as partes, quando existirem as condi\u00e7\u00f5es de discernimento para tal.<\/p>\n<p>Sempre a escolha para o Esp\u00edrito&#8230; Sempre a solid\u00e3o do Esp\u00edrito&#8230;<\/p>\n<p>Mas, mesmo sendo o homem um ser greg\u00e1rio, se tivermos o olhar um pouco mais atento, perceberemos esse ser s\u00f3. Igual a todos os corpos do Universo, os homens se atraem e se repelem num constante movimento de aproxima\u00e7\u00e3o e afastamento. Tantos chegam e passam em nossas exist\u00eancias. Seres simp\u00e1ticos ou n\u00e3o, respirando a mesma atmosfera de desejos e ideais, ou contr\u00e1rios \u00e0s nossas expectativas, v\u00e3o e v\u00eam enriquecendo-nos sempre, porque aprendemos sempre, mesmo que s\u00f3 venhamos a nos dar conta disso muito mais tarde. Todavia, apesar de toda movimenta\u00e7\u00e3o ao nosso redor, permanecemos sozinhos.<\/p>\n<p>E como assusta essa solid\u00e3o para aqueles que confundem essa intr\u00ednseca necessidade com a aus\u00eancia constante ou n\u00e3o de pessoas ao redor! Quantos buscam permanecer na superficialidade das rela\u00e7\u00f5es por medo de estarem s\u00f3s&#8230; Sensa\u00e7\u00e3o de abandono ou profundo receio de ficar s\u00f3 consigo mesmo que se traduz, muitas vezes, pela aceita\u00e7\u00e3o de qualquer coisa, em lugar de nenhuma. Perde-se qualidade com a ilus\u00e3o de se ganhar em quantidade; banalizam-se ideais e esperan\u00e7as em troca da n\u00e3o tomada de posi\u00e7\u00e3o perante seu juiz interior. Por\u00e9m, cedo ou tarde, teremos de nos colocar frente a frente com nossa consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Entendemos claramente essa imensa dificuldade que o ser humano tem em n\u00e3o enxergar a riqueza do seu mundo interior, postergando esse encontro com seu \u00edntimo; de n\u00e3o se sentir capaz de realizar dentro de si as mudan\u00e7as necess\u00e1rias que o levar\u00e3o a entender, de vez, que pode caminhar junto com outros, embora totalmente isolado na sua individualidade.<\/p>\n<p>Se a troca \u00e9 imperativa ao crescimento, ela \u00e9 tamb\u00e9m igual para todos. Uns caminham j\u00e1 \u00e0 nossa frente; outros, todavia, ainda se encontram mais atr\u00e1s. Entretanto, existe a imensa massa de seres que como n\u00f3s prosseguem com as mesmas dificuldades, em busca do progresso. Podemos, certamente, nos dar as m\u00e3os ajudando-nos mutuamente, amparando-nos uns aos outros, at\u00e9 mesmo nos solidarizando, mas ningu\u00e9m caminhar\u00e1 por n\u00f3s. \u00c9 tarefa individual, intransfer\u00edvel e absolutamente solit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Leda Maria Flaborea<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fonte: <a href=\"https:\/\/marcoaureliorocha5.blogspot.com\/\">Espiritismo na Rede<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A INVEVIT\u00c1VEL SOLID\u00c3O HUMANA Leda Maria Flaborea Diante do aparente sil\u00eancio do Universo, o homem encontra-se absolutamente s\u00f3. De todos os seres da Natureza, somente ele vive s\u00f3, porque deve viver consigo mesmo. 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