{"id":10569,"date":"2021-05-21T08:30:50","date_gmt":"2021-05-21T11:30:50","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=10569"},"modified":"2021-05-21T08:31:47","modified_gmt":"2021-05-21T11:31:47","slug":"a-imprensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-imprensa\/","title":{"rendered":"A Imprensa"},"content":{"rendered":"<h1><strong>A Imprensa<\/strong><\/h1>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Raul Teixeira<\/span><\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/th.bing.com\/th\/id\/OIP.u2hsRUL6p8BD2ZX0J63jzQHaCL?w=350&amp;h=103&amp;c=7&amp;o=5&amp;pid=1.7\" alt=\"Resultado de imagem para imagens imprensa\" width=\"469\" height=\"138\" \/><\/p>\n<p>Todas as formas de reprodu\u00e7\u00e3o, em larga escala, de textos escritos \u00e9 chamada imprensa.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, todos esses movimentos que t\u00eam havido, ao longo da Hist\u00f3ria do homem, desde quando o homem come\u00e7ou a escrever suas ideias, seus pensamentos, nas lajes de pedra, no solo, onde quer que tenha sido, passamos a ter a exist\u00eancia de um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 muito importante que uma gera\u00e7\u00e3o legue a outras a sua produ\u00e7\u00e3o, a sua cultura, tudo aquilo que aprendeu.<\/p>\n<p>\u00c9 muito importante que as gera\u00e7\u00f5es novas prestem aten\u00e7\u00e3o no legado que lhes foi deixado pelas gera\u00e7\u00f5es anteriores. A imprensa se presta a isso.<\/p>\n<p>\u00c9 dessa forma que achamos nos livros, nos op\u00fasculos, nas revistas, nos textos mais variados, a presen\u00e7a do passado investindo no nosso presente.<\/p>\n<p>A imprensa \u00e9 profundamente importante para a Humanidade. Desde quando passamos a sentir necessidade de saber das coisas, que se sucedem aqui, ali, acol\u00e1, lan\u00e7amos m\u00e3o da imprensa.<\/p>\n<p>A imprensa tem ajudado nesse grande movimento de alfabetiza\u00e7\u00e3o das criaturas. Seria muito complicado alfabetizar hoje, bilh\u00f5es e bilh\u00f5es de almas mundo afora, atrav\u00e9s da tradi\u00e7\u00e3o oral, pertencente a muitos povos antigos.<\/p>\n<p>Hoje, gra\u00e7as ao trabalho da imprensa, esse labor de alfabetizar se torna mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Mas a imprensa tamb\u00e9m colaborou bastante, no movimento da democracia, para esse tipo de governan\u00e7a, esse filosofar social, esse sistema de dirigir comunidades, de dirigir o Estado, a cidade-estado grega. Naturalmente se deve \u00e0 imprensa da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Os textos dos grandes democratas apresentados \u00e0s comunidades e o povo podendo conhecer direitos, deveres, saber quem era nobre, quem era ign\u00f3bil, isso tudo vem colaborando para distender no mundo a democracia.<\/p>\n<p>E o que falar das revolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas?<\/p>\n<p>Tudo quanto os cientistas v\u00e3o adquirindo em conhecimento, v\u00e3o desenvolvendo na sua lavra de pesquisas, \u00e9 a imprensa que divulga.<\/p>\n<p>Hoje, conhecemos jornalistas cient\u00edficos, aqueles que acompanham o trabalho dos cientistas nos laborat\u00f3rios e tratam de difundi-los para as comunidades. Isso se deve \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Mas, curiosamente, temos observado um fen\u00f4meno preocupante: a incapacidade de muitos, que fazem imprensa, de divulgar coisas boas.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que, sob a justificativa de que a imprensa busca sempre atender ao interesse popular, e isto \u00e9 verdade, deve procurar atend\u00ea-lo, essa comunidade necessita somente de not\u00edcias dr\u00e1sticas, de coisas negativas?<\/p>\n<p>Imposs\u00edvel \u00e9 pensar que n\u00e3o existam not\u00edcias boas para os jornais, para as revistas. Coisas boas para a publica\u00e7\u00e3o em livros.<\/p>\n<p>Por que esse compromisso nefasto de grandes grupos da imprensa em divulgar somente o negativo?<\/p>\n<p>Quem estaria lucrando com isto? A sociedade n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p>Quem estaria ganhando com esse movimento pessimista que se alastra pela sociedade, a partir de uma imprensa mal forjada?<\/p>\n<p>Ficamos pensando no trabalho que tiveram os homens, desde o come\u00e7o da civiliza\u00e7\u00e3o, para estruturar uma sistem\u00e1tica que ganhou grande pulso depois de Johannes Gutenberg, com os seus tipos m\u00f3veis montados, ao inv\u00e9s das pessoas escreverem manualmente os textos.<\/p>\n<p>Tudo isso ganhou dimens\u00e3o com os novos trabalhos gr\u00e1ficos, com os novos maquin\u00e1rios gr\u00e1ficos. Mas, por que raz\u00e3o a criatura humana penetrou esse descaminho do negativismo?<\/p>\n<p>Qualquer not\u00edcia que lemos tem a sua negatividade, traz o esc\u00e2ndalo na sua pauta.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que \u00e9 isto que a sociedade do mundo espera da imprensa?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que a imprensa n\u00e3o tem mais possibilidades de trazer esperan\u00e7as \u00e0s criaturas? Orient\u00e1-las? Elucidific\u00e1-las?<\/p>\n<p>Quando pensamos em tudo isso, temos que refletir que est\u00e1 chegado o momento de refundirmos todo o trabalho da nova imprensa.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">* * *<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>O interesse popular \u00e9 pelo bem. Qual \u00e9 a criatura, qual \u00e9 a fam\u00edlia que gostaria de ler somente trag\u00e9dias, desastres, infort\u00fanios, infelicidades ao compulsar as p\u00e1ginas de um jornal?<\/p>\n<p>Quem \u00e9 que gostaria de saber s\u00f3 de esc\u00e2ndalos da vida alheia, as intrigas da intimidade dos casais famosos, ao compulsar uma revista?<\/p>\n<p>Quem \u00e9 que gostaria de ter, nas p\u00e1ginas de um livro, sen\u00e3o aquilo que deleitasse, que ilustrasse, ainda que se narrasse um crime, um desastre passional, mas que fosse para o engrandecimento da vida, para trazer uma mensagem nova?<\/p>\n<p>Todos gostariam. De modo que, quando vemos a imprensa servindo de ve\u00edculo, exatamente para fazer o oposto daquilo que \u00e9 a sua miss\u00e3o, informar devidamente, preocupamo-nos com o futuro das comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Vale a pena pensar nos textos que encontramos redigidos pelos Ap\u00f3stolos de Jesus, pelos disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que eles falavam das trai\u00e7\u00f5es, dos crimes da \u00e9poca, das trag\u00e9dias sociais. Mas, fundamentalmente, tudo aquilo era para falar da vida, que esplende em toda parte. Da vida que nos concita a am\u00e1-la, a respeit\u00e1-la, a valoriz\u00e1-la.<\/p>\n<p>Deveria ser esse o papel da imprensa: divulgar aquilo que \u00e9 de interesse social, sem qualquer d\u00favida. Mas o interesse social superior.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhum interesse para a sociedade, em tomarmos conhecimento de que, neste exato momento, caiu um \u00f4nibus em tal lugar, explodiu um autom\u00f3vel em outro lugar ou desabou um pr\u00e9dio em qualquer parte do mundo. H\u00e1 tanta coisa boa para se noticiar.<\/p>\n<p>Lamentavelmente, \u00e9 raro lermos a respeito de jovens pobres das favelas, que aprenderam a cartilha, a tabuada, que fizeram vestibulares e foram aprovados, que dan\u00e7am ballet, que foram contratados por empresas internacionais para dan\u00e7ar, para cantar.<\/p>\n<p>E isso diz respeito ao interesse social. Cada criatura pobre, cada menino simples entenderia que, se aquele p\u00f4de se superar, ele tamb\u00e9m poder\u00e1. E isso seria incentivo.<\/p>\n<p>Quando vemos a nossa imprensa, em grandes contingentes, preocupada e ocupada t\u00e3o somente em divulgar o esc\u00e2ndalo, \u00e9 natural refletirmos que tamb\u00e9m ela estar\u00e1 incentivando as almas fr\u00e1geis, aos Esp\u00edritos d\u00e9beis, que procurar\u00e3o, atrav\u00e9s dos esc\u00e2ndalos, um lugar na imprensa.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que nos lembramos de uma can\u00e7\u00e3o, de uma letra de Chico Buarque de Holanda: Meu guri. Ele retrata exatamente isto: ele disse que chegava l\u00e1, porque ele via os meninos da favela onde ele vivia, os meninos do morro, do bairro pobre, conseguindo as coisas \u00e0s custas do roubo, da falcatrua, da criminalidade.<\/p>\n<p>E o poeta popular narra, com riqueza, o que \u00e9 que vai na alma de um guri que cresce vendo aquilo na imprensa, nos jornais, sem falarmos naquilo que ele vivencia no seu habitat.<\/p>\n<p>Seria t\u00e3o bom se a imprensa do mundo inteiro se associasse aos interesses do nosso Criador. Trazer luz para as mentes e para os cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m est\u00e1 dizendo que a imprensa n\u00e3o deveria noticiar o crime, a falcatrua, a barbaria. Mas n\u00e3o como algo fundamental. Noticiar en passant para chamar a aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o focar a sua venda, a venda de seus produtos no que h\u00e1 de pior.<\/p>\n<p>Ao abrirmos uma revista, um jornal, um peri\u00f3dico qualquer o que encontramos ali \u00e9 costumeiramente nauseante.<\/p>\n<p>A pornografia, a prostitui\u00e7\u00e3o, a corrup\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, a corrup\u00e7\u00e3o de toda ordem, como se n\u00e3o houvessem outros valores que tiv\u00e9ssemos necessidade de conhecer.<\/p>\n<p>H\u00e1 tanta gente boa no mundo, h\u00e1 tanta coisa boa na Terra precisando desses spotligths da imprensa. Precisando dessas anota\u00e7\u00f5es da imprensa, que jornalistas sens\u00edveis ao progresso do mundo, que periodistas sens\u00edveis \u00e0 necessidade social de crescer, de se libertar da sombra, n\u00e3o perdessem de vista que, nesses tempos curiosos da Terra, nesses tempos danados do mundo, nessa hora bicuda da Humanidade, todos sentimos necessidade de uma imprensa que sirva o bem, que trabalhe para a luz e nos ajude a crescer.<\/p>\n<p>Transcri\u00e7\u00e3o do Programa Vida e Valores, de n\u00famero 197, apresentado por <strong><span style=\"color: #008000;\">Raul Teixeira<\/span><\/strong>, sob coordena\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita do Paran\u00e1. Programa gravado em agosto de 2009<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/gecasadocaminhosv.blogspot.com\/2011\/01\/imprensa-raul-teixeira.html\">G. E. Casa do Caminho de S. Vicente<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Imprensa Raul Teixeira Todas as formas de reprodu\u00e7\u00e3o, em larga escala, de textos escritos \u00e9 chamada imprensa. 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