{"id":10584,"date":"2021-05-25T09:10:10","date_gmt":"2021-05-25T12:10:10","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=10584"},"modified":"2021-05-25T09:10:10","modified_gmt":"2021-05-25T12:10:10","slug":"o-suicida-nao-e-covarde-nem-heroi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-suicida-nao-e-covarde-nem-heroi\/","title":{"rendered":"O Suicida n\u00e3o \u00e9 Covarde nem Her\u00f3i"},"content":{"rendered":"<h2><strong>O Suicida n\u00e3o \u00e9 Covarde nem Her\u00f3i<\/strong><\/h2>\n<p>Por\u00a0<a class=\"fn\" href=\"http:\/\/vamosfalarsobreoluto.com.br\/author\/cynthia\/\" rel=\"author\">Cynthia de Almeida<\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/www.kardecriopreto.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/O_suicida_nao_et_covarde_e_nem_heroi-500x330.jpg\" width=\"344\" height=\"227\" \/><\/p>\n<p>Em uma conversa franca e corajosa sobre o suic\u00eddio do marido, a psic\u00f3loga mineira Luciana Rocha, hoje especialista no tema, nos ajuda a entender, sem culpa ou condena\u00e7\u00e3o, o gesto extremo de quem tira a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Era pouco mais de meia-noite e, enquanto se preparavam para dormir, Luciana e Marden tiveram uma conversa corriqueira sobre os planos para o dia seguinte: a agenda de trabalho dos dois, uma festinha escolar dos filhos. Deram-se um beijo de boa noite. Luciana e as crian\u00e7as dormiam quando Marden abriu a janela da sala e se jogou do 15\u00ba andar.<\/p>\n<p>O salto para a morte aos 47 anos, depois de 15 de um casamento amoroso e harm\u00f4nico, com dois filhos de 10 e 5 anos, lan\u00e7ou a fam\u00edlia no absurdo vazio da dor e na vertigem da aus\u00eancia auto-imposta e aparentemente inexplic\u00e1vel. Luciana tinha 41 anos, era psic\u00f3loga h\u00e1 20 e decidiu ent\u00e3o estudar o tema e se especializar em suic\u00eddio. Hoje, passados tr\u00eas anos daquela noite, \u00e9 capaz de entender \u00e0 luz da ci\u00eancia o que aconteceu com Marden e com tantas pessoas que, como ele, tiram a pr\u00f3pria vida, v\u00edtimas de um ou mais transtornos mentais subestimados por eles mesmos e invis\u00edveis aos olhos de quem os cercam. Nesta conversa, a psic\u00f3loga mineira fala com enorme carinho do marido e nos explica por que o suicida n\u00e3o \u00e9 nem covarde nem her\u00f3i.<\/p>\n<p>O que voc\u00ea se lembra do dia da morte do seu marido?<\/p>\n<p>Eu e o Marden t\u00ednhamos conversado sobre os planos do dia seguinte: haveria uma festa na escola das crian\u00e7as e eu n\u00e3o poderia comparecer, mas ele falou que iria. Me deu um beijo e disse que ia dormir no quarto do nosso filho mais novo. Fui acordada pela minha irm\u00e3, que mora no mesmo pr\u00e9dio. Quando cheguei na sala a encontrei chorando e me dizendo que alguma coisa horr\u00edvel tinha acontecido com o Marden. Na hora eu n\u00e3o entendi nada e disse que ele estava em casa, no quarto do nosso filho. Abri a porta do quarto e ele n\u00e3o estava. Na sala, a janela estava aberta e a rede de prote\u00e7\u00e3o havia sido cortada. Ele deixou a tesoura bem \u00e0 mostra no batente e se jogou do 15\u00ba andar. Os peda\u00e7os cortados da rede ficaram no bolso dele. Acredito que tenha feito isso para n\u00e3o haver d\u00favidas de que ele pr\u00f3prio a cortara antes de se jogar. Deixou tamb\u00e9m uma longa carta, p\u00e1ginas e p\u00e1ginas com instru\u00e7\u00f5es minuciosas sobre quest\u00f5es pr\u00e1ticas e sobre o que dev\u00edamos fazer depois da sua partida.<\/p>\n<p>A \u00faltima conversa deu alguma pista do que ele estava prestes a fazer?<\/p>\n<p>Nenhuma. Eu sabia que estava passando por dificuldades na empresa (ele trabalhava no ramo de entretenimento) mas, nada que n\u00e3o pud\u00e9ssemos superar. O Marden sempre foi uma pessoa muito alegre, animada, divertida. N\u00f3s sab\u00edamos que havia algo de bipolar no seu comportamento, uma doen\u00e7a que ele subestimou e descuidou. N\u00e3o se tratou como devia. Chegou a se medicar, mas sem a devida const\u00e2ncia. Parecia sempre muito bem disposto, otimista. Hoje, depois de estudar o assunto, identifico nele caracter\u00edsticas que o classificariam como um suicida potencial. Ele tinha o que chamamos de \u201cdepress\u00e3o sorridente\u201d. Sabe-se que 100% das pessoas que se suicidam tem um ou mais transtornos psicol\u00f3gicos. E meu marido tinha esses fatores de risco. Um deles \u00e9 n\u00e3o enxergar uma solu\u00e7\u00e3o para um problema. H\u00e1 uma rigidez que os impede de pedir ajuda. Eles acham que tem que resolver sozinhos um obst\u00e1culo que acreditam intranspon\u00edvel.<\/p>\n<p>Voc\u00ea se lembra dos seus primeiros pensamentos ap\u00f3s o ocorrido?<\/p>\n<p>O que lembro, dentro do choque, foi de pensar em como eu poderia contar para as crian\u00e7as. O pai era muito amoroso, presente e carinhoso com eles. Assim como comigo. Ele os colocou na cama para dormir e simplesmente n\u00e3o estava mais l\u00e1 no dia seguinte\u2026<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o os acordei no meio da noite. Deixei que acordassem de manh\u00e3 e ent\u00e3o me sentei com eles no sof\u00e1 e contei que o pai havia sofrido um acidente. Na mesma hora o meu filho mais novo perguntou: \u201cO papai morreu?\u201d. Eu respondi que sim, o papai morreu. Disse que ele fora consertar a rede da janela e se desequilibrou e caiu. Foi horr\u00edvel: os dois choraram, sa\u00edram correndo. Me disseram que era minha culpa, que eu n\u00e3o tinha segurado o pai. Eu contei que n\u00e3o pude ajud\u00e1-lo porque tamb\u00e9m estava dormindo. Um ano depois, minha filha mais velha me questionou sobre a veracidade do acidente e eu contei a verdade: o pai se suicidara. Foi muito triste e naquele momento ela disse que a culpa era dela, porque \u00e0s vezes ela n\u00e3o aceitava os convites do pai para jantar. Eu disse, imagine, voc\u00eas foram muito amigos, sempre juntos. Disse a ela que o pai morreu porque estava doente, mas n\u00f3s n\u00e3o sab\u00edamos, ele n\u00e3o sabia. Ele estava muito doente e foi a sua doen\u00e7a que o matou.<\/p>\n<p>Como foi para voc\u00ea enfrentar a culpa que por perder algu\u00e9m amado por suic\u00eddio?<\/p>\n<p>N\u00e3o me senti culpada em nenhum momento. Hoje, com o conhecimento que tenho acho que poderia ter ajudado, mas naquele momento n\u00e3o tinha.<\/p>\n<p>Eu sigo a filosofia budista h\u00e1 20 anos e gra\u00e7as a ela, tenho uma aceita\u00e7\u00e3o maior dos fatos. Entendi, desde o in\u00edcio, que n\u00e3o adiantava me revoltar. Tratei de focar nas qualidades do Marden e nas coisas boas que vivemos, n\u00f3s e nossos filhos. Tenho a convic\u00e7\u00e3o de que as coisas boas foram muito maiores do que o fim tr\u00e1gico.<\/p>\n<p>Voc\u00ea concorda com a teoria que diz que, no caso do suic\u00eddio, assassino e v\u00edtima s\u00e3o a mesma pessoa e os sobreviventes tem que lidar com esse sentimento amb\u00edguo em rela\u00e7\u00e3o a quem partiu?<\/p>\n<p>N\u00e3o concordo. O suic\u00eddio \u00e9 multifatorial. Quando a pessoa decide se matar, ela simplesmente n\u00e3o v\u00ea outra solu\u00e7\u00e3o. Mesmo quem, como o meu marido, poderia ter tratado seus transtornos e n\u00e3o o fez n\u00e3o pode ser culpado: nossa sociedade sofre de psicofobia, que \u00e9 o preconceito contra a doen\u00e7a mental. A gente tem que entender que \u00e9 dif\u00edcil para a pessoa aceitar o transtorno. O que podemos fazer como sociedade \u00e9 combater o tabu e o preconceito. A primeira coisa seria mostrar que \u00e9 comum, at\u00e9 banal, ter um transtorno. N\u00e3o tem que ter vergonha. O suicida se sente envergonhado do que passa. Acha que tem que ser feliz e tem vergonha de procurar ajuda.<\/p>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 o perdoou?<\/p>\n<p>N\u00e3o tive que perdo\u00e1-lo porque nunca o condenei. Entendo que fez o que fez porque estava em um estado desesperador. E que na cabe\u00e7a dele, a morte era a \u00fanica sa\u00edda. Nunca tive raiva. Minha escolha foi a de continuar vivendo e buscando a felicidade. Uma semana depois da sua morte eu estava no meu grupo de medita\u00e7\u00e3o. Aos prantos, mas presente.<\/p>\n<p>O suic\u00eddio \u00e9 previs\u00edvel?<\/p>\n<p>Uma das coisas terr\u00edveis que a gente ouve \u00e9: \u201cmas voc\u00ea n\u00e3o viu o que estava acontecendo?\u201d. Quem diz isso a algu\u00e9m no momento do luto n\u00e3o tem no\u00e7\u00e3o da gravidade das suas palavras. O suic\u00eddio pode ser prevenido, mas n\u00e3o pode ser previsto. O suic\u00eddio \u00e9 uma ideia planejada. A pessoa pensou nisso mais de uma vez e n\u00e3o apenas no momento daquele ato. Quem tenta uma vez, tem 50% de chance de tentar de novo. E ser bem-sucedido.<\/p>\n<p>Como os familiares devem agir nesse caso?<\/p>\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil. Essas fam\u00edlias que tentam proteger um potencial suicida de si mesmo ficam esgotadas. A maior parte delas, sem assist\u00eancia, tem que se organizar em rod\u00edzios. \u00c9 muito sacrificado. Para essas fam\u00edlias eu diria que h\u00e1 um limite para nos sentirmos respons\u00e1veis pela vida do outro.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o peso do estigma para a fam\u00edlia?<\/p>\n<p>Se falar sobre o luto \u00e9 tabu, o luto por suic\u00eddio de algu\u00e9m pr\u00f3ximo \u00e9 maior ainda. Por muito tempo eu imaginava que, onde quer que eu fosse as pessoas estariam me olhando e pensando: \u201cela \u00e9 aquela que o marido se matou\u2026\u201d O que se pensa, geralmente, \u00e9 que uma fam\u00edlia em que acontece um suic\u00eddio n\u00e3o pode ser normal. \u00c9 compreens\u00edvel que se pense assim. Para n\u00f3s que temos uma puls\u00e3o de vida, \u00e9 dif\u00edcil entender a puls\u00e3o de morte. Por outro lado, o drama acentua a compaix\u00e3o. Recebi muito carinho e conforto por parte da minha fam\u00edlia e dos amigos mais queridos. Alguns n\u00e3o conseguem lidar com isso e se afastam. \u00c9 compreens\u00edvel.<\/p>\n<p>No exato dia da morte, como havia aquela festa na escola sobre a qual falamos na nossa \u00faltima conversa, vi, de repente minha casa cheia de pais de colegas das crian\u00e7as, as pessoas me cercando de cuidado, trazendo comida, oferecendo-se para lev\u00e1-los para passear. Tive uma rede de grande prote\u00e7\u00e3o e solidariedade.<\/p>\n<p>Como foi retomar a vida?<\/p>\n<p>Minha fam\u00edlia foi fundamental. Meus pais, maravilhosos. Minha m\u00e3e me estimulava muito a voltar a sair, a reencontrar os amigos e me divertir. Confesso que nas primeiras vezes em que sa\u00ed, quase um ano depois, achava que tinha sempre algu\u00e9m me olhando e me julgando: \u2018Olha a\u00ed a vi\u00fava alegre\u201d. Mesmo assim, eu me esforcei para seguir em frente. As pessoas me ligavam queriam saber como eu estava, mas nunca que convidavam pra nada, constrangidas. Eu tive que pedir que me chamassem. Mesmo que eu n\u00e3o quisesse e n\u00e3o fosse, eu queria ser chamada. Lembro do meu constrangimento de pegar o elevador \u00e0 noite, arrumada e com um vinho na m\u00e3o\u2026 Mas conclu\u00ed que n\u00e3o podia me guiar pelo que eu achava que os outros iriam pensar, mas pelo que eu mesma pensava.<\/p>\n<p>Voc\u00ea gosta de falar do seu marido?<\/p>\n<p>Eu adoro falar sobre o Marden. No primeiro ano eu falava dele e tamb\u00e9m com ele o tempo todo. Olhava para nossa foto ao lado da cama e dizia: \u201cEi Salabim (eu o chamava assim e ele a mim), veja a situa\u00e7\u00e3o em que voc\u00ea me deixou\u201d. Falava e chorava tanto que dormia e acordava chorando. Meus filhos me diziam de manh\u00e3: \u201cm\u00e3e, voc\u00ea ainda est\u00e1 chorando?\u201d. E eu respondia: \u2018N\u00e3o filhos, eu dormi e voltei a chorar agora\u201d (risos).<\/p>\n<p>Como voc\u00ea, enlutada, ajuda as crian\u00e7as com o luto pelo pai?<\/p>\n<p>O budismo me ajuda. Vivemos o presente e eu os ensino a n\u00e3o pensar em como poderia ter sido diferente. Aqui em casa n\u00e3o tem \u201ce se?\u201d. As coisas s\u00e3o o que s\u00e3o e temos que lidar com o que estamos vivendo.<\/p>\n<p>Como voc\u00ea decidiu estudar o tema do suic\u00eddio?<\/p>\n<p>Quando meu marido morreu, eu ainda trabalhava na empresa da minha fam\u00edlia, apesar de ser psic\u00f3loga h\u00e1 20 anos e nunca ter deixado de atender no consult\u00f3rio. Mas naquele momento eu senti que era importante me desligar do trabalho na empresa e fui estudar tanatologia e suic\u00eddio. Depois segui com os estudos e me especializei em cuidados paliativos. Desde ent\u00e3o venho tratando do tema e participando de congressos, cursos e dado palestras. Atendo muitos enlutados e tem sido muito bom, para mim e meus pacientes, eu estar nesse lugar com o meu pr\u00f3prio luto. O luto \u00e9 individual e \u00fanico, mas posso oferecer a escuta e mostrar que \u00e9 poss\u00edvel seguir a vida.<\/p>\n<p>O que voc\u00ea gostaria de dizer para um enlutado que perdeu algu\u00e9m por suic\u00eddio?<\/p>\n<p>Primeiro, duas coisas t\u00eam que ficar claras: o suic\u00eddio \u00e9 consequ\u00eancia de uma ou mais doen\u00e7as mentais. O suicida n\u00e3o \u00e9 um covarde e se matar n\u00e3o \u00e9 um ato de hero\u00edsmo. \u00c9 muito importante entender que a pessoa n\u00e3o se matou. A doen\u00e7a o matou. Em segundo lugar, n\u00e3o devemos culpar o suicida por sua decis\u00e3o. Ele agiu com as informa\u00e7\u00f5es de que dispunha naquele momento. Ele n\u00e3o pede ajuda e disfar\u00e7a muito bem sua condi\u00e7\u00e3o. Fez o que podia.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel encontrar uma raz\u00e3o?<\/p>\n<p>A fam\u00edlia n\u00e3o deve procurar o porqu\u00ea. N\u00e3o existe essa resposta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a class=\"fn\" href=\"http:\/\/vamosfalarsobreoluto.com.br\/author\/cynthia\/\" rel=\"author\">Cynthia de Almeida<\/a><\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/vamosfalarsobreoluto.com.br\/2018\/11\/01\/o-suicida-nao-e-covarde-nem-heroi\/<\/p>\n<p>Ajude-nos divulgar a Doutrina!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Suicida n\u00e3o \u00e9 Covarde nem Her\u00f3i Por\u00a0Cynthia de Almeida Em uma conversa franca e corajosa sobre o suic\u00eddio do marido, a psic\u00f3loga mineira Luciana Rocha, hoje especialista no tema, nos ajuda a entender, sem culpa ou condena\u00e7\u00e3o, o gesto &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-suicida-nao-e-covarde-nem-heroi\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,21,16,27,19],"tags":[],"class_list":["post-10584","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-entrevistas","category-espiritismo","category-sociedade","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10584","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10584"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10584\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10585,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10584\/revisions\/10585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}