{"id":10607,"date":"2021-06-01T09:57:47","date_gmt":"2021-06-01T12:57:47","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=10607"},"modified":"2021-06-01T09:57:47","modified_gmt":"2021-06-01T12:57:47","slug":"quando-uma-pessoa-morre-sabe-que-morreu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/quando-uma-pessoa-morre-sabe-que-morreu\/","title":{"rendered":"QUANDO UMA PESSOA MORRE, SABE QUE MORREU?"},"content":{"rendered":"<h2>QUANDO UMA PESSOA MORRE, SABE QUE MORREU?<\/h2>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Rog\u00e9rio Miguez<\/span><\/strong><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-EXH_AfDkXXw\/YHHbKIFWBiI\/AAAAAAAASJY\/ciDQYPVDZ2oT_Px0Gd-4r1YsQFPhjblEQCLcBGAsYHQ\/w640-h360\/images.jpg\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 pouqu\u00edssimas fatalidades nas leis de Deus, uma delas certamente \u00e9 representada pelo inevit\u00e1vel desfecho da morte. A primeira obra b\u00e1sica da Doutrina em uma de suas abordagens sobre o tema assim se expressa (1):<\/p>\n<p>Algumas pessoas s\u00f3 escapam de um perigo mortal para cair em outro. Parece que n\u00e3o podiam escapar da morte. N\u00e3o h\u00e1 nisso fatalidade?<\/p>\n<p>\u201cFatal, no verdadeiro sentido da palavra, s\u00f3 o instante da morte o \u00e9. Chegado esse momento, de uma forma ou de outra, a ele n\u00e3o podeis furtar-vos.\u201d<\/p>\n<p>Fatalismo biol\u00f3gico, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 corpo f\u00edsico \u2013 instrumento de trabalho do ser imortal -, que possa existir eternamente, mais cedo ou mais tarde as c\u00e9lulas desagregam-se provocando o colapso desta estrutura material, casa provis\u00f3ria onde se abriga o Esp\u00edrito reencarnado.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia, embora tentando h\u00e1 bom tempo sintetizar o elixir da eternidade, nada ainda encontrou, e jamais ter\u00e1 sucesso, pois a lei de Deus n\u00e3o contempla a indestrutibilidade do corpo f\u00edsico, apenas a do Esp\u00edrito, sendo assim, \u00e9 de esperar-se que todos os seres vivos acabem morrendo, fato comum desde o in\u00edcio dos tempos.<\/p>\n<p>Ora, como j\u00e1 tivemos numerosas vidas, consequentemente j\u00e1 morremos in\u00fameras vezes, j\u00e1 experimentamos este fatalismo em muitas ocasi\u00f5es, poder-se-ia assim imaginar que j\u00e1 houv\u00e9ssemos registrado este aprendizado e toda vez que morr\u00eassemos, lembrar\u00edamos do que estaria sucedendo naquele singular instante.<\/p>\n<p>Ocorre que tal n\u00e3o se d\u00e1, ainda nos encontramos muito inferiores na escala da evolu\u00e7\u00e3o, dificultando sobremaneira o entendimento do que est\u00e1 acontecendo no momento em que o Esp\u00edrito inicia o seu desligamento do corpo, por motivos diversos, para retornar a vida verdadeira, a espiritual.<\/p>\n<p>De modo geral, h\u00e1 uma perturba\u00e7\u00e3o, confus\u00e3o esta fun\u00e7\u00e3o do modo de vida escolhido pelo Esp\u00edrito: se a vida foi mais espiritualizada, atenua o estado de confus\u00e3o mental a ponto do Esp\u00edrito alcan\u00e7ar plena consci\u00eancia de seu desencarne, alguns, raros, podem mesmo providenciar o pr\u00f3prio desligamento do perisp\u00edrito do corpo f\u00edsico; quando muito material, a perturba\u00e7\u00e3o \u00e9 intensa.<\/p>\n<p>Sendo este \u00faltimo o caso a se aplicar \u00e0 grande maioria, podemos concluir de forma geral: quando a pessoa morre, n\u00e3o sabe que morreu. Em muitos h\u00e1 a percep\u00e7\u00e3o de uma mudan\u00e7a significativa, pois n\u00e3o conseguem mais conversar com os vivos; seus parentes, por exemplo, n\u00e3o respondem mais \u00e0s suas indaga\u00e7\u00f5es; percebem tamb\u00e9m n\u00e3o ter mais acesso \u00e0s coisas materiais, e assim por diante. Seria como um sonho ruim, um pesadelo, onde est\u00e1 tudo \u00e0s avessas. Algum tempo ser\u00e1 necess\u00e1rio para conscientizar-se ou mesmo ser conscientizado por outrem, que faleceu. Outros dormem ao desencarnar, passaram a vida inteira alheios aos postulados divinos, nada esperavam ap\u00f3s a morte, entrando assim em um estado semelhante \u00e0 hiberna\u00e7\u00e3o at\u00e9 serem acordados para a fatalidade da vida.<\/p>\n<p>Podemos apontar um caso, entre tantos, para exemplificar o que pode ocorrer na ocasi\u00e3o da morte. No livro Os Mensageiros (2) de Andr\u00e9 Luiz, h\u00e1 um cap\u00edtulo intitulado Pavor da morte, onde \u00e9 descrita uma situa\u00e7\u00e3o peculiar em um necrot\u00e9rio. Havia um cad\u00e1ver de uma jovem e ao seu lado estava uma entidade masculina em atitude de zelo chamando h\u00e1 seis horas a rec\u00e9m desencarnada para abandonar o corpo. O inesperado nesta descri\u00e7\u00e3o \u00e9 que a falecida estava unida aos despojos copiando a posi\u00e7\u00e3o cadav\u00e9rica, com medo de deix\u00e1-los. Aterrorizada, fechava as p\u00e1lpebras para n\u00e3o ver algo que a atemorizava. Esta entidade ao seu lado era o seu noivo que a havia antecedido no fen\u00f4meno da morte e agora ali estava para receb\u00ea-la com alegria, contudo, pelo despreparo espiritual da jovem, esta acreditava ver um fantasma, porquanto recordava-se claramente da morte do noivo.<\/p>\n<p>Aniceto, instrutor de Andr\u00e9 Luiz nesta obra, ambos vivenciando esta situa\u00e7\u00e3o sui generis, orientam o noivo para se afastar temporariamente, pois n\u00e3o conseguiria realizar o seu intento de receb\u00ea-la e lev\u00e1-la para uma casa espiritual, considerando estar a noiva muita aturdida, acreditando estar sendo perseguida por um morto, passava por um pesadelo. Experiente neste tipo de situa\u00e7\u00e3o, Aniceto se faz passar por um doutor anunciando um novo tratamento \u00e0 jovem, esta aceita a oferta, afastando-se finalmente do corpo. Aniceto, aproveitando o momento, aplicou passes magn\u00e9ticos adormecendo-a e, em seguida, entregando-a ao seu prestativo noivo: Caso resolvido!<\/p>\n<p>Vemos desta forma uma poss\u00edvel consequ\u00eancia de n\u00e3o nos prepararmos para a morte do corpo material, este, sempre chega a seu termo na hora adequada, enxergando naquela apenas um desdobramento natural da continuidade da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">Rog\u00e9rio Miguez<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fonte: <a href=\"https:\/\/marcoaureliorocha5.blogspot.com\/\">Espiritismo na Rede<\/a><\/p>\n<p>\u00a0Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. Trad. Guillon Ribeiro. 69. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1987. q. 853; e XAVIER, Francisco C. Os mensageiros. Pelo Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz. 16. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1983. cap. 48 \u2013 Pavor da morte, p. 250 e 251.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>QUANDO UMA PESSOA MORRE, SABE QUE MORREU? Rog\u00e9rio Miguez H\u00e1 pouqu\u00edssimas fatalidades nas leis de Deus, uma delas certamente \u00e9 representada pelo inevit\u00e1vel desfecho da morte. A primeira obra b\u00e1sica da Doutrina em uma de suas abordagens sobre o tema &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/quando-uma-pessoa-morre-sabe-que-morreu\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,16,27,19],"tags":[],"class_list":["post-10607","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-espiritismo","category-sociedade","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10607"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10607\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10608,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10607\/revisions\/10608"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}