{"id":10729,"date":"2021-07-05T10:07:22","date_gmt":"2021-07-05T13:07:22","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=10729"},"modified":"2021-07-05T10:10:11","modified_gmt":"2021-07-05T13:10:11","slug":"o-cego-que-jesus-nao-curou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-cego-que-jesus-nao-curou\/","title":{"rendered":"O Cego que Jesus n\u00e3o Curou"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">O Cego que Jesus n\u00e3o Curou<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Sidney Fernandes<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/www.kardecriopreto.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2-526x330.jpeg\" width=\"339\" height=\"213\" \/><\/span><\/strong><\/p>\n<p>Um pobre cego vivia na cidade de Bet\u00e2nia, perto de Jerusal\u00e9m. Ele era tecel\u00e3o e, n\u00e3o obstante a bondade de seus patr\u00f5es, dormia numa \u00e1rvore, em sua rede, exceto no inverno rigoroso, quando aceitava repousar na casa.<\/p>\n<p>Em certa ocasi\u00e3o, sua audi\u00e7\u00e3o apurada detectou grande alvoro\u00e7o, o que lhe fez prenunciar a vinda de um convidado especial. Quando isso acontecia ele j\u00e1 sabia que o Mestre viria visit\u00e1-los. Mas, ele n\u00e3o estava entendendo o motivo da grande alegria reinante, pois seu patr\u00e3o e amigo L\u00e1zaro havia morrido.<\/p>\n<p>\u2014 Ele voltou, ele voltou\u2026 \u2014 disse Maria, entusiasmada.<\/p>\n<p>\u2014 Eu sei, eu sei. Pressenti a nobre visita \u2014 respondeu o cego, pensando que ela estivesse se referindo a Jesus.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o, L\u00e1zaro voltou \u00e0 vida.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed o cego n\u00e3o entendeu mais nada. Justificavam-se agora os gritos de felicidade de Marta e Maria. A emo\u00e7\u00e3o maior ainda estava por vir. No momento seguinte, L\u00e1zaro veio, abra\u00e7ou e chorou com o querido cego. Tomou conhecimento de que o Mestre j\u00e1 havia feito isso, entre outras fa\u00e7anhas. N\u00e3o faltou quem chegasse perto dele e cochichasse ao p\u00e9 do ouvido, estimulando-o a pedir a Jesus que lhe restitu\u00edsse a vis\u00e3o.<\/p>\n<p>De repente, o inconfund\u00edvel perfume, que ele sabia ser de Jesus, inundou o ambiente. Ele costumava mesmo vir at\u00e9 a sua \u00e1rvore, antes de entrar na casa.<\/p>\n<p>Depois dos cumprimentos afetuosos, em que se chamavam por apelidos carinhosos, Jesus falou com o cego em grego:<\/p>\n<p>\u2014 A maioria das coisas que existem ningu\u00e9m as v\u00ea. N\u00e3o tens a vis\u00e3o, mas consegues sentir sutilmente este invis\u00edvel. Tu sabes que posso curar-te. Acreditas nisso?<\/p>\n<p>\u2014 Claro, Mestre. Posso duvidar de algo algum dia, mas L\u00e1zaro, Marta, Marcos e tamb\u00e9m tua m\u00e3e e tantos j\u00e1 me disseram de tuas curas maravilhosas. At\u00e9 cegos j\u00e1 me interpelaram para que fa\u00e7as o mesmo, que me cures. Mas sinto que tu sabes os motivos por que nunca te roguei isso.<\/p>\n<p>\u2014 Quero ouvir de teus l\u00e1bios \u2014 disse Jesus.<\/p>\n<p>\u2014 Senhor, durante toda a minha vida fui atormentado por sonhos nos quais sou um grande senhor poderoso. N\u00e3o sinto orgulho algum do que fa\u00e7o nesses pesadelos. Em todos esses pavorosos sonhos, vejo-me cegando centenas de v\u00edtimas. S\u00e3o apenas sonhos ou foi tudo realidade? Por isso, Jesus, acordo todas as vezes convicto de que j\u00e1 fui um desses algozes, j\u00e1 tive outra vida e fui esse senhor cruel. Ent\u00e3o, sempre que penso nisso, fico feliz que eu esteja apenas encarando as sombras e a escurid\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse instante, porque algu\u00e9m se aproximasse, Jesus voltou a falar em sua l\u00edngua natal. O cego entendeu porque, discretamente, o Mestre dialogara com ele em grego, em respeito \u00e0s suas \u00edntimas afli\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Aquela hist\u00f3ria estava cheia de confian\u00e7a na Justi\u00e7a do Pai, atestando que o cego, ao inv\u00e9s de lastimar sua condi\u00e7\u00e3o, respeitava a Divina Provid\u00eancia.<\/p>\n<p>Dirigindo-se a ele, Jesus falou, encerrando a conversa:<\/p>\n<p>\u2014 Respeito tua decis\u00e3o. Quando chegar a hora, sabes que \u00e9 s\u00f3 me avisar.<\/p>\n<p>Emocionado, o cego respondeu:<\/p>\n<p>\u2014 Claro, Mestre. Tu sabes a hora mais do que eu.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">***<\/span><\/strong><\/h3>\n<p>Esta narrativa n\u00e3o \u00e9 minha e foi retirada do folclore do c\u00e9u, express\u00e3o espirituosamente cunhada por Humberto de Campos (esp\u00edrito), em seu livro Boa Nova, para denominar o folclore oriundo dos planos espirituais.<\/p>\n<p>Ela me faz lembrar epis\u00f3dio semelhante ocorrido com Chico Xavier, que em certa ocasi\u00e3o dispensou, educadamente, cirurgia que lhe foi oferecida por Jos\u00e9 Arig\u00f3, e que seria realizada pelo esp\u00edrito Dr. Fritz.\u00a0 Chico alegou que seu mal era c\u00e1rmico e que ele ainda n\u00e3o estava preparado para a cura. Bem-humorado, explicou que, se lhe fosse suprimida aquela defici\u00eancia, ela poderia reaparecer em outra parte do organismo.<\/p>\n<p>Naturalmente, poucos de n\u00f3s estar\u00edamos revestidos da nobreza de caracteres e do alto n\u00edvel espiritual, tanto do cego da nossa narrativa, como de Chico Xavier. Da minha parte, \u00e9 prov\u00e1vel que abra\u00e7asse qualquer possibilidade de cura sem pestanejar.<\/p>\n<p>Fica aqui, contudo, o registro da grandiosidade das almas desses dois personagens, cujo exerc\u00edcio do livre-arb\u00edtrio merece a nossa reflex\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">Sidney Fernandes<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.kardecriopreto.com.br\/o-cego-que-jesus-nao-curou\/\">O Cego que Jesus n\u00e3o Curou &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Allan Kardec (kardecriopreto.com.br)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Cego que Jesus n\u00e3o Curou Sidney Fernandes Um pobre cego vivia na cidade de Bet\u00e2nia, perto de Jerusal\u00e9m. 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