{"id":10750,"date":"2021-07-11T09:30:11","date_gmt":"2021-07-11T12:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=10750"},"modified":"2021-07-11T09:30:11","modified_gmt":"2021-07-11T12:30:11","slug":"morrer-joanna-de-angelis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/morrer-joanna-de-angelis\/","title":{"rendered":"MORRER &#8211; Joanna de \u00c2ngelis"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">MORRER<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Joanna de \u00c2ngelis<\/span><\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-hMihvWE7_5o\/YMTsuj_RjWI\/AAAAAAAASSs\/U8YxOh8QGL87_gce5hU3YrVhWvnvDLQpACLcBGAsYHQ\/w640-h360\/4d0724ca-8395-4841-88de-c072ee89ad09.jpg\" width=\"388\" height=\"218\" \/><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800080;\">CONCEITO<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A problem\u00e1tica da morte \u00e9 decorr\u00eancia do desequil\u00edbrio biol\u00f3gico e f\u00edsico-qu\u00edmico essenciais \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p>Fen\u00f4meno de transforma\u00e7\u00e3o, mediante o qual se modificam as estruturas constitutivas dos corpos que sofrem a\u00e7\u00e3o de natureza qu\u00edmica, f\u00edsica e microbiana determinantes dos processos cadav\u00e9ricos e abi\u00f3ticos, a morte \u00e9 o ve\u00edculo condutor encarregado de transferir a mec\u00e2nica da vida de uma para outra vibra\u00e7\u00e3o. No homem representa a liberta\u00e7\u00e3o dos implementos org\u00e2nicos, facultando ao esp\u00edrito, respons\u00e1vel pela aglutina\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas constitutivas dos \u00f3rg\u00e3os, a livre a\u00e7\u00e3o fora da constri\u00e7\u00e3o restritiva do seu campo magn\u00e9tico. Morrer, entretanto, n\u00e3o \u00e9 consumir-se. Da mesma forma que a mat\u00e9ria se desorganiza sob um aspecto para reassociar-se em outras manifesta\u00e7\u00f5es, o esp\u00edrito se ausenta de uma condi\u00e7\u00e3o &#8211; a de encarnado -, para retornar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o primeira da sua exist\u00eancia &#8211; despido do corpo material.<\/p>\n<p>A vida carnal \u00e9 decorr\u00eancia da exist\u00eancia do princ\u00edpio espiritual e a vida poderia existir no esp\u00edrito sem que houvesse aquela.<\/p>\n<p>Morrer ou desencarnar, por\u00e9m, nem sempre pode ser considerado como libertar-se.<\/p>\n<p>A perda do casulo celular somente liberta o esp\u00edrito que estruturou o seu comportamento, quando no corpo, sem a depend\u00eancia enlouquecedora deste.<\/p>\n<p>Os que se imantaram aos vigorosos condicionamentos materiais, utilizando a vestimenta f\u00edsica como ve\u00edculo apenas para vaso de lux\u00faria ou de ego\u00edsmo, qual instrumento de gozo incessante ou do orgulho, na express\u00e3o de castelo de for\u00e7a e de paix\u00f5es, ante a desencarna\u00e7\u00e3o prosseguem vinculados aos vapores entorpecentes das emana\u00e7\u00f5es cadav\u00e9ricas em lament\u00e1vel e demorado estado de perturba\u00e7\u00e3o, sitiados pelas vis\u00f5es torpes da destrui\u00e7\u00e3o dos tecidos, sofrendo a voragem dos vibri\u00f5es fam\u00e9licos, enlouquecidos entre as paredes estreitas da paisagem sepulcral.<\/p>\n<p>A vida come\u00e7a a perecer desde o momento em que se agregam as c\u00e9lulas para a mec\u00e2nica do viver.<\/p>\n<p>Vida e morte, pois, s\u00e3o termos da mesma equa\u00e7\u00e3o do existir.<\/p>\n<p>N\u00e3o morre aquele que aspira ao amor e sonha com o Ideal da Beleza, entregue ao cultivo da virtude, no exerc\u00edcio da retid\u00e3o. N\u00e3o se acaba aquele que se entrega \u00e0 vida, pois que mediante c\u00edclicas mudan\u00e7as do tono vibrat\u00f3rio o esp\u00edrito se traslada de corpo a corpo, de est\u00e1gio a est\u00e1gio evolutivo at\u00e9 alcan\u00e7ar a plenitude da vida na vit\u00f3ria estuante da Imortalidade. Enquanto os processos abi\u00f3ticos s\u00e3o substitu\u00eddos por novas atividades bioqu\u00edmicas, o cad\u00e1ver passando \u00e0 fase da desintegra\u00e7\u00e3o &#8211; aut\u00f3lise e putrefa\u00e7\u00e3o -, o esp\u00edrito que se educou para os labores de liberta\u00e7\u00e3o encontra-se indene \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do desconcertante fen\u00f4meno de transforma\u00e7\u00e3o celular, n\u00e3o ocorrendo o mesmo com aqueles que transformaram o corpo em reduto de prazer ou catre de paix\u00f5es de qualquer natureza.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800080;\">DESENVOLVIMENTO<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Porque representava a cessa\u00e7\u00e3o do movimento externo com a consequente degeneresc\u00eancia da forma, a morte mereceu das Civiliza\u00e7\u00f5es do passado homenagens e tributos consider\u00e1veis.<\/p>\n<p>Herdando do homem primitivo o culto de respeito, envolto em mist\u00e9rios, e complexos rituais com os quais desejavam reverenciar na morte a for\u00e7a disjuntora da vida, essas Civiliza\u00e7\u00f5es, mediante enganosos concili\u00e1bulos atrav\u00e9s dos quais a personificavam como deidade facilmente suborn\u00e1vel, ou mensageira da desgra\u00e7a que se podia adiar, pensavam consegui-lo por meio desse com\u00e9rcio nefando e irracional.<\/p>\n<p>Milenarmente misteriosa tem prosseguido no seu cortejo, semeando pavor e desconcerto emocional, reinando soberana.<\/p>\n<p>Aplacando-lhe a ira e tentando evitar-lhe a visita inexor\u00e1vel celebraram-se nos diversos fastos do pensamento hist\u00f3rico solenidades soberbas, ora tr\u00e1gicas e deprimentes ou exaltadas a ponto de espica\u00e7ar o desinteresse pela vida, produzindo suic\u00eddios religiosos, em prociss\u00f5es pag\u00e3s, nas quais fan\u00e1ticos cultivadores de aberra\u00e7\u00f5es veneravam seus deuses, atirando-se sob rodas denteadas, abismos profundos, fogueiras destruidoras ante o paroxismo da excita\u00e7\u00e3o de mentes prim\u00e1rias em exacerba\u00e7\u00e3o dos instintos&#8230;<\/p>\n<p>Sob outro aspecto, porque se transformasse no umbral para o acesso ao Desconhecido, foi encarada como misterioso pa\u00eds de cujas fronteiras ningu\u00e9m voltava, envolvendo-se-lhe o culto em absurdas fantasias.<\/p>\n<p>O homem do per\u00edodo glaci\u00e1rio de Giinz, agindo intuitivamente sob a inspira\u00e7\u00e3o dos antepassados, colocava o cr\u00e2nio dos mortos \u00e0 entrada das cavernas com o objetivo de impedir a incurs\u00e3o naqueles recintos dos inimigos desencarnados&#8230;<\/p>\n<p>Os eg\u00edpcios, conceituando o retorno ao corpo sob a paix\u00e3o do imediato, transformaram os sepulcros em pal\u00e1cios, colocando tesouros e alimentos para os viandantes do vale das sombras n\u00e3o padeceram necessidades quando da volta&#8230;<\/p>\n<p>Mausol\u00e9us e jazigos imponentes foram erguidos atrav\u00e9s dos tempos para perpetuarem a mem\u00f3ria e a vida dos extintos, gerando quase sempre longos processos de apego e dor aos transit\u00f3rios recursos materiais por parte dos que desencarnaram.<\/p>\n<p>A Arte e a Literatura, a Poesia e a Religi\u00e3o contribu\u00edram exorbitantemente para tornarem a morte a megera desventurada, portadora da infelicidade e do horror.<\/p>\n<p>Com o desenvolvimento das conquistas modernas, em cujo per\u00edodo as luzes da f\u00e9 j\u00e1 bruxuleantes quase se apagaram, a morte, por significar para os apaniguados do niilismo o fim de tudo, passou a constituir m\u00f3vel de rid\u00edculo, sen\u00e3o a aspira\u00e7\u00e3o maior dos fr\u00edvolos e inconsequentes cultivadores da c\u00f3moda filosofia do nada. Assim encontrariam a porta para a deser\u00e7\u00e3o, logo fossem colhidos pela responsabilidade ou surpreendidos pela dor&#8230;<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800080;\">ESPIRITISMO E MORTE<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Jesus, indubitavelmente, o Senhor do Mundo e o Her\u00f3i da Sepultura Vazia, foi o mais nobre pregoeiro da vida com excelente realidade a respeito da morte.<\/p>\n<p>Circunscrevendo todos os seus ensinos em torno da vida, e da Vida abundante, a Sua mensagem \u00e9 um hino perene \u00e0 gl\u00f3ria do existir, seja num ou noutro setor de atividade em que se manifestam as express\u00f5es eternas do esp\u00edrito: na carne e al\u00e9m dela.<\/p>\n<p>Em todo o Seu minist\u00e9rio de amor e trabalho Sua palavra \u00e9 luz e vida, considerando mortos somente aqueles que perderam a vis\u00e3o e obstru\u00edram as percep\u00e7\u00f5es da realidade espiritual.<\/p>\n<p>Depois dEle coube ao Espiritismo a inapreci\u00e1vel tarefa de interpretar a morte, libertando-a dos infelizes conceitos de v\u00e1rio matiz que foram tecidos multimilenarmente na plenitude da ignor\u00e2ncia sobre a sua leg\u00edtima fei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Atestando a continuidade da vida ap\u00f3s o t\u00famulo, gra\u00e7as ao conv\u00edvio mantido entre os homens e os Imortais, o Espiritismo libertou a vida do guante da v\u00e2ndala destruidora, exaltando a perenidade do existir em todas as latitudes do Cosmo, na incessante progress\u00e3o para o Infinito.<\/p>\n<p>Vive, portanto, como se estivesse a cada momento preparando-te para renascer al\u00e9m e ap\u00f3s o t\u00famulo.<\/p>\n<p>A vida que se leva \u00e9 a vida que cada um aqui leva enquanto na indument\u00e1ria carnal.<\/p>\n<p>Transpassa-se o p\u00f3rtico de lama e cinza em que se transformam os implementos materiais com as pr\u00f3prias conquistas morais, construindo as asas de anjo com que se pode ascender \u00e0 Verdade ou as amarras grosseiras para com a retaguarda, mediante as quais se imantam aos engodos fisiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800080;\">ESTUDO E MEDITA\u00c7\u00c3O<\/span><\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Por ser exclusivamente material, o corpo sofre as vicissitudes da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Depois de funcionar por algum tempo, ele se desorganiza e decomp\u00f5e. O princ\u00edpio vital, n\u00e3o mais encontrando elemento para sua atividade, se extingue e o corpo morre. O Espirito, para quem, este, carente de vida, se torna in\u00fatil, deixa-o, como se deixa uma casa em ru\u00ednas, ou uma roupa imprest\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p><strong>(A G\u00e9nese, Allan Kardec, cap. XI, item 13)<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A vida espiritual \u00e9, com efeito, a verdadeira vida, \u00e9 a vida normal do Espirito, sendo-lhe transit\u00f3ria e passageira a exist\u00eancia terrestre, esp\u00e9cie de morte, se comparada ao esplendor e \u00e0 atividade da outra. O corpo n\u00e3o passa de simples vestimenta grosseira que temporariamente cobre o Esp\u00edrito, verdadeiro grilh\u00e3o que o prende \u00e0 gleba terrena, do qual se sente ele feliz em libertar-se. O respeito que aos mortos se consagra n\u00e3o \u00e9 a mat\u00e9ria que o inspira; \u00e9, pela lembran\u00e7a, o Esp\u00edrito ausente quem o infunde&#8221;. (O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. XXIII item 8)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">Joanna de \u00c2ngelis<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Psicografia de Divaldo Pereiro Franco<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Livro: Estudos Esp\u00edritas &#8211; 7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MORRER Joanna de \u00c2ngelis CONCEITO A problem\u00e1tica da morte \u00e9 decorr\u00eancia do desequil\u00edbrio biol\u00f3gico e f\u00edsico-qu\u00edmico essenciais \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da vida. 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