{"id":10874,"date":"2021-08-18T08:29:16","date_gmt":"2021-08-18T11:29:16","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=10874"},"modified":"2021-08-18T08:29:16","modified_gmt":"2021-08-18T11:29:16","slug":"fome-sistema-economico-e-exclusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/fome-sistema-economico-e-exclusao\/","title":{"rendered":"FOME, SISTEMA ECON\u00d4MICO E EXCLUS\u00c3O"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">FOME, SISTEMA ECON\u00d4MICO E EXCLUS\u00c3O<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Marcelo Teixeira<\/span><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-SJE-lRpg20Q\/YPHOtvfdJxI\/AAAAAAAASdI\/V5ACj2TzeNEZM7libRNKUE52w3l8lDv2QCLcBGAsYHQ\/w640-h420\/fome.jpg\" width=\"322\" height=\"211\" \/><\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo, professor e escritor M\u00e1rio S\u00e9rgio Cortella, em palestra gravada em v\u00eddeo no ano de 2019, narra um epis\u00f3dio ocorrido 30 anos antes entre ele, alguns colegas e dois caciques da tribo xavante, que estavam visitando a cidade de S\u00e3o Paulo pela primeira vez. O primeiro local da visita era o Mercado Municipal, onde os clientes e visitantes encontram uma variada gama de frutas, verduras, legumes, importados, massas, peixes, aves, frutos do mar, doces variados&#8230; Uma abund\u00e2ncia de comida num pr\u00e9dio hist\u00f3rico de 12.600m\u00b2 que tamb\u00e9m abriga um espa\u00e7o gastron\u00f4mico no qual se pode provar variadas iguarias.<\/p>\n<p>O objetivo de Cortella e equipe era mostrar aos dois \u00edndios algo que eles nunca haviam visto: comida acumulada. Afinal, \u00edndios n\u00e3o estocam comida. Eles plantam, colhem, ca\u00e7am e pescam.<\/p>\n<p>Os caciques ficaram estupefatos ao verem tanta comida e come\u00e7aram a andar por todo o local, sempre acompanhados pelos cicerones. De repente, um deles viu algo que ningu\u00e9m havia visto. Uma cena corriqueira para n\u00f3s, cidad\u00e3os urbanos, mas que chamou a aten\u00e7\u00e3o de quem n\u00e3o est\u00e1 acostumado a transitar pelos contrastes sociais das cidades grandes. O \u00edndio havia visto uma crian\u00e7a pobre, negra e maltrapilha pegando comida do ch\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 O que ele est\u00e1 fazendo? \u00ad\u2013 Indagou o cacique. Ningu\u00e9m do grupo havia registrado, at\u00e9 ent\u00e3o, a presen\u00e7a do menino. Tanto que um deles questionou o cacique: \u2013 Ele quem? O xavante, ent\u00e3o, apontou para a crian\u00e7a, que recolhia, do ch\u00e3o, tomates amassados, batatas estragadas, alfaces pisadas e afins. A resposta ao xavante foi terrivelmente \u00f3bvia: \u2013 Ele est\u00e1 pegando comida.<\/p>\n<p>O ilustre visitante nada disse, e a visita ao Mercad\u00e3o continuou. Quinze minutos depois, ele voltou ao assunto: \u2013 Eu n\u00e3o entendi. Por que ele est\u00e1 pegando comida estragada com tanta pilha de comida boa? Cortella retrucou dizendo que, para pegar comida das pilhas, era preciso ter dinheiro, algo que o garoto n\u00e3o tinha. \u2013 Por que ele n\u00e3o tem dinheiro? \u2013 Insistiu, para inc\u00f4modo de M\u00e1rio S\u00e9rgio e equipe, que estavam sendo cutucados na compreens\u00e3o \u00e9tica que n\u00f3s, urbanoides da sociedade de consumo, temos da vida coletiva. \u2013 Ele n\u00e3o tem dinheiro porque \u00e9 crian\u00e7a. \u2013 Redarguiu o professor. \u2013 E o pai dele tem? \u2013 Questionou novamente o xavante. \u2013 N\u00e3o. O pai dele n\u00e3o tem dinheiro.<\/p>\n<p>Inconformado, nosso her\u00f3i da tribo foi mais fundo: \u2013 Por que voc\u00ea come dessa pilha de comida boa e ele come comida estragada? A \u00fanica resposta poss\u00edvel que Cortella encontrou foi a seguinte: \u2013 \u00c9 que aqui, \u00e9 assim!<\/p>\n<p>Foi demais para os \u00edndios, que moram em tribos onde n\u00e3o h\u00e1 crian\u00e7as desamparadas e famintas. Eles pediram para ir embora; n\u00e3o do Mercado Municipal, mas da cidade de S\u00e3o Paulo. N\u00e3o quiseram ver mais nada porque n\u00e3o conseguiram compreender por que uma crian\u00e7a com fome, diante de pilhas de frutas, legumes e verduras frescas e fartas, \u00e9 obrigada a se alimentar de comida estragada apanhada do ch\u00e3o. Depois eles \u00e9 que s\u00e3o selvagens!<\/p>\n<p>O professor M\u00e1rio S\u00e9rgio Cortella termina a narrativa ressaltando que eles entenderiam o funcionamento do mundo capitalista em que vivemos se tivessem nascido em nossas fam\u00edlias, frequentado nossas escolas e templos religiosos, assistido aos programas da TV&#8230; A\u00ed, quando passassem por uma crian\u00e7a pegando tomate pisado do ch\u00e3o, achariam normal, como n\u00f3s achamos.<\/p>\n<p>Ele, ent\u00e3o, arremata: \u2013 N\u00e3o \u00e9 normal gente ter fome! N\u00e3o \u00e9 normal gente n\u00e3o ter socorro m\u00e9dico e trabalho! Isso n\u00e3o pode ser tido como normal. Sen\u00e3o, a gente aceita o falecimento da esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Temos, nesse epis\u00f3dio, uma situa\u00e7\u00e3o que transita entre o absurdo, o banal e o revoltante. \u00c9 de fato absurdo que, diante de tanta comida, uma crian\u00e7a tenha de pegar o que est\u00e1 no ch\u00e3o para tentar se alimentar. Digo \u201ctentar\u201d porque n\u00e3o h\u00e1 como ter uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel com comida pisoteada, amassada ou estragada. Banal porque a gente se acostuma com esse tipo de situa\u00e7\u00e3o. Nosso olhar passa a achar tudo normal. \u00c9 normal que haja corrup\u00e7\u00e3o, que tanta gente morra de fome, dengue, Covid, bala perdida ou bala encontrada. A mis\u00e9ria, a viol\u00eancia, a falta de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade de qualidade passam tamb\u00e9m a ser banais. Idem no tocante \u00e0 deturpa\u00e7\u00e3o dos fatos por meios de comunica\u00e7\u00e3o comprometidos com os grandes investidores, empres\u00e1rios e rentistas&#8230; Nosso olhar vai sendo anestesiado e passamos a viver com o tr\u00e1gico como se ele fosse parte da paisagem. Por isso, uma crian\u00e7a pegando do ch\u00e3o um alimento ruim deixa de nos sensibilizar e mobilizar. \u00c9 a banalidade do mal, teoria desenvolvida pela fil\u00f3sofa alem\u00e3 Hannah Arendt. Por fim, \u00e9 revoltante porque sabemos que o problema da fome no mundo n\u00e3o tem a ver com car\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, mas sim com o sistema pol\u00edtico e econ\u00f4mico em que estamos inseridos.<\/p>\n<p>Em palestra virtual promovida pelo coletivo Esp\u00edritas \u00e0 Esquerda, Thiago Lima, coordenador do grupo de pesquisa sobre fome e rela\u00e7\u00f5es internacionais da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), tece s\u00e9rias considera\u00e7\u00f5es acerca de como o sistema capitalista interfere na quest\u00e3o da fome. Segundo ele, tornar as pessoas vulner\u00e1veis \u00e0 fome \u00e9 fundamental para que a roda do capitalismo gire. \u00c9 o popular \u201cQuem n\u00e3o trabalha, n\u00e3o come\u201d. De acordo com a cartilha capitalista, para que tenhamos alimento (e tamb\u00e9m moradia, roupas etc.) \u00c9 preciso que trabalhemos, ou seja, coloquemos a nossa for\u00e7a de trabalho a servi\u00e7o das engrenagens que movem este mundo de finan\u00e7as, lucros e consumo. Se o indiv\u00edduo n\u00e3o trabalha, n\u00e3o possui renda. Por conseguinte, n\u00e3o ter\u00e1 acesso a alimentos. Dessa forma, para que n\u00e3o passe fome, a pessoa \u00e9 impelida a trabalhar. Muitas vezes, a aceitar qualquer tipo de trabalho, isto \u00e9, mal remunerado, insalubre, al\u00e9m do tempo oficialmente estipulado, psicologicamente extenuante, repetitivo e que nem sempre aproveita os reais talentos e aptid\u00f5es que o ser humano possui. Mas como a necessidade de levar comida para dentro de casa e o medo de passar fome falam mais alto, o trabalhador se submete a uma rotina que ir\u00e1 desgast\u00e1-lo e favorecer mais ao patr\u00e3o do que a ele, na grande maioria dos casos. Se porventura o pai ou a m\u00e3e (ou ambos) n\u00e3o conseguir trabalho (seja por baixa qualifica\u00e7\u00e3o, car\u00eancia de vagas etc.), os filhos tamb\u00e9m sentir\u00e3o o efeito.<\/p>\n<p>H\u00e1 outros agravantes no fato acontecido no Mercado Municipal de S\u00e3o Paulo. De acordo com o exposto por Thiago Lima, a fome brasileira tem caracteres bem definidos. Ela tem ra\u00e7a, g\u00eanero e endere\u00e7o. Em primeiro lugar, ela \u00e9 maior no Nordeste e no meio rural. Por isso, tanto \u00eaxodo das popula\u00e7\u00f5es interioranas para cidades como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. O pequeno agricultor de outrora, devido \u00e0 seca, \u00e0 mis\u00e9ria e ao poderio dos grandes latifundi\u00e1rios que sufoca o pequeno produtor, acabou migrando para o Sudeste. A fome tamb\u00e9m \u00e9 maior nos lares governados por mulheres, fato corriqueiro no Brasil, onde m\u00e3es solteiras ou abandonadas pelos parceiros se veem impelidas a sustentar v\u00e1rias bocas. Por fim, a fome atinge predominantemente as pessoas da ra\u00e7a negra devido ao hist\u00f3rico de escravid\u00e3o e exclus\u00e3o social que nossos irm\u00e3os trazidos \u00e0 for\u00e7a da \u00c1frica sofrem. Todos esses fatores convergem para pesar sobre os ombros da crian\u00e7a que cata comida do ch\u00e3o. Somam-se a esses agravantes o fato de o menino provavelmente estar sozinho no Mercad\u00e3o. N\u00e3o se sabe se ele tem endere\u00e7o fixo, com quem mora ou se dorme pelas ruas. E tamb\u00e9m entra nessa triste conta de somar a grande probabilidade de ele n\u00e3o estar frequentando regularmente a escola. Em suma: se ele n\u00e3o fosse v\u00edtima de um macabro efeito domin\u00f3 que o colocou numa situa\u00e7\u00e3o de alta vulnerabilidade social, estaria no aconchego do lar, devidamente alimentado, asseado e indo \u00e0s aulas todos os dias.<\/p>\n<p>Vou incluir o agravante espiritual na quest\u00e3o. No livro \u201cA Constitui\u00e7\u00e3o Divina\u201d, o escritor esp\u00edrita Richard Simonetti tece importantes considera\u00e7\u00f5es acerca da influ\u00eancia da injusti\u00e7a social no processo reencarnat\u00f3rio. Primeiramente, Simonetti salienta que, \u00e0 primeira vista, tem-se a ideia de que, nas camadas mais pobres, h\u00e1 \u201cuma incid\u00eancia significativa de indiv\u00edduos sem iniciativa, inspirando-nos a impress\u00e3o de que, nesse vasto segmento da popula\u00e7\u00e3o, em pa\u00edses subdesenvolvidos, localizam-se esp\u00edritos primitivos\u201d. Em seguida, questiona: \u201cS\u00e3o esp\u00edritos primitivos ou estamos diante de problemas decorrentes da pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o em que se encontram? At\u00e9 que ponto o esp\u00edrito de mediana evolu\u00e7\u00e3o conseguiria superar condicionamentos psicol\u00f3gicos e culturais impostos pela pobreza?\u201d<\/p>\n<p>Trocando em mi\u00fados: se um esp\u00edrito de mediana evolu\u00e7\u00e3o como n\u00f3s se defrontar com subnutri\u00e7\u00e3o pobreza e parco acesso \u00e0 sa\u00fade, lazer e educa\u00e7\u00e3o nos primeiros anos de vida na Terra, dificilmente as leis biol\u00f3gicas ser\u00e3o contrariadas. Ele ou ela ser\u00e1 algu\u00e9m com fraca estrutura org\u00e2nica, dificuldade de aprendizado, d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e, em muitos casos, revolta.<\/p>\n<p>Ou\u00e7o muitos esp\u00edritas dizerem que as agruras sociais pelas quais passam os menos favorecidos s\u00e3o consequ\u00eancia de erros cometidos em vidas passadas. Foram nobres ou milion\u00e1rios que esbanjaram fortunas, maltrataram pessoas e agora se veem \u00e0s voltas com a pen\u00faria para pagarem o que deve. Dado o imenso contingente de homens, mulheres e crian\u00e7as que passa fome, morre de doen\u00e7as cur\u00e1veis e n\u00e3o tem acesso nem a \u00e1gua pot\u00e1vel no mundo, \u00e9 imposs\u00edvel que todo esse povo tenha sido nobre ou rico. Haja t\u00edtulo de bar\u00e3o, duquesa e dinheirama sendo esbanjada para dar conta de tanto miser\u00e1vel reencarnado! Isso soa a um desculpismo comodista, t\u00edpico de quem se recusa a ter olhos de ver a real quest\u00e3o: muita gente est\u00e1 \u00e0s voltas com a mis\u00e9ria porque estamos estruturados num sistema socioecon\u00f4mico que n\u00e3o faz quest\u00e3o de dar conta das necessidades de todos e, ao mesmo tempo, se esmera para que poucos acumulem grande parte da riqueza que o planeta produz.<\/p>\n<p>Na quest\u00e3o 930 de \u201cO Livro dos Esp\u00edritos\u201d, o plano espiritual deixa claro: \u201cNuma sociedade organizada segundo a lei do Cristo ningu\u00e9m deve morrer de fome.\u201d N\u00e3o estamos, portanto, estruturados conforme preconizam a justi\u00e7a, o amor e a caridade. Se nos organiz\u00e1ssemos de forma \u201ccriteriosa e previdente\u201d, como tamb\u00e9m alerta a citada quest\u00e3o, n\u00e3o haveria crian\u00e7as \u00e0 cata da xepa dos mercados e feiras livres. E tamb\u00e9m n\u00e3o haveria \u00eaxodo rural, latifundi\u00e1rios massacrando camponeses, popula\u00e7\u00f5es esquecidas em barracos de periferia&#8230; Tudo resultado do meio injusto que fomos construindo e que temos de come\u00e7ar a desconstruir para que \u201cuma ordem social fundada na justi\u00e7a e na solidariedade\u201d, como tamb\u00e9m afirma a 930, se fa\u00e7a presente para que todos n\u00f3s aprendamos a ser bem melhores do que somos.<\/p>\n<p>Trata-se de um processo longo e trabalhoso, que exigir\u00e1 de n\u00f3s s\u00e9rias tomadas de decis\u00f5es para que o mundo, como o conhecemos, venha abaixo e surja, por meio da nossa pr\u00f3pria iniciativa, uma sociedade bem melhor do que esta que nega \u00e0s pessoas o acesso a alimentos e tantos outros itens.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">Marcelo Teixeira<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fonte: <a href=\"https:\/\/marcoaureliorocha5.blogspot.com\/\">Espiritismo na Rede<\/a><\/p>\n<p>Bibliografia:<\/p>\n<ol>\n<li>CORTELLA, M\u00e1rio S\u00e9rgio \u2013 Caciques xavantes em S\u00e3o Paulo<\/li>\n<li>KARDEC, Allan \u2013 O Livro dos Esp\u00edritos, 60\u00aa edi\u00e7\u00e3o, 1986, Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira (FEB), Bras\u00edlia, DF.<\/li>\n<li>SIMONETTI, Richard. A Constitui\u00e7\u00e3o Divina. Gr\u00e1fica S\u00e3o Jo\u00e3o, 2\u00aa Ed., 1989, Bauru, SP<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FOME, SISTEMA ECON\u00d4MICO E EXCLUS\u00c3O Marcelo Teixeira O fil\u00f3sofo, professor e escritor M\u00e1rio S\u00e9rgio Cortella, em palestra gravada em v\u00eddeo no ano de 2019, narra um epis\u00f3dio ocorrido 30 anos antes entre ele, alguns colegas e dois caciques da tribo &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/fome-sistema-economico-e-exclusao\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,16,27,19],"tags":[],"class_list":["post-10874","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-espiritismo","category-sociedade","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10874","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10874"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10874\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10875,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10874\/revisions\/10875"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}