{"id":11005,"date":"2021-09-27T08:12:11","date_gmt":"2021-09-27T11:12:11","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=11005"},"modified":"2021-09-27T08:12:11","modified_gmt":"2021-09-27T11:12:11","slug":"personalidade-carater-e-obsessao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/personalidade-carater-e-obsessao\/","title":{"rendered":"Personalidade, Car\u00e1ter e Obsess\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">PERSONALIDADE, CAR\u00c1TER E OBSESS\u00c3O<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Marta Antunes Moura<\/span><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-RgSEmVZAEvE\/YQ7SWOwxyqI\/AAAAAAAASiY\/NZL2AbQdxN4wtD8Elf9lifFV1yl7OAfHwCLcBGAsYHQ\/w640-h288\/serie-obsessao-iv-sintomas-de-auto-obsessao-1483033028.jpg\" width=\"361\" height=\"162\" \/><\/p>\n<p>As duas primeiras palavras podem estar relacionadas ao processo obsessivo, sobretudo na manifesta\u00e7\u00e3o de casos mais graves (fascina\u00e7\u00e3o e subjuga\u00e7\u00e3o), assim como ado\u00e7\u00e3o de medidas de preven\u00e7\u00e3o e cura da obsess\u00e3o. Ainda que o conhecimento da obsess\u00e3o provocada por Esp\u00edritos desencarnados seja amplamente assinalado na literatura esp\u00edrita, h\u00e1 escassos estudos cient\u00edficos a respeito o assunto, condi\u00e7\u00e3o favorece a dissemina\u00e7\u00e3o dessa enfermidade de natureza espiritual. Entretanto, \u00e9 v\u00e1lido conhecermos alguns conceitos n\u00e3o esp\u00edritas, a fim de que possamos refletir melhor a respeito do assunto:<\/p>\n<p>Personalidade. Segundo a Medicina, \u00e9 a \u201corganiza\u00e7\u00e3o exclusiva de tra\u00e7os, caracter\u00edsticas e modos de comportamento de um indiv\u00edduo que o posiciona diferentemente de outros indiv\u00edduos. [\u2026] Personalidade refere-se aos aspectos mentais de um indiv\u00edduo, em contraste com o f\u00edsico.\u201d (1) A Psicologia amplia o conceito quando afirma que um indiv\u00edduo \u00e9 sempre distinto do outro porque apresenta diferentes aspectos f\u00edsicos, ps\u00edquicos, sociais e culturais que lhe caracterizam os pr\u00f3prios pensamentos e comportamentos. (2)<\/p>\n<p>A Doutrina Esp\u00edrita ensina que a nossa personalidade atual resulta do somat\u00f3rio das experi\u00eancias reencarnat\u00f3rias passadas \u2014 de onde herdamos tend\u00eancias instintivas, boas ou m\u00e1s; da educa\u00e7\u00e3o recebida na atual exist\u00eancia e do grau de influ\u00eancia exercido pelo meio sociocultural, no qual estamos inserido. Esclarece tamb\u00e9m que, pelo livre arb\u00edtrio e pelo esfor\u00e7o da vontade, podemos nos transformar em pessoas melhores, em conhecimento e em moralidade. Neste sentido, a psicologia transpessoal, \u00e0 luz do entendimento esp\u00edrita, que \u00e9 a difundida pelo Esp\u00edrito Joanna de \u00c2ngelis, genericamente conhecida como psicologia espiritual, tem como proposta b\u00e1sica resgatar n\u00e3o s\u00f3 a ideia de que o Esp\u00edrito \u00e9 um ser imortal, pr\u00e9-existente e sobrevivente \u00e0 morte do corpo f\u00edsico, mas criado por Deus para ser feliz. Sendo assim, esclarece a veneranda benfeitora, o Esp\u00edrito precisa aprender a fazer cessar o sofrimento que imp\u00f4s a si mesmo, em raz\u00e3o das m\u00e1s escolhas realizadas ao longo da jornada evolutiva. Esse entendimento \u00e9 o primeiro passo, na sequ\u00eancia de outros: \u201c[\u2026] torna-se imprescind\u00edvel a aquisi\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia respons\u00e1vel [\u2026]. A educa\u00e7\u00e3o do pensamento, a disciplina dos h\u00e1bitos e a seguran\u00e7a de metas s\u00e3o recursos h\u00e1beis para o logro, sem as quais todas as terapias e t\u00e9cnicas se tornam paliativas, sem resultarem solucionadoras.\u201d (3)<\/p>\n<p>Car\u00e1ter. Refere-se a aspectos ou habilidades presentes na personalidade, passiveis de serem transmitidos pela linguagem (falada e\/ou escrita) e pelas a\u00e7\u00f5es de uma pessoa. (4) Tais aspectos e caracter\u00edsticas nem sempre se revelam edificantes, pois resultam de longo e dedicado esfor\u00e7o humano. Equivocadamente utilizado como sin\u00f4nimo de personalidade, o car\u00e1ter fornece, na verdade, as pistas de como, efetivamente, \u00e9 a natureza do indiv\u00edduo e o que ele precisa fazer vir a adquirir um bom car\u00e1ter. Os especialistas e estudiosos consideram como pistas ou sinais reveladores da natureza do car\u00e1ter humano: \u201c[\u2026] impulsos, afetos, ideias, defesas, aptid\u00f5es e talentos, comportamento social e rea\u00e7\u00f5es [\u2026].\u201d (5)<\/p>\n<p>Importa considerar, por\u00e9m, que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil identificar o verdadeiro car\u00e1ter de uma pessoa. Por exemplo, os indiv\u00edduos interesseiros, egoc\u00eantricos e vaidosos, que pensam mais em si do que no pr\u00f3ximo, ou os que t\u00eam sede por posi\u00e7\u00f5es de destaque, de poder ou prest\u00edgio, conseguem habilmente disfar\u00e7ar pontos negativos do pr\u00f3prio car\u00e1ter, mesmo que, cedo ou tarde, venham a ser desmascarados. Como ilustra\u00e7\u00e3o, inserimos em seguida uma hist\u00f3ria que foi transmitida pelo fil\u00f3sofo iluminista franc\u00eas Fran\u00e7ois Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire (1694-1778), ap\u00f3s ele ter analisado aspectos, positivos e negativos, do car\u00e1ter humano de um papa inquisidor:<\/p>\n<p>Sixto V [papa e inquisidor, que viveu entre 1521-1590] nascera petulante, obstinado, soberbo, impetuoso, vingativo, arrogante. As provas do noviciado parecem ter-lhe ado\u00e7ado o car\u00e1ter. Mal come\u00e7a a desfrutar de certo cr\u00e9dito em sua Ordem, lan\u00e7a-se contra um guardi\u00e3o e o cobre de socos; inquisidor em Veneza, exerce o cargo com insol\u00eancia; uma vez cardeal, \u00e9 possu\u00eddo della rabbia papale (da ira papal); essa raiva domina seu temperamento; sepulta na obscuridade sua pessoa e seu car\u00e1ter; ele se mascara de humilde e moribundo; \u00e9 eleito papa: esse momento restitui \u00e0 mola, que a pol\u00edtica havia comprimido, toda a sua elasticidade por longo tempo retesada, \u00e9 o mais arrogante e desp\u00f3tico dos soberanos. (6)<\/p>\n<p>Ao final, Voltaire conclui: \u201cA religi\u00e3o, a moral p\u00f5em um freio \u00e0 for\u00e7a do temperamento, mas n\u00e3o podem destru\u00ed-lo. O beberr\u00e3o, enclausurado num convento, reduzido a beber meio copo de sidra em cada refei\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai mais se embriagar, mas sempre vai gostar de vinho.\u201d (6)<\/p>\n<p>O Espiritismo nos mostra, ao contr\u00e1rio do que pensava o ilustre fil\u00f3sofo, que o beberr\u00e3o pode, sim, \u201cdeixar de gostar de vinho\u201d, desde que tenha se empenhado na sua reeduca\u00e7\u00e3o, moral e intelectual. O impulso educativo \u00e9 a f\u00f3rmula indicada para que Esp\u00edritos imperfeitos se transformem em pessoas de bem, fazendo jus a esta s\u00e1bia orienta\u00e7\u00e3o esp\u00edrita: \u201cO verdadeiro homem de bem \u00e9 o que pratica a lei de justi\u00e7a, amor e caridade na sua maior pureza. Se interroga a pr\u00f3pria consci\u00eancia sobre os atos que praticou, perguntar\u00e1 se n\u00e3o violou essa lei, se n\u00e3o fez o mal, se fez todo o bem que podia, se ningu\u00e9m tem motivos para se queixar dele, enfim, se fez aos outros tudo quanto queria que os outros lhe fizessem.\u201d (7)<\/p>\n<p>Obsess\u00e3o. \u00c9 definida pelas ci\u00eancias de sa\u00fade como \u201cestado mental neur\u00f3tico de ter um desejo incontrol\u00e1vel de insistir numa ideia ou emo\u00e7\u00e3o. Habitualmente, o paciente est\u00e1 ciente da anormalidade e tenta opor resist\u00eancia a esses pensamentos.\u201d(8) O estado mental neur\u00f3tico indica dist\u00farbio ou transtorno mental capaz de provocar tens\u00e3o nervosa\/emocional de gradua\u00e7\u00f5es distintas, que podem, ou n\u00e3o, interferir na elabora\u00e7\u00e3o e na express\u00e3o do pensamento racional. De acordo com a vis\u00e3o psicanal\u00edtica, as neuroses s\u00e3o fruto de tentativas ineficazes de lidar com conflitos e traumas inconscientes. (9)<\/p>\n<p>Por outro lado, quando Allan Kardec explica o que \u00e9 obsess\u00e3o \u2500 \u201c[\u2026] o dom\u00ednio que alguns Esp\u00edritos exercem sobre certas pessoas. \u00c9 praticada unicamente pelos Esp\u00edritos inferiores, que procuram dominar, pois os Esp\u00edritos bons n\u00e3o imp\u00f5em nenhum constrangimento. [\u2026]\u201d (10) \u2500, constata-se, ent\u00e3o, que a mera imposi\u00e7\u00e3o de uma ideia pode provocar tens\u00f5es nervosas e emocionais na pessoa, objeto da imposi\u00e7\u00e3o. Quem se encontra sob persistente tens\u00e3o nervosa\/emocional, em raz\u00e3o do jugo obsessivo, passa a apresentar dist\u00farbios mentais que se refletem, no devido tempo, nas atitudes e nos comportamentos. Deduz-se, portanto, que a preven\u00e7\u00e3o e a cura da obsess\u00e3o envolvem, necessariamente, o fortalecimento da personalidade e do car\u00e1ter. Para tanto, \u00e9 necess\u00e1rio que o obsidiado adquira esclarecimentos a respeito de como acontece a obsess\u00e3o e o que fazer para neutralizar as m\u00e1s influ\u00eancias espirituais.<\/p>\n<p>O conhecimento, por\u00e9m, n\u00e3o basta por si s\u00f3. A pessoa, independentemente esteja sob jugo obsessivo, precisa aprender a praticar o bem em toda a sua extens\u00e3o: no pensar, no falar e no agir, que, em \u00faltima an\u00e1lise, representam os fundamentos da verdadeira transforma\u00e7\u00e3o moral. A quest\u00e3o moral revela-se, pois, como o fator de extrema relev\u00e2ncia no aprimoramento da personalidade e do car\u00e1ter, sob quaisquer circunst\u00e2ncias. Ainda mais quando a obsess\u00e3o se faz presente.<\/p>\n<p>Neste sentido, o esp\u00edrita consciente prioriza a sua renova\u00e7\u00e3o moral, disponibilizando aos que batem \u00e0s portas da institui\u00e7\u00e3o esp\u00edrita o socorro espiritual do Evangelho de Jesus, revivido no Espiritismo. A renova\u00e7\u00e3o moral foi uma cont\u00ednua preocupa\u00e7\u00e3o de Kardec, desde os seus contatos iniciais com a mensagem esp\u00edrita, como lembra Emmanuel:<\/p>\n<p>O ap\u00f3stolo da Codifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o desconhecia o elevado mandato relativamente aos princ\u00edpios que compilava, e, por isso mesmo, desde a primeira hora, preocupou-se com os impositivos morais de que a Nova Revela\u00e7\u00e3o se reveste, tendo salientado que as consequ\u00eancias do Espiritismo se resumem em melhorar o homem e, por conseguinte, torn\u00e1-lo menos infeliz, pela pr\u00e1tica da mais pura moral evang\u00e9lica.<\/p>\n<p>Sabemos que a retorta n\u00e3o sublima o car\u00e1ter e que a discuss\u00e3o filos\u00f3fica nada tem que ver com caridade e justi\u00e7a [\u2026]. Esp\u00edritos desencarnados aos milh\u00f5es e em todos os graus de intelig\u00eancia enxameiam o mundo, requisitando, tanto quanto os encarnados, o concurso da educa\u00e7\u00e3o. (11)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">Marta Antunes Moura<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fonte: <a href=\"https:\/\/agendaespiritabrasil.com.br\/\">Agenda Esp\u00edrita Brasil<\/a><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">Refer\u00eancias:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(1) THOMAS, L. Clayton. (Coordenador). Dicion\u00e1rio m\u00e9dico enciclop\u00e9dico taber. Trad. de Fernando Gomes do Nascimento. 17 ed. S\u00e3o Paulo: Manole, 2000, p. 1351.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(2) CABRAL, \u00c1lvaro e NICK, Eva. Dicion\u00e1rio t\u00e9cnico de Psicologia. 11 ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 2001, p. 224.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(3) FRANCO, Divaldo P. Plenitude. Pelo Esp\u00edrito Joanna de \u00c2ngelis. 12 ed. Salvador: LEAL, 1994. Cap. 4, p.41-42.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(4) THOMAS, L. Clayton. (Coordenador). Dicion\u00e1rio m\u00e9dico enciclop\u00e9dico taber. Trad. de Fernando Gomes do Nascimento. 17 ed. S\u00e3o Paulo: Manole, 2000, p. 263.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(5) CABRAL, \u00c1lvaro e NICK, Eva. Dicion\u00e1rio t\u00e9cnico de Psicologia. 11 ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 2001, p.51.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(6) VOLTAIRE. Dicion\u00e1rio filos\u00f3fco. Trad. de Ciro Mioranza e Antonio Geraldo da Silva. S\u00e3o Paulo: Editora Escala, 2008, p.127.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(7) KARDEC, Allan. O livro dos esp\u00edritos. Trad. de Evandro Noleto Bezerra. 4 ed. 1 imp. Bras\u00edlia: FEB, 2013, q. 918, p. 394.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(8) THOMAS, L. Clayton. (Coordenador). Dicion\u00e1rio m\u00e9dico enciclop\u00e9dico taber. Trad. de Fernando Gomes do Nascimento. 17 ed. S\u00e3o Paulo: Manole, 2000, p.1320.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(9) http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Neurose. Acesso em 22 de fevereiro de 2014.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(10) KARDEC, Allan. O livro dos m\u00e9diuns. Trad. de Evandro Noleto Bezerra. 2 ed. 1 imp. Bras\u00edlia: FEB, 2013. Cap. 23, it. 237, p. 259.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(11) XAVIER, Francisco C\u00e2ndido. Fonte viva. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 1 ed. 5 imp. Bras\u00edlia: FEB, 2013. Introdu\u00e7\u00e3o (Com Jesus e por Jesus), p.14<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PERSONALIDADE, CAR\u00c1TER E OBSESS\u00c3O Marta Antunes Moura As duas primeiras palavras podem estar relacionadas ao processo obsessivo, sobretudo na manifesta\u00e7\u00e3o de casos mais graves (fascina\u00e7\u00e3o e subjuga\u00e7\u00e3o), assim como ado\u00e7\u00e3o de medidas de preven\u00e7\u00e3o e cura da obsess\u00e3o. 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