{"id":11027,"date":"2021-10-04T10:12:44","date_gmt":"2021-10-04T13:12:44","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=11027"},"modified":"2021-10-04T10:14:00","modified_gmt":"2021-10-04T13:14:00","slug":"diferenca-entre-umbral-e-cidades-trevosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/diferenca-entre-umbral-e-cidades-trevosas\/","title":{"rendered":"Diferen\u00e7a entre Umbral e Cidades Trevosas"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">Diferen\u00e7a entre Umbral e Cidades Trevosas<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Elaine Lopes<\/span><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/9a8ad3_0665d843cc734c169fc1a5d0e8e39f4a~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_538,h_359,al_c,q_90\/9a8ad3_0665d843cc734c169fc1a5d0e8e39f4a~mv2.webp\" width=\"309\" height=\"206\" \/><\/p>\n<p>Inicio o texto trazendo at\u00e9 voc\u00eas a defini\u00e7\u00e3o da palavra Umbral. Segundo o Dicion\u00e1rio Informal, Umbral (2021) tem o seguinte significado: \u201cOmbreira da porta que separa um c\u00f4modo do outro\u201d. Lugar atrav\u00e9s do qual se consegue entrar, ir para o interior de; porta, entrada, limiar. Mas, com rela\u00e7\u00e3o ao texto tratado aqui no atual momento, falaremos sobre o Umbral segundo a Doutrina Esp\u00edrita.<\/p>\n<p>No livro Nosso Lar (XAVIER, 2006), no cap\u00edtulo 12, L\u00edsias explica para Andr\u00e9 Luiz que o <em><span style=\"color: #993300;\">\u201cUmbral come\u00e7a na crosta terrestre, \u00e9 a zona obscura de quantos no mundo n\u00e3o se resolveram a atravessar as portas dos deveres sagrados, a fim de cumpri-los, demorando-se no vale da indecis\u00e3o ou no p\u00e2ntano dos erros numerosos\u201d<\/span><\/em>. Completa dizendo:<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">\u201cTodas as multid\u00f5es de desequilibrados permanecem nas regi\u00f5es nevoentas, que se seguem aos fluidos carnais. Ent\u00e3o sendo assim, o Umbral funciona, portanto, como regi\u00e3o destinada ao esgotamento de res\u00edduos mentais; uma esp\u00e9cie de zona purgatorial, onde se queima a presta\u00e7\u00f5es o material deteriorado das ilus\u00f5es que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma exist\u00eancia terrena\u201d. (XAVIER, 2014).<\/span><\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 no livro Umbral, proje\u00e7\u00f5es mentais, testemunhos e resgate espiritual (GLASER, 2019), o m\u00e9dium Abel Glaser, pelo Esp\u00edrito Cairbar Schutel, nos traz a seguinte defini\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><em>\u201cO Umbral n\u00e3o \u00e9 o inferno, um ambiente subterr\u00e2neo, habitado pelos desencarnados, em completa bagun\u00e7a, al\u00e9m de permeado de sofrimentos infligidos por criaturas diab\u00f3licas, onde se passar\u00e1 o restante da eternidade. Est\u00e1 longe disso. Trata-se de um lugar mais sombrio que as col\u00f4nias espirituais, mas n\u00e3o se trata de um lugar de tortura proposital de Esp\u00edritos conduzida por outros Esp\u00edritos designados para isso, como a aleg\u00f3rica imagem do inferno retratado por outros entendimentos filos\u00f3ficos ou religiosos.\u201d (GLASER, 2019).<\/em><\/span><\/p>\n<p>O Espiritismo aponta o Umbral como uma zona vibrat\u00f3ria espec\u00edfica, que congrega muitos desencarnados sofredores, mas sem criaturas diab\u00f3licas para praticar torturas sem medidas. Trata-se de um cen\u00e1rio l\u00fagubre, pois inspira tristeza e dor, sentimentos emanados dos pr\u00f3prios Esp\u00edritos que ali habitam transitoriamente.<\/p>\n<p>Allan Kardec (2018), no livro O C\u00e9u e o Inferno, nos diz:<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">\u201cO Evangelho n\u00e3o faz men\u00e7\u00e3o alguma do purgat\u00f3rio, que s\u00f3 foi admitido pela igreja no ano de 593. \u00c9 incontestavelmente um dogma mais racional e mais conforme com a justi\u00e7a de Deus que o inferno, porque estabelece penas menos rigorosas e resgat\u00e1veis para as faltas de gravidade mediana, o princ\u00edpio do purgat\u00f3rio funda-se na equidade, pois \u00e9 a deten\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria a concorrer com a perp\u00e9tua condena\u00e7\u00e3o, que julgar de um pa\u00eds que s\u00f3 tivesse a pena de morte para todos os delitos?\u201d (KARDEC, 2018).<\/span><\/em><\/p>\n<p>O Espiritismo n\u00e3o nega, mas confirma a penalidade futura; o que ele destr\u00f3i \u00e9 o inferno localizado com suas fornalhas e penas irremiss\u00edveis.<\/p>\n<p>No Livro dos Esp\u00edritos (KARDEC, 2018), na pergunta 1.012, Allan Kardec pergunta aos Esp\u00edritos: Haver\u00e1 no Universo lugares circunscritos para penas e gozos dos Esp\u00edritos, segundo seus merecimentos?<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">\u201cJ\u00e1 respondemos a esta pergunta. As penas e os gozos s\u00e3o inerentes ao grau de perfei\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos. Cada um tira de si mesmo o princ\u00edpio de sua felicidade ou de sua desgra\u00e7a. E como eles est\u00e3o por toda parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado existe especialmente destinados a uma ou outra coisa. Quanto aos encarnados, esses s\u00e3o mais ou menos adiantado o mundo que habitam\u201d. (KARDEC, 2018).<\/span><\/em><\/p>\n<p>Allan Kardec continua: \u201cDe acordo ent\u00e3o, com que vindes de dizer, o inferno e o para\u00edso n\u00e3o existem, tais como o homem os imagina?\u201d<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">\u201cS\u00e3o simples alegorias: por toda parte h\u00e1 Esp\u00edritos ditosos e inditosos. Entretanto, conforme tamb\u00e9m j\u00e1 dissemos, os Esp\u00edritos de uma mesma ordem se re\u00fanem por simpatia, mas podem reunir-se onde queiram, quando s\u00e3o perfeitos\u201c.<\/span><\/em><\/p>\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o absoluta das regi\u00f5es das penas e das recompensas s\u00f3 na imagina\u00e7\u00e3o do homem existe. Prov\u00e9m da sua tend\u00eancia a materializar e circunscrever as coisas, cuja ess\u00eancia infinita n\u00e3o lhe \u00e9 poss\u00edvel compreender.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, devemos deixar bem claro aqui que o Umbral \u00e9 uma regi\u00e3o flu\u00eddica, como todo ambiente espiritual, e os desencarnados habitantes desse local influem, e muito, nesse ambiente, atrav\u00e9s de suas emana\u00e7\u00f5es mentais, muitas das vezes em desequil\u00edbrio. Devemos deixar claro tamb\u00e9m que n\u00e3o ficar\u00e3o nesse lugar para sempre, mas o tempo suficiente para se depurar de toda sujidade trazida da encarna\u00e7\u00e3o em que viveram de um modo arbitr\u00e1rio anteriormente, principalmente tratando dos seus fluidos mentais e do seu perisp\u00edrito.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diferen\u00e7a de Umbral e Cidades Trevosas, ela se d\u00e1 da seguinte maneira: pense no Umbral como uma Cidade e nas Cidades Trevosas como um bairro, mantendo suas conjun\u00e7\u00f5es, suas caracter\u00edsticas herdadas pelo meio social e pela comunidade ali existente. Pense no Umbral como uma cidade onde se tem prefeitos, vereadores e seus subordinados em seus relativos cargos. J\u00e1 as Cidades Umbralinas t\u00eam seus representantes, aqueles que s\u00e3o respons\u00e1veis para que tudo corra bem e dentro da ordem estabelecida pelos elos maiores, a quem devem obedi\u00eancia. Vemos aqui, ent\u00e3o, que muito se assemelha a uma cidade no plano f\u00edsico.<\/p>\n<p>Em Guerra No Al\u00e9m &#8211; Intera\u00e7\u00e3o entre os dois Planos da Vida (GLASER, 2010), vemos o seguinte:<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">\u201cAs comunidades se formam, pois, tamb\u00e9m em zonas Umbralinas. A partir e em fun\u00e7\u00e3o delas surgem os l\u00edderes e os grupos dirigentes. Estruturam-se estas cidades tal como as existentes no plano f\u00edsico, visto que os Esp\u00edritos, quando desencarnados, carregam consigo a mem\u00f3ria de suas \u00faltimas viv\u00eancias na crosta. Tudo depende do grau evolutivo atingido pelos Esp\u00edritos. Os mais embrutecidos raramente aceitam viver em grupo, pois falta-lhes qualquer senso de disciplina e obedi\u00eancia. Por outro lado, Esp\u00edritos mais esclarecidos e inteligentes, embora norteiem seus atos ao mal, buscam formar organiza\u00e7\u00f5es para conviver, tais como cidades ou vilas\u201d. (GLASER, 2010).<\/span><\/em><\/p>\n<p>Nessas Cidades Umbralinas, al\u00e9m de haver uma organiza\u00e7\u00e3o assim como no plano f\u00edsico, os Esp\u00edritos dividem-se tamb\u00e9m por graus de superioridade, desde os mais embrutecidos aos mais inteligentes e organizados. Nessa cidade, h\u00e1 tamb\u00e9m muitas formas de organiza\u00e7\u00e3o, existe rivalidade, e grupos inimigos lutam entre si, visando alcan\u00e7ar a hegemonia de uns sobre os outros, al\u00e9m de buscar atacar cidades espirituais evolu\u00eddas e seus Postos de Socorro. Outra de suas atividades \u00e9 acompanhar de perto a vida dos encarnados. As constru\u00e7\u00f5es edificadas em zonas do Umbral, erguidas com mat\u00e9ria-prima rudimentar, encontrada nessa regi\u00e3o, buscam espelhar-se naquelas existentes na crosta terrestre, apesar de n\u00e3o o conseguirem plenamente, tornando-se meras caricaturas, geralmente disformes.<\/p>\n<p>No livro Mem\u00f3rias de Um Suicida (PEREIRA 1982), a m\u00e9dium Yvone do Amaral Pereira, atrav\u00e9s do relato do Esp\u00edrito Camilo, vem nos relatar um pouco sobre a vibra\u00e7\u00e3o e a for\u00e7a mental, elementos primordiais para se criar o ambiente e as Cidades Umbralinas. O Esp\u00edrito comunicante relata que:<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">\u201ccada um de n\u00f3s vibrando violentamente e retendo com as for\u00e7as mentais o momento atroz em que nos suicidamos, cri\u00e1vamos os cen\u00e1rios e respectivas cenas que viv\u00earamos em nossos derradeiros momentos de homens terrestres, tais cenas, refletidas ao redor de cada um, levavam \u00e0 confus\u00e3o a localidade, espalhavam trag\u00e9dia e inferno por toda parte, seviciando de afli\u00e7\u00f5es superlativas os desgra\u00e7ados prisioneiros\u201d. (PEREIRA, 1982).<\/span><\/em><\/p>\n<p>O Umbral \u00e9 um lugar de passagem. Lembremos que nem s\u00f3 os suicidas v\u00e3o para o Umbral, e, como j\u00e1 dissemos anteriormente, para l\u00e1 ir\u00e3o todos aqueles que tenham necessidade de se depurarem, se limparem, aumentarem suas vibra\u00e7\u00f5es e assim se tornarem mais leves para, a partir desse ponto, serem socorridos pela equipe espiritual e receberem os tratamentos necess\u00e1rios de suas chagas causadas por eles mesmos atrav\u00e9s de suas liga\u00e7\u00f5es mentais deturpadas.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Elaine Lopes<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.letraespirita.blog.br\/single-post\/diferen%C3%A7aentreumbralecidadestrevosas\">Blog Letra Esp\u00edrita<\/a><\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<ul>\n<li>GLASER, Abel, Guerra no Al\u00e9m &#8211; intera\u00e7\u00e3o entre os dois planos da vida. 1ed. Mat\u00e3o: Casa Editora O Clarim, 2010.<\/li>\n<li>GLASER, Abel. UMBRAL; proje\u00e7\u00f5es mentais, testemunhos e resgate espiritual. 1ed. Mat\u00e3o: Casa Editora O Clarim, 2019.<\/li>\n<li>KARDEC. Allan Kardec. O C\u00e9u e o Inferno. Tradu\u00e7\u00e3o de Matheus Rodrigues de Camargo. 1ed.eletr\u00f4nica. Capivari: Editora EME, 2018.<\/li>\n<li>KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. Tradu\u00e7\u00e3o de Matheus Rodrigues de Camargo. 1ed.eletr\u00f4nica. Capivari: Editora EME, 2018.<\/li>\n<li>PEREIRA, Yvone do Amaral. Mem\u00f3rias de um suicida. Esp\u00edrito Camilo C\u00e2ndido Botelho. Edi\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica. Rio de Janeiro: Editora FEB,1982.<\/li>\n<li>UMBRAL. Dicion\u00e1rio informal. Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/www.dicionarioinformal.com.br\/umbral\/.\"> https:\/\/www.dicionarioinformal.com.br\/umbral\/.<\/a> Acesso em 26 abr. 2021.<\/li>\n<li>XAVIER, Francisco C\u00e2ndido. Nosso lar. Pelo Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz. 56. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diferen\u00e7a entre Umbral e Cidades Trevosas Elaine Lopes Inicio o texto trazendo at\u00e9 voc\u00eas a defini\u00e7\u00e3o da palavra Umbral. Segundo o Dicion\u00e1rio Informal, Umbral (2021) tem o seguinte significado: \u201cOmbreira da porta que separa um c\u00f4modo do outro\u201d. 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