{"id":11159,"date":"2021-11-12T06:34:46","date_gmt":"2021-11-12T09:34:46","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=11159"},"modified":"2021-11-12T06:34:46","modified_gmt":"2021-11-12T09:34:46","slug":"jesus-modelo-e-guia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/jesus-modelo-e-guia\/","title":{"rendered":"JESUS, MODELO E GUIA"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">Jesus, Modelo e Guia<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Luiz Juli\u00e3o Ribeiro<\/span><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/a\/AVvXsEg6kOefRZx16RAhZMrF-CezBq4Wxi-8O81Cq-OcVsc0sObIae8pFg-f5RIyzJQvW35DyBy0mlk5oQe4B5eoWW_rWEHlUIuLyGGMr3B28bawSOD0IVjxiA5r2CEQc8YOyo4IpL59KIMfgKi2oMIuci453qUkfpqZZgFO4bffoFynoEHfz_cvgg=w640-h360\" width=\"364\" height=\"205\" \/><\/p>\n<p>Emmanuel, na mensagem intitulada Hegemonia de Jesus, no livro Caminho, Verdade e Vida, pela psicografia de Francisco C. Xavier, nos esclarece:<\/p>\n<p>Antes de Abra\u00e3o, ou precedendo os grandes vultos da sabedoria e do amor na Hist\u00f3ria mundial, o Cristo j\u00e1 era o luminoso centro das realiza\u00e7\u00f5es humanas. De sua miseric\u00f3rdia partiram os mission\u00e1rios da luz que, lan\u00e7ados ao movimento da evolu\u00e7\u00e3o terrestre, cumpriram mais ou menos bem, a tarefa redentora que lhes competia entre as criaturas, antecedendo as eternas edifica\u00e7\u00f5es do Evangelho. (XAVIER, 2016b).<\/p>\n<p>Pelo menos parte da Humanidade ainda n\u00e3o compreendeu que a Natureza n\u00e3o se autoconstr\u00f3i e n\u00e3o se administra a si mesma e que uma obra desse jaez n\u00e3o pode prescindir de um construtor, mantenedor e administrador que corresponda \u00e0 sua real magnitude.<\/p>\n<p>Na monumental obra A Caminho da Luz, Emmanuel, mais uma vez pela psicografia mission\u00e1ria de Chico Xavier, enfatiza a inigual\u00e1vel miss\u00e3o de Jesus Cristo, por determina\u00e7\u00e3o direta de Deus, junto ao nosso planeta Terra, incumbindo o Divino Mestre de promover n\u00e3o s\u00f3 a cria\u00e7\u00e3o desta bela morada, mas sua condu\u00e7\u00e3o ao seu supremo e fatal destino de mundo celeste ou divino, quando ser\u00e1 habitado por Esp\u00edritos puros, que poderemos ser n\u00f3s mesmos (XAVIER, 2016a).<\/p>\n<p>Assim, dentro do contexto dessa singela reflex\u00e3o, podemos conceituar modelo como aquele ou aquilo que deve ser imitado por representar a express\u00e3o de perfei\u00e7\u00e3o que se pode almejar, e guia como o que deve ser seguido porque conhece, sem erros, o caminho reto a ser percorrido; j\u00e1 o exemplo \u00e9 aquele ou aquilo que serve de aprendizado, por evidenciar ora o erro ora o acerto e por isso mesmo constitui advert\u00eancia ou refer\u00eancia relevante para os aprendizes.<\/p>\n<p>Todos os ap\u00f3stolos de Jesus s\u00e3o exemplos vivos deixados para a Humanidade, n\u00e3o s\u00f3 por terem convivido diretamente com o Cristo, mas porque vieram \u00e0 Terra devidamente preparados para a elevad\u00edssima miss\u00e3o de contribu\u00edrem direta e decisivamente com a semeadura da mais importante mensagem de amor e sabedoria que Deus enviou ao orbe: a mensagem crist\u00e3.<\/p>\n<p>Entretanto, iremos nos referir \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de apenas um deles, o intr\u00e9pido Ap\u00f3stolo Pedro, cujos atos diante de Jesus constituem li\u00e7\u00f5es grandiosas para as nossas mais profundas e prof\u00edcuas reflex\u00f5es.<\/p>\n<p>Narra-nos o Evangelista Mateus (16:13 a 23) sobre aquele momento em que Jesus, pela primeira vez, anunciou que iria ser perseguido pelos anci\u00e3os, pelos pr\u00edncipes dos sacerdotes e pelos escribas, quando ent\u00e3o seria preso e morto, mas enfatizando que ressuscitaria ao terceiro dia.<\/p>\n<p>Pedro indignou-se com tal revela\u00e7\u00e3o, para ele absurda, e protestou com veem\u00eancia, dizendo: &#8220;Que Deus n\u00e3o permita isso, Senhor! Isso n\u00e3o te acontecer\u00e1!&#8221; (Mateus, 16:22).<\/p>\n<p>&#8220;Mas Jesus, voltando-se para ele, disse-lhe: Afasta-te, Satan\u00e1s, tu \u00e9s para mim um esc\u00e2ndalo; teus pensamentos n\u00e3o s\u00e3o de Deus, mas dos homens!&#8221; (Mateus, 16:23).<\/p>\n<p>Extrai-se dessa passagem a li\u00e7\u00e3o de que Pedro, diante da gravidade do inesperado an\u00fancio, agiu com sincero, mas limitado impulso de vis\u00e3o humana, como de ordin\u00e1rio ainda fazemos, n\u00e3o vislumbrando os elevados ausp\u00edcios espirituais, tanto assim que Jesus decretou: &#8220;teus pensamentos n\u00e3o s\u00e3o de Deus, mas dos homens&#8221;.<\/p>\n<p>Os dias transcorreram e, naquela inesquec\u00edvel noite de quinta-feira, quando Jesus efetivamente foi preso no Monte das Oliveiras, realizou Ele, antes de sua pris\u00e3o, um encontro de despedida, compartilhando com seus ap\u00f3stolos uma ceia muito mais espiritual do que material, durante a qual ministrou seus \u00faltimos ensinamentos, entre os quais o da humildade, e o fez lavando os p\u00e9s de seus seguidores e enxugando um a um com uma toalha com a qual se cingia.<\/p>\n<p>Registram as Escrituras que por fim chegou a vez de Pedro, que tudo observava sem nada compreender e, por isso mesmo, recusou com veem\u00eancia que o Mestre lhe lavasse os p\u00e9s, conforme consta no Evangelho de Jo\u00e3o, (13:6 a 9):<\/p>\n<p>Chegou a Sim\u00e3o Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os p\u00e9s! Respondeu-lhe Jesus: O que fa\u00e7o n\u00e3o compreendes agora, mas compreend\u00ea-lo-\u00e1s em breve. Disse-lhe Pedro: Jamais me lavar\u00e1s os p\u00e9s!&#8230; Respondeu-lhe Jesus: Se eu n\u00e3o os lavar, n\u00e3o ter\u00e1s parte comigo&#8230;<\/p>\n<p>Observa-se que, para Pedro, a pr\u00e1tica da humildade era uma atitude indigna, aviltante, humilhante e inconceb\u00edvel, por ser, em sua compreens\u00e3o espiritual, injusta, como ainda hoje muitos de n\u00f3s concebemos.<\/p>\n<p>Salienta-se nessa passagem que o Mestre, na sua celestial sabedoria, inverte as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e, em vez de pedir que lhe lavem os p\u00e9s, apresenta o modelo de perfei\u00e7\u00e3o e humildade, servindo a todos.<\/p>\n<p>Escreveu o Evangelista Lucas (22:31 a 34) que, no transcurso da mesma Ceia, Pedro asseverou enf\u00e1tico que estava pronto para ser preso e at\u00e9 mesmo morto em companhia de Jesus, nos seguintes termos:<\/p>\n<p>Sim\u00e3o, Sim\u00e3o, eis que Satan\u00e1s vos reclama para vos peneirar como um trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua confian\u00e7a n\u00e3o desfale\u00e7a; e tu, por tua vez, confirma os teus irm\u00e3os. Pedro disse-lhe: Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a pris\u00e3o quanto para a morte. Jesus respondeu-lhe: Digo-te, Pedro, n\u00e3o cantar\u00e1 hoje o galo, at\u00e9 que tr\u00eas vezes hajas negado que me conheces.<\/p>\n<p>Sabe-se que logo ap\u00f3s, quando interpelado por funcion\u00e1rios do pal\u00e1cio do sumo sacerdote Caif\u00e1s, Pedro efetivamente negou por tr\u00eas vezes que conhecesse o Cristo ou fizesse parte de seu grupo e, ao ouvir o canto do galo, lembrou-se da s\u00e1bia advert\u00eancia e deixou o pal\u00e1cio chorando amargamente, reconhecendo seu momento de fraqueza.<\/p>\n<p>J\u00e1 tinha terminado a ceia e Jesus se encontrava agora no Monte das Oliveiras, na parte onde havia um jardim, em companhia de onze dos seus disc\u00edpulos, com exce\u00e7\u00e3o de Judas Iscariotes, que havia ido ao encontro das autoridades de Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>Jesus realizou sucessivas ora\u00e7\u00f5es, sabedor que era de que havia chegado o momento de sacrificar sua integridade moral e a pr\u00f3pria vida por amor \u00e0 Humanidade.<\/p>\n<p>Aguardava jubiloso, quando se ouviu o burburinho da multid\u00e3o de servos, guardas e autoridades que se aproximavam euf\u00f3ricos e fortemente armados para executar a nefasta pris\u00e3o.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Jesus protesta, n\u00e3o contra a pris\u00e3o, mas por causa do aparato b\u00e9lico utilizado para prend\u00ea-lo, conforme narrado por Lucas (22:52 e 53):<\/p>\n<p>Sa\u00edstes armados de espadas e varapaus, como se vi\u00e9sseis contra um ladr\u00e3o. Entretanto, eu estava todos os dias convosco no templo, e n\u00e3o estendestes as m\u00e3os contra mim; mas esta \u00e9 a vossa hora e o poder das trevas.<\/p>\n<p>Pedro surpreende e d\u00e1 o seu testemunho de coragem, lealdade e amor ao Mestre, sacando da espada e partindo para a luta, em leg\u00edtima defesa do Divino Cordeiro, assim narrado o epis\u00f3dio por Jo\u00e3o (18:10 a 12):<\/p>\n<p>Sim\u00e3o Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! N\u00e3o irei beber eu o c\u00e1lice que o Pai me deu? Ent\u00e3o a corte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram.<\/p>\n<p>Com isso, Jesus primeiramente evitou uma trag\u00e9dia de enormes propor\u00e7\u00f5es, uma vez que Pedro, com a sua impetuosidade e demonstra\u00e7\u00e3o de coragem humana, havia deflagrado a batalha sangrenta. Al\u00e9m disso, Jesus apresentava a outra face, a do perd\u00e3o e da coragem espiritual, como alicerces insubstitu\u00edveis da paz.<\/p>\n<p>Observa-se que o grande ap\u00f3stolo sempre foi sincero, quando dizia que estava preparado para morrer junto com o Mestre, mas fica claro que ainda n\u00e3o estava preparado para viver com Ele, renunciando \u00e0 pr\u00f3pria vida, uma vez que necessitava a todo tempo de sua amorosa prote\u00e7\u00e3o, como de resto todos n\u00f3s ainda carecemos dela profundamente.<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que Jesus, o enviado de Deus, em momento algum utilizou da viol\u00eancia para se defender e jamais autorizou que algu\u00e9m o fizesse, considerando que aquele que ensinou a amar os inimigos s\u00f3 se utiliza de uma \u00fanica arma: o amor.<\/p>\n<p>Sabemos que a miss\u00e3o de Jesus era eminentemente espiritual, pois representava a presen\u00e7a de Deus entre n\u00f3s, bem como de seus auxiliares diretos, os ap\u00f3stolos, os quais, j\u00e1 \u00e0quela \u00e9poca, eram Esp\u00edritos devidamente preparados para o celestial mister.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito da real posi\u00e7\u00e3o espiritual dos colaboradores mais diretos de Jesus, quando de suas miss\u00f5es entre n\u00f3s, o Esp\u00edrito Emmanuel, na monumental obra Paulo e Est\u00eav\u00e3o, psicografada pelo n\u00e3o menos ap\u00f3stolo de Jesus, Francisco C\u00e2ndido Xavier, no cap\u00edtulo 8, intitulado O mart\u00edrio em Jerusal\u00e9m, revela a conclus\u00e3o a que chegou o Ap\u00f3stolo dos Gentios, Paulo de Tarso, no que concerne aos Ap\u00f3stolos do Cristo, nos termos seguintes:<\/p>\n<p>A palavra de Tiago toava imantada de bondade e sabedoria e valia por consoladora revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os galileus eram muito mais s\u00e1bios que qualquer dos rabinos mais cultos de Jerusal\u00e9m. Ele, que chegara ao mundo religioso por interm\u00e9dio de escolas famosas, que tivera sempre, na mocidade, a inspira\u00e7\u00e3o de um Gamaliel, admirava agora aqueles homens aparentemente r\u00fasticos, vindos das choupanas de pesca, que, em Jerusal\u00e9m, alcan\u00e7avam inesquec\u00edveis vit\u00f3rias intelectuais, somente porque sabiam calar quando oportuno, aliando \u00e0 experi\u00eancia da vida uma enorme express\u00e3o de bondade e ren\u00fancia, \u00e0 fei\u00e7\u00e3o do Divino Mestre. (XAVIER, 2017; grifo nosso).<\/p>\n<p>Depois das irretoc\u00e1veis palavras do escolhido de Jesus para disseminar o seu Evangelho na \u00c1sia, acerca da grandeza espiritual dos ap\u00f3stolos, resta-nos apenas mergulhar no oceano do sil\u00eancio, para melhor refletir sobre tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">Luiz Juli\u00e3o Ribeiro<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #993300;\">Revista Reformador &#8211; Setembro 2017<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Fonte:<\/span> <a href=\"https:\/\/gecasadocaminhosv.blogspot.com\/2021\/11\/jesus-modelo-e-guia-luiz-juliao-ribeiro.html\">G.E. Casa do Caminho de S\u00e3o Vicente<\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Refer\u00eancias:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\">KARDEC, Allan. O evangelho segundo o Espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 131. ed. 8. imp. (Edi\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica). Bras\u00edlia: FEB 2017. cap. 3, its. 3 e 19.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">XAVIER, Francisco C. A caminho da luz. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 38. ed. 5. imp. Bras\u00edlia: FEB, 2016a. cap. 1 \u2013 A g\u00eanese planet\u00e1ria.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">Caminho, verdade e vida. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 1. ed. 11. imp. Bras\u00edlia. FEB, 2016b. cap. 133.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 45. ed. 11. imp. Bras\u00edlia: FEB. 2017. Pt. 2.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus, Modelo e Guia Luiz Juli\u00e3o Ribeiro Emmanuel, na mensagem intitulada Hegemonia de Jesus, no livro Caminho, Verdade e Vida, pela psicografia de Francisco C. 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