{"id":1137,"date":"2013-06-15T22:03:51","date_gmt":"2013-06-16T01:03:51","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=1137"},"modified":"2013-06-15T22:03:51","modified_gmt":"2013-06-16T01:03:51","slug":"aspectos-neurologicos-dos-fenomenos-misticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/aspectos-neurologicos-dos-fenomenos-misticos\/","title":{"rendered":"Aspectos Neurol\u00f3gicos dos  Fen\u00f4menos M\u00edsticos"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><a href=\"mailto:lfacure@uol.com.br\">Nubor Orlando Facure<\/a><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O saber, em termos de conhecimento adquirido pela humanidade, numa vis\u00e3o te\u00f3rica e simplificada, pode ser apreendido a partir de tr\u00eas vertentes principais, atrav\u00e9s da viv\u00eancia do cotidiano, na qual o homem vai se tornando s\u00e1bio \u00e0 medida em que os percal\u00e7os da experi\u00eancia humana v\u00e3o lhe permitindo distinguir o certo do errado, o pior do melhor e, da\u00ed em diante, fazer melhores escolhas para seu conforto e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A segunda fonte de ac\u00famulo de saber \u00e9 fornecida pelo cientista que, atuando no mundo f\u00edsico, vai desenvolvendo as teorias do conhecimento cient\u00edfico que, de maneira sistematizada, as suas experi\u00eancias v\u00e3o confirmando.<\/p>\n<p>Finalmente, aprendemos pelas\u00a0 revela\u00e7\u00f5es\u00a0 transcendentes de m\u00edsticos, cuja consci\u00eancia sobrepassa a realidade f\u00edsica objetiva para se inteirar, subjetivamente, de verdades novas e predizer resultados que n\u00e3o dependem da experi\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n<p>Com base na fisiologia cerebral podemos discutir as poss\u00edveis implica\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas da experi\u00eancia m\u00edstica. Temos a impress\u00e3o de que esta viv\u00eancia transcendente \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o pouco explorada do nosso inconsciente.<\/p>\n<p>Freud e Jung investigaram profundamente o psiquismo humano atrav\u00e9s da psican\u00e1lise mergulhando no inconsciente individual e coletivo.<\/p>\n<p>A internaliza\u00e7\u00e3o daqueles nossos desejos, que n\u00e3o puderam se manifestar como express\u00e3o de um prazer ilimitado, criaram um mundo interior em permanente ebuli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No cotidiano de nossas vidas, a express\u00e3o dos nossos atos corriqueiros ou aqueles meticulosamente elaborados pelas nossas decis\u00f5es racionais, est\u00e3o contaminados pelas inten\u00e7\u00f5es disfar\u00e7adas daqueles desejos inconscientes reprimidos.<\/p>\n<p>Os conflitos e traumas emocionais marcam profundamente o texto ps\u00edquico deste inconsciente.<\/p>\n<p>O pai de uma adolescente entra em crise explosiva de raiva quando esta lhe comunica que se inscreveu no vestibular de psicologia.<\/p>\n<p>Ela se afasta chocada, confusa e sem argumentos. Os dois n\u00e3o se lembram que anos antes, ao se candidatar a um emprego, o pai foi eliminado justamente nos testes psicol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Outros in\u00fameros exemplos poderiam ser levantados para ilustrar a din\u00e2mica da for\u00e7a do inconsciente.<\/p>\n<p>Na atualidade, os neurocientistas, reacenderam seus interesses para a intera\u00e7\u00e3o c\u00e9rebro-mente e, desde ent\u00e3o, o papel do inconsciente, do ponto de vista neurol\u00f3gico vem merecendo destaque com aspectos diversos do inconsciente Freudiano.<\/p>\n<p>Tentando fazer uma an\u00e1lise did\u00e1tica deste \u201cinconsciente neurol\u00f3gico\u201d abordaremos dois \u201ccortes\u201d funcionais da atividade cerebral para nossa argumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Analisaremos a fisiologia dos gestos motores e de algumas atividades cognitivas.<\/p>\n<p>Nestes dois m\u00f3dulos, poderemos registrar a participa\u00e7\u00e3o ativa da consci\u00eancia ao lado de um conte\u00fado tanto gestual, quanto intelectual inconsciente que a gente mal se d\u00e1 conta do seu envolvimento.<\/p>\n<p>Cada ato motor se manifesta como atitude reflexa, autom\u00e1tica ou volunt\u00e1ria estando hierarquizados tanto anat\u00f4mica como fisiologicamente.\u00a0\u00a0 Estes tr\u00eas componentes interagem em conjunto em qualquer um dos nossos gestos, embora, possamos exemplific\u00e1-los isoladamente. Quando um cisco nos atinge os olhos, n\u00f3s piscamos as p\u00e1lpebras numa atitude reflexa. Ao caminharmos, ao mastigarmos um alimento e ao deglutirmos um gole de \u00e1gua estamos fazendo movimentos puramente autom\u00e1ticos previamente aprendido. Ao erguermos a m\u00e3o para tocar e apanhar um objeto utilizamos os neur\u00f4nios de atividade volunt\u00e1ria.<\/p>\n<p>O ato volunt\u00e1rio \u00e9 intencional e consciente ao passo que os gestos reflexos e os movimentos autom\u00e1ticos s\u00e3o essencialmente inconscientes.<\/p>\n<p>No decurso de nossas atividades cotidianas estamos continuamente sob dom\u00ednio inconsciente, remexendo as m\u00e3os, movimentando os bra\u00e7os, mudando nossas posturas corporais ou expressando uma m\u00edmica que refor\u00e7a com gestos nossa linguagem com palavras.<\/p>\n<p>Esta constela\u00e7\u00e3o de gestos, que freq\u00fcentemente estigmatizam nosso modo de ser, s\u00e3o realizados inconscientemente. A maioria de n\u00f3s \u00e9, \u00e0s vezes, mais reconhecido pelos seus\u00a0 atos motores inconscientes, pelos seus trejeitos, pelas suas express\u00f5es sisudas ou extrovertidas, do que pelo seu pr\u00f3prio nome.<\/p>\n<p>Nossos gestos inconscientes falam uma linguagem que nossos filhos e nossos amigos captam com facilidade. Eles extrapolam nossas inten\u00e7\u00f5es declaradas porque traduzem de maneira muito forte nosso estado de humor.<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00f5es motoras complexas ficam organizadas em nosso c\u00e9rebro depois de um processo de aprendizado. O ato de vestir ou de amarrar os cord\u00f5es do sapato s\u00e3o bons exemplos destes atos pr\u00e1xicos. Inicialmente, passamos por uma certa dificuldade em aprend\u00ea-los e realiz\u00e1-los corretamente.<\/p>\n<p>Nesta fase, cada etapa de gestos \u00e9 feita conscientemente exigindo algum esfor\u00e7o mental. Depois, aprendida a sucess\u00e3o de gestos que comp\u00f5em o ato pretendido, a programa\u00e7\u00e3o motora passa a ser feita com facilidade e compet\u00eancia. Aos cinco anos de idade j\u00e1 amarramos o t\u00eanis ou vestimos a camisa como qualquer adulto.<\/p>\n<p>Uma prova de que este programa motor nos orienta inconscientemente pode ser sentida ao nos dirigirmos correndo a uma escada rolante sem sabermos que ela est\u00e1 parada. Vamos atingi-la andando \u201cmentalmente\u201d e, por alguns segundos, continuaremos a caminhar no mesmo passo, embora, contrariados, tenhamos que galgar seus degraus passo a passo.<\/p>\n<p>Podemos, tamb\u00e9m, realizar testes simples para registrarmos esta programa\u00e7\u00e3o motora inconsciente. Colocando uma folha de papel no ch\u00e3o pedimos para algu\u00e9m caminhar de um lado para outro, mas, sempre que passar pelo papel ter\u00e1 que pis\u00e1-lo. Independente da velocidade do caminhar ou da dire\u00e7\u00e3o que ele der \u00e0 marcha, ser\u00e1 sempre poss\u00edvel acertar o alvo, pisando o papel no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Fiz isto com meu neto de tr\u00eas anos, pedindo que ele, correndo, pisasse num inseto que coloquei no ch\u00e3o. Com as perninhas titubeantes ele optou por pegar o bichinho com as m\u00e3os.<\/p>\n<p>As fun\u00e7\u00f5es cognitivas compreendem a linguagem, a aten\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria, entre outras. Elas nos permitem interagirmos com o mundo exterior de maneira consciente.<\/p>\n<p>Por outro lado, certas atividades complexas nesta \u00e1rea s\u00e3o puramente inconscientes e, curiosamente, fundamentais para nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p>S\u00e3o exemplos marcantes a configura\u00e7\u00e3o da nossa imagem corporal e a no\u00e7\u00e3o inconsciente do Eu.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a ao se desenvolver, expressando sua intensa atividade motora, gesticulando no espa\u00e7o, tocando seu corpo e alcan\u00e7ando os objetos ao seu alcance, vai organizando sua imagem corporal e a perspectiva espacial do ambiente onde se movimenta.<\/p>\n<p>A partir de um ano de idade, vamos aprendendo a andar com nossas pr\u00f3prias pernas e, ao andarmos, vamos nos locomovendo entre os m\u00f3veis de uma sala, descobrindo a largueza ou a estreiteza de caminhos por onde transita nosso corpo, sem atropelos.<\/p>\n<p>Em qualquer ambiente, dispomos da precis\u00e3o das nossas propor\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o aos objetos presentes no espa\u00e7o por onde nos deslocamos.<\/p>\n<p>A imagem corporal inclui, tamb\u00e9m, o alcance e a dire\u00e7\u00e3o do nosso olhar, conjugado com nossos gestos. S\u00f3 assim, conseguimos estender a m\u00e3o para alcan\u00e7armos um objeto.<\/p>\n<p>Com a no\u00e7\u00e3o de imagem corporal deduzimos que nossa mente se estende al\u00e9m dos limites do c\u00e9rebro. O desenvolvimento da crian\u00e7a se acompanha de um reconhecimento corporal por inteiro. Com gestos ela vai se inteirando das partes que comp\u00f5e seu corpo e das dimens\u00f5es do espa\u00e7o que a envolve. O processo \u00e9 lento, dura anos, mas, \u00e9 exatamente como algu\u00e9m que vai aos poucos se incorporando de uma vestimenta nova, complexa e cheia de recursos.<\/p>\n<p>A mente se instrumentaliza do c\u00e9rebro para atuar no meio exterior, mas, psiquicamente ela preenche todo o corpo. E, curiosamente, a observa\u00e7\u00e3o corriqueira mostra que, inclusive,\u00a0 nossas vestes, fazem parte deste \u201ccorpo mental\u201d que nossa imagem corporal idealiza. A personalidade se expressa na maneira de cada um se vestir.<\/p>\n<p>Psiquicamente\u00a0 n\u00f3s nos \u201cenxergamos\u201d dentro de um espa\u00e7o f\u00edsico cujos limites percebemos inconscientemente e exteriorizamos para al\u00e9m das dimens\u00f5es do nosso corpo, a influ\u00eancia da nossa mente. O ambiente\u00a0 pr\u00f3ximo de onde nos acomodamos constr\u00f3i uma \u201cpsicosfera\u201d onde se faz sentir as oscila\u00e7\u00f5es do nosso psiquismo.<\/p>\n<p>Cada um de n\u00f3s tem no\u00e7\u00e3o exata da sua individualidade mesmo reconhecendo nossa incapacidade de dominar por inteiro as atividades do nosso organismo. Temos sistemas de controle aut\u00f4nomo para nossas atividades viscerais e que independem da vigil\u00e2ncia da nossa vontade.<\/p>\n<p>Assim, podemos respirar normalmente sem qualquer comando para os nossos pulm\u00f5es. Da mesma maneira, bate o cora\u00e7\u00e3o e circula nosso sangue sem o controle da nossa vontade.<\/p>\n<p>Outro \u201ccontrole\u201d mental inconsciente atua flexibilizando a contratura ou o relaxamento de grupos musculares que mant\u00e9m nossa postura corporal. Sem ele n\u00f3s andar\u00edamos r\u00edgidos e robotizados ou desmantelar\u00edamos como bonecos de pano.<\/p>\n<p>H\u00e1 por\u00e9m, dentro deste mosaico de fun\u00e7\u00f5es da mente, um fator integrador da nossa individualidade que \u00e9 nossa consci\u00eancia do Eu.<\/p>\n<p>Cada um de n\u00f3s tem a posse dos seus \u00f3rg\u00e3os, das suas pernas, das suas m\u00e3os, do seu cora\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo dos seus sentimentos, das suas emo\u00e7\u00f5es e da pr\u00f3pria consci\u00eancia. Por\u00e9m, nenhuma destas partes \u00e9 a ess\u00eancia de si mesmo. O Eu \u00e9 nossa pr\u00f3pria individualidade personalizada e , mesmo sem sabermos claramente o que Ele \u00e9, podemos ter a consci\u00eancia de que somos Ele.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante percebermos que o Eu parece ser o autor de um fluxo cont\u00ednuo de id\u00e9ias, que atua em n\u00edvel consciente ou n\u00e3o de nossas decis\u00f5es e comportamentos.<\/p>\n<p>Neste ponto, podemos destacar que, neurologicamente, consci\u00eancia e inconsciente poderiam ser apenas est\u00e1gios mentais em hierarquias diferentes, mas, essencialmente uma mesma fun\u00e7\u00e3o que implica na presen\u00e7a do Eu.<\/p>\n<p>A atividade cont\u00ednua deste Eu nos mant\u00e9m \u201couvindo\u201d uma voz interior que nos faz participar dos jogos da vida.<\/p>\n<p>Os julgamentos que fazemos dos fatos cotidianos sofrem mudan\u00e7as din\u00e2micas ininterruptas. Isto decorre da participa\u00e7\u00e3o do Eu que faz interpreta\u00e7\u00f5es \u201con line\u201d das pessoas e dos acontecimentos.<\/p>\n<p>Trabalhamos apenas com pequenas \u201cpistas\u201d para fazermos reconhecimento das fei\u00e7\u00f5es de nossos amigos. Imagens de uns poucos tra\u00e7os fision\u00f4micos de pessoas que n\u00e3o vemos h\u00e1 anos, desencadeiam um fluxo de recorda\u00e7\u00f5es mentais que o Eu seleciona para fazer a identifica\u00e7\u00e3o precisa. A meio caminho desta sele\u00e7\u00e3o de imagens, podemos notar o jogo de mudan\u00e7as r\u00e1pidas de opini\u00e3o entre lembran\u00e7as de uma ou outra pessoa, mais ou menos semelhante, mais ou menos conhecida.<\/p>\n<p>Numa corrida de cavalos ou numa disputa de nata\u00e7\u00e3o, \u00e9 comum irmos mudando nosso julgamento de quem ser\u00e1 o primeiro colocado. S\u00e3o exemplos desta din\u00e2mica da vis\u00e3o \u201con line\u201d que fazemos do mundo.<\/p>\n<p>H\u00e1 um di\u00e1logo cont\u00ednuo entre o Eu e a consci\u00eancia. S\u00e3o vozes interiores que manipulam nossas percep\u00e7\u00f5es, combinando experi\u00eancias aprendidas com senso-percep\u00e7\u00f5es atuais nos levando a tomar decis\u00f5es e formar opini\u00f5es.<\/p>\n<p>De permeio, a l\u00f3gica destes racioc\u00ednios \u00edntimos sofremos inger\u00eancia de estados emocionais freq\u00fcentemente insuspeitos. Aprendemos que, por mais racionais que sejam nossas decis\u00f5es, elas est\u00e3o sempre impregnadas\u00a0 de emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No dia a dia, percebemos o dom\u00ednio destas vozes interiores ao nos prepararmos para pedir um aumento de sal\u00e1rio, para cortejar uma pretendente ou ao nos dirigirmos ao diretor da escola para justificarmos uma falta. Em todas estas situa\u00e7\u00f5es elaboramos exaustivamente uma opini\u00e3o pr\u00e9via das poss\u00edveis respostas que nosso di\u00e1logo provocar\u00e1.<\/p>\n<p>Freq\u00fcentemente, opini\u00f5es pr\u00e9-concebidas sobre nossos intelectores, prejudicam um resultado melhor das nossas propostas.<\/p>\n<p>\u00c9 comum errarmos no julgamento que fazemos dos outros, justamente porque ele se baseia, quase sempre, no conte\u00fado emocional do nosso inconsciente.<\/p>\n<p>Interpretamos a realidade atrav\u00e9s de imagens ps\u00edquicas e podemos dizer que, neurologicamente, n\u00e3o vemos os objetos, na realidade enxergamos o que \u201cpensamos\u201d estar vendo. Podemos ver com os olhos mas, \u00e9 a mente quem d\u00e1 significado \u00e0s coisas. \u201cN\u00e3o vemos as ondas luminosas, n\u00f3s enxergamos as cores, n\u00e3o ouvimos as ondas sonoras , n\u00f3s percebemos os tons\u201d.<\/p>\n<p>O neurologista est\u00e1 acostumado a avaliar o estado de consci\u00eancia de seus pacientes e, \u00e9 cl\u00e1ssico, quando ocorre um comprometimento da consci\u00eancia, quantificar em n\u00edveis de maior ou menor profundidade este comprometimento.<\/p>\n<p>Os estados superficiais da consci\u00eancia correspondem ao despertar, ao estado de alerta ou de vig\u00edlia. A medida em que ocorre um embotamento da consci\u00eancia vai se entrando em sonol\u00eancia, torpor e, no seu est\u00e1gio final, em coma.<\/p>\n<p>Esta vis\u00e3o, no sentido vertical, em que se analisa a consci\u00eancia em hierarquias de comprometimento mais superficial ou mais profundo \u00e9 muito acanhada para se compreender todo envolvimento que faz nossa mente, de si mesmo e do mundo f\u00edsico e ps\u00edquico onde se interrelaciona.<\/p>\n<p>A consci\u00eancia, num sentido horizontal, pode ser estudada na sua extens\u00e3o em amplitude, do estado crepuscular ao \u00eaxtase.<\/p>\n<p>Podemos ampliar o \u201calcance\u201d de nossa consci\u00eancia atrav\u00e9s da expans\u00e3o das nossas senso-percep\u00e7\u00f5es. A medita\u00e7\u00e3o, a concentra\u00e7\u00e3o e a introvers\u00e3o nos permitem vivenciar realidades ps\u00edquicas n\u00e3o experimentadas fisicamente. N\u00e3o estamos falando de exerc\u00edcios de imagina\u00e7\u00e3o mas de sensa\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas inovadoras.<\/p>\n<p>Parece-nos que \u00e9 exatamente esta a experi\u00eancia m\u00edstica, em que nossa mente explora o conte\u00fado deste inconsciente que descrevemos atr\u00e1s, tomando conhecimento das coisas atrav\u00e9s de uma viv\u00eancia ps\u00edquica com os acontecimentos. Os objetos s\u00e3o envolvidos pela mente e apreendidos pelo que t\u00eam em sua ess\u00eancia e n\u00e3o pelos seus r\u00f3tulos. Os fatos passam a ser vistos com naturalidade porque s\u00f3 tem valor pelo seu significado. Os objetivos deixam de ser centralizados no Eu. A supera\u00e7\u00e3o do Eu nos permite uma rela\u00e7\u00e3o interpessoal mais harm\u00f4nica e abrangente. Neste \u201ccampo\u201d expandido da consci\u00eancia podemos registrar a sintonia de outras mentes e vencer os limites do espa\u00e7o e do tempo.<\/p>\n<p>Foram destas conquistas transcendentes que aprendemos com os m\u00edsticos que \u201csempre que se rasga uma flor abalamos uma estrela\u201d; \u201co movimento \u00e9 intr\u00ednseco \u00e0s coisas\u201d; \u201cqualquer part\u00edcula cont\u00e9m toda hist\u00f3ria do universo\u201d; \u201ca consci\u00eancia se dissolve na contempla\u00e7\u00e3o\u201d; \u201cn\u00e3o h\u00e1 posi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tenha sua nega\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>(Artigo reproduzido do\u00a0<\/i><\/b><a href=\"http:\/\/www.geocities.com\/nubor_facure\/\" target=\"_blank\"><b><i>site do autor<\/i><\/b><\/a><b><i>\u00a0<\/i><\/b><b><i>com a sua autoriza\u00e7\u00e3o)<\/i><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nubor Orlando Facure \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O saber, em termos de conhecimento adquirido pela humanidade, numa vis\u00e3o te\u00f3rica e simplificada, pode ser apreendido a partir de tr\u00eas vertentes principais, atrav\u00e9s da viv\u00eancia do cotidiano, na qual o homem vai &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/aspectos-neurologicos-dos-fenomenos-misticos\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23,16],"tags":[],"class_list":["post-1137","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciencia","category-espiritismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1137","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1137"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1137\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1137"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1137"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1137"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}