{"id":11486,"date":"2022-02-18T06:22:47","date_gmt":"2022-02-18T09:22:47","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=11486"},"modified":"2022-02-18T06:22:47","modified_gmt":"2022-02-18T09:22:47","slug":"ciumes-quando-o-amor-vira-patologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ciumes-quando-o-amor-vira-patologia\/","title":{"rendered":"Ci\u00fames: quando o Amor vira Patologia"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Ci\u00fames: quando o Amor vira Patologia<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Cl\u00e1udio Sinoti<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/a\/AVvXsEhRdwXMWOSLSfpIZVoZggAxaD35dA1wQ0jVyxlyeBKipu0HayE8d90vESSLI00v7QWwUyXGA2FHgFKtNNL4-mUtUxkDnIu-6MD0vwIw5BOLGrJW7uPFdfwTpsZ6Z8QQX0iw9VvrrIyLsVeBKhcd6vuPKGHNHAz405B25DeKv8TBHnGAeOpvRg=w640-h360\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000080;\">CI\u00daMES: QUANDO O AMOR VIRA PATOLOGIA<\/span><\/p>\n<p>\u00c9 preocupante observar como certas patologias do comportamento humano s\u00e3o tidas como algo natural. O ci\u00fame \u00e9 uma dessas doen\u00e7as, porquanto ao impedir a natural e curativa express\u00e3o do amor deve ser tratada na condi\u00e7\u00e3o de patologia.<\/p>\n<p>Infelizmente, mesmo nos dias atuais, ainda s\u00e3o utilizadas express\u00f5es do tipo: o ci\u00fame \u00e9 o tempero do amor \u2013 quando o mais correto seria estabelecer que \u00e9 o destempero \u2013; tenho ci\u00fames porque cuido \u2013 quando seria mais verdadeiro dizer que se \u00e9 possessivo \u2013; dentre outras formas que encontramos para verificar a deturpa\u00e7\u00e3o com que o ci\u00fame \u00e9 tratado.<\/p>\n<p>Nossos padr\u00f5es de express\u00e3o afetiva t\u00eam ra\u00edzes em nossa inf\u00e2ncia, no aprendizado da express\u00e3o das nossas emo\u00e7\u00f5es. Quanto mais acolhedor, afetuoso, respeitoso e pautado em valores nobres for a conviv\u00eancia familiar, mais rica e profunda torna-se a base afetiva, pois possibilita um \u201crepert\u00f3rio\u201d mais variado de express\u00f5es saud\u00e1veis na conviv\u00eancia com o outro, que n\u00e3o passa a ser tido como uma amea\u00e7a. Mas como nem sempre essa forma\u00e7\u00e3o inicial se d\u00e1 da forma ideal, as marcas de abandono, neglig\u00eancia, viol\u00eancia ou desrespeito daquilo que presenciamos e\/ou sofremos na pele, constroem barreiras na nossa capacidade afetiva, gerando baixa autoestima e, consequentemente, inseguran\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es com o outro.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia da baixo autoestima, acionamos mecanismos de defesa em nossas rela\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o raro o ci\u00fame se faz presente. Qualquer express\u00e3o de afetividade por parte do outro que n\u00e3o seja dirigida a mim passa ser vista como uma amea\u00e7a, gerando cr\u00edticas expressas ou veladas. Dependendo do grau de inseguran\u00e7a do indiv\u00edduo, assim como dos seus valores morais, o ci\u00fame passa a gerar agressividade nos seus v\u00e1rios n\u00edveis.<\/p>\n<p>Por ser possessivo, o ciumento acha-se no direito de tratar o outro como sendo de sua propriedade, passando \u00e0 tentativa de controlar qualquer express\u00e3o da individualidade do outro. N\u00e3o raro nos deparamos com pacientes que checam o telefone do(a) companheiro(a), acessam (sem permiss\u00e3o) suas redes sociais, e-mail ou qualquer outra forma de express\u00e3o do outro, o que leva a desentendimentos que poderiam ser evitados tivesse a rela\u00e7\u00e3o uma forma mais madura de lidar com as quest\u00f5es que trazem inc\u00f4modo. E quando esses fatores n\u00e3o s\u00e3o cuidados devidamente, tornam aquilo que deveria ser belo e saud\u00e1vel em algo doentio para todas as partes envolvidas.<\/p>\n<p>O caminho para a cura passa, inicialmente, pela aceita\u00e7\u00e3o de que algo est\u00e1 errado, para que se possa buscar a terapia conveniente. Por incr\u00edvel que possa parecer essa aceita\u00e7\u00e3o \u00e9 algo doloroso para o ciumento, que n\u00e3o quer reconhecer que sua possessividade \u00e9 uma doen\u00e7a. Afinal, \u00e9 sempre mais f\u00e1cil achar que o culpado \u00e9 o outro. Quando o primeiro passo \u00e9 dado, a terapia ir\u00e1 investigar a forma\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es afetivos do paciente, para poder encontrar as ra\u00edzes do seu comportamento doentio. Muitas vezes isso leva a avaliar a rela\u00e7\u00e3o dos pais ou seus substitutos, assim como a import\u00e2ncia que era dada para a educa\u00e7\u00e3o de ordem emocional e afetiva dentro do lar.<\/p>\n<p>Infelizmente, na maioria dos lares e escolas n\u00e3o h\u00e1 uma educa\u00e7\u00e3o emocional afetiva, e por conta disso n\u00e3o aprendemos a lidar convenientemente com nossos medos, raiva, paix\u00f5es e afetos, o que amplia o campo de inseguran\u00e7a, j\u00e1 que esses fatores v\u00eam \u00e0 tona constantemente.<\/p>\n<p>A terapia estimula que o paciente mantenha um contato mais \u00edntimo com suas emo\u00e7\u00f5es e afetos, treinando sua express\u00e3o e verificando os bloqueios que surgem durante isso. Esse exerc\u00edcio fortalece a autoestima, pois ao aceitar nossos pontos de inseguran\u00e7a, e aprender a lidar com eles, passamos a n\u00e3o mais ver o outro como uma amea\u00e7a. Ademais, a sombra que se consegue ver no outro com tanta intensidade \u00e9 parte do comportamento do ciumento, que deve cuidar dos aspectos que deseja esconder na rela\u00e7\u00e3o com o outro, e n\u00e3o simplesmente projet\u00e1-los.<\/p>\n<p>A religi\u00e3o tamb\u00e9m possui um papel importante, ao promover uma avalia\u00e7\u00e3o e desenvolvimento dos valores morais. Afinal, o outro merece no m\u00ednimo nosso respeito. E mesmo nos casos em que as suspeitas sobre o comportamento negativo do outro se verifiquem, ningu\u00e9m possui o direito de agredir, verbal e\/ou fisicamente, sendo livre para escolher n\u00e3o mais manter a rela\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o se sente confort\u00e1vel.<\/p>\n<p>Fora isso, qualquer investimento para libertar nossa amorosidade de forma madura e plena \u00e9 valiosa, pois na condi\u00e7\u00e3o de for\u00e7a curativa por excel\u00eancia, o amor nos aproxima de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Autor: <span style=\"color: #008000;\">Cl\u00e1udio Sinoti<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fonte: \u00a0<a href=\"https:\/\/www.correioespirita.org.br\/\">Correio Esp\u00edrita<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ci\u00fames: quando o Amor vira Patologia Cl\u00e1udio Sinoti CI\u00daMES: QUANDO O AMOR VIRA PATOLOGIA \u00c9 preocupante observar como certas patologias do comportamento humano s\u00e3o tidas como algo natural. 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