{"id":11602,"date":"2022-03-24T05:54:22","date_gmt":"2022-03-24T08:54:22","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=11602"},"modified":"2022-03-24T05:54:22","modified_gmt":"2022-03-24T08:54:22","slug":"ante-a-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/ante-a-morte\/","title":{"rendered":"Ante a Morte"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Ante a Morte<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Martins Peralva<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEgIuOVxnPowOSgj_CQZ2eUkE8dEV5SPwlVcMbBLjzSCVZg0y7Wm6Sq4GGUTh9DIgUVzOwItOtYAup_975WoL0JI0sWjrafbwrwTiPCRPfCc4xDFPUyABhjQsnrU_IzjIBR1LcrCqWV4gVadgpE6Z6K6IVVPx_8HGMu1LRKJYWEvf-opIuUT6A\/w640-h336\/1165.jpg\" width=\"344\" height=\"180\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000080;\">ANTE A MORTE<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">LE Quest\u00e3o 149: Que sucede \u00e0 alma no instante da morte?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">R. :\u00a0 Volta a ser Esp\u00edrito, isto \u00e9, volve ao mundo dos Esp\u00edritos, donde se apartara momentaneamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Tranquiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Al\u00e9m, suportando corajosamente a despedida tempor\u00e1ria, e honra-lhes a mem\u00f3ria, abra\u00e7ando com nobreza os deveres que te legaram. (Emmanuel)<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #993300;\">* * *<\/span><\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m de seu papel eminentemente esclarecedor, caracterizando a base de sua filosofia, tem o Espiritismo outra fun\u00e7\u00e3o, n\u00e3o menos importante, junto \u00e0 criatura humana, sujeita, por efeito da pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de nosso orbe, \u00e0s mais dolorosas vicissitudes, no campo moral e f\u00edsico: a de confort\u00e1-la, de consol\u00e1-la nos instantes cruciais da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Apesar da &#8220;velhice do mundo&#8221; e da n\u00e3o menor &#8220;velhice das religi\u00f5es&#8221;, sob o ponto de vista da cronologia, muito pouca gente acostumou-se com a separa\u00e7\u00e3o dos entes queridos, em consequ\u00eancia da morte, ou desencarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A dor de quem fica \u00e9, bem o sabemos, motivada pela falsa e err\u00f4nea id\u00e9ia de que a morte seja o fim, separando, para todo o sempre, irreparavelmente, os que partem dos que ficam na ribalta do mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 bem verdade que as religi\u00f5es orientais apontaram sempre a morte por simples fen\u00f4meno de separa\u00e7\u00e3o da alma do corpo, com a continuidade, por aquela, em lugares de gozo ou sofrimento, de sua vida.<\/p>\n<p>Nem por isso, por\u00e9m, tais mensagens de imortalidade ressoaram, positiva e beneficamente, na intelig\u00eancia humana. Apesar de todos os preceitos imortalistas das religi\u00f5es que precederam a Doutrina dos Esp\u00edritos, a perda dos entes amados ainda repercute como trag\u00e9dia, de ang\u00fastia e sofrimento, para familiares e amigos mais chegados.<\/p>\n<p>A partir da codifica\u00e7\u00e3o esp\u00edrita, nos idos de 1857, quando Allan Kardec editou &#8220;0 Livro dos Esp\u00edritos&#8221;, o assunto passou, na verdade, a ser encarado sob outro aspecto, atenuando, sensivelmente, a dor da separa\u00e7\u00e3o e, por outro lado, acentuando a esperan\u00e7a de que, n\u00e3o sendo a morte o fim de tudo, a partida \u00e9, apenas, tempor\u00e1ria aus\u00eancia, com a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, o reencontro se dar\u00e1, em qualquer parte do Universo &#8211; no Espa\u00e7o, noutros mundos, na pr\u00f3pria Terra.<\/p>\n<p>N\u00e3o se v\u00e1 dizer que esta compreens\u00e3o esp\u00edrita nos tornar\u00e1 insens\u00edveis \u00e0 dor ante a partida de um ente querido, familiar ou n\u00e3o. N\u00e3o se predique seja o esp\u00edrita uma pessoa proibida de sentir e chorar, realmente, a partida de um parente ou amigo, eis que uma e outra coisa representariam inexata id\u00e9ia de que o Espiritismo seja uma Doutrina capaz de insensibilizar o cora\u00e7\u00e3o humano, de extinguir as emo\u00e7\u00f5es normais da criatura, esterilizando-lhe o sentimento.<\/p>\n<p>O conhecimento e a assimila\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1rio-evang\u00e9licos t\u00eam a faculdade de fortalecer-nos o Esp\u00edrito e o cora\u00e7\u00e3o, tornando-nos capazes de, pela f\u00e9, pela certeza da imortalidade, chorarmos, sem d\u00favida, o desenlace do ser amado, sem, contudo, confiar-nos ao pranto enfermi\u00e7o, doentio, por improdutivo, e que nunca se acaba.<\/p>\n<p>A morte outra coisa n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o uma viagem, quase sempre mais longa, que o Esp\u00edrito realiza. E o reencontro com o &#8220;morto&#8221; muita vez se d\u00e1 com muito maior brevidade do que nas viagens comuns, aqui na Terra, de pessoas encarnadas.<\/p>\n<p>N\u00e3o raro, especialmente num pa\u00eds como o Brasil, de imensa extens\u00e3o territorial, um parente ou amigo despede-se de n\u00f3s e, durante vinte, trinta ou quarenta anos n\u00e3o se d\u00e1 o reencontro, e, \u00e0s vezes, nunca mais ele \u00e9 visto por n\u00f3s ?!&#8230;<\/p>\n<p>No fen\u00f4meno que o mundo impropriamente denomina &#8220;morte&#8221;, muita vez a criatura que desencarnou volta ao conv\u00edvio dos seus, na condi\u00e7\u00e3o de filho, sobrinho ou o que for, dois ou tr\u00eas anos depois.<\/p>\n<p>Esta compreens\u00e3o de que a morte n\u00e3o \u00e9 o fim, mas um epis\u00f3dio inevit\u00e1vel, de transi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o impede o esp\u00edrita de verter l\u00e1grimas ante o corpo inerte do ser amado. Emmanuel, na mensagem &#8220;Ante os que partiram&#8221;, pondera: &#8220;Nenhum sofrimento, na Terra, ser\u00e1 compar\u00e1vel ao daquele cora\u00e7\u00e3o que se debru\u00e7a sobre outro cora\u00e7\u00e3o regelado e querido que o ata\u00fade transporta para o grande sil\u00eancio&#8221;.<\/p>\n<p>A compreens\u00e3o esp\u00edrita apenas n\u00e3o o deixa eternizar o sofrimento, pois sabe que a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 tempor\u00e1ria, e que, al\u00e9m disso, a vida f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 a principal para as almas, malgrado sua import\u00e2ncia, mas simples etapa destinada a favorecer-lhes o resgate de erros, o aprendizado indispens\u00e1vel \u00e0 conquista da perfei\u00e7\u00e3o. A nosso ver, em nome da Doutrina Esp\u00edrita ningu\u00e9m deve reter as l\u00e1grimas sinceras, abundantes ou discretas, segundo as condi\u00e7\u00f5es emocionais de cada um de n\u00f3s, que, no instante da separa\u00e7\u00e3o, brotam, dos olhos de quem fica; nossa id\u00e9ia, a este respeito, \u00e9 de que n\u00e3o devemos converter o pranto das primeiras horas ou dias em inconformada express\u00e3o de revolta, de insubmiss\u00e3o \u00e0s leis divinas, que s\u00e3o sempre, o esp\u00edrita esclarecido bem o sabe, de amor e miseric\u00f3rdia, de sabedoria e magnanimidade.<\/p>\n<p>H\u00e1, ainda, sob o ponto de vista doutrin\u00e1rio, outros aspectos que situam o Espiritismo por mensagem altamente consoladora, ante o multimilen\u00e1rio problema da &#8220;morte&#8221;: pelas aben\u00e7oadas vias da mediunidade, os que ficam podem-se comunicar com os que se foram, como se no corpo f\u00edsico ainda estivessem, sentindo-lhes as emo\u00e7\u00f5es, identificando-lhes as id\u00e9ias, reconhecendo-lhes os h\u00e1bitos e pontos de vista.<\/p>\n<p>A mediunidade &#8211; maravilhosa ponte que liga o mundo f\u00edsico ao espiritual, a Terra ao Espa\u00e7o &#8211; descerra as portas do Infinito, possibilitando o amoroso reencontro das almas desencarnadas com as encarnadas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da mediunidade, que proporciona ainda, algumas vezes, a materializa\u00e7\u00e3o ou corporifica\u00e7\u00e3o dos que se foram, temos os sonhos esp\u00edritas, quando podemos estreitar nos bra\u00e7os e envolver nas vibra\u00e7\u00f5es puras do amor e do carinho os seres amados.<\/p>\n<p>Maravilhosa doutrina que &#8220;luariza de esperan\u00e7a a noite de nossas vidas&#8221; &#8211; di-lo, com rara e bela defini\u00e7\u00e3o, o Esp\u00edrito de escol que transitou pelo mundo, no solo glorioso da Fran\u00e7a, com o nome respeit\u00e1vel de L\u00e9on Denis.<\/p>\n<p>Como se observa, t\u00eam os esp\u00edritas elementos muito s\u00e9rios, racionais e profundos, de ordem filos\u00f3fica, para considerarem e conceituarem a nossa doutrina como a mais consoladora, a que maior soma de conforto pode dispensar ao homem nos instantes de dor, de maneira que, ao inv\u00e9s do pranto imoderado, possamos honrar a mem\u00f3ria dos que partiram &#8220;abra\u00e7ando com nobreza os deveres&#8221; que nos legaram, acentuando, assim, o outro aspecto, o educativo, que a caracteriza, que a situa por fator de extrema valia na obra de reden\u00e7\u00e3o da humanidade.<\/p>\n<p>Que ningu\u00e9m se entregue ao pranto inestanc\u00e1vel, inconformado, ante o corpo estirado no esquife; que ningu\u00e9m se envergonhe de ensopar os olhos com as l\u00e1grimas da saudade justa, compreens\u00edvel, ante o cora\u00e7\u00e3o amado que demanda outras regi\u00f5es; mas, que o trabalho do bem seja a melhor forma de lhe cultuarmos a lembran\u00e7a.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a mensagem que, em nosso pobre entendimento, o Espiritismo dirige a todos que se defrontam, em casa ou nos c\u00edrculos pessoais de amizade, com o velho e sempre novo problema da &#8220;morte&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #008000;\">Martins Peralva<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #993300;\">Livro: Pensamento de Emmanuel &#8211; 4<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ante a Morte Martins Peralva ANTE A MORTE LE Quest\u00e3o 149: Que sucede \u00e0 alma no instante da morte? 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