{"id":11782,"date":"2022-05-16T07:09:11","date_gmt":"2022-05-16T10:09:11","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=11782"},"modified":"2022-05-16T07:09:11","modified_gmt":"2022-05-16T10:09:11","slug":"quem-e-minha-mae-e-quem-sao-meus-irmaos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/quem-e-minha-mae-e-quem-sao-meus-irmaos\/","title":{"rendered":"\u201cQuem \u00e9 minha m\u00e3e, e quem s\u00e3o meus irm\u00e3os?\u201d"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">\u201cQuem \u00e9 minha m\u00e3e, e quem s\u00e3o meus irm\u00e3os?\u201d<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Renato Confolonieri<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEjNEo3PS0DgFv7ycvy5Z5y8sLtOgtbfr1R6RGSlM3uC-RA0V_n87vqY0mqSlQY9jRTqeMGk9hi4-hAkKaNlymneBj1m6JySEsatceFLa_E_WJt0kD4Si7Ow0Uy8rKxDInoEej97pBXQPHQD1t3yST-yozwlzWSfaBebkTXHTXvHZ8BMsRGB7g\/w640-h614\/Quem-e-minha-mae-e-quem-sao-meus-irmaos.jpg\" width=\"466\" height=\"447\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000080;\">QUEM \u00c9 MINHA M\u00c3E, E QUEM S\u00c3O MEUS IRM\u00c3OS?<\/span><\/p>\n<p>Temos nos evangelhos de Marcos (cap\u00edtulo III, vers\u00edculos 20, 21 e 31 a 35) e de Mateus (cap\u00edtulo XII, vers\u00edculos 46 a 50) uma passagem de Jesus um tanto curiosa, pois que incompreendida. E at\u00e9 certo modo explicada superficialmente no cap\u00edtulo XIV de O Evangelho segundo o Espiritismo.<\/p>\n<p>De acordo com essa passagem, <span style=\"color: #993300;\">\u201ce, tendo chegado \u00e0 casa, de novo se formou uma grande multid\u00e3o, de tal maneira que eles n\u00e3o podiam se alimentar. E quando seus parentes tomaram conhecimento disso, vieram apanh\u00e1-lo, pois diziam que tinha perdido o ju\u00edzo.\u201d<\/span>.<\/p>\n<p>Dando continuidade, os evangelistas contam que <span style=\"color: #993300;\">\u201cchegaram ent\u00e3o sua m\u00e3e e seus irm\u00e3os, ficando do lado de fora, mandaram cham\u00e1-lo. Havia uma multid\u00e3o sentada em torno dele. Disseram-lhe: Tua m\u00e3e e teus irm\u00e3os est\u00e3o l\u00e1 fora, e te chamam. Mas ele lhes respondeu: Quem \u00e9 minha m\u00e3e, e quem s\u00e3o meus irm\u00e3os? E olhando os que estavam sentados ao seu redor, disse: Eis aqui minha m\u00e3e e meus irm\u00e3os; pois quem fizer a vontade de Deus, este \u00e9 meu irm\u00e3o, minha irm\u00e3 e minha m\u00e3e.\u201d<\/span>.<\/p>\n<p>Essas palavras supostamente ditas por Jesus parecem realmente estranhas, mostrando-se contradit\u00f3rias diante de tudo o que ele ensinou, vivenciou e deixou como legado, a lei do amor e da caridade.<\/p>\n<p>A primeira interpreta\u00e7\u00e3o que se d\u00e1 vai no sentido de que as palavras atribu\u00eddas ao Cristo foram mal reproduzidas, mal compreendidas ou n\u00e3o s\u00e3o do guia e modelo da humanidade. Nos ditos de Allan Kardec no item 7 do citado cap\u00edtulo XIV de O Evangelho segundo o Espiritismo, <span style=\"color: #993300;\">\u201cespanta-se com raz\u00e3o de ver, nessa circunst\u00e2ncia, Jesus mostrar tanta indiferen\u00e7a para com seus parentes, e, de certa forma, renegar sua m\u00e3e.\u201d<\/span>.<\/p>\n<p>Mais adiante nesse mesmo item 7, o codificador continua analisando as frases imputadas ao Mestre Divino, dizendo que <span style=\"color: #993300;\">\u201cno que diz respeito a Jesus, supor que tenha renegado sua m\u00e3e seria ignorar seu car\u00e1ter; tal pensamento n\u00e3o poderia animar quem disse \u2018honra teu pai e tua m\u00e3e\u2019. \u00c9 preciso, pois, buscar um outro sentido para suas palavras, quase sempre veladas sob forma aleg\u00f3rica.\u201d<\/span>.<\/p>\n<p>Terminando o item em an\u00e1lise, Kardec diz que <span style=\"color: #993300;\">\u201cJesus n\u00e3o negligenciava nenhuma ocasi\u00e3o de dar um ensinamento. Tomou, pois, a que lhe ofereceu a chegada de sua fam\u00edlia, para estabelecer a diferen\u00e7a que existe entre o parentesco material e o parentesco espiritual.\u201d<\/span>.<\/p>\n<p>Acontece, por\u00e9m, que \u00e9 no item 2 do cap\u00edtulo XVII de A G\u00eanese que o mestre de Lyon \u2013 logicamente que com a assist\u00eancia dos benfeitores espirituais \u2013 tra\u00e7a maiores e mais profundas explica\u00e7\u00f5es sobre o hipot\u00e9tico comportamento de Jesus na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas palavras do professor Rivail, <span style=\"color: #993300;\">\u201co h\u00e1bito de se verem desde a inf\u00e2ncia, em todas as circunst\u00e2ncias ordin\u00e1rias da vida, estabelece entre os homens uma esp\u00e9cie de igualdade material que, muitas vezes, faz que a maioria deles se negue a reconhecer superioridade moral num de quem foram companheiros ou comensais, que saiu do mesmo meio que eles e cujas primeiras fraquezas todos testemunharam. Sofre-lhes o orgulho com o terem de reconhecer o ascendente do outro. Quem quer que se eleve acima do n\u00edvel comum est\u00e1 sempre em luta com o ci\u00fame e a inveja. Os que se sentem incapazes de chegar \u00e0 altura em que aquele se encontra esfor\u00e7am-se para rebaix\u00e1-lo, por meio da difama\u00e7\u00e3o, da maledic\u00eancia e da cal\u00fania; tanto mais forte gritam, quanto menores se acham, crendo que se engrandecem e o eclipsam pelo arru\u00eddo que promovem.\u201d<\/span>.<\/p>\n<p>Assim, o fato de terem compartilhado de intimidade na inf\u00e2ncia, na adolesc\u00eancia, na juventude, d\u00e1 uma esp\u00e9cie de autoriza\u00e7\u00e3o para as pessoas se arvorarem o direito de n\u00e3o reconhecer a ascens\u00e3o moral que um companheiro pode ter alcan\u00e7ado. Tal reconhecimento se mostra deveras dolorido, em raz\u00e3o da pequenez espiritual, do orgulho, da inveja e do ci\u00fame que ainda habitam em n\u00f3s. \u00c9 preciso muita eleva\u00e7\u00e3o para agir como Jo\u00e3o Batista agiu com rela\u00e7\u00e3o a Jesus, primos carnais que eram\u2026<\/p>\n<p>Tratando especificamente do ocorrido com o Mestre, Allan Kardec explica que \u201ctanto menos podia Jesus escapar \u00e0s consequ\u00eancias deste princ\u00edpio, inerente \u00e0 natureza humana, quanto pouco esclarecido era o meio em que ele vivia, meio esse constitu\u00eddo de criaturas voltadas inteiramente \u00e0 vida material. Nele, seus compatriotas apenas viam o filho do carpinteiro, o irm\u00e3o de homens t\u00e3o ignorantes quanto eles e, assim sendo, n\u00e3o percebiam o que lhe dava superioridade e o investia do direito de os censurar. Verificando ent\u00e3o que a sua palavra tinha menos autoridade sobre os seus, que o desprezavam, do que sobre os estranhos, preferiu ir pregar para os que o escutavam e aos quais inspirava simpatia\u201d.<\/p>\n<p>Diante de tudo o que foi apresentado, pode-se aferir que a criatura corp\u00f3rea, material, por estar amplamente envolta pelos sentidos carnais, praticamente apaga o ser espiritual, percebido somente pelos esp\u00edritos. Novamente nas palavras de Allan Kardec, .<span style=\"color: #993300;\">\u201cdepois da morte, nenhuma compara\u00e7\u00e3o mais sendo poss\u00edvel, unicamente o homem espiritual subsiste e tanto maior parece, quanto mais long\u00ednqua se torna a lembran\u00e7a do homem corporal. \u00c9 por isso que aqueles cuja passagem pela Terra se assinalou por obras de real valor s\u00e3o mais apreciados depois de mortos do que quando vivos. S\u00e3o julgados com mais imparcialidade, porque, j\u00e1 tendo desaparecido os invejosos e os ciosos, cessaram os antagonismos pessoais. A posteridade \u00e9 juiz desinteressado no apreciar a obra do esp\u00edrito; aceita-a sem entusiasmo cego, se \u00e9 boa, e a rejeita sem rancor, se \u00e9 m\u00e1, abstraindo da individualidade que a produziu\u201d<\/span><\/p>\n<p>Dessa forma, esforcemo-nos por ascender espiritualmente, ainda, mesmo e enquanto encarnados, livrando-nos de julgamentos precipitados com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais criaturas, circunst\u00e2ncias, fatos ou acontecimentos.<\/p>\n<p>Fa\u00e7amos a nossa reforma \u00edntima tamb\u00e9m nesse sentido, expurgando de n\u00f3s os sentimentos inferiores de inveja das conquistas dos outros, de ci\u00fame com rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo, de orgulho em n\u00e3o reconhecer os m\u00e9ritos e conquistas espirituais alheios, de cegueira quanto aos esfor\u00e7os das outras pessoas.<\/p>\n<p>Tenhamos a humilde eleva\u00e7\u00e3o de \u201cdar a C\u00e9sar o que \u00e9 de C\u00e9sar\u201d, no que se refere aos m\u00e9ritos dos demais, reconhecendo as conquistas morais das pessoas, n\u00e3o importa quem elas sejam, se distantes ou pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>N\u00e3o nos esque\u00e7amos, no entanto, que, em ess\u00eancia, somos todos oriundos do mesmo seio, o do Pai Criador. Quanto mais r\u00e1pido introjetarmos as virtudes em n\u00f3s, nas nossas atitudes para conosco e para com as demais criaturas, mais r\u00e1pido alcan\u00e7aremos as esferas espirituais superiores.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 passagem de Jesus, \u00e9 evidente que um esp\u00edrito da sua envergadura \u2013 pertencente \u00e0s esferas mais elevadas da Espiritualidade, o plasmador do planeta \u2013 jamais agiria de modo a renegar ou menosprezar sua m\u00e3e e seus irm\u00e3os na carne. O que o Mestre fez foi nos ensinar que h\u00e1 diferen\u00e7a entre parentesco material e espiritual, que h\u00e1 fam\u00edlias espirituais, nas quais se re\u00fanem os que se afinam em ideias e sentimentos, e que existem as corporais, que s\u00e3o provis\u00f3rias, embora importantes instrumentos para o desenvolvimento moral do esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #008000;\">Renato Confolonieri<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fonte: <a href=\"https:\/\/marcoaureliorocha5.blogspot.com\/\">Espiritismo na Rede<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuem \u00e9 minha m\u00e3e, e quem s\u00e3o meus irm\u00e3os?\u201d Renato Confolonieri QUEM \u00c9 MINHA M\u00c3E, E QUEM S\u00c3O MEUS IRM\u00c3OS? 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