{"id":12182,"date":"2022-09-07T10:56:52","date_gmt":"2022-09-07T13:56:52","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=12182"},"modified":"2022-09-07T10:56:52","modified_gmt":"2022-09-07T13:56:52","slug":"os-desertores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/os-desertores\/","title":{"rendered":"Os desertores"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Os desertores<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Allan Kardec<\/span><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/www.geae.net.br\/images\/IMAGENS\/Imagens_Artigos\/espiritismodesertores.jpg\" alt=\"espiritismodesertores\" width=\"314\" height=\"164\" \/><\/p>\n<p>Se \u00e9 certo que todas as grandes ideias contam ap\u00f3stolos fervorosos e dedicados, n\u00e3o menos certo \u00e9 que mesmo as melhores dentre elas t\u00eam seus desertores. O Espiritismo n\u00e3o podia escapar aos efeitos da fraqueza humana. Ele tamb\u00e9m teve os seus e a esse respeito n\u00e3o ser\u00e3o in\u00fateis algumas observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos primeiros tempos, muitos se equivocaram sobre a natureza e os fins do Espiritismo e n\u00e3o lhe perceberam o alcance. Antes de tudo mais, excitou a curiosidade; muitos eram os que n\u00e3o viam nas manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas mais do que simples objeto de divers\u00e3o; divertiram-se com os Esp\u00edritos, enquanto estes quiseram diverti-los. Constitu\u00edam um passatempo, muitas vezes complementar das reuni\u00f5es familiares.<\/p>\n<p>Esta maneira por que a princ\u00edpio a coisa se apresentou foi uma t\u00e1tica h\u00e1bil dos Esp\u00edritos. Sob a forma de divertimento, a ideia penetrou por toda parte e semeou germens, sem espavorir as consci\u00eancias timoratas. Brincaram com a crian\u00e7a, mas a crian\u00e7a tinha de crescer.<\/p>\n<p>Quando os Esp\u00edritos brincalh\u00f5es sucederam os Esp\u00edritos s\u00e9rios, moralizadores; quando o Espiritismo se tornou ci\u00eancia, filosofia, as pessoas superficiais deixaram de ach\u00e1-lo divertido; para os que se preocupam sobretudo com a vida material, era um censor importuno e embara\u00e7oso, pelo que n\u00e3o poucos o puseram de lado. N\u00e3o h\u00e1 que deplorar a exist\u00eancia desses desertores, porquanto as criaturas fr\u00edvolas n\u00e3o passam de pobres auxiliares, seja no que for. Todavia, essa primeira fase n\u00e3o se pode considerar tempo perdido. Gra\u00e7as \u00e0quele disfarce, a ideia se popularizou cem vezes mais do que se houvera, desde o primeiro momento, revestido severa forma, e daqueles meios levianos e displicentes sa\u00edram graves pensadores.<\/p>\n<p>Postos em moda pelo atrativo da curiosidade, constituindo um engodo, os fen\u00f4menos tentaram a cupidez dos que andam \u00e0 cata do que surge como novidade, na esperan\u00e7a de encontrar a\u00ed uma porta aberta. As manifesta\u00e7\u00f5es pareceram coisa maravilhosamente explor\u00e1vel e n\u00e3o faltou quem pensasse em fazer delas um auxiliar de seus neg\u00f3cios; para outros, eram uma variante da arte da adivinha\u00e7\u00e3o, um processo, talvez mais seguro do que cartomancia, a quiromancia, a borra de caf\u00e9, etc., etc., para se conhecer o futuro e descobrir coisas ocultas, uma vez que, segundo a opini\u00e3o ent\u00e3o corrente, os Esp\u00edritos tudo sabiam.<\/p>\n<p>Vendo, afinal essas pessoas que a especula\u00e7\u00e3o lhes escapava dentre os dedos e dava em mistifica\u00e7\u00e3o, que os Esp\u00edritos n\u00e3o vinham ajud\u00e1-las a enriquecer, nem lhes indicar n\u00fameros que seriam premiados nas loterias, ou revelar&#8211;lhes a boa sorte, ou lev\u00e1-las a descobrir tesouros, ou a receber heran\u00e7as, nem ainda facultar-lhes uma inven\u00e7\u00e3o frutuosa de que tirassem patente, suprir-lhes em suma a ignor\u00e2ncia e dispens\u00e1-las do trabalho intelectual e material, os Esp\u00edritos para nada serviam e suas manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o passavam de ilus\u00f5es. Tanto essas pessoas deferiram louvores ao Espiritismo, durante todo o tempo em que esperaram auferir dele algum proveito, quanto o denegriram desde que chegou a decep\u00e7\u00e3o. Mais de um dos cr\u00edticos que o vituperam t\u00ea-lo-iam elevado \u00e0s nuvens, se ele houvesse feito que descobrissem um tio rico na Am\u00e9rica, ou que ganhassem na Bolsa. Das categorias dos desertores, \u00e9 essa a mais numerosa; mas, compreende-se que os que a formam n\u00e3o podem ser qualificados de esp\u00edritas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m essa fase apresentou sua utilidade. Mostrando o que n\u00e3o se devia esperar do concurso dos Esp\u00edritos, ela deu a conhecer o objetivo s\u00e9rio do Espiritismo e depurou a Doutrina. Sabem os Esp\u00edritos que as li\u00e7\u00f5es da experi\u00eancia s\u00e3o as mais proveitosas; se, logo de come\u00e7o, eles dissessem: N\u00e3o pe\u00e7ais isto ou aquilo, porque nada conseguireis, ningu\u00e9m mais lhes daria cr\u00e9dito. Essa a raz\u00e3o por que deixaram que as coisas tomassem o rumo que tomaram: foi para que da observa\u00e7\u00e3o ressaltasse a verdade. As decep\u00e7\u00f5es desanimaram os exploradores e contribu\u00edram para que o n\u00famero deles diminu\u00edsse. Eram parasitos de que elas, as decep\u00e7\u00f5es, livraram o Espiritismo, e n\u00e3o adeptos sinceros.<\/p>\n<p>Alguns indiv\u00edduos, mais perspicazes do que outros, entreviram o homem na crian\u00e7a que acaba de nascer e temeram-na, como Herodes temeu o menino Jesus. N\u00e3o se atrevendo a atacar de frente o Espiritismo, esses indiv\u00edduos incitaram agentes com o encargo de o abra\u00e7arem para asfixi\u00e1-lo; agentes que se mascaram para em toda parte se intrometerem, para suscitarem habilmente a desafei\u00e7\u00e3o nos centros e espalharem, dentro destes, com furtiva m\u00e3o, o veneno da cal\u00fania, acendendo, ao mesmo tempo, o facho da disc\u00f3rdia, inspirando atos comprometedores, tentando desencaminhar a Doutrina a fim de torn\u00e1-la rid\u00edcula ou odiosa e simular em seguida defec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Outros ainda s\u00e3o mais habilidosos: pregando a uni\u00e3o, semeiam a separa\u00e7\u00e3o; negativamente levantam quest\u00f5es irritantes e ferinas; despertam o ci\u00fame da preponder\u00e2ncia entre os diferentes grupos; deleitam-se, vendo-os apedrejar-se e erguer bandeira contra bandeira, a prop\u00f3sito de algumas diverg\u00eancias de opini\u00f5es sobre certas quest\u00f5es de forma ou de fundo, as mais das vezes provocadas intencionalmente. Todas as doutrinas t\u00eam tido seus Judas; o Espiritismo n\u00e3o poderia deixar de ter os seus e eles ainda n\u00e3o lhe faltam.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o esp\u00edritas de contrabando, mas que tamb\u00e9m foram de alguma utilidade: ensinaram ao verdadeiro esp\u00edrita a ser prudente, circunspecto e a n\u00e3o se fiar nas apar\u00eancias.<\/p>\n<p>Por princ\u00edpio, deve-se desconfiar dos entusiasmos demasiado febris: s\u00e3o quase sempre fogo de palha, ou simulacros, ardores ocasionais, que suprem com a abund\u00e2ncia de palavras a falta de atos. A verdadeira convic\u00e7\u00e3o \u00e9 calma, refletida, motivada; revela-se, como a verdadeira coragem, pelos fatos, isto \u00e9, pela firmeza, pela perseveran\u00e7a e, sobretudo, pela abnega\u00e7\u00e3o. o desinteresse moral e material \u00e9 a leg\u00edtima pedra de toque da sinceridade.<\/p>\n<p>Tem esta um cunho sui generis; exterioriza-se por matizes muitas vezes mais f\u00e1ceis de ser compreendidos do que definidos; \u00e9 sentida por efeito dessa transmiss\u00e3o do pensamento, cuja lei o Espiritismo regulou, sem que a falsidade chegue nunca a simul\u00e1-la completamente, visto n\u00e3o lhe ser poss\u00edvel mudar a natureza das correntes flu\u00eddicas que projeta de si. Ela, a sinceridade, considera erro dar troco \u00e0 baixa e servil lisonja, que somente seduz as almas orgulhosas, lisonja por meio da qual precisamente a falsidade se trai para com as almas elevadas.<\/p>\n<p>Jamais pode o gelo imitar o calor.<\/p>\n<p>Se passarmos \u00e0 categoria dos esp\u00edritas propriamente ditos, ainda a\u00ed depararemos com certas fraquezas humanas, das quais a Doutrina n\u00e3o triunfa imediatamente. As mais dif\u00edceis de vencer-se s\u00e3o o ego\u00edsmo e o orgulho, as duas paix\u00f5es origin\u00e1rias do homem. Entre os adeptos convictos, n\u00e3o h\u00e1 deser\u00e7\u00f5es, na l\u00eddima acep\u00e7\u00e3o do termo, visto como aquele que desertasse, por motivo de interesse ou qualquer outro, nunca teria sido sinceramente esp\u00edrita; pode, entretanto, haver desfalecimentos. Pode dar-se que a coragem e a perseveran\u00e7a fraqueiem diante de uma decep\u00e7\u00e3o, de uma ambi\u00e7\u00e3o frustrada, de uma preemin\u00eancia n\u00e3o alcan\u00e7ada, de uma ferida no amor-pr\u00f3prio, de uma prova dif\u00edcil. H\u00e1 o recuo ante o sacrif\u00edcio do bem-estar, ante o receio de comprometer os interesses materiais, ante o medo do &#8220;que dir\u00e3o?&#8221;; h\u00e1 o ser-se abatido por uma mistifica\u00e7\u00e3o, tendo como consequ\u00eancia, n\u00e3o o afastamento, mas o esfriamento; h\u00e1 o querer viver para si e n\u00e3o para os outros, o beneficiar-se da cren\u00e7a, mas sob a condi\u00e7\u00e3o de que isso nada custe.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, podem os que assim procedem ser crentes, mas, sem contesta\u00e7\u00e3o, crentes ego\u00edstas, nos quais a f\u00e9 n\u00e3o ateou o fogo sagrado do devotamento e da abnega\u00e7\u00e3o; \u00e0s suas almas custa o desprenderem-se da mat\u00e9ria. Fazem nominalmente n\u00famero, por\u00e9m n\u00e3o se pode contar com eles.<\/p>\n<p>Todos os outros s\u00e3o esp\u00edritas que em verdade merecem esse qualificativo. Aceitam por si mesmos todas as consequ\u00eancias da Doutrina e s\u00e3o reconhec\u00edveis pelos esfor\u00e7os que empregam por melhorar-se. Sem desprezarem, al\u00e9m dos limites do razo\u00e1vel, os interesses materiais, estes s\u00e3o, para eles, o acess\u00f3rio e n\u00e3o o principal; n\u00e3o consideram a vida terrena sen\u00e3o como travessia mais ou menos penosa; est\u00e3o certos de que o emprego \u00fatil ou in\u00fatil que lhe derem depende o futuro; t\u00eam por mesquinhos os gozos que ela proporciona, em face do objetivo espl\u00eandido que entreveem no al\u00e9m; n\u00e3o se intimidam com os obst\u00e1culos com que topem no caminho; veem nas vicissitudes e decep\u00e7\u00f5es provas que n\u00e3o lhes causam des\u00e2nimo, porque sabem que o repouso ser\u00e1 o pr\u00eamio do trabalho Da\u00ed vem que n\u00e3o se verificam entre eles deser\u00e7\u00f5es, nem fal\u00eancias.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, os bons Esp\u00edritos protegem manifestamente os que lutam com coragem e perseveran\u00e7a, aqueles cujo devotamento \u00e9 sincero e sem ideias preconcebidas; ajudam-nos a vencer os obst\u00e1culos e suavizam as provas que n\u00e3o possam evitar-lhes, ao passo que, n\u00e3o menos manifestamente, abandonam os que se afastam deles e sacrificam a causa da verdade \u00e0s suas ambi\u00e7\u00f5es pessoais.<\/p>\n<p>Devemos incluir tamb\u00e9m entre os desertores do Espiritismo os que se retiram porque a nossa maneira de ver n\u00e3o lhes satisfaz; os que, por acharem muito lento ou muito r\u00e1pido o nosso m\u00e9todo, pretendem alcan\u00e7ar mais depressa e em melhores condi\u00e7\u00f5es a meta a que visamos? Certamente que n\u00e3o, se t\u00eam por guia a sinceridade e o desejo de propagar a verdade. &#8211; Sim, se seus esfor\u00e7os tendem unicamente a se porem eles em evid\u00eancia e a chamar sobre si a aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica, para satisfa\u00e7\u00e3o do amor-pr\u00f3prio e de interesses pessoais!&#8230;<\/p>\n<p>Tendes um modo de ver diferente do nosso, n\u00e3o simpatizais com os princ\u00edpios que admitimos! Nada prova que estais mais pr\u00f3ximos da verdade do que n\u00f3s. Pode-se divergir de opini\u00e3o em mat\u00e9ria de ci\u00eancia; investigai do vosso lado, como n\u00f3s investigamos do nosso; o futuro dar\u00e1 a ver qual de n\u00f3s est\u00e1 em erro ou com a raz\u00e3o. N\u00e3o pretendemos ser os \u00fanicos a reunir as condi\u00e7\u00f5es fora das quais n\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis estudos s\u00e9rios e \u00fateis; o que temos feito podem outros, sem d\u00favida, fazer. Que os homens inteligentes se agreguem a n\u00f3s, ou se congreguem longe de n\u00f3s, pouco importa!&#8230; Se os centros de estudos se multiplicarem, tanto melhor; ser\u00e1 um sinal de incontest\u00e1vel progresso, que aplaudiremos com todas as nossas for\u00e7as.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s rivalidades, \u00e0s tentativas que fa\u00e7am por nos suplantarem, temos um meio infal\u00edvel de n\u00e3o as temer. Trabalhamos para compreender, por enriquecer a nossa intelig\u00eancia e o nosso cora\u00e7\u00e3o; lutamos com os outros, mas lutamos com caridade e abnega\u00e7\u00e3o. O amor ao pr\u00f3ximo inscrito em nosso estandarte \u00e9 a nossa divisa; a pesquisa da verdade, venha donde vier, o nosso \u00fanico objetivo. Com tais sentimentos, enfrentamos a zombaria dos nossos advers\u00e1rios e as tentativas dos nossos competidores. Se nos enganarmos, n\u00e3o teremos o tolo amor-pr\u00f3prio que nos leve a obstinar-nos em ideias falsas; h\u00e1, por\u00e9m, princ\u00edpios acerca dos quais podemos todos estar seguros de n\u00e3o nos enganarmos nunca: o amor do bem, a abnega\u00e7\u00e3o, a proscri\u00e7\u00e3o de todo sentimento de inveja e de ci\u00fame. Estes princ\u00edpios s\u00e3o os nossos; vemos neles os la\u00e7os que unir\u00e3o todos os homens de bem, qualquer que seja a diverg\u00eancia de suas opini\u00f5es. Somente o ego\u00edsmo e a m\u00e1-f\u00e9 erguem entre eles barreiras intranspon\u00edveis.<\/p>\n<p>Mas, qual ser\u00e1 a consequ\u00eancia de semelhante estado de coisas? Indubitavelmente, o proceder dos falsos irm\u00e3os poder\u00e1 de momento acarretar algumas perturba\u00e7\u00f5es parciais, pelo que todos os esfor\u00e7os devem ser empregados para lev\u00e1-los ao malogro, tanto quanto poss\u00edvel; essas perturba\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, pouco tempo necessariamente durar\u00e3o e n\u00e3o poder\u00e3o ser prejudiciais ao futuro: primeiro, porque s\u00e3o simples manobras de oposi\u00e7\u00e3o, fadadas a cair pela for\u00e7a mesma das coisas; depois, digam o que disserem, ou fa\u00e7am o que fizerem, ningu\u00e9m seria capaz de privar a Doutrina do seu car\u00e1ter distintivo, da sua filosofia racional e l\u00f3gica, da sua moral consoladora e regeneradora. Hoje, est\u00e3o lan\u00e7adas de forma inabal\u00e1vel as bases do Espiritismo; os livros escritos sem equ\u00edvoco e postos ao alcance de todas as intelig\u00eancias ser\u00e3o sempre a express\u00e3o clara e exata do ensino dos Esp\u00edritos e o transmitir\u00e3o intacto aos que nos sucederem.<\/p>\n<p>Necess\u00e1rio n\u00e3o perder de vista que estamos num momento de transi\u00e7\u00e3o e que nenhuma transi\u00e7\u00e3o se opera sem conflito. Ningu\u00e9m, pois, deve espantar-se de que certas paix\u00f5es se agitem, por efeito de ambi\u00e7\u00f5es malogradas, de interesses feridos, de pretens\u00f5es frustradas. Pouco a pouco, por\u00e9m, tudo isso se extingue, a febre se abranda, os homens passam e as novas ideias permanecem. Esp\u00edritas, se quereis ser invenc\u00edveis, sede ben\u00e9volos e caridosos; o bem \u00e9 uma coura\u00e7a contra a qual sempre se quebrar\u00e3o as manobras da malevol\u00eancia!&#8230;<\/p>\n<p>Nada, pois, temamos: o futuro nos pertence. Deixemos que os nossos advers\u00e1rios se debatam, apertados pela verdade que os ofusca; qualquer oposi\u00e7\u00e3o \u00e9 impotente contra a evid\u00eancia, que inevitavelmente triunfa pela for\u00e7a mesma das coisas. \u00c9 uma quest\u00e3o de tempo a vulgariza\u00e7\u00e3o universal do Espiritismo e neste s\u00e9culo o tempo marcha a passo de gigante, sob a impuls\u00e3o do progresso.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Revista Esp\u00edrita, Ano XII, Volume 12, dezembro de 1869<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desertores Allan Kardec Se \u00e9 certo que todas as grandes ideias contam ap\u00f3stolos fervorosos e dedicados, n\u00e3o menos certo \u00e9 que mesmo as melhores dentre elas t\u00eam seus desertores. 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