{"id":12207,"date":"2022-09-13T10:16:48","date_gmt":"2022-09-13T13:16:48","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=12207"},"modified":"2022-09-13T10:16:48","modified_gmt":"2022-09-13T13:16:48","slug":"a-codificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-codificacao\/","title":{"rendered":"A codifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">A codifica\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Rog\u00e9rio Coelho<\/span><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/www.geae.net.br\/images\/IMAGENS\/Imagens_Artigos-site\/codificacao.jpg\" alt=\"codificacao\" width=\"249\" height=\"187\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">\u00a0<strong>\u201cSe algum dia, eu disser algo diferente do que disse Jesus e Kardec, fique com Eles e abandone-me&#8221;\u00a0<\/strong>\u00a0\u00a0 &#8211; Emmanuel<\/span><\/p>\n<p>L\u00facidas e coerentes, como sempre, estas palavras de Emmanuel foram dirigidas ao m\u00e9dium Francisco C. Xavier, quando aquele pretendia utilizar-se dos recursos medi\u00fanicos deste para o trabalho de divulga\u00e7\u00e3o da Doutrina dos Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>O caminho seguido pelas informa\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos passou primeiro por dois poderosos filtros chamados Jesus e Kardec, sendo enfeixados em s\u00edntese em &#8220;O Livro dos Esp\u00edritos&#8221; e ampliados depois nos livros: &#8220;A G\u00eanese&#8221;, &#8220;O Livro dos M\u00e9diuns&#8221;, &#8220;O Evangelho Segundo o Espiritismo&#8221; e &#8220;O C\u00e9u e o Inferno&#8221;, que constituem o Pentateuco, indivis\u00edvel bloco monol\u00edtico.<\/p>\n<p>Assim, todo livro subsidi\u00e1rio n\u00e3o poder\u00e1 deslocar-se da \u00f3rbita desses livros que s\u00e3o a base do Espiritismo. Destarte, quem deseja escrever ou falar sobre Espiritismo, tem necessariamente que se balizar pelos par\u00e2metros b\u00e1sicos, sob pena de caracterizar conte\u00fados ap\u00f3crifos pela n\u00e3o observ\u00e2ncia de tais crit\u00e9rios.<\/p>\n<p>Esp\u00edritas amai-vos; Esp\u00edritas instru\u00ed-vos; \u00e9 a sempre oportuna conclama\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito de Verdade. Instruamo-nos, portanto, principalmente nas fontes b\u00e1sicas, o que nos ensejar\u00e1 maiores condi\u00e7\u00f5es de avaliar e separar o joio do trigo.<\/p>\n<p>No livro &#8220;A G\u00eanese&#8221;, Cap\u00edtulo I, item 52, Kardec faz notar que &#8220;em parte alguma, o ensino Esp\u00edrita foi dado integralmente. Ele diz respeito a t\u00e3o grande n\u00famero de observa\u00e7\u00f5es, a assuntos t\u00e3o diferentes, exigindo conhecimentos e aptid\u00f5es medi\u00fanicas, que imposs\u00edvel era acharem-se reunidas num mesmo ponto todas as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. Tendo o ensino que ser coletivo e n\u00e3o individual, os Esp\u00edritos dividiram o trabalho, disseminando os assuntos de estudo e observa\u00e7\u00e3o como, em algumas f\u00e1bricas, a confec\u00e7\u00e3o de cada parte de um mesmo objeto \u00e9 repartida por diversos oper\u00e1rios.<\/p>\n<p>A revela\u00e7\u00e3o fez-se, assim, parcialmente em diversos lugares e por uma multid\u00e3o de intermedi\u00e1rios e \u00e9 dessa maneira que prossegue ainda, pois nem tudo foi revelado. Cada centro encontra nos outros centros o complemento do que obt\u00e9m, e foi o conjunto, a coordena\u00e7\u00e3o de todos os ensinos parciais que constitu\u00edram o Espiritismo.<\/p>\n<p>Era, pois, necess\u00e1rio grupar os fatos espalhados, para se lhes apreender a correla\u00e7\u00e3o, reunir os documentos diversos, as instru\u00e7\u00f5es dadas pelos Esp\u00edritos sobre todos os pontos e sobre todos os assuntos, para as comparar, analisar, estudar-lhes as analogias e as diferen\u00e7as. Vindo as comunica\u00e7\u00f5es de Esp\u00edritos de todas as partes, de todas as ordens, mais ou menos esclarecidos, era preciso apreciar o grau de confian\u00e7a que a raz\u00e3o permita conceder-lhes, distinguir as ideias sistem\u00e1ticas individuais ou isoladas das que tinham a san\u00e7\u00e3o do ensino geral dos Esp\u00edritos, as utopias das ideias pr\u00e1ticas, afastar as que eram notoriamente desmentidas pelos dados da ci\u00eancia positiva e da l\u00f3gica, utilizar igualmente os erros, as informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelos Esp\u00edritos, mesmo os da mais baixa categoria, para conhecimento de estado do mundo invis\u00edvel e formar com isso um todo homog\u00eaneo.<\/p>\n<p>Era preciso, numa palavra, um centro de elabora\u00e7\u00e3o, independente de qualquer ideia preconcebida, de todo preju\u00edzo de seita, resolvido a aceitar a verdade tornada evidente, embora contr\u00e1ria \u00e0s opini\u00f5es pessoais. Este centro se formou por si mesmo, pela for\u00e7a das coisas e sem des\u00edgnio premeditado.&#8221;<\/p>\n<p>O Espiritismo estar\u00e1 preservado dos cismas?<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o, certamente,&#8221; &#8211; responde Kardec no livro &#8220;Obras P\u00f3stumas&#8221; no cap\u00edtulo referente \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o do Espiritismo &#8211; &#8220;porque ter\u00e1, sobretudo no come\u00e7o, de lutar contra as ideias pessoais, sempre absolutas, tenazes, refrat\u00e1rias a se amalgamarem com as ideias dos demais; e contra a ambi\u00e7\u00e3o dos que, a despeito de tudo, se empenham por ligar seus nomes a uma inova\u00e7\u00e3o qualquer; &#8211; dos que criam novidades s\u00f3 para poderem dizer que n\u00e3o pensam e agem como os outros, pois lhes sofre o amor-pr\u00f3prio por ocuparem uma posi\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria.<\/p>\n<p>Se, por\u00e9m, o Espiritismo n\u00e3o puder escapar \u00e0s fraquezas humanas com as quais se tem de contar sempre, pode, todavia, neutralizar-lhes as consequ\u00eancias e isso \u00e9 essencial. Consequentemente, seitas poder\u00e3o formar-se ao lado da Doutrina, seitas que n\u00e3o lhe adotem os princ\u00edpios ou todos os princ\u00edpios, por\u00e9m, n\u00e3o dentro da Doutrina, por efeito da interpreta\u00e7\u00e3o dos textos, como tantas se formaram sobre o sentido das pr\u00f3prias palavras do Evangelho. \u00c9 esse um primeiro ponto de capital import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O segundo ponto est\u00e1 em n\u00e3o se sair do \u00e2mbito das ideias pr\u00e1ticas. Se \u00e9 certo que a utopia da v\u00e9spera se torna &#8211; muitas vezes &#8211; a verdade do dia seguinte, deixemos que o dia seguinte realize a utopia da v\u00e9spera, por\u00e9m, n\u00e3o atravanquemos a Doutrina de princ\u00edpios que possam ser considerados quim\u00e9ricos e fazer que a repilam os homens positivos.<\/p>\n<p>O terceiro ponto, enfim, \u00e9 inerente ao car\u00e1ter essencialmente progressivo da Doutrina. Pelo fato de ela n\u00e3o se embalar com sonhos irrealiz\u00e1veis, n\u00e3o se segue que se imobilize no presente. Apoiada t\u00e3o-s\u00f3 nas Leis da Natureza, n\u00e3o pode variar mais do que estas leis; mas, se uma nova lei for descoberta, tem ela de se por de acordo com essa lei. N\u00e3o lhe cabe fechar a porta a nenhum progresso, sob pena de se suicidar. Assimilando todas as ideias reconhecidamente justas, de qualquer ordem que sejam, f\u00edsicas ou metaf\u00edsicas, ela jamais ser\u00e1 ultrapassada, constituindo isso uma das principais garantias da sua perpetuidade.<\/p>\n<p>Acrescentamos que a toler\u00e2ncia, fruto da caridade, que constitui a base da Doutrina Esp\u00edrita, lhe imp\u00f5e como um dever respeitar todas as cren\u00e7as. Querendo ser aceita livremente, por convic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o por constrangimento, proclamando a liberdade de consci\u00eancia um direito natural imprescrit\u00edvel, diz: Se tenho raz\u00e3o, todos acabar\u00e3o por pensar como eu; se estou em erro, acabarei por pensar como os outros.<\/p>\n<p>Em virtude destes princ\u00edpios, n\u00e3o atirando pedras a ningu\u00e9m, ela nenhum pretexto dar\u00e1 para repres\u00e1lias e deixar\u00e1 aos dissidentes toda a responsabilidade de suas palavras e seus atos.&#8221;<\/p>\n<p>\u00c9 ainda Kardec, neste mesmo cap\u00edtulo que nos alerta:<\/p>\n<p>&#8220;(&#8230;) N\u00e3o faltar\u00e3o intrigantes, pseudo-esp\u00edritas, que queiram elevar-se por orgulho, ambi\u00e7\u00e3o ou cupidez; outros que estadeiem pretensas revela\u00e7\u00f5es com o aux\u00edlio das quais procurem salientar-se e fascinar as imagina\u00e7\u00f5es por demais cr\u00e9dulas. \u00c9 tamb\u00e9m de prever que, sob falsas apar\u00eancias, indiv\u00edduos haja que tentem apoderar-se do leme, com a ideia preconcebida de fazerem so\u00e7obrar o navio, desviando-o de sua rota. O navio n\u00e3o so\u00e7obrar\u00e1, mas poderia sofrer preju\u00edzos como atrasos que se devem evitar.&#8221;<\/p>\n<p>Acreditamos nada ter a acrescentar \u00e0s palavras de Kardec, por demais claras e judiciosas. Por elas conclu\u00edmos que verdadeiro Esp\u00edrita ser\u00e1 tamb\u00e9m aquele que guardar fidelidade \u00e0 Codifica\u00e7\u00e3o Kardequiana.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.geae.net.br\/publicacoes\/203-artigos-gerais\/1191-a-codificacao\">geae.net.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A codifica\u00e7\u00e3o Rog\u00e9rio Coelho \u00a0\u201cSe algum dia, eu disser algo diferente do que disse Jesus e Kardec, fique com Eles e abandone-me&#8221;\u00a0\u00a0\u00a0 &#8211; Emmanuel L\u00facidas e coerentes, como sempre, estas palavras de Emmanuel foram dirigidas ao m\u00e9dium Francisco C. 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