{"id":125,"date":"2013-02-13T21:52:51","date_gmt":"2013-02-13T21:52:51","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=125"},"modified":"2013-02-13T21:52:51","modified_gmt":"2013-02-13T21:52:51","slug":"mundos-paralelos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/mundos-paralelos\/","title":{"rendered":"Mundos Paralelos"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\">\n<table width=\"543\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"507\">VENCENDO O T\u00d3XICO \u2022 <i>Francisco \u00a0 C\u00e2ndido Xavier<\/i><br \/>\nEnvio-lhe \u00a0 a mensagem recebida numa ligeira reuni\u00e3o de preces, formada com quatro amigos \u00a0 procedentes de cidade distante. Tr\u00eas deles acompanhavam um rapaz que \u00a0 enveredara nos t\u00f3xicos. Com ele complet\u00e1vamos um grupo de cinco pessoas. O \u00a0 jovem de vinte e dois anos de idade pediu para orarmos juntos, buscando a \u00a0 for\u00e7a de que se sentia necessitado para esquecer os euforizantes.<\/p>\n<p>Depois \u00a0 da prece, o amigo espiritual que lhe fora pai na Terra compareceu em nosso \u00a0 ambiente e escreveu ao filho a carta que vai anexa. O rapaz reconheceu a \u00a0 presen\u00e7a paterna, chorou comovido e levou consigo a mensagem no original. \u00a0 Alguns meses depois voltou ele com dois dos amigos que o trouxeram ao nosso \u00a0 conv\u00edvio pessoal. Mostrou-se plenamente refeito, corajoso para a vida. E, ao \u00a0 declarar-se reconduzido aos estudos que havia abandonado, entregou-me uma \u00a0 c\u00f3pia da carta paterna por n\u00f3s psicografada.<\/p>\n<p>Os \u00a0 amigos que o seguiam sugeriram-me enviar essa p\u00e1gina \u00e0s suas m\u00e3os, para a \u00a0 divulga\u00e7\u00e3o com nossos estudos conjuntos.<\/p>\n<p>O rapaz \u00a0 tamb\u00e9m aceitou a ideia, solicitando apenas que o nome do genitor seja \u00a0 colocado em iniciais, por motivos de respeito filial.<\/p>\n<p>CARTA DE PAI \u2022 <i>J. \u00a0 R.<\/i><\/td>\n<td width=\"18\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table width=\"543\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"18\"><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"507\">Meu \u00a0 filho,<\/p>\n<p>Compreendemos, \u00a0 sim.<\/p>\n<p>Atiramos-te \u00a0 \u00e0 luta, sem considerar-te a mentalidade em reformula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quantas \u00a0 vezes tua m\u00e3e e eu te entregamos a m\u00e3os mercen\u00e1rias e quase sempre \u00a0 irrespons\u00e1veis, quando despontavas do ber\u00e7o, \u00e0 vista dos imperativos de \u00a0 relacionamento social! Noutras ocasi\u00f5es, assim proced\u00edamos de modo a \u00a0 desfrutarmos sozinhos as horas feriadas que nos surgissem, a t\u00edtulo de \u00a0 refazimento ou distra\u00e7\u00e3o. E, em regressando a casa, nunca te perguntamos pelo \u00a0 que viste ou ouviste, a fim de estabelecermos contigo um di\u00e1logo adequado \u00a0 para que se te pacificasse o esp\u00edrito inquieto \u00e0 frente da vida.<\/p>\n<p>Enviamos-te \u00a0 \u00e0 escola, no entanto, para falar a verdade, n\u00e3o express\u00e1vamos interesse \u00a0 permanente por teu curr\u00edculo de li\u00e7\u00f5es. E quando nos apresentavas certos \u00a0 assuntos colhidos involuntariamente \u00e0 margem do ensino, frequentemente \u00a0 d\u00e1vamos de ombros, julgando-te a conversa\u00e7\u00e3o demasiado infantil, \u00a0 afastando-nos sob pretexto de servi\u00e7o urgente.<\/p>\n<p>Largamos-te \u00a0 \u00e0s impress\u00f5es alheias, nem sempre as mais construtivas, de maneira a nos \u00a0 encasularmos no \u00f3cio dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>Quiseste \u00a0 associar-nos \u00e0s tuas companhias e leituras, caminhadas e afetos, mas, via de \u00a0 regra, recusamos-te o convite, com a desculpa de fazer dinheiro ou mobilizar \u00a0 provid\u00eancias para sustentar-te, qual se fosses um peso em nossa economia ao \u00a0 inv\u00e9s de aben\u00e7oada luz do nosso amor. Distanciamo-nos de ti e deixamos-te a \u00a0 s\u00f3s, impensadamente, \u00e9 verdade.<\/p>\n<p>Ach\u00e1vamo-nos \u00a0 como que anestesiados pela obsess\u00e3o de ganho para excessivo conforto, \u00a0 incapazes de oferecer-te cobertura nos dom\u00ednios do cora\u00e7\u00e3o. A morte, \u00a0 entretanto, apareceu quando nem hav\u00edamos come\u00e7ado a pensar convenientemente \u00a0 na vida, a transferir-nos de plano, e hoje te vemos em perigo, \u00a0 espiritualmente desprotegido, cansado, desiludido, enredado em desequil\u00edbrio \u00a0 e doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Somente \u00a0 agora reconhecemos o quanto te amamos, unicamente agora notamos que n\u00e3o teremos \u00a0 futuro sem ti. E porque nada conseguimos realizar de bom sem amor, ante a \u00a0 necessidade de nossa reintegra\u00e7\u00e3o nos interesses e aspira\u00e7\u00f5es uns dos outros, \u00a0 abeiramo-nos com humildade do caminho em que segues hoje, t\u00e3o longe de n\u00f3s, \u00a0 para dizer-te simplesmente:<\/p>\n<p>\u2013 \u00a0 Considera o nosso engano e perdoa-nos, meu filho!&#8230;<\/td>\n<td width=\"18\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table width=\"543\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"18\"><\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"507\">\nMUNDOS PARALELOS \u2022 <i>J. Herculano Pires (Irm\u00e3o Saulo<\/i>)<\/p>\n<p>As \u00a0 criaturas que se aturdem com a situa\u00e7\u00e3o atual do mundo geralmente n\u00e3o sabem \u00a0 que ela repercute de maneira profunda no mundo espiritual, nesse universo \u00a0 paralelo que nos cerca e com o qual estamos em permanente comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em \u00a0 nossas reuni\u00f5es medi\u00fanicas, temos recebido a visita de <i>hippies<\/i> do al\u00e9m, alguns ainda presos \u00e0 \u00a0 sua desorienta\u00e7\u00e3o terrena, outros j\u00e1 refeitos e que se portam como <i>hippies<\/i> no bom sentido, convertendo ao \u00a0 bem os seus h\u00e1bitos e as suas express\u00f5es. A juventude transviada \u00e9 o produto \u00a0 da desorienta\u00e7\u00e3o dos pais, da maldade dos adultos, do ego\u00edsmo que corr\u00f3i o \u00a0 cora\u00e7\u00e3o das velhas gera\u00e7\u00f5es. Por isso, a revolta dessa juventude \u00e9 um desafio \u00a0 \u00e0 nossa falta de compreens\u00e3o e \u00e0 nossa falta de amor.<\/p>\n<p>No \u00a0 epis\u00f3dio que hoje divulgamos temos a retrata\u00e7\u00e3o de um pai que volta ao meio \u00a0 terreno, atrav\u00e9s da mediunidade de Chico Xavier, para pedir perd\u00e3o ao filho \u00a0 que n\u00e3o soube compreender em vida. O resultado, como vimos, foi satisfat\u00f3rio, \u00a0 pois o cora\u00e7\u00e3o do filho, sedento de amor, encontrou na mensagem paterna o \u00a0 b\u00e1lsamo que lhe faltava. Gra\u00e7as a isso conseguiu vencer o seu desespero e \u00a0 reintegrar-se na vida e nos estudos que havia abandonado. Se os pais de hoje \u00a0 pudessem compreender o sentido e o objetivo da vida terrena que a mensagem \u00a0 esp\u00edrita esclarece, esta fase de transi\u00e7\u00e3o do nosso mundo seria menos \u00a0 tr\u00e1gica.<\/p>\n<p>A \u00a0 civiliza\u00e7\u00e3o do conforto, do gozo, da gan\u00e2ncia sem limites, apagou o esp\u00edrito \u00a0 e lan\u00e7ou a criatura humana nas trevas. \u201cAch\u00e1vamo-nos como que anestesiados \u00a0 pela obsess\u00e3o de ganho para excessivo conforto \u2013 escreve o pai nas garras do \u00a0 remorso \u2013, incapazes de oferecer-te cobertura nos dom\u00ednios do cora\u00e7\u00e3o.\u201d \u00c9 \u00a0 essa a situa\u00e7\u00e3o da maioria das criaturas nesta fase final de uma civiliza\u00e7\u00e3o \u00a0 que se devora a si mesma. Mas Deus n\u00e3o se esqueceu dos homens e os leva, pelo \u00a0 despertar medi\u00fanico, \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito, reacendendo na carne as luzes \u00a0 espirituais que espantar\u00e3o as trevas.<\/p>\n<p>Somos \u00a0 \u201cbichos\u201d, segundo a express\u00e3o <i>hippie<\/i>, preferindo a vida animal \u00e0 \u00a0 espiritual. Buscamos \u201cpaz e amor\u201d, mas a paz do conforto ilus\u00f3rio e o amor \u00a0 carnal. Mas os esp\u00edritos ressuscitam a mensagem do Evangelho e provam, como o \u00a0 Cristo provou no seu tempo, com os dramas da obsess\u00e3o e da possess\u00e3o, que o \u00a0 nosso destino \u00e9 espiritual e n\u00e3o material, que o nosso rumo \u00e9 a \u00a0 transcend\u00eancia e n\u00e3o a acomoda\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es animais do corpo.<br \/>\n<b>Artigo publicado originalmente \u00a0 na coluna dominical &#8220;Chico Xavier pede licen\u00e7a&#8221; <\/b><b><br \/>\n<\/b><b>do jornal <i>Di\u00e1rio de S. Paulo<\/i>, na d\u00e9cada de \u00a0 1970.<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VENCENDO O T\u00d3XICO \u2022 Francisco \u00a0 C\u00e2ndido Xavier Envio-lhe \u00a0 a mensagem recebida numa ligeira reuni\u00e3o de preces, formada com quatro amigos \u00a0 procedentes de cidade distante. Tr\u00eas deles acompanhavam um rapaz que \u00a0 enveredara nos t\u00f3xicos. 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