{"id":12656,"date":"2023-01-27T07:15:24","date_gmt":"2023-01-27T10:15:24","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=12656"},"modified":"2023-01-27T07:15:24","modified_gmt":"2023-01-27T10:15:24","slug":"felicidade-social-e-cidadania-no-pensamento-espirita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/felicidade-social-e-cidadania-no-pensamento-espirita\/","title":{"rendered":"Felicidade Social e Cidadania no Pensamento Esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Felicidade Social e Cidadania no Pensamento Esp\u00edrita<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEjfsn6Vp7QgZ8Ou3PCOBUrEaJ9zfx9ootodKgJOY6z2Cga3LvS51P43jrTrH4U9H4AMX33WjXCxFyTFg8RBBongHJPEKvnYb2ASHpvharmwAExyQyDPQ28nx_cFG0O064RKMzNQXHw6_Me8bLa87aDNotkFvodtnWWMcvo5OABBdhonRZDcdkvA4kjenw\/w614-h384\/jerri1.jpg\" width=\"439\" height=\"274\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/grupoagoraespirita.blogspot.com\/2022\/03\/\">Grupo \u00c1gora Espirita<\/a><\/p>\n<p>Os ventos revolucion\u00e1rios que sopravam da Fran\u00e7a, em 1789, invocavam tr\u00eas palavras que se tornaram paradigm\u00e1ticas no vocabul\u00e1rio dos direitos humanos: Liberdade, igualdade e fraternidade. Esta \u00faltima, n\u00e3o era vista propriamente como um \u201cdireito\u201d, mas como uma condi\u00e7\u00e3o esperada nas rela\u00e7\u00f5es sociais. Numa \u00e9poca de nobres, burgueses, servos e escravos, cuja tradi\u00e7\u00e3o naturalizava a terr\u00edvel desigualdade social, o pensamento iluminista e os ideais de 1789, deixariam significativas contribui\u00e7\u00f5es aos s\u00e9culos seguintes.<\/p>\n<p>Robespierre, advogado e pol\u00edtico radical, em seu \u201cDiscurso sobre a organiza\u00e7\u00e3o das guardas nacionais\u201d[2], publicado em dezembro de 1790, enfatizava o lema: \u201cLiberdade, igualdade e fraternidade\u201d, como palavras que deveriam ser escritas na bandeira da Fran\u00e7a. Mais do que estampar essas palavras em bandeiras nacionais, \u00e9 imprescind\u00edvel construir uma sociedade mais fraterna, com justi\u00e7a social e com leis que resguardem, de fato, a dignidade humana e o bem comum.<\/p>\n<p>Allan Kardec, cujo nome verdadeiro era Hippolyte L\u00e9on Denizard Rivail nasceu em 1804, ano em que Napole\u00e3o Bonaparte se autoproclamou imperador dos franceses. Sua forma\u00e7\u00e3o intelectual se deu com base na cultura filos\u00f3fica, cient\u00edfica e humanista de sua \u00e9poca.[3]\u00a0 Kardec, como sabemos, foi o fundador de uma filosofia singular, espiritualista, racionalista, humanista, progressista, que descortinou e naturalizou a dimens\u00e3o espiritual do ser humano.<\/p>\n<p>Engana-se, no entanto, quem v\u00ea no espiritismo uma via de fuga diante dos desafios sociais, cujo foco \u00e9, t\u00e3o somente, os problemas metaf\u00edsicos. A discuss\u00e3o sobre os direitos naturais, os direitos humanos e justi\u00e7a social, est\u00e3o presentes no conjunto da obra kardequiana. Em O Livro dos Esp\u00edritos, considera-se que o primeiro de todos os \u201cdireitos naturais\u201d do ser humano \u00e9 o direito \u00e0 vida, uma verdade autoevidente, um princ\u00edpio inalien\u00e1vel.[4] Reconhecendo, ainda, que para sobreviver \u00e9 necess\u00e1rio ao ser humano, possuir condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia e de dignidade.[5]<\/p>\n<p>Na terceira parte de O Livro dos Esp\u00edritos, intitulada: \u201cAs Leis Morais\u201d, encontram-se o que podemos chamar de \u201cteses sociais esp\u00edritas\u201d que refletem sobre as fun\u00e7\u00f5es do trabalho, da din\u00e2mica social, da igualdade, da liberdade, do progresso, da justi\u00e7a, amor e caridade. Os direitos humanos est\u00e3o, inexoravelmente, no centro dessas discuss\u00f5es. Ao tratar, por exemplo, da \u201cLei de Liberdade\u201d, o espiritismo se posiciona na defesa da liberdade de pensamento, de consci\u00eancia e de cren\u00e7a, contra qualquer forma de intoler\u00e2ncia e de escravid\u00e3o:<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">Em sua acep\u00e7\u00e3o mais vasta, o livre-pensamento significa: livre-exame, liberdade de consci\u00eancia, f\u00e9 raciocinada; simboliza a emancipa\u00e7\u00e3o intelectual, a independ\u00eancia moral, complemento da independ\u00eancia f\u00edsica; n\u00e3o quer mais escravos do pensamento, pois o que caracteriza o livre-pensador \u00e9 que este pensa por si mesmo, e n\u00e3o pelos outros; em outros termos, sua opini\u00e3o lhe \u00e9 pr\u00f3pria. Assim, pode haver livres-pensadores em todas as opini\u00f5es e em todas as cren\u00e7as. Neste sentido, o livre-pensamento eleva a dignidade do homem, dele fazendo um ser ativo, inteligente, em vez de uma m\u00e1quina de crer.[6]<\/span><\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o era nada f\u00e1cil, ainda no s\u00e9culo XIX, defender a liberdade de express\u00e3o e de cren\u00e7a.[7] Nota-se no pensamento de Kardec, uma clara influ\u00eancia dos valores que permeavam a cultura progressista de sua \u00e9poca. No entanto, o espiritismo nascente oferecia novos elementos para essa cultura. O progresso da humanidade, na perspectiva da nova filosofia, estaria vinculado ao melhoramento intelectual e moral dos indiv\u00edduos, da\u00ed decorrendo o aperfei\u00e7oamento da legisla\u00e7\u00e3o humana e das rela\u00e7\u00f5es sociais.[8] Na medida em que melhor conhece as \u201cleis naturais\u201d, que regem o Universo, o mundo f\u00edsico e espiritual, o ser humano, pensava Kardec, tende a desenvolver um n\u00edvel mais elevado de humaniza\u00e7\u00e3o. Essa ideia jamais deveria implicar, como veremos, num processo de aliena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Na Revista Esp\u00edrita, em mar\u00e7o de 1871, \u00e9 publicado um texto p\u00f3stumo de Allan Kardec, que havia falecido em 31 de mar\u00e7o de 1869. O t\u00edtulo: \u201cLiberdade, igualdade e fraternidade\u201d[9], retomava ao ide\u00e1rio de uma nova ordem social. No texto, ele pondera que: \u201cA fraternidade, na rigorosa acep\u00e7\u00e3o da palavra, resume todos os deveres do homem para com os semelhantes. Significa: devotamento, abnega\u00e7\u00e3o, toler\u00e2ncia, benevol\u00eancia, indulg\u00eancia\u201d. Uma esp\u00e9cie de \u201cprograma\u201d, segundo ele, capaz de se contrapor ao \u201cego\u00edsmo social\u201d, um dos grandes males da humanidade.<\/p>\n<p>Essa, de fato, parece ser uma das grandes quest\u00f5es que permeia o que Kardec chamou de \u201cfelicidade social\u201d. Como \u00e9 poss\u00edvel uma sociedade funcional, solid\u00e1ria e humanizada onde cada um s\u00f3 pensa em si mesmo e\/ou em seu grupo? Obviamente, o sentido de \u201cigualdade\u201d numa sociedade disfuncional e desumanizada sobrevive com base nas legisla\u00e7\u00f5es, mas permanece distante, na pr\u00e1tica, da ideia de justi\u00e7a social. A desigualdade das condi\u00e7\u00f5es sociais, os preconceitos de classes, raciais e de g\u00eanero, s\u00e3o alguns exemplos vigorosos dessa lament\u00e1vel e hist\u00f3rica realidade. Kardec, aponta um dos principais \u201cinimigos\u201d da igualdade: \u201cO orgulho, que trabalha por ser o primeiro e por dominar; que vive de privil\u00e9gios e de exce\u00e7\u00f5es e que aproveitar\u00e1 a primeira ocasi\u00e3o para destruir a igualdade social (&#8230;). Ora, sendo o orgulho uma das chagas sociais, \u00e9 evidente que nenhuma sociedade ter\u00e1 a igualdade sem arrasar primeiro essa barreira\u201d.[10]<\/p>\n<p>Essa problem\u00e1tica \u00e9 mais complexa, n\u00e3o se limitando apenas a uma perspectiva pessoal de melhoramento. Recordemos que a ideia de igualdade foi um dos pilares da declara\u00e7\u00e3o universal dos direitos do homem e do cidad\u00e3o, uma \u201cutopia poss\u00edvel\u201d. Ali\u00e1s, um mundo cujos alicerces seriam igualdade e fraternidade j\u00e1 havia sido pensado pelo humanista ingl\u00eas Thomas Morus, em seu livro \u201cUtopia\u201d, escrito em 1516. Em contraponto \u00e0 sociedade fortemente excludente de sua \u00e9poca, Morus imaginou uma ilha onde seus habitantes viviam pelo bem comum, sem classes, sem propriedade privada, sem explora\u00e7\u00e3o de uns sobre outros. Possivelmente, Morus tenha sido um dos pais daquilo que seria chamado de socialismo ut\u00f3pico.<\/p>\n<p>Em O Livro dos Esp\u00edritos, Kardec indagou seus interlocutores espirituais sobre o problema da \u201cdesigualdade das condi\u00e7\u00f5es sociais\u201d e obteve como resposta: \u201c\u00c9 obra dos homens e n\u00e3o de Deus\u201d.[11] Ent\u00e3o, s\u00e3o os pr\u00f3prios seres humanos que necessitam resolver ou atenuar esse problema por eles criado, historicamente.<\/p>\n<p>Perceba que o princ\u00edpio da igualdade n\u00e3o contradiz o da diversidade. A filosofia esp\u00edrita considera que a diversidade faz parte das m\u00faltiplas experi\u00eancias do Esp\u00edrito em sua trajet\u00f3ria evolutiva. Viv\u00eancias sociais, \u00e9tnicas, de g\u00eanero, de cren\u00e7as, de ideologias, entre tantas outras, fazem parte do amplo contexto experiencial do ser. Por isso mesmo, a diversidade deve ser respeitada. Qual a beleza do arco-\u00edris, sem o seu multicolorido? Qual o encanto do jardim, sem a diversidade das flores, com suas esp\u00e9cies e caracter\u00edsticas pr\u00f3prias?<\/p>\n<p>A diversidade de pensamentos, de culturas, de express\u00f5es est\u00e9ticas, de tipos f\u00edsicos, de cores, de etnias, de partidos, faz parte da riqueza da esp\u00e9cie humana. A igualdade defendida como um direito humano n\u00e3o \u00e9 a uniformiza\u00e7\u00e3o da humanidade. Longe disso! Refletir sobre o tipo de civiliza\u00e7\u00e3o e de sociedade que constru\u00edmos, marcada, entre outros, pela explora\u00e7\u00e3o e pela mis\u00e9ria, pelo preconceito, pela discrimina\u00e7\u00e3o da mulher, pela homofobia e misoginia, \u00e9 que necessita ser questionada. A igualdade \u00e9, justamente, o dever de se assegurar e respeitar os direitos humanos.<\/p>\n<p>A teoria esp\u00edrita aceita dois movimentos b\u00e1sicos pelos quais o progresso se desenvolve. O movimento interno, individual e pessoal, onde cada sujeito vai, dentro de seu ritmo pr\u00f3prio, enfrentando e superando seus condicionamentos, atavismos, v\u00edcios e preconceitos, ou seja, o seu ego\u00edsmo e seu orgulho, na constru\u00e7\u00e3o de um humano mais humanizado. E o movimento externo, social, pol\u00edtico, educacional, comunit\u00e1rio, jur\u00eddico, que visa aperfei\u00e7oar os mecanismos coletivos de conviv\u00eancia. Os dois movimentos funcionam dialeticamente um sobre o outro.<\/p>\n<p>Allan Kardec enfatiza, nesse sentido, que: \u201cos preconceitos sociais, a rotina, o fanatismo, a intoler\u00e2ncia e a ignor\u00e2ncia\u201d s\u00e3o inimigos do progresso.[12] L\u00e9on Denis, considerado um dos mais eminentes fil\u00f3sofos esp\u00edritas do s\u00e9culo XIX, em suas confer\u00eancias realizadas nas cidades de Tours Orl\u00e9ans, em 29 de fevereiro, e 4 de abril de 1880,\u00a0 referindo-se ao progresso pol\u00edtico e \u00e0 situa\u00e7\u00e3o social da Fran\u00e7a,\u00a0 enfatizava o papel da cidadania:<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">A Rep\u00fablica democr\u00e1tica \u00e9 a mais racional e a mais l\u00f3gica forma de liberdade e s\u00f3 ela pode levantar, valorizar as almas que o despotismo humilhou. S\u00f3 ela pode fazer a verdadeira igualdade entre os homens, sem rebaixar os grandes ao n\u00edvel dos pequenos, por\u00e9m, dando aos pequenos os meios de se elevarem gradualmente ao n\u00edvel dos grandes, pela instru\u00e7\u00e3o, pela liberdade de trabalho e de associa\u00e7\u00e3o, pela uniformidade dos direitos. O governo da Rep\u00fablica \u00e9 a express\u00e3o da vontade nacional. O povo, reunido em seus com\u00edcios, nomeia seus representantes e estes elegem o chefe do poder. \u00c9, portanto, o povo que se governa a si pr\u00f3prio por meio do sufr\u00e1gio universal. Cada cidad\u00e3o participa da soberania. Uma na\u00e7\u00e3o republicana \u00e9 um vasto organismo, um grande corpo, do qual cada eleitor \u00e9 um membro.[13]<\/span><\/em><\/p>\n<p>Governos desp\u00f3ticos, tiranos, absolutistas, autocr\u00e1ticos e ditatoriais s\u00e3o, por natureza, nocivos aos direitos humanos. Imp\u00f5e censura, estruturas de repress\u00e3o, intoler\u00e2ncia e controle social, implementando a tortura e a morte como pol\u00edticas de Estado. Nosso fil\u00f3sofo depositava grande esperan\u00e7a nos governos democr\u00e1ticos e no papel dos cidad\u00e3os. Estar no mundo \u00e9 assumir, como lembrou Deolindo Amorim, reconhecido pensador esp\u00edrita, compromissos diante das conting\u00eancias sociais.[14] L\u00e9on Denis enfatiza ainda:<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #993300;\">Vede, cidad\u00e3os, quanto, com a Rep\u00fablica, nossa responsabilidade aumenta, pois a sorte de nosso Pa\u00eds est\u00e1 em nossas m\u00e3os. Somos n\u00f3s que, por nossas escolhas e nossos sufr\u00e1gios, fazemos nossos destinos. Compreendei, agora, quanto \u00e9 necess\u00e1rio que cada um de n\u00f3s se esclare\u00e7a e se aperfei\u00e7oe, quanto \u00e9 necess\u00e1rio que o julgamento de todos se fortifique, porque, eu vos pergunto, que far\u00edamos dos direitos e das liberdades, se n\u00e3o soub\u00e9ssemos emprega-los com sabedoria, com discernimento.[15]<\/span><\/em><\/p>\n<p>A sociedade contempor\u00e2nea, assim como na \u00e9poca de Kardec e de Denis, nos apresenta diariamente seus desafios humanos e sociais.\u00a0 Vez por outra, ressurgem focos de intoler\u00e2ncia, verdadeiros \u201ctumores\u201d degenerativos da tessitura social, conspirando contra os ideais progressistas, human\u00edsticos e democr\u00e1ticos. O recrudescimento, nos \u00faltimos tempos, de ideologias (de Estado) que pregam um conservadorismo ufanista e retr\u00f3grado, sobre temas que envolvem sexualidade e fam\u00edlia, por exemplo, com vi\u00e9s explicitamente patriarcal, machista e homof\u00f3bico, atualizam os debates sobre igualdade e direitos humanos.\u00a0\u00a0\u00a0 Nesse sentido, segundo afirmou o fil\u00f3sofo franc\u00eas Gilles Lipovetsky: \u201cQuanto mais frustrante \u00e9 a sociedade, mais ela promove as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para uma re-oxigena\u00e7\u00e3o da vida\u201d.[16]<\/p>\n<p>Para Lipovetsky, vivemos numa sociedade, apesar de todos os seus desafios, mais aberta do que no passado. Os modos de vida s\u00e3o cada vez mais mut\u00e1veis, baseados em um amplo leque de alternativas, escolhas e padr\u00f5es. A \u00e9poca atual, oferece mais recursos para o enfrentamento das mazelas sociais. As sociedades no s\u00e9culo 21 mudam com muito mais rapidez do que na \u00e9poca de Kardec. Existe uma frequente revis\u00e3o e cr\u00edtica dos descaminhos humanit\u00e1rios, realizada por organismos sociais, coletivos e institui\u00e7\u00f5es que, de alguma forma, pensam e lutam por uma sociedade melhor para todos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/grupoagoraespirita.blogspot.com\/2022\/03\/\">Grupo \u00c1gora Espirita<\/a><\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Refer\u00eancias:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[1] Pesquisador esp\u00edrita, livre-pensador, autor de v\u00e1rios livros dentre os quais: \u201cMorte, luto e imortalidade. Olhares e perspectivas, 2021.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[2]ROBESPIERRE, Maximilien de. Discours Sur L\u2019Organisation Des Gardes Nationales. Publi\u00e9 mi-d\u00e9cembre 1790 \/ Utilis\u00e9 devant l\u2019Assembl\u00e9e Nationale les 27 &amp; 28 avril 1791. XVI. Dispon\u00edvel em: https:\/\/books.google.com.br<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[3] Allan Kardec conhecia os cl\u00e1ssicos e traduziu obras da literatura francesa para o alem\u00e3o, como Tel\u00eamaco, de F\u00e9nelon. Dominava fluentemente o latim, grego, italiano, holand\u00eas, ingl\u00eas, gaul\u00eas e o castelhano. Foi um estudioso da filosofia grega, como pode ser observado em sua an\u00e1lise do pensamento filos\u00f3fico de S\u00f3crates e Plat\u00e3o, os quais considerou, ao lado de Jesus de Nazar\u00e9, como precursores do Espiritismo, na magistral introdu\u00e7\u00e3o de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Educado no humanismo pestalozziano, de n\u00edtida influ\u00eancia do pensamento \u00e9tico e pedag\u00f3gico de Rousseau, o fundador do Espiritismo possu\u00eda uma forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, enciclop\u00e9dica, t\u00edpica dos humanistas de seu tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">LARA, Eugenio. Breve Ensaio sobre o Humanismo Esp\u00edrita. Santos, SP: CPDoc, 2012. p.54-55.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[4] KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos, quest\u00e3o 880. Princ\u00edpio tamb\u00e9m defendido na Declara\u00e7\u00e3o de Independ\u00eancia Americana em 1776.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[5] KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. Quest\u00f5es 881 e 882.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[6] KARDEC, Allan. Livre pensamento e livre consci\u00eancia. Revista Esp\u00edrita. Fevereiro de 1867.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[7] Mesmo com a expans\u00e3o das ideias liberais a Fran\u00e7a, na \u00e9poca em que Kardec escreveu esse texto, era governada por Napole\u00e3o III e seu governo ditatorial e repressor. Al\u00e9m disso, havia forte rea\u00e7\u00e3o da Igreja \u00e0s ideias de separa\u00e7\u00e3o entre Estado e Religi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[8] MOREIRA, Milton Medran. Direito e Justi\u00e7a. Um olhar esp\u00edrita. Porto Alegre: Imprensa Livre, 2004. p.77.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[9] O mesmo texto ser\u00e1 publicado, tamb\u00e9m, no livro: Obras P\u00f3stumas, lan\u00e7ado em 1890. Para alguns estudiosos, \u00e9 necess\u00e1ria cautela em atribuir autoria de Allan Kardec aos tais textos, uma vez que somente foram publicados ap\u00f3s sua morte. De qualquer forma, estou considerando, para efeito de an\u00e1lise, o conte\u00fado do pr\u00f3prio texto, mais do que o crit\u00e9rio de autoridade atribu\u00eddo ao seu autor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[10] KARDEC, Allan. Liberdade, igualdade e fraternidade. In. Obras P\u00f3stumas. 14\u00ba edi\u00e7\u00e3o. Revis\u00e3o e notas. Herculano Pires. LAKE. p. 195.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[11] KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos, quest\u00e3o 806.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[12] KARDEC, Allan. Revista Esp\u00edrita. Junho de 1868,<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[13] DENIS, L\u00e9on. O Progresso. Tradu\u00e7\u00e3o: Jos\u00e9 Jorge. 2\u00aa ed. Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es L\u00e9on Denis, 2005. p.44-45.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[14] AMORIM, Deolindo. Defini\u00e7\u00e3o e op\u00e7\u00e3o. In. O Espiritismo e os problemas humanos. S\u00e3o Paulo: USE, 1985.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[15] DENIS, L\u00e9on. O Progresso. Confer\u00eancia feita em Tours, na sala do Cirque, em 29 de fevereiro de 1880, e em Orl\u00e9ans, na sala do Instituto em 4 de abril de 1880. 2\u00aa ed. Trad. Jos\u00e9 Jorge. Edi\u00e7\u00f5es L\u00e9on Denis \u2013 RJ, 2005. p.45.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[16] LIPOVETSKY, Gilles. A Sociedade da Decep\u00e7\u00e3o. Trad. Armando Braio. Barueri-SP: Manole, 2007. p.74.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Felicidade Social e Cidadania no Pensamento Esp\u00edrita Grupo \u00c1gora Espirita Os ventos revolucion\u00e1rios que sopravam da Fran\u00e7a, em 1789, invocavam tr\u00eas palavras que se tornaram paradigm\u00e1ticas no vocabul\u00e1rio dos direitos humanos: Liberdade, igualdade e fraternidade. Esta \u00faltima, n\u00e3o era vista &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/felicidade-social-e-cidadania-no-pensamento-espirita\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,16,27,19],"tags":[],"class_list":["post-12656","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-espiritismo","category-sociedade","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12656","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12656"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12656\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12657,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12656\/revisions\/12657"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}