{"id":12689,"date":"2023-02-07T06:24:48","date_gmt":"2023-02-07T09:24:48","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=12689"},"modified":"2023-02-07T06:24:48","modified_gmt":"2023-02-07T09:24:48","slug":"o-luto-e-o-sentimento-de-culpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-luto-e-o-sentimento-de-culpa\/","title":{"rendered":"O luto e o sentimento de culpa"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #0000ff;\">O luto e o sentimento de culpa<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/a\/AVvXsEh-8XL0EumyBuWseHooj8e-Tgqo2g-2rDfPIssEOmtEWJ4rQo4bq-rfdbIl-gxoYwW1MbVh-PDUlXXRG1g8aqbJuKtNb_DA4zHXVC3N8N3pkuUNiQigx6Jch2kXNms1XIs9lzFHphFOYP3jPNWvcoFM7LC5EvZJNcix8-JArmtjeupvbJwJMMegXOEOhQ=w223-h320\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #993300;\">A perda de entes queridos cria sulcos profundos no nosso psiquismo. O vazio deixado pelas perdas \u00e9 deveras doloroso ao ser abordado no espa\u00e7o terap\u00eautico. Revirar as emo\u00e7\u00f5es que ficaram gravadas e escondidas na mem\u00f3ria atual \u00e9 reviver os fatos como se fossem no presente, aqui e agora. Como esquecer ou sublimar um amor que marcou intensamente nossas vidas, cujas lembran\u00e7as acendem uma chama que queima nossas entranhas, causando significativos danos emocionais, ps\u00edquicos e por conseguinte f\u00edsicos? N\u00e3o d\u00e1 para fazer de conta que isso n\u00e3o existiu.<\/span><\/em><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, em face da pandemia que assolou toda a popula\u00e7\u00e3o do nosso planeta, onde milh\u00f5es de vidas foram ceifadas, confrontamo-nos sobremaneira com essa fatalidade, perdendo amigos e familiares pr\u00f3ximos e nenhuma fam\u00edlia passou em branco. A experi\u00eancia da morte chegou em todos os recantos, deixando sua marca e sinais de dor e sofrimento nos cora\u00e7\u00f5es dos que ainda por aqui transitam. Independente do credo religioso, da f\u00e9 aprendida e praticada, a dor d\u00f3i, e cada um tem o seu jeito particular para lidar com ela assim como no luto.<\/p>\n<p>A conduta indicada para conviver com a dor \u00e9 a paci\u00eancia. \u00c9 fato que ningu\u00e9m se encontra preparado para perder a quem ama, a menos que ame sabendo que um dia ir\u00e1 perder. O luto pode trazer no seu bojo um sentimento de culpa por sentirmos al\u00edvio, quando a perda est\u00e1 ligada ao sofrimento de algu\u00e9m que se foi, pessoa ou animal de estima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vejo como leg\u00edtimo fazer visitas ao local de sepultamento, guardar pertences pessoais etc. que pode expressar gesto de carinho e saudades do objeto da perda; fazer um pouco as tarefas que a pessoa fazia pode matar a saudade e poder\u00e1 ter efeito positivo. Por\u00e9m, querer assumir a vida de quem foi n\u00e3o garante que a falta n\u00e3o ser\u00e1 sentida. Que o vazio ser\u00e1 preenchido.<\/p>\n<p>Falar sobre a perda sem atribuir valores e julgamentos pode ajudar a quebrar a culpa e o luto. Sobre essas ila\u00e7\u00f5es, os te\u00f3ricos desenvolveram estudos na tentativa de trazer al\u00edvio e\/ou solucionar a quest\u00e3o das rea\u00e7\u00f5es humanas diante das perdas.<\/p>\n<p>Freud, no artigo intitulado Luto e Melancolia (1) assim descreve: \u201dO luto de modo geral \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o \u00e0 perda de um ente querido, \u00e0 perda de alguma abstra\u00e7\u00e3o que ocupou o lugar de um ente querido, como o pa\u00eds, a liberdade ou o ideal de algu\u00e9m, e assim por diante\u201d&#8230; \u201dtamb\u00e9m vale notar que, embora o luto envolva graves afastamentos daquilo que constitui a atitude normal para com a vida, jamais ocorre consider\u00e1-lo como sendo uma condi\u00e7\u00e3o patol\u00f3gica e submet\u00ea-lo a tratamento m\u00e9dico. Confiamos que seja superado ap\u00f3s um lapso de tempo, e julgamos in\u00fatil ou mesmo prejudicial qualquer interfer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a ele\u201d.<\/p>\n<p>No meu entender, nenhuma teoria \u00e9 capaz de explicar o luto, por ser uma experi\u00eancia viva, intransfer\u00edvel, \u00fanica e pessoal. Explicar a dor do luto \u00e9 como explicar a alegria e o prazer do amor. Posso afirmar que o luto tem car\u00e1ter personalizado e precisa ser vivido passo a passo e n\u00e3o se trata de uma doen\u00e7a e n\u00e3o tem prazo para terminar. Cada um tem o seu tempo e poder\u00e3o ocorrer ciclos de intensidade de maior e menor teor, enquanto o sofrimento prolongado poder\u00e1 acarretar somatiza\u00e7\u00f5es, provocando baixa da imunidade e sujeitando a pessoa a v\u00e1rias patologias. O estado de luto nos obriga a rever valores, buscar outro sentido para a vida com novos ingredientes, como num est\u00e1gio a vida de rela\u00e7\u00e3o nos premia com a oportunidade de aprendermos a lidar com as recomposi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas e emocionais, amadurecendo os nossos sentimentos. Nesse cap\u00edtulo, somos impelidos a buscar respostas a quest\u00f5es at\u00e1vicas no que diz respeito ao ser espiritual que somos. As perguntas que a ci\u00eancia acad\u00eamica n\u00e3o pode responder de forma satisfat\u00f3ria encontram-se em abund\u00e2ncia nas religi\u00f5es, nos mais variados formatos e ideologias teol\u00f3gicas. Destaque para a Doutrina Esp\u00edrita no que concerne \u00e0 continuidade da vida, enquanto esp\u00edritos imortais em tr\u00e2nsito pelos muitos mundos habitados.<\/p>\n<p>No primeiro livro da s\u00e9rie psicol\u00f3gica \u201cO Homem Integral\u201d pelo esp\u00edrito Joanna de \u00c2ngelis, a mentora assim se expressa: \u201cDefinitivamente, as experi\u00eancias ps\u00edquicas parapsicol\u00f3gicas, e medi\u00fanicas, provocadas ou naturais, t\u00eam trazido importante contribui\u00e7\u00e3o para equacionar o problema da morte, dando sentido \u00e0 exist\u00eancia. Conscientizando-se, o homem, da continuidade do ser pensante ap\u00f3s as transforma\u00e7\u00f5es do corpo atrav\u00e9s da morte da forma, alteram-se-lhe, totalmente, os conceitos sobre a vida e a sua conduta no transcurso da experi\u00eancia org\u00e2nica. De qualquer forma, reservar espa\u00e7o para o desapego das coisas, das pessoas e das posi\u00e7\u00f5es, analisando a inevitabilidade da morte, que obriga o indiv\u00edduo a tudo deixar, \u00e9 uma terapia saud\u00e1vel e necess\u00e1ria para um tr\u00e2nsito feliz pelo mundo objetivo\u201d. (2)<\/p>\n<p>Certamente, nenhum de n\u00f3s deseja acelerar o carimbo do passaporte de volta \u00e0 espiritualidade. No entanto, por sabermos ser inevit\u00e1vel esse retorno, rogamos ao Pai que seja feito a sua vontade. Mas que possamos ainda ter tempo suficiente para dar curso aos ajustes que se fizerem necess\u00e1rios, para uma vida repleta de atividades no caminho do amor ao pr\u00f3ximo e sa\u00fade espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #008000;\">Arleir Bellieny<\/span><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/marcoaureliorocha5.blogspot.com\/2023\/02\/o-luto-e-o-sentimento-de-culpa.html\">Espiritismo na Rede<\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Bibliografia:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(1) Freud, Sigmund, Obras Completas, Imago, 1969, volume XIV, p\u00e1ginas 275\/6.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">(2) \u00c2ngelis, Joanna, Franco Divaldo, O Homem Integral, LEAL, 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o 1990, p\u00e1gina 140.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O luto e o sentimento de culpa A perda de entes queridos cria sulcos profundos no nosso psiquismo. 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