{"id":12715,"date":"2023-02-14T07:01:42","date_gmt":"2023-02-14T10:01:42","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=12715"},"modified":"2023-02-14T07:01:42","modified_gmt":"2023-02-14T10:01:42","slug":"mediuns-sensitivos-a-quem-se-aplica-essa-designacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/mediuns-sensitivos-a-quem-se-aplica-essa-designacao\/","title":{"rendered":"M\u00e9diuns sensitivos: a quem se aplica essa designa\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">M\u00e9diuns sensitivos: a quem se aplica essa designa\u00e7\u00e3o?<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Paulo da Silva Neto Sobrinho<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEjI2lHNVv7EolfBbVWEpLxeYHdrPs9paHyuFwJPn4d_8MnRg0N0EBkr-o_GqweoFHhKegmtH_3VSLhWbUHRNLLfH7CxbgcwBg7UnRFHik_2BlAZevymrw9K_Y409mYfKZ-Kfqzyu9sHs8M5fsT9p9l_xhVsmKAV9kTlZ7CPyjTQ43WzXC4IK0jcLjTX5Q\/w320-h179\/Magnetismo%20humano.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em><span style=\"color: #993300;\">\u201cO esp\u00edrita esclarecido repele esse entusiasmo cego, observa com frieza e calma, e, assim, evita ser v\u00edtima de ilus\u00f5es e mistifica\u00e7\u00f5es.\u201d (Allan Kardec)<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p>Percebemos que existe uma certa dificuldade no entendimento do termo \u201csensitivo\u201d, da\u00ed resolvemos realizar essa pesquisa visando criar a oportunidade de sua compreens\u00e3o por todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>A primeira obra que consultamos foi Tratado de Metaps\u00edquica, publicada em 1922 ([1]) por Charles Richet (1850-1935), pr\u00eamio Nobel de Fisiologia em 1913, criador da Metaps\u00edquica, cuja defini\u00e7\u00e3o tomamos diretamente do site Guia \u2013 Heu:<\/p>\n<p>Metaps\u00edquica &#8211; (do gr. meta \u2013 al\u00e9m + psik\u00ea \u2013 alma + suf.). Ci\u00eancia estabelecida e estruturada por Charles Richet, destinada a estudar os fen\u00f4menos que transcendiam \u00e0 Psicologia e que fugiam ao dom\u00ednio f\u00edsico da ci\u00eancia dita materialista. Sobre este assunto, seu autor escreveu um tratado que, at\u00e9 a 15\u00aa edi\u00e7\u00e3o sofreu v\u00e1rias modifica\u00e7\u00f5es. Inicialmente, de cunho materialista, admitia que todo fen\u00f4meno procedia do poder ps\u00edquico do seu sujet, ou seja, daquele que tinha essa capacidade. Assim, classificou os fen\u00f4menos ditos metaps\u00edquicos em dois grupos:<\/p>\n<p>\u00d8 Os objetivos, onde a a\u00e7\u00e3o se fazia sentir sobre objetos, como levita\u00e7\u00e3o, transportes, etc.,<\/p>\n<p>\u00d8 e subjetivos, os que n\u00e3o atuavam nos ditos objetos, como telepatia, desprendimento e outros.<\/p>\n<p>Posteriormente, estudando os fen\u00f4menos ditos espir\u00edticos, reformulou seu ponto de vista e passou a admitir os medi\u00fanicos, preocupando-se sobremodo com os ectopl\u00e1smicos. Numa confer\u00eancia de despedida da c\u00e1tedra da Universidade de Sorbone, ele se declarou simpatizante da doutrina esp\u00edrita, o que foi o suficiente para que seus seguidores laicos abominassem seu trabalho e, sob influ\u00eancia da escola metapsiquista alem\u00e3, propusessem a substitui\u00e7\u00e3o da Metaps\u00edquica, para eles comprometida com uma doutrina religiosa, pela Parapsicologia. ([2])<\/p>\n<p>Vejamos o que em \u201cAntel\u00f3quio\u201d, do Tratado de Metaps\u00edquica \u2013 Tomo I, Richet disse:<\/p>\n<p>Pode-se, em tr\u00eas palavras, resumir os tr\u00eas fen\u00f4menos fundamentais que constituem essa nova ci\u00eancia:<\/p>\n<p>1\u00ba \u2013 A criptestesia (a lucidez dos autores antigos), ou seja, a faculdade de conhecimento diferente das faculdades sensoriais normais de conhecimento.<\/p>\n<p>2\u00ba \u2013 A telecinesia, ou seja, uma a\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica diferente das for\u00e7as mec\u00e2nicas conhecidas, a qual, em determinadas condi\u00e7\u00f5es, tem, \u00e0 dist\u00e2ncia, atua\u00e7\u00e3o sem contato sobre objetos ou pessoas.<\/p>\n<p>3\u00ba \u2013 A ectoplasmia (a materializa\u00e7\u00e3o dos autores antigos), ou seja, a forma\u00e7\u00e3o de objetos diversos, os quais, as mais das vezes, parecem sa\u00edrem do corpo humano e tomam a apar\u00eancia de uma realidade natural (vestu\u00e1rio, v\u00e9us, corpos vivos). ([3])<\/p>\n<p>A Metaps\u00edquica transformou-se na Parapsicologia e com isso passou a ter uma abrang\u00eancia maior, conforme entendemos do artigo \u201cFen\u00f4menos Medi\u00fanicos, Metaps\u00edquicos e Parapsicol\u00f3gicos\u201d de Marta Antunes Moura, publicado no site da Associa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Allan Kardec:<\/p>\n<p>A Parapsicologia \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como Pesquisa Psi. A Parapsicologia (do grego para = al\u00e9m de + psique = alma, esp\u00edrito, mente, ess\u00eancia + logos = estudo, ci\u00eancia), significa, literalmente, o estudo do que est\u00e1 al\u00e9m da psique, viabilizado por indiv\u00edduos popularmente conhecidos como \u201csensitivos\u201d ou \u201cps\u00edquicos\u201d. ([4])<\/p>\n<p>Aqui j\u00e1 podemos ver retratada a preponder\u00e2ncia do uso do voc\u00e1bulo sensitivo entre os parapsic\u00f3logos. Dessa forma, eles ficariam \u201clivres\u201d de qualquer liga\u00e7\u00e3o com temas religiosos ou espiritualistas, que se poderia fazer. Entretanto, um problema surgiu na Parapsicologia: \u00e9 que, infiltrada de adeptos das religi\u00f5es tradicionais, esses passaram a \u201cdefender\u201d a teologia deles, demonizando o que estivesse fora do conceito que advogavam.<\/p>\n<p>Do Tratado de Metaps\u00edquica \u2013 Tomo I, na parte intitulada \u201cDa metaps\u00edquica subjetiva\u201d, do cap. I \u2013 Metaps\u00edquica em Geral, do t\u00f3pico \u00a7 4\u00ba \u2013 Os m\u00e9diuns, destacamos os seguintes trechos:<\/p>\n<p>A palavra m\u00e9dium, execr\u00e1vel sob todos os t\u00edtulos, est\u00e1 consagrada pelo uso. N\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel bani-la. (2) Significam intermedi\u00e1rios entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos.<\/p>\n<p>(2) \u2013 Deve-se empregar esta palavra no feminino? Parece-nos que se poder\u00e1 dizer a m\u00e9dium.<\/p>\n<p>O poder dos m\u00e9diuns se exprime pelo termo, ali\u00e1s muito mau tamb\u00e9m, de poder median\u00edmico. A faculdade de ser m\u00e9dium \u00e9 a medianimidade ou a mediunidade. Que l\u00e1stima n\u00e3o podermos substituir esse odioso pato\u00e1! ([5])<\/p>\n<p>O que nos surpreendeu foi comprovar que Charles Richet nutria forte ojeriza \u00e0 palavra m\u00e9dium, provavelmente por ela ter rela\u00e7\u00e3o direta com a comunica\u00e7\u00e3o com os mortos. Continuando:<\/p>\n<p>A ci\u00eancia \u00e9 uma l\u00edngua bem-feita, disse um fil\u00f3sofo. N\u00e3o devemos pois dar o mesmo nome de m\u00e9dium a indiv\u00edduos assim t\u00e3o diferentes, como, por exemplo, Eusapia e a Senhora Piper. Podemos chamar m\u00e9diuns aos indiv\u00edduos que produzem efeitos f\u00edsicos; sensitivos, aos indiv\u00edduos capazes de produzirem os fen\u00f4menos criptest\u00e9sicos, que eles atribuem a uma for\u00e7a estranha; aut\u00f4matos, aos indiv\u00edduos que, sem criptestesia, parece apresentarem, pela escrita autom\u00e1tica, segundas personagens, criadas, sem d\u00favida, pela autossugest\u00e3o, mas que parece serem espont\u00e2neas.<\/p>\n<p>Como toda classifica\u00e7\u00e3o, esta aqui \u00e9 tamb\u00e9m arbitr\u00e1ria. Os sensitivos s\u00e3o sempre aut\u00f4matos, enquanto os aut\u00f4matos raramente s\u00e3o sensitivos. Poderia citar centenas de casos de escrita autom\u00e1tica, os quais n\u00e3o s\u00e3o sen\u00e3o fantasias mediocremente interessantes do inconsciente desprendido, sem lucidez, sem criptestesia, sem nada que valha a pena de ser notado, a n\u00e3o ser o extraordin\u00e1rio poder do inconsciente. ([6])<\/p>\n<p>Richet restringe o termo m\u00e9dium para os indiv\u00edduos que possuem a capacidade medi\u00fanica de produzir os fen\u00f4menos designados de \u201cefeitos f\u00edsicos\u201d, nos quais o ectoplasma \u00e9 a fonte produtora, deixando os relacionados a \u201cefeitos intelectuais\u201d ao voc\u00e1bulo sensitivo.<\/p>\n<p>Detectamos que, na Codifica\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita, a 1\u00aa vez que o termo \u201csensitivo\u201d aparece \u00e9 em O Livro dos M\u00e9diuns, 2\u00aa parte, cap. V \u2013 Manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas espont\u00e2neas. No primeiro par\u00e1grafo da mensagem de Erasto, constante do item 98, lemos:<\/p>\n<p>\u00c9 indispens\u00e1vel, para obter fen\u00f4menos dessa ordem, dispor de m\u00e9diuns que chamarei de sensitivos, ou seja, dotados no mais alto grau de faculdades median\u00edmicas de expans\u00e3o e de penetrabilidade. Porque o sistema nervoso desses m\u00e9diuns, facilmente excit\u00e1vel, por meio de certas vibra\u00e7\u00f5es, projeta profusamente ao seu redor o fluido animalizado. ([7])<\/p>\n<p>Os fen\u00f4menos, aos quais Erasto se refere, s\u00e3o os de transporte e as manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, ambos classificados como de efeitos f\u00edsicos. Ent\u00e3o, para ele, Erasto, aqueles indiv\u00edduos que os produzem seriam os \u201csensitivos\u201d, enquanto para Richet seriam os m\u00e9diuns.<\/p>\n<p>O fluido animalizado, mencionado por Erasto, foi designado por Richet de ectoplasma, termo que prevaleceu no movimento esp\u00edrita mundial.<\/p>\n<p>Do cap. XIV \u2013 Os m\u00e9diuns, item 159, de O Livro dos M\u00e9diuns, destacamos o seguinte par\u00e1grafo:<\/p>\n<p>Deve-se notar, ainda, que essa faculdade n\u00e3o se revela em todos da mesma maneira. Os m\u00e9diuns t\u00eam, geralmente, aptid\u00e3o especial para esta ou aquela ordem de fen\u00f4menos, o que os divide em tantas variedades quantas s\u00e3o as esp\u00e9cies de manifesta\u00e7\u00f5es. As principais s\u00e3o: m\u00e9diuns de efeitos f\u00edsicos, m\u00e9diuns sensitivos ou impression\u00e1veis, auditivos, falantes, videntes, son\u00e2mbulos, curadores, pneumat\u00f3grafos, escreventes ou psic\u00f3grafos. ([8])<\/p>\n<p>Entre os v\u00e1rios tipos de m\u00e9diuns aqui listados, encontramos os \u201csensitivos ou impression\u00e1veis\u201d, sobre os quais, em O Livro dos M\u00e9diuns, cap. XVI \u2013 Os m\u00e9diuns, t\u00f3pico \u201c2. M\u00e9diuns sensitivos ou impression\u00e1veis\u201d, o Codificador explicou:<\/p>\n<p>164. S\u00e3o assim designadas as pessoas capazes de sentir a presen\u00e7a dos Esp\u00edritos por uma vaga impress\u00e3o, uma esp\u00e9cie de arrepio geral que elas mesmas n\u00e3o sabem o que seja. Esta variedade n\u00e3o apresenta car\u00e1ter bem definido. Todos os m\u00e9diuns s\u00e3o necessariamente impression\u00e1veis, de maneira que a impressionabilidade \u00e9 antes uma qualidade geral do que especial: \u00e9 a faculdade rudimentar indispens\u00e1vel ao desenvolvimento de todas as outras. Difere da impressionabilidade puramente f\u00edsica e nervosa, com a qual n\u00e3o se deve confundi-la, pois h\u00e1 pessoas que s\u00e3o necessariamente sens\u00edveis e sentem mais ou menos a presen\u00e7a dos Esp\u00edritos, ao passo que outras muito suscet\u00edveis absolutamente n\u00e3o os percebem.<\/p>\n<p>Essa faculdade se desenvolve com o h\u00e1bito e pode atingir uma tal sutileza que a pessoa dotada reconhece, pela sensa\u00e7\u00e3o recebida, n\u00e3o s\u00f3 a natureza boa ou m\u00e1 do Esp\u00edrito que se aproximou, mas tamb\u00e9m a sua individualidade, como o cego reconhece, por um certo n\u00e3o sei que, a aproxima\u00e7\u00e3o desta ou daquela pessoa. Ela se torna, em rela\u00e7\u00e3o aos Esp\u00edritos, um verdadeiro sensitivo. Um bom Esp\u00edrito produz sempre uma impress\u00e3o suave e agrad\u00e1vel; a de um mau Esp\u00edrito, pelo contr\u00e1rio \u00e9 penosa, angustiante e desagrad\u00e1vel; tem como que um cheiro de impureza. ([9])<\/p>\n<p>Notamos que na explica\u00e7\u00e3o para \u201csensitivo\u201d n\u00e3o foi mantida a anterior, que nos pareceu totalmente ignorada.<\/p>\n<p>Um pouco mais \u00e0 frente, em O Livro dos M\u00e9diuns, cap. XVI \u2013 M\u00e9diuns especiais, t\u00f3pico \u201cQuadro sin\u00f3tico\u201d, nos itens 187 e 188, lemos:<\/p>\n<ol start=\"187\">\n<li>Podem-se dividir os m\u00e9diuns em duas grandes categorias:<\/li>\n<\/ol>\n<p>M\u00e9diuns de efeitos f\u00edsicos \u2013 Os que t\u00eam o poder de provocar os efeitos materiais ou as manifesta\u00e7\u00f5es ostensivas. (Ver n\u00b0 160)<\/p>\n<p>M\u00e9diuns de efeitos intelectuais \u2013 Os que s\u00e3o mais especialmente aptos a receber e a transmitir as comunica\u00e7\u00f5es inteligentes. (Ver n\u00b0 65 e seguintes) (2)<\/p>\n<p>Todas as demais variedades se ligam mais ou menos diretamente a uma ou a outra dessas duas categorias, e algumas participam de ambas. Analisando os diversos fen\u00f4menos produzidos sob influ\u00eancia medi\u00fanica v\u00ea-se que h\u00e1 em todos um efeito f\u00edsico, e que aos efeitos f\u00edsicos se junta quase sempre um efeito inteligente.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00e0s vezes dif\u00edcil estabelecer o limite entre ambos, mas isso n\u00e3o acarreta nenhuma dificuldade. Inclu\u00edmos na classifica\u00e7\u00e3o de m\u00e9diuns de efeitos intelectuais os que podem mais especialmente servir de instrumentos para comunica\u00e7\u00f5es regulares e cont\u00ednuas. (Ver n\u00b0 133)<\/p>\n<p>_______<\/p>\n<p>(2) Essa classifica\u00e7\u00e3o medi\u00fanica foi duplamente confirmada pela pesquisa cient\u00edfica. Primeiro, pela Metaps\u00edquica, que dividiu os fen\u00f4menos em objetivos e subjetivos. Depois, pela atual Parapsicologia, que criou as classifica\u00e7\u00f5es psigama e psikapa, designando a primeira os fen\u00f4menos intelectuais ou subjetivos, e a segunda os fen\u00f4menos objetivos ou materiais. Ambas as ci\u00eancias reconheceram tamb\u00e9m as duas categorias de sensitivos (m\u00e9diuns), com as diversas variedades ou classes constantes deste livro (N. do T.) ([10])<\/p>\n<p>A transcri\u00e7\u00e3o do item 187 tem como principal objetivo ressaltar a nota do tradutor, no caso o jornalista Jos\u00e9 Herculano Pires (1914-1979), que apresenta a vis\u00e3o da Parapsicologia sobre os dois tipos de m\u00e9diuns.<\/p>\n<ol start=\"188\">\n<li>Variedades comuns a todos os g\u00eaneros de mediunidade:<\/li>\n<\/ol>\n<p>M\u00e9diuns sensitivos \u2013 Pessoas suscet\u00edveis de sentir a presen\u00e7a dos Esp\u00edritos por uma sensa\u00e7\u00e3o geral ou local, vaga ou material. Na sua maioria distinguem os Esp\u00edritos bons ou maus pela natureza da sensa\u00e7\u00e3o que causam. (Ver n\u00b0 164)<\/p>\n<p>Os m\u00e9diuns delicados e demasiado sens\u00edveis devem abster-se de comunica\u00e7\u00f5es com Esp\u00edritos violentos ou cuja sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 penosa, por causa da fadiga resultante. ([11])<\/p>\n<p>Completam a lista de g\u00eaneros de mediunidade: os m\u00e9diuns naturais ou inconscientes, os m\u00e9diuns facultativos ou volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>Nesse item, a defini\u00e7\u00e3o de m\u00e9diuns sensitivos \u00e9 a mesma do item 164, essa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual julgamos ser ela a que deve prevalecer.<\/p>\n<p>Do cap. XIX \u2013 Transes e incorpora\u00e7\u00f5es da obra No Invis\u00edvel (1903), autoria L\u00e9on Denis (1846-1927), transcrevemos o seguinte trecho:<\/p>\n<p>[\u2026] Em nosso grupo contavam-se por dezenas os Esp\u00edritos que se comunicavam. Em cada sess\u00e3o, t\u00ednhamos de seis a oito, dos quais dois ou tr\u00eas para cada m\u00e9dium. \u00c0 medida que cada um deles se apresentava, mudava a fisionomia do sensitivo, a express\u00e3o das fei\u00e7\u00f5es se modificava. Pela inflex\u00e3o da voz, pela linguagem e atitude, a personalidade invis\u00edvel se revelava, antes de ter dado o nome. Esses Esp\u00edritos n\u00e3o se manifestavam todos seguidamente. [\u2026]. ([12])<\/p>\n<p>Pelo que pudemos entender, L\u00e9on Denis usa o voc\u00e1bulo sensitivo para, genericamente, designar os m\u00e9diuns.<\/p>\n<p>Em Animismo ou Espiritismo? (1938), de Ernesto Bozzano (1862-1943), no cap. III \u2013 As comunica\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas entre vivos provam a realidade das comunica\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas com defuntos, vale a pena destacar:<\/p>\n<p>N\u00e3o esque\u00e7amos que a denomina\u00e7\u00e3o de \u201cfen\u00f4menos medi\u00fanicos\u201d propriamente ditos designa um conjunto de manifesta\u00e7\u00f5es supranormais, de ordem f\u00edsica e ps\u00edquica, que se produzem por meio de um \u201csensitivo\u201d a quem \u00e9 dado o nome de m\u00e9dium, por se revelar qual instrumento a servi\u00e7o de uma vontade que n\u00e3o \u00e9 a sua. Ora, essa vontade tanto pode ser a de um defunto, como a de um vivo. [\u2026]. ([13])<\/p>\n<p>Mais um estudioso do Espiritismo que usa a palavra sensitivo para designar os m\u00e9diuns.<\/p>\n<p>Particularmente, preferimos ficar com a defini\u00e7\u00e3o e a consequente especifica\u00e7\u00e3o dada por Allan Kardec (1804-1869), deixando apenas para os parapsic\u00f3logos o uso de \u201csensitivo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #008000;\">Paulo da Silva Neto Sobrinho<\/span><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/marcoaureliorocha5.blogspot.com\/2023\/02\/mediuns-sensitivos-quem-se-aplica-essa.html\">Espiritismo na Rede<\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">BOZZANO, E. Animismo ou Espiritismo? Rio de Janeiro: FEB, 1987.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">DENIS, L. No Invis\u00edvel. Rio de Janeiro: FEB, 1987.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">KARDEC, A. O Livro dos M\u00e9diuns. S\u00e3o Paulo: Lake, 2006.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">RICHET, C. Tratado de Metaps\u00edquica \u2013 Tomo I. S\u00e3o Paulo: Lake, 2008.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">GUIA \u2013 HEU, Metaps\u00edquica, dispon\u00edvel em: LINK-1. Acesso em: 10 nov. 2022.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">INTERNET ARCHIVE (site), Richet, Charles Robert, Trait\u00e9 de m\u00e9tapsychique, dispon\u00edvel em LINK-2. Acesso em: 15 dez. 2022.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">MOURA, M. A. Fen\u00f4menos Medi\u00fanicos, Metaps\u00edquicos e Parapsicol\u00f3gicos, dispon\u00edvel no site Associa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Allan Kardec pelo link: LINK-3. Acesso em: 10 nov. 2022.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[1] INTERNET ARCHIVE (site), Richet, Charles Robert, Trait\u00e9 de m\u00e9tapsychique, dispon\u00edvel em LINK-2.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[2] GUIA \u2013 HEU, Metaps\u00edquica, dispon\u00edvel em: LINK-1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[3] RICHET, Tratado de Metaps\u00edquica, p. 11-12.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[4] MOURA, Fen\u00f4menos Medi\u00fanicos, Metaps\u00edquicos e Parapsicol\u00f3gicos, dispon\u00edvel no site Associa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Allan Kardec pelo link: LINK-3.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[5] RICHET, Tratado de Metaps\u00edquica, p. 67.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[6] RICHET, Tratado de Metaps\u00edquica, p. 74.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[7] KARDEC, O Livro dos M\u00e9diuns, p. 139.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[8] KARDEC, O Livro dos M\u00e9diuns, p. 139.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[9] KARDEC, O Livro dos M\u00e9diuns, p. 143.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[10] KARDEC, O Livro dos M\u00e9diuns, p. 159.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[11] KARDEC, O Livro dos M\u00e9diuns, p. 159.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[12] DENIS, No Invis\u00edvel, p. 269.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[13] BOZZANO, Animismo ou Espiritismo?, p. 51.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e9diuns sensitivos: a quem se aplica essa designa\u00e7\u00e3o? Paulo da Silva Neto Sobrinho \u201cO esp\u00edrita esclarecido repele esse entusiasmo cego, observa com frieza e calma, e, assim, evita ser v\u00edtima de ilus\u00f5es e mistifica\u00e7\u00f5es.\u201d (Allan Kardec) Percebemos que existe uma &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/mediuns-sensitivos-a-quem-se-aplica-essa-designacao\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,16,27,19],"tags":[],"class_list":["post-12715","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-espiritismo","category-sociedade","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12715"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12715\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12716,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12715\/revisions\/12716"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}