{"id":12805,"date":"2023-03-14T09:13:42","date_gmt":"2023-03-14T12:13:42","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=12805"},"modified":"2023-03-14T09:13:42","modified_gmt":"2023-03-14T12:13:42","slug":"diante-do-mal-o-bem-e-a-meta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/diante-do-mal-o-bem-e-a-meta\/","title":{"rendered":"Diante do mal, o bem \u00e9 a meta"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Diante do mal, o bem \u00e9 a meta<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Jorge Hessen<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/th.bing.com\/th\/id\/R.62ab51302ffe599fe6fdab513352630a?rik=ywWlpNsaSWD8Sg&amp;riu=http%3a%2f%2f1.bp.blogspot.com%2f-7OAKQGGUP4I%2fTaSNNaf0xYI%2fAAAAAAAABNk%2faVhUnp3cpy4%2fs1600%2fimagesCA9AKQ8G.jpg&amp;ehk=M3IyeonII4DqL54JkH%2fasQHgV4nkD6fRvxlBWjKWSW4%3d&amp;risl=&amp;pid=ImgRaw&amp;r=0\" alt=\"MAN\u00c1 DI\u00c1RIO O PREGADOR: O CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL\" \/><\/p>\n<p>Antes de expormos algumas pondera\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias acerca do mal e do bem, \u00e9 interessante sabermos os seus significados. Filosoficamente, a primeira (mal) define-se como priva\u00e7\u00e3o ou imperfei\u00e7\u00e3o, ou aquilo que \u00e9 nocivo, prejudicial, que se op\u00f5e ao bem, \u00e0 virtude, \u00e0 probidade, \u00e0 honra. No que reporta ao bem, s\u00e3o atribu\u00eddas a\u00e7\u00f5es e obras humanas que lhes conferem um car\u00e1ter moral. (1) E para n\u00e3o incorrer no manique\u00edsmo (2) in\u00f3cuo, consignamos que &#8220;a evolu\u00e7\u00e3o para Deus pode ser comparada a uma viagem divina. O bem constitui sinal de passagem livre aos cimos da Vida Superior, enquanto o mal significa senten\u00e7a de interdi\u00e7\u00e3o, constrangendo-nos a paradas mais ou menos dif\u00edceis de reajuste&#8221;. (3)<\/p>\n<p>A maldade dos homens sempre inquietou os pensadores dos mais diversos campos do saber e da a\u00e7\u00e3o humana: filosofia, ci\u00eancia, arte, religi\u00e3o, a exemplo de Hanna Arendt, fil\u00f3sofa judia, que estudou as quest\u00f5es do mal e suas teses est\u00e3o \u00ednsitas no livro Eichmann em Jerusal\u00e9m, que analisa o julgamento do verdugo nazista, mentor da morte de milhares de pessoas. Tendo como referencial o caso Eichmann, Hanna Arendt justifica que o mal pode tornar-se banal e difundir-se pela sociedade como um fungo, por\u00e9m apenas em sua superf\u00edcie. Para ela, as ra\u00edzes do mal n\u00e3o est\u00e3o definitivamente instaladas no cora\u00e7\u00e3o do homem e, por n\u00e3o conseguirem penetr\u00e1-lo profundamente a ponto de fazer nele morada, podem ser extirpadas.<\/p>\n<p>Para muitos, o mal seria mais forte que o Bem, e que os Esp\u00edritos do mal estariam conseguindo derrotar os Benfeitores espirituais, frustrando-lhes os des\u00edgnios superiores. Em que pese a antiga tradi\u00e7\u00e3o de tais conceitos, s\u00e3o insustent\u00e1veis e falsos, dir\u00edamos mesmo, absurdos. Admitir o triunfo do maligno, a preju\u00edzo da humanidade, \u00e9 o mesmo que negar ao Senhor da Vida os atributos da onisci\u00eancia e da onipot\u00eancia, sem os quais n\u00e3o poderia ser verdadeiramente Deus.<\/p>\n<p>O mal n\u00e3o \u00e9 cria\u00e7\u00e3o do Todo-Poderoso como imaginam algumas pessoas, especialmente aquelas que vivem distanciadas do entendimento evang\u00e9lico. O mal \u00e9 transit\u00f3rio, n\u00e3o tem ra\u00edzes; o bem \u00e9 permanente. O mal definha \u00e0 medida que o bem se estabelece. Foi por isso que Jesus dizia que o Reino dos C\u00e9us come\u00e7a em nosso cora\u00e7\u00e3o e compara-o ao fermento que transforma e engrandece a massa; o Reino dos C\u00e9us \u00e9 como a semente de mostarda cuja \u00e1rvore \u00e9 m\u00faltipla em benef\u00edcios.<\/p>\n<p>A humanidade vem nos \u00faltimos anos passando por transforma\u00e7\u00f5es preocupantes. A influ\u00eancia da mat\u00e9ria sobre a vida social cresce incessantemente. Os valores morais est\u00e3o sendo corrompidos com espantosa velocidade. Nunca o mundo precisou tanto dos ensinos esp\u00edritas como nestes tempos atuais.<\/p>\n<p>Vivenciamos instantes em que se agu\u00e7a o individualismo, enodoando o tecido social, e nos vendavais da tecnologia somos remetidos aos acirramentos das desigualdades e isolamentos, estabelecendo-se n\u00edveis de conforto e exclus\u00e3o sociais nunca antes experimentados. Atualmente, consegue-se a compra pela Internet, assiste-se ao filme no shopping, trafega-se pelas avenidas em ve\u00edculos luxuosos. Vive-se sem conviv\u00eancia fraterna, numa doentia soledade a despeito de um mundo superpovoado de encarnados. Em que pese para os mais otimistas a convic\u00e7\u00e3o do alvorecer da Nova Era espiritual que vem chegando, ocupando espa\u00e7o, no contexto dos avan\u00e7os da ci\u00eancia que impulsiona a massa humana para a conquista da paz. E ante os paradoxos acredita-se na exist\u00eancia do elo entre a f\u00e9 e a raz\u00e3o, entre a ci\u00eancia e a religi\u00e3o, entre verdade f\u00edsica e verdade metaf\u00edsica, em que o instinto cede em face da raz\u00e3o, e a s\u00e1bia consci\u00eancia direciona os sentimentos sublimes de amor, justi\u00e7a e caridade.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o h\u00e1 como se desconhecer a luta pela subsist\u00eancia. S\u00e3o as enfermidades. As insatisfa\u00e7\u00f5es. Os conflitos emocionais. Os desenganos. As imperfei\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias daqueles com os quais convivemos. Enfim, as mil e uma vicissitudes da exist\u00eancia. Nesse aut\u00eantico am\u00e1lgama, usando e abusando do livre arb\u00edtrio, cada qual vai colhendo vit\u00f3rias ou amargando derrotas, segundo o grau de experi\u00eancia conquistada. Uns riem hoje, para chorarem amanh\u00e3, e outros que agora se exaltam, ser\u00e3o humilhados depois.<\/p>\n<p>Devemos interrogar a pr\u00f3pria consci\u00eancia, passando em revista os atos cotidianos, para a identifica\u00e7\u00e3o dos desvios dos deveres que deveriam ter sido cumpridos e dos motivos alheios de queixa por conta dos nossos atos. Revisemos periodicamente nossas quedas e deslizes no campo moral, ativando a mem\u00f3ria para nos lembrarmos dos tantos espinhos que j\u00e1 trazemos cravados na &#8220;carne do esp\u00edrito&#8221;(4), tal como ensina Paulo de Tarso. Estes espinhos nos lembrar\u00e3o a nossa condi\u00e7\u00e3o de enfermos em est\u00e1gio de longa recupera\u00e7\u00e3o, necessitados de cautela. O mal n\u00e3o \u00e9 invenc\u00edvel, pelo contr\u00e1rio. O homem possui na sua natureza a flama do bem. Somente quando se distancia da sua origem divina \u00e9 que se compraz com o mal. Para se livrar das a\u00e7\u00f5es negativas dos malfeitores espirituais, basta sintonizar-se com seu lado superior, buscando fazer o bem aos outros: em pensamentos, palavras e a\u00e7\u00f5es. E, claro, n\u00e3o se deve transferir a responsabilidade dos pr\u00f3prios erros \u00e0 interven\u00e7\u00e3o do verdugo do Al\u00e9m, que s\u00f3 exerce a sua influ\u00eancia porque encontra campo f\u00e9rtil para isso.<\/p>\n<p>Allan Kardec registra em Obras P\u00f3stumas: &#8220;Deus n\u00e3o criou o mal; foi o homem que o produziu pelo abuso que fez dos dons de Deus, em virtude de seu livre-arb\u00edtrio. (6)&#8221; N\u00e3o \u00e9 simples, por\u00e9m, nos livrarmos do mal que praticamos. Mal que nasce em n\u00f3s, nos impregna e temporariamente passa a fazer parte de nossa personalidade. Paulo de Tarso na sua carta aos romanos tece coment\u00e1rios sobre as lutas que se deve travar para combater o mal em n\u00f3s mesmos, em frase j\u00e1 c\u00e9lebre: &#8220;Porque n\u00e3o fa\u00e7o o bem que quero, mas, o mal que n\u00e3o quero, esse fa\u00e7o&#8221;(6). O mal a que se refere Paulo em suas ep\u00edstolas \u00e9 o mal trivial que subsiste em n\u00f3s e \u00e9 alimentado por nossa vontade. E que, em certa medida, nos proporciona prazer pelo torpor de consci\u00eancia. Da\u00ed a nossa dificuldade de nos desembara\u00e7armos dele.<\/p>\n<p>Diante da banaliza\u00e7\u00e3o do mal, conforme anota Arendt, que se espalha pelo mundo dos homens, resta-nos individual e coletivamente nos lan\u00e7armos ao bom combate, conforme o Ap\u00f3stolo dos gentios (7), que \u00e9 constante, exigindo-nos disciplina e perseveran\u00e7a. E uma das quest\u00f5es cruciais que funciona como um divisor de \u00e1guas da Doutrina Esp\u00edrita em rela\u00e7\u00e3o a outras religi\u00f5es \u00e9 a necessidade de se praticar o bem para o crescimento espiritual.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito encarnado ou n\u00e3o, \u00e9 um ser inteligente, desta forma, o bem para ser bem, para ter efic\u00e1cia, n\u00e3o prescinde de um conte\u00fado pedag\u00f3gico cujo fundamento est\u00e1 justamente no por que fazer o bem. O homem tem recursos de distinguir por si mesmo o que \u00e9 bem do que \u00e9 mal, quando cr\u00ea em Deus e o quer saber. Deus lhe deu racionalidade para distinguir um do outro. Mas, urge meditarmos que o bem n\u00e3o nos imunizar\u00e1 do sofrimento, resolvendo todos os problemas, mas ajudar-nos-\u00e1 a arrostar os momentos cruciais com \u00e2nimo robusto, evitando que nos cristalizemos no pessimismo e oferecendo-nos resist\u00eancia para vencer dificuldades e n\u00e3o contrair novos compromissos morais negativos.<\/p>\n<p>Joanna de \u00c2ngelis induz-nos a lembrar para nunca desistirmos de fazer o bem, face do aparente triunfo do mal em desgoverno, em torno de nossas vidas. Passada a tempestade, a luz volta a fulgir. A sombra \u00e9 somente aus\u00eancia da claridade. N\u00e3o \u00e9 real. S\u00f3 Deus \u00e9 Vida; somente o Bem \u00e9 meta. (8)<\/p>\n<p>Para que possamos vislumbrar um mundo sem ang\u00fastias e nem problemas sociais, livres das mis\u00e9rias econ\u00f4micas e pol\u00edticas, apelemos para o amor incondicional, que possui os recursos eficazes para a concilia\u00e7\u00e3o, o perd\u00e3o, a transforma\u00e7\u00e3o moral, fomentando o bem para o progresso, o que concorre para enriquecer nossa sensibilidade, aprimorar nosso car\u00e1ter, fazer que se nos desabrochem novas faculdades, o que vale dizer, se dilatem nossos gozos e aumente nossa felicidade. (9)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #008000;\">Jorge Hessen<\/span><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.oconsolador.com.br\/ano2\/55\/jorge_hessen.html\">O Consolador<\/a><\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>(1) Esta qualidade se anuncia atrav\u00e9s de fatores subjetivos (o sentimento de aprova\u00e7\u00e3o, o sentimento de dever) que levam \u00e0 busca e \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de um fundamento que os possa explicar.<\/p>\n<p>(2) Filos. Doutrina do persa Mani ou Manes (s\u00e9c. III), sobre a qual se criou uma seita religiosa que teve adeptos na \u00cdndia, China, \u00c1frica, It\u00e1lia e S. da Espanha, e segundo a qual o Universo foi criado e \u00e9 dominado por dois princ\u00edpios antag\u00f4nicos e irredut\u00edveis: Deus ou o bem absoluto, e o mal absoluto ou o Diabo. 2. P. ext. Doutrina que se funda em princ\u00edpios opostos, bem e mal.<\/p>\n<p>(3) Xavier, Francisco C\u00e2ndido. A\u00e7\u00e3o e Rea\u00e7\u00e3o, ditado pelo Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz, RJ: Ed FEB, 2001, cap. 19.<\/p>\n<p>(4) 2\u00aa Ep\u00edstola De S. Paulo aos Cor\u00edntios: 7 &#8211; E, para que n\u00e3o me exaltasse pela excel\u00eancia das revela\u00e7\u00f5es, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satan\u00e1s para me esbofetear, a fim de n\u00e3o me exaltar.<\/p>\n<p>(5) Kardec, Allan. Obras P\u00f3stumas. RJ: Ed. FEB, 1999.<\/p>\n<p>(6) Romanos 7:19.<\/p>\n<p>(7) (2 Tm 4,7) &#8220;Combati o bom combate, percorri o caminho e guardei a f\u00e9&#8221;.<\/p>\n<p>(8) Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Esp\u00edrito Joanna de \u00c2ngelis. Salvador, BA: LEAL, 1994.<\/p>\n<p>(9) Fonte: Reformador (Janeiro, 1966), in: O Problema do Mal, de Rodolfo Calligaris.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante do mal, o bem \u00e9 a meta Jorge Hessen Antes de expormos algumas pondera\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias acerca do mal e do bem, \u00e9 interessante sabermos os seus significados. Filosoficamente, a primeira (mal) define-se como priva\u00e7\u00e3o ou imperfei\u00e7\u00e3o, ou aquilo que &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/diante-do-mal-o-bem-e-a-meta\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,22,16,27,19],"tags":[],"class_list":["post-12805","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-dependencia-quimica","category-espiritismo","category-sociedade","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12805"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12805\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12806,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12805\/revisions\/12806"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}