{"id":12857,"date":"2023-03-30T09:05:39","date_gmt":"2023-03-30T12:05:39","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=12857"},"modified":"2023-03-30T09:05:39","modified_gmt":"2023-03-30T12:05:39","slug":"estes-mediuns-e-as-estripulias-da-personalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/estes-mediuns-e-as-estripulias-da-personalidade\/","title":{"rendered":"Estes m\u00e9diuns e as estripulias da personalidade!"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Estes m\u00e9diuns e as estripulias da personalidade!<\/strong><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"color: #008000;\">Wilson Garcia<\/span><\/p>\n<p>Divaldo, Gasparetto, Chico e assemelhados: entre o ser pensante e o fazer medi\u00fanico, a necessidade sentida de dizer ao mundo que tamb\u00e9m \u00e9 um esp\u00edrito inteligente tanto quanto.<\/p>\n<p>Um dia, Divaldo decidiu que agiria para mostrar que tamb\u00e9m pensa por si, produz por si, escreve por si. N\u00e3o era s\u00f3 m\u00e9dium, apenas m\u00e9dium, secret\u00e1rio de outrem. Foi quando se abriram as portas do inferno? Ou as do c\u00e9u?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.expedienteonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Esses-mediuns1.jpg?resize=137%2C407\" \/><\/p>\n<p>Divaldo, Gasparetto e Chico: m\u00e9dium tamb\u00e9m pensa.<\/p>\n<p>Ele nunca foi apenas m\u00e9dium. Nunca! Mas o viam \u2013 e ainda o v\u00eam \u2013 muito mais como tal, de maneira que isso o marca. At\u00e9 que o inc\u00f4modo emergiu em formas expl\u00edcitas de manifesta\u00e7\u00e3o individual. Passou a expor seus pr\u00f3prios e muitas vezes nada atraentes pensamentos nas tribunas e nas p\u00e1ginas de jornais. Repito, o seu pensamento. Mas a\u00ed entra a provoca\u00e7\u00e3o: quem acredita que \u00e9 o mesmo m\u00e9dium, o m\u00e9dium de sempre que fala levanta a m\u00e3o.<\/p>\n<p>Malgrado seu, nem assim boa parte (grande parte, a maior parte?) de fi\u00e9is seguidores alcan\u00e7a o desejo dele. Aplausos constrangidos ou fren\u00e9ticos continuam a soar vindos da plateia sonhadora dos audit\u00f3rios invejosamente repletos. O homem quer falar sem a roupagem do m\u00e9dium: gente, sou eu, voc\u00eas n\u00e3o me v\u00eam? Eu tamb\u00e9m penso, eu tamb\u00e9m sou esp\u00edrito e muito inteligente. Por favor.<\/p>\n<p>Isso j\u00e1 havia ocorrido com outros m\u00e9diuns. L\u00e1 atr\u00e1s, n\u00e3o muito l\u00e1 atr\u00e1s, com Luiz Antonio Gasparetto, de trajet\u00f3ria \u00edmpar no campo das artes pl\u00e1sticas medi\u00fanicas. Gasparetto ganhou o mundo, foi visto e revisto em toda a Europa, especialmente ap\u00f3s o programa da BBC de Londres \u201cRenoir, \u00e9 voc\u00ea?\u201d, reprisado in\u00fameras vezes.<\/p>\n<p>Psic\u00f3logo, de personalidade forte, Gasparetto mostrou-se m\u00e9dium muito jovem ainda. A m\u00e3e, Z\u00edbia, ascendeu tamb\u00e9m \u00e0 mediunidade e como tal fez-se vista pela tribuna da Federa\u00e7\u00e3o paulista e por livros que se multiplicariam. Gasparetto em proje\u00e7\u00e3o n\u00e3o demorou a ultrapass\u00e1-la. Viagens internacionais constantes e apresenta\u00e7\u00f5es em territ\u00f3rio brasileiro permanentes romperam barreiras do preconceito e da descren\u00e7a. Eram os esp\u00edritos os maiores respons\u00e1veis, sempre eles. Gasparetto um dia tamb\u00e9m rompeu! Foi como se passasse a gritar um grito quase sem eco: gente, eu penso; eu tamb\u00e9m sou gente! Posso ser eu comigo mesmo, sem eles.<\/p>\n<p>Foi quando se abriram as portas do inferno? Ou as do c\u00e9u?<\/p>\n<p>Chico, o inolvid\u00e1vel, que antecedeu aos dois, jamais conseguiu assinar qualquer coisa com o som de sua voz interior ao olhar estupefato de todos n\u00f3s. N\u00e3o que n\u00e3o falasse ou reivindicasse esse direito. N\u00e3o! Diariamente, expressava seus pr\u00f3prios pensamentos, como s\u00f3i ser com qualquer esp\u00edrito, mas quem o ouvia, sen\u00e3o ao Emmanuel? Chico cansou, se cansou e descansou. No c\u00e9u?<\/p>\n<p>Voltemos ao Gasparetto. No auge da vitalidade f\u00edsica, cansado de n\u00e3o ser visto, pelo menos, em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com os esp\u00edritos que assinavam suas telas e depois de ter rompido outras barreiras, rompeu com os r\u00f3tulos das cren\u00e7as que o aprisionavam, seguido pela not\u00e1vel m\u00e3e. Sem poder abandonar a condi\u00e7\u00e3o de m\u00e9dium, porque deixar de ser m\u00e9dium n\u00e3o \u00e9 op\u00e7\u00e3o, reduziu a oferta de espet\u00e1culos e palcos e aumentou a de cursos e falas em que o psic\u00f3logo e o escritor atua sem a participa\u00e7\u00e3o dos invis\u00edveis inc\u00f4modos.<\/p>\n<p>Alcan\u00e7ou sucesso, dinheiro e fama. Desejou construir um mundo colorido e para firmar seu destino de modo indel\u00e9vel, adquiriu uma casa rosada. Linda constru\u00e7\u00e3o fina cheia de hist\u00f3rias, um pouco descuidada ent\u00e3o, \u00e9 verdade. N\u00e3o sabemos se continua l\u00e1 depois de partir, com certeza, prematuramente. Como dizia o Senhor Brasil, partiu antes do combinado. Mas, deixou seu recado, o de que tinha voz pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Agora, de retorno ao Divaldo.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m \u00e9 somente m\u00e9dium ou perfeito m\u00e9dium. Todo estudioso, pesquisador e dedicado cultor da racionalidade kardequiana sabe disso. Divaldo sabe. E para firmar sua inarred\u00e1vel disposi\u00e7\u00e3o de construir aos olhares humanos o equil\u00edbrio de valor entre o m\u00e9dium e o indiv\u00edduo pensante que \u00e9, n\u00e3o titubeia em apalpar as portas do c\u00e9u e do inferno, assim mesmo, nesse sentido metaf\u00f3rico.<\/p>\n<p>As primeiras, do c\u00e9u, precisaremos aguardar o tempo para alcan\u00e7ar de fato a resposta. Ainda somos incapazes de v\u00ea-las, as portas, \u00e0 parte a fase candidamente ilus\u00f3ria do sonho. As do inferno se mostram, diariamente, aos olhos vigilantes. Agressivamente, num surto agudo de contraste com a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria de vida, conhecida, admirada e n\u00e3o poucas vezes invejada.<\/p>\n<p>Ontem, agrediu ouvidos sensatos com condena\u00e7\u00f5es surpreendentes, \u00e1cidas, aos homossexuais, escorregando desastradamente ante as quest\u00f5es de g\u00eanero. E foi aplaudido! Anteontem, havia escandalizado ao apontar nocivo profissional da justi\u00e7a como mission\u00e1rio do bem. O escorreg\u00e3o j\u00e1 havia acontecido, tamb\u00e9m, ao tentar teorizar sobre comunismo, Marx etc. e fazer prevalecer pat\u00e9tica condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje, reequilibra com ajuda o corpo alquebrado para condenar a pris\u00e3o e o tratamento dado \u00e0 turba ensandecida que depredou os pr\u00e9dios dos tr\u00eas poderes em Bras\u00edlia. \u201cPris\u00f5es est\u00fapidas\u201d \u2013 diz. E continua: \u201cComo \u00e9 que pegam pessoas da rua, botam no \u00f4nibus e levam para a cadeia? Ah s\u00e3o terroristas, mas ningu\u00e9m estava com revolver, nem faca, nem canivete, nem gilete, nem cortador de unha\u2026\u201d.<\/p>\n<p>A imagem \u00e9 convincente: a cabe\u00e7a est\u00e1 firme, o olhar por tr\u00e1s dos \u00f3culos ainda vivo, a voz em bom som e as m\u00e3os gesticulam em movimentos habituais. O homem fala por si, reafirma que tamb\u00e9m pensa e \u00e9, como reivindica. N\u00e3o sou, \u00e9 como se repetisse enf\u00e1tico, apenas o m\u00e9dium. Sou o Divaldo! Voc\u00eas n\u00e3o v\u00eam? Compreender\u00e3o os seus admiradores inc\u00f3lumes que o homem est\u00e1 falando apartado dos esp\u00edritos esclarecidos? Ser\u00e1 ele aplaudido?<\/p>\n<p>O que se mostra ausente mais uma vez \u00e9 o que se lamenta com dose alta de tristeza: o bom-senso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #008000;\">Wilson Garcia<\/span><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.expedienteonline.com.br\/estes-mediuns-e-as-estripulias-da-personalidade\/\">Blog do WGarcia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estes m\u00e9diuns e as estripulias da personalidade! 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