{"id":12899,"date":"2023-04-10T07:21:38","date_gmt":"2023-04-10T10:21:38","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=12899"},"modified":"2023-04-10T07:23:46","modified_gmt":"2023-04-10T10:23:46","slug":"o-extase-de-paulo-de-tarso-em-2cor-122-4-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-extase-de-paulo-de-tarso-em-2cor-122-4-2\/","title":{"rendered":"O \u00eaxtase de Paulo de Tarso em 2Cor 12:2-4"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">O \u00eaxtase de Paulo de Tarso em 2Cor 12:2-4<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>Autor: <strong><span style=\"color: #008000;\">Daniel Salom\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/www.espiritismo.net\/sites\/default\/files\/artigos\/800px-V%26A_-_Raphael%2C_The_Conversion_of_the_Proconsul_%281515%29.jpg\" \/><\/p>\n<p>Em sua segunda carta aos cor\u00edntios, Paulo de Tarso nos apresenta interessante informa\u00e7\u00e3o, que oferece rico material para discuss\u00e3o:<\/p>\n<p>Conhe\u00e7o um homem em Cristo que, h\u00e1 quatorze anos, foi arrebatado ao terceiro c\u00e9u \u2014 se em seu corpo, n\u00e3o sei; se fora do corpo, n\u00e3o sei; Deus o sabe! E sei que esse homem \u2014 se no corpo ou fora do corpo, n\u00e3o sei; Deus o sabe! \u2014 foi arrebatado at\u00e9 o para\u00edso e ouviu palavras inef\u00e1veis, que n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito ao homem repetir (2Cor 12:2-4).<\/p>\n<p>A Doutrina Esp\u00edrita, perante fen\u00f4menos tidos por extraordin\u00e1rios, apresenta um corpo coerente de explica\u00e7\u00f5es, embasadas pelos procedimentos experimentais realizados por Allan Kardec e alguns esp\u00edritas da primeira hora. Sem desconsiderarmos as diferen\u00e7as de entendimento do que \u00e9 ci\u00eancia entre as concep\u00e7\u00f5es mais recentes e as do s\u00e9culo XIX, destacamos que, para o Codificador, \u201ca explica\u00e7\u00e3o dos fatos que o Espiritismo admite, de suas causas e consequ\u00eancias morais, constitui toda uma ci\u00eancia e toda uma filosofia, reclamando estudo s\u00e9rio, perseverante e aprofundado\u201d<strong><span style=\"color: #993300;\"> [1].<\/span><\/strong> Ainda segundo ele, \u201co Espiritismo e o Magnetismo nos d\u00e3o a chave de uma por\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos sobre os quais a ignor\u00e2ncia teceu uma infinidade de f\u00e1bulas, em que os fatos s\u00e3o exagerados pela imagina\u00e7\u00e3o\u201d <strong><span style=\"color: #993300;\">[2].<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Os livros b\u00edblicos, mesmo que escritos em per\u00edodos diversos, com objetivos e g\u00eaneros liter\u00e1rios variados, re\u00fanem muitos desses registros, tidos por milagres entre religiosos, por cria\u00e7\u00f5es do imagin\u00e1rio popular entre alguns estudiosos, e por uma gama de outros entendimentos entre esses dois polos. Ainda que o Espiritismo n\u00e3o negue as possibilidades de equ\u00edvoco nas interpreta\u00e7\u00f5es dos fen\u00f4menos pelas suas testemunhas ou mesmo na reda\u00e7\u00e3o dos textos b\u00edblicos <strong><span style=\"color: #993300;\">[3]<\/span><\/strong>, oferece tamb\u00e9m uma interpreta\u00e7\u00e3o que os retira da condi\u00e7\u00e3o de sobrenaturais, pois os compreende como inseridos nas leis da Natureza. Afinal, para o Codificador, no Espiritismo est\u00e1 completa a chave que nos permite \u201ccompreender o seu verdadeiro sentido\u201d <strong><span style=\"color: #993300;\">[4].<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise esp\u00edrita da experi\u00eancia ext\u00e1tica registrada por Paulo de Tarso em 2Co 12:2-4, e tamb\u00e9m pelo Esp\u00edrito Emmanuel em Paulo e Est\u00eav\u00e3o <strong><span style=\"color: #993300;\">[5],<\/span><\/strong> \u00e9 um exemplo de aplica\u00e7\u00e3o da proposta kardequiana de compreens\u00e3o de um fen\u00f4meno, tido por inintelig\u00edvel ou extraordin\u00e1rio, como plenamente natural. Para Allan Kardec, fen\u00f4menos como o sonambulismo e o \u00eaxtase s\u00e3o efeitos ou modalidades diversas de uma mesma causa, a faculdade de emancipa\u00e7\u00e3o da alma, que varia em qualidade e intensidade entre os indiv\u00edduos, \u201cencontrando-se neles a explica\u00e7\u00e3o de uma por\u00e7\u00e3o de fatos que os preconceitos fizeram ser vistos como sobrenaturais\u201d <strong><span style=\"color: #993300;\">[6].<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Conforme a vis\u00e3o esp\u00edrita, durante o sono do corpo, o Esp\u00edrito, sempre ativo, aproveita-se do afrouxamento dos la\u00e7os que o prendem ao ve\u00edculo f\u00edsico e \u201cvisita\u201d o plano espiritual, podendo entrar em contato com outros Esp\u00edritos, desencarnados ou encarnados <strong><span style=\"color: #993300;\">[7].<\/span><\/strong> Naturalmente, pode ter experi\u00eancias diversas nessa situa\u00e7\u00e3o, as quais poder\u00e3o ou n\u00e3o fazer parte de sua mem\u00f3ria no estado de vig\u00edlia. O sonho \u00e9 a recorda\u00e7\u00e3o dessas percep\u00e7\u00f5es, eventualmente somadas \u00e0 lembran\u00e7a da perturba\u00e7\u00e3o decorrente da partida do corpo f\u00edsico e do regresso a ele, bem como \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es cotidianas <strong><span style=\"color: #993300;\">[8]<\/span><\/strong>. O sonambulismo \u00e9 um estado de emancipa\u00e7\u00e3o ainda maior, que proporciona ao Esp\u00edrito viv\u00eancias mais ricas <strong><span style=\"color: #993300;\">[9].<\/span><\/strong><\/p>\n<p>No \u00eaxtase, por\u00e9m, o Esp\u00edrito fica ainda mais independente do corpo f\u00edsico e pode penetrar regi\u00f5es mais elevadas do plano espiritual, onde entra em contato com Esp\u00edritos mais evolu\u00eddos e se exp\u00f5e a sensa\u00e7\u00f5es de bem-estar e harmonia desconhecidos do plano terrestre. Em O Livro dos M\u00e9diuns, \u00e9 listada a categoria dos m\u00e9diuns ext\u00e1ticos, definidos como os que, \u201cem estado de \u00eaxtase, recebem revela\u00e7\u00f5es da parte dos Esp\u00edritos\u201d <strong><span style=\"color: #993300;\">[10]<\/span><\/strong>. Contudo, como no sonambulismo, as informa\u00e7\u00f5es que os ext\u00e1ticos revelam \u201cmuitas vezes s\u00e3o uma mistura de verdades e erros, de coisas sublimes e absurdas, ou mesmo rid\u00edculas\u201d, o que se deve \u00e0 exalta\u00e7\u00e3o que podem demonstrar durante o fen\u00f4meno, \u00e0 influ\u00eancia negativa de outros esp\u00edritos e a outras quest\u00f5es <strong><span style=\"color: #993300;\">[11]<\/span><\/strong>.<\/p>\n<p>A afirma\u00e7\u00e3o de Paulo que \u00e9 alvo de nossa an\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 necessariamente absurda ou fant\u00e1stica para um judeu do s\u00e9culo I d.C., pois essa experi\u00eancia tem paralelos em textos do misticismo e do apocalipsismo judaico <strong><span style=\"color: #993300;\">[12]<\/span><\/strong>. No contexto judaico-crist\u00e3o, a ess\u00eancia do misticismo \u00e9 \u201co contato imediato com Deus ou com suas manifesta\u00e7\u00f5es\u201d <strong><span style=\"color: #993300;\">[13]<\/span><\/strong>, o que, do ponto de vista esp\u00edrita, pode incluir fen\u00f4menos an\u00edmicos e medi\u00fanicos. O misticismo judaico \u00e9 rico em experi\u00eancias de vis\u00f5es \u201cfora do corpo\u201d, como as descritas acima, mas nos textos apocal\u00edpticos \u00e9 que vamos encontrar descri\u00e7\u00f5es de \u201cascens\u00e3o aos c\u00e9us\u201d, que mais se aproximam da compreens\u00e3o esp\u00edrita de \u00eaxtase. Naturalmente, dos textos neotestament\u00e1rios n\u00e3o podemos deduzir com clareza qual foi o entendimento de Paulo sobre o ocorrido. Ele mesmo informa n\u00e3o saber se o arrebatamento ocorrera \u201cno corpo ou fora do corpo\u201d (2Co 12:3). Segundo alguns pesquisadores, sua inabilidade em descrever o fen\u00f4meno \u00e9 \u201cevid\u00eancia firme de uma ascens\u00e3o m\u00edstica e mostra que a viagem n\u00e3o foi interiorizada como uma jornada para dentro do eu\u201d<strong><span style=\"color: #993300;\">[14]<\/span><\/strong>. Esse entendimento se aproxima do esp\u00edrita, para o qual \u00e9 natural a possibilidade de o Esp\u00edrito se emancipar temporariamente do corpo f\u00edsico, com liberdade para movimenta\u00e7\u00e3o e encontros no plano espiritual. Para outros, por\u00e9m, a d\u00favida de Paulo n\u00e3o se deve a qualquer inabilidade, mas justamente \u00e0 caracter\u00edstica do \u201ctranse\u201d, em que a no\u00e7\u00e3o de tempo e espa\u00e7o se perde <strong><span style=\"color: #993300;\">[15]<\/span><\/strong>, o que tamb\u00e9m tem respaldo no Espiritismo <strong><span style=\"color: #993300;\">[16]<\/span><\/strong>.<\/p>\n<p>Em textos apocal\u00edpticos judaicos n\u00e3o can\u00f4nicos, como 1 Enoque, 2 Enoque, Testamento de Levi, 3 Baruc, Testamento de Abra\u00e3o, 4 Esdras e Apocalipse de Abra\u00e3o, os \u00eaxtases narrados apresentam ascens\u00f5es aos c\u00e9us, com descri\u00e7\u00f5es semelhantes entre si. Tamb\u00e9m o Apocalipse can\u00f4nico de Jo\u00e3o, escrito ap\u00f3s a desencarna\u00e7\u00e3o de Paulo, atesta esse fen\u00f4meno. Em geral, as ascens\u00f5es ocorrem durante o sono, quando o ext\u00e1tico \u00e9 acompanhado por um anjo e obt\u00e9m revela\u00e7\u00f5es divinas atrav\u00e9s de di\u00e1logos. Em entendimento pr\u00f3ximo ao esp\u00edrita, o corpo f\u00edsico permanece dormindo, enquanto uma esp\u00e9cie de corpo espiritual registra a experi\u00eancia extracorp\u00f3rea.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com o relato de 2Cor 12:2-4, por\u00e9m, as ascens\u00f5es dos textos apocal\u00edpticos s\u00e3o muito mais complexas e ricas em detalhes. Ademais, as pr\u00f3prias sensa\u00e7\u00f5es descritas pelos personagens, de espanto e temor, n\u00e3o s\u00e3o detalhadas por Paulo na ep\u00edstola e se op\u00f5em \u00e0s sensa\u00e7\u00f5es de tranquilidade explicitadas pelo esp\u00edrito Emmanuel em Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Al\u00e9m disso, enquanto os viajantes conseguem dialogar com seus interlocutores, Paulo n\u00e3o demonstra a mesma desenvoltura, pois \u201cind\u00f4mita emo\u00e7\u00e3o lhe selava os l\u00e1bios e confundia o cora\u00e7\u00e3o\u201d, chegando a \u201cperturbar-se pela incapacidade de articular uma frase\u201d <strong><span style=\"color: #993300;\">[17]<\/span><\/strong>. A similaridade est\u00e1 na localiza\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o em uma regi\u00e3o elevada dos c\u00e9us, no \u201cpara\u00edso\u201d ou no \u201cterceiro c\u00e9u\u201d, e no encontro com \u201canjos\u201d ou esp\u00edritos elevados, o que ser\u00e1 discutido \u00e0 frente. Enfim, ap\u00f3s essas considera\u00e7\u00f5es iniciais, voltemos ao relato de Paulo.<\/p>\n<p>A ep\u00edstola em quest\u00e3o (2Cor) n\u00e3o tem sua autenticidade contestada atualmente, mas muitos estudiosos a compreendem como composta por trechos de mais de uma carta <strong><span style=\"color: #993300;\">[18]<\/span><\/strong>. Segundo entendimentos mais recentes, foi escrita entre os anos 52 e 56. Para alguns, na Maced\u00f4nia <strong><span style=\"color: #993300;\">[19],<\/span><\/strong> para outros, em \u00c9feso<strong><span style=\"color: #993300;\"> [20]<\/span><\/strong>. De qualquer forma, podemos situar o evento narrado entre os anos 38 e 42. Observando a cronologia estimada <strong><span style=\"color: #993300;\">[21]<\/span><\/strong> a partir dos textos b\u00edblicos e da obra Paulo e Est\u00eav\u00e3o, provavelmente ocorreu no ano 40, nas redondezas da cidade de Tarso, ap\u00f3s seu reencontro com o pai.<\/p>\n<p>Interessante \u00e9 notar, na pr\u00f3pria carta (2Cor 10 e 11), que a narra\u00e7\u00e3o do ocorrido, quatorze anos depois, acontece justamente em per\u00edodo de novas cr\u00edticas feitas a ele, agora por parte da pr\u00f3pria comunidade de Corinto, o que \u00e9 coerente com as informa\u00e7\u00f5es de Emmanuel. A revela\u00e7\u00e3o dessa experi\u00eancia consoladora agora serviria tamb\u00e9m como atestado de compet\u00eancia para o apostolado (2Cor 12:6ss). \u00c9 poss\u00edvel que Paulo tenha \u201csido tomado em um per\u00edodo de prece e ora\u00e7\u00f5es no esp\u00edrito, medita\u00e7\u00e3o em textos b\u00edblicos, ou at\u00e9 em situa\u00e7\u00f5es de sofrimento extremo\u201d<strong><span style=\"color: #993300;\"> [22].<\/span><\/strong> Para Emmanuel, a primeira e a segunda hip\u00f3teses se aplicam. Segundo ele, o fen\u00f4meno que destacamos se deu ap\u00f3s dif\u00edceis reflex\u00f5es de Paulo sobre as persegui\u00e7\u00f5es sofridas. Sem outros recursos que o auxiliassem,<\/p>\n<p>Confiou ao Mestre as preocupa\u00e7\u00f5es acerbas, pediu o rem\u00e9dio da sua miseric\u00f3rdia e procurou manter-se em repouso. Ap\u00f3s a prece ardente, cessou de chorar, figurando-se-lhe que uma for\u00e7a superior e invis\u00edvel lhe balsamizava as chagas da alma opressa<strong><span style=\"color: #993300;\"> [23].<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s entrar em prece, Paulo passou a experimentar sensa\u00e7\u00f5es de paz e al\u00edvio. Teve a impress\u00e3o de ser transportado, levado involuntariamente a outra regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Breve, em doce quietude do c\u00e9rebro dolorido, sentiu que o sono come\u00e7ava a empolg\u00e1-lo. Suav\u00edssima sensa\u00e7\u00e3o de repouso proporcionava-lhe grande al\u00edvio. Estaria dormindo? Tinha a impress\u00e3o de haver penetrado uma regi\u00e3o de sonhos deliciosos. Sentia-se \u00e1gil e feliz. Tinha a impress\u00e3o de que fora arrebatado a uma campina tocada de luz primaveril, isenta e longe deste mundo. Flores brilhantes, como feitas de n\u00e9voa colorida, desabrochavam ao longo de estradas maravilhosas, rasgadas na regi\u00e3o banhada de claridades indefin\u00edveis. Tudo lhe falava de um mundo diferente. Aos seus ouvidos toavam harmonias suaves, dando ideia de cavatinas executadas ao longe, em harpas e ala\u00fades divinos. Desejava identificar a paisagem, definir-lhe os contornos, enriquecer observa\u00e7\u00f5es, mas um sentimento profundo de paz deslumbrava-o inteiramente. Devia ter penetrado um reino maravilhoso, porquanto os portentos espirituais que se patenteavam a seus olhos excediam todo entendimento <strong><span style=\"color: #993300;\">[24].<\/span><\/strong><\/p>\n<p>As express\u00f5es \u201cterceiro c\u00e9u\u201d e \u201cpara\u00edso\u201d, para descrever o que o esp\u00edrita entende como uma regi\u00e3o nobre do plano espiritual, s\u00e3o perfeitamente compreens\u00edveis dentro da cultura religiosa da \u00e9poca. A divis\u00e3o do c\u00e9u em est\u00e1gios, como representando n\u00edveis eleva\u00e7\u00e3o espiritual, bem como o entendimento de que h\u00e1 nestes \u201cc\u00e9us\u201d uma regi\u00e3o reservada aos deuses e aos eleitos, \u00e9 fruto de concep\u00e7\u00f5es gregas, persas e mesmo hebraicas. Nos textos judaicos n\u00e3o can\u00f4nicos j\u00e1 citados, como 1 Enoque, 2 Enoque, Testamento de Levi e 3 Baruc <strong><span style=\"color: #993300;\">[25]<\/span><\/strong>, vamos encontrar relatos e descri\u00e7\u00f5es parecidas. O pr\u00f3prio Allan Kardec registra que alguns Esp\u00edritos, j\u00e1 \u00e0 \u00e9poca da Codifica\u00e7\u00e3o, relatavam habitar \u201co quarto, o quinto c\u00e9us etc.\u201d, sendo informado que, \u201cperguntando-lhes que c\u00e9u habitam, \u00e9 que formais ideia de muitos c\u00e9us dispostos como os andares de uma casa. Eles, ent\u00e3o, respondem de acordo com a vossa linguagem\u201d <strong><span style=\"color: #993300;\">[26]<\/span><\/strong>. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 descri\u00e7\u00e3o do local, apenas o texto de 2En 8:1-3 apresenta semelhan\u00e7a \u00e0 informa\u00e7\u00e3o registrada por Emmanuel, de um lugar onde tudo \u00e9 de beleza inef\u00e1vel, com \u201cflores, frutos, \u00e1rvores, rios de \u00e1guas calmas\u201d. As demais ascens\u00f5es registram vis\u00f5es de tronos, constru\u00e7\u00f5es de m\u00e1rmore e cristal etc., fora do ambiente campestre.<\/p>\n<p>Paulo de Tarso, em dois momentos do texto em an\u00e1lise, relata d\u00favida quanto a estar ou n\u00e3o fora do corpo durante o fen\u00f4meno. Emmanuel relata a import\u00e2ncia desta experi\u00eancia para o entendimento do Ap\u00f3stolo sobre o corpo espiritual ou perisp\u00edrito (1Co 15:35ss) <strong><span style=\"color: #993300;\">[27],<\/span><\/strong> entretanto, n\u00e3o temos informa\u00e7\u00f5es seguras sobre o grau de compreens\u00e3o sobre o assunto desenvolvido por Paulo neste per\u00edodo. \u00c9 poss\u00edvel que n\u00e3o conseguisse diferenciar a experi\u00eancia de \u00eaxtase de uma experi\u00eancia de vid\u00eancia. A vis\u00e3o dos Esp\u00edritos, como apresentada em O Livro dos M\u00e9diuns, pode ocorrer \u201cachando-se o indiv\u00edduo em condi\u00e7\u00f5es perfeitamente normais. Entretanto, as pessoas que os veem se encontram muito ami\u00fade num estado pr\u00f3ximo do de \u00eaxtase, estado que lhes faculta uma esp\u00e9cie de dupla vista\u201d <strong><span style=\"color: #993300;\">[28].<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, essa experi\u00eancia \u00e9 facultada a todos durante o sono, como parece ter ocorrido com Paulo. Esse caso, para Kardec, n\u00e3o se caracteriza exatamente como de mediunidade de vid\u00eancia <strong><span style=\"color: #993300;\">[29].<\/span><\/strong> Se ocorre em estado de vig\u00edlia, por\u00e9m, essa capacidade \u00e9 tida por medi\u00fanica. Teria sido transportado em esp\u00edrito a outro lugar (\u201cfora do corpo\u201d), o que podemos caracterizar como \u00eaxtase, ou estaria tendo uma vis\u00e3o\/vid\u00eancia (\u201cno corpo\u201d), como a que tivera de Jesus anos antes? Alguns pesquisadores contempor\u00e2neos entendem que Paulo talvez n\u00e3o tivesse condi\u00e7\u00f5es de definir adequadamente sua experi\u00eancia <span style=\"color: #993300;\">[30]<\/span>, como j\u00e1 dito. No s\u00e9culo I, possivelmente n\u00e3o havia consenso entre os m\u00edsticos judaicos sobre a ideia de alma e a possibilidade de seu desprendimento do corpo, o que dificultava ainda mais sua descri\u00e7\u00e3o <strong><span style=\"color: #993300;\">[31]<\/span><\/strong>. Refor\u00e7a essa hip\u00f3tese o fato de, nos textos b\u00edblicos, o termo \u201c\u00eaxtase\u201d (do grego ekstasis, deslocamento, espanto, transe etc.) ter conota\u00e7\u00e3o mais ampla, incluindo tamb\u00e9m experi\u00eancias que, segundo o entendimento esp\u00edrita, s\u00e3o qualificadas como de dupla vista, vid\u00eancia ou sonambulismo.<\/p>\n<p>No fim de sua descri\u00e7\u00e3o, Paulo diz ter ouvido \u201cpalavras inef\u00e1veis, que n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito ao homem repetir\u201d (2Cor 12:4). Por\u00e9m, qual seria o motivo disso? Segundo Emmanuel, desejava identificar a paisagem, definir-lhe os contornos, enriquecer observa\u00e7\u00f5es, mas um sentimento profundo de paz deslumbrava-o inteiramente. Devia ter penetrado um reino maravilhoso, porquanto os portentos [maravilhas] espirituais que se patenteavam a seus olhos excediam todo entendimento <strong><span style=\"color: #993300;\">[32].<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Fica claro que faltaram palavras para descrever a experi\u00eancia. O que via excedia sua capacidade de compreens\u00e3o, deslumbrava-o, antecipava a realidade espiritual dos justos. Ali\u00e1s, o registro do di\u00e1logo de Paulo com os Esp\u00edritos Abigail e Est\u00eav\u00e3o \u00e9 um dos tesouros da obra Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Quanto a n\u00e3o ser l\u00edcito a ele revelar o que percebia, \u00e9 poss\u00edvel que, no pensamento de Paulo, aquelas informa\u00e7\u00f5es pudessem chocar ou impressionar mais que esclarecer ou, talvez, exaltar demais sua pessoa, o que n\u00e3o era seu desejo (2Cor 12:1). Ademais, Allan Kardec, ao comentar sobre as contradi\u00e7\u00f5es \u00e0s vezes notadas em comunica\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, alerta-nos sobre a \u201cinsufici\u00eancia da linguagem humana para exprimir as coisas do mundo incorp\u00f3reo\u201d <strong><span style=\"color: #993300;\">[33].<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Por fim, novamente destacamos a import\u00e2ncia das bases esp\u00edritas, com destaque para O Livro dos M\u00e9diuns, para a an\u00e1lise dos fen\u00f4menos que entendemos como an\u00edmicos ou medi\u00fanicos. O Espiritismo oferece uma rica quantidade de conceitos, que formam um corpo homog\u00eaneo aplic\u00e1vel \u00e0 an\u00e1lise e interpreta\u00e7\u00e3o de diversos fen\u00f4menos ainda tratados por sobrenaturais. Chamamos tamb\u00e9m aten\u00e7\u00e3o para o material judaico citado como refer\u00eancia nesse trabalho, j\u00e1 h\u00e1 algumas d\u00e9cadas valorizado pelas pesquisas religiosas, mas ainda pouco estudado pelo Movimento Esp\u00edrita. Textos intertestament\u00e1rios, pseudoep\u00edgrafos e ap\u00f3crifos, judaicos e crist\u00e3os, oferecem rico material de an\u00e1lise, o qual facilita a compreens\u00e3o de como se articulava o pensamento religioso dos primeiros crist\u00e3os. O uso desse material, inclusive, previne-nos de eventuais anacronismos em nossas conclus\u00f5es sobre os pensamentos crist\u00e3os origin\u00e1rios. Al\u00e9m disso, re\u00fanem grande quantidade de fen\u00f4menos possivelmente medi\u00fanicos, que tamb\u00e9m podem ser perscrutados pela lente esp\u00edrita.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Daniel Salom\u00e3o Silva<\/span><\/strong> \u00e9 palestrante e escritor esp\u00edrita de Juiz de Fora, trabalhador da Funda\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Aur\u00edlio Braga Esteves e da Alian\u00e7a Municipal Esp\u00edrita da cidade. E-mail: <a href=\"mailto:salomaoime@yahoo.com.br\">salomaoime@yahoo.com.br<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.espiritismo.net\/content\/o-%C3%AAxtase-de-paulo-de-tarso-em-2cor-122-4\">espiritismo.net<\/a><\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[1] KARDEC, Allan. O Livro dos M\u00e9diuns. 1a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2008, p. 38 [i. 14].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[2] KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. 2a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2010, p. 366 [q. 555].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[3] KARDEC, Allan. A G\u00eanese, os milagres e as predi\u00e7\u00f5es segundo o Espiritismo. 1a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2009, p. 432 e 433 [c. 15, i. 47 e 48].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[4] KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 1a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2010, p. 23 [intro, I].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[5] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 23a ed., Rio de Janeiro: FEB, 1987, p. 304.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[6] KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. 2a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2010, p. 322 [q. 455].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[7] KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. 2a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2010, p. 294 [q. 401].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[8] KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. 2a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2010, p. 296 [q. 402].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[9] KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. 2a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2010, p. 316 a 320 [q. 455].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[10] KARDEC, Allan. O Livro dos M\u00e9diuns. 1a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2008, p. 296 [i. 190].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[11] KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. 2a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2010, p. 320 a 321 [q. 455].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[12] SEGAL, Allan F. Paulo, o convertido: apostolado e apostasia de Saulo fariseu. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2010, p. 73.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[13] NOGUEIRA, Sebastiana M. S. Viagem aos c\u00e9us e mist\u00e9rios inef\u00e1veis: a religi\u00e3o de Paulo de Tarso. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2016, p. 114.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[14] SEGAL, Allan F. Paulo, o convertido: apostolado e apostasia de Saulo fariseu. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2010, p. 111.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[15] NOGUEIRA, Sebastiana M. S. Viagem aos c\u00e9us e mist\u00e9rios inef\u00e1veis: a religi\u00e3o de Paulo de Tarso. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2016, p. 20.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[16] KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. 2a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2010, p. 306 [q. 425].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[17] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 23a ed., Rio de Janeiro: FEB, 1987, p. 305 e 306.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[18] THEISSEN, Gerd. O Novo Testamento. Petr\u00f3polis: Vozes, 2007, p. 56.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[19] NOGUEIRA, Sebastiana M. S. Viagem aos c\u00e9us e mist\u00e9rios inef\u00e1veis: a religi\u00e3o de Paulo de Tarso. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2016, p. 49.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[20] THEISSEN, Gerd. O Novo Testamento. Petr\u00f3polis: Vozes, 2007, p. 45.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[21] DIAS, Haroldo Dutra. Hist\u00f3ria da Era Apost\u00f3lica \u2013 s\u00edntese da cronologia. Revista Reformador, FEB, n. 2170, p. 33-35, jan\/2010.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[22] NOGUEIRA, Sebastiana M. S. Viagem aos c\u00e9us e mist\u00e9rios inef\u00e1veis: a religi\u00e3o de Paulo de Tarso. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2016, p. 200. Ver tamb\u00e9m SEGAL, Alan F. Paulo, o convertido: apostolado e apostasia de Saulo fariseu. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2010, p. 131.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[23] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 23a ed., Rio de Janeiro: FEB, 1987, p. 304.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[24] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 23a ed., Rio de Janeiro: FEB, 1987, p. 304.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[25] NOGUEIRA, Sebastiana M. S. Viagem aos c\u00e9us e mist\u00e9rios inef\u00e1veis: a religi\u00e3o de Paulo de Tarso. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2016, p. 62.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[26] KARDEC, Allan. O Livro dos Esp\u00edritos. 2a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2010, p. 621 [q. 1017].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[27] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 23a ed., Rio de Janeiro: FEB, 1987, p. 304.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[28] KARDEC, Allan. O Livro dos M\u00e9diuns. 1a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2008, p. 167 [i. 100].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[29] KARDEC, Allan. O Livro dos M\u00e9diuns. 1a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2008, p. 267 [i. 167].<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[30] SEGAL, Alan F. Paulo, o convertido: apostolado e apostasia de Saulo fariseu. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2010, p. 111.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[31] NOGUEIRA, Sebastiana M. S. Viagem aos c\u00e9us e mist\u00e9rios inef\u00e1veis: a religi\u00e3o de Paulo de Tarso. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2016, p. 200.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[32] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 23a ed., Rio de Janeiro: FEB, 1987, p. 304.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #993300;\">[33] KARDEC, Allan. O Livro dos M\u00e9diuns. 1a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2008, p. 518 [i. 302].<\/span><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00eaxtase de Paulo de Tarso em 2Cor 12:2-4 Autor: Daniel Salom\u00e3o Em sua segunda carta aos cor\u00edntios, Paulo de Tarso nos apresenta interessante informa\u00e7\u00e3o, que oferece rico material para discuss\u00e3o: Conhe\u00e7o um homem em Cristo que, h\u00e1 quatorze anos, &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-extase-de-paulo-de-tarso-em-2cor-122-4-2\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,16,27,19],"tags":[],"class_list":["post-12899","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-espiritismo","category-sociedade","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12899","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12899"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12899\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12902,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12899\/revisions\/12902"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}