{"id":12993,"date":"2023-05-09T09:26:30","date_gmt":"2023-05-09T12:26:30","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=12993"},"modified":"2023-05-09T09:26:30","modified_gmt":"2023-05-09T12:26:30","slug":"mediunidade-intuitiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/mediunidade-intuitiva\/","title":{"rendered":"Mediunidade Intuitiva"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Mediunidade Intuitiva<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><em><span style=\"color: #008000;\">Jader Sampaio<\/span><\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_IHfzSOKPpuo\/SWcZ7TUu2UI\/AAAAAAAABN8\/EYvjd5z1G_0\/s1600\/escrevendo.jpg\" alt=\"[escrevendo.jpg]\" \/><\/p>\n<p>S\u00e1bado \u00e0 tarde. Um pedido de orienta\u00e7\u00e3o me fez chegar mais cedo ao C\u00e9lia Xavier. A jovem n\u00e3o havia entrado em detalhes, apenas queria conversar sobre mediunidade. A pergunta era: como eu posso ter certeza que sou m\u00e9dium?<\/p>\n<p>Se fosse uma mediunidade de vid\u00eancia ou audi\u00eancia, a pergunta seria: ser\u00e1 que eu n\u00e3o sou louca? Mas tratava-se de uma mediunidade que Kardec classifica como intuitiva.<\/p>\n<p>Mediunidade intuitiva \u00e9 uma classifica\u00e7\u00e3o que cabe em uma gama diversa de manifesta\u00e7\u00f5es. Embora Kardec estivesse tratando de m\u00e9diuns escreventes quando tocou no assunto (O Livro dos M\u00e9diuns, cap. XV.), sua defini\u00e7\u00e3o se aplica tamb\u00e9m a m\u00e9diuns falantes, de pressentimentos, pintores, entre outros.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o da faculdade \u00e9 simples. O m\u00e9dium percebe o conte\u00fado do que vai escrever ou falar antes do fen\u00f4meno acontecer, e movimenta o l\u00e1pis ou a garganta de vontade pr\u00f3pria. Como n\u00e3o h\u00e1 nenhuma interfer\u00eancia do esp\u00edrito comunicante nas vias motoras do m\u00e9dium, n\u00e3o h\u00e1 mudan\u00e7a de caligrafia ou de entona\u00e7\u00e3o de voz, a menos que o m\u00e9dium assim o deseje (e o fa\u00e7a por conta pr\u00f3pria, muitas vezes para se sentir mais seguro).<\/p>\n<p>O problema dos m\u00e9diuns intuitivos \u00e9 a distin\u00e7\u00e3o entre seus pr\u00f3prios pensamentos e os pensamentos oriundos dos esp\u00edritos. H\u00e1 faculdades em que a percep\u00e7\u00e3o dos esp\u00edritos \u00e9 n\u00edtida e semelhante \u00e0 percep\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os dos sentidos. O mesmo n\u00e3o se d\u00e1 com a intui\u00e7\u00e3o. O m\u00e9dium tem raz\u00f5es para crer que o pensamento n\u00e3o foi criado por ele, mas tamb\u00e9m n\u00e3o sente seguran\u00e7a para afirmar que \u00e9 oriundo de um esp\u00edrito, e em caso afirmativo, hesita quanto \u00e0 fidelidade do que est\u00e1 escrevendo.<\/p>\n<p>A mediunidade intuitiva \u00e9 um conjunto de sugest\u00f5es espirituais registradas pelo pensamento\/sentimento do intermedi\u00e1rio que \u00e9 traduzido, interpretado e registrado por ele.<\/p>\n<p>Para se ter no\u00e7\u00e3o da precariedade da comunica\u00e7\u00e3o intuitiva, fa\u00e7a uma viv\u00eancia. Pe\u00e7a a um amigo para lhe contar, sem citar nomes, um epis\u00f3dio que aconteceu com ele, em ritmo de narrativa, pegue um l\u00e1pis e v\u00e1 anotando da forma poss\u00edvel o que ele diz. Compare o resultado final com uma grava\u00e7\u00e3o daquilo que ele narrou. Como se saiu?<\/p>\n<p>Imagine agora uma situa\u00e7\u00e3o em que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 capaz de ouvir claramente, em que as id\u00e9ias s\u00e3o percebidas com dificuldade, \u00e9 necess\u00e1rio manter a concentra\u00e7\u00e3o sobre o conte\u00fado, sem dispersar-se e as suas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es alteram a comunica\u00e7\u00e3o com a fonte. Estas s\u00e3o algumas das dificuldades deste tipo de mediunidade.<\/p>\n<p>Kardec estava atento a este tipo de situa\u00e7\u00f5es quando escreveu sobre o assunto. Acostumado a trabalhar com m\u00e9diuns mec\u00e2nicos e semimec\u00e2nicos, ele assim se refere \u00e0 mediunidade intuitiva:<\/p>\n<p>\u201cEfetivamente, a distin\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00e0s vezes dif\u00edcil de fazer-se. (&#8230;)\u201d<\/p>\n<p>Uma observa\u00e7\u00e3o que Kardec faz quanto ao mecanismo desta faculdade \u00e9 o que se pode chamar de cria\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea. O m\u00e9dium n\u00e3o cria o texto em sua\u00a0mente e organiza as id\u00e9ias para, a seguir, redigir. O pensamento \u201cnasce \u00e0 medida que a escrita vai sendo tra\u00e7ada e, ami\u00fade, \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 id\u00e9ia que antecipadamente se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do m\u00e9dium\u201d. (O Livro dos M\u00e9diuns, par\u00e1grafo 180)<\/p>\n<p>Quatro elementos identificadores se encontram, portanto, no texto kardequiano: a falta de impulsos mec\u00e2nicos, a voluntariedade da escrita medi\u00fanica, a cria\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea das id\u00e9ias do texto e a presen\u00e7a de conhecimentos e informa\u00e7\u00f5es que podem estar al\u00e9m das capacidades do m\u00e9dium.<\/p>\n<p>Mesmo encontrando estas quatro caracter\u00edsticas (e a \u00faltima \u00e9 muito importante para a identifica\u00e7\u00e3o de um m\u00e9dium intuitivo), ainda assim o produto desta mediunidade \u00e9 pass\u00edvel de mescla com as id\u00e9ias pessoais do intermedi\u00e1rio. Isto fez com que os esp\u00edritos dissessem a Kardec a seguinte frase sobre os m\u00e9diuns intuitivos:<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o muito comuns, mas muito sujeitos a erro, por n\u00e3o poderem, muitas vezes, discernir o que prov\u00eam dos Esp\u00edritos e o que deles pr\u00f3prios emana\u201d. (O Livro dos M\u00e9diuns, par\u00e1grafo 191)<\/p>\n<p>Este tipo de faculdade desaponta bastante os que desejam ver fen\u00f4menos definitivos, que d\u00e3o evid\u00eancias da vida ap\u00f3s a morte. Parece-se com o garimpo manual, descarta-se muita areia para encontrar uma ou outra pepita de ouro verdadeiro. O curioso \u00e9 que os c\u00e9ticos ficam a dizer: \u201cs\u00f3 vejo areia\u201d, e quando surge o ouro vociferam \u201cquem sabe este charlat\u00e3o n\u00e3o o colocou a\u00ed quando nos distra\u00edmos\u201d.<\/p>\n<p>Eu expliquei aos poucos estas informa\u00e7\u00f5es \u00e0 jovem, que me pareceu um pouco desapontada no final da conversa. Talvez ela tenha sido incentivada a escrever o\u00a0que lhe ocorria, mas n\u00e3o tenha surgido nada em seu texto que atenda ao quarto crit\u00e9rio de Kardec. Tudo indica que continuou em d\u00favida.<\/p>\n<p>Com o surgimento da Psicologia Anal\u00edtica, a distin\u00e7\u00e3o entre mediunidade intuitiva e animismo ficou ainda mais dif\u00edcil. Jung afirmou que alguns fen\u00f4menos psicol\u00f3gicos nos quais a pessoa se sente um expectador, s\u00e3o frutos da fantasia ou da imagina\u00e7\u00e3o ativa; esta \u00faltima, uma manifesta\u00e7\u00e3o de arqu\u00e9tipos do inconsciente coletivo, mas isto \u00e9 assunto para um outro artigo.<\/p>\n<p>Postado por <em><span style=\"color: #008000;\">J\u00e1der Sampaio\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Refer\u00eancias: Allan Kardec, mediunidade intuitiva<\/span><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/espiritismocomentado.blogspot.com\/2009\/01\/mediunidade-intuitiva.html\">Espiritismo Comentado<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mediunidade Intuitiva Jader Sampaio S\u00e1bado \u00e0 tarde. 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