{"id":13059,"date":"2023-06-01T10:35:29","date_gmt":"2023-06-01T13:35:29","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=13059"},"modified":"2023-06-01T10:35:29","modified_gmt":"2023-06-01T13:35:29","slug":"paulo-e-a-medium-de-filipos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/paulo-e-a-medium-de-filipos\/","title":{"rendered":"Paulo e a m\u00e9dium de Filipos"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Paulo e a m\u00e9dium de Filipos<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>Autor: <em><span style=\"color: #008000;\">Daniel Salom\u00e3o Silva<\/span><\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/www.espiritismo.net\/sites\/default\/files\/artigos\/transferir_0.jpg\" \/><\/p>\n<p>Destacando contribui\u00e7\u00f5es da obra psicogr\u00e1fica de Francisco C\u00e2ndido Xavier, temos apresentado em alguns textos desta revista an\u00e1lises comparadas de conclus\u00f5es da pesquisa b\u00edblica acad\u00eamica com informa\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas.[i] Entendemos que dessa uni\u00e3o pode surgir uma compreens\u00e3o mais profunda e madura dos epis\u00f3dios e ensinamentos do Evangelho.<\/p>\n<p>Como tamb\u00e9m apontamos em outro momento,[ii] o pr\u00f3prio Codificador, ap\u00f3s ter contato com as psicografias \u201chist\u00f3ricas\u201d de Ermance Dufaux, afirmou que \u201cas comunica\u00e7\u00f5es esp\u00edritas podem esclarecer-nos sobre a Hist\u00f3ria, desde que nos saibamos colocar em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis\u201d.[iii] Nessa mesma dire\u00e7\u00e3o, a obra Paulo e Est\u00eav\u00e3o \u00e9 material riqu\u00edssimo de informa\u00e7\u00f5es, que, com todo o cuidado que as obras medi\u00fanicas merecem, e em di\u00e1logo com as conclus\u00f5es acad\u00eamicas a partir dos textos b\u00edblicos, pode nos aproximar das impress\u00f5es dos primeiros crist\u00e3os.<\/p>\n<p>O cuidado com anacronismos, ou seja, com a aplica\u00e7\u00e3o de ideias ou sentimentos de uma \u00e9poca a outra, quando talvez eles ainda nem existissem, \u00e9 outra quest\u00e3o que temos destacado. \u00c9 observ\u00e1vel entre religiosos, mesmo esp\u00edritas, a compreens\u00e3o de que os primeiros crist\u00e3os pensavam e agiam religiosamente como eles agem atualmente, com as mesmas cren\u00e7as e conhecimentos. Contudo, n\u00e3o temos acesso ao que exatamente os primeiros crist\u00e3os conheciam sobre mediunidade, plano espiritual, entre outros conceitos, ainda que percebamos fortes semelhan\u00e7as com o pensamento esp\u00edrita. Nesse sentido, observar a forma como descreviam suas experi\u00eancias an\u00edmicas ou medi\u00fanicas pode nos prevenir de tirar conclus\u00f5es precipitadas ou mesmo de defender, de forma equivocada, posi\u00e7\u00f5es esp\u00edritas a partir dos textos b\u00edblicos.[iv] O epis\u00f3dio que destacamos aqui \u00e9 um bom exerc\u00edcio dessa proposta e pode enriquecer nossa vis\u00e3o sobre como Paulo de Tarso compreendia o fen\u00f4meno medi\u00fanico.<\/p>\n<p>Em sua segunda viagem mission\u00e1ria, o Ap\u00f3stolo dos Gentios, durante sua perman\u00eancia na cidade de Filipos, antiga col\u00f4nia romana de grande import\u00e2ncia cultural e pol\u00edtica,[v] teve que lidar com interessante situa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Certo dia, quando \u00edamos para a ora\u00e7\u00e3o, veio ao nosso encontro uma jovem escrava que tinha um esp\u00edrito de adivinha\u00e7\u00e3o; ela obtinha para seus amos muito lucro, por seus or\u00e1culos. Come\u00e7ou a seguir-nos, a Paulo e a n\u00f3s, clamando: \u201cEstes homens s\u00e3o servos do Deus alt\u00edssimo, que vos anunciam o caminho da salva\u00e7\u00e3o\u201d. Isto ela o fez por v\u00e1rios dias. (Atos, 16:16-18).<\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o desse epis\u00f3dio em Paulo e Est\u00eav\u00e3o, Emmanuel \u00e9 bem fiel ao texto b\u00edblico, mas enriquece-o com outros detalhes. Ainda que a express\u00e3o \u201cescrava\u201d, presente no trecho b\u00edblico, n\u00e3o apare\u00e7a no texto medi\u00fanico, o autor espiritual parece indicar essa rela\u00e7\u00e3o ao denunciar a presen\u00e7a de \u201cpatr\u00f5es\u201d que controlavam a m\u00e9dium[vi] (observe que no texto de Atos a tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia de Jerusal\u00e9m escolhe a palavra semelhante \u201camos\u201d para o termo grego kyriois, em geral traduzido por \u201csenhores\u201d). Ademais, no mundo mediterr\u00e2neo greco-romano da Antiguidade, que inclu\u00eda a cidade de Filipos e sua redondeza, era comum a presen\u00e7a de escravos, integrados \u201cem todos os n\u00edveis da economia\u201d, o que demandava deles certa instru\u00e7\u00e3o e reservava-lhes certa autonomia, situa\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel se comparada ao brutal modelo moderno de escravid\u00e3o.[vii] Entre eles encontramos engenheiros, m\u00e9dicos, poetas e, como no caso em quest\u00e3o, at\u00e9 mesmo m\u00e9diuns. Como aponta Emmanuel, \u201cestimulados pelo ganho f\u00e1cil, os patr\u00f5es haviam instalado um gabinete onde a pitonisa atendia \u00e0s consultas\u201d, altamente rendosas.[viii]<\/p>\n<p>Ainda na descri\u00e7\u00e3o da m\u00e9dium, o autor espiritual, ao denomin\u00e1-la \u201cpitonisa\u201d, relaciona-a \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o oracular de Delfos, onde a comunica\u00e7\u00e3o medi\u00fanica era tida por \u201cor\u00e1culo infal\u00edvel\u201d. Mesmo que Delfos n\u00e3o seja mencionado diretamente em Atos, a express\u00e3o \u201cesp\u00edrito de adivinha\u00e7\u00e3o\u201d (pneuma pyth\u00f4na no original grego, ou seja, esp\u00edrito pit\u00f4nico) \u00e9 refer\u00eancia direta a essa tradi\u00e7\u00e3o grega. O contato de Paulo com a m\u00e9dium filipense, em verdade, representa o primeiro encontro, ou pelo menos o \u00fanico registrado no Novo Testamento, \u201centre os ap\u00f3stolos e a representante local de um fen\u00f4meno cultural grego reconhecido e venerado: o esp\u00edrito de adivinha\u00e7\u00e3o de Apolo Pit\u00f4nico\u201d.[ix]<\/p>\n<p>M\u00e9todos de adivinha\u00e7\u00e3o foram muito importantes na Antiguidade, incluindo as religiosidades grega e judaica. Por sonhos, lan\u00e7amento de sorte, observa\u00e7\u00e3o dos astros e da natureza ou, como no nosso caso, por consulta a um or\u00e1culo, o povo e as lideran\u00e7as pol\u00edticas buscavam orienta\u00e7\u00e3o para os mais diversos assuntos, dos mais fr\u00edvolos a decis\u00f5es imperiais. O que caracterizava um or\u00e1culo (do latim oraculum, cuja raiz, os\/oris \u00e9 \u201cboca\u201d, e que traduz termos b\u00edblicos gregos e hebraicos referentes a revela\u00e7\u00f5es divinas), em geral, era a consulta a uma divindade ou a um Esp\u00edrito atrav\u00e9s de um intermedi\u00e1rio humano, por meio de perguntas respondidas \u00e0s vezes enigmaticamente, imediatamente ou ap\u00f3s certo intervalo de tempo.[x]<\/p>\n<p>O mais famoso deles foi o de Delfos, na Gr\u00e9cia, cujo deus respons\u00e1vel, nas cren\u00e7as gregas, era Apolo. A partir de vapores que subiam das profundezas da terra por uma fenda, uma mulher, a p\u00edtia ou pitonisa, sentada sobre uma tr\u00edpode, entrava em transe, quando ent\u00e3o recebia suas inspira\u00e7\u00f5es.[xi] Essa fun\u00e7\u00e3o, entendida como muito honrosa, foi exclusivamente ocupada por mulheres, preferencialmente com pouca cultura e sem eloqu\u00eancia, o que, no entendimento da \u00e9poca, ressaltava a atua\u00e7\u00e3o da divindade.[xii] Seu apogeu se deu entre os s\u00e9culos VII e IV a.C., mas, mesmo que ainda presentes, j\u00e1 no s\u00e9culo I d.C. Delfos e outros or\u00e1culos come\u00e7aram a diminuir em seriedade e import\u00e2ncia, at\u00e9 serem praticamente extintos com a ado\u00e7\u00e3o do Cristianismo como religi\u00e3o imperial. Delfos, por exemplo, se tornou paulatinamente um ponto tur\u00edstico. O pr\u00f3prio historiador e ex-sacerdote desse or\u00e1culo, Plutarco (46 \u2013 120 d.C.), chegou a lamentar que l\u00e1 \u201cmuitos pedidos de or\u00e1culos eram motivados por frivolidade, curiosidade ou interesses ign\u00f3beis e ego\u00edstas\u201d,[xiii] o que justificava sua decad\u00eancia.<\/p>\n<p>Contudo, a m\u00e9dium de Filipos s\u00f3 pode ser associada \u00e0 pitonisa de Delfos por analogia. Nada indica que tenha ocupado essa fun\u00e7\u00e3o em algum momento ou mesmo que tenha sido instru\u00edda nessa dire\u00e7\u00e3o. Em verdade, sua condi\u00e7\u00e3o de escrava \u00e9 ind\u00edcio de uma origem bem modesta, n\u00e3o de uma fam\u00edlia de destaque, como se esperaria no famoso or\u00e1culo grego. Outras diferen\u00e7as podem ser apontadas: diante de Paulo, a m\u00e9dium se expressou espontaneamente, enquanto que, em Delfos, teria sido provocada por quest\u00f5es dos consulentes.[xiv] Al\u00e9m disso, n\u00e3o h\u00e1 not\u00edcia de vapores envolvidos em seu transe medi\u00fanico, nem de sacerdotes que interpretassem ou transmitissem suas comunica\u00e7\u00f5es e, por fim, nenhuma divindade identificada como fonte da inspira\u00e7\u00e3o. De qualquer forma, associ\u00e1-la \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o de Delfos nos traz importantes pistas sobre o que de fato ocorreu.<\/p>\n<p>Em uma cidade de minoria judaica,[xv] Paulo estava lidando com tradi\u00e7\u00f5es religiosas diferentes daquelas com que estava familiarizado. Natural \u00e9 que tentasse entend\u00ea-las a partir de suas categorias judaicas familiares ou das tradi\u00e7\u00f5es gregas que conhecia. O grego Lucas, redator dos Atos, e que n\u00e3o estava presente em Filipos durante o epis\u00f3dio (Atos, 16:25),[xvi] possivelmente fez seus registros a partir das descri\u00e7\u00f5es de Paulo e seus companheiros. Nesse sentido, interessante s\u00e3o as express\u00f5es usadas pela m\u00e9dium. Ao mencionar o \u201cDeus Alt\u00edssimo\u201d, tanto poderia estar se referindo a Zeus quanto ao Deus dos judeus, visto que essa express\u00e3o tamb\u00e9m foi encontrada em inscri\u00e7\u00f5es votivas direcionadas \u00e0 divindade grega. Tamb\u00e9m ao mencionar \u201ccaminho da salva\u00e7\u00e3o\u201d, uma express\u00e3o aparentemente crist\u00e3, a jovem poderia estar se referindo a tradi\u00e7\u00f5es gregas.[xvii] Logo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se o autor de Atos \u201ctraduziu\u201d a fala da m\u00e9dium em termos crist\u00e3os ou se foi fiel \u00e0s express\u00f5es originais. Afinal, n\u00e3o seria interessante para a divulga\u00e7\u00e3o da mensagem crist\u00e3 enquadr\u00e1-la formalmente em categorias aplic\u00e1veis \u00e0 filosofia e aos mist\u00e9rios gregos? Ou, ao contr\u00e1rio, fazer isso n\u00e3o diminuiria a especialidade da proposta crist\u00e3 trazida por Paulo em um mar de outras tradi\u00e7\u00f5es? Quanto a isso, ainda estamos sem resposta. Todavia, em uma segunda fala da m\u00e9dium, registrada apenas em Paulo e Est\u00eav\u00e3o, Paulo e Silas s\u00e3o chamados tamb\u00e9m de \u201cmensageiros da reden\u00e7\u00e3o\u201d e \u201canjos do Alt\u00edssimo\u201d, express\u00f5es de cunho mais judaico.[xviii]<\/p>\n<p>Antes do contato com esse \u201cpadr\u00e3o grego\u201d de mediunidade, Paulo conhecia fen\u00f4menos semelhantes, como as profecias judaicas, os processos de liberta\u00e7\u00e3o dos endemoninhados descritos nos Evangelhos e as manifesta\u00e7\u00f5es do \u201cEsp\u00edrito Santo\u201d entre as primeiras comunidades crist\u00e3s, modelos que podemos comparar com o epis\u00f3dio de nossa an\u00e1lise. Quanto \u00e0s primeiras, nem sempre estavam t\u00e3o distantes da pr\u00e1tica oracular grega. Tamb\u00e9m na tradi\u00e7\u00e3o judaica podemos destacar a consulta do rei Saul ao profeta Samuel, j\u00e1 morto, atrav\u00e9s de uma m\u00e9dium em Endor (1 Samuel, 28)[xix] e a consulta do rei Acab ao \u201cSenhor\u201d atrav\u00e9s do profeta Miqueias (2 Cr\u00f4nicas, 18), entre outras pr\u00e1ticas semelhantes.<\/p>\n<p>Interessante \u00e9 que, mesmo nas ocasi\u00f5es em que a consulta aos Esp\u00edritos ou a divindades foi condenada, a veracidade do fen\u00f4meno n\u00e3o foi negada pelos judeus. Por exemplo, uma releitura do citado epis\u00f3dio da consulta de Saul \u00e0 pitonisa de Endor em 1 Cr\u00f4nicas, 10:13 deixa claro que o rei \u201cpereceu por se ter mostrado infiel para com Iahweh: n\u00e3o seguira a palavra de Iahweh e, al\u00e9m disso, interrogara e consultara uma necromante\u201d[xx]. Todavia, conclus\u00f5es como essa indicam a rejei\u00e7\u00e3o gradual dessas pr\u00e1ticas entre os judeus, pelo menos oficialmente, o que \u00e9 indicado nas express\u00f5es atribu\u00eddas \u00e0 m\u00e9dium de Filipos alguns s\u00e9culos depois do epis\u00f3dio em Endor. Os termos originais gregos e seus correspondentes hebraicos utilizados na refer\u00eancia \u00e0s duas mulheres e a sua pr\u00e1tica divinat\u00f3ria caracterizavam \u201cas falsas profecias e a pr\u00e1tica da adivinha\u00e7\u00e3o condenada pela Lei\u201d (conferir, por exemplo, Deuteron\u00f4mio, 18:10-12, Lev\u00edtico, 19:31, entre outros) e n\u00e3o a tradi\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica judaica.[xxi]<\/p>\n<p>Todavia, o pr\u00f3prio Kardec destacou que as condena\u00e7\u00f5es judaicas se referiam \u00e0 adivinha\u00e7\u00e3o e ao com\u00e9rcio das consultas aos Esp\u00edritos, que muitas vezes tinham objetivos exclusivamente materiais e pueris, como em Filipos. Nesse sentido, tanto os profetas de Israel quanto o Espiritismo condenam \u201ctudo que motivou a interdi\u00e7\u00e3o de Mois\u00e9s\u201d.[xxii] Essa tamb\u00e9m era a opini\u00e3o de Paulo, \u201cque nunca se conformou com a mercancia dos bens celestes\u201d,[xxiii] sobre a explora\u00e7\u00e3o da m\u00e9dium de Filipos. Ainda que n\u00e3o exclusivamente, a gan\u00e2ncia pag\u00e3, que explorava comercialmente o dom pit\u00f4nico, estava por tr\u00e1s do inc\u00f4modo de Paulo.[xxiv] Essa conclus\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ada pela pr\u00f3pria estrutura narrativa de Atos, que chama aten\u00e7\u00e3o primeiramente para o car\u00e1ter comercial da tarefa, antes mesmo de apresentar a fala da m\u00e9dium (Atos, 16:16).<\/p>\n<p>Como o pr\u00f3prio Paulo de Tarso demonstraria, ao lidar com as comunica\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas que viria a presenciar, a profecia judaica caminhou em outra dire\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>De uma palavra buscada pelo homem, para uma palavra enviada por Deus. Da descoberta de um enigma, para a descoberta de uma miss\u00e3o. Da busca de seguran\u00e7a pessoal, para o choque com uma responsabilidade. Do interesse pessoal, para a responsabilidade frente aos demais.[xxv]<\/p>\n<p>Nesse sentido, longe de negar a veracidade do epis\u00f3dio, Paulo agiu de forma a demonstrar as diferen\u00e7as de \u00a0expectativa da sua parte quanto \u00e0quilo que reconhecia como uma manifesta\u00e7\u00e3o real do plano invis\u00edvel. Se tanto o texto b\u00edblico quanto a obra Paulo e Est\u00eav\u00e3o concordam quanto ao inc\u00f4modo paulino perante a mercantiliza\u00e7\u00e3o da mediunidade, como comentamos, a obra medi\u00fanica refor\u00e7a ainda as conclus\u00f5es da cita\u00e7\u00e3o acima. Segundo Emmanuel, para Paulo:<\/p>\n<p>(&#8230;) poder-se-\u00e1 na Terra julgar qualquer trabalho antes de conclu\u00eddo? Aquele Esp\u00edrito poderia falar em Deus, mas n\u00e3o vinha de Deus. Que fizemos para receber elogios? Dia e noite, estamos lutando contra as imperfei\u00e7\u00f5es de nossa alma. Jesus mandou que ensin\u00e1ssemos, a fim de aprendermos duramente. N\u00e3o ignoras como vivo em batalha com o espinho dos desejos inferiores. Ent\u00e3o? Seria justo aceitarmos t\u00edtulos imerecidos quando o Mestre rejeitou o qualificativo de \u201cbom\u201d? Claro que, se aquele Esp\u00edrito viesse de Jesus, outras seriam suas palavras. Estimularia nosso esfor\u00e7o, compreendendo nossas fraquezas.[xxvi]<\/p>\n<p>Logo, diante de uma manifesta\u00e7\u00e3o desse tipo, Paulo n\u00e3o poderia esperar destaque pessoal, mas ensejo \u00e0 responsabilidade; n\u00e3o louvores e elogios injustos, mas convite \u00e0 miss\u00e3o crist\u00e3. Em seguida, sobre a mediunidade, o Ap\u00f3stolo dos Gentios nos assegura:<\/p>\n<p>O Cristianismo sem o profetismo seria um corpo sem alma. Se fecharmos a porta de comunica\u00e7\u00e3o com a esfera do Mestre, como receber seus ensinos? Os sacerdotes s\u00e3o homens, os templos s\u00e3o de pedra. Que seria de nossa tarefa sem as luzes do plano superior? Do solo brota muito alimento, mas, apenas para o corpo; para a nutri\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito \u00e9 necess\u00e1rio abrir as possibilidades de nossa alma para o Alto e contar com o amparo divino. Nesse particular, toda a nossa atividade repousa nas d\u00e1divas recebidas. J\u00e1 pensaste no Cristo sem ressurrei\u00e7\u00e3o e sem interc\u00e2mbio com os disc\u00edpulos? Ningu\u00e9m poder\u00e1 fechar as portas que nos comunicam com o C\u00e9u. O Cristo est\u00e1 vivo e nunca morrer\u00e1. Conviveu com os amigos, depois do Calv\u00e1rio, em Jerusal\u00e9m e na Galileia; trouxe uma chuva de luz e sabedoria aos cooperadores galileus, no Pentecostes; chamou-me \u00e0s portas de Damasco; mandou um emiss\u00e1rio para a liberta\u00e7\u00e3o de Pedro, quando o generoso pescador chorava no c\u00e1rcere&#8230;[xxvii]<\/p>\n<p>Assim, se n\u00e3o podemos deduzi-las com certeza do texto b\u00edblico, do texto de Emmanuel percebemos as rela\u00e7\u00f5es diretas que Paulo fez do epis\u00f3dio com outras experi\u00eancias medi\u00fanicas de seu conhecimento. Tamb\u00e9m as manifesta\u00e7\u00f5es do \u201cEsp\u00edrito Santo\u201d nas reuni\u00f5es fraternas das comunidades crist\u00e3s e em momentos de convers\u00e3o, o segundo tipo de fen\u00f4meno semelhante conhecido pelo Ap\u00f3stolo, tinham o car\u00e1ter prof\u00e9tico da instru\u00e7\u00e3o e do convite \u00e0 viv\u00eancia das Leis Divinas (Atos, 10:44, 19:6 etc.). Cabe salientar que, no entendimento esp\u00edrita, a express\u00e3o \u201cEsp\u00edrito Santo\u201d \u00e9 uma refer\u00eancia n\u00e3o a uma entidade espec\u00edfica, mas aos diversos bons Esp\u00edritos que ampararam o Cristianismo nascente,[xxviii] ainda que n\u00e3o saibamos o quanto disso foi compreendido por Paulo e pelos primeiros crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Mais uma vez, para ele o fen\u00f4meno n\u00e3o era falso ou reprov\u00e1vel, e sim seu mau uso. Contudo, apenas alguns s\u00e9culos depois, a leitura crist\u00e3 dominante passou a enxergar a pitonisa como \u201chist\u00e9rica\u201d, \u201cimpudica e imoral\u201d e, naturalmente, os or\u00e1culos como demon\u00edacos, o que \u00e9 incongruente com as conclus\u00f5es de Paulo e Lucas em Atos.[xxix] Por\u00e9m, diante da insist\u00eancia da jovem,<\/p>\n<p>Fatigado com aquilo, Paulo voltou-se para o esp\u00edrito, dizendo: \u201cEm nome de Jesus Cristo, eu te ordeno que te retires dela!\u201d E na mesma hora saiu. (Atos, 16:18)<\/p>\n<p>A proximidade do epis\u00f3dio com os relatos de liberta\u00e7\u00e3o de endemoninhados realizados por Jesus, o terceiro modelo de fen\u00f4meno semelhante conhecido pelo Ap\u00f3stolo Tarsense, \u00e9 tamb\u00e9m percept\u00edvel.[xxx] A constante repeti\u00e7\u00e3o dos elogios atrav\u00e9s da m\u00e9dium indicaria certo dom\u00ednio do Esp\u00edrito sobre ela, como nos casos neotestament\u00e1rios. Tamb\u00e9m Jesus foi reconhecido e \u201celogiado\u201d por Esp\u00edritos obsessores como \u201cfilho de Deus\u201d e \u201cfilho do Deus Alt\u00edssimo\u201d (Marcos, 3:11, 5:7; Mateus, 8:29; Lucas, 4:11), e libertou os obsedados com ordem semelhante. Contudo, ainda que esses trechos associem manifesta\u00e7\u00f5es semelhantes a Esp\u00edritos impuros ou demon\u00edacos, causadores de sofrimento, doen\u00e7as e loucura, no epis\u00f3dio de Filipos nenhum desses elementos est\u00e1 presente.[xxxi] A m\u00e9dium, ainda que compelida a louvar Paulo e Silas repetidamente, foi descrita de forma mais equilibrada que os obsedados com que Jesus lidou.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Emmanuel apresenta ainda uma descri\u00e7\u00e3o mais completa da fala de Paulo:<\/span><\/p>\n<p>Esp\u00edrito perverso, n\u00e3o somos anjos, somos trabalhadores em luta com as pr\u00f3prias fraquezas, por amor ao Evangelho; em nome de Jesus-Cristo ordeno que te retires para sempre! Pro\u00edbo-te, em nome do Senhor, estabeleceres confus\u00e3o entre as criaturas, incentivando interesses mesquinhos do mundo em detrimento dos sagrados interesses de Deus![xxxii]<\/p>\n<p>Esse trecho destaca novamente o segundo inc\u00f4modo de Paulo, n\u00e3o evidente no texto b\u00edblico, com o louvor descabido \u00e0s suas virtudes. Contudo, al\u00e9m da condena\u00e7\u00e3o do uso comercial da mediunidade, a tradi\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica tamb\u00e9m era contr\u00e1ria a esse tipo de postura. O grave equ\u00edvoco da idolatria, que geralmente nos remete \u00e0 adora\u00e7\u00e3o de outros deuses (\u00caxodo, 20:3), tamb\u00e9m inclu\u00eda a adora\u00e7\u00e3o das riquezas (Oseias, 10:1-5; Mateus, 6:24), do poder (Oseias, 8:14),[xxxiii] e, naturalmente dos pr\u00f3prios homens. Jo\u00e3o Batista, herdeiro das tradi\u00e7\u00f5es prof\u00e9ticas, ilustrou bem essa quest\u00e3o em sua famosa frase: \u201c\u00e9 necess\u00e1rio que ele cres\u00e7a e eu diminua\u201d (Jo\u00e3o, 3:30), rejeitando qualquer louvor a si mesmo em favor da figura de Jesus. Paulo recusou sua associa\u00e7\u00e3o a anjos ao reconhecer com humildade as pr\u00f3prias fraquezas. Aceitar essa exalta\u00e7\u00e3o seria contradizer sua pr\u00f3pria proposta, seria priorizar \u201cinteresses mesquinhos do mundo em detrimento dos sagrados interesses de Deus\u201d.[xxxiv]<\/p>\n<p>Por fim, em uma an\u00e1lise comparativa, destacamos que, como esperado, o texto de Emmanuel traz informa\u00e7\u00f5es que complementam o texto b\u00edblico. Lendo apenas a narrativa de Atos, superficialmente, o motivo do inc\u00f4modo de Paulo com a postura da m\u00e9dium n\u00e3o fica expl\u00edcito. Contudo, a partir das informa\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas, destacam-se a comercializa\u00e7\u00e3o da mediunidade e a idolatria aos pregadores crist\u00e3os como causas da rea\u00e7\u00e3o paulina. Por\u00e9m, como mostramos, uma leitura mais atenta j\u00e1 nos mostra a quest\u00e3o comercial como enfatizada pelo pr\u00f3prio texto b\u00edblico. Ademais, toda a tradi\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica, conhecida por Paulo, j\u00e1 oferecia elementos que o encaminhavam a uma expectativa diferente sobre manifesta\u00e7\u00f5es desse tipo. Logo, compreendemos que as informa\u00e7\u00f5es trazidas por Emmanuel s\u00e3o coerentes com o que poder\u00edamos esperar de Paulo. Al\u00e9m disso, concordam inteiramente com as expectativas esp\u00edritas sobre a mediunidade. [xxxv]<\/p>\n<p>Importante \u00e9 frisar que, mesmo com o grande aux\u00edlio da obra Paulo e Est\u00eav\u00e3o, n\u00e3o podemos concluir com certeza sobre o real entendimento paulino do epis\u00f3dio, no que se refere \u00e0 entidade manifestante e \u00e0 sua a\u00e7\u00e3o sobre a m\u00e9dium. Teria ele entendido o manifestante como um Esp\u00edrito, aos moldes do Espiritismo, ou como um dem\u00f4nio, aos moldes do pensamento judaico? Afinal, o uso da express\u00e3o \u201cesp\u00edrito\u201d, por si s\u00f3, n\u00e3o resolve a quest\u00e3o, dados seus poss\u00edveis significados \u00e0 \u00e9poca. Mesmo suas experi\u00eancias de encontro com Jesus e com outros modelos de fen\u00f4meno medi\u00fanico n\u00e3o asseguram uma compreens\u00e3o semelhante por Paulo. Em verdade, parece-nos que a preocupa\u00e7\u00e3o maior de Emmanuel em sua obra gira em torno dos exemplos e da \u00e9tica crist\u00e3 vivenciadas pelo Ap\u00f3stolo, que, naturalmente, s\u00e3o o mais importante. Da\u00ed a aus\u00eancia de detalhes mais t\u00e9cnicos quando ao assunto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o \u00e9 um problema para n\u00f3s esp\u00edritas, por exemplo, identificar pensamentos diferentes do esp\u00edrita nos textos b\u00edblicos. Como a pr\u00f3pria leitura esp\u00edrita indica, cabe ao Espiritismo, enquanto Consolador Prometido por Jesus (Jo\u00e3o, 14:15 a 17 e 26), \u201censinar todas as coisas\u201d e \u201crelembrar o que o Cristo havia dito\u201d,[xxxvi] esclarecendo melhor, por exemplo, epis\u00f3dios medi\u00fanicos como o que analisamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #008000;\">Daniel Salom\u00e3o Silva<\/span><\/em><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.espiritismo.net\/content\/paulo-e-m%C3%A9dium-de-filipos\">espiritismo.net<\/a><\/p>\n<p>[i] SILVA, Daniel Salom\u00e3o. A Fonte Q e a origem dos evangelhos: contribui\u00e7\u00f5es da obra Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Revista Reformador, FEB, n. 2310, p. 5-9, set\/2021; O \u00eaxtase de Paulo de Tarso em 2Cor 12:2-4. Revista Reformador, FEB, n. 2314, p. 20-30, jan\/2022; O julgamento de Jesus: contribui\u00e7\u00f5es da obra H\u00e1 dois mil anos. Revista Reformador, FEB, n. 2322, p. 31-36, set\/2022.<\/p>\n<p>[ii] SILVA, Daniel Salom\u00e3o. A Fonte Q e a origem dos evangelhos: contribui\u00e7\u00f5es da obra Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Revista Reformador, FEB, n. 2310, p. 5-9, set\/2021.<\/p>\n<p>[iii] KARDEC, Allan. Revista Esp\u00edrita: jornal de estudos psicol\u00f3gicos, ano I: 1858. 3\u00aa ed., Catanduva: EDICEL, 2018, junho, p. 209.<\/p>\n<p>[iv] SILVA, Daniel Salom\u00e3o. Como os primeiros crist\u00e3os compreenderam a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus?. Revista Reformador, FEB, n. 2324, p. 55-60, nov\/2022.<\/p>\n<p>[v] FABRIS, Rinaldo. Os Atos dos Ap\u00f3stolos. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1991, p. 314.<\/p>\n<p>[vi] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel, 45a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2020, 2a p., c. 6, p. 363.<\/p>\n<p>[vii] HARRIL, J. Albert. Paulo e a escravid\u00e3o. In: SAMPLEY, J. Paul (org.). Paulo no mundo greco-romano: um comp\u00eandio. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2008, p. 514.<\/p>\n<p>[viii] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel, 45a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2020, 2a p., c. 6, p. 363.<\/p>\n<p>[ix] PRIETO, Christine. Cristianismo e paganismo: a prega\u00e7\u00e3o do evangelho no mundo greco-romano. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007, p. 46.<\/p>\n<p>[x] SICRE, Jos\u00e9 Lu\u00eds. Profetismo em Israel: o profeta, os profetas, a mensagem. 3. ed., Petr\u00f3polis: Vozes, 2008, p. 30 e 48 a 61.<\/p>\n<p>[xi] PRIETO, Christine. Cristianismo e paganismo: a prega\u00e7\u00e3o do evangelho no mundo greco-romano. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007, p. 57.<\/p>\n<p>[xii] Idem, p. 61.<\/p>\n<p>[xiii] KOESTER, Helmut. Introdu\u00e7\u00e3o ao Novo Testamento, vol. 1: hist\u00f3ria, cultura e religi\u00e3o no per\u00edodo helen\u00edstico. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2005, p. 174 e 175.<\/p>\n<p>[xiv] PRIETO, Christine. Cristianismo e paganismo: a prega\u00e7\u00e3o do evangelho no mundo greco-romano. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007, p. 63.<\/p>\n<p>[xv] FABRIS, Rinaldo. Os Atos dos Ap\u00f3stolos. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1991, p. 317.<\/p>\n<p>[xvi] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel, 45a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2020, 2a p., c. 6, p. 362.<\/p>\n<p>[xvii] PRIETO, Christine. Cristianismo e paganismo: a prega\u00e7\u00e3o do evangelho no mundo greco-romano. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007, p. 50 e 51.<\/p>\n<p>[xviii] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel, 45a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2020, 2a p., c. 6, p. 363.<\/p>\n<p>[xix] Esse epis\u00f3dio, or\u00e1culos e pitonisas foram citados brevemente por Kardec em alguns textos, em O C\u00e9u e o Inferno, na Revista Esp\u00edrita e nas suas Instru\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas sobre as manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas.<\/p>\n<p>[xx] Importante observar que a express\u00e3o \u201cnecromancia\u201d se refere diretamente \u00e0 adivinha\u00e7\u00e3o a partir da evoca\u00e7\u00e3o dos mortos e n\u00e3o de divindades. Contudo, pelas breves descri\u00e7\u00f5es que possu\u00edmos, \u00e9 dif\u00edcil apontar diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as substanciais. Ademais, do ponto de vista esp\u00edrita, divindades tamb\u00e9m s\u00e3o Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>[xxi] PRIETO, Christine. Cristianismo e paganismo: a prega\u00e7\u00e3o do evangelho no mundo greco-romano. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007, p. 48.<\/p>\n<p>[xxii] KARDEC, Allan. O c\u00e9u e o inferno ou a justi\u00e7a divina segundo o Espiritismo. 1. ed., Rio de Janeiro: FEB, 2009, 1. p., c. 11, i. 4, p. 208.<\/p>\n<p>[xxiii] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel, 45a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2020, 2a p., c. 6, p. 363.<\/p>\n<p>[xxiv] CROSSAN, J. Dominic; REED, J. L. Em busca de Paulo: como o ap\u00f3stolo de Jesus op\u00f4s o reino de Deus ao Imp\u00e9rio Romano. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2007, 38.<\/p>\n<p>[xxv] SICRE, Jos\u00e9 Lu\u00eds. Profetismo em Israel: o profeta, os profetas, a mensagem. 3. ed., Petr\u00f3polis: Vozes, 2008, p. 64.<\/p>\n<p>[xxvi] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel, 45a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2020, 2a p., c. 6, p. 364.<\/p>\n<p>[xxvii] Idem.<\/p>\n<p>[xxviii] Idem, 2a p., c. 4, p. 283.<\/p>\n<p>[xxix] PRIETO, Christine. Cristianismo e paganismo: a prega\u00e7\u00e3o do evangelho no mundo greco-romano. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007, p. 68.<\/p>\n<p>[xxx] FABRIS, Rinaldo. Os Atos dos Ap\u00f3stolos. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1991, p. 319.<\/p>\n<p>[xxxi] PRIETO, Christine. Cristianismo e paganismo: a prega\u00e7\u00e3o do evangelho no mundo greco-romano. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007, p. 49.<\/p>\n<p>[xxxii] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel, 45a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2020, 2a p., c. 6, p. 363.<\/p>\n<p>[xxxiii] SICRE, Jos\u00e9 Lu\u00eds. Profetismo em Israel: o profeta, os profetas, a mensagem. 3. ed., Petr\u00f3polis: Vozes, 2008, p. 340.<\/p>\n<p>[xxxiv] XAVIER, Francisco C. Paulo e Est\u00eav\u00e3o. Pelo Esp\u00edrito Emmanuel, 45a ed., Rio de Janeiro: FEB, 2020, 2a p., c. 6, p. 363<\/p>\n<p>[xxxv] KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 1. ed., Rio de Janeiro: FEB, 2010, c. 26; KARDEC, Allan. O Livro dos M\u00e9diuns. 1. ed., Rio de Janeiro: FEB, 2008, 2. p., c. 28.<\/p>\n<p>[xxxvi] KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 1. ed., Rio de Janeiro: FEB, 2010, c. 6, i. 4.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo e a m\u00e9dium de Filipos Autor: Daniel Salom\u00e3o Silva Destacando contribui\u00e7\u00f5es da obra psicogr\u00e1fica de Francisco C\u00e2ndido Xavier, temos apresentado em alguns textos desta revista an\u00e1lises comparadas de conclus\u00f5es da pesquisa b\u00edblica acad\u00eamica com informa\u00e7\u00f5es medi\u00fanicas.[i] Entendemos que dessa &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/paulo-e-a-medium-de-filipos\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,23,16,27,19],"tags":[],"class_list":["post-13059","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-ciencia","category-espiritismo","category-sociedade","category-transicao","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13059","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13059"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13059\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13060,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13059\/revisions\/13060"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}