{"id":1311,"date":"2013-07-13T21:29:10","date_gmt":"2013-07-14T00:29:10","guid":{"rendered":"http:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=1311"},"modified":"2013-07-13T21:29:10","modified_gmt":"2013-07-14T00:29:10","slug":"o-caso-de-celso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-caso-de-celso\/","title":{"rendered":"O Caso de Celso"},"content":{"rendered":"<p><b>(Reproduzido do site: www.bvespirita.com)<\/b><\/p>\n<p>ADEP<\/p>\n<p>Numa confer\u00eancia proferida na cidade do Porto, no N\u00facleo Esp\u00edrita Crist\u00e3o, h\u00e1 alguns anos Divaldo Franco prendeu a aten\u00e7\u00e3o de um vasto audit\u00f3rio, superlotado. Extra\u00edmos um pedacinho.<\/p>\n<p>\u00abA pessoa necessita de algu\u00e9m para a ouvir. Todos vivem os seus problemas e anseiam falar deles, embora raramente encontrem quem os queira ouvir\u00bb, afirma Divaldo Pereira Franco.<\/p>\n<p>Por h\u00e1bito, ouve as pessoas que quiserem conversar um pouco, ao terminar a confer\u00eancia semanal no centro com que colabora, em Salvador da Ba\u00eda. N\u00e3o \u00e9 o \u00fanico a faz\u00ea-lo: h\u00e1 um grupo de companheiros que tamb\u00e9m apoiam esse atendimento pessoal.<\/p>\n<p><i>\u00ab\u00c9 t\u00e3o curioso: as pessoas v\u00eam pedir-me um conselho e falam, falam, falam. Eu deixo.<\/i><\/p>\n<p><i>Ent\u00e3o noto: a pessoa \u00e9 que me est\u00e1 a aconselhar&#8230;\u00bb<\/i>, comenta, com humor.<\/p>\n<p>Divaldo Franco escuta umas 40 a 60 pessoas por noite, o que \u00e0s vezes implica ficar ali at\u00e9 \u00e0s 3 da manh\u00e3. Ainda por cima faz isso de p\u00e9, pois se Divaldo se senta os interlocutores demoram mais a dar a vez ao pr\u00f3ximo. Brinca: <i>\u00abSe me sentar, a pessoa n\u00e3o sai nem na outra encarna\u00e7\u00e3o!\u00bb<\/i>. Tem experi\u00eancia, faz isso j\u00e1 h\u00e1 cerca de 50 anos.<\/p>\n<p><i>\u00abNuma dessas vezes, atendia uma senhora, e na fila ainda faltava falar com umas dez pessoas\u00bb. <\/i>Divaldo Franco palestra de p\u00e9 durante uma hora e permanece de p\u00e9 at\u00e9 que a \u00faltima personagem da fila seja atendida.<\/p>\n<p>Estava ele a conversar com essa senhora quando, de repente, chegam quatro pessoas: um homem de 48 a 50 anos, moreno, agitado, uma mo\u00e7a manietada com uma camisade-for\u00e7as e dois encorpados enfermeiros psiqui\u00e1tricos.<\/p>\n<p>A rapariga ficou sentada e o cavalheiro dirigiu-se a Divaldo, nervoso. Olhou o rel\u00f3gio: 1.30 h. da madrugada. Diz esse senhor:<\/p>\n<p>&#8211; Sr. Divaldo, lamento muito, mas vou interromp\u00ea-lo.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o vai, n\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Porque n\u00e3o?!<\/p>\n<p>&#8211; Porque eu n\u00e3o o vou atender. Eu vou terminar.<\/p>\n<p><i>\u00abN\u00f3s temos que educar as pessoas\u00bb<\/i>, afirma. O visitante insiste:<\/p>\n<p>&#8211; Sr. Divaldo, o meu caso \u00e9 urgente. Trago-lhe a minha filha. Olhe, note bem: o m\u00e9dico dela \u00e9 um famoso psiquiatra, e ele disse-me para lev\u00e1-la a um tal Divaldo Franco, que existe por a\u00ed, porque essa gente metida nessas coisas \u00e0s vezes at\u00e9 consegue, por sugest\u00e3o, libertar o doente.<\/p>\n<p>&#8211; Muito bem, mas vai esperar na mesma! &#8211; conclui Divaldo.<\/p>\n<p>E continuou a falar com a senhora: <i>\u00abQueria test\u00e1-lo\u00bb<\/i>, explica.<\/p>\n<p>&#8211; Mas, sr. Divaldo&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Esta senhora chegou de tarde, tirou uma ficha e o senhor quer passar-lhe \u00e0 frente, chegando \u00e0 1.30 h. da manh\u00e3? Onde est\u00e1 a sua caridade para com ela, que \u00e9 uma senhora de idade? Olhe, meu amigo, n\u00e3o h\u00e1 qualquer obriga\u00e7\u00e3o de o senhor ficar. Sai, e na passagem o senhor levanta o dinheiro.<\/p>\n<p>&#8211; Qual dinheiro?<\/p>\n<p>&#8211; O que o senhor pagou&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o paguei nada!<\/p>\n<p>&#8211; Ent\u00e3o n\u00e3o vejo porque \u00e9 que est\u00e1 aborrecido. Eu s\u00f3 o atenderei na sua hora.<\/p>\n<p>Duas e quinze da manh\u00e3, ele estava sentado com a filha. Levantava-se, agitado. Ela grunhia, atada \u00e0 camisa-de-for\u00e7as, movia-se com dificuldade, olhar esgazeado.<\/p>\n<p>Quando terminou o di\u00e1logo com a senhora, atendeu outras pessoas na fila, at\u00e9 que chegou a vez daquele homem. Divaldo perguntou:<\/p>\n<p>&#8211; Muito bem. Que se passa com a mo\u00e7a?<\/p>\n<p>&#8211; A minha filha sofre de esquizofrenia.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 quanto tempo?<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 sete meses.<\/p>\n<p>&#8211; Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma emerg\u00eancia: n\u00e3o \u00e9 uma pessoa que est\u00e1 doente h\u00e1 sete meses que n\u00e3o pode esperar meia hora. Est\u00e1 internada no sanat\u00f3rio?<\/p>\n<p>&#8211; Est\u00e1.<\/p>\n<p>&#8211; Mas o sanat\u00f3rio \u00e9 para isso: ela est\u00e1 agitada, toma um calmante&#8230;<\/p>\n<p>Trocaram mais algumas palavras, at\u00e9 que o interlocutor assinala:<\/p>\n<p>&#8211; Olhe, sr. Divaldo, eu n\u00e3o acredito em Deus, n\u00e3o acredito em esp\u00edritos e n\u00e3o acredito em si.<\/p>\n<p><i>\u00abVi logo que ele era muito mal-educado, mas sorri, ele estava doente\u00bb<\/i>, refere o conferencista. Continua:<\/p>\n<p>&#8211; Mas qual \u00e9 o problema?! N\u00e3o \u00e9 importante o senhor acreditar em Deus, o importante \u00e9 Deus acreditar em si. Porque a sua opini\u00e3o, que valor tem ela?<\/p>\n<p>O conferencista fica ao lado da mesa, instala uma cadeira. Na hora pr\u00f3pria, atende o homem precipitado:<\/p>\n<p>&#8211; Fa\u00e7a o favor.<\/p>\n<p>&#8211; O senhor n\u00e3o pode vir aqui?<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o, n\u00e3o posso.<\/p>\n<p><i>\u00abO povo adora supersti\u00e7\u00e3o\u00bb<\/i>, por isso Divaldo usou o humor:<\/p>\n<p>&#8211; Olhe, os guias est\u00e3o aqui. Eu posso ir a\u00ed, mas eles n\u00e3o v\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Resolveu logo o problema. Quando ele veio, perguntou-lhe:<\/p>\n<p>&#8211; Qual \u00e9 o nome da menina?<\/p>\n<p>&#8211; Cibele.<\/p>\n<p>Ela ficara a uns 5 metros, agitada, fr\u00e1gil. <i>\u00abSenti uma ternura, uma onda de simpatia (poderia ser, qui\u00e7\u00e1, minha neta). Havia nela tanto sofrimento, e eu percebi que n\u00e3o era loucura. Eu pude ver ao seu lado um esp\u00edrito, um jovem perturbador. Ele olhava-me, tresloucado\u00bb<\/i>, relembra.<\/p>\n<p>&#8211; Ela est\u00e1 doente h\u00e1 sete meses?<\/p>\n<p>&#8211; Sim, subitamente enlouqueceu, depois de uma discuss\u00e3o que n\u00f3s tivemos. Internei-a.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico j\u00e1 lhe aplicou de tudo: electrochoques, barbit\u00faricos&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; O importante agora \u00e9 tirar a camisa-de-for\u00e7as \u00e0 menina.<\/p>\n<p>&#8211; Divaldo! Isto \u00e9 um Satan\u00e1s. Se eu fizer isso, ela vai rebentar tudo.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o se preocupe. Est\u00e1 tudo pago. Pode deixar quebrar&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Ah, eu n\u00e3o tenho coragem! Senhor Divaldo, o que eu quero saber \u00e9 o seguinte: ela vai ficar boa? Eu j\u00e1 tenho at\u00e9 pensado no suic\u00eddio!<\/p>\n<p>&#8211; Daqui ningu\u00e9m sai com desesperan\u00e7a. Fa\u00e7a o favor de ficar ali sentado.<\/p>\n<p><i>\u00abVirei-me para os enfermeiros e mandei tirar-lhe a camisa-de-for\u00e7as. Eles disseram que n\u00e3o tiravam, porque ela era violenta, e que eram cinco para a vestir\u00bb<\/i>, recorda Divaldo Franco. Insiste:<\/p>\n<p><i>\u00abEstamos a perder tempo. Nesta casa ningu\u00e9m fica amarrado. Se n\u00e3o lha tirarem, eu vou embora, porque ainda terei que viajar 30 km. O senhor n\u00e3o est\u00e1 a falar com um leviano.\u00bb<\/i><\/p>\n<p>Eles tiraram a camisa-de-for\u00e7as. <i>\u00abCibele avan\u00e7ou, ergueu os bra\u00e7os para me golpear\u00bb<\/i>.<\/p>\n<p>Quando chegou perto, com calma Divaldo falou-lhe:<\/p>\n<p>&#8211; Meu irm\u00e3o! . . .<\/p>\n<p>O pai, que estava sentado ali perto, gritou, decepcionado:<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 uma mo\u00e7a! ;. . .<\/p>\n<p>&#8211; Ao senhor pe\u00e7o-lhe que n\u00e3o me ajude, por favor. &#8211; Meu irm\u00e3o&#8230;, disse ao esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Ela p\u00e1ra. Divaldo olha para o esp\u00edrito e continua, com afecto:<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9s um covarde. Est\u00e1s a utilizar a ignor\u00e2ncia desta fam\u00edlia para estender esta trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Cibele, incorporada, rodou nos calcanhares e apontou o pai:<\/p>\n<p>&#8211; Culpa dele! O meu nome \u00e9 Celso. Pergunte-lhe quem sou.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o \u00e9 preciso, eu acredito em ti.<\/p>\n<p>&#8211; Aquele homem \u00e9 um miser\u00e1vel, explorou-me. A minha m\u00e3e morreu, deixou-me com ele, que era meu padrinho. Eu tinha 13 anos. Esse miser\u00e1vel fez-me trabalhar at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o, e quando n\u00e3o pude mais p\u00f4s-me fora da firma, sem me conceder direitos, porque nunca me inscreveu na Seguran\u00e7a Social. E eu tive tanto \u00f3dio dele, tanto, que tive uma dor estranha no peito. Eu morri. Morri, mas n\u00e3o sabia o que acontecera. Fiquei numa esp\u00e9cie de n\u00e9voa, de treva, de dor, e fiquei, desesperado, \u00e0 espera, at\u00e9 que um dia, que n\u00e3o sei quando foi, senti-me na sala de jantar da casa dele. Ele discutia com a filha.<\/p>\n<p>Quando vi o bandido, fui tomado de horror. Acerquei-me da menina: eu n\u00e3o sabia que estava morto, e quando me acerquei dela ela tremeu. Eu ent\u00e3o proferi uma blasf\u00e9mia, ela repetiu. Eu percebi que ela falava por mim. Ent\u00e3o eu quis dar-lhe umas bordoadas.<\/p>\n<p>Avancei, ela avan\u00e7ou, dei-lhe uma bofetada, trav\u00e1mos uma luta e passei a domin\u00e1-la.<\/p>\n<p>Hoje eu sei que estou morto, eu sei que ela \u00e9 um instrumento f\u00e1cil e vou fazer com que ele se mate, para quando chegar aqui eu o apanhar e continuar a minha vingan\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; Mas, Celso, n\u00e3o te parece que algo est\u00e1 errado!? Odeia-lo?<\/p>\n<p>&#8211; Sim.<\/p>\n<p>&#8211; Queres vingar-te?<\/p>\n<p>&#8211; Sim!&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Ent\u00e3o perdoa-lhe.<\/p>\n<p>&#8211; Nunca!<\/p>\n<p>&#8211; Celso, ele deve-te, e a justi\u00e7a cobra&#8230; N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que te fa\u00e7as cobrador.<\/p>\n<p>&#8211; Mas ele matou-me!<\/p>\n<p>Divaldo lembrou-se que ele tinha perdido a m\u00e3e com 13 anos. Indaga:<\/p>\n<p>&#8211; Celso, h\u00e1 quanto tempo morreste?<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o sei.<\/p>\n<p>&#8211; Diz-me uma data qualquer.<\/p>\n<p>Ele falou-lhe de uma festividade natal\u00edcia, e Divaldo calculou que ele estaria morto h\u00e1 uns sete anos.<\/p>\n<p>&#8211; J\u00e1 te encontraste com a tua m\u00e3e?<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; A tua m\u00e3e amava-te?<\/p>\n<p>&#8211; Ah, sim!<\/p>\n<p>&#8211; Ela morreu, Celso, h\u00e1 uns 20 anos. Est\u00e1s no mundo espiritual h\u00e1 sete. Sabes por que raz\u00e3o \u00e9 que ela ainda n\u00e3o veio ter contigo? Porque o \u00f3dio te coloca numa faixa baixa, a que os cat\u00f3licos e protestantes chamam Inferno. A consci\u00eancia dela n\u00e3o consegue descer onde tu est\u00e1s. \u00c9 necess\u00e1rio que subas, que te libertes do \u00f3dio. Vamos orar?<\/p>\n<p><i>\u00abNesse momento, meus amigos, vi entrar uma senhora modesta, do povo. Ela chegou at\u00e9 mim e pediu: \u201cD\u00ea-me o meu filho outra vez\u201d\u00bb<\/i>, evoca Divaldo Franco.<\/p>\n<p>&#8211; Celso, lembras-te que quando eras crian\u00e7a a tua m\u00e3e colocava-te no joelho (como era costume no Nordeste do Brasil), juntava as m\u00e3os e recitava o Pai Nosso?<\/p>\n<p>&#8211; Sim&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Vamos orar?<\/p>\n<p>Celso ora, com voz tr\u00e9mula. Quando chega ao <i>\u00abperdoai as nossas d\u00edvidas\u00bb<\/i>, chora:<\/p>\n<p>\u00abEu n\u00e3o posso!\u00bb<\/p>\n<p>Deu um grito:<\/p>\n<p><i>\u00abM\u00e3e!&#8230;\u00bb<\/i><\/p>\n<p>\u00abEu vira-a &#8211; assinala Divaldo &#8211; . Ela retirou-o da jovem obsidiada, carregou-o e reapareceu a express\u00e3o de Cibele na pr\u00f3pria Cibele antes em transe. A menina ficou aturdida, a bambolear-se; eu segurei-a, sentei-a, encostei a cabe\u00e7a no meu quadril; meio minuto depois ela abriu os olhos (o pai estava sentado ao lado); olhou-o:<\/p>\n<p>&#8211; Pai, eu estou com tanta fome.<\/p>\n<p>&#8211; Sr. Divaldo, ela j\u00e1 est\u00e1 boa?<\/p>\n<p>&#8211; Ainda n\u00e3o. Ganh\u00e1mos a primeira batalha, mas ainda n\u00e3o acabou a guerra, porque o senhor deve a esse esp\u00edrito!<\/p>\n<p>&#8211; Ah&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o se justifique, meu senhor. Tenha a nobreza de reconhecer que o senhor est\u00e1 errado. Pelo menos agora, em homenagem \u00e0 sua filha. Justificar-se a mim \u00e9 pura perda de tempo. Agora o importante \u00e9 lev\u00e1-la para casa. Ela est\u00e1 l\u00facida, mas ele vai voltar. O senhor vai ter que atender a v\u00e1rios compromissos, \u00e9 inevit\u00e1vel. Ele ter\u00e1 necessidade de retornar, para o conv\u00edvio.<\/p>\n<p>&#8211; Mas, sr. Divaldo&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; O senhor fa\u00e7a o que quiser, mas se Cibele fosse minha filha levava-a para casa.<\/p>\n<p>Ele leva a menina, mas ainda insiste:<\/p>\n<p>&#8211; E agora?<\/p>\n<p>&#8211; O senhor telefone ao psiquiatra e diga que, por coincid\u00eancia, ela ficou melhor.<\/p>\n<p>Telefone ao m\u00e9dico de cl\u00ednica geral, porque ela est\u00e1 muito debilitada, necessitar\u00e1 de uma terapia especializada.<\/p>\n<p>Ele sa\u00eda, mas perguntou:<\/p>\n<p>&#8211; Sr. Divaldo, quanto lhe devo?<\/p>\n<p>&#8211; O senhor deve-me uma alta soma!<\/p>\n<p>&#8211; Mas quanto tenho que pagar-lhe?<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o sei se o senhor tem condi\u00e7\u00f5es. O pre\u00e7o \u00e9 elevado, \u00e9 melhor que n\u00e3o o saiba.<\/p>\n<p>&#8211; Mas eu n\u00e3o gosto de ficar a dever favores.<\/p>\n<p>&#8211; Ent\u00e3o leia <i>\u00abO Livro dos Esp\u00edritos\u00bb<\/i>. O meu pre\u00e7o \u00e9 este livro. N\u00e3o fa\u00e7a de conta: um dia vou perguntar-lhe, e se o senhor disser que o leu irei fazer-lhe perguntas. Est\u00e1 bem o pre\u00e7o? Esse livro \u00e9 o mapa do tesouro, e o senhor vai ter que estudar muito para encontrar o tesouro.<\/p>\n<p>Os dois enfermeiros ainda se olhavam, um deles balan\u00e7ava a camisa-de-for\u00e7as:<\/p>\n<p>&#8211; E agora, o que \u00e9 que n\u00f3s fazemos?&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; O que far\u00e3o, n\u00e3o sei. O que sei \u00e9 que me vou embora. Mas o senhor chega ao sanat\u00f3rio, entrega a camisa-de-for\u00e7as e conta o que se passou aqui.<\/p>\n<p>&#8211; Eu? Se conto, colocam-me a camisa-de-for\u00e7as a mim! &#8211; exclama o enfermeiro.<\/p>\n<p>\u00abEra uma quinta-feira. Na ter\u00e7a-feira seguinte reapareceram. Assistiram \u00e0 reuni\u00e3o, despediram-se. Voltaram. Relacionaram-se. Entretanto, a menina educou a mediunidade.<\/p>\n<p>\u00abEla namorou, o casal foi l\u00e1 ao centro, conhec\u00eamo-los, casaram, tornaram-se colaboradores da institui\u00e7\u00e3o. Nalgumas reuni\u00f5es medi\u00fanicas, Celso manifestou-se v\u00e1rias vezes, quer por mim quer por ela. Tornou-se um amigo.<\/p>\n<p>\u00abEstava, depois, numa reuni\u00e3o medi\u00fanica posterior quando Celso me apareceu:<\/p>\n<p>\u201c- Divaldo, eu vou reencarnar.<\/p>\n<p>&#8211; Aonde?<\/p>\n<p>&#8211; Aqui, em Salvador.<\/p>\n<p>&#8211; Mas por quem?<\/p>\n<p>&#8211; Por ela&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Ah! Quero ver esta reencarna\u00e7\u00e3o: o neto e o av\u00f4!\u201d<\/p>\n<p>Sorriu, e Celso continuou:<\/p>\n<p>\u201c- Vai ver, Divaldo. Eu vou cobrar do velho&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Cobre, meu filho!\u201d<\/p>\n<p>\u00abEla voltou uns meses depois, e disse que estava gr\u00e1vida.<\/p>\n<p>\u201c- Vai ser um menino!&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Mas, como sabe?<\/p>\n<p>Divaldo disfar\u00e7a:<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 um palpite.\u201d<\/p>\n<p>Nasceu o menino.<\/p>\n<p>O av\u00f4, babado:<\/p>\n<p><i>\u00ab\u00c9 a crian\u00e7a mais linda do mundo. Parece-se comigo! Divaldo, eu fiz uma caderneta de poupan\u00e7a para o meu neto de 10 mil d\u00f3lares. O que acha?\u00bb<\/i><\/p>\n<p>No primeiro anivers\u00e1rio, esse senhor repetiu a dose.<\/p>\n<p>Com o passar dos anos, o av\u00f4 cada vez se encanta mais com o neto. Hoje, Celso reencarnado est\u00e1 com 12 anos de idade. Divaldo n\u00e3o contou ao av\u00f4 quem era este neto.<\/p>\n<p>S\u00e3o as leis da vida.<\/p>\n<p><b><i>(Relato extra\u00eddo de uma confer\u00eancia de Divaldo Franco, proferida no Porto em Abril de 1996 reproduzido com autoriza\u00e7\u00e3o da <\/i><\/b><b><i>ADEP<\/i><\/b><b><i>)<\/i><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Reproduzido do site: www.bvespirita.com) ADEP Numa confer\u00eancia proferida na cidade do Porto, no N\u00facleo Esp\u00edrita Crist\u00e3o, h\u00e1 alguns anos Divaldo Franco prendeu a aten\u00e7\u00e3o de um vasto audit\u00f3rio, superlotado. Extra\u00edmos um pedacinho. \u00abA pessoa necessita de algu\u00e9m para a ouvir. &hellip; <a href=\"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/o-caso-de-celso\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,1,16],"tags":[],"class_list":["post-1311","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-a-familia","category-artigos","category-espiritismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1311","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1311"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1311\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1311"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1311"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}