{"id":13207,"date":"2023-07-15T10:48:14","date_gmt":"2023-07-15T13:48:14","guid":{"rendered":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/?p=13207"},"modified":"2023-07-15T10:48:14","modified_gmt":"2023-07-15T13:48:14","slug":"a-homeopatia-nas-molestias-morais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xn--regeneraoplanetria-dsb6a7f.com.br\/index.php\/a-homeopatia-nas-molestias-morais\/","title":{"rendered":"A homeopatia nas mol\u00e9stias morais"},"content":{"rendered":"<h2><strong><span style=\"color: #000080;\">A homeopatia nas mol\u00e9stias morais<\/span><\/strong><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/a-static.mlcdn.com.br\/800x560\/revista-espirita-1867-vol-x\/megalivros-oficial\/23001p\/7f0712b8474b7332b5f793e6f594abb2.jpeg\" alt=\"Imagem de Revista Esp\u00edrita 1867 - Vol. X\" width=\"299\" height=\"445\" \/><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #008000;\">Allan Kardec<\/span> <\/em>&#8211; Revista Esp\u00edrita<\/p>\n<p>Jornal de Estudos Psicol\u00f3gicos<\/p>\n<p>publicada sob a dire\u00e7\u00e3o de ALLAN KARDEC<\/p>\n<p>1867 &gt; Mar\u00e7o &gt; A homeopatia nas mol\u00e9stias morais<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Pode a homeopatia modificar as disposi\u00e7\u00f5es morais? Tal \u00e9 a pergunta feita por certos m\u00e9dicos homeopatas e \u00e0 qual n\u00e3o hesitam em responder afirmativamente, apoiando-se em fatos. Considerando-se sua extrema gravidade, vamos examin\u00e1-la com cuidado, de um ponto de vista que nos parece ter sido negligenciado por aqueles senhores, por mais espiritualistas e mesmo esp\u00edritas que sejam, sem d\u00favida, porquanto h\u00e1 bem poucos m\u00e9dicos homeopatas que n\u00e3o sejam uma ou a outra coisa. Mas, para a compreens\u00e3o de nossas conclus\u00f5es, s\u00e3o necess\u00e1rias algumas explica\u00e7\u00f5es preliminares sobre as modifica\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os cerebrais, sobretudo para as pessoas alheias \u00e0 fisiologia.<\/p>\n<p>Um princ\u00edpio que a simples raz\u00e3o torna admiss\u00edvel, que a Ci\u00eancia constata diariamente, \u00e9 que nada h\u00e1 de in\u00fatil na Natureza, que at\u00e9 nos mais impercept\u00edveis detalhes tudo tem um fim, uma raz\u00e3o de ser, uma destina\u00e7\u00e3o. Este princ\u00edpio \u00e9 particularmente evidente no que concerne ao organismo dos seres vivos.<\/p>\n<p>Em todos os tempos, o c\u00e9rebro tem sido considerado como o \u00f3rg\u00e3o da transmiss\u00e3o do pensamento e a sede das faculdades intelectuais e morais. \u00c9 hoje reconhecido que certas partes do c\u00e9rebro t\u00eam fun\u00e7\u00f5es especiais e s\u00e3o afetadas por uma ordem particular de pensamentos e sentimentos, pelo menos no que concerne \u00e0 generalidade; \u00e9 assim que, instintivamente, na parte anterior se colocam as faculdades do dom\u00ednio da intelig\u00eancia e que uma fronte fortemente deprimida e retra\u00edda \u00e9 para todo mundo um sinal de inferioridade intelectual. As faculdades afetivas, os sentimentos e as paix\u00f5es estariam, consequentemente, sediados em outras partes do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Ora, se considerarmos que os pensamentos e os sentimentos s\u00e3o excessivamente m\u00faltiplos, e partindo do princ\u00edpio que tudo tem sua destina\u00e7\u00e3o e sua utilidade, \u00e9 permitido concluir que n\u00e3o s\u00f3 cada feixe fibroso do c\u00e9rebro corresponde \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de uma faculdade geral distinta, mas que cada fibra corresponde \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de uma das nuan\u00e7as dessa faculdade, como cada corda de um instrumento corresponde a um som particular. Sem d\u00favida \u00e9 uma hip\u00f3tese, mas que tem todos os caracteres de probabilidade, e cuja nega\u00e7\u00e3o n\u00e3o infirmaria as consequ\u00eancias que deduziremos do princ\u00edpio geral. Ela nos ajudar\u00e1 em nossa explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O pensamento \u00e9 independente do organismo? Aqui n\u00e3o temos que discutir esta quest\u00e3o, nem que refutar a opini\u00e3o materialista segundo a qual o pensamento \u00e9 secretado pelo c\u00e9rebro, como a bile pelo f\u00edgado; nasce e morre com esse \u00f3rg\u00e3o. Al\u00e9m de suas funestas consequ\u00eancias morais, essa doutrina tem contra si o fato de nada explicar.<\/p>\n<p>Segundo as doutrinas espiritualistas, que s\u00e3o as da imensa maioria dos homens, n\u00e3o podendo a mat\u00e9ria produzir o pensamento, este \u00e9 um atributo do Esp\u00edrito, do ser inteligente que, quando unido ao corpo, serve-se dos \u00f3rg\u00e3os especialmente encarregados da sua transmiss\u00e3o, como se serve dos olhos para ver e dos p\u00e9s para andar. Sobrevivendo o Esp\u00edrito ao corpo, o pensamento tamb\u00e9m a ele sobrevive.<\/p>\n<p>Segundo a Doutrina Esp\u00edrita, o Esp\u00edrito n\u00e3o s\u00f3 sobrevive, mas preexiste ao corpo; ele n\u00e3o \u00e9 um ser novo; ao nascer, ele traz ideias, qualidades e imperfei\u00e7\u00f5es que possu\u00eda; assim se explicam as ideias, as aptid\u00f5es e as inclina\u00e7\u00f5es inatas. O pensamento \u00e9, pois, preexistente e sobrevivente ao organismo. Este ponto \u00e9 capital e \u00e9 por n\u00e3o o terem reconhecido que tantas quest\u00f5es permaneceram insol\u00faveis.<\/p>\n<p>Estando na Natureza todas as faculdades e aptid\u00f5es, o c\u00e9rebro encerra os \u00f3rg\u00e3os, ou, pelo menos, o germe dos \u00f3rg\u00e3os necess\u00e1rios \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de todos os pensamentos. A atividade do pensamento do Esp\u00edrito sobre um ponto determinado impele ao desenvolvimento da fibra ou, se se quiser, do \u00f3rg\u00e3o correspondente. Se uma faculdade n\u00e3o existir no Esp\u00edrito, ou se, existindo, deve ficar em estado latente, estando inativo o \u00f3rg\u00e3o correspondente, ele n\u00e3o se desenvolve ou se atrofia. Se o \u00f3rg\u00e3o for atrofiado congenitamente, a faculdade n\u00e3o pode manifestar-se, e o Esp\u00edrito parece dela privado, embora, em realidade, a possua, porquanto ela lhe \u00e9 inerente. Enfim, se o \u00f3rg\u00e3o, primitivamente em seu estado normal, se deteriora no curso da vida, a faculdade, de brilhante que era, se reduz, depois se apaga, mas n\u00e3o se destr\u00f3i; h\u00e1 apenas um v\u00e9u que a obscurece.<\/p>\n<p>Conforme os indiv\u00edduos, h\u00e1 faculdades, aptid\u00f5es, tend\u00eancias que se manifestam desde o come\u00e7o da vida, outras se revelam em \u00e9pocas mais tardias, e produzem as mudan\u00e7as de car\u00e1ter e de disposi\u00e7\u00f5es que se notam em certas pessoas. Neste \u00faltimo caso, geralmente n\u00e3o s\u00e3o disposi\u00e7\u00f5es novas, mas aptid\u00f5es preexistentes, que dormitariam at\u00e9 que uma circunst\u00e2ncia as viesse estimular e despertar. Podemos ter certeza que as disposi\u00e7\u00f5es viciosas que se manifestam, por vezes subitamente e tardiamente, tinham seu germe preexistente nas imperfei\u00e7\u00f5es do esp\u00edrito, porque este, marchando sempre para o progresso, se for fundamentalmente bom, n\u00e3o pode tornar-se mau, ao passo que de mau pode tornar-se bom.<\/p>\n<p>O desenvolvimento ou a depress\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os cerebrais segue o movimento que se opera no Esp\u00edrito. Essas modifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o favorecidas em todas as idades, mas sobretudo na mocidade, pelo trabalho \u00edntimo de renova\u00e7\u00e3o que se opera incessantemente no organismo, da seguinte maneira:<\/p>\n<p>Os principais elementos do organismo s\u00e3o, como sabemos, o oxig\u00eanio, o hidrog\u00eanio, o azoto e o carbono que, por suas m\u00faltiplas combina\u00e7\u00f5es, formam o sangue, os nervos, os m\u00fasculos, os humores e as diferentes variedades de subst\u00e2ncias. Pela atividade das fun\u00e7\u00f5es vitais, as mol\u00e9culas org\u00e2nicas s\u00e3o incessantemente expelidas do corpo pela transpira\u00e7\u00e3o, pela exala\u00e7\u00e3o e por todas as secre\u00e7\u00f5es, de sorte que se n\u00e3o fossem substitu\u00eddas, o corpo reduzir-se-ia e acabaria deperecendo. O alimento e a aspira\u00e7\u00e3o incessantemente trazem novas mol\u00e9culas, destinadas a substituir as que se v\u00e3o, de onde se segue que, num tempo dado, todas as mol\u00e9culas org\u00e2nicas s\u00e3o inteiramente renovadas, e que numa certa idade, n\u00e3o existe mais uma s\u00f3 das que formavam o corpo em sua origem. \u00c9 o caso de uma casa, da qual se arrancassem as pedras uma a uma, substituindo-as sucessivamente por novas pedras da mesma forma e tamanho, e assim por diante at\u00e9 a \u00faltima. Ter\u00edamos sempre a mesma casa, mas formada de pedras diferentes.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 com o corpo, cujos elementos constitutivos s\u00e3o, dizem os fisiologistas, totalmente renovados de sete em sete anos. As diversas partes do organismo continuam existindo, mas os materiais s\u00e3o trocados. Dessas mudan\u00e7as gerais ou parciais nascem as modifica\u00e7\u00f5es que sobrev\u00eam, com a idade, no estado de sa\u00fade de certos \u00f3rg\u00e3os, as varia\u00e7\u00f5es que sofrem os temperamentos, os gostos, os desejos que influem sobre o car\u00e1ter.<\/p>\n<p>As aquisi\u00e7\u00f5es e as perdas n\u00e3o est\u00e3o sempre em perfeito equil\u00edbrio. Se as aquisi\u00e7\u00f5es superam as perdas, o corpo cresce e engrossa; se se d\u00e1 o contr\u00e1rio, o corpo diminui. Assim podemos entender o crescimento, a obesidade, o emagrecimento e a decrepitude.<\/p>\n<p>A mesma causa produz a expans\u00e3o ou a cessa\u00e7\u00e3o do desenvolvimento dos \u00f3rg\u00e3os cerebrais, conforme as modifica\u00e7\u00f5es que se operam nas preocupa\u00e7\u00f5es habituais, nas ideias e no car\u00e1ter. Se as circunst\u00e2ncias e as causas que agem diretamente sobre o Esp\u00edrito, provocando o exerc\u00edcio de uma aptid\u00e3o ou de uma paix\u00e3o que at\u00e9 agora estava em estado de in\u00e9rcia, a atividade que se produz no \u00f3rg\u00e3o correspondente a\u00ed faz afluir o sangue, e com ele as mol\u00e9culas constitutivas do \u00f3rg\u00e3o, que cresce e toma for\u00e7a na propor\u00e7\u00e3o dessa atividade. Pela mesma raz\u00e3o, a inatividade da faculdade produz o enfraquecimento do \u00f3rg\u00e3o, como tamb\u00e9m uma atividade muito grande e muito persistente pode lev\u00e1-lo \u00e0 desorganiza\u00e7\u00e3o ou ao enfraquecimento, por uma esp\u00e9cie de desgaste, como acontece com uma corda muito esticada.<\/p>\n<p>As aptid\u00f5es do Esp\u00edrito, portanto, s\u00e3o sempre uma causa, e o estado dos \u00f3rg\u00e3os, um efeito. Pode acontecer, entretanto, que o estado dos \u00f3rg\u00e3os seja modificado por uma causa estranha ao Esp\u00edrito, tal como doen\u00e7a, acidente, influ\u00eancia atmosf\u00e9rica ou clim\u00e1tica; ent\u00e3o os \u00f3rg\u00e3os \u00e9 que reagem sobre o Esp\u00edrito, n\u00e3o alterando as suas faculdades, mas perturbando a manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um efeito semelhante pode resultar das subst\u00e2ncias ingeridas, no est\u00f4mago, como alimentos ou medicamentos. Essas subst\u00e2ncias a\u00ed se decomp\u00f5em, e os princ\u00edpios essenciais que elas encerram, misturados ao sangue, s\u00e3o levados, pela corrente da circula\u00e7\u00e3o, a todas as partes do corpo. \u00c9 reconhecido pela experi\u00eancia que os princ\u00edpios ativos de certas subst\u00e2ncias s\u00e3o levados mais particularmente a tal ou qual v\u00edscera: o cora\u00e7\u00e3o, o f\u00edgado, os pulm\u00f5es, etc., e a\u00ed produzem efeitos reparadores ou delet\u00e9rios, conforme sua natureza e propriedades especiais. Alguns, agindo desta maneira sobre o c\u00e9rebro, podem exercer sobre o conjunto ou sobre determinadas partes, uma a\u00e7\u00e3o estimulante ou estupefaciente, conforme a dose e o temperamento, como, por exemplo, as bebidas alco\u00f3licas, o \u00f3pio e outras.<\/p>\n<p>N\u00f3s nos estendemos um pouco sobre os detalhes que precedem, a fim de facilitar a compreens\u00e3o do princ\u00edpio sobre o qual pode apoiar-se, com apar\u00eancia de l\u00f3gica, a teoria das modifica\u00e7\u00f5es do estado moral por meios terap\u00eauticos. Esse princ\u00edpio \u00e9 o da a\u00e7\u00e3o direta de uma subst\u00e2ncia sobre uma parte do organismo cerebral, tendo por fun\u00e7\u00e3o especial servir \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de uma faculdade, de um sentimento ou de uma paix\u00e3o, porque n\u00e3o pode ocorrer a ningu\u00e9m que tal subst\u00e2ncia possa agir sobre o Esp\u00edrito. Admitido, pois, que o princ\u00edpio das faculdades est\u00e1 no Esp\u00edrito e n\u00e3o na mat\u00e9ria, suponhamos que se reconhe\u00e7a numa subst\u00e2ncia a propriedade de modificar as disposi\u00e7\u00f5es morais de neutralizar uma inclina\u00e7\u00e3o m\u00e1, isto s\u00f3 poderia se dar por for\u00e7a de sua a\u00e7\u00e3o sobre o \u00f3rg\u00e3o correspondente a essa inclina\u00e7\u00e3o, a\u00e7\u00e3o que teria por efeito deter o desenvolvimento desse \u00f3rg\u00e3o, de atrofi\u00e1-lo ou paralis\u00e1-lo se ele for desenvolvido. \u00c9 evidente que, neste caso, n\u00e3o se suprime a inclina\u00e7\u00e3o, mas a sua manifesta\u00e7\u00e3o, absolutamente como se de um m\u00fasico tir\u00e1ssemos o seu instrumento.<\/p>\n<p>Provavelmente s\u00e3o efeitos dessa natureza que certos homeopatas observaram, e que os fizeram crer na possibilidade de corrigir, com o aux\u00edlio de medicamentos apropriados, v\u00edcios tais como o ci\u00fame, o \u00f3dio, o orgulho, a c\u00f3lera, etc. Uma tal doutrina, se fosse verdadeira, seria a nega\u00e7\u00e3o de toda responsabilidade moral, a san\u00e7\u00e3o do materialismo, porque ent\u00e3o a causa de nossas imperfei\u00e7\u00f5es estaria apenas na mat\u00e9ria; a educa\u00e7\u00e3o moral reduzir-se-ia a um tratamento m\u00e9dico; o mais perverso dos homens poderia tornar-se bom sem grandes esfor\u00e7os, e a Humanidade poderia ser regenerada com o aux\u00edlio de algumas p\u00edlulas. Se, ao contr\u00e1rio, e disto n\u00e3o resta d\u00favida, as imperfei\u00e7\u00f5es forem inerentes \u00e0 inferioridade do Esp\u00edrito, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel melhor\u00e1-lo pela modifica\u00e7\u00e3o de seu envolt\u00f3rio carnal, como n\u00e3o se endireita um corcunda dissimulando sua deformidade sob o talhe de suas roupas.<\/p>\n<p>N\u00e3o duvidamos, entretanto, que tais resultados tenham sido obtidos nalguns casos particulares, porque, para afirmar um fato t\u00e3o grave, \u00e9 preciso ter observado, no entanto, estamos convictos que se enganaram sobre a causa e sobre o efeito. Os medicamentos homeop\u00e1ticos, por sua natureza et\u00e9rea, t\u00eam uma a\u00e7\u00e3o de certa forma molecular; mais do que outros, indubitavelmente, eles podem agir sobre certas partes elementares e flu\u00eddicas dos \u00f3rg\u00e3os e modificar sua constitui\u00e7\u00e3o \u00edntima. Se, pois, como \u00e9 racional admitir, todos os sentimentos da alma t\u00eam sua fibra cerebral correspondente para a sua manifesta\u00e7\u00e3o, um medicamento que agisse sobre essa fibra, quer para paralis\u00e1-la, quer para exaltar sua sensibilidade, paralisaria ou exaltaria, por isso mesmo, a express\u00e3o do sentimento do qual ela fosse o instrumento, mas o sentimento n\u00e3o deixaria de subsistir. O indiv\u00edduo estaria na posi\u00e7\u00e3o de um assassino a quem se tirasse a possibilidade de cometer homic\u00eddios cortando-lhes os bra\u00e7os, mas que n\u00e3o deixaria de conservar o desejo de matar. Seria, pois, um paliativo, mas n\u00e3o um rem\u00e9dio curativo.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode agir sobre o ser espiritual sen\u00e3o por meios espirituais. A utilidade dos meios materiais, se fosse constatado o efeito acima, talvez fosse de dominar mais facilmente o Esp\u00edrito, de torn\u00e1-lo mais flex\u00edvel, mais d\u00f3cil e mais acess\u00edvel \u00e0s influ\u00eancias morais; mas nos embalar\u00edamos em ilus\u00f5es se esper\u00e1ssemos de uma medica\u00e7\u00e3o qualquer um resultado definitivo e dur\u00e1vel.<\/p>\n<p>Seria diferente se se tratasse de dar suporte \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de uma faculdade existente. Suponhamos um Esp\u00edrito inteligente encarnado, mas tendo ao seu servi\u00e7o um c\u00e9rebro atrofiado e n\u00e3o podendo, pois, manifestar as suas ideias. Ele seria, para n\u00f3s, um idiota. Admitindo-se &#8211; o que julgamos poss\u00edvel \u00e0 homeopatia, mais do que a qualquer outro g\u00eanero de medica\u00e7\u00e3o &#8211; que se pudesse dar mais flexibilidade e sensibilidade \u00e0s fibras cerebrais, o Esp\u00edrito manifestaria seu pensamento, como o mudo ao qual se tivesse soltado a l\u00edngua. Mas se o pr\u00f3prio Esp\u00edrito fosse idiota, mesmo que tivesse ao seu servi\u00e7o o c\u00e9rebro do maior g\u00eanio, nem por isso seria menos idiota. Um medicamento qualquer, n\u00e3o podendo agir sobre o Esp\u00edrito, n\u00e3o poderia nem dar-lhe o que ele n\u00e3o tem nem tirar o que ele tem. Mas agindo sobre o \u00f3rg\u00e3o de transmiss\u00e3o do pensamento, ele pode facilitar essa transmiss\u00e3o, sem que, em consequ\u00eancia disso, haja qualquer altera\u00e7\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. O que \u00e9 dif\u00edcil, e o mais da vezes imposs\u00edvel, no caso do idiota de nascen\u00e7a, porque h\u00e1 nele uma paralisa\u00e7\u00e3o completa e quase sempre geral de desenvolvimento nos \u00f3rg\u00e3os, torna-se poss\u00edvel quando a altera\u00e7\u00e3o \u00e9 acidental e parcial. Nesse caso, n\u00e3o \u00e9 o Esp\u00edrito que \u00e9 aperfei\u00e7oado, s\u00e3o os seus meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Revista Esp\u00edrita<\/p>\n<p>Jornal de Estudos Psicol\u00f3gicos<\/p>\n<p>publicada sob a dire\u00e7\u00e3o de ALLAN KARDEC<\/p>\n<p>1867 &gt; Mar\u00e7o &gt; A homeopatia nas mol\u00e9stias morais<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">****************************************************<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A homeopatia nas mol\u00e9stias morais 2a. parte<\/p>\n<p>Revista Esp\u00edrita<\/p>\n<p>Jornal de Estudos Psicol\u00f3gicos<\/p>\n<p>publicada sob a dire\u00e7\u00e3o de ALLAN KARDEC<\/p>\n<p>1867 &gt; Junho &gt; A homeopatia nas mol\u00e9stias morais<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O artigo que publicamos no n\u00famero de mar\u00e7o sobre a a\u00e7\u00e3o da Homeopatia nas mol\u00e9stias morais nos valeu, de um dos mais ardentes partid\u00e1rios desse sistema e ao mesmo tempo um dos mais fervorosos adeptos do Espiritismo, o doutor Charles Gr\u00e9gory, a seguinte carta que temos o dever de publicar, em raz\u00e3o da luz que a discuss\u00e3o pode trazer \u00e0 quest\u00e3o:<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u201cCaro e venerado mestre,<\/p>\n<p>\u201cVou tentar explicar-vos como compreendo a a\u00e7\u00e3o da Homeopatia sobre o desenvolvimento das faculdades morais.<\/p>\n<p>\u201cComo eu, admitis que todo homem com sa\u00fade possui rudimentos de todas as faculdades e de todos os \u00f3rg\u00e3os cerebrais necess\u00e1rios \u00e0 sua manifesta\u00e7\u00e3o. Admitis, tamb\u00e9m, que certas faculdades v\u00e3o se desenvolvendo sempre, ao passo que outras, as que indubitavelmente s\u00e3o rudimentares, depois de apenas terem emitido alguns lampejos, parecem extinguir-se completamente. No primeiro caso, em vossa opini\u00e3o, os \u00f3rg\u00e3os cerebrais que correspondem \u00e0s faculdades em pleno desenvolvimento teriam sua livre manifesta\u00e7\u00e3o, ao passo que os rudimentares, que o mais das vezes tamb\u00e9m se relacionam com aptid\u00f5es rudimentares, se atrofiariam completamente, com o avan\u00e7ar da idade, por falta de atividade vital.<\/p>\n<p>\u201cSe, pois, por meio de medicamentos apropriados, eu agir sobre os \u00f3rg\u00e3os imperfeitos; se a\u00ed desenvolver um acr\u00e9scimo de atividade vital, se para a\u00ed indico uma nutri\u00e7\u00e3o mais poderosa, \u00e9 evidente que aumentando o volume eles permitir\u00e3o que a faculdade rudimentar melhor se manifeste, e que pela transmiss\u00e3o das ideias e dos sentimentos que tiverem colhido, pelos sentidos, no mundo exterior, eles imprimir\u00e3o \u00e0 faculdade correspondente uma influ\u00eancia salutar, e por sua vez a desenvolver\u00e3o, porque tudo se liga e se mant\u00e9m no homem; a alma influi sobre o f\u00edsico, como o corpo influi sobre a alma. Ent\u00e3o j\u00e1 observamos, por conseguinte, a primeira influ\u00eancia dos medicamentos, pelo do aumento dos \u00f3rg\u00e3os sobre as faculdades correspondentes da alma, a possibilidade, portanto, do homem crescer em potencialidades e aptid\u00f5es, por meio de for\u00e7as tiradas do mundo material.<\/p>\n<p>\u201cAgora, para mim n\u00e3o est\u00e1 absolutamente provado que nossas pequenas doses, chegadas a um estado de sublima\u00e7\u00e3o e de sutileza que ultrapassam todos os limites, n\u00e3o tenham em si algo de espiritual, de certo modo, que por sua vez age sobre o Esp\u00edrito. Nossos medicamentos, dados no estado de divis\u00e3o a que a arte os submete, n\u00e3o s\u00e3o mais subst\u00e2ncias materiais, mas necessariamente s\u00e3o for\u00e7as, ao menos em minha opini\u00e3o, que devem agir sobre as faculdades da alma, que, tamb\u00e9m elas, s\u00e3o for\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cE depois, como creio que o Esp\u00edrito do homem, antes de se encarnar na Humanidade, sobe todos os degraus da escala e passa pelo mineral, pela planta e pelo animal e na maior parte dos tipos de cada esp\u00e9cie, onde preludia para seu completo desenvolvimento como ser humano, quem me diz que dando medicalmente o que n\u00e3o \u00e9 mais nem mineral, nem planta, nem animal, mas o que se poderia chamar sua ess\u00eancia e de certo modo seu esp\u00edrito, n\u00e3o agimos sobre a alma humana composta dos mesmos elementos? Porque, digam o que disserem, o Esp\u00edrito certamente \u00e9 alguma coisa, e porque ele se desenvolveu e se desenvolve incessantemente, deve ter haurido seus elementos nalguma parte.<\/p>\n<p>\u201cTudo quanto posso dizer \u00e9 que n\u00e3o agimos sobre a alma com as nossas 200\u00aa e 600\u00aa dilui\u00e7\u00f5es, materialmente, mas virtualmente e de certo modo espiritualmente.<\/p>\n<p>\u201cAgora, a\u00ed est\u00e3o os fatos, fatos numerosos, bem observados, e que bem poderiam demonstrar que n\u00e3o estou inteiramente errado. Para citar a mim mesmo, embora n\u00e3o goste muito de quest\u00f5es pessoais, direi que, experimentando em mim, h\u00e1 trinta anos, rem\u00e9dios homeop\u00e1ticos, de certo modo criei novas faculdades, sem d\u00favida rudimentares, mas que na minha mais luxuriante mocidade jamais tinha conhecido, pois ignorava a Homeopatia, que hoje, aos cinquenta e dois anos, encontro bem desenvolvidas: a percep\u00e7\u00e3o da cor e das formas.<\/p>\n<p>\u201cAcrescentarei ainda que, sob a influ\u00eancia de nossos meios, vi caracteres mudarem completamente; \u00e0 leviandade sucederam a reflex\u00e3o e a solidez do racioc\u00ednio; \u00e0 lubricidade, a contin\u00eancia; \u00e0 maldade, a benevol\u00eancia; ao \u00f3dio, a bondade e o perd\u00e3o das inj\u00farias. Evidentemente n\u00e3o \u00e9 coisa para alguns dias; s\u00e3o necess\u00e1rios alguns anos de cuidados, mas se chega a esses belos resultados por meios t\u00e3o c\u00f4modos, que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma dificuldade em identificar os clientes que vos s\u00e3o devotados, e um m\u00e9dico os tem sempre. Eu mesmo observei que os resultados obtidos por nossos meios eram adquiridos para sempre, ao passo que os dados pela educa\u00e7\u00e3o, os bons conselhos, as exorta\u00e7\u00f5es seguidas, os livros de moral quase n\u00e3o resistiam ante a possibilidade de satisfazer uma paix\u00e3o ardente, e as tenta\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o com nossas fraquezas, antes adormecidas e entorpecidas do que curadas. Se neste \u00faltimo caso o sucesso se manifestava, n\u00e3o era sem lutas violentas, que n\u00e3o era bom prolongar por muito tempo.<\/p>\n<p>\u201cEis, caro mestre, as observa\u00e7\u00f5es que desejava submeter-vos sobre esta t\u00e3o grave quest\u00e3o da influ\u00eancia da Homeopatia sobre o moral humano.<\/p>\n<p>\u201cPara concluir: Quer seja pelo c\u00e9rebro que o medicamento aja sobre as faculdades, quer aja ao mesmo tempo sobre a fibra cerebral e sobre sua faculdade correspondente, n\u00e3o est\u00e1 menos demonstrado para mim, por centenas de fatos, que a a\u00e7\u00e3o sutil e profunda de nossas doses sobre o moral humano \u00e9 muito real. Al\u00e9m disso, \u00e9-me demonstrado que a Homeopatia deprime certas faculdades, certos sentimentos ou certas paix\u00f5es muito exaltadas, para ativar outras muito reduzidas, e como que paralisadas e, por isto mesmo, conduz ao equil\u00edbrio e \u00e0 harmonia, de onde resulta a melhora real e o progresso do homem em todas as suas aptid\u00f5es, e facilidade de vencer-se a si mesmo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o julgueis que tal resultado anule a responsabilidade humana, e que se chegue a esse progresso t\u00e3o desejado sem sofrimentos e sem lutas. N\u00e3o basta tomar um medicamento e se dizer: \u201cVou triunfar de minha inclina\u00e7\u00e3o para a c\u00f3lera, para o ci\u00fame e para a lux\u00faria.\u201d Oh! n\u00e3o! O rem\u00e9dio apropriado, uma vez introduzido no organismo, n\u00e3o traz uma modifica\u00e7\u00e3o profunda sen\u00e3o ao pre\u00e7o de violentos sofrimentos morais e f\u00edsicos, e muitas vezes, de longa, de muita longa dura\u00e7\u00e3o, sofrimentos que devem ser repetidos v\u00e1rias vezes, variando os medicamentos e as doses, e isto durante meses e \u00e0s vezes anos, se quisermos chegar a resultados concludentes. A\u00ed est\u00e1 o pre\u00e7o a pagar por seu melhoramento moral; a\u00ed a prova e a expia\u00e7\u00e3o pelas quais tudo se paga neste mundo inferior, e vos confesso que n\u00e3o \u00e9 coisa f\u00e1cil de se corrigir, mesmo pela Homeopatia. N\u00e3o sei se, pelas ang\u00fastias interiores que se sofre, n\u00e3o se paga mais caro esse progresso do que pela modifica\u00e7\u00e3o mais lenta, \u00e9 certo, mas sem d\u00favida mais suave e suport\u00e1vel da a\u00e7\u00e3o puramente moral de todos os dias, pela observa\u00e7\u00e3o de si mesmo e o ardente desejo de vencer-se.<\/p>\n<p>\u201cTermino aqui. Mais tarde vos contarei in\u00fameros fatos que bem poder\u00e3o convencer-vos.<\/p>\n<p>\u201cRecebei, etc.\u201d<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p>Esta carta em nada modifica a opini\u00e3o que emitimos sobre a a\u00e7\u00e3o da Homeopatia no tratamento das mol\u00e9stias morais, que v\u00eam confirmar, ao contr\u00e1rio, os pr\u00f3prios argumentos do Sr. Dr. Gr\u00e9gory. Portanto, persistimos em dizer que se os medicamentos homeop\u00e1ticos podem ter uma a\u00e7\u00e3o sobre o moral, \u00e9 agindo sobre os \u00f3rg\u00e3os de sua manifesta\u00e7\u00e3o, o que pode ter sua utilidade em certos casos, mas n\u00e3o sobre o Esp\u00edrito; que as qualidades boas ou m\u00e1s e as aptid\u00f5es s\u00e3o inerentes ao grau de adiantamento e de inferioridade do Esp\u00edrito, e que n\u00e3o \u00e9 com um medicamento qualquer que se pode faz\u00ea-lo avan\u00e7ar mais depressa, nem lhe dar as qualidades que n\u00e3o pode adquirir sen\u00e3o sucessivamente e pelo trabalho; que uma tal doutrina, fazendo depender as disposi\u00e7\u00f5es morais do organismo, tira do homem toda responsabilidade, a despeito do que diz o Sr. Gr\u00e9gory, e o dispensa de todo trabalho sobre si mesmo para se melhorar, pois poder\u00edamos torn\u00e1-lo bom, malgrado seu, administrando-lhe tal ou qual rem\u00e9dio; que se, com a ajuda de meios materiais, podem ser modificados os \u00f3rg\u00e3os das manifesta\u00e7\u00f5es, o que admitimos perfeitamente, esses meios n\u00e3o podem mudar as tend\u00eancias instintivas do Esp\u00edrito, assim como, cortando a l\u00edngua de um falador, n\u00e3o se lhe tira a vontade de falar. Um uso do Oriente vem confirmar nossa asser\u00e7\u00e3o por um fato material bem conhecido.<\/p>\n<p>Certamente o estado patol\u00f3gico influi sobre o moral a certos pontos de vista, mas as disposi\u00e7\u00f5es que tem essa fonte s\u00e3o acidentais e n\u00e3o constituem o fundo do car\u00e1ter do Esp\u00edrito. S\u00e3o essas, sobretudo, que uma medica\u00e7\u00e3o apropriada pode modificar. H\u00e1 pessoas que s\u00f3 s\u00e3o benevolentes depois de haver jantado bem e \u00e0s quais nada se deve pedir quando est\u00e3o em jejum. Deve-se concluir que um bom jantar \u00e9 um rem\u00e9dio contra o ego\u00edsmo? N\u00e3o, porque essa benevol\u00eancia, provocada pela plenitude da satisfa\u00e7\u00e3o sensual, \u00e9 um efeito do pr\u00f3prio ego\u00edsmo; \u00e9 apenas uma benevol\u00eancia aparente, um produto desse pensamento: \u201cAgora que n\u00e3o mais preciso de nada, posso ocupar-me um pouco com os outros.\u201d<\/p>\n<p>Em resumo, n\u00e3o contestamos sen\u00e3o que certas medica\u00e7\u00f5es, e a Homeopatia mais que qualquer outra, produzem alguns efeitos indicados, mas contestamos mais do que nunca os resultados permanentes, e sobretudo t\u00e3o universais, como alguns pretendem. Um caso em que a Homeopatia sobretudo nos pareceria particularmente aplic\u00e1vel com sucesso, \u00e9 o da loucura patol\u00f3gica, porque aqui a desordem moral \u00e9 a consequ\u00eancia da desordem f\u00edsica, e que agora \u00e9 constatado, pela observa\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos esp\u00edritas, que o Esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 louco. N\u00e3o h\u00e1 que modific\u00e1-lo, mas lhe dar os meios de se manifestar livremente. A a\u00e7\u00e3o da Homeopatia pode ser aqui muito eficaz porquanto age principalmente, pela natureza espiritualizada de seus medicamentos, sobre o perisp\u00edrito, que representa papel preponderante nessa afec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ter\u00edamos mais obje\u00e7\u00f5es a fazer sobre algumas das proposi\u00e7\u00f5es contidas nesta carta, mas isto nos levaria muito longe. Contentamo-nos, pois, em considerar as duas opini\u00f5es. Como em tudo, os fatos s\u00e3o mais concludentes que as teorias, e s\u00e3o eles, em definitivo, que confirmam ou derrocam as \u00faltimas. Desejamos ardentemente que o Sr. Dr. Gr\u00e9gory publique um tratado especial pr\u00e1tico de Homeopatia aplicada ao tratamento das mol\u00e9stias morais, para que a experi\u00eancia possa generalizar-se e decidir a quest\u00e3o. Mais que qualquer outro, ele nos parece capaz de fazer esse trabalho ex-professo.<\/p>\n<p>Revista Esp\u00edrita<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #008000;\">Jornal de Estudos Psicol\u00f3gicos<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"color: #008000;\">publicada sob a dire\u00e7\u00e3o de ALLAN KARDEC<\/span><\/em><\/p>\n<p>1867 &gt; Junho &gt; A homeopatia nas mol\u00e9stias morais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A homeopatia nas mol\u00e9stias morais Allan Kardec &#8211; Revista Esp\u00edrita Jornal de Estudos Psicol\u00f3gicos publicada sob a dire\u00e7\u00e3o de ALLAN KARDEC 1867 &gt; Mar\u00e7o &gt; A homeopatia nas mol\u00e9stias morais &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212; Pode a homeopatia modificar as disposi\u00e7\u00f5es morais? 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